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30 de novembro de 2008

VENENO NO RIO PARAIBA DO SUL (RJ) - Toneladas de peixes mortos

Milhares de toneladas de peixes foram recolhidas pelos pescadores para serem enviadas para incineração no Sul do Estado do Rio

VENENO NO RIO PARAÍBA:

Praia de Atafona vira uma “ilha” de peixes mortos

Do Fórum Ambientalistas
Postagem de Raquel Almeida

*Praia de Atafona vira uma "ilha" de peixes mortos

*Milhares de peixes mortos amanheceram ontem na Praia de Atafona, no
município de São João da Barra*

*Telmo Filho *

Uma "ilha" de peixes mortos na Foz do Rio Paraíba do Sul, em Atafona, São João da Barra, no Norte Fluminense. Os pescadores do município amanheceram tristes e preocupados no dia de ontem e estão temerosos quanto ao sustento familiar.

A mortandade foi mais longe. Na Ilha da Convivência, segundo os profissionais da pesca, até tartaruga e caranguejos foram vítimas dos 8 mil litros de pesticida Endosulfan, que vazaram no Rio Pirapitinga, em Rezende, no Sul Fluminense, no último dia 18. De acordo com a Colônia de Pescadores Z-2 – Atafona –, mais de 10 toneladas de peixes mortos chegaram à foz do rio.

Cerca de 10 carroças foram utilizadas por mais de 40 homens para a retirada das espécies mortas.

O pescador Cristiano da Silva Nunes, 24 anos, teme que a situação piore quando acabar o período do defeso (novembro a fevereiro). "Infelizmente, os peixes morreram na Piracema e nós não teremos como pescar depois do defeso. Quem vai ressarcir os nossos prejuízos?", questionou.

Cristiano afirmou que tem consciência de que pescar em época da reprodução das espécies é um crime ambiental. Porém, faz uma observação: "Mas, o que aconteceu no Rio Paraíba foi muito pior do que quando um profissional pesca nesse período para o sustento próprio e de sua família", desabafou.

O presidente da Colônia de Pesca Z2, Willian Pereira, disse que 70% da população atafonense vive da pesca. "Como essas pessoas vão se alimentar quando o período do defeso acabar? Quem vai pagar os prejuízos dos pescadores artesanais? Esta foi a pior tragédia ambiental que nós estamos assistindo por aqui", afirmou.

*Benefício do defeso considerado insuficiente pelos pescadores*

*Presidente da Colônia de Pesca, Willian: "pior tragédia ambiental "*

William comentou ainda que o benefício que cada pescador tem direito de receber, quando está proibido de pescar, não dá para pagar todas as despesas. "É água, luz, escola dos filhos, dívidas que os profissionais fazem para sua segurança quando estão trabalhando", enumerou.

Quiosques – O prato principal dos turistas, segundo os comerciantes da área de alimentação, é um bom pescado. Mas, para o gerente de um dos quiosques de Atafona, Wilis de Oliveira Ribeiro, 28 anos, o movimento durante o verão sofrerá uma queda de 40% em relação ao mesmo período da estação anterior. "As pessoas vão ficar com medo de consumir e os quiosques podem ficar
vazios", disse.

*Resgate de peixes agonizando*

*Coordenador do Espaço da Ciência de Atafona, Plínio Berto*

Na tarde da última quarta-feira, o coordenador do Espaço da Ciência de Atafona, Plínio Berto, resgatou dois peixes do mar das espécies traíra e tilápia. Ambos estavam agonizando e foram colocados nas piscinas do centro para sobreviverem. "É um descaso o que aconteceu no Rio Paraíba do Sul.

Esse filme nós já vimos e corremos o risco de ver novamente", lamentou. No espaço, alunos da Escola Municipal José do Patrocínio, localizada no Bairro Penha, em Campos, aprendiam a importância da preservação do meio ambiente.

O estudante Matheus Teixeira, 18, admirava os peixes nativos do Rio Paraíba do Sul nos aquários, quando, a cerca de 200 metros dali, várias espécies estavam mortas à beira-mar.

*Captação de água retomada em Campos*

Foi retomada na manhã de ontem a captação de água do Rio Paraíba do Sul, em Campos. Depois de pouco mais de 33 horas da suspensão temporária da tomada de água pela concessionária Águas do Paraíba, a zero hora da última quarta-feria, o abastecimento começou a ser restabelecido gradativamente.

Também na quinta-feira, a secretária de Estado de Meio Ambiente, Marilene Ramos, acertou uma parceria com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) para a recuperação do Rio Paraíba do Sul, afetado há alguns dias por despejo de produtos químicos.

Ela anunciou que, inicialmente, será implantado programa para beneficiar o setor pesqueiro comprometido com a poluição.

*Captação –*

De acordo com a assessoria de comunicação da concessionária, com o retorno da captação de água às 9h30 de ontem, a área central começou a receber, a partir das 14h, água com pressão suficiente para subir às caixas d'água.

À noite, a partir das 20h, os bairros em torno do Centro, tiveram o fornecimento restabelecido. A previsão era para que, na madrugada de hoje, todos os demais bairros, chamados de "pontas de rede" por estarem localizados na periferia, teriam o abastecimento normalizado. "Não houve
desabastecimento durante a interrupção da captação de água. Houve o abastecimento emergencial, mas não com a pressão necessária para subir às caixas d'água. Mas nenhum bairro ficou sem água na direta", salientou a assessoria, rebatendo as inúmeras reclamações de falta de água em diversos pontos da cidade durante a suspensão da tomada de água no Paraíba.

*Medidas para recuperar fauna do Paraíba*
Em visita à Brasília ontem, a secretária Estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos, anunciou a parceria com o Ibama para a recuperação do Rio Paraíba do Sul, incluindo o repovoamento de peixes.

A primeira medida, segundo anunciou a secretária, é a decretação de um período de defeso assim que for concluído um relatório técnico solicitado pelo Ibama. A secretária também tratou, na
reunião com dirigentes do Ibama e Agência Nacional de Águas, da necessidade de se elaborar um plano emergencial para o Paraíba, já que, segundo ela, em casos de acidente ecológico nos afluentes em Minas e Paulo, o abastecimento de água para mais de 12 milhões de pessoas no Estado do Rio é diretamente afetado.

Veja mais:
Veneno que gera incertezas

A imagem da desolação na Ilha da Convivência, em São João da Barra: toneladas de peixes podres por uma longa extensão do litoral
Jualmir Delfino

“Acho que explodiram uma bomba atômica no Rio Paraíba do Sul. Pesco há 35 anos nele e nunca vi tamanha mortandade de peixe e tanta contaminação da água e do mangue, desde a Ilha da Convivência, na foz do rio, (em Atafona, São João da Barra), até Gargaú e Guaxindiba (em São Francisco de Itabapoana).
O acidente da Cataguases perto deste representa 1% em termos de estrago”.
O desabafo é do presidente da Colônia de Pescadores Z-2, em Atafona, William Pereira, que cobra uma plano emergencial do Ibama para limpeza dos manguezais afetados por toneladas de peixes mortos contaminados, resultado do vazamento de 8 mil litros do pesticida Endosulfan em um afluente do Paraíba, há dez dias, em Rezende, no Sul do estado. Clique e Veja Mais

O BLOG SOSRiosBr ESTÁ DANDO TOTAL COBERTURA PARA DIVULGAR TODAS AS INFORMAÇÕES SOBRE O ENVENAMENTO DAS ÁGUAS DO RIO PARAÍBA DO SUL, PRATICAMENTE IGNORADO PELA MÍDIA, SEGUNDO E-MAILS DOS MORADORES RIBEIRINHOS.

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SOS SANTA CATARINA - CRUZ VERMELHA/SP

VOCÊ PODE E PRECISA AJUDAR!

De: Cruz Vermelha Brasileira - FESP [mailto:cvb@cvbsp.org.br]
Enviada em: domingo, 30 de novembro de 2008 17:57
Para: XXXXXXXXXXXXXXXXX
Assunto: RES: Doações Santa Catarina



Estamos recebendo doações, nossas necessidades prioritárias são: leite longa vida, alimentos enlatados, biscoitos, águas, alimentos não perecíveis.
Nosso endereço é na Av. Moreira Guimarães, 699 - próximo ao Aeroporto de Congonhas.
Tel para contato (11) 5056-8664/8665/8667.

Agradecemos seu contato e atenção.

Simone Ambrósio
Secretaria Geral
Cruz Vermelha Brasileira – FESP
Tel. 5056-8652
www.cvbsp.org.br

Enviado por: Colaborador do SOSRiosBr que pede para não ser identificado


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BLOG RECEBE 54.566 VISITAS EM SEIS MESES


HOJE HÁ GRANDE INTERESSE NOS ASSUNTOS HÍDRICOS

A palavra do Prof. Jarmuth de Oliveira Andrade



De 1° de junho até 30 de novembro de 2008 o Blog SOS Rios do Brasil, que trata exclusivamente de assuntos relacionados às águas brasileiras, em especial sobre os rios, ribeirões, córregos, mananciais, lagos, águas subterrâneas, enfim, recursos hídricos em geral, sem patrocínio, sem nenhuma publicidade, recebe em 6 meses um total de 54.566 visitas, originárias de 213 cidades.


