26 de novembro de 2009

FALTA DE SANEAMENTO, LIXO E ÁGUA PARADA DEIXA 17 CAPITAIS EM ALERTA PELO RISCO DE DENGUE


Risco de dengue deixa em estado de alerta 17 capitais, diz ministério

G1/Ambiente Brasil - 25/11/2009

Levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (24) mostra um aumento no número de áreas em estado crítico para o contágio de dengue no país e revela que 17 capitais estão sob estado de alerta. Segundo estudo realizado em 163 municípios de regiões metropolitanas, capitais, áreas de grande fluxo de turistas e regiões de fronteira, o índice de áreas sob alerta cresceu de 35,8%, em 2008, para 59,9% neste ano. No ano passado, as áreas consideradas em estado satisfatório eram de 57,8%. Neste ano, o levantamento mostra que essas regiões totalizam 39,1%.

Os dados fazem parte do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) referente a 2009. O estudo identifica criadouros do mosquito e a situação de infestação das cidades, "o que permite o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas", argumenta o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Segundo o estudo, do total de municípios analisados, 102 estão em situação de alerta e em pelo menos dez há risco real de epidemia. Nesses municípios, mais de 3,9% dos imóveis analisados apresentaram larvas do mosquito.

O Liraa conclui que cresceu o número de municípios em estado de alerta e com risco de surto, em comparação com os dados do ano passado. Em 2008, cinco municípios estavam com risco de surto e 71 em situação de alerta. O número de municípios com índices satisfatórios caiu de 83 para 42.



Casos de dengue - No dia 29 de outubro, o Ministério da Saúde divulgou relatório segundo o qual o país registrou uma redução de 46,3% no número de casos de dengue. Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 406.883 ocorrências, contra 758.051 no mesmo período de 2008.

Segundo o ministério, em todo o mundo, são registrados 100 milhões de caso da doença por ano. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira, em 20 estados e no Distrito Federal o número de infecções diminuiu. O Rio de Janeiro, com uma redução de 95,9%, foi o estado que registrou o maior recuo da doença: eram 250.220 casos até agosto de 2008 e agora são 10.365 ocorrências nesse mesmo período.

O balanço parcial também revela uma redução de 63,2% no número de mortes em decorrência da dengue. Até agosto deste ano foram 166 óbitos, contra 451 mortes do ano passado. Já o número de casos graves da doença também registrou uma queda de 79,2%. Eram 20.579 ocorrências em 2008 e passaram para 4.281 neste ano.

Regiões - Em relação a 2008, as regiões Nordeste e Sudeste têm mais municípios em alerta e com risco de surto. Centro-Oeste e Sul apresentaram menos municípios com índice satisfatório e mais em alerta. Já a região Norte apresentou melhora nos resultados de infestação por larvas do mosquito. Segundo o mistério, houve um aumento no índice de regiões em estado satisfatório e uma redução na área em alerta.

Nas regiões Norte e Nordeste, os principais criadouros apontados pelo ministério são caixas d'água, tambores, tonéis, poços, entre outros. Já nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os criadouros estão concentrados em vasos de plantas, pratos, bromélias, ralos, lages, piscinas, entre outros. Na região Sul, o estudo não identificou criadouros do mosquito.


Dever da sociedade - Para o ministro da Saúde, boa parte da responsabilidade por combater o avanço da doença é da sociedade: "Se a população não se envolve, não se mobiliza, nada pode ser feito."

O ministro lembra que a cidade de São Paulo não participou do Liraa 2009. "Desconhecemos os motivos pelos quais São Paulo não fez o Liraa", disse. "O trabalho de acabar com os criadouros do mosquito é uma responsabilidade tanto do poder público, como de cada cidadão ou empresa. Além disso, o sistema público de saúde deve estar comprometido com o reforço na assistência à saúde dos pacientes, para tratar bem os eventuais casos graves e evitar mortes", complementa Temporão. (Fonte: G1)

CASOS DE DENGUE AUMENTAM EM RIBEIRÃO PRETO (SP) - Clique e Veja

Fonte: G1/Folha Online/AMBIENTE BRASIL

NOSSO DESAFIO:

Amigos Ambientalistas e Comunicadores,

Os dados do Ministério da Saúde são preocupantes...
Vamos nos unir em uma campanha rápida, séria e eficiente, cada um fazendo o melhor que puder e atingindo o maior público que conseguir.
Dengue é sujeira, é água parada, é falta de cuidados, é terreno baldio cheio de mato e lixo, é falta de providências e fiscalização, é falta de vontade política e interesse no bem estar e na qualidade de vida do cidadão.
Você tem uma grande arma para combater a dengue na sua comunidade, na sua bacia hidrográfica, no seu estado: o seu teclado, o seu site, o seu blog, a sua revista, o seu jornal, a sua estação de rádio e televisão, a sua capacidade e liderança como comunicador ambiental, como jornalista, como editor.
Não fique de braços cruzados neste verão, deixando a dengue fazer vítimas ao seu lado.
Exerça seu direito de cidadão esclarecido, formador de opinião e com muita competência!
Comece hoje mesmo o seu combate da dengue, no seu pedaço! Alerte as pessoas de sua comunidade, seus leitores e seus ouvintes: "nós podemos acabar com a DENGUE, acabando com a sujeira e os criadouros de mosquitos em nossas residências e vizinhanças".

Apoio do Instituto SOS Rios do Brasil!


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MUDANÇAS CLIMÁTICAS: PERDA DE TRILHÕES DE REAIS E ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ENERGIA AFETADOS


Brasil pode perder até R$ 3,6 trilhões com mudanças climáticas

Relatório brasileiro analisa impacto do aquecimento global na economia.

Estadão - 24/11/2009

Da BBC Brasil em São Paulo - A economia brasileira poderá perder até R$ 3,6 trilhões nos próximos 40 anos em decorrência das mudanças climáticas, indica um estudo realizado por pesquisadores das principais instituições públicas e privadas do país.

Segundo o estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, divulgado nesta quarta-feira, em 2050 o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro seria de entre R$ 15,3 trilhões e R$ 16 trilhões, caso não houvesse mudanças no clima.

Considerando-se o impacto das mudanças climáticas, esses montantes seriam reduzidos em entre 0,5% e 2,3%. Conforme o documento, as perdas ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões.

O estudo reuniu mais de 60 pesquisadores de 12 instituições e é inspirado no Relatório Stern, que fez uma análise econômica das mudanças climáticas em nível global.

Os autores abordam vários setores, como agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde.

Foram projetados dois cenários para o Brasil, que levaram em conta duas possíveis trajetórias do clima futuro desenvolvidas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Os pesquisadores afirmam que as trajetórias climáticas do IPCC são baseadas em hipóteses sobre o comportamento futuro da economia global. O estudo brasileiro tentou simular o comportamento futuro da economia brasileira com as mesmas hipóteses do IPCC para a economia global.

O cenário mais pessimista trabalha com a perspectiva de inação para conter as mudanças climáticas. O mais otimista leva em conta esforços de mitigação, que resultariam em ligeira melhora.

"Os dois cenários provam que é muito melhor antecipar essas mudanças, assumir políticas públicas de redução de emissões, que o setor produtivo se engaje na redução das emissões, que o Brasil reduza o desmatamento. Com tudo isso, estaremos reduzindo custos", disse à BBC Brasil o coordenador do estudo, Jacques Marcovitch, professor da FEA/USP.

"Se demorarem a adotar essas ações, algumas condicionadas à negociação internacional, a tendência será de perda coletiva."

Regiões vulneráveis

O documento indica que a Amazônia e o Nordeste seriam as regiões brasileiras mais vulneráveis às mudanças climáticas.

"Estima-se que as mudanças climáticas resultariam em redução de 40% da cobertura florestal na região sul-sudeste-leste da Amazônia, que será substituída pelo bioma savana", diz o estudo.

No Nordeste, a redução de chuvas causaria perdas na agricultura e reduziria a capacidade de pastoreio de bovinos de corte.

Segundo o estudo, as modificações genéticas seriam alternativa para reduzir os impactos das mudanças climáticas na agricultura, o que exigiria investimentos em pesquisa da ordem de R$ 1 bilhão por ano.

No setor de energia, seria necessário instalar capacidade extra de geração, "de preferência com geração por gás natural, bagaço de cana e energia eólica", com custo de entre US$ 51 bilhões e US$ 48 bilhões.

O documento estima ainda que as ações de gestão e políticas públicas na zona costeira somariam R$ 3,72 bilhões até 2050.

Além de analisar e quantificar os impactos das mudanças climáticas no desenvolvimento do país, também sugere ações para mitigar esses efeitos, como substituição de combustíveis fósseis e taxação de emissão de carbono, entre outras.

Os pesquisadores afirmam ainda que as políticas de proteção social devem ser reforçadas no Norte e no Nordeste, as regiões mais afetadas e também mais pobres do Brasil.

Também dizem que é possível associar metas ambiciosas de crescimento com redução de emissões e que é preciso garantir que a matriz energética brasileira se mantenha limpa e que o crescimento do PIB seja gerado também de forma limpa.

O estudo é divulgado a poucas semanas da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que será realizada de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.

A reunião de Copenhague tem como objetivo fechar um novo acordo global sobre o clima para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

"O Brasil já é reconhecido como um país que tem avançado na questão econômica e na questão social", diz o coordenador do estudo. "Agora, o que pode e deve fazer é completar esses dois reconhecimentos com um terceiro, pode ser líder nas políticas de desenvolvimento que incorporam a dimensão ambiental." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


Abastecimento de água e energia seria afetado

25/11 - 12:34 - Agência Estado

Logo Agência Estado
Os efeitos das mudanças climáticas seriam bastante sentidos no sistema hídrico brasileiro, com impactos diretos no abastecimento de água, na agricultura e geração de energia elétrica nas principais regiões hidrográficas brasileiras. "Os estudos indicam que praticamente em todas as bacias a tendência é de diminuição das vazões dos rios", afirma Israel Klabin, presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), entidade que coordenou o estudo sobre os impactos das mudanças climáticas nas bacias hidrográficas.

O estudo levou em consideração dados anuais de vazão das grandes bacias hidrográficas (Tocantins, Amazonas, Paraná, Paraguai, São Francisco, Parnaíba e Atlântico Nordeste Ocidental) e a região que inclui as bacias do Uruguai e Atlântico Sul. Foram traçados perspectivas até 2100, com base nos cenários do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) - um "otimista", que prevê aumento da temperatura de 1,4°C a 3,8°C e outro "pessimista" que considera aumento de 2°C a 5,4 °C, até 2050.

