Se você e sua comunidade desejam resolver o problema de poluição e contaminação das águas de sua bacia hidrográfica, basta procurar o MINISTÉRIO PÚBLICO de sua Comarca e solicitar providências, através de uma "AÇÃO CIVIL PÚBLICA", contra os poluidores. Não tem custo algum e suas gerações futuras vão agradecer muito!

VISITE SALVEMOS SAO CONRADO

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VISITE, CONHEÇA E DIVULGUE A PÁGINA "SALVEMOS SÃO CONRADO", UM MODELO DE ATIVIDADE COMUNITÁRIA EM DEFESA DE SEUS RECURSOS NATURAIS, EM ESPECIAL DE SUA PRAIA E SUAS ÁGUAS - Clique no Banner - (Civilidade é o respeito pelas normas de convívio entre os membros duma sociedade organizada.)

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30 de junho de 2008

PROJETO NEGOWAT BUSCA SOLUÇÃO PARA GESTÃO DAS ÁGUAS


Negowat: novo recurso para negociações ambientais no Alto Tietê e Guarapiranga

Uma nova ferramenta será testada este ano como auxílio na negociação de conflitos sobre água e ocupação do solo na Bacia do Alto Tietê. É o Projeto Negowat, que utilizará a modelagem computacional multi-agente e jogos de papéis entre os envolvidos nessas questões.

A iniciativa é financiada pela Comissão Européia, Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) da França e Fapesp, com a participação de várias instituições brasileiras, européias e da Bolívia, onde experiência similar será feita.

A coordenadora é a pesquisadora francesa Raphaèle Ducrot, do Cirad. Ph.D. em agronomia e especialista em modelagem multi-agente, ela trabalha sobretudo com problemas de gerenciamento de processos de decisão em sistemas de irrigação.

Há três problemas centrais no gerenciamento da Bacia do Alto Tietê, segundo Ducrot e outros integrantes do projeto:

1) melhoria da qualidade da água e proteção dos recursos, especialmente nas nascentes;

2) adequação dos recursos hídricos versus a demanda num contexto de crescimento populacional e aumento das tensões;

3) gerenciamento das inundações.

A ferramenta a ser elaborada pelo Negowat será testada em casos ligados a esses problemas tanto na cabeceira do rio Tietê quanto na Represa Guarapiranga e também nas proximidades de Cochabamba, na Bolívia.

A modelagem multi-agente é uma nova forma de representação computacional desenvolvida nos últimos 15 anos e que utiliza a chamada linguagem orientada a objetos. Segundo Ducrot, isso tem sido utilizado nos últimos 10 anos na indústria, nos robôs, no controle de tráfego aéreo em aeroportos e na análise do trânsito urbano, entre outros casos. Nos últimos 3 anos passou a ser utilizada em centros de pesquisa para gestão de recursos naturais.

A pesquisadora explica que o interesse nesse tipo de modelagem deve-se ao fato de ele possibilitar um modelo muito aberto e permitir representar, simultaneamente, fenômenos biofísicos e sociedades virtuais, onde agentes representam seres humanos, com comportamentos básicos como a possibilidade de tomar decisões, ter uma representação do ambiente e dos outros, de se comunicar e de agir. Entretanto, ela considera que esses modelos são bons para representar sistemas complexos, mas não são adequados para fornecer previsões: “São mais interessantes para ajudar os atores a discutir a partir de cenários possíveis”.
“Não tenho certeza se uma representação muito complexa de um sistema ajude na tomada de decisão, por isso nossa primeira hipótese é trabalhar com um modelo muito simples.

O importante é que os atores concordem com a representação feitas sobre eles”, comenta Ducrot. A modelagem será refeita até que todos concordem com a forma com estão sendo retratados. Feito isso, acontecerão os jogos de papéis entre os envolvidos no problema. “Outra vantagem de articular a modelagem multi-agente com o jogo de papéis é que a modelagem é fechada, depois da concordância com as representações, enquanto o jogo de papéis é aberto, com as pessoas podendo propor outros enfoques e posturas.”

Exemplos de casos possíveis são os conflitos que podem surgir com agricultores, que podem alegar não concordar em pagar pela água que ajudam a conservar. Outro caso pode ser a negociação entre municípios que possuem recursos hídricos abundantes mas não os consomem e os municípios que usufruem desses recursos. Outra possibilidade é a situação das invasões de áreas de mananciais por loteamentos irregulares.
Mais: informações sobre o Negowat

CONFLITOS PELO USO DA ÁGUA ESTÁ AUMENTANDO


Aumenta conflito pela água


O crescimento desordenado das cidades, o uso intensivo da água para irrigação e a construção de usinas hidrelétricas já criam situações de conflito pelo uso da água no Brasil.

Os casos mais críticos são registrados em Minas Gerais e no Nordeste brasileiro, onde a ocupação da terra é intensa e a disponibilidade de recursos hídricos menor. Segundo relatório produzido pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), a briga pela utilização da água foi responsável por 87 conflitos no interior do país, que afetaram cerca de 32 mil pessoas no ano passado.

A CPT monitora os conflitos pela água desde 2003. Em relação ao ano anterior, esse tipo de divergência cresceu 93% - 45 conflitos foram registrados em 2006

População sobe e assusta

Nas cidades, o uso da água aumenta por conta do crescimento populacional. Ao avançar por áreas sem urbanização, os moradores impermeabilizam o solo, aterram nascentes, captam água sem controle e despejam esgoto sem tratamento nos cursos d´água.

Na Região Metropolitana de São Paulo, a solução foi buscar água em rios de cidades vizinhas. Oito sistemas abastecem a população, sendo que um deles - o do Rio Piracicaba - está localizado a cerca de 70km de São Paulo. "Encontramos essa saída há 30 anos. Mas agora a região de Piracicaba demanda mais água. Então, voltamos a ter problemas de abastecimento", explica Marússia Whately, coordenadora da campanha De olho nos mananciais, promovida pelo Instituto Socioambiental - CB, 27/6, Brasil, p.10. (Fonte: Inst. Socioambiental - ISA)

29 de junho de 2008

A POLUIÇÃO DOS RIOS PELOS PNEUS USADOS PODE DURAR ATÉ 100 ANOS

A defesa do Brasil, na reunião da OMC, em Genebra, na Suiça, sustentou que o resíduo de pneu é um problema crescente e grave de saúde pública, particularmente em países de climas tropicais, já que empilhados servem de criadouros para mosquitos transmissores de dengue, febre amarela e malária.

A queima desse resíduo também cria uma ameaça perigosa. Ela libera óleo pirolítico, que contém produtos químicos tóxicos e metais pesados capazes de produzir efeitos adversos à saúde, como perda de memória, deficiência no aprendizado, supressão do sistema imunológico, danos nos rins e fígado. Esse óleo pode viajar longas distâncias, contaminando solo e água, além de penetrar em lençóis freáticos.

Estudos demonstram que a poluição de águas causada pelo escorrimento derivado da queima de pneus pode durar até 100 anos.





MMA defende fim da importação de pneus usados no Brasil



O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu, enfaticamente, nesta sexta-feira (27), a necessidade de se impedir a importação de pneus usados no Brasil.

Ele participou de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal para aprofundar os debates em torno do tema. "Importar algo que não é factível de ser reaproveitado mais que uma vez e que ainda por cima gera um rejeito que não é biodegradável e contamina o solo, a atmosfera, o lençol freático e o pulmão das pessoas, não me parece uma boa prática. Não tem economicidade, não tem sustentação ambiental, não tem sustentação sanitária", defendeu o ministro.

Presidida pela ministra Carmen Lúcia, a audiência pública reuniu representantes dos ministérios do Meio Ambiente; da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Ciência e Tecnologia; além da indústria de pneus reformados, fabricantes de pneus, acadêmicos e entidades da sociedade civil organizada.