A média de mais de 9.000 visitantes por mês demonstra um considerável interesse pelos assuntos relacionados aos recursos hídricos, comprovando nossa tese que a água está cada vez mais valorizada e que a recuperação, despoluição, conservação e preservação de nossos rios (revitalização), interessa a muita gente.


Não temos ainda no Blog um setor mais completo destinado às pesquisas escolares, que estamos preparando para o lançamento do Portal SOS Rios do Brasil e também um noticiário específico dos Comitês de Bacias Hidrográficas, que hoje desempenham um papel de grande relevância na defesa de nossos rios brasileiros.


Com o lançamento do Portal, em breve iniciaremos o Projeto AGUABRAS (Amigos e Guardiões das Águas Brasileiras), que visa incentivar a formação dos "Grupos de Guardiões" (GG) dos nossos rios, envolvendo as comunidades ribeirinhas e orientando, preparando e incentivando-as na defesa e preservação de suas águas. Aguardem!


Agradecemos nossos colabodores voluntários: Jornalista Sonia Cardoso, jovem empresário Matheus Tavares, experiente Engº. Luciano Mendes Aguiar, inspirada Profª Clarice Villac (Equipe SOSRiosBr) e vários colaboradores correspondentes que enviam links, artigos, vídeos e colaborações diversas para postagem.


Muito obrigado, caro leitor, por suas visitas, seus comentários, seus incentivos, sugestões e seu grande interesse em divulgar nosso Blog e ajudar a salvar os rios do Brasil, que segundo pesquisa da CNBB/Defensoria da Água, de cada dez, sete estão poluídos ou contaminados, colocando em risco a saúde e a qualidade de vida dos brasileiros.
Prof. Jarmuth Andrade, em visita ao Rio Paraitinga, um dos formadores do Rio Paraíba do Sul. (São Luiz do Paraitinga/SP)


A ÁGUA É NOSSO BEM MAIOR...CUIDAR DELA É O MÍNIMO QUE PODEMOS FAZER PARA GARANTIR NOSSA SOBREVIVÊNCIA NO PLANETA TERRA!


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PARTICIPE DA MOSTRA DE TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS 2009


Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2009
Estão abertas as inscrições de tecnologias para a Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2009!
A Mostra de Tecnologias Sustentáveis irá ocorrer de 12 a 15 de maio de 2009, no Palácio das Convenções do Anhembi, paralelamente à Conferência Internacional do Instituto Ethos.
Se você ou a sua organização tem uma tecnologia relacionada a sustentabilidade de cidades, negócios rurais ou a conservação e manejo sustentável de ecossistemas, inscreva-se agora!
Mais informações e inscrições pelo site: www.ethos.org.br/mostra2009
Ou fale conosco através do e-mail: mostra2009@ethos.org.br
Sobre o Instituto Ethos

O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma organização não-governamental criada com a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade sustentável e justa.
Seus 1368 associados – empresas de diferentes setores e portes – têm faturamento anual correspondente a aproximadamente 35% do PIB brasileiro e empregam cerca de 2 milhões de pessoas, tendo como característica principal o interesse em estabelecer padrões éticos de relacionamento com funcionários, clientes, fornecedores, comunidade, acionistas, poder público e com o meio ambiente.
Idealizado por empresários e executivos oriundos do setor privado, o Instituto Ethos é um pólo de organização de conhecimento, troca de experiências e desenvolvimento de ferramentas que auxiliam as empresas a analisar suas práticas de gestão e aprofundar seus compromissos com a responsabilidade corporativa.
É hoje uma referência internacional no assunto e desenvolve projetos em parceria com diversas entidades no mundo todo.


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A TRAGÉDIA DO VALE DO ITAJAÍ PODERIA TER SIDO EVITADA?


Glogo News entrevista o Geólogo da USP, Álvaro Rodrigues dos Santos

Caros,
Ontem fui entrevistado pelo Jornal das Dez, Globo News, sobre a tragédia de Santa Catarina. Estou sabendo que colegas que assistiram gostaram (ou disseram isso para me agradar...). Mas, enfim, acho que foi uma boa oportunidade para destacar a importância da Geologia e da Geotecnia nas ações humanas de uso e ocupação do solo.
Os interessados poderão ver a entrevista no site da Globo.com.
Abraços,
Álvaro

Assistam o vídeo e vejam grandes revelações - clique aqui

Saiba mais sobre o Geólogo Álvaro, colaborador deste Blog:

LANÇAMENTO DO LIVRO "DIÁLOGOS GEOLÓGICOS" de Álvaro Rodrigues dos Santos
Prezados amigos do SOS Rios do Brasil,

Estou lhes enviando material atualizado e mais completo sobre o lançamento de meu novo livro, "Diálogos Geológicos", a se realizar nesse próximo dia 09/12, terça feira, às 17hs, no IPT.


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Álvaro

29 de novembro de 2008

ESPECIALISTA DO INSTITUTO RÃ-BUGIO ANALISA A SITUAÇÃO DA TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA


Educação Ambiental na TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA -
Fatos IMPRESSIONANTES‏

Germano Woehl Jr*

Hoje, sábado, 29/11/2008, continua chovendo muito aqui, em Jaraguá do Sul (SC). Mesmo assim, agora pela manhã, foram atendidos (com guarda-chuvas) duas turmas de professores do projeto (educação ambiental) em andamento - os professores insistiram para não cancelar. Usamos uma área de mata primária (virgem) com árvores gigantescas e centenárias que fica no centro de Jaraguá do Sul, que é plana e bem segura, às margens do rio que corta a cidade (propriedade particular do presidente do conselho diretor do Instituto Rã-bugio - ex-diretor da empresa WEG S.A).

Soubemos que o Governo de SC acabou de decretar o fim do ano letivo em SC nas áreas atingidas. Chove quase todos os dias desde o início de novembro. Foi uma pena porque nossa agenda estava lotada de escolas de outros municípios inclusive (com as despesas de transporte por conta deles). Mas voltarão depois da mesma maneira, com certeza.

Ainda não há previsão de quando poderemos chegar ao Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA), local de mata atlãntica preservada, onde atendemos as escolas nas atividades de interpretação de tilhas, pois há dois grandes desmoronamentos, um com uma estimativa de 90 mil toneladas de terra e outro com 50 mil toneladas obstruindo as avenidas bem próximo do acesso ao CIMA (ver foto anexada da área do CIMA em 28/05/2005, a seta amarela indica onde foram construídas as instalações – área total do terreno 40,6 hectares).

A ocupação das encostas é um dos principais temas que abordamos (educação ambiental). A gente levava os professores para alguns locais com este problema bem evidente, que não eram difíceis de serem encontrados. Agora, então, nem se fala. Teve 250 deslizamentos de encostas em Jaraguá e qualquer morador vê um no entorno de sua casa, senão no próprio quintal. Teve até 3 escolas parcialmente destruídas.

Para vocês terem uma idéia do problema da explosão demográfica em Jaraguá do Sul e da ocupação das encostas, de acordo com o censo do IBGE, em 1980 a população era de apenas 31 mil habitantes. Em 2007, saltou para 130 mil. São 100 mil pessoas em 27 anos!!!!! A população mais que quadruplicou (de 31 mil saltou para 130 mil!!!). Em Blumenau, que fica a 40 km, em 1980 a população era de 144 mil e saltou para 293 mil em 2007, ou seja mais que dobrou. Ja em Guaramirim, município vizinho de Jaraguá do Sul, em apenas 5 anos a população saltou de 20 mil habitantes para 30 mil (censo IBGE 2007).

Todas as mortes de Jaraguá do Sul ocorrem bem perto do CIMA. Nove pessoas morreram no desmoronamento que soterrou suas residências a menos de 100 metros do acesso (foi 4 horas da madrugada de domingo – estavam todos dormindo). Entre elas, estava a Assistente Social da Prefeitura e também uma adolescente de 13 anos. Seguem anexadas as imagens de outro desmoronamento a 300 metros da entrada, que pegou duas lojas de carros e fez também mais uma das vítimas. E também de outra residência próximo (3 mortes).

Estes dois desmoronamentos colossais ocorreram em uma avenida construída não faz muitos anos. Foi para melhorar o trânsito, pois trata-se do início de uma RODOVIA que liga Jaraguá do Sul a POMERODE/Blumenau que foi engolida pela expansão urbana (pelo vigoroso desenvolvimento econômico de Jaraguá). Então, para duplicar o trecho, eles rasgaram uma cota mais acima do morro. Na época, durante as obras do traçado desta avenida, tiveram que explodir uma gigantesca rocha de granito (ali é Serra do Mar), exatamente no local que desmoronou matando 9 pessoas.