No Nordeste, as chuvas diminuiriam até 2 a 2,5 mm/dia em 2100, causando perdas agrícolas e afetando a vazão dos rios em bacias importantes como São Francisco e Parnaíba.

O Rio São Francisco seria um dos mais afetados. As médias dos modelos indicam para o cenário mais otimista uma diminuição progressiva de 27% para o período de 2011 a 2040, 43% para o período 2041 a 2070 e 57% no período de 2071 a 2100. Para o cenário mais pessimista, nos mesmos períodos as diminuições foram para 28%, 54% e 70%, respectivamente.

Também no Nordeste, a bacia do Rio Parnaíba, que banha Piauí e Maranhão, sofreria uma diminuição na vazão das águas de até 44%, para o cenário mais otimista, e até 90%, para um horizonte mais pessimista, entre 2071 e 2100.

Para a bacia do Rio Amazonas dentro do território brasileiro é esperada uma redução de vazão entre 20% a 30% no período de 2071 a 2100. Impacto semelhante seria sentido na bacia do Rio Paraná, que abriga a hidrelétrica de Itaipu e pode perder até 53% da vazão, até 2100.

O impacto da mudança climática no sistema hídrico deve afetar em cheio a geração de energia das hidrelétricas: é esperada uma redução na oferta de energia de até 31,5%. "Uma hidrelétrica produz, em metade de sua potência instalada, a chamada energia firme. Com menos vazão nos rios, faz sentido uma queda na produção da ordem de 30%", diz o físico José Goldemberg, da Universidade de São Paulo (USP).

Para José Machado, diretor presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), será necessário tempo para que se avalie como adaptar as bacias às mudanças climáticas. "O mais importante para estar à altura da mitigação do problema é o fortalecimento da gestão e estrutura dos recursos hídricos." Fonte: ÚLTIMO SEGUNDO

SAIBA MAIS

Recife já vê efeitos de alta do nível do mar

Praias paulistas ficam cada vez mais estreitas


'Não podemos esperar para começar a agir'


Fonte: Manchetes Socioambientais - ISA



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25 de novembro de 2009

ONG NAVIMA E FORÇAS ARMADAS REALIZAM COM APOIO DO IBAMA AÇÃO SOCIAL NO BAIRRO DE GUARARAPES, EM NATAL (RN)




ONG NAVIMA, Forças Armadas e IBAMA levam saúde e cidadania para Guarapes

Na próxima sexta-feira (27/11), a ONG NAVIMA (Nature Viva Mangue), Força Aérea Brasileira, Marinha, Exército, IBAMA e a Secretaria de Saúde de Natal, irão promover uma ação social na comunidade do Guarapes (Zona Oeste de Natal) denominada "Guarapes em Ação, Saúde e Cidadania". O objetivo do evento, coordenado pela NAVIMA, é dar apoio de saúde a população carente e despertar a cidadania na comunidade do Bairro de Guarapes, em Natal.

Durante todo o dia, das 8h às 17h, a comunidade de Guarapes terá acesso gratuito a médicos, dentistas e enfermeiros das Forças Armadas (Aeronáutica, Marinha e Exército), que atenderão em barracas do Exército montadas em frente do posto de saúde de Guarapes, que se encontra em reforma.

A equipe é formada por especialistas nas áreas de Pediatria, Ginecologia, Clínica Geral e Odontologia, e outros profissionais de saúde (enfermeiros e auxiliares). A Base Aérea de Natal (FAB) participará com um Pediatra, dois Clínicos e um Dentista, o Exército, com dois Clínicos e dois Ginecologistas, e a Marinha, com um Clínico e um Dentista. A Secretaria de Saúde de Natal vai fornecer medicamentos e material de apoio.

Além do atendimento médico e odontológico, o IBAMA fará uma palestra sobre educação ambiental, com enfoque na saúde, a Marinha vai oferecer corte de cabelo, e ainda terá uma oficina de culinária oferecida por uma voluntária que vai ensinar como preparar pratos com pescado com apoio do SESI " Cozinha Brasil".

A NAVIMA (Nature Viva Mangue) – é uma organização não governamental que atua na preservação dos ecossistemas costeiros e vida marinha, de caráter sócio-ambiental sem fins lucrativos, atuante na problemática e rastreamento dos lixões, controle de derramamento de petróleo e conservação da costa potiguar.

A entidade nasceu no dia 21 de novembro de 2007, após o desastre ambiental do Rio Potengi que provocou a mortandade estimada em 40 toneladas de peixes e crustáceos em 29 de julho. Neste dia, a bióloga Rosimeire Dantas desenvolvia pesquisa em prol da saúde pública e qualidade dos alimentos dali retirados, por homens e mulheres trabalhadores, pessoas simples e dignas de sua cultura tradicional. Desde então, a NAVIMA luta para despoluir o Rio Potengi, berçário de vida marinha, e conservação de toda a costa potiguar.

Entre os projetos desenvolvidos pela NAVIMA estão: o adensamento florestal da Mata Atlântica na Base Aérea de Natal (BANT) – um convênio entre a BANT e o IBAMA/NAVIMA; a Neutralização de Carbono, na Polícia Federal; e o Projeto Rio Potengi – “Levantando as redes para um futuro sustentável”, em parceria com o IBAMA.

Assessoria de Imprensa da BANT

Marta Fernandes Melchiors

(Suboficial/ Jornalista)

Fones: 3644-7513 / 9976-3338

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PESQUISA DA FGV REGISTRA DIMINUIÇÃO NO DÉFICIT DE SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL


Brasil precisa reagir com velocidade para ampliar acesso ao saneamento, defende especialista

Pesquisa coordenada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas divulgada nesta terça-feira (24) aponta que entre 2007 e 2008 o país registrou uma diminuição significativa do deficit de saneamento básico. A queda de 4,18% é superior à média estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) que prevê diminuição de 2,77% ao ano para que o país alcance uma das Metas do Milênio - a diminuição do deficit de saneamento básico à metade no período de 1990 até 2015.

O novo ritmo, de acordo com a pesquisa, seria suficiente para que o Brasil cumprisse a meta em 16 anos. Entretanto, desde 1992, quando o Brasil se tornou signatário das metas, o país avançou apenas 1,6% ao ano - índice bem abaixo da meta.

Na avaliação do presidente do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho, o país precisa reagir com velocidade para ampliar o acesso ao saneamento básico da população. "Se não reagirmos com velocidade, vamos passar vergonha na Copa e nas Olimpíadas", afirmou. "Como vamos fazer a prova de vela numa Baía de Guanabara toda poluída?", questionou.

Para ele, o Brasil, que tem 18 milhões de cidadãos sem saneamento básico, ainda apresenta números vergonhos no que diz respeito ao problema. "A Organização Mundial de Saúde divulgou um ranking de saneamento em que o Brasil é o sétimo colocado, próximo aos países africanos. Como podemos conviver com isso querendo ser liderança econômica mundial?", questionou.

De acordo com Pinho, a falta de saneamento básico mata, anualmente, 200 crianças de até 5 anos e é responsável por 700 mil internações.

Segundo Marcelo Neri, um dos coordenadores da pesquisa, para acabar com problemas de saneamento é necessária a criação de políticas públicas e ações coordenadas. "Com um bom planejamento, boa gestão de recursos e um marco regulatório, é possível sanar o problema em até 20 anos", explicou.

Um dos dados do estudo destacado por Neri mostra que no ano de 2008, 26,62% da população de classe AB não tinham acesso ao saneamento básico. "Saneamento não é um problema apenas de dinheiro: não adianta nada comprar os materias se você não tiver uma rede para se conectar. É preciso investimento público", explicou.

Neri afirmou que o país tem evoluído no quesito saneamento por causa dos efeitos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da criação da Lei Geral de Saneamento Básico. (Fonte: Agência Brasil/AMBIENTE BRASIL)


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ENCONTRO PELAS ÁGUAS, EM STA. CRUZ DE CABRÁLIAS, REÚNE INDÍGENAS DA BAHIA

Santa Cruz de Cabrália, ao lado de Porto Seguro (BA)

Encontro Pelas Águas reúne indígenas da Bahia no Extremo Sul do Estado

Ascom - INGÁ - Salvador (BA)
Jornalista Letícia Belém

Povos indígenas de toda a Bahia participam do “Encontro Pelas Águas” nos dias 27 e 28 de novembro, no município de Santa Cruz de Cabrália, na região sul do Estado. O evento reúne representantes das aldeias Pataxó, Kiriri Canta Galo, Kiriri Mirandela, Tuxá, Kaimbé, Pataxó Hã Hã Hãe e Tupinambás, que irão discutir a situação dos rios e bacias hidrográficas da região onde vivem e construir coletivamente propostas de políticas públicas voltadas às suas comunidades.

O Encontro Pelas Águas tem abertura às 19h da sexta-feira (dia 27), no Shopping Indígena da Aldeia de Coroa Vermelha, na orla de Taperapuã (BR 367), e prossegue no sábado (dia 28), de 8h às 18h, na Escola Municipal Vitorino da Purificação Figueiredo de Coroa Vermelha (Rua Braúna, S/N).

Na ocasião, os participantes, vindos dos municípios de Porto Seguro, Eunápolis, Santa Cruz Cabrália, Itabela, Olivença, Ilhéus, Pau Brasil, Buerarema, Serra do Padeiro, Banzaê, Euclides da Cunha, dentre outros, irão debater seis temas orientadores: “Água e Políticas Públicas”, “Controle Social e as Instâncias de Participação”, “Água como Direito Humano e Ambiental”, “Fundo Estadual de Recursos Hídricos”, “Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mudanças Climáticas” e “Revisão do Plano Estadual de Bacia Hidrográfica”.

Após a escuta e debate em plenária, os povos indígenas vão escrever a II Carta Pelas Águas, documento que elenca todas as demandas e propostas do segmento para a sustentabilidade hídrica e melhoria da qualidade de vida da comunidade.

Inclusão

A série “Encontros Pelas Águas” tem como objetivo o fortalecimento da gestão participativa das águas com a inclusão de povos e comunidades tradicionais da Bahia. Além dos índios, também fazem parte da segunda série dos Encontros, que acontece desde agosto, as comunidades de raízes africanas (quilombolas e povos de terreiro), mulheres, povos de campo (gerazeiros e fundo de pasto), marisqueiras e pescadores.

A participação destes segmentos reflete uma política de inserção do Governo da Bahia em respeito aos setores historicamente excluídos dos fóruns de decisão, e à diversidade étnica, racial, cultural e de gênero, marcas desta gestão.