O STF analisa a Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 101, interposta pelo governo federal em 2006, que pede a suspensão de liminares judiciais que liberam a importação de pneus usados pela indústria de reformadores.

28 de junho de 2008

NÃO A IMPORTAÇÃO DE PNEUS USADOS - "Contamina o lençol freático", diz Minc

A proibição salva os nossos rios dos pneus usados


Minc defende proibição de importação de pneu usado ao País

"Importar algo que não é factível de ser reaproveitado mais de uma vez e que ainda por cima gera rejeito que não é biodegradável e contamina o solo, o lençol freático e a atmosfera, parece não ser uma boa prática." (Min. Minc)

Estadão Online 27/06

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu a proibição da importação de pneus usados por empresas brasileiras.

Minc participou da audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), realizada nesta sexta-feira (27) que discute a possibilidade da importação dos pneus para serem remodelados ou recauchutados por empresas brasileiras - tema objeto de uma ação do governo em tramitação no Supremo."O pneu usado é um pré-lixo e o ônus da destinação final dele é nosso. E esses pneus vão para os lixões, são queimados, convertem-se em piscinas para os mosquitos da dengue", afirmou. "Esse é um dos raros casos em que há unanimidade dentro do governo", acrescentou.


Minc afirmou que os ministérios da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e da Ciência e Tecnologia são contrários à liberação das importações de pneus.

Além disso, ele lembrou que 30% desses pneus importados não servem nem mesmo para a remodelagem e reutilização. "Importar algo que não é factível de ser reaproveitado mais de uma vez e que ainda por cima gera rejeito que não é biodegradável e contamina o solo, o lençol freático e a atmosfera, parece não ser uma boa prática.

Não tem economicidade, não tem sustentação ambiental nem sanitária", acrescentou.


Os dados apresentados pelo ministro mostram que de 2002 a 2007, as empresas deveriam ter dado destinação correta a 2,665 milhões de toneladas de pneus usados, como determinam as resoluções de órgãos ambientais. Porém, nesse período, somente 1,141 milhão de toneladas teriam sido descartadas corretamente. "Estamos falando de 200 milhões de pneus que não tiveram a destinação adequada.

Não estamos conseguindo que a regra seja respeitada", argumentou. (Fonte: Felipe Recondo/ Estadão Online)

RIO PARANÁ PODERÁ TER NOVA REPRESA

As represas causam alterações no nível da água e no ciclo hidrológico dos rios

Argentina, Paraguai e Uruguai querem construir nova represa no rio Paraná

Folha Online 27/06
Os governos do Uruguai, Argentina e Paraguai analisam construir uma usina hidrelétrica sobre o rio Paraná, em território paraguaio, obra que permitiria ao Uruguai elevar a 1.000 megawatts de eletricidade, informou o ministro de Indústria e Energia uruguaio, Daniel Martínez.

Trata-se de uma "central argentino-paraguaia, onde talvez terminemos fazendo um investimento triplo, no qual os 50% correspondentes ao Paraguai seriam divididos com o Uruguai", disse o ministro ao canal Televisión Nacional.

A represa, que se chamaria Corpus Christi, terá uma potência instalada de 3.200 megawatts e o "Uruguai participaria do projeto como sócio-investidor para compartilhar com o Paraguai pouco mais da metade da energia que corresponderia a esse país, cerca de 1.000 megawatts", disse Martínez.

Precisou também que antes "de 10, 12 ou 15 anos será impossível ter a represa", pois é "necessário fazer estudos de impacto ambiental, de factibilidade, conseguir financiamento, projetar a barragem e construir.

"Se concretizada, a represa significará ao Uruguai um abastecimento de 30% do consumo atual, que deve chegar a 3.000 megawatts nos próximos anos. (Fonte: Folha Online)

27 de junho de 2008

PRÊMIO ANA 2008 - INSCRIÇÕES PRORROGADAS


Inscrições para o Prêmio ANA são prorrogadas para 04/07


TEMA: "Conservação e Uso Racional daÁgua"


Os interessados em participar do Prêmio ANA 2008 terão até 04/07, uma sexta-feira, para enviar suas inscrições - não há limite de candidaturas por concorrente.

A premiação, cujo tema é "Conservação e Uso Racional daÁgua", visa a reconhecer o mérito de iniciativas que se destaquem pela excelência de sua contribuição para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos do Brasil.

Em cada uma das seis categorias em disputa - imprensa, governo, organizações não-governamentais (ONGs), organismos de bacia, empresas e academia -, serão escolhidos três finalistas, dos quais sairá um vencedor.Os seis ganhadores do Prêmio ANA 2008 serão conhecidos durante a solenidade de premiação, que ocorrerá em dezembro, em data a ser definida,em Brasília, e receberão o Troféu Prêmio ANA.

A Comissão Julgadora da premiação será composta de cinco membros externos à ANA e com notório saber na área de recursos hídricos. Cabe à Comissãoescolher os três finalistas e os vencedores de cada categoria.

As avaliações se darão segundo os critérios de: efetividade; impactos social, cultural e ambiental; potencial de difusão/replicação; originalidade; e adesão e participação social.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e deverão ser enviadas até 04/7, por remessa postal registrada, e dirigidas à "Comissão Organizadora do Prêmio ANA" no seguinte endereço: SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco "M", CEP: 70.610-200,Brasília, DF.

No regulamento do Prêmio ANA 2008 há a lista de documentosque devem ser enviados junto com a ficha de inscrição de cada candidatura.

Na categoria imprensa, os jornalistas deverão enviar uma cópia do material jornalístico em papel (para veículos impressos e sítios) ou em CD ou DVD (para rádios e TVs) contendo arquivos de fácil leitura. Os conteúdos devem ter sido veiculados entre 20/12/2004 e 04/07/2008.

Mais informações sobre a premiação podem ser obtidas pelo e-mail premioana@ana.gov.br ou pelos telefones (61) 2109-5412 e 2109-5495 (exclusivo para a categoria imprensa).

ÁGUA CONTAMINADA MATA 28 MIL POR ANO NO BRASIL


Água ruim mata 28 mil por ano no País


Cerca de 28 mil pessoas ainda morrem no Brasil todos os anos por causa da contaminação da água ou de doenças relacionadas com a falta de higiene.

O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que ontem publicou um levantamento mostrando que investimentos no tratamento da água poderiam economizar grande quantidade de recursos públicos.

Os serviços de saúde no mundo poderiam evitar gastos de US$ 7 bilhões ao ano se os governos optassem por dobrar investimentos com tratamento de água.

No Brasil, a taxa de mortos pela contaminação da água é menor que a média mundial: 2,3%.

Mas o País tem uma proporção de mortos bem acima das economias industrializadas - OESP, 27/6, Vida, p.A21.

DANÇA PELA ÁGUA EM MISSÃO DE PAZ

Movimento Mulheres pela P@Z!

Oficina de dança Árabe na ONG Papel Jornal
Um encontro para mulheres de todas as idades na Zona Sul de SP, dia 05/07, às 14h30. Para mulheres que desejam acessar a beleza ancestral de suas trajetórias, compartilhar o movimento de sabedorias interculturais.

A oficina chama-se “Dança pela água em missão de paz”, uma iniciativa que visa aproximar mulheres da comunidade, conversar sobre padrões estéticos que limitam a compreensão da beleza feminina.