Em seguida, as pessoas (classe média) construíram suas belas casas às margens desta nova avenida (em terrenos supervalorizados, obviamente). Acho que nem é preciso dizer que esta rocha poderia estar segurando toda a encosta naquele ponto (agora que perceberam). E são estas 90 mil toneladas de terra, rochas e escombros que estão obstruindo a avenida.

O nosso desafio agora não é chegar no CIMA, mas conseguir convencer a sociedade de que esta tragédia é um problema ambiental e diretamente relacionado com a devastação da Mata Atlântica, sendo uma das conseqüências do avanço ao sinal vermelho. Fonte: http://ra-bugio.blogspot.com/ (Enviado pela colaboradora Gui Ferreira Oliva/Santos)

*O Dr. Germano Woehl Jr. é altamente qualificado para fazer essa confiável e real análise informativa, não só em função da sua grande formação, mas principalmente pela sua ampla e comprovada vivência na prática ambiental conservacionista, pelo seu valoroso e premiado trabalho que realiza com sua esposa e equipe no Instituto Rã-Bugio, de reconhecimento internacional e também por ser catarinense, profundo conhecedor da região. Ele fala com conhecimento de causa, por isso, assino embaixo de suas palavras.
(Prof. Jarmuth Andrade - ISOSRiosBr)

Instituto Rã-bugio para Conservação da BiodiversidadeRua Antonio Cunha, 160 - Sala 25Jaraguá do Sul - Santa Catarina CEP 89256-140Tel. (47) 3274-8613http://www.ra-bugio.org.br/


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FÓRUM DE ÁGUAS DAS AMÉRICAS - "Declaração de Foz do Iguaçu"

Declaração de Foz do Iguaçu

Cecy Oliveira - Aguaonline - 29/11/08

Esta mensagem será enviada para o V Fórum Mundial da Água pelos participantes do Fórum de Água das Américas, reunidos em Foz do Iguaçu, Brasil. O Fórum de Água das Américas foi o resultado do Processo Regional das Américas, em preparação para o V Fórum. O evento envolveu 250 pessoas de diferentes setores hídricos de todas as Américas. Dentre os participantes, estavam ministros de Estado, governadores, parlamentares, prefeitos, gestores, professores universitários, representantes dos setores público e privado, de ONGs e de comitês de bacia.

Participaram do evento os ministros do Meio Ambiente do Brasil e da Turquia.

Os itens a seguir obtiveram maior prioridade durante as sessões de discussão, envolvendo todos os participantes:

• Promover inclusão social e erradicação da pobreza por meio do acesso universal à água potável e saneamento básico e do uso produtivo da água, pela utilização do potencial hidroelétrico, da irrigação, do transporte, turismo e lazer, dentro de um contexto de desenvolvimento sustentável;

• Fortalecer institucionalmente os órgãos gestores de águas e a promoção da integração interna e externa da política de recursos hídricos com as demais políticas setoriais;

• Incorporar o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, na gestão de recursos
hídricos e a necessidade de transferência de tecnologia e recursos financeiros adicionais, em particular em estratégias para enfrentar a mudança do clima.

• Em função de sua transversalidade, a gestão de recursos hídricos deve estar no centro das políticas públicas, incluindo o planejamento, implementação e controle;

• Conforme as especificidades de cada região, observar o uso múltiplo das águas de forma eficiente e racional, incorporando a proteção, conservação e recuperação ambiental como ações
necessárias para a melhoria da disponibilidade da água;

• A sustentabilidade hídrica requer boa regulação e incentivos econômicos;

• Promover acordos sobre gestão de aqüíferos e bacias transfronteiriças;

• Promover gestão descentralizada, participativa e integrada dos RH com a presença dos atores locais, comunidades indígenas e tradicionais, considerando a perspectiva de gênero;

• Promover a produção limpa por meio de investimentos em pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e capacitação;

• Considerar que o desafio no manejo dos recursos aqüíferos das pequenas ilhas (SIDS) e em regiões do Caribe deve ser reconhecido e receber atenção especial devido a sua vulnerabilidade diante das mudanças climáticas globais;

• Incrementar a conscientização acerca da água com treinamento e educação para todos na sociedade, incluindo pessoas de diferentes níveis sociais e econômicos, conectando as pessoas
com a Bacia na qual interage.

Fonte: Cecy Oliveira - Aguaonline

LEIA TAMBÉM:

- Mundo precisa de um compromisso ético no uso dos recursos hídricos.- Américas se unem para universalizar o acesso à água e esgoto- Comunidade é parte ativa na proposta Cultivando Água Boa.- Cataratas do Iguaçu recebem milionésimo visitante- Países decidem futuro da gestão do Aquifero Guarani- Legisladores das Américas apóiam a proposta de Obama para uma recuperação ”verde”
Veja na Revista Aguonline toda a coberta do Fórum - Clique


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MINISTRO MINC DIZ EM SEMINÁRIO: "O SETOR ELÉTRICO É INEFICIENTE"

Transporte Fluvial e a Dinâmica Retrógrada do Setor Elétrico

Um típico comboio de transporte fluvial, com 10.000 toneladas faz o serviço de 278 caminhões de 36 toneladas cada. E isso sem considerar os custos públicos de implantação e de manutenção de estradas de rodagem.

29/11/2008 - Por Luiz Prado

Durante um recente seminário sobre “A Nova Matriz Energética Brasileira”, o presidente da Empresa de Planejamento Energético – EPE, Maurício Tolmasquim, ao fazer duras críticas ao sistema de licenciamento ambiental e aos órgãos de meio ambiente mostrou que a usual truculência do setor elétrico em nada mudou. Com a cara mais lavada, Tolmasquim que a ótica do sistema de licenciamento ambiental é “segmentada”. Boa piada, quando se sabe que, com os usuais antolhos, o setor elétrico persiste na ótica de apropriar-se dos recursos hídricos sem pensar em seus usos múltiplos.

Falando a seguir, o ministro Carlos Minc rebateu às críticas com elegância: o setor elétrico é ineficiente.
De fato, a repotencialização e a automação das hidrelétricas mais antigas permitiria um aumento significativo da capacidade de geração de eletricidade por uma fração do custo de implantação de novas hidrelétricas. Mas, aí, não há contratos com empreiteiras!

Além disso, o ministro Carlos Minc afirmou que os novos licenciamentos de hidrelétricas estarão condicionados à viabilização de eclusas e hidrovias, tradicionalmente desconsideradas pelo setor elétrico.
A conferir!
Nessa áreas, o ministro pouco poderá fazer diante da lerdeza do Ministério dos Transportes – que gosta mesmo é de rodovias, frequentemente investigadas pelo TCU por superfaturamento, e na moda das concessões à iniciativa privada, e da Agência Nacional de Águas – ANA, que mais parece um braço do setor elétrico.

O transporte fluvial, amplamente utilizado nos países sérios, tem custos significativamente inferiores e é ambientalmente muito mais saudável, aspectos que estão associados.

A comparação inevitável é simples: com um litro de combustível, considerado o transporte de uma tonelada, um caminhão percorre 25 km, um trem percorre 86 km, e um comboio fluvial percorre 219 km.

Um típico comboio de transporte fluvial, com 10.000 toneladas faz o serviço de 278 caminhões de 36 toneladas cada. E isso sem considerar os custos públicos de implantação e de manutenção de estradas de rodagem.

Diante desses fatos, seria altamente recomendável que o Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA saísse da mesmice e deliberasse no sentido de determinar o licenciamento das hidrelétricas implantadas no passado de forma a assegurar que fossem elaborados planos de usos múltiplos.

Afinal, as indústrias implantadas antes do sistema de licenciamento ambiental foram chamadas a fazer o seu licenciamento. Então, por que não as hidrelétricas? Num licenciamento desse tipo, seria obrigatória a construção de passagens para peixes (algo simples e de baixo custo), a utilização dos reservatórios para lazer e para piscicultura, a formulação de planos (com cronograma de implantação) para a efetiva recomposição das matas ciliares dos reservatórios e dos trechos mais sensíveis da bacia drenante à montante desses reservatórios de maneira a reduzir os processos erosivos e a aumentar a vida útil dos reservatórios.