De acordo com o assessor para Povos e Comunidades Tradicionais do INGÁ, Diosmar Filho, a iniciativa proporciona uma aproximação dos diversos segmentos sociais com os órgãos e autarquias do Estado. “Os Encontros Pelas Águas possibilitam um canal de diálogo permanente, construindo assim políticas públicas que atendam às necessidades e às expectativas da sociedade em relação às águas”, afirma.

Sobre os Encontros

Os Encontros Pelas Águas foram convocados pelo Governador Jaques Wagner através do Decreto Nº 11.572/09 e são realizados pelo Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ). Trata-se de uma agenda de sete reuniões temáticas, que vai até dezembro, que possibilita a escuta das demandas socioambientais de povos e comunidades tradicionais e mulheres de toda a Bahia. Cada Encontro resulta na construção das Cartas Pelas Águas, que serão entregues ao governador ao término da série.

24/11/09
Ascom INGÁ

Mais informações:

Letícia Belém/Joanita Nascimento / Tiago Miranda

(71) 3116-3286/ 3042 /3215 /9966-7345

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ENCONTRO DO "PACTO DAS ÁGUAS" DA SMA DE SÃO PAULO REÚNE LIDERANÇAS EM ITÚ


Rosa Mancini, coordenadora de Recursos Hídricos, explicou como funciona o Sistema de Gerenciamento

Lideranças municipais se reúnem em Itu para trabalhar agenda ambiental das águas paulistas

Municípios têm até o final do ano para montar plano de trabalho e mostrar resultados efetivos até 2011


Na quinta-feira, 19.11, a cidade de Itu foi palco de mais um encontro do Pacto das Águas – São Paulo. Prefeitos, vices e interlocutores do Projeto Município Verde Azul, representando 138 municípios paulistas, se reuniram para conhecer o sistema de gerenciamento de metas do Pacto das Águas. Trata-se de um instrumento on-line que permitirá aos municípios a determinação de metas para a melhoria das condições sanitárias e ambientais a serem alcançadas até 2011. São metas para questões relacionadas a saneamento, áreas verdes e projetos locais ligados à água.

Ao todo, 580 municípios aderiram ao Pacto e se comprometeram a traçar metas e elaborar um plano de ação para recuperar e preservar os recursos hídricos locais. As metas deverão ser baseadas na situação atual de cada indicador, divulgada pelo órgão competente em 2009. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA, por meio do Sistema de Gerenciamento de Metas, acompanhará e avaliará em 2010 e 2011, os resultados parciais e finais das metas estabelecidas pelos municípios. “Queremos que os municípios apresentem metas possíveis de serem realizadas.

Vamos trabalhar o tempo todo com as prefeituras para que as metas sejam reais e atingidas”, destacou a coordenadora de Recursos Hídricos da SMA, Rosa Mancini.
“A nossa responsabilidade aumentou muito na agenda das águas”, chamou a atenção o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, que destacou como o Estado de São Paulo está chamando a atenção do mundo com o Pacto das Águas. São Paulo é o recordista mundial em adesões ao documento internacional criado em março, durante o Fórum Mundial da Água, em Istambul, na Turquia. “O mundo quer ver os resultados que vamos alcançar e mostrar no próximo Fórum, em 2012, na França”, lembrou o secretário.

A partir de agora, as lideranças municipais têm a tarefa de preencher os seus planos de metas até o final deste ano. Nele devem contar a situação atual de saneamento, vegetação, ações em prol da água e como eles esperam melhorar nas mesmas pautas em 2011. A partir daí, a Coordenadoria de Recursos Hídricos do Estado – CRHi – juntamente com os Comitês de Bacias darão início a um trabalho de apoio técnico para o alcance das metas. Para efetivá-las, inclusive, os municípios poderão solicitar recursos junto aos Fundos Estaduais de Recursos Hídricos – FEHIDRO – e de Prevenção e Controle da Poluição – FECOP.

As duas municipalidades que se destacarem nessa agenda de trabalho até 2011, uma com menos de 20 mil habitantes e outro com número de habitantes superior, irão representar todos os outros municípios em Marselha, na França, no ano de 2012, quando ocorre a sexta edição do Fórum Mundial das Águas.

Desafio

Além da agenda de trabalho em benefício das águas, o secretário Xico Graziano lançou um novo desafio aos prefeitos: “Em 2010 cada cidade deverá adotar uma nascente para implantar atividades de educação ambiental”. A idéia do secretário é usar a educação ambiental para preparar as gerações futuras para a importante tarefa de preservar a água, recurso escasso no planeta e fonte de vida da humanidade. ”As crianças precisam beber na mão a água de uma nascente, descobrir de onde vem a águas, a sua importância e, então, se sentirem tocadas a cuidar desse recurso e garantir que ele nunca se acabe”, justificou Graziano.

Pacto das Águas

Lançado em junho deste ano, durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, o Pacto das Águas – São Paulo é uma mobilização, coordenada pela SMA, para que as prefeituras paulistas se comprometam com a preservação e conservação dos recursos hídricos conforme o Consenso de Istambul pelas Águas. O documento foi gerado por lideranças mundiais que acreditam no poder local para estimular a participação dos municípios e órgãos regionais na gestão dos recursos hídricos.
São Paulo é o Estado recordista mundial em adesões municipais. Já são 580 ante outras 65 ao redor do planeta.

Saiba mais em: http://www.ambiente.sp.gov.br/pactodasaguas/

Fonte: Blog Gente das Águas


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FLUTUADOR DA GLOBO/IPT-USP MEDINDO O OXIGÊNIO NO RIO PINHEIROS (SP)

Rio Pinheiros e bairro de Alto de Pinheiros, em São Paulo.


Terça-feira, 24/11/2009

Nesta terça-feira (24), o flutuador ficou no Rio Pinheiros perto da Ponte Universitária e o resultado não foi nada animador. O índice marcou 0,01 de oxigênio, ou seja, não há como ter peixes no local.




O Blog SOS Rios do Brasil vai acompanhar o desempenho do flutuador, diariamente no Rio Pinheiros e postar o resultado apresentado pelos vídeos da SPTV - Globo.com.


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5 DE DEZEMBRO - DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTÁRIO - "SEJA VOLUNTÁRIO POR UM DIA" - AJUDE A REPRESA GUARAPIRANGA


Foto: Sabesp - Fonte: G1

Seja voluntário por um dia e ajude a Represa Guarapiranga


A Fundação SOS Mata Atlântica realiza no dia 5 de dezembro, em parceria com a ONG SOS Represa Guarapiranga, o evento “Seja Voluntário Por um Dia”, em comemoração ao Dia Internacional do Voluntário.

O objetivo é valorizar a ação voluntária e fortalecer as ações da região na preservação desse importante manancial. O evento “Seja Voluntário Por Um Dia” terá a participação da comunidade, do grupo de voluntários da SOS Mata Atlântica e demais interessados.

Entre as atividades estão o plantio de mudas nativas da Mata Atlântica, um almoço comunitário e a retirada do lixo das margens da represa. Na ocasião também será feita a festa de encerramento do Projeto Ybyra “Boas Práticas Ambientais Para Uma Vida Melhor” financiado pelo Fundo Especial do Meio Ambiente da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA).

O encontro será na Praça da Rua Francisco Lang, Jardim Tepara, São Paulo, entre 9h e 17h. Se você tem interesse em participar escreva para
agenda@sosma.org.br.

Fonte: Ecos da Mata n° 23
- Bióloga Raquel Almeida

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24 de novembro de 2009

NO ENCONTRO NACIONAL DE GERENCIAMENTO COSTEIRO (RJ) LANÇAMENTO DO VÍDEO SOBRE ÁREAS AQUÁTICAS PROTEGIDAS


Pousada Uacari, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas.

MMA lança vídeo sobre Áreas Aquáticas Protegidas

A importância da proteção da biodiversidade aquática por meio da criação de áreas aquáticas protegidas e a interface com as pessoas que dependem da atividade pesqueira serão temas do vídeo que a Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, lançará na terça-feira (24), durante o Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro - Encogerco 2009, no Rio de Janeiro.

O vídeo mostra três experiências exitosas que constam do livro Áreas Aquáticas Protegidas como Instrumento de Gestão Pesqueira, publicado em 2007 pelo Ministério do Meio Ambiente. Duas experiências são de águas marinhas - Áreas de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, situada entre os estados de Pernambuco e Alagoas, e Reserva Extrativista de Corumbau, no estado da Bahia - e uma terceira em região de água doce - Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, no estado do Amazonas.

Além de lançar o vídeo, a gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros, Ana Paula Leite Prates, participa no dia 24 de mesa-redonda sobre Conservação Costeira e Marinha e Gestão Territorial no Brasil, em que apresentará os Sistemas Representativos e Efetivos de Áreas Costeiras e Marinhas Protegidas. No dia 25, ela fala sobre a Campanha de Conduta Consciente durante a apresentação de iniciativas de gestão costeira.

Diferentemente dos três encontros anteriores (Santos/2002, Salvador/2004 e Florianópolis/2006), realizados como um evento único relacionado ao gerenciamento costeiro, o Encogerco 2009, que vai de 19 a 27 de novembro, está formatado para ser realizado em três dias e com grandes eventos relacionados à Zona Costeira e Marinha, internacionais e nacionais: o Seminário Ibero-Americano de Conservação Costeira e Marinha em Reservas da Biosfera, que acontece de 23 a 25 de novembro; a Reunião Anual da Rede Ibero-Americana de Gestão Costeira Integrada (Ibermar), de 19 a 24 de novembro; e, por fim, a Reunião Anual do Programa Bandeira Azul, com representantes de pelo menos 43 países, nos dias 26 e 27 de novembro. (Fonte: MMA/Ambiente Brasil)



1. CONHEÇA MAIS SOBRE A RESERVA DE MAMIRAUÁ
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Veja o vídeo da maior área alagada, protegida no Amazonas - Mamirauá


2. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL COSTA DOS CORAIS - PE/AL


Bioma
Ecosistemas Costeiros.
Floresta Atlântica
Esta unidade foi criada para garantir a conservação dos recifes coralígenos e de arenito, com sua fauna e flora; manter a integridade do habitat e preservar a população do Peixe-boi marinho (Trichechus manatus); proteger os manguezais em toda a sua extensão, situados ao longo das desembocaduras dos rios, com sua fauna e flora; ordenar o turismo ecológico, científico e cultural, e demais atividades econômicas compatíveis com a conservação ambiental e incentivar as manifestações culturais e contribuir para o resgate da diversidade cultural regional.


Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais


Peixe-boi

A unidade foi criada devido à presença da grande extensão de corais costeiros somado a remanescentes de manguezais ainda de grande relevância para o meio ambiente.


Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais

Acesso
Partindo de Maceió via AL-01 Norte - litoral, percorre-se uma distância 20 Km até chegar ao Rio Meirim (povoado de pescadores). Neste local inicia-se a APA, e daí a unidade segue pela área costeira por mais 220 Km, até a foz do rio Formoso em Pernambuco.


Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais

Os recifes de coral estão entre os mais impressionantes atrativos do litoral alagoano. Formam piscinas mar adentro, viveiros naturais de peixes coloridos, ouriços, estrelas-do-mar, conchas, esponjas.

Cidades que fazem parte: Paripueira, Barra de Sto. Antônio Porto de Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Japaratinga e Maragogi.

Também conhecida como Litoral Norte, possui um enorme potencial direcionado ao turismo ecológico, onde destacam-se os recifes de coral.


peixe-leão-comum

Fonte: BR Viarural.com

3. RESERVA EXTRATIVISTA DE CORUMBAU (BA)


A Reserva Extrativista do Corumbau, situada nos Municípios de Prado e Porto Seguro, compreende o cinturão pesqueiro localizado entre a Ponta do Espelho - Praia de Curuípe em Porto Seguro - até a Barra do Rio das Ostras, em Prado, incluindo a faixa marinha de oito milhas náuticas paralelas à Costa do Descobrimento, com uma área aproximada de 895 km² de águas territoriais brasileiras.

Nesta área estão situados as importantes formações recifais dos Pataxos e Itacolomis, vários estuários e manguezais, dentre estes a Barra do Cahy, primeiro ancoradouro da armada de Cabral, em 1500. Esses recifes e manguezais são responsáveis pela produtividade primária da pesca no Sul da Bahia, de onde mais de 1.400 famílias de pescadores artesanais retiram o seu sustento.

Se a maré estiver baixa, não perca a oportunidade de andar pela ponta de areia que se estende por quase 1 km mar adentro. Vale a pena atravessar de barco para a outra margem do Rio Corumbau e visitar a Aldeia de Barra Velha, dos índios Pataxó.

CONHEÇA MAIS SOBRE PRADO (BA)


Prado Falésias Praia do Farol
Prado Falésias Praia do Farol

Prado - Praia do Farol
Prado - Praia do Farol

Abrolhos
Abrolhos

Abrolhos
Abrolhos

Abrolhos
Abrolhos

Abrolhos
Abrolhos
















Barra de Cahy
Barra de Cahy




Mapa de Localização
Mapa de Localização

Saiba mais sobre PRADO (BA) - Férias.Tur.Br - Publicação autorizada por parceria


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VIII FÓRUM DE DESENVOLVIMENTO DA UFPE

Universidade Federal de Pernambuco

( Clique sobre a imagem para ampliá-la)



João Suassuna será conferencista no VIII Fórum de Desenvolvimento da UFPE

O pesquisador João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco, fará palestra na Universidade Federal de Pernambuco, no dia 27 de novembro, às 09:15h, no VIII Fórum de Desenvolvimento, Gestão Pública e Ambiente, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, abordando assuntos inerentes à hidrologia do Semiárido nordestino, com enfoque principal na Transposição do rio São Francisco.

Fonte: Rema Atlântico - João Suassuma

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O PRESIDENTE LULA E A FALTA DE ÁGUA PARA OS BRASILEIROS

O presidente Lula valoriza a água, pois já sofreu muito com sua escassez, na sua infância


Lula e a água

por Michelle Amaral da Silva
Colaborador: Roberto Malvezzi

Hoje a água é defendida como direito humano por países, igrejas e pela maioria da sociedade civil

"Esse governo faz um serviço muito melhor que os anteriores em termos de fornecer água para a população ainda sem segurança hídrica."


Hoje a água é defendida como direito humano por países, igrejas e pela maioria da sociedade civil28/03/2009
Roberto Malvezzi

O presidente Lula costuma repetir seus aperreios, quando menino, por falta de água. Costuma dizer, inclusive, que "carregou muita lata d’água na cabeça". Um pouco de demagogia hídrica do presidente. Aqui, quem carrega água na cabeça são as mulheres. Os homens carregam nas bicicletas, jumentos, carroças e carros. Evidentemente, esse exagero não anula a sensibilidade do presidente para a questão.

Esse governo faz um serviço muito melhor que os anteriores em termos de fornecer água para a população ainda sem segurança hídrica. O investimento em saneamento ambiental, segundo o novo conceito, implica também no abastecimento. É um serviço em expansão. O governo tem ainda investido nas cisternas através da ASA e de vários governos estaduais do Nordeste. Timidamente, já faz algumas das adutoras que tanto reivindicamos, como na região de São Raimundo Nonato, Piauí.

Entretanto, as contradições na política da água são visíveis. Esses dias, uma simples reportagem num programa de entretenimento da TV mostrava como o canal da Integração, que liga o grande açude do Castanhão à Fortaleza e ao complexo portuário do porto de Pecém, é inacessível aos sedentos. Cercado, defendido por guardas montados em motocicletas, a população vizinha ao canal tem que "roubar água" para matar sua sede.

Repete o que acontece aqui a região de Petrolina-Juazeiro, como acontece na Índia, como acontece em outros países do mundo onde a água foi privatizada. Aquele canal, também chamado de "Eixão", é exatamente por onde vai passar a água transposta do rio São Francisco. Pergunta óbvia: se o povo é proibido de acessar hoje aquela água, por que vai ter acesso no futuro?

Mas a principal contradição desse governo se mostra, sobretudo, nos Fóruns Mundiais da Água. Tenho escrito anualmente para os relatórios brasileiros da sociedade civil sobre direitos humanos como o governo brasileiro se opõe sistematicamente ao reconhecimento da água como direito humano, para a fúria dos bolivianos, venezuelanos, cubanos, uruguaios, paraguaios e países da Europa.

Hoje a água é defendida como direito humano por países, igrejas e pela maioria da sociedade civil. O argumento governamental é tacanho: "o reconhecimento da água como direito pode implicar na perda da soberania brasileira sobre nossas águas". Pura mitificação. O Brasil adotou o discurso anti-humano da água pela pressão das transnacionais da água, privatizadoras e mercantilizadoras do bem em todo o mundo, que vêem no reconhecimento da água como direito uma ameaça aos seus negócios.

Que as empresas resistam a esse reconhecimento é compreensível. Mas, de um governo que se diz respeitador dos direitos humanos, é inaceitável. Esperava-se desse governo, tanto nacional como internacionalmente, uma postura mais coerente com a tradição brasileira, signatária de todas as convenções de direitos humanos já promulgadas. Um governo que fala em nome dos que passam sede, tendo um presidente que diz ter passado sede, nega com essa atitude tudo que diz, até o que faz, numa política obscura e até anti-humana.

Roberto Malvezzi (Gogó), ex-coordenador da CPT, é agente pastoral

O jornalista ambiental, Henrique Cortez, do Ecodebate (RS) dizia em 23/março, no artigo, "Nada temos que comemorar no Dia Mundial da água":

"O Brasil reafirmou sua posição contrária ao reconhecimento do acesso à água potável como direito humano. Esta é a posição histórica do governo brasileiro e manteve-se intocada na Turquia.

A diplomacia brasileira, tal como no México, defendeu a posição, dizendo que foi adotada “para evitar o risco de que a soberania do País sobre o uso desse recurso pudesse ser afetada“. Parece lógico, mas é um nacionalismo de fachada, já que a soberania sobre as ‘águas nacionais’ não está em risco e as águas transfronteiriças já são assunto de tratados e acordos. É um argumento diplomaticamente vazio, que nada significa, além de que o governo apenas reconhece a água como um bem econômico. E ponto." Veja mais

Será que não seria o caso dos nossos especialistas da ANA, das nossas Universidades, nossos pesquisadores na área de recursos hídricos, nossos Ministros e nossa Diplomatacia Brasileira rever esse conceito, chamado pelo Cortez de "diplomaticamente vazio" ?

Nós que temos acompanhado com mais detalhes e profundidade os problemas sofridos por nossa população pela escassez do precioso líquido, vital para a vida; os sérios e graves problemas de saúde pública em função das doenças advindas da utilização de águas contaminadas por lixo, esgotos urbanos e indústriais, falta de saneamento básico em boa parte de nossas comunidades; a penúria das donas de casas sem água para mitigar a sede, cozer alimentos ou fazer a higiene básica de seus familiares, vendo que a situação tende a piorar com as "mudanças climáticas" que estamos enfrentando, perguntamos:
O BRASIL E O PRESIDENTE LULA NÃO DARIAM UM GRANDE PASSO SE RECONHECESSEM O ACESSO À ÁGUA POTÁVEL COMO DIREITO HUMANO?


Prof. Jarmuth Andrade
Físico e Ambientalista

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TRANSPOSIÇÃO "O HIDRONEGÓCIO OU O NEGÓCIO DA ÁGUA" - E A SECA CONTINUA...


Transposição: o negócio da água

Mal Lula e Dilma em campanha eleitoral antecipada correram as obras no Rio São Francisco, encadeiam-se fatos novos e muito elucidativos a respeito do assunto. Finalmente, a verdade.

Jornal A Tarde, 24/11/2009

Ruben Siqueira Sociólogo, membro da Comissão Pastoral da Terra na Bahia

O Comitê da Bacia chegou a um acordo sobre os valores da água captada na bacia e na transposição. Nesta a de uso produtivo custará o dobro da de uso humano, o que vai encarecer a do eixo norte, de maior volume e voltado para irrigação agrícola, criação de camarão e indústria. Isto vai desmascarar de vez a transposição.

Como em casos anteriores, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, dominado pelo governo federal, deve atropelar a decisão do comitê. Aliás, o sistema que se diz baseado na gestão compartilhada e participativa das águas esbarra no centralismo autoritário do conselho e interesses outros.

O Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra, anuncia a proposta de criação da ANS– Águas do Nordeste Setentrional, nome provisório do operador do sistema hídrico criado com a transposição. Diz que funcionará como o poderoso e intangível ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, que apagões têm posto em xeque... Um órgão público ou empresa privada deverá funcionar vinculadamente, para operar canais e comportas.

A formar a ANS, além do governo federal, os estados receptores, ficando fora os estados doadores, como antes se projetou com a Chesf Águas e o Dnocs.

Desmascara-se assim a propalada “integração de bacias”, a qual não cabe na disputa pelo mercado de águas. E o conflito federativo causado pela transposição tende a se agravar. Definitivamente, o unido Nordeste dos tempos da Sudene e dos polpudos fundos federais compartidos já era! O ANS vai gerenciar o mercado das águas todas – as transpostas e as outras, já que vão se integrar.