A dança Àrabe é milenar, registrada entorno de 5.000 a.c., desde o reino da antiga Mesopotâmia, com cerca de 3.000 movimentos possíveis de serem executados pelo corpo humano. Sua base histórica se origina das danças beduínas em rituais de homenagem ao ecossistemas nos quais habitavam os povos nômades. Essa história começa entorno de 11.000 a.C., em Jericó-Palestina, quando as beduínas passaram a desenvolver a agricultura.
As danças beduínas aplicadas na oficina "Dança pela Água em Missão de Paz" objetivam resgatar a memória ancestral que todas as mulheres possuem das suas relações com o ciclo hidrológico, através dos movimentos executados pelas beduínas quando agradeciam aos Deuses pelo presente que lhes traziam de bons ventos, boas águas e boas colheitas.

Facilitadora
Amyra El Khalili é diretora da Cia El Khalili Arabian Dances com mais de duas décadas de pesquisas de ritmos árabe-brasileiros, foi premiada nacional e internacionalmente pelo trabalho. É idealizadora da oficina "Dança pela Água em Missão de Paz!" realizada com mulheres de diversas comunidades Brasil. Também é economista e Presidente da ONG CTA/Projeto BECE (sigla em inglês) Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais (ONG) - Veja Mais

26 de junho de 2008

REVITALIZANDO O RIO BEBERIBE






Rio Beberibe - Recife (PE) - fotos: Site Pousada Peter 

Revitalização do Rio Beberibe

Adeildo Pepe
Um rio que nasce em São Lourenço, que serve como ponto histórico de nosso estado que divide as duas grandes cidades, Olinda e Recife, e que corta varias comunidades. Por que será que o município de São Lourenço não deve poluir o rio? Porque as próximas cidades abaixo precisam do rio limpo? Ou será o “direito” do rio ser limpo? Ou será uma questão de consciência ambiental?.

Devido a esses porquês nasceu à necessidade de recuperar o rio Beberibe, rio este que serviu de navegação para o transporte da cana de açúcar das grandes usinas da nos séculos XVIII e XIX, rio que abrigava uma fonte que parecia inesgotável de peixes. Peixes esses que foi motivo de expiração para o nome de um bairro em que ele corta, que ficou conhecido como Peixinhos, pela abundancia dos peixes que servia para consumo e comercialização, banhos e as lavadeiras que coloriam as margens com roupas e não lixo, era fonte de vida. Esta é a preocupação: fonte de vida.






Mas para que serve o rio?



Para ser explorado pelo homem, ou para sua integração harmoniosa e respeitosa. Devido ao grande crescimento econômico e a expansão das áreas ribeirinhas, o rio apontava um lugar promissor e local de fonte de renda, ao mesmo tempo em que essas áreas cresciam o rio dava passos de desgaste. Esse crescimento fez com que muitas pessoas em situação de exclusão buscassem as margens do rio como lugar de refugio.



O rio Beberibe corta comunidades consideradas de baixa renda ou conhecidas como áreas pobres, pobres não, rica e culta e saber popular de valor incalculável, mais pobre pela falta de políticas publicas adequadas à situação. Devido à degradação que tomou conta nas ultimas décadas por falta de políticas publicas adequadas à habitação nos dois municípios (Olinda e Recife).

A construção de palafitas onde a água deveria passar, a falta de saneamento básico, os dejetos domésticos e de industrias são jogados no rio.
Percebendo este quadro que levou o rio a essa situação caótica o GSCC incentivou a criação do movimento em defesa do rio Beberibe, a partir da articulação com instituições de ensino, organizações da sociedade civil e setores públicos e privados em prol do rio Beberibe. 

Fonte:



DA WIKIPÉDIA:

Rio Beberibe - Recife (PE)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Beberibe
Comprimento19 km
NascenteCamaragibe
Altitude da nascente
FozOceano Atlântico (Recife)
Área da bacia79 km²

Rio Beberibe é um rio brasileiro que banha o estado de Pernambuco. Tem sua 
nascente no município de Camaragibe com o encontro dos seus dois formadores: o rio Pacas 
e o rio Araçá
Tem um curso de 19 km.
A bacia hidrográfica do Beberibe tem 79 km² e está situada inteiramente na Região 
Metropolitana do Recife, passando por CamaragibeRecife e por Olinda, fazendo confluência com 
Rio Capibaribe antes de desaguar no oceano Atlântico. Os principais afluentes do Beberibe são 
rio Morno e seu afluente rio Macacos, além dos canais Vasco da Gama e da Malária, e do riacho 
Lava-Tripas. 
Estes últimos cortam zonas pobres do Recife e de Olinda, desaguando no Beberibe grandes 
quantidades de poluição.
Diz a lenda que, no Recife, o rio Beberibe se une ao rio Capibaribe para formar o Oceano 

Por obra da engenharia, o Rio Beberibe obteve outra foz, antes da confluência com o Capibaribe,
transformando a antes península do Recife Antigo em outra ilha, entre as tantas que formam a cidade.

Organização Mundial de Saúde afirma que 10% do "fardo"das doenças no mundo se deve a um melhor gerenciamento da água.

Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta quinta-feira afirma que 10% dos problemas gerados por doenças no mundo todo poderiam ser evitados com um melhor gerenciamento da água - com melhorias no sistema de fornecimento de água potável, mais saneamento e higiene.

A estimativa de impacto na saúde global é baseada em dados como o número de casos de diarréia, tracoma e infecções intestinais causadas por parasitas em 192 países.

"Um décimo do fardo global gerado por doenças pode ser evitado ao alcançarmos melhoramentos na forma como gerenciamos a água", escreveu Maria Neira, diretora do setor de Saúde Pública e Desenvolvimento da OMS, no prefácio do documento Safer Water for Better Health ("Água Segura para uma Saúde Melhor", em tradução livre).

"Já foi provado que soluções sustentáveis e com boa relação de custo podem diminuir este fardo."

"São necessárias ações para garantir que (estas soluções) sejam implementadas e sustentadas no mundo todo e, especialmente, para o benefício da população mais afetada - crianças nos países em desenvolvimento", acrescentou.

Doenças
No caso da diarréia, segundo o relatório da OMS, 88% dos casos no mundo todo podem ser atribuídos à água não potável, ao saneamento inadequado ou à higiene insuficiente.

Estes casos resultam em 1,5 milhões de mortes a cada ano, a maioria delas de crianças. Segundo a OMS, na categoria diarréia estão incluídas doenças mais graves como cólera, tifóide e disenteria.

A organização também afirma em seu relatório que o peso abaixo do normal na infância causa cerca de 35% de todas as mortes de crianças abaixo de cinco anos no mundo todo.

Segundo a OMS estima-se que 50% destes casos de desnutrição ou peso abaixo do normal estão relacionados a casos repetidos de diarréia ou infecções intestinais causadas por parasitas, como resultado de saneamento inadequado ou higiene insuficiente.

O número total de mortes causadas direta e indiretamente por desnutrição induzida por esses fatores chega a 860 mil por ano em crianças com menos de cinco anos.

Segundo o levantamento feito pela OMS em 192 países, no Brasil as mortes causadas por problemas relacionados à água, saneamento e higiene chegaram a 28,7 a cada mil, 2,3% do total de mortes no país em 2002.

No Iraque, por exemplo, a população é menor, então o número de mortes é de 22,8 em cada mil, 10,7% do total de mortes no país.