Fonte: Luiz Prado Blog/Portal do Meio Ambiente


LEIA MAIS: ESTRADAS DE ÁGUA

O Estadão afirma que a falta de planejamento e a pressa do governo na construção de hidrelétricas ameaçam a navegabilidade das principais hidrovias naturais do País. As usinas são liberadas sempre sem a exigência de que tenham também eclusas para permitir a passagem de barcos, balsas e até navios, sendo que quando são construídas depois da hidrelétrica pronta, ficam até 500% mais caras , segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). SAIBA MAIS
O TRANSPORTE FLUVIAL, SE LEVADO A SÉRIO, PODERIA SER UMA ÓTIMA SOLUÇÃO PARA O ESCOAMENTO DAS SAFRAS AGRÍCOLAS, MINÉRIOS E MANUFATURADOS, NUM BRASIL COM ESTRADAS RODOVIÁRIAS EM PÉSSIMAS CONDIÇÕES!


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DESMATAMENTO CONTRIBUIU PARA A TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA

Foto: Marcos Porto - ClicRBS
Desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para tragédia em SC

Antonio Trindade
Repórter da Rádio Nacional

Brasília - O desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para a tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina. É o que avalia o professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Lino Brangança Peres.

“As árvores foram substituídas por casas e vegetação rasteira, o que contribuiu para a erosão. Esses deslizamentos aconteceriam mais cedo ou mais tarde, as fortes chuvas desses dois meses apenas aceleraram esse processo”, explica.

A floresta cobria uma área de aproximadamente 1,29 milhão de quilômetros quadrados, em 17 estados brasileiros, incluindo Santa Catarina. O bioma ocupava cerca de 15% do território nacional. Atualmente, apenas 7% desse total permanece intacto.

O desmatamento da Mata Atlântica está diretamente ligado à expansão das cidades brasileiras. E, na opinião do professor, a ocupação desordenada dos municípios pode ser outro fator para a catástrofe no Vale do Itajaí.

“Choveu muito acima da média, mas isso é apenas parte do problema. O modelo de ocupação irregular das cidades do Vale do Itajaí contribuiu para que isso acontecesse. E tudo com a conivência do poder público”, explica o professor.

Segundo Peres, as primeiras residências na região surgiram durante o século 19, época da imigração de europeus para o Brasil, próximas aos rios. No século 20, as pessoas passaram a ocupar os morros e as encostas. “O planejamento municipal começou muito tarde no Brasil, na década de 70, quando as cidades já tinham crescido”, conta.

A solução, na avaliação do urbanista, é o governo realocar a população dos morros e encostas para outros locais mais seguros. “O problema é que boa parte das áreas adequadas já foram ocupadas”, ressalta. Fonte: Agência Brasil


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CARTA DE MINAS - RECOMENDAÇÃO DE 32 PAÍSES SOBRE A ÁGUA

Vamos salvar a água do mundo antes que fique toda poluida e contaminada!

Países divulgam carta com avisos sobre uso da água

Reunidos em Belo Horizonte durante o encontro internacional Diálogos da Terra no Planeta Água, representantes de 32 países divulgaram no início da noite de sexta-feira (28) um documento com 15 recomendações que serão encaminhadas ao Fórum Mundial da Água em Istambul, em 2009.

A chamada "Carta de Minas" não ignorou a crise internacional e destacou o "atual contexto mundial de mudanças econômicas e políticas" impõe o planejamento de "ações voltadas para um modelo sustentável de desenvolvimento" para a conservação, uso e gestão das águas. "Como compromisso com a qualidade de vida das populações, o respeito ao meio ambiente, à biodiversidade e à diversidade cultural, e que se busque a inclusão social e econômica e a erradicação da pobreza".

O documento constata a necessidade de aprofundamento e a difusão da compreensão de que o desenvolvimento sustentável só é alcançável com mudanças de padrões de consumo e de produção.

"Assim como a atuação para a eliminação da pobreza e desigualdade social, aproveitando a atual crise globalizada como oportunidade para correção de desvios".

A carta também, entre outros pontos, cobra a conclusão no ano que vem das negociações da convenção para as mudanças climáticas no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), com enfoque nas soluções para os problemas da água.

Nos últimos três dias, participaram do encontro - uma iniciativa da Green Cross Internacional, Green Cross Brasil e do governo de Minas - mais 2,5 mil pessoas, segundo os organizadores.

O indiano Mohan Munasinghe, do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU e prêmio Nobel da Paz 2007, foi a principal estrela do evento. (Fonte: Eduardo Kattah/ Estadão Online)


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INCOMPETÊNCIA E NEGLIGÊNCIA NO USO DA VERBA PARA PREVENÇÃO E PREPARAÇÃO PARA DESASTRES

Tragédia no Vale do Itajaí (SC) - quase 80 mil desabrigados no estado

União usou só 13% para prevenir tragédias como a de Santa Catarina

R$ 184,6 milhões foram empenhados na prevenção de desastres; R$ 2,4 mi foram para Santa Catarina

Da Redação - Agência Estado - 28/11/08

SÃO PAULO - O governo federal só executou até agora 13% do orçamento previsto para prevenção e preparação para desastres.

Os dados estão no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) acessados pela Agência Brasil e pelo site Contas Abertas.

Os números mostram que do total de R$ 372,9 milhões destinados a prevenção e preparação para desastres foram empenhados R$ 184,6 milhões e executados quase R$ 49 milhões. Parte disso, R$ 2,4 milhões, foi para o Estado de Santa Catarina.

Em suma, o governo federal repassou, em 2008, R$ 2,4 milhões para serem usados em obras preventivas, como contenção de encostas e canalização de córregos, para o Estado, enquanto mais de R$ 7,4 milhões, por exemplo, foram encaminhados por meio do programa de "resposta aos desastres" - o triplo de recursos para remediar, e não prevenir. Isso sem considerar os mais de R$ 1 bilhão liberados anteontem por medida provisória.

No ano passado, a distorção entre o orçamento nacional desses programas se repetiu. Somente R$ 53,5 milhões foram gastos de uma dotação autorizada de R$ 262,9 milhões com a prevenção (20% do total previsto). Já a resposta aos desastres levou ao desembolso de mais de R$ 347 milhões de uma verba autorizada de R$ 554,3 milhões (63%). Em resumo, o valor aplicado nas ações pós-chuvas foi seis vezes superior aos repasses para ações de Defesa Civil.

Procurado ontem, o governo não se pronunciou. - Fonte: ESTADÃO.COM/CIDADES

LAMENTÁVEL:
USANDO APENAS 13% DO VALOR EMPENHADO PARA PREVENÇÃO E PREPARAÇÃO PARA ACIDENTES, O GOVERNO FEDERAL DEIXOU MUITO A DESEJAR COMO ADMINISTRADOR E O TRISTE RESULTADO ESTA AÍ: SÓ EM SANTA CATARINA MAIS DE 100 MORTES POR CAUSA DAS CHUVAS!


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MUDANÇAS CLIMÁTICAS PODERÁ FAZER 200 MILHÕES DE REFUGIADOS AMBIENTAIS



Clima fará 200 milhões de refugiados ambientais, diz estudo

Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, alerta que 200 milhões de pessoas em todo o mundo poderão ter de abandonar suas cidades até meados do século por causa de chuvas, tempestades e outros desastres naturais. O fenômeno registrado em Santa Catarina seria um desses exemplos de desastres naturais que estariam ganhando novas proporções e ocorrendo de forma cada vez mais freqüentes.

Esses desastres estariam ficando cada vez mais freqüentes por causa das mudanças climáticas, fato que foi confirmado no ano passado pelos estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Norman Myers, autor do estudo da Oxford, aponta que a fuga dessas 200 milhões de pessoas também seria gerada por secas prolongadas em outras regiões do planeta e mesmo pelo aumento dos níveis do mar.

Na prática, isso significaria que 2% da população mundial até 2050 teria já passado pela experiência de perder sua casa por causa de um desastre natural ou ter de abandonar sua terra simplesmente por ele ter se transformado em uma zona semi-árida. As estimativas ainda apontam que o número de "refugiados ambientais" se multiplicará por dez em apenas 50 anos. No final dos anos 90, as estimativas da Oxford era de que existiam 25 milhões de pessoas que saíram de suas regiões por problemas climáticos.

A região de Santa Catarina já entrou para o mapa das zonas consideradas como passíveis de desastres naturais pela Organização Meteorológica Mundial. Isso ocorreu depois do furacão que atingiu a região em 2004. Naquele ano, o Estado brasileiro foi incluído em um mapa utilizado pela agência internacional para demonstrar que o número de eventos meteorológicos extremos estava aumentando em todo o planeta.

Apesar disso, a porta-voz da ONU para desastres humanitários, Elisabeth Byrs, confirmou ao Estado que o Brasil não pediu ajuda internacional para lidar com a crise. (Fonte: Jamil Chade/ Estadão Online/Ambiente Brasil)


E NÓS, O QUE VAMOS FAZER? CONTINUAR DE BRAÇOS CRUZADOS VENDO O AUMENTO DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL A CADA DIA?