A ANA– Agência Nacional de Águas cobra da Paraíba garantias desta integração mercantil. Que outro objetivo teria levar continuamente, a mais de 300 metros de altura, 2,1 bilhões de m³ de água, para uma região que já tem 37 bilhões de m³ armazenados em 70 mil açudes, a maioria públicos? Integrado o sistema sob um único operador, com poder sobre adefinição de usos e preços da água, implanta-se o mecanismo do “subsídio cruzado”, pelo qual os altos custos da água são distribuídos entre todos os usuários.

Tal como funciona hoje com o sistema elétrico, a sociedade subsidiará o uso empresarial da água. Teremos que inventar a campanha “O preço da água é um roubo”, como faz hoje o MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens com o preço da luz.

Neste contexto, a notícia do novo Atlas Nordeste da ANA, a ser publicado ainda este ano, vem enviesada. Aguardado com expectativa pelas organizações e movimentos sociais de Convivência com o Semiárido, o Atlas deve trazer diagnóstico e sugestões de como resolver o déficit hídrico urbano nos municípios nordestinos abaixo de 5 mil habitantes, não contemplados na edição anterior.

Ao adiantar que 73% destes 1.892 municípios estão sob risco de desabastecimento e que seriam necessários R$ 9,2 bilhões para resolver o problema, a ANA apressa-se em dizer que a transposição (R$ 5,5 bilhões) não basta e que as obras do Atlas não são alternativas nem conflitivas com ela, mas complementares, sem as quais a transposição será “ineficiente”.

Inevitável a pergunta se estas águas também estarão sob domínio da ANS e de sua lógica mercantil. É gritante ainda que as localidades com maior risco de desabastecimento estão no Piauí, Maranhão e Alagoas, bem longe dos canais.

Fica cada vez mais claro que o motivo da transposição não é a sede de 12 milhões de nordestinos, do cansativo discurso de Lula, mas o auspicioso “negócio da água”. Porque vai lhe custar caro, não é a água que o povo do Nordeste todo espera e precisa e merece. De novo, ele é vítima da cruel “indústria da seca”, que melhor seria hoje chamar de “hidronegócio”. Já o Rio São Francisco, o doador do insumo principal para este negócio, precisa bem mais que esgotamento sanitário sem estação de tratamento e mudinhas de árvores aqui e ali.

Fonte para edição no Rema:

Antonio Emilson - aemilson@atarde.com.br

por João SuassunaÚltima modificação 24/11/2009 12:12

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ESCLARECENDO SOBRE OS "ATINGIDOS POR BARRAGEM"



O conceito de 'Atingido por barragem'


Por Luciane Costa e Silva -
Especialista em Políticas Públicas pelo IE/UFRJ -
lucianecostaesilva@yahoo.com.br

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1) Introdução

Com a experiência adquirida ao longo do tempo a Eletrobrás se voltou às questões sociais e ambientais e buscou estudar mais a fundo os impactos negativos, que as hidrelétricas causavam para as populações locais que as recebiam.

Dividido em três capítulos, Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, esse texto se propõe a descrever de forma breve o que se entende por “Atingidos por Barragens”.

2) Desenvolvimento

É comum num primeiro momento achar que se trata do deslocamento das pessoas na área do reservatório. Na verdade, obras de engenharia dessa magnitude têm reflexos muitos mais extensos que o seu local de instalação e os efeitos negativos um alcance bem maior do que simplesmente a área do reservatório.

“a noção de atingido diz respeito, de fato, ao reconhecimento, leia-se, legitimação de direitos e de seus detentores” “...estabelecer que determinado grupo social, família ou indivíduo é, ou foi, atingido por certo empreendimento significa reconhecer como legítimo – e em alguns casos como legal – seu direito a algum tipo de ressarcimento ou indenização, reabilitação ou reparação...” (VAINER, 2008, p. 40).

VAINER identificou o conceito de atingido sob duas ópticas: a Concepção Territorial-Patrimonialista e a Concepção Hídrica.

2.1 Na Concepção Territorial-Patrimonialista, o atingido é unicamente o proprietário de terra. Há o dono da terra de quem o empreendedor comprará, conforme o direito brasileiro, que concede o direto de desapropriação ao empreendedor com base no reconhecimento da utilidade pública do empreendimento. Desse modo, as empresas do setor elétrico se limitavam a indenizar somente os proprietários de terras alagadas.

Não se reconhecia a existência de impactos ambientais e sociais. O único problema era o patrimonial-fundiário. Havia relações de negociação sobre o valor da terra para aqueles que tivessem documento comprobatório de sua posse. Caso o proprietário discordasse do valor proposto o empreendedor poderia depositar 80% do valor em juízo, assumindo imediatamente o domínio da propriedade. Caberia ao desapropriado provar em juízo, que o valor proposto pelo empreendedor não era justo. Levando em conta a falta de assessoramento, os custos e os problemas de lentidão da justiça, bem como a capacidade dos departamentos jurídicos das empresas.

A perspectiva territorial-patrimonialista vê a população como um obstáculo a ser removido, para garantir a viabilidade do empreendimento. O território atingido é tido como a área a ser alagada e a população atingida é constituída somente pelos proprietários de terras da área a ser inundada.

2.2 Na Concepção Hídrica o atingido é o inundado, não somente o proprietário, mas os posseiros, meeiros, ocupantes etc., o que amplia os custos do empreendimento. O atingido passa a ser também o inundado, que fica sujeito a um deslocamento compulsório.

Para VAINER (2008) o Resettlement Handbook da International Financial Corporation – IFC (2001) inova e amplia a compreensão do que seja, ou de quem seja o ‘atingido’ ao utilizar o termo ‘pessoas economicamente deslocadas’:

O objetivo da política de reassentamento involuntário é assegurar que as pessoas que são fisicamente ou economicamente deslocadas, como resultado de um projeto, não fiquem em situação pior, mas melhor do que estavam antes do projeto ser empreendido.

O deslocamento pode ser físico ou econômico. Deslocamento físico é a recolocação física das pessoas resultante da perda de abrigo, recursos produtivos ou de acesso aos recursos produtivos (como terra, água e florestas). O deslocamento econômico resulta de uma ação que interrompe ou elimina o acesso de pessoas aos recursos produtivos sem recolocação física das próprias pessoas (IFC, 2001).

VAINER (2008, p. 46-50) demonstra que entre 1994 e 2001 as agências multilaterais tais como a IFC, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento avançaram no conceito e chegaram ao consenso sobre a noção de atingido: “remete ao conjunto de processos sociais e econômicos deflagrados pelo empreendimento que possam vir a ter efeitos perversos sobre os meios e modos de vida da população.” (VAINER, 2008, p. 50).

O Banco Interamericano (1998), afirmou que a administração de um reassentamento, além de considerar o número de pessoas afetadas, deve também considerar a severidade das conseqüências, pois os impactos não se limitam aos movidos fisicamente, mas podem também afetar a população anfitriã e ter um “efeito de ondulação” em uma área mais ampla como resultado das perdas ou rompimento das atividades econômicas. Para exemplificar melhor, imagine se essas pessoas, que viviam de atividades econômicas a jusante, agora passassem a concorrer com os empregos das cidades que as recebessem. Provavelmente, a cidade anfitriã não estaria preparada para recebê-las e não haveria emprego, escolas e hospitais para acomodar os novos moradores.

O Banco Mundial, governos, empresas e organizações não governamentais constituíram a World Commission on Dams2 (2002), que alargou a definição de deslocamento englobando tanto o físico, quanto o “deslocamento dos modos de vida”. Para a WCD o deslocamento físico, seria propriamente dito o deslocamento de pessoas que vivem na área próxima do reservatório ou do projeto, ou seja, não só pelo enchimento do reservatório, mas também pelas obras de infra-estrutura próximas ao projeto.

A alteração dos ecossistemas e o alagamento de terras afetam os recursos disponíveis nessas áreas, bem como as atividades produtivas. No caso de comunidades dependentes da terra e de recursos naturais, continua a WCD, tem como conseqüência a perda de acesso aos meios tradicionais de subsistência, incluindo-se a pesca, a agricultura, a extração vegetal e a pecuária. Por exemplo, o deslocando de pessoas do seu acesso aos recursos naturais e ambientais essenciais ao seu modo de vida. Desta forma, para a WCD o “atingido” refere-se às populações que enfrentam um outro tipo de deslocamento (2002, p. 102).

A noção da temporalidade dos efeitos da implantação de barragens é também muito importante, em particular para as populações a jusante da barragem, uma vez que esses impactos não são sentidos apenas após o enchimento do reservatório. Os impactos podem ser verificados em momentos diferentes da implantação dos empreendimentos. Há grupos sociais, indivíduos e famílias, que os sofrem desde a divulgação das obras. Há os que são afetados durantes as obras, na fase do enchimento e da operação do reservatório, ou seja, ao longo do projeto diferentes atores sociais são impactados. Segundo Cortés (2008), desde o início das obras os rumores geram os primeiros impactos já que produzem incertezas na população, que se questiona se pode continuar sua vida normal: período de semeadura, investimentos, aquisições, entrada nas escolas, etc.

Em meados da década de 1980, segundo VAINER (2008, p. 55), o Setor Elétrico Brasileiro começou a ser questionado na esfera de suas concepções, estratégias e práticas relativas ao equacionamento e tratamento das populações das áreas de implantação de seus empreendimentos. Na literatura nacional e internacional, e na própria legislação ambiental emergente, a resistência das populações foi um dos principais motivos para que o setor elétrico buscasse mais conhecimento sobre o assunto e começasse a revisar procedimentos com o objetivo de minimizar potenciais conflitos.

A Eletrobrás liderou esse processo, primeiramente atentando para os verdadeiros impactos sociais e ambientais provocados por hidrelétricas, depois ampliando seu conceito de “atingido” para além daquele deslocado por conta do reservatório, incluindo as mudanças sociais, culturais, econômicas e territoriais.

No Plano Diretor de Meio Ambiente do Setor Elétrico (1990) a Eletrobrás expõe de forma clara e objetiva sua preocupação com os problemas social e ambiental na implantação de hidrelétricas e apontou diretrizes gerais a serem empregadas por todo o setor elétrico no planejamento e gerenciamento sócio-ambiental, respeitando as diferenças regionais, conforme indicado a seguir:

São expressivas as diferenças, não só entre as realidades regionais em que as empresas atuam, como também entre os quadros de recursos técnicos e financeiros com que contam. Portanto, o PDMA prioriza a formulação de um conjunto de diretrizes setoriais, que traduzam uma postura geral e que possam orientar a definição de diretrizes estratégicas ou programáticas, a serem detalhadas, por parte de cada empresa concessionária, para sua área de atuação. (II PDMA, 1990, p.16)

O remanejamento de contingentes populacionais em áreas onde são implantados empreendimentos do Setor Elétrico, em especial nos casos decorrentes da formação de reservatórios, constitui um ‘processo complexo de mudança social’. Implica, além da movimentação de população, em alterações na organização cultural, social, econômica e territorial da área onde o mesmo ocorre.