No Canadá, foi registrada 0,5 morte a cada mil, um índice de 0,2% do total de mortes no país em 2002. - Uol Ciência e saúde

GEOGRAFIA POLÍTICA DA ÁGUA - LANÇAMENTO

Nova ordem mundial para a água

Por Sylvia Miguel, do Jornal da USP

Em livro a ser lançado nesta semana, professor da USP discute os múltiplos usos do recurso e mostra que sua sustentabilidade pode estar ameaçada pela falta de regulação internacional. A Década Internacional da Água – de 1981 a 1990 – foi implementada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em setembro de 1980. O intuito era o de promover e popularizar as temáticas relacionadas à água, entre elas o acesso aos serviços sanitários.
A instituição da Década Internacional da Água foi um dos resultados da Conferência de Mar Del Plata, realizada em 1977, na Argentina, e que marcou a primeira grande conferência relacionada ao tema. Também naquele encontro foi estabelecido o Plano de Ação e criado o Programa Hidrológico Internacional (PHI), que tem como objetivo padronizar a coleta de dados sobre água no mundo. As reuniões internacionais sobre recursos hídricos buscam criar um aparato institucional para regular o uso da água em escala mundial. Mas a dificuldade é que as propostas de compartilhamento dos recursos hídricos chocam-se com as questões de soberania dos países e suas legislações nacionais.
O desafio de criar uma regulação internacional para o uso da água, os conflitos gerados pela distribuição desigual do recurso, os resultados das principais conferências sobre o tema, as iniciativas e eventos mais importantes para produzir um modelo global visando ao uso sustentável dos recursos hídricos, bem como alguns dos conceitos fundamentais relacionados à água, estão no livro Geografia política da água, da editora Annablume.
Assinado pelo professor Wagner Costa Ribeiro, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, o livro terá uma sessão de lançamento nesta quarta-feira, dia 25, na livraria Martins Fontes da avenida Paulista.
A Conferência Internacional sobre Água e Meio Ambiente, realizada em Dublin, em 1992, produziu alguns resultados “controversos”, discutidos no livro, e que influenciaram a Conferência Rio-92, afirma o autor.
Um dos mais polêmicos foi o princípio que estabeleceu o valor econômico para o recurso. “A água tem valor econômico em todos os seus usos e deve ser reconhecida como um bem econômico”, traz o princípio número 4 da declaração de Dublin.
Para o autor, porém, tal resolução desconsidera questões de ética, de justiça social e de tradições culturais e religiosas.“Ora, as regras da oferta e da procura tornam um bem raro ou não, definindo seu preço.
Ao especificar uma quantidade de água para uso humano anualmente, a água renovável, abriu-se também a oportunidade de definir a quantidade máxima de recursos hídricos sobre a qual se trabalha a escassez da água. Cobrar, nesse caso, seria ponderar a quantidade usada diante do volume total, acrescidos a esse custo, evidentemente, os demais serviços de coleta, tratamento e distribuição”, pondera o autor. E continua: “Por fim, pretende-se, com a cobrança da água, coibir o uso inadequado, diminuindo o desperdício, em especial nas cidades. Mais uma vez emprega-se a coerção pela economia em vez de convencer pela educação. Preferiu-se tornar a água um bem, o que interessa bastante a grupos transnacionais”, traz o texto. Apesar de alguns pontos controversos e outros obscuros, a Conferência de Dublin trouxe novidades importantes, entre elas a idéia da água como recurso finito e a de que o volume disponível para uso é definido pela água renovável (a diferença entre chuva e evaporação). Discutiu também a criação do Conselho Mundial da Água e destacou a gestão internacional do recurso. VEJA MAIS
Livro: Geografia política da águaAutor: Wagner Costa RibeiroEditora: Annablume
162 páginasR$ 32,00(Envolverde/Jornal da USP)
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

LAGOA DE JACAREPAGUÁ (RJ) DEIXA DE RECEBER ESGOTO SEM TRATAMENTO


Cabral inaugura novo sistema de esgotos da Barra da Tijuca

Elevatória de Marapendi integra conjunto de compromissos pró “Rio 2016”

Uma histórica vitória da população e do meio ambiente do estado do Rio de Janeiro. Assim pode ser definida a inauguração da Estação Elevatória de Esgotos de Marapendi (Avenida Raimundo Magalhães Júnior, nº 777, entre a Avenida Dulcídio Cardoso e a Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca), que acontece nesta quinta-feira (26/6), às 11h.

A Elevatória é a principal intervenção do Programa de Saneamento da Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes (PSBJ) e tem capacidade para, progressivamente, coletar e bombear o esgoto produzido por mais de 50 condomínios da Barra da Tijuca.

Nesta fase, a Elevatória Marapendi, que vai beneficiar uma população de 150 mil pessoas, atingirá a coleta e bombeio de cerca de 900 litros de esgoto por segundo.

- A Elevatória Marapendi pode ser considerada a “Estação Mãe” do Programa de Saneamento da Barra da Tijuca e vai ao encontro dos compromissos do País junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para a escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Durante a cerimônia de inauguração da elevatória o governador Sérgio Cabral e o secretário-geral do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016, Carlos Osório, irão fixar um marco indicando que aquele empreendimento faz parte do conjunto de obras pró “Rio 2016” – informou o presidente da Cedae, Wagner Victer.

Pela Elevatória Marapendi passarão, futuramente, cerca de 2.000 litros de esgoto por segundo. Ou seja, 160 milhões de litros de esgoto por dia deixarão de ser lançados in natura nas Lagoas de Jacarepaguá, Marapendi, Camorim e Tijuca. O valor dos investimentos em todo o sistema, elevatória e troncos principais, foi da ordem de R$ 30 milhões.

Para se ter uma idéia da complexidade das obras desenvolvidas pela equipe técnica da Cedae, a Elevatória de Marapendi foi construída em um prédio subterrâneo com profundidade de 13 metros, possibilitando o isolamento acústico e o tratamento arquitetônico adequado. O esgoto será bombeado por cinco bombas, por meio de uma linha de polietileno com 1.800 metros de extensão e 1.000 milímetros de diâmetro, para a Estação de Tratamento de Marapendi e depois enviado ao Emissário Submarino da Barra, a cinco quilômetros da costa.

Além disso, como forma de aumento da segurança operacional, a elevatória contará com um sistema próprio de geração de energia elétrica para evitar qualquer problema derivado de falta de energia.
A Elevatória Marapendi será inaugurada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho. O evento também contará com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, do vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, secretário-geral do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016, Carlos Osório, do presidente da Nova Cedae, Wagner Victer, e da secretária do Ambiente, Marilene Ramos.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA CEDAE – ACOM/PORTAL DO MEIO AMBIENTE

25 de junho de 2008

SALVE A ÁGUA BOA DO XINGU



A modelo Gisele Bundchen dá total apoio à Campanha Y Ikatu Xingu

O Rio Xingu é um símbolo da diversidade biológica e cultural brasileira.
Ao longo de seus 2,7 mil quilômetros, ele corta o nordeste do Mato Grosso e atravessa o Pará até desembocar no rio Amazonas, formando uma bacia hidrográfica de 51,1 milhões de hectares (o dobro do território do Estado de São Paulo) que abriga trechos ainda preservados do Cerrado, da Floresta Amazônica e áreas de transição.

Rio Xingu. Foto: Pedro Martinelli/ISA
A região das cabeceiras do Xingu no Mato Grosso é habitada por 18 povos indígenas, totalizando uma população de 10 mil índios, que fizeram do rio a base de sua sobrevivência e de sua cultura. Cerca de 5 mil deles, de 14 etnias, vivem no Parque Indígena do Xingu, uma das terras indígenas mais conhecidas do País. A criação do Parque resultou do trabalho dos mais importantes sertanistas brasileiros, os irmãos Villas-Bôas. A região ao redor dessa Terra Indígena também é a casa de aproximadamente 270 mil não-indígenas.

Gisele sendo pintada por indias do Xingu

Boa parte dos produtores rurais que nela vive veio do Sul do País, a partir dos anos 1970, transformando-a em um importante pólo agropecuário.

Mas estão matando as suas matas
A área, no entanto, está ameaçada. Grande parte das nascentes do Xingu está fora do parque, em local em processo acelerado de uso e ocupação do território. Várias nascentes já secaram por causa do desmatamento e das queimadas.
Até 2007, na região, foram desmatados quase 300 mil hectares de matas ciliares – vegetação que margeia e protege os cursos de água.