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POPULAÇÃO REVOLTADA COM A POLUIÇÃO NO RIO PARAIBA DO SUL (RJ)

O MAIOR NÚMERO DE COMENTÁRIOS QUE O BLOG JÁ RECEBEU

O artigo que postamos no último dia 22/11 com o título: "RIO PARAIBA DO SUL (RJ): INTERDITADA A EMPRESA QUE PROVOCOU VAZAMENTO" (repetido em parte abaixo) foi o que provocou maior indiganação nos moradores ribeirinhso da região afetada.

Empresa responsável por vazamento de pesticida é interditada

Vazamento de pesticida matou toneladas de peixes no Rio Praiba em Volta Redonda e região

Eloisa Leandro, JB Online - 22/11/08

RIO - Os efeitos nocivos do vazamento de 1,5 mil litros do pesticida endosulfan no maior rio do Estado, o Paraíba do Sul, podem ser maiores do que o anunciado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, esta semana. Na tarde desta sexta-feira, a secretaria anunciou a interdição da empresa responsável pelo crime ambiental, a Servatis, e o pagamento de multa de R$ 10 milhões. Um dia antes, a Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema) liberou o consumo da água. Doze milhões de pessoas foram afetadas pelo vazamento. O produto é proibido mundialmente e provoca danos irreversíveis ao sistema nervoso.

VEJAM OS COMENTÁRIOS QUE FORAM POSTADOS:

12 comentários:
Anônimo disse...
eu moro do lado do rio vc não tem noçao da destruição

24 de Novembro de 2008 08:57
Lê MpM disse...
realmente terrível, o mal cheiro persiste e é doloroso ver isso tudo acontecendo, mais uma vez, sem que haja a punição devida

24 de Novembro de 2008 09:53
Anônimo disse...
Os efeitos podem ser vistos em Itaocara - Rj Muitos kilometros de distância. Tem peixe morto no Rio. A companhia de água parou de fornecer água para não contaminar as caixas. Todos estão comprando estoque de água mineral. O pior é que aconteceu na 3a. feira passada é só ficamos sabendo hoje 5 dias depois.

24 de Novembro de 2008 12:00
MONTENEGRO disse...
Para ter uma ideia, da destruiçao do Rio, estive ontem, Terça-feira,24, na Ilha dos Pombos Além Paraiba ou Carmo (como queiram)e a quantidade de animais mortos era IMPRESSIONANTE! A Comandante da Policia Ambiental,de Além Paraíba, que lá estava, para mais uma vistoria, me falou que pelo menos 40 TONELADAS DE PEIXES DEVERÁO SER RETIRADOS DO RIO PARIBA DO SUL,SOMENTE NAQUELA BARREIRA QUE EXISTE LÁ,NO CANAL DE DESVIO DA AGUA QUE VAI PARA AS TUIBINAS.Peixes de todas as espécies, capivaras, jararés,garças,porcos, marrecos enfim ...:Ë GRANDE CRIME!

26 de Novembro de 2008 02:46
Anônimo disse...
isso acontece por que ninguem é punido nesse brasil, porque se vosse coisas como essa nâo estaria contecendo.é triste vc olhar para o rio e ver tantos peixes mortos.

26 de Novembro de 2008 05:29
Alice disse...
isto é uma vergonha paparo nosso país!

26 de Novembro de 2008 09:06
Daniel disse...
VIVEMOS NUM PAIS ONDE QUEM TEM DINHEIRO FICA EMPUNE DE UMA MATANÇA COMO ESTA,UM RIO MUITOS SE BENIFICIA DELE PARRA O CONSUMO DE AGUA, E UMA EMPRESA QUE TRABALHA COM UM MATERIAL QUE É PROIBIDO MUNDIALMENTE, QUE É ISTO ESCRETARIO DO MEIO AMBIENTE,PONHA ESTES CARAS ATRAS DA GRADES,MOSTEA QUE TU TEM PODER,ESTE TAL DE MINC QUE SE DIS SECRETARIO,QUE FALTA FAZ VOCÊ HELOISA QUE FALTA.....DEIXE EU VIVER PELO AMOR QUE VOCÊS TEM A DEUS DIS O PARAIPA DO SUL...SOCORRO.

26 de Novembro de 2008 15:29
Anônimo disse...
Sou de Alem Paraiba, e a anos moro ao lado do rio Paraiba do Sul, pois sou apaixonado por ele. Acordo cedo olho pela janela para ve-lo. Ha algum tempo atrás aconteceu o mesmo acidente e ninguem tomou providencia, será que desta vez irá acontecer alguma coisa.

27 de Novembro de 2008 03:57
Anônimo disse...
SERA QUE DESSA VEZ MAIS SO DESSA VEZ ALGUEM VAI SER PUNIDO

27 de Novembro de 2008 13:45
Anônimo disse...
Não entendo porque quase ninguem comentou sobre esse crime.As emissoras omitiram essa noticia, será que foi dinheiro que comprou o silêncio das grandes emissoras? E ficamos sem saber até quando esse veneno vai nos impedir de consumir as aguas do Paraiba.Que País é esse?

27 de Novembro de 2008 14:17
Anônimo disse...
Quando somos pegos praticando pesca por diversão ou pra matar a fome, somos multados, perdemos nossos materiais de pesca,porque os fiscais querem mostrar serviço,mas sabemos que eles vendem esses materiais e acabam lucrando com isso. Mas um crime dessa proporção não vemos nada acontecer, simplesmente todos se calam, lógico que comprados pelo criminoso:isso é BRASIL...

27 de Novembro de 2008 14:22
Anônimo disse...
A empresa que poluiu o Rio deveria repor cada quilo de peixe morto pelo veneno, seria o mínimo que os "grandes empresários" poderiam fazer para amenizar tal impacto!
Espero que haja punição aos responsáveis, pois sou pescador esportivo e estou profundamente abalado pelo fato ocorrido, infelizmente pude ver milhares de peixes mortos...

28 de Novembro de 2008 14:46

HÁ MUITA RECLAMAÇÃO DA MÍDIA QUE DEU POUCA ATENÇÃO AO OCORRIDO, SENDO QUE ALGUMAS DELAS NEM SIQUER NOTICIOU O OCORRIDO. TAMBÉM RECLAMAM QUE ESTÃO SEM INFORMAÇÕES SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL DAS ÁGUAS DO RIO PARAÍBA, SE JÁ FOI TODO DILUÍDO O VENENO, SE PODEM USAR AS ÁGUAS PARA IRRIGAÇÃO, PARA CRIAÇÃO DE PEIXES, PARA USO POR ANIMAIS DOMÉSTICOS E DA POPULAÇÃO EM GERAL. COM A PALAVRA O CEDAE E ÓRGÃOS COMPETENTES!

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28 de novembro de 2008

CRIANÇAS GANHAM MOCHILAS FEITAS COM AS PETs GIGANTES DO RIO TIETÊ (SP)

Garrafas pet gigantes da Marginal Tietê viram mochilas para crianças


Modelo foi desenhado pelo estilista Jun Nakao.
Instalação artística fazia parte da exposição “Quase Líquido”.

As 20 garrafas pet gigantes que decoraram as margens da Marginal Tietê entre março e maio deste ano se transformaram em 2.500 mochilas confeccionadas pela Associação Comunitária Despertar.

As garrafas faziam parte da exposição “Quase Líquido”, do Itaú Cultural, e foram criadas pelo artista Eduardo Srur*.
As mochilas foram desenhadas pelo estilista Jun Nakao e começaram a ser distribuídas no início desta semana.
Ganharam o brinde as crianças de 20 escolas públicas e ONGs que visitaram a exposição de barco, navegando pelo Rio Tietê. “A idéia é mostrar às crianças que a instalação foi reaproveitada, assim como podemos reaproveitar outras coisas do nosso dia-a-dia.

Foi mochila, mas podia ser qualquer outra coisa”, afirma Mayra Koketsu, assessora cultural do núcleo de artes visuais do Itaú Cultural.

Medindo 10 metros de comprimento por três metros de diâmetro, as garrafas gigantes podiam ser vistas por quem circulava pela marginal de carro, de ônibus e caminhão e até por quem passava de helicóptero ou olhava pela janela dos aviões.

Antes de virar mochila, as garrafas foram lavadas e passaram por um processo de higienização. Todo o material foi reaproveitado, inclusive as tampas. As mochilas foram confeccionadas nas cores verde, vermelho, azul, laranja e branco.
Fonte: Portal G1 - Enviado pela Profª Adriana Andrade Caldeira - colaboradora de SBCampo



* Veja aqui no Blog, na coluna "RIOS TUBE" (ao lado) o vídeo da exposição "QUASE LÍQUIDO, exposição de EDUARDO SRUR na Marinal do Rio Tietê - SP"


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LANÇAMENTO DO LIVRO "DIÁLOGOS GEOLÓGICOS" de Álvaro Rodrigues dos Santos

Prezados amigos do SOS Rios do Brasil,
Estou lhes enviando material atualizado e mais completo sobre o lançamento de meu novo livro, "Diálogos Geológicos", a se realizar nesse próximo dia 09/12, terça feira, às 17hs, no IPT.
Abraços,
Álvaro*


O Homem é inexoravelmente levado a ocupar e modificar espaços geológicos naturais das mais diversas formas para atender às suas mais diferentes necessidades, constituindo-se hoje no mais vigoroso agente geológico modificador da superfície do planeta.