É consenso geral que o Setor Elétrico - a par de um objetivo imediato de liberar áreas para implantação de empreendimentos, de acordo com os dispositivos jurídico-legais pertinentes - tem a responsabilidade3 de ressarcir danos causados a todos quantos forem afetados por seus empreendimentos. O cumprimento desta responsabilidade, no entanto, ainda se dá de forma diferenciada entre as concessionárias e até por empreendimento de uma mesma concessionária, no que diz respeito ao tratamento das várias categorias sociais afetadas, sejam elas assemelhadas entre si ou variadas.

Diante da magnitude dos deslocamentos populacionais estimados em função do plano de expansão do Setor, destaca-se a necessidade de um entendimento conceitual unificado e de procedimentos daí decorrentes, em busca de um tratamento isonômico às categoriais sociais afetadas. Em especial, pressupõe-se que a negociação será a base do relacionamento do Setor Elétrico com a sociedade e, particularmente, com os grupos envolvidos.

Nos últimos anos, vem crescendo a importância das ações relativas à reorganização do espaço regional no planejamento dos empreendimentos elétricos, incluindo, além da aquisição de áreas para assentamentos populacionais, a relocação de elementos de infra-estrutura e de equipamentos de apoio à população e às atividades econômicas. Um dos principais problemas que as concessionárias enfrentam para viabilizar estes programas é a ausência de estimativas orçamentárias adequadas para estes itens e de um fluxo de recursos compatível com o atendimento dos processos sociais deflagrados e com o cumprimento de acordos firmados com a população.

O gerenciamento do remanejamento, enfocado na sua complexidade sócio-ambiental, pressupõe, portanto ajustes em diversas rotinas e procedimentos internos por parte das empresas do Setor, com possíveis repercussões na sua organização interna, de forma a permitir a estruturação de um processo coordenado da ação dos departamentos afetos aos vários aspectos da questão. (II PDMA, 1990, p.38-39 - grifo meu).

Mesmo tendo avançado na formulação do problema, reconhecendo a sua gravidade, o momento econômico que o SEB passava era muito grave. A dificuldade de financiamento do setor não permitia o cumprimento dos acordos com os atingidos, destacando dentre outros, o fim do Imposto Único de Energia Elétrica – IUEE. Fica claro que embora a Eletrobrás, principal player do setor elétrico, estivesse convencida – seja por pressões internacionais ou dos movimentos organizados – das questões sociais postas e da necessidade de solucioná-las, a crise econômica nacional e a falta de financiamento para o setor a impediram de por em prática suas conclusões, como observado na citação seguinte:

“...principais problemas que as concessionárias enfrentam para viabilizar estes programas é a ausência de estimativas orçamentárias adequadas para estes itens e de um fluxo de recursos compatível com o atendimento dos processos sociais deflagrados e com o cumprimento de acordos firmados com a população” (ELETROBRÁS, II PDMA 1990 p. 39).

As idéias e propostas formuladas pela Eletrobrás não se concretizaram e o tratamento aos atingidos piorou, porque alguns anos após alcançar tal compreensão o marco institucional do SEB foi alterado de forma substancial, iniciando-se um processo de privatização e de redução significativa dos investimentos em novas usinas. No novo modelo, as negociações passaram a ser com os empreendedores privados4. Pesquisas feitas com os atingidos no país demonstraram, que para as populações atingidas o progresso nunca chegou, conforme assinalado por Rothman (2002)5. Seria preciso rever os marcos regulatórios ambientais e do setor de energia. O tratamento das questões sociais vinha sendo direcionado pela Eletrobrás, num ambiente de investimento público. A partir do momento que o setor é privatizado, nos anos 90, os novos empreendedores não têm obrigações definidas pela regulação e legislação a seguir.

A legislação ambiental não considera as questões sociais e a partir do momento em que a ANEEL aprova a concessão, e concede a declaração de utilidade pública, não há na legislação indicação de sua responsabilidade específica sobre a matéria em questão. Assim como não há também, por parte do IBAMA, a responsabilidade de assessorar as populações atingidas. Sendo este órgão fiscalizador das condicionantes das licenças, atua somente quando os programas de compensação já foram executados.

3) Conclusão

Conforme afirmado pela Eletrobrás trata-se de um ‘processo complexo de mudança social’, não se tratando apenas do deslocamento das pessoas na área do reservatório. Também para o Banco interamericano “os impactos não se limitam aos movidos fisicamente, mas podem também afetar a população anfitriã e ter um “efeito de ondulação” em uma área mais ampla como resultado das perdas ou rompimento das atividades econômicas.”

Para o IFC (2001) o objetivo da política de reassentamento involuntário é assegurar que as pessoas que são fisicamente ou economicamente deslocadas, como resultado de um projeto, não fiquem em situação pior, mas melhor do que estavam antes do projeto ser empreendido.

Sabendo-se que o deslocamento pode ser físico ou econômico; (i) deslocamento físico é a recolocação física das pessoas resultante da perda de abrigo, recursos produtivos ou de acesso aos recursos produtivos (como terra, água e florestas); (ii) deslocamento econômico resulta de uma ação que interrompe ou elimina o acesso de pessoas aos recursos produtivos sem a recolocação física das próprias pessoas (IFC, 2001).

Para a WCD o deslocamento pode ser tanto físico, quanto o “deslocamento dos modos de vida”
Desta forma, percebe-se que esses empreendimentos causam além do deslocamento físico o deslocamento dos modos de vida, configurando deslocamento econômico, devendo ser considerado atingido todo aquele que tem seus modos de vida alterados por esses empreendimentos hidrelétricos.


BIBLIOGRAFIA


SILVA, Luciane Lima Costa e. "O Setor Elétrico Brasileiro e os Impactos Sociais de Hidrelétricas: o Caso dos Atingidos por Barragens". Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2008.

ROTHMAN
, Franklin Daniel. (2008) Questões Nacionais nos Conflitos Socioambientais, na Construção de Barragens. In: ROTHMAN, Franklin Daniel. (Org.). Vidas Alagadas - conflitos socioambientais, licenciamento e barragens. 1 ed. Viçosa: UFV, 19-32.

VAINER, C. B. (2007) Recursos Hidráulicos: questões sociais e ambientais. Estudos Avançados, v. 21, p. 119-138. (mimeo)

VAINER, C. B. Águas para a vida, não para a morte. Notas para uma história do movimento de atingidos por barragens no Brasil. In: ACSELRAD, Henri; HERCULANO, Selene; PÁDUA, José Augusto. (Org.). Justiça Ambiental e Cidadania. Rio de Janeiro: Relume Dumará, p. 185-216, 2004.

VAINER
, C. B. (2008) Conceito de "Atingido": uma revisão do debate. In: ROTHMAN, Franklin Daniel. (Org.). Vidas Alagadas - conflitos socioambientais, licenciamento e barragens. 1 ed. Viçosa: UFV, p. 39-63.

VAINER, C. B.; VIEIRA, F. B.; PINHEIRO, D. C.. (2001) Há que barrar as barragens. Revista Tempo e Presença, Rio de Janeiro, v. 23, n. maio/junho, p. 14-17.

Eletrobrás - II PDMA (1990) Plano Diretor de Meio Ambiente do Setor Elétrico Vol. II pp. 30-45
Eletrobrás – Manual de Estudos de Impacto Ambiental (2002)
Eletrobrás – Referencial para Orçamento das Questões Sócio Ambientais (1994)
WCD (2000) DAMS and DEVELOPMENT: A NEW FRAMEWORK FOR DECISION-MAKING. The Report of the World Commission on Dams / Earthscan Publications Ltd, London and Sterling, VA


1 Especialista em Políticas Públicas pelo IE/UFRJ.
2 WCD Relatório Final, 2002.
3 Note o termo utilizado: responsabilidade.
4 Um novo problema: o empreendedor recebe o direito de expropriação e sem legislação corremos o risco de voltar às concepções territoriais-patrimonialistas.
5 ROTHMAN, Franklin Daniel. Política Ambiental e Lutas de Resistências a Barragens em Minas Gerais: um estudo de caso. Raízes, Campina Grande, vol. 21, nº 01, p. 45-52, jan./jun. 2002


Fonte: A autora Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. /Portal do Meio Ambiente - REBIA/Jornalista e Escritor Vilmar Berna
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CANTINHO LITERÁRIO: MÚSICA PARA A CAMPANHA NÃO À 2ª TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA

Foi feita uma tentativa para pedir ao cantor e compositor Renato Teixeira (de Taubaté), apaixonado pelo velho Paraíba, para que fizesse a música para a campanha, mas não foi localizado.

NÃO À 2ª TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL

Música para a campanha da Comissão Ambiental Sul, ligada a Cúria Diocesana de Volta Redonda e Movimento Ética na Política de Volta Redonda – MEP, contra a transposição das águas do Rio Paraíba do Sul para atender a RMSP

Letra: Prof. Jarmuth Andrade/Instituto SOS Rios do Brasil

Música: em produção pela premiada dupla de advogados, músicos e compositores, Dr. José Carlos e João Carlos Freire Santos – será gravada e colocada no You Tube, para veiculação nas reuniões, nos sites e blogs, nas rádios e televisões que aderirem a campanha.

Diga não... à transposição

Da água do Paraíba para outra região


Nosso Valeparaíba, terra boa e de progresso

Nosso parque industrial, No Brasil é um sucesso!

*

Se levar a nossa água, Prá atender outra região

Vai faltar prá nossa gente, Na saúde e educação!

Diga não...à transposição,

Da água do Paraíba, para outra região! (Bis)


Produtores de alimentos, Muito carro e avião,

A água do Paraíba, É a nossa redenção!

*

Nossa gente progressista, É muito trabalhadora

Precisa do Paraíba, E sua força propulsora!

Diga não...à transposição,

Da água do Paraíba, para outra região! (Bis)


Nosso rio já fornece, Água ao Rio de Janeiro,

E também ele abastece, ao bom povo mineiro!

*

Nosso Valeparaíba, E sua gente sofrida

Precisam de sua água, Prá qualidade de vida!

Diga não...à transposição,

Da água do Paraíba, para outra região! (Bis)


Oh Senhor Governador, Da boa gente paulista,

Não leve a nossa água, Nossa vida e conquista!

*

Prometemos muito empenho, Muita ação e pensamento,

Prá que as nossas cidades, Todas tenham saneamento!

Diga não...à transposição,

Da água do Paraíba, para outra região! (Bis)


Não leve a nossa água, Para outra região...