Queimada no município de Peixoto de Azevedo. 2003. Foto: André Villas-Bôas/ISA
O Rio Xingu Pede a sua ajuda!
Cresce a perspectiva de uma crise hídrica na região. Os produtores rurais têm relatado o aumento da erosão e a redução de fertilidade das terras. O assoreamento e a poluição estão provocando ainda a morte dos peixes.

A longo prazo, a alteração do clima e a perda de biodiversidade também ameaçam todo o Estado do Mato Grosso. Quando o Xingu se esvai, morrem os peixes, as plantas e um pouco de cada gente, de cada um de nós.

Mata ciliar desmatada perto da BR-080, limite norte do Parque Indígena do Xingu. 2003. Foto: André Villas-Bôas

Lembre-se: você também pode colaborar para evitar que isso aconteça! VEJA COMO

ISA e Gisele Bündchen fazem reunião para falar das campanhas De Olho nos Mananciais e 'Y Ikatu Xingu
O ISA realizou nesta segunda-feira, em São Paulo, uma reunião com Gisele Bündchen para avaliar os resultados da parceria entre a modelo e as campanhas De Olho nos Mananciais e 'Y IKatu Xingu. Gisele apóia a campanha pela recuperação das nascentes e matas ciliares do Xingu desde 2006 e, no ano passado, estendeu seu apoio para a campanha do ISA pela preservação das fontes de água de São Paulo - Notícias Socioambientais, 25/6.

24 de junho de 2008

DESERTIFICAÇÃO: UMA SÉRIA AMEAÇA

A ameaça da desertificação

Giovanna Guedes
Jornalista

Quem imagina que no Brasil poderão surgir desertos como o Saara, na África, ou o Atacama, na América do Sul?
Se o processo de degradação do meio ambiente continuar é o que poderemos encontrar em terras brasileiras. A variação climática com longos períodos de seca associados a chuvas intensas e de curta duração, os desmatamentos, queimadas, irrigação inadequada, mineração fora das normas, entre outras agressões, deixam o solo nu e completamente desprotegido.

Se a chuva chega, ela leva a terra fértil. Já o Sol incide por um longo período num solo enfraquecido e o debilita ainda mais.

O solo perde a cobertura fértil e, aos poucos, se torna estéril restando só areia, rochas, plantas esturricadas sem potencial econômico e enormes erosões. As áreas com algum tipo de comprometimento somam, hoje, 1,3 milhão de km2, o que representa 15,7% do território nacional, onde vivem cerca de 32 milhões de habitantes, mais de 18% da população.

Dos 1.482 municípios brasileiros com comprometimento decorrente da desertificação, 771 apresentam os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), ou seja, pessoas pobres, de pouca ou nenhuma escolaridade, que convivem agora não só com a seca, mas com o medo do deserto. Fonte Revista ECO 21 - LEIA MAIS

INDÚSTRIAS INVESTEM NO REUSO DA ÁGUA

Turn Key - Reuso

Sustentabilidade

Empresas reduzem uso de água em até 89%

INCA - 3M - BRASKEM - DANA - OPERSAN - MINERCAL - UNILEVER - CATERPILLAR E LWARCEL (a vencedora do 3º Prêmio Fiesp)

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, premiou em março último as empresas que investiram no uso racional da água, através da instalação de sistemas para o reuso, economizando grandes volumes do precioso líquido e devolvendo água tratada para os rios e córregos de suas comunidades.

A comissão julgadora considerou todos os projetos de altíssima qualidade, que vão do reuso da quase totalidade da água em determinadas áreas (89,30%) até economia de grandes volumes (80 milhões de litros).

Conheça, em resumo, os projetos que concorreram ao 3º Premio Fiesp de Conservação e Reuso da Água - CONHEÇA AS EMPRESAS

LIBERADAS AS OBRAS DA HIDRELÉTRICA DE ESTREITO


Justiça libera obras na Usina Hidrelétrica de Estreito

As obras da Usina Hidrelétrica de Estreito, que fica na divisa entre o Tocantins e o Maranhão, poderão ter continuidade. Foi o que decidiu na segunda-feira (23) o desembargador federal Jirair Aram Meguerian, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, sediado em Brasília.

A decisão é fruto de uma suspensão de liminar pedida pelo Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O empreendimento havia sido paralisado no início do mês pela Justiça Federal do Maranhão, que anulou a licença de instalação da usina e determinou que os estudos de impacto ambiental da obra fossem complementados.

Em sua decisão, Meguerian diz que todos os passos foram cumpridos nos estudos de impacto ambiental e que a paralisação das obras poderá causar prejuízos econômicos. Para ele, o empreendimento tem vital importância para o desenvolvimento da infra-estrutura energética do país.

O desembargador explica, no seu despacho, que a anulação da licença de instalação da usina teve como base suspeitas de parcialidade do Ibama e de pressões do Poder Executivo para que essa licença fosse concedida. “Essas suspeitas não são suficientes para infirmar a presunção de validade desse ato administrativo”, disse.

Ele lembrou que qualquer atividade produtiva, principalmente as usinas hidrelétricas, causam impactos ambientais, mas ressalta que o Ibama já realizou os estudos e determinou as medidas necessárias para minimizar esses impactos.

A Usina Hidrelétrica de Estreito deverá gerar 1 mil megawatts e está prevista para ser finalizada em agosto de 2010. O investimento total previsto na obra é de R$ 3,2 milhões.

De acordo com o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras estão com 17% de realização. (Fonte: Sabrina Craide/ Agência Brasil/Ambiente Brasil)
(“para fins de direitos autorais de imagem declaro que a foto usada acima não é de minha autoria e que o autor não foi identificado”. )

CANTINHO LITERÁRIO SOBRE OS RIOS

Um pouco de poesia no árido e pesado dia-a-dia dos preocupados ambientalistas, engenheiros, geólogos, administradores, pesquisadores e estudantes que buscam soluções para os complicados problemas das contaminações, poluições, desmatamentos, assoreamentos, enchentes, secas, etc., que envolvem nossos cursos d'água...

A colaboradora, Profª Clarice Villac, professora de português, poetisa e escritora de Campinas nos envia uma poesia do seu amigo poeta José Mattos, ambientalista do Mato Grosso que se preocupa e se aflige com as condições dos rios daquela região. No nosso futuro site, ela vai coordenar o 'Cantinho Literário', onde poderemos reunir poemas, contos e crônicas relativos aos rios, riachos e à água em geral.

Um dia Branco
(José Mattos)

O dia cândido
Pousa sobre as coisas
Meus pensamentos brancos
Não me dizem nada

A manhã desliza quietinha
Nas ondas do tempo,
A vacada amuada
Se arrebanha, se encosta;
No canto da cerca...

Lá de riba descia um corguinho fino,
Descia... não desce mais:
Suas pernas fraquejaram,

Um TRATORZÃO amarelo
Pifou seu coraçãozinho;
Não desce mais...

23 de junho de 2008

RIOS DE RIBEIRÃO PRETO RECEBEM ESGOTOS SEM TRATAMENTO

Rio Pardo é o principal rio que corta Ribeirão Preto

Rios de Ribeirão recebem 50% de esgoto "in natura"

A falta de tratamento do esgoto compromete a qualidade dos rios da região de Ribeirão Preto. As cidades que compõem as sete bacias hidrográficas que passam pela região tratam apenas metade do esgoto. O restante é jogado "in natura" (sem tratamento) nos rios.
É o que revela o relatório da Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental) sobre a qualidade das águas no Estado de São Paulo, divulgado na semana passada.