Via de regra, essas drásticas intervenções não têm levado devidamente em conta as características geológicas naturais das regiões e locais onde se implantam, gerando desastres, vítimas, insucessos técnicos e prejuízos sociais, ambientais e econômicos de enormes proporções. Esses erros têm paradoxalmente colaborado também para o precoce esgotamento da sustentabilidade do planeta frente às necessidades humanas.

Através de um retrospecto crítico das relações do Homem com o planeta, desde o período Paleolítico aos tempos atuais, e de uma coletânea de textos ilustrados que expõem e discutem aspectos conceituais, metodológicos e práticos dessas relações no território brasileiro, o livro traz à tona o insubstituível papel e as decisivas responsabilidades da Geologia de Engenharia para o pleno êxito técnico e ambiental das ações da Engenharia brasileira.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

O AGENTE GEOLÓGICO HOMEM: A EVOLUÇÃO DAS RELAÇÕES DO HOMEM COM O PLANETA

· O planeta em permanente mudança. A Biosfera.

· Os agentes geológicos. O Homem como agente geológico

· O surgimento e a evolução do Homem

· As relações do Homem com a Natureza. O Homem Paleolítico.

· A Revolução Neolítica

· A vertiginosa ascensão da espécie humana

· Os atuais dilemas da Humanidade

· A ocupação do território brasileiro


UMA GEOCIÊNCIA APLICADA QUE VÊ O HOMEM COMO AGENTE GEOLÓGICO: A GEOLOGIA DE ENGENHARIA

· O Geólogo: intérprete das relações entre o Homem e a Terra

· Geologia de Engenharia: a geociência aplicada que vê o Homem como agente geológico

O CONTRADITÓRIO ENTRE DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE SE RESOLVERÁ PELA CRIATIVIDADE TECNOLÓGICA

DIÁLOGOS GEOLÓGICOS: É PRECISO CONVERSAR COM A TERRA
· As obras de Engenharia e a importância, o papel e as enormes responsabilidades das investigações geológicas

· Meio ambiente: trabalhar sob a ótica da solução

· Valo Grande: uma ferida aberta de enorme carga didática

· A grande barreira geológica da Serra do Mar

· Estabilidade de taludes: o perigoso modismo nas soluções

· Acidentes em Engenharia: é imperioso discuti-los exaustivamente

· O extraordinário e insubstituível papel das florestas naturais na estabilidade das encostas serranas tropicais

· A tragédia geotécnico-ambiental das zonas de expansão urbana da metrópole paulistana

· A importância da camada superficial de solos para a sociedade brasileira

· Boçorocas: incrível, continuam acontecendo e destruindo

· Preocupações ambientais não podem ser monopólio dos ambientalistas

· Enchentes: o crucial fator geológico

· A incrível odisséia da construção do Aterrado de Cubatão

· Estradas: a face oculta das quedas de barreira

· Escorregamentos na Serra do Mar: tragédia anunciada

· Piscinões: um despropositado atentado urbanístico e ambiental

· Terrenos calcários: área de risco geológico para a Engenharia e para o meio ambiente

· Enchentes urbanas não são fenômenos inevitáveis

· Proposta de lei municipal de coibição da erosão urbana

· A Geologia que interessa

· Acidentes: deveria ser crime culpar a Natureza

· Pintura a cal: uma poderosa arma no combate à erosão. A tecnologia cal-jet.

· Implicações entre a Política Habitacional e a tragédia geológica/geotécnica/ambiental das zonas de expansão urbana da metrópole paulistana (e de outras metrópoles)

· Loteamentos podem deixar de ser os vilões da erosão urbana

· Nova tecnologia poderá revolucionar o transporte de materiais granulares (minerais, cereais, entre outros) na transposição da Serra do Mar

· A interminável e trágica novela das áreas de risco

· Um pouco de luz para os serviços de recuperação e conservação de estradas vicinais de terra

· Uma estratégia de governo para a Serra do Mar

· Obras simples devem reocupar espaço nobre na Engenharia

· Acidentes: o que está acontecendo com a Engenharia brasileira?

· Entrevista: Geólogo refuta “imprevistos geológicos” na Engenharia

· Exercício profissional: uma combinação virtuosa entre competência técnica e valores humanos
*ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS
Geólogo com atuação em Geologia de Engenharia / Geotecnia / Meio Ambiente
- Várias dezenas de trabalhos publicados - O livro: Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática
Histórico Profissional:
Atividade intensa em Geologia de Engenharia nos seguintes campos técnicos: Obras Viárias Barragens Túneis Estabilidade de Taludes Cartografia Geotécnica Controle de Erosão e Assoreamento Problemas Ambientais
Outras informações relevantes:
Ex-diretor da Divisão de Geologia do IPT-SP ex-diretor de Planejamento e Gestão do IPT-SP Consultor em Geologia de Engenharia

O geólogo Álvaro é colaborador voluntário do Instituto SOS Rios do Brasil tendo enviado diversos artigos que foram postados e importante entrevista em vídeo sobre enchentes (04/03/08), que será publicada novamente, pois está sempre atual (infelizmente)!


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ÁGUA CONTAMINADA DOS RIOS E CÓRREGOS DEIXAM ÍNDIOS SEM ÁGUA POTÁVEL (MS)

Índios Bororos da Reserva de Dourados - MS reclamam da falta de água potável

"Índios bebem água suja"; Funasa rebate denúncias
Por: Jornal Dourados Agora - 26/11/2008 14:26


"Índios bebem água suja"; Funasa rebate denúncias

Indígenas da Aldeia Bororó, na Reserva de Dourados, voltam a reclamar da falta de água potável. As queixas são antigas e, durante diversas ocasiões, lideranças procuraram o site Douradosagora para denunciar o caso, que foi publicado na edição de hoje do O PROGRESSO, na página Dia-a-Dia 1.

Segundo a matéria, as centenas de famílias que residem na Aldeia Bororó acusam a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de deixar os nativos sem água para beber. Em algumas casas, as torneiras estão secas há meses, inclusive nas residências localizadas na vizinhança da caixa d´água.

A saída, como sempre, é apelar para os córregos e lagos onde, via de regra, a água é barrenta, imprópria para o consumo. A falta de água nas torneiras de residências na Reserva Indígena de Dourados obriga mulheres e crianças a percorrerem mais de três quilômetros para conseguir água em córregos.

Em recente entrevista ao Dourados agora o líder guarani Tibúrcio Fernandes de Oliveira, 53 anos, do Conselho de Segurança da Aldeia Bororó, disse que a população indígena convive com vários problemas, mas que "a falta de água judia de todos eles". O guarani, que mora com a esposa na casa 693, é pai de 14 filhos e tem seis netos pequenos.
As crianças pequenas da Reserva de Dourados são as que mais sofrem com a falta de água potável

Ele lembra que, além do risco de beber água contaminada, o acesso aos córregos é um perigo para as crianças e adolescentes. Ele cita o caso de um menino de 11 anos, que em 2005 morreu afogado no córrego na Aldeia Bororó. Desapareceu quanto tentava pegar água para a mãe cozinhar. O menino estava em companhia de outros meninos, que tentaram em vão salvar a vida dele.

A Funasa iniciou, em 2001, a implantação da rede de distribuição de água na Reserva de Dourados. "Eles garantiram que com isto o problema da falta de água seria resolvido, para sempre", lembra o cacique Tibúrcio. Ele diz que, por conta da garantia da Funasa sobre a distribuição de água encanada, muitas famílias desativaram poços e ficaram "sem uma coisa nem outra".

O cacique-capitão guarani Renato de Souza também acionou a equipe do Dourados Agora, várias vezes nos últimos três anos, para mostrar que o sistema também não estava funcionando na Aldeia Jaguapiru. "Precisa de mais poços artesianos e, além disto, o bombeamento é fraco e água não chega nas casas. Muitas pessoas têm que andar muito para chegar em algumas minas, que estão na Reserva, para matar a sede. E, em geral a água é suja. Todo mundo aqui corre o risco de ficar doente", alerta o capitão Renato.