Vamos cuidar do Paraíba, E da sua revitalização!

*

Deixe em paz o velho rio, Dessa gente tão dedicada,

E suas águas tão importantes, Onde a “Santa” fez morada!


Diga não...à transposição,

Da água do Paraíba, para outra região! (Bis)


AGUARDEM, EM BREVE, A DIVULGAÇÃO DO LINK NO YOU TUBE.


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INGÁ (BA) PROMOVE AUDIÊNCIAS EM PORTO SEGURO PARA FORMAÇÃO DO COMITÊ RIO DOS FRADES, BURANÉM E STO. ANTÔNIO

Bahia promove audiências públicas para formação de Comitês de Bacias

eureciclo

(Fonte: Blog Ambiente Brasil)

RECOMENDAMOS:

Boa parte das enchentes que dificultam o trânsito, invadem as residências ribeirinhas, destroem praças, jardins, calçadas, taludes, redes e tubulações de águas pluviais/esgotos, arrastam veículos e até ferem e matam pessoas, durante as grandes chuvas, podem ser evitadas!

Convide o SÍNDICO do seu edifício ou condomínio para participar do evento " EU RECICLO SÃO PAULO".

Vamos livrar nossos bueiros, rios, ribeirões e córregos de embalagens PETs, sacos e embalagens plásticas que causam as enchentes tão problemáticas e desagradáveis, na capital dos paulistas!

APOIO DO:

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VEM AÍ NOSSA CAMPANHA "DIGA NÃO ÀS ENCHENTES 2009" - TEM GENTE SE PREPARANDO...


Em Governador Valadares (MG), à beira do Rio Doce, a Defesa Civil apresentou um plano de prevenção para ser implantado na cidade

Vídeo da Agência Brasil


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PROGRAMA CAMINHO DAS ÁGUAS CONTEMPLOU 800 ESCOLAS EM CINCO ESTADOS BRASILEIROS


Caminho das Águas chega à reta final

Programa em parceria da ANA com a Fundação Roberto Marinho contemplou mais de 800 escolas estaduais em cinco estados da federação

O Caminho das Águas completa na semana que vem dois anos de extenso trabalho com milhares de professores de escolas estaduais em cinco estados brasileiros. A última oficina de capacitação do programa será realizada nos dias 26 e 27 de novembro, em Itaipava, no município de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. A atividade irá beneficiar 40 docentes de 20 escolas da região.

Criado em 2007, o Caminho das Águas é voltado para a capacitação de professores do segundo segmento do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) com o objetivo de promover o comprometimento dos jovens na gestão sustentável das águas. Nas oficinas de capacitação, que consistem em dinâmicas e exibição de vídeos relacionados ao tema, entre outras atividades, os professores se familiarizam com os objetivos, conteúdo e metodologia do projeto e aprendem a construir planos para incorporar o programa ao contexto de suas aulas. O programa de capacitação é uma iniciativa conjunta entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Fundação Roberto Marinho.

O Caminho das Águas foi desenvolvido, inicialmente, em escolas de estados banhados pelas bacias hidrográficas dos rios Paraíba do Sul; São Francisco; Doce, e Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) graças às parcerias com as secretarias estaduais de Educação dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro e Sergipe. A largada do programa foi dada em abril de 2008, e as últimas escolas capacitadas pertencem ao estado fluminense. No total, mais de 800 instituições de ensino foram incluídas.

“Vamos chegar ao final do Caminho das Águas com 1,7 mil professores envolvidos e satisfeitos com a qualidade do material didático, marca registrada do nosso parceiro. Ao longo dessa caminhada ganhamos a adesão e o interesse das Secretarias Estaduais de Educação e dos órgãos gestores estaduais, registrando também o envolvimento fundamental dos Comitês de Bacia”, informa o superintendente adjunto da Superintendência de Apoio à Gestão de Recursos Hídricos (SAG) da ANA, Victor Sucupira. Esse número superou a previsão inicial de capacitação do programa, que era de 1,6 mil professores.

“Com a capacitação, os professores se apropriam do programa identificando maneiras de aplicá-lo a seu dia-a-dia na escola”, explica Andrea Margit, gerente de Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho. “Algumas escolas o utilizam de forma interdisciplinar, outras realizam atividades pontuais e há aquelas que extrapolam as salas de aula e envolvem toda a comunidade em ações concretas de conservação ou recuperação de rios e matas ciliares”, complementa.

Além do programa de capacitação dos professores sobre a importância da preservação das águas, as escolas recebem ainda um kit com material pedagógico composto por vídeos documentários, cadernos de orientação para professores, jogos, mapa das regiões hidrográficas do Brasil e CD de músicas sobre o tema água.

Mais informações estão disponíveis no site do programa: www.caminhoaguas.org.br.

Data: 26 e 27 de novembro
Local: Estrada União Indústria, 9722, Itaipava, Petrópolis
Horário: 9h às 17h


Presidente e diretores da ANA participam do simpósio da ABRH em Campo Grande


O diretor-presidente da ANA discursa na abertura do evento
Foto: Rosana Hessel / Banco de Imagens ANA

Rosana Hessel

23/11/2009

A Agência Nacional de Águas (ANA) marca forte presença no XVIII Simpósio Nacional de Recursos Hídricos da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul (MS) com um grupo de mais de 20 especialistas e um dos maiores estandes do evento. O presidente da ANA, José Machado, participou da abertura do Simpósio, no domingo à noite (22), acompanhado dos diretores da agência Paulo Varella e Benedito Braga. O encontro será encerrado na quinta-feira 26).

A ANA tem 16 trabalhos inscritos no simpósio, que serão apresentados durante os quatro dias de palestras dividas em mesas redondas e sessões técnicas. Mais informações sobre a programação do evento no site: http://www.abrh.org.br/xviiisbrh/

Com 32 anos de existência, a ABRH possui 1,3 mil associados, segundo seu presidente, Francisco de Assis de Souza Filho. A entidade costuma homenagear especialistas pela contribuição ao setor com o prêmio Flavio Terra Barth, uma referência a um dos maiores especialistas da área de recursos hídricos. O homenageado do Simpósio foi o diretor da ANA Benedito Braga. O prêmio foi entregue na noite de abertura.

Machado participou ontem da cerimônia de abertura do Simpósio cujo tema principal é "O Desafio da Prática da Sustentabilidade na Gestão dos Recursos Hídricos: Natureza, Gente e Desenvolvimento” ao lado dos senadores Marisa Serrano (PSDB-MS), presidente da Subcomissão Permanente de Água do Senado, e Renato Casagrande (PSB-ES), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, e várias autoridades. Durante seu discurso, o presidente da ANA demonstrou satisfação em relação à finalização do Plano de Recursos Hídricos do estado do MS.

“Fico feliz ao saber disso porque, evidentemente, o plano se projeta. Ele é um comprometimento com o planejamento de recursos hídricos e organiza a agenda de ações que vão permitir que o estado do Mato Grosso do Sul siga o caminho para a conservação dos recursos hídricos como patrimônio. Vários prefeitos e governadores sinalizaram com propriedade que os recursos hídricos constituem o patrimônio natural da sociedade e devem ser usados com parcimônia, com prudência, uma visão voltada para o desenvolvimento sustentável”, disse. “Nós temos disponibilidade de água e essa disponibilidade deve servir para o apoio para o desenvolvimento sustentável”, disse Machado.

O Simpósio da ABRH é o maior evento do setor no País e foi aberto ontem com a apresentação da orquestra Revoada Paraguaia, que tocou o Hino Nacional Brasileiro e músicas setanejas. Participam do evento cerca de 2000 pessoas de todos os estados brasileiros.



Data: 23 de novembro de 2009

Assessoria de Comunicação – ANA
Fones: 61.2109.5129/5103 Fax: 61 2109.5129
Email: imprensa@ana.gov.br



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2º CICLO DE DEBATES SOBRE GESTÃO INTEGRADA DE RECURSOS HÍDRICOS NO BRASIL

ANA e Senado realizam segundo ciclo de debates sobre gestão da água


Machado (à esq.) participa de debates ao lado de senadores e outras autoridades
Foto: Rosana Hessel / Banco de Imagens ANA

Rosana Hessel

Ascom ANA -23/11/2009

A água e gestão dos recursos hídricos estão em pauta na capital matogrossense. O senador Renato Casagrande (PSB-ES) e a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) abriram nesta segunda-feira (23), juntamente com o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, o 2° Ciclo de Debates sobre a Gestão Integrada de Recursos Hídricos no Brasil. O encontro foi realizado na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul (MS), em paralelo ao XVIII Simpósio Nacional de Recursos Hídricos da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), que acontece em Campo Grande até o dia 26.

O debate foi promovido pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas do Congresso Nacional e pela Agência Nacional de Águas.

Machado iniciou seu discurso de abertura do debate elogiando o trabalho do Senado em se empenhar para colocar o tema água na pauta de discussão do Congresso. “A gestão integrada é urgente. Não conseguiremos antes fazer sem que haja integração entre estados, municípios e União. Alguns estados ainda não despertaram para a questão da água e ainda não estão estruturados para isso, pois sequer possuem uma política estadual de recursos hídricos. Muitos estados têm planos, mas eles estão na gaveta”, disse Machado, sugerindo um pacto federativo no início do próximo ano. “Não fazemos política de Estado no Brasil. Quando mudam o governo, mudam a estrutura e não há continuidade da política de recursos hídricos nos estados. Ela (a política de recursos hídricos) é estruturante de muitas políticas de Estado, pois ela articula outras políticas, como a de saneamento, de geração de energia, de navegação, entre outras”, acrescentou.

Além de Machado e dos senadores Marisa e Casagrande, participaram da reunião o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Vicente Andreu; o presidente da Comissão do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa de MS, deputado estadual Paulo Corrêa (PR); do presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Francisco Assis e do secretário-adjunto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, Marcio Monteiro.

O encontro teve a participação de palestrantes dos estados do Ceará, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal. Cada um expôs suas experiências positivas no caminho de construir um plano gestor de recursos hídricos, as quais foram elogiadas. O Mato Grosso do Sul acabou de finalizar o do estado e esse plano será apresentado ao final do Simpósio da ABRH.

De acordo com o senador Renato Casagrande, que preside a Comissão de Meio Ambiente do Senado, as discussões foram muito proveitosas. “A Comissão fará, no início do próximo ano, uma reunião com os parlamentares interessados no tema para apresentar as metas de um plano para que todos os estados discutam seus respectivos planos de recursos hídricos. Ter um plano significa ter metas e isso significa um instrumento de cobrança dos parlamentares e também dos cidadãos. Outra discussão necessária é a questão do relacionamento das águas transnacionais”, destacou. “Precisamos fazer um Pacto das Águas do Brasil”, disse Casagrande fazendo menção ao projeto Pacto das Águas apresentado durante o ciclo de debates pelo Ceará.