Na bacia hidrográfica do rio Pardo, que inclui Ribeirão, por exemplo, onde 52% do esgoto é tratado, a quantidade de coliformes (que inclui todos os tipos, inclusive fecais) está acima do estabelecido como ideal por resolução do Conama (Comitê Nacional do Meio Ambiente). Isso ocorre em quase todas as outras cidades.


Hoje, Ribeirão tem 80% de esgoto tratado, de acordo com o prefeito Welson Gasparini (PSDB) -no ano passado, quando o relatório foi feito, eram 70%. "Estamos investindo em cinco frentes de trabalho e trataremos tudo até o fim do ano", disse o prefeito.
Apesar de receber muito esgoto in natura, a qualidade das águas ainda é considerada boa pela Cetesb.

A agência ressalta, no entanto, que é preciso investir em saneamento.
A pior situação é a da bacia do Turvo-Grande, que passa na região pelas cidades de Cajobi, Olímpia, Monte Alto e Monte Azul Paulista. O tratamento médio nesta bacia é de 30%.
Em segundo lugar no ranking das piores está a bacia do Tietê-Jacaré, que passa por Araraquara e São Carlos e recebe 65% de esgoto sem tratamento. Folha S. Paulo - Leia Mais

SABESP EXPLICA O TRATAMENTO QUE REALIZA NO RIO TIETÊ

Sabesp diz que obedece lei ambiental na manutenção do Tietê

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) diz que as estações de tratamento secundárias, que despejam fósforo e nitrogênio de volta nos rios, bastam para atender aos padrões de emissão de poluentes determinados pela legislação ambiental.
A empresa de companhia mista, que tem o governo do Estado como maior acionista, afirma que sua prioridade é tentar ampliar ao máximo o tratamento de esgoto --o que seria dificultado caso optasse pela construção de estações terciárias, que reduzem a carga dos dois poluentes na hora de devolver a água para os rios, mas são 60% mais caras.
"O tratamento secundário é um bom processo para reduzir a carga poluidora dos rios. Ele remove de 80% a 90% dos poluentes", defende Antonio César Costa e Silva, da Diretoria de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente da Sabesp. "É o melhor meio para universalizar o tratamento."
Atualmente, há 461 estações de tratamento de esgoto no Estado, nenhuma delas terciária. Estão em construção 48 novas estações, que integram o pacote de obras de saneamento que prevê investimento de R$ 6 bilhões nos próximos anos. Mas nenhuma delas dará conta de tratar fósforo e nitrogênio.
Silva sustenta que o aumento dos índices dos dois poluentes no rio Tietê se deve a uma maior quantidade de água tratada pela empresa. O raciocínio é o seguinte: como o tratamento deixa passar o fósforo e o nitrogênio, quanto mais água é tratada, maior é a concentração desses poluentes no ponto dos rios onde ela é despejada.
"A variação de poluentes de um ano para o outro não representa um risco. O importante é a tendência. O Tietê melhorou nos últimos dez anos. O que seguia direto para o rio deixou de ir para o rio."
O técnico da Sabesp afirma que a empresa poderá construir estações mais modernas a partir de exigências da legislação. "Não há por que tratar mais se o padrão não exige", diz Silva. "Se a sociedade quiser que se tenha níveis mais elevados de tratamento, vamos ter de analisar e fazer. Uma hora isso virá, mas vale lembrar que a mudança implicará em um aumento de custos."
Folha de S. Paulo Leia mais

APONTADA DEFICIÊNCIA NO TRATAMENTO DE ESGOTOS LANÇADOS NO RIO TIETÊ


Falha em tratamento de esgoto piora rio Tietê

A Sabesp, concessionária do serviços de água e esgoto de S. Paulo, despeja no Tietê esgoto tratado na Grande São Paulo por um sistema deficiente - incapaz de tirar elementos químicos que pioram a qualidade do rio no interior paulista.

A conclusão está expressa em 11 linhas do relatório de qualidade das águas divulgado há duas semanas pela Cetesb, a agência ambiental paulista, que monitora os rios de São Paulo.
Segundo a Cetesb, o sistema de tratamento implantado, e em expansão, não consegue remover nitrogênio e fósforo, substâncias que fazem proliferar algas e outros organismos que roubam oxigênio da água, afetando a vida aquática.

A Cetesb apontou o problema de deficiência no tratamento do esgoto a partir de testes realizados entre a ponte dos Remédios, a barragem Edgard de Souza e a barragem de Pirapora. Lá, foi constatado que existe uma tendência de aumento das concentrações de nitrogênio e de fósforo.
Além disso, a Cetesb suspeita que a ETE (estação de tratamento) de Barueri, que responde por 70% do esgoto tratado na região metropolitana (referente a 4,5 milhões de pessoas), funciona de forma inadequada. Isso porque melhorou a água coletada para testes antes do ponto em que o esgoto tratado é despejado, o que não ocorreu nos trechos após o local em que esse esgoto chega ao Tietê.
Um indicador de poluição, que mede a necessidade de oxigênio na água, "confirma que não existe uma redução da carga orgânica destinada ao médio Tietê", segundo a Cetesb.
A pior condição para a vida de peixes no Tietê está em Pirapora do Bom Jesus, cidade a 53 km de São Paulo conhecida pela espuma que costuma cobrir o Tietê e até inundar as ruas.
Para a Cetesb, é necessário discutir a implantação do chamado sistema terciário de tratamento, que consegue eliminar fósforo e nitrogênio.

Hoje, a Sabesp faz um tipo de tratamento mais grosseiro e está investindo R$ 6 bilhões em saneamento em todo o Estado, sem modernizar a tecnologia.
"As ações em saneamento continuam pertinentes, porém, podem ser melhoradas para avançarmos na qualidade das águas e na saúde pública", diz o gerente do departamento de águas superficiais e efluentes líquidos da Cetesb, Eduardo Mazzolenis de Oliveira.
A opinião de que é necessário mudar o sistema é referendada por Plinio Barbosa de Camargo, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP (Universidade de São Paulo), em Piracicaba, especialista em tratamento de efluentes.
Uma pesquisa iniciada há nove anos, após o ponto de esgoto tratado no rio Piracicamirim, em Piracicaba, revelou que a água piora nesse local, efeito semelhante ao do Tietê.
"Hoje, são gastos milhões em sistemas de tratamento que não dão conta, em estações que não vão funcionar", diz.

Distrito Federal
Em Brasília, cerca de 50% do esgoto coletado é tratado pelo sistema terciário, cuja implantação e operação são bem mais caras, mas mais eficientes.
Segundo Carlos Eduardo Pereira, superintendente de operação do sistema de esgotos da Caesb (a Sabesp local), o processo é necessário porque a região tem rios pouco volumosos e muitos lagos e lagoas. Por causa disso, a poluição despejada em um lago pode permanecer por até dois anos. "Com nossa situação aqui, precisamos tratar o esgoto com a máxima eficiência", disse.
Segundo ele, o custo de implantação do sistema terciário foi de R$ 60 por habitante. O sistema secundário custa R$ 35, e o primário R$ 20.
Já a operação do sistema terciário tem um custo aproximado de R$ 0,80 por m3. Em um sistema primário esse valor não passa de R$ 0,10. (Fonte: José Ernesto Credendio e Conrado Corsalette / Folha de S.Paulo/Ambiente Brasil)

ACIDENTE AMBIENTAL DEIXA 150 MIL SEM ÁGUA EM SP


Óleo em represa deixa 150 mil sem água em São Paulo
Agência Estado

Um acidente ambiental, que contaminou com óleo diesel uma das represas de captação, provocou o corte no abastecimento de água para 150 mil moradores de São José do Rio Preto, a 440 km de São Paulo.