OUTRO LADO
Ontem, em entrevista ao O PROGRESSO, o chefe do Núcleo da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) em Dourados, Donizete de Araújo, disse que "não está faltando água há tanto tempo assim e não acredito que alguma residência esteja há dois meses sem receber água na torneira”, enfatizou. Ao ser informado que a reportagem esteve no local e entrevistou as famílias, Araújo admitiu a dificuldade de abastecimento, mas jogou a culpa sobre os próprios índios. “Isto acontece (a falta d’água) porque o desperdício de água é exagerado”, afirmou.
Ele garante, no entanto, que a Funasa está fazendo de tudo para acabar com o problema.

O chefe do Núcleo da Funasa afirma ainda que os quatros poços artesianos que existem dão uma vazão de 64 mil litros de água por hora e que seria suficiente para atender toda Reserva Indígena. “Os poços trabalham 24 horas sem parar e estamos licitando a perfuração de um quinto poço na Aldeia Jaguapiru para acabar de vez com o problema”, explica.
Fonte: www.msnoticias.com.br/Site Tratamento de água

Dourados luta pela recuperação de seus córregos - Veja Mais

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ESPECIALISTAS EM ÁGUA - CONCURSO DA ANA - Inicial R$ 8.389,60

Edital do concurso público da ANA é publicado

Denise Caputo - 28/11/08

Os concurseiros de plantão podem comemorar. O Diário Oficial da União de hoje traz o edital do concurso público para provimento de 152 vagas de cargos efetivos de nível superior na Agência Nacional de Águas (ANA).

As inscrições custam R$ 100,00 e serão feitas, exclusivamente, pela internet, no endereço eletrônico www.esaf.fazenda.gov.br, de 4 a 28 de dezembro de 2008. O rendimento inicial de todos os cargos é de R$ 8.389,60.

Há 100 vagas para o cargo de especialista em recursos hídricos (qualquer área de formação), 12 para especialista em geoprocessamento (qualquer área de formação) e 40 para analista administrativo, por área de conhecimento: Administração (16); Ciências Contábeis (4); Ciências Econômicas (4); Arquivologia (3); Bibliotecononia (3); Comunicação Social – Jornalismo (1); Comunicação Social – Publicidade e Propaganda (1); Comunicação Social – Relações Públicas (1); Tecnologia da Informação e Comunicação (2); e qualquer área de formação (5).

Edital Esaf nº 96, de 27 de novembro de 2008
Assessoria de Comunicação – ANA
Fones: 61.2109.5129/5103 Fax: 61 2109.5129
Email: imprensa@ana.gov.br


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FENÔMENO DO SOLIFLUXÃO PROVOCA DESABAMENTO DAS ENCOSTAS EM SANTA CATARINA


Solo de Santa Catarina está desmanchando, diz pesquisador

Da Agência Brasil

Brasília - Parte do solo do estado de Santa Catarina está desmanchando. A afirmação é do professor do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense, Júlio César Wasserman.

Em entrevista hoje (27) à Rádio Nacional, o especialista esclareceu que o desabamento de terra ocorrido nas encostas de cidades do estado devido às fortes chuvas é um processo chamado solifluxão*.

Segundo ele, na maior parte das vezes o fenômeno acontece devido ao desmatamento das encostas. “Quando se tem ocupação de favelas ou residências com pouca estrutura nessa áreas, esse processo vai ocorrer”, disse.

Ele explicou que a espessura do solo das encostas é relativamente reduzida e que quando há chuvas, as águas penetram até a rocha sã (tipo de rocha que não virou solo). Por esse motivo, a terra ultrapassa sua capacidade de absorver essa água. Fato acontecido em Santa Catarina. “A formação é como se fosse uma manteiga derretendo em um bloco de gelo”, exemplificou.

Para o professor, o papel da Defesa Civil no momento, de identificar as áreas de risco nos estado, deveria ter sido realizado antes. Como exemplo de prevenção, Wasserman citou os trabalhos de conscientização da população feitos nas cidades de Petrópolis e Teresópolis, no Rio de Janeiro.

“Quando atinge uma determinada quantidade de chuva, eles mesmos tomam a iniciativa de abandonar a casa e se instalarem em outros locais”, contou.

O pesquisador também destacou que, além de perder as casas, muitas famílias deverão perder os terrenos onde as moradias estavam construídas, já que as áreas desapareceram no meio da enxurrada. De acordo com ele, nos locais em que o solo se acomodar, será possível fazer uma análise geotécnica.

Nesses casos, as famílias serão orientadas sobre como reconstruir suas casas. Para ele, no entanto, o quadro visto na catástrofe é de barrancos desmoronados e nessa situação a recuperação do terreno será praticamente impossível. “O custo para se construir uma casa pendurada em um barranco é muito alto. Essas pessoas infelizmente vão perder o terreno”, afirmou.

Na opinião de Wasserman , a responsabilidade pelos prejuízos é do estado. “Acho que existe uma grande responsabilidade do estado em ter legalizado esse terreno. Mesmo nas situações de invasão. Acho uma irresponsabilidade o fato do estado ter controlado essa ocupação nessas áreas de risco”, criticou. Fonte: Agência Brasil


* solifluxão[Inglês:soil creeping]
Movimento de arrasto lento, sem ruptura, de solos relevo abaixo pela ação da gravidade e, muitas vezes, ativado pela água da chuva infiltrada intersticialmente às partículas argilosas, diminuindo a coesão dessas partículas e tornando a massa de solo mais plástica e densa.
Quando ocorre sobrecarga com ruptura do solo desenvolvem-se planos de cisalhamento e, dependendo do gradiente da encosta, avalanches podem ocorrer (ver deslizamentos de solos e de rochas). (UnB)


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BRASIL ADERE AO ACORDO PELA SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL NA BACIA DO PRATA


Brasil adere a acordo de sustentabilidade ambiental na Bacia do Prata

26/11/2008

Ao participar do V Encontro Cultivando Água Boa e do Fórum de Águas das Américas, que começou no domingo (23) em Foz do Iguaçu (PR), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assinou a adesão do Brasil ao Acordo de Cooperação Técnica, Científica e Financeira do Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata.

O objetivo do acordo é a difusão dos conhecimentos científico e tradicional para promover a sustentabilidade socioambiental na Bacia do Prata. O acordo também visa a contribuir na criação de Rede de Educação Ambiental na Bacia do Prata, identificando mecanismos de articulação e cooperação para melhorar a sinergia entre governos e atores sociais.

Dos cinco países que formam a Bacia do Prata, somente os governos do Paraguai e da Bolívia haviam formalizado a adesão ao centro.

O Centro de Saberes é um espaço criado em 2006 pela Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Comitê Intergovernamental Coordenador dos Países da Bacia do Prata (CIC), para contribuir com ações de educação regional que respondam aos desafios socioambientais globais, regionais e locais, respeitando as diferenças e soberanias de cada país.

O MMA poderá ajudar financeiramente projetos na área e fazer acordos técnico-científicos com o centro, bem como estabelecer cooperação com os membros que aderiram ao acordo para o desenvolvimento e integração de ações na Bacia do Prata, dando suporte para o desenvolvimento de ações socioambientais na bacia.

A água é o centro de reflexão do acordo, que também tem como eixo a Bacia do Prata como território operacional; a educação ambiental como mobilizador social; e a construção coletiva de conhecimento, planejamentos, ações e organização.

Assinado durante V Encontro Cultivando Água Boa e do Fórum de Águas das Américas, que se encerra nesta terça-feira (25), o documento de adesão tem como base vários acordos firmados entre os ministérios do Meio Ambiente dos países integrantes da Bacia do Prata, Pnuma, CIC e Itaipu Binacional.

Esses acordos têm a água como tema prioritário para cooperação multilateral no que se refere à educação ambiental, com seus participantes se comprometendo a promover a participação da sociedade civil nas questões ambientais, a fim de criar hábitos de consumo consciente para alcançar o desenvolvimento sustentável.

Com 3,2 milhões de quilômetros quadrados distribuídos em quatro países, Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, a Bacia do Prata tem 27 grandes represas com mais de 60 metros de altura e com capacidade superior a 100 megawatts de energia cada.

A Bacia do Prata é formada por dez rios: Uruguai, Paraguai, Iguaçu, Paraná, Tietê, Paranapanema, Grande, Parnaíba, Taquari e Sepotuba.

Fonte: REBIA Sul / Economia Solidária e Agroenergia / MMA.

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ESPÍRITO SANTO REGISTRA AS MAIORES CHUVAS EM 32 ANOS

A bela capital capixaba, Vitória e várias cidades estão sofrendo com as fortes chuvas

CHUVAS NO ESPÍRITO SANTO É CONSIDERA A MAIOR EM TRÊS DÉCADAS

A chuva que castiga o Estado do Espírito Santo a pelo menos uma semana, já é considerada a maior dos últimos 32 anos, deixando um saldo de destruição de casas, interdições de avenidas e rodovias, além de fechar escolas e suspender aulas.