Data: 23 de novembro de 2009

Assessoria de Comunicação – ANA
Fones: 61.2109.5129/5103 Fax: 61 2109.5129
Email: imprensa@ana.gov.br


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PMSP REALIZA DRENAGEM MAL FEITA, CAUSA DANOS, CONTAMINA FONTE, SENDO CONDENADA A REPARAR DANOS E INDENIZAR MORADORA


Prefeitura de SP condenada a pagar danos por má drenagem

Revista Digital Aguaonline - Nº 456
Cecy Oliveira

Se a municipalidade cobra tributos para prestar qualquer um dos serviços da área de saneamento e o faz de forma inadequada o contribuinte pode ser isentado da taxa e ainda receber indenização para reparar os danos.

Isto foi o que aconteceu em São Paulo com Lilia Victoria Mattei, moradora da Cantareira que moveu uma ação contra a Prefeitura Municipal de São Paulo por ter causado danos morais e patrimoniais a seu imóvel. A Prefeitura abriu dez bocas-de -lobo no terreno da moradora o que provocou o carreamento de todo o lixo para o local, causando erosão, sujeira etc. Além disso, foi contaminada a Fonte Gioconda, de água mineral.

A Prefeitura foi condenada a reparar os danos, tapar os bueiros e compor danos morais. Foram interpostos Embarrgos de Declaração para que o Tribunal de Justiça determine a condenação da Municipalidade no que se refere à contaminação da fonte de água mineral.

Segundo o advogado José Fernando Cedeño, sócio do escritório Santa’Anna & Cedeño Advogados "em primeira instância, a Prefeitura foi condenada a tapar os bueiros e a indenizar a Autora pelos danos. A prefeitura apelou e nós também recorremos. Em 2o grau, a Prefeitura foi condenada a tapar os bueiros, a compor os danos e também foi condenada a indenizar por danos morais". Ele informa que no dia 23 de novembro próximo será o julgamento dos Embargos de Declaração.

Segundo ele nesta ação o Poder Judiciário entendeu que cabia ao Poder Público zelar pelo serviço oferecido, uma vez que cobra por isso e, portanto, tem que dar a contra-prestação.

Ele esclarece que também no caso do apagão a União responde, seja pela ação, seja pela omissão, seja pela responsabilidade por falta de fiscalizar as concessionárias ou quem executa o serviço pela não observância dos cuidados mínimos para que tal situação seja evitada. Todos os danos e prejuízos advindos dessa situação podem ser objeto de pedido de reparação de danos (materiais ou morais) pela pessoa que tiver essa comprovação.

Fonte: Revista Digital Aguaonline - Jornalista Cecy Oliveira

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EM VILA DIQUE (RS) 1500 FAMÍLIAS RECEBEM ORIENTAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO SANEAMENTO BÁSICO QUE ESTÁ SENDO IMPLANTADO


Vila em Porto Alegre conhece benefícios do Saneamento

Revista Digital Aguaonline - Nº 456
Cecy Oliveira

Com a chegada dos serviços de saneamento básico com água, esgoto, drenagem e lixo, na Comunidade de Vila Dique, no Rio Grande Sul, o Instituto Trata Brasil promoveu uma dinâmica com as primeiras famílias que já ocupam as moradias do Conjunto Habitacional Marcel Luís, em um movimento de reassentamento da comunidade estimada em 1.500 famílias.

O objetivo da ação foi conscientizar a população local sobre a importância dos serviços de saneamento e seus impactos sociais na qualidade de vida dos moradores, além de promover o entendimento das famílias em relação ao acesso aos serviços.

Os trabalhos foram coordenados pela engenheira sanitarista e ambiental, Aline Matulja, do Instituto Trata Brasil, com apoio da presidente da Associação de Moradores e Amigos da Vila Dique, Enedina Espindola, do engenheiro da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (ABES-RS), Paulo Robinson Samuel e da coordenadora da Pastoral da Criança de Porto Alegre, Vera Magalhães, que apóiam a iniciativa.

Foram convidados também representantes do Clube de Mães, Posto de Saúde Santíssima Trindade e Escola Municipal Migrantes, que atendem a comunidade, além dos executivos da empresa Dan Herbert, e autoridades locais do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), da Prefeitura de Porto de Alegre.

Durante o evento foram apresentados, com técnicas de abordagem coletiva para construção do conhecimento, o conceito Saneamento Básico com base na Lei Federal 11.445/07, impactos da falta dos serviços nos indicadores sociais como saúde, educação e renda, direitos e deveres da sociedade relacionados ao acesso aos serviços públicos, além de noções sobre o sistema local de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto.

A ação integra o projeto Trata Brasil na Comunidade, na Vila Dique, que teve início em março de 2008, com objetivo central de sensibilizar a população local acerca das conseqüências da falta de saneamento nos indicadores sociais, notadamente da falta de coleta e tratamento de esgoto, e mantê-la informada sobre os avanços das obras do Conjunto Habitacional Marcel Luís, provido de infraestrutura completa de serviços de saneamento, que receberá todas as famílias até o final de 2010, em um movimento de reassentamento da comunidade, hoje, localizada nas imediações do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

A comunidade de Vila Dique foi beneficiada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e selecionada em conjunto com a Pastoral da Criança de Porto Alegre para integrar o projeto Trata Brasil na Comunidade, desenvolvido pelo Instituto Trata Brasil, como piloto.

A iniciativa poderá ser replicada em outras comunidades do País com características semelhantes as da Vila Dique. “Nossa proposta é de conscientização e de articulação da sociedade civil em torno das questões sociais, uma comunidade mobilizada assume um importante papel no acompanhamento de todas as etapas relacionadas ao investimento público”, alerta o presidente do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho.


De acordo com as pesquisas contratadas pelo Instituto Trata Brasil com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), crianças que vivem em áreas sem saneamento apresentam redução de 18% no aproveitamento escolar e trabalhadores que vivem nas mesmas condições respondem por 11% a mais em faltas nos postos de serviços, quando comparados aos que vivem em áreas saneadas.

Fonte Revista Digital Aguaonline - 456 - Jornalista Cecy Oliveira

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ATINGIDOS POR BARRAGENS E A DENÚNCIA DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS


Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens fazem manifestação em frente ao Ministério de Minas e Energia para denunciar os problemas sociais e ambientais causados pela construção de barragens no país (17/08/2009) Foto: Valter Campanato/ABr

Aumenta violação de direitos humanos de populações afetadas por hidrelétricas, diz relatório

Um relatório, que está sendo elaborado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em conjunto com a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, constata que tem aumentado, nos últimos anos, a violação de direitos humanos das populações afetadas pelas grandes hidrelétricas no Brasil.

Segundo informou à Agência Brasil Luiz Dalla Costa, da coordenação nacional do MAB e membro da rede de organizações da sociedade civil Plataforma BNDES, todas as denúncias formuladas desde 2005 foram confirmadas.

Dalla Costa disse que foram registradas violações do direito ao trabalho, à moradia, à livre circulação e, inclusive, ao acesso à água e à energia. Até o início do próximo ano, o relatório estará concluído e será divulgado pela SEDH.

A Plataforma BNDES realiza entre os dias 23 e 25 deste mês, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Sul-Americano de Populações Afetadas pelos Projetos Financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dalla Costa destacou que o BNDES é o principal financiador das grandes obras no país. “Praticamente, todas as obras de construção de barragens no Brasil têm 70% a 80% de recursos públicos vindos do BNDES.” Por isso, o MAB entende que o banco é responsável, ou corresponsável, pelas consequências que essas obras causam na vida das populações.

“A gente acha que o banco, ao financiar, tem responsabilidade de se preocupar para que haja novos critérios de financiamento dessas obras, e não só hidrelétricas, mas de obras que envolvem mineração, investimentos na produção de carne que avança sobre a floresta amazônica, na celulose, na siderurgia, que afetam a vida de muitas pessoas, que não têm o tratamento social e ambiental devidamente equacionado”, expôs Dalla Costa.

Ele defendeu que o banco busque informar, de forma isenta e direta, as populações afetadas, para que elas possam se organizar e reivindicar seus direitos. “Nós queremos que haja maior transparência do banco para que as populações sejam previamente informadas.”

O MAB pede também que o BNDES estude formas de apoiar as populações situadas ao redor das obras que, muitas vezes, ficam inteiramente desassistidas. “Nós queremos mudanças nessas posturas e achamos que o banco é responsável por isso.”

Dalla Costa lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que o Estado brasileiro tem uma dívida com os atingidos por barragens e observou que esse reconhecimento é importante. “E necessário que haja políticas e, no caso do BNDES, que haja transparência e outros critérios, discutidos com a população, para que haja, de fato, mudanças substantivas nas políticas atuais.” (Fonte: Agência Brasil)


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CAMPANHA "UM MINUTO PELO CLIMA" - GRAVE SEU VÍDEO E PARTICIPE


A contagem regressiva em 23/11 às 19h17 min

Famosos e anônimos se unem na campanha “Um minuto pelo clima”

23/11/2009
Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Um minuto para mudar o mundo e mudar o clima. Esta é a proposta do Observatório do Clima, uma rede que reúne diversos setores para debater as mudanças climáticas e articular entidades para cobrar ações efetiva nesta área.

A população é convidada a participar enviando mensagens de um minuto com sugestões sobre o que deve ser apresentado em Copenhague, no próximo mês, pelo governo brasileiro.

A partir de 7 de dezembro líderes mundiais se encontrarão na 15ª Conferência do Clima da ONU (COP15), com objetivo de estabelecer um acordo climático para redução de emissão de gases nocivos à atmosfera.

Uma contagem regressiva pode ser acompanhada na página principal do site da campanha, no endereço: http://www.minutopeloclima.org.br/. Uma galeria de vídeos permite que o internauta acompanhe as opiniões cadastradas. As orientações sobre como os vídeos devem ser enviados também podem ser encontradas neste endereço.

Algumas celebridades já manifestaram seu apoio à causa, como a modelo Gisele Bündchen e o ator Marcos Palmeira. “A gente tem condições de atitudes firmes, atitudes radicais, conseguir realmente diminuir a desigualdade social e ter um país sem fome, preservado e sustentável”, manifestou o ator.

De acordo com a rede, uma amostra desses vídeos será enviada ao presidente Luís Inácio Lula da Silva.

*Leia também - EXCLUSIVO: Mobilização mundial cobra ações para combater as causas das mudanças climáticas.


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