Um caminhão com dois tanques de combustível capotou na noite de ontem às margens da rodovia Washington Luiz (SP-310), despejando 22 mil litros de óleo diesel no córrego Aterradinho, que deságua numa das represas de captação de água.A rápida montagem de barreiras de contenção por um grupo de prevenção de emergências, formado por técnicos dos Bombeiros, Defesa Civil e Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), impediu que grande parte do óleo chegasse à represa, mas não evitou que ela fosse contaminada.


O Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) desligou a captação da represa para avaliar o grau de contaminação. O superintendente do Semae, Nicanor Batista Júnior, disse que o racionamento deve durar até segunda-feira, quando novos testes bacteriológicos e químicos serão feitos para avaliar o grau de contaminação, que segundo ele, por enquanto é "superficial".


O problema maior é o receio de que eventuais chuvas possam levar o óleo incrustado nas margens e na vegetação para a represa, aumentando a contaminação. "Se chover, não haverá como evitar que a represa receba esse material residual que está no córrego, pois a contenção com sacos de areia e barreiras de terra não vai impedir", declarou Batista Júnior. A.ESTADO
(“para fins de direitos autorais de imagem declaro que a foto usada acima não é de minha autoria e que o autor não foi identificado”. )

20 de junho de 2008

FÓRUM TIETÊ VIVO - 67 PROJETOS ESCOLHIDOS


VENCENDO A COMPLEXIDADE COM SOLUÇÕES SIMPLES REDES LOCAIS DE INOVAÇÃO PARA RECURSOS HÍDRICOS E SANEAMENTO AMBIENTAL NA BACIA DO ALTO TIETÊ


SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA

Dia 24/06 - Terça Feira, 17h

Local: Salão Nobre Centro Universitário Maria AntôniaRua MAria Antônia, 294 3º Andar ENTRADA FRANCA


Essa atividade dará continuidade aos seminários de integração, que vêm ocorrendo para difusão científica de 67 projetos escolhidos pelo Fórum TIETEVIVO.

Os pesquisadores discutirão um panorama geral das características e potencialidades dos projetos selecionados. Os trabalhos foram agrupados em 4 Eixos Temáticos, que tratam, em linhas gerais, de: microbacias hidrográficas, Áreas de Proteção Permanente (APPs), planejamento local dos recursos hídricos para ações em diversas escalas e gestão local e estímulos econômicos.

As pesquisas apresentadas em todos esses eixos têm em comum um grande potencial para aplicação em políticas públicas e o caráter inovador, seja das tecnologias sociais propostas, seja das novas metodologias utilizadas para análise.Cada eixo poderá vir a formar uma rede cooperativa de pesquisas, em molde cooperativo interinstitucional. Este processo dependerá dos entendimentos dos pesquisadores entre si.

A SBPC publicará os anais do Fórum, e uma avaliação da metodologia utilizada, fazendo um balanço de 18 meses de fomento a esta modalidade de difusão científica.


O primeiro Eixo Temático, chamado Ações de recuperação e proteção de microbacias voltadas para melhoria da qualidade dos recursos hídricos, traz uma ampla gama de diferentes propostas relacionadas a estes objetivos.

As pesquisas abordam desde a avaliação e planejamento ambiental para subsidiar políticas públicas, avaliação de políticas públicas e atividades de educação ambiental, passando por trabalhos que incentivam o diálogo entre instituições para promover melhoria socioambiental, qualidade da água e saúde pública, até trabalhos sobre o controle e despoluição de microbacias.

Existem tanto pesquisas em andamento, como projetos com resultados já usados na prática, como, por exemplo, tecnologias sociais para melhoria ambiental ou para subsidiar políticas públicas.


O eixo: Ações e políticas socioespaciais voltadas para as APPs também apresenta grande diversidade disciplinar e metodológica, com diferentes aplicações e resultados. Boa parte dos projetos desse Eixo objetiva discutir e embasar a tomada de decisão e políticas públicas. Algumas propostas abordam também temas como a participação pública, a aplicação de premiação por serviços ambientais e estudos de urbanização.


Já o terceiro eixo, Planejamento local dos recursos hídricos para ações transversais em diversas escalas, inclui resultados de projetos de avaliação da qualidade da água, análises do Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Tiete, educação ambiental e propostas de tecnologias sociais. Os trabalhos deste eixo também apresentam grande potencial para subsidiar políticas públicas.


O quarto Eixo Temático - Gestão local da qualidade dos ecossistemas associada a recursos hídricos com estímulos econômicos - traz pesquisas sobre melhoria da qualidade da água com inovadores modelos de avaliação, inclusão social e geração de renda, inovações na avaliação e no tratamento de esgotos, previsão hidrometeorológica, estudos de ecologia de pescado e repovoamento de peixes e zoonoses.

Kelly FonsecaSociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Rua Maria Antonia, 294 - 4o. andar01222-010 Vila Buarque - SP

Fone: (11) 3259.2766Fax (11) 3214.2541


Informação Adicional:

A Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras tem 1.889 km2 de área de drenagem e é constituída pelos rios Tietê (desde sua nascente até a divisa com Itaquaquecetuba), Claro, Paraitinga, Biritiba-mirim, Jundiaí e Taiaçupeba-mirim. Nessa Bacia estão presentes os reservatórios Ribeirão dos Campos, Ponte Nova (no município de Salesópolis), Jundiaí (em Mogi das Cruzes), Taiaçupeba (na divisa de Mogi das Cruzes com Suzano), Biritiba (em Biritiba-Mirim) e Paraitinga (em Salesópolis). Os dois últimos são os mais recentemente concluídos.

SALVANDO O RIO ITAPEMIRIM - ESPÍRITO SANTO

Apesar dos problemas muito sério com a falta de água e o aumento da desertificação no Espírito Santo, como exposto no artigo anterior, postado nesta data, nem tudo está perdido naquele Estado.
Em Cachoeiro do Itapemirim um importante e sério projeto une a concessionária de águas esgotos, o poder público (Secretarias de Estado e a Municipal) e também a Igreja através da Pastoral Ecológica. Conheça esse projeto que desenvolve importante ações na Bacia Hidrográfica do Rio Itapemirim, no Espírito Santo.

Projeto Rio Vida Reflorescer

O Rio Vida Reflorescer é um projeto desenvolvido pela Citágua em parceria com a Pastoral Ecológica, Secretaria de Estado de Agricultura (SEAG) e Secretaria Municipal de Agricultura de Cachoeiro de Itapemirim (SEMAG).
O projeto tem como principal objetivo a proteção de dez nascentes no município e o reflorestamento do seu entorno, de forma a aumentar a oferta de água e melhorar a qualidade desse bem tão necessário à vida, envolvendo sempre a comunidade e as escolas da região.

Objetivos:

Recuperação de dez nascentes;
Recuperação de dez áreas de mata ciliar com três hectares cada uma;
Construção de aproximadamente três mil metros de cerca;
Plantio de dez mil mudas de árvores nativas e frutíferas;
Mobilização e sensibilização ambiental das comunidades envolvidas no projeto.

Justificativa:

O esgotamento dos recursos naturais – solo, água e remanescentes florestais – tem sido um dos principais problemas ambientais verificados no sul do Espírito Santo.

A água tem uma importância fundamental para o abastecimento doméstico, que cada vez mais, fica comprometido por ações tais como: desmatamento, drenagem profunda de várzeas, baixa cobertura vegetal, abertura de estradas, aumento da população urbana, barragem e etc.

O projeto Rio Vida Reflorescer busca garantir sustentabilidade das ações de preservação e recuperação ambiental, por levarem em conta um processo educativo contínuo, onde a realidade será transformada pelas comunidades, e estas como protagonistas, se encarregarão de reaplicar as experiências adquiridas.

A CITÁGUA

Situada no sul capixaba e com população de 200 mil habitantes, Cachoeiro de Itapemirim é uma das primeiras cidades brasileiras a solucionar as questões de saneamento básico, através da parceria entre a iniciativa privada e o poder público.