Em quase toda Grande Vitória, a cena se repete nos últimos dias: alagamentos, carros parados, buracos, comerciantes reclamando dos prejuízos e moradores limpando ou, até mesmo, deixando suas casas.
Cobilândia, em Vila Velha, liderou os chamados da Defesa Civil por conta dos alagamentos. O Canal do Congo, que corta a Rodovia do Sol transbordou, deixando várias ruas alagadas e moradores ilhados.

No Estado, mais de 260 pessoas estão desalojadas e no mínimo outras 30 desabrigadas, segundo último levantamento da Defesa Civil Estadual. Em Vargem Alta, até as 17h30 de ontem, 19 pessoas estavam desabrigadas.

Na capital, Vitória, desde sexta-feira, 21, cerca de 20 pessoas estão desalojadas e 2 desabrigadas, sendo as duas encaminhadas ao abrigo de Andorinhas.
Na Serra, 32 famílias de José de Anchieta II foram orientadas pela Defesa Civil a sairem de suas casas por conta dos alagamentos, mas os moradores se recusam a sair. Em Nova Carapina I, próximo à a avenida Belo Horizonte, parte do asfalto cedeu e árvores caíram.

Em Cariacica, ainda não é possível informar o número exato de desabrigados.

A coordenação da Defesa Civil de Vila Velha, informou que desde o final de semana passado, 21 pessoas estão desalojadas na cidade. Uma casa foi condenada no Morro do Jaburuna.

Av Saturnino Rangel Mauro, Itaparica, Vila Velha, segunda-feira (24) - Marcelo Salles Barbosa (GO)

Mais de 70 deslizamentos de pedras foram registrados na Grande Vitória.

Você está em alguma região afetada pelas chuvas?


A Secretaria de Saúde do Estado garantiu que nenhum ferido com a enxurrada ficará sem atendimento. Apesar dos abalos em postos e hospitais, a estrutura não afetada e os repasses do governo federal, que editou medida provisória que destina R$ 1,6 bilhão para os Estados atingidos por enchentes, devem ser suficientes para dar suporte aos desalojados e desabrigados, segundo o órgão.
A secretaria Estadual de Infra-Estrutura divulgou que serão necessários cerca de R$ 250 milhões para recuperar os estragos.O desastre repercutiu na imprensa internacional. O Washington Post (EUA) cita os saques ocorridos no Estado, o Fairplay (Reino Unido) avalia os danos provocados pela chuva. Veículos como Hindustan Times (Índia), OhmyNews International (Coréia do Sul), Xinhua (China) e Al Jazira (Qatar) também publicaram notícias sobre as chuvas.Veja a situação de cada município (para mais informações, passe o mouse sobre a cidade)

Situação dos municípios

O governador do Estado, Luiz Henrique (PMDB), declarou estado de calamidade pública em 12 municípios: Blumenau, Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo, Pomerode, Luis Alves, Itajaí, Rodeio, Brusque e Itapoá.Prejuízos econômicosAlém das mortes e das milhares de pessoas desabrigadas, as chuvas também trouxeram prejuízos econômicos ao Estado. O setor de turismo e transporte já foram afetados.


O porto de Itajaí amarga um prejuízo diário de pelo menos US$ 35 milhões. Itajaí é o porto com maior movimentação de carne refrigerada do Brasil, principalmente de frango, e o segundo maior no fluxo de cargas em contêineres. A administração afirma que 4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro passa por este porto.


Com as interdições, o acesso a Balneário Camboriú, um dos principais destinos turísticos do Estado, já ficou prejudicado, gerando prejuízo principalmente na rede hoteleira.Moradores saquearam supermercados e residências e a polícia teve que reforçar a segurança nas cidades mais afetadas pela chuva. DoaçõesCestas básicas, colchões, cobertores e kits de higiene estão sendo entregues às famílias atingidas pela chuva.


A Defesa Civil distribui alimentos, água potável e medicamentos. Em Florianópolis, doações podem ser feitas no Portal do Turismo, Assembléia Legislativa e Procon. No interior do Estado, os produtos devem ser encaminhados aos abrigos, Defesa Civil e prefeituras.

O governo pede prioridade à doação de água potável para as cidades atingidas, como Itajaí, onde a falta de água é crítica.


A Cruz Vermelha Brasileira e a Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil-SP) também anunciaram a criação de postos para arrecadar doações para as vítimas das chuvas que atingem Santa Catarina. A arrecadação vai funcionar 24 horas na sede da Comdec, na rua Afonso Pena, 130, no bairro Bom Retiro, e na sede da Cruz Vermelha Brasileira, na avenida Moreira Guimarães, 699, no bairro Saúde.

Arrastado pela correnteza, cão é salvo por bombeiros em SC


Folha Online

A chuva já matou 99 pessoas e deixou 19 desaparecidos em Santa Catarina.

Leia cobertura completa sobre a chuva em Santa Catarina.

Gaspar, uma das cidades catarinenses em que foi decretada situação de calamidade, registrou cenas que mostram outras vítimas dessa tragédia: os animais.

João Carlos Frigério/Leitor

Aspirante do Corpo de Bombeiros do Paraná resgata cão salsicha que havia sido arrastado pela correnteza na cidade de Gaspar
Na zona rural, um tamanduá-mirim foi encontrado morto na tarde de ontem (26). O animal parecia ter sido arrastado pela água.

Durante uma missão de resgate dos bombeiros do Paraná no município, uma outra história teve final feliz. Um dachshund --também conhecido no Brasil como salsicha ou cofap-- foi salvo pelo Corpo de Bombeiros paranaense.

Fiel ao dono, que atravessou a correnteza, o cachorro tentou seguí-lo e foi arrastado pelas águas por cerca de 30 metros. Ficou preso sob os escombros de uma ponte.

"Um aspirante do Corpo de Bombeiros não pensou duas vezes e foi resgatá-lo", conta o fotógrafo João Carlos Frigério.

Na mesma localidade, onde 25 pessoas que estavam isoladas foram transportadas para casas de parentes, outro cão abandonado foi resgatado na beira de um rio e levado para uma comunidade vizinha.

Leia mais

RIO ITAJAÍ AÇU E A TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA

Foto: Diário Catarinense
Inundações provocadas pelo Rio Itajaí na cidade de Blumenau, em Santa Catarina

CONHEÇA O RIO ITAJAÍ-AÇU

Nos últimos dias, de cada cinco manchetes nos jornais e revistas brasileiras, três falam da tragédia no Vale do Rio Itajaí, que já matou (confirmados) 99 pessoas e desabrigou quase 80 mil.
Todo o país está se movimentando para ajudar a socorrer as vítimas das águas das chuvas naquela bacia hidrográfica, inclusive a região recebeu a visita do Presidente da República e conta com apoio das forças armadas, helicópteros e equipes especializadas da Defesa Civil de vários estados além da doação de alimentos, remédios, roupas e dinheiro.

Há uma corrente de especialistas e também palpiteiros que se arvoram a determinar que os problemas ocorridos naquela bacia seria decorrência direta das “mudanças climáticas” provocadas pelo fenômeno do “Aquecimento Global” que hoje é justificativa para qualquer problema ambiental no mundo.

Outros, com um pouco mais de discernimento e pé no chão são mais enfáticos, como o Editorial do Jornal o Globo, no dia 27/11, quando diz: “O descaso com a defesa civil é norma no país. No balaio da irresponsabilidade misturam-se a omissão do poder público e manifestações de irresponsabilidade civil, como, por exemplo, a ocupação de encostas e as agressões urbanísticas cujas conseqüências só são percebidas quando a natureza cobra a sua parte nesses abusos.”

Você pode também conhecer as opiniões de especialistas e ambientalistas brasileiros sobre o assunto, quando contestam as afirmações do jornal argentino “O Clarim” que defende o aquecimento global influindo na região Amazônica, como o responsável pela tragédia no Vale do Rio Itajaí. Veja o artigo: ESPECIALISTAS BRASILEIROS CONTESTAM JORNAL ARGENTINO (dia 26/11).

Sabemos que além dos deslizamentos de terra em vários municípios brasileiros, acarretando soterramento de muitas residências e provocando muitas vítimas fatais, as inundações também causam grandes danos, principalmente para as cidades que perdem suas pontes, aterros, ruas e avenidas, invadem residências, comércios e indústrias, destroem sistemas elétricos e tubulações de água, gás, esgotos, além das lamentáveis perdas humanas. Saiba mais sobre enchentes e inundações
Na tragédia de Santa Catarina o Rio Itajaí Açu (o mais importante do Vale do Itajaí) percorre 15,5 Km no Estado de Santa Catarina e atravessa os principais municípios que estão sofrendo os atuais problemas de inundações e deslizamentos, com severas e graves conseqüências, nesse final de novembro de 2008. Conheça mais sobre esse rio catarinense.

Foto Divulgação Governo Catarinense Rio Itajaí Açu em Blumenau - SC

MAS O QUE SABEMOS SOBRE O RIO