Em 1998, após concorrência pública, o município concedeu esses serviços à Citágua, que apresentou melhor plano de investimentos, além de tarifas mais baixas.Cachoeiro também foi o primeiro município do país a implantar uma agência reguladora dos serviços de saneamento: a AGERSA – Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cachoeiro de Itapemirim.A Citágua já investiu mais de cinqüenta milhões no saneamento básico de Cachoeiro. O que equivale a R$ 32,00 por habitante. A média nacional é de R$ 19,32 por habitante.

Outros tópicos em PROGRAMAS E PROJETOS :
Programa Rio Vida
Projeto Rio Vida Reflorescer
Projeto Água
Programa Córrego Limpo
Programa de Coleta Seletiva

AGRAVADA A FALTA DE ÁGUA NO ESPÍRITO SANTO


Jornal vê desertificação no ES, mas não as causas: eucalipto e cana

"E o próprio governo agrava o problema do uso da água. O Iema, principalmente, outorgou o uso da água sem conhecer a vazão dos córregos e rios. Desta forma, poucos ficaram com a água e muitos não têm nenhuma água para suas lavouras. Os conflitos estão se agravando por irresponsabilidade do Estado. É urgente que a inconseqüente decisão do Iema sobre a outorga seja revista.."

Ubervalter Coimbra
O jornal A Gazeta descobriu, finalmente, que o Espírito Santo está sendo transformado em deserto, apontando que são 600 mil hectares neste processo. Mas não conseguiu enxergar duas das principais causas da desertificação, que são as monoculturas do eucalipto e cana-de-açúcar. A reportagem do jornal foi publicada na sua edição de domingo (15).

A reportagem, em três páginas, aponta que a degradação se acentua pelos processos produtivos adotados, entre os quais a destruição da vegetação nativa e as pastagens improdutivas. Também cita corretamente o déficit hídrico em algumas áreas e o conflito já instalado pelo uso da água.
A informação de que são 600 mil hectares em processo de desertificação é oficial. Não entra na conta grande parte das pastagens, improdutivas, de uso intensivo em sua maioria. Em geral estas pastagens não têm árvores, o que dificulta a infiltração da água das chuvas. No Espírito Santo existem 1.800.000 hectares de pastos, a quase totalidade com baixo aproveitamento.

Nestas pastagens poderiam ser plantadas 360 milhões de árvores nativas, caso fosse utilizado o chamado sistema agrossilvipastoril. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) chegou a paralisar uma pesquisa sobre o sistema agrossilvipastoril, quando os plantios do capim e das árvores já haviam sido feitos. O projeto exigia cerca de R$ 10 mil para implantação da infra-estrutura quando foi abandonado.
Os plantios convencionais dos pastos, inclusive formados com aração da terra morro abaixo, também causam desertificação. E o Incaper e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) ignoram os sistemas agroecológicos.

Na realidade, a desertificação no Espírito Santo vem se acelerando pela irresponsabilidade da política do governo Paulo Hartung no campo. A começar pelo fato de o governo ter colocado esses dois órgãos a serviço do agronegócio.
Fomentam o plantio de eucalipto, que já cobre e desertifica 300 mil hectares, como informam os agricultores (210 mil hectares, segundo o governo). A quase totalidade destes eucaliptais é da Aracruz Celulose e de agricultores que colocaram suas terras a serviço da empresa, no Programa Produtor Florestal.

Além de degradar a terra, o eucalipto é voraz consumidor de água, agravando o problema em todo o Estado, principalmente no norte e noroeste.
Agora, a cana é outra monocultura que degrada a terra cujo plantio vem sendo incentivado. Atualmente são cerca de 60 mil hectares, e estão programados novos plantios que totalizaram 180 mil hectares de cana-de-açúcar. As áreas do eucalipto e da cana não entram nos 600 mil hectares da conta oficial da área em desertificação.

O governo Paulo Hartung também não cumpre a lei que exige a manutenção ou replantio de mata atlântica até cobertura de 20% da propriedade com vegetação nativa, na chamada reserva legal. Caso o governo Paulo Hartung cumprisse a lei, só em seu governo cada propriedade teria recuperado pelo menos 5% da Reserva Legal (1% ao ano), como determina o Código Florestal, Lei n° 4771/95.

No Espírito Santo restam somente 7% da área original da mata atlântica preservada. O governo não cumpre ainda a legislação que exige a manutenção das Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são os topos de morros, encostas, nascentes e alagados.
Sem a vegetação nativa, o ciclo da água é alterado. As águas das chuvas assoreiam os córregos. Quando chove há inundações, depois longos períodos de estiagem, pois não houve infiltração da água na terra para lenta devolução à superfície. Com tantas alterações na vegetação e no solo, as secas são cada vez mais intensas.

E o próprio governo agrava o problema do uso da água. O Iema, principalmente, outorgou o uso da água sem conhecer a vazão dos córregos e rios. Desta forma, poucos ficaram com a água e muitos não têm nenhuma água para suas lavouras. Os conflitos estão se agravando por irresponsabilidade do Estado. É urgente que a inconseqüente decisão do Iema sobre a outorga seja revista.

Também desertifica a mineração do mármore e do granito. Além da destruição da vegetação, a quase totalidade das empresas simplesmente ignora as nascentes, que são aterradas. Há uso intenso das vias do interior, em geral não pavimentadas. Na mineração há ainda o trabalho em condições inseguras e degradantes, com registro de muitas mortes.
Apesar de o governo estadual ser o principal responsável pelo caos no campo, cinicamente o vice-governado Ricardo Ferraço - por anos secretário de Estado da Agricultura - diz na reportagem de A Gazeta que "o Espírito Santo está em estado de alerta", face ao quadro de degradação ambiental e da falta de água. Na gestão de Ricardo, a Seag lançou seus projetos para ampliar os plantios de eucalipto no Estado.

Fonte: 3Setor / Século Diário / Fórum Carajás/Portal do Meio Ambiente
(“para fins de direitos autorais de imagem declaro que a foto usada acima não é de minha autoria e que o autor não foi identificado”. )

19 de junho de 2008

HIDRELÉTRICA DE ESTREITO FOI PARALIZADA

Foto: Pedro/Album Picassa
Construção da hidrelétrica de Estreito é paralisada

As obras para construção da usina hidrelétrica de Estreito, localizada na divisa entre o Tocantins e o Maranhão, foram paralisadas na terça-feira (17). A Justiça Federal do Maranhão determinou a anulação da licença de instalação da usina até a complementação dos estudos de impacto ambiental da obra.

A decisão, assinada no dia 6, é fruto de uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal nos dois estados, e tem como objetivo estender os estudos para a área de influência direta do lago. Se isso não for cumprido, o Consórcio Estreito Energia, responsável pela obra, terá que pagar multa de R$ 15 milhões.A alegação do juiz ao determinar a paralisação das obras foi a de que houve irregularidades no termo de referência (primeira etapa do licenciamento) e no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima).

O juiz também pede novas audiências públicas depois de concluídos os novos estudos em todos os municípios afetados nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia.De acordo com o consórcio, composto pelas empresas Camargo Corrêa, Suez e Alcoa, mais de 2 mil trabalhadores estão na construção e começam a ser dispensados a partir de agora. Depois da determinação da Justiça Federal, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a União informaram que vão tentar derrubar a liminar no Tribunal Regional Federal, em Brasília, e evitar a interrupção da obra.

A autorização para a obra, um projeto de R$ 3,3 bilhões e potência instalada de 1.087 MW, foi dada seis anos depois de terem sido iniciadas as discussões sobre impactos ambientais e compensações exigidas para a construção da usina. (Fonte: Amazônia.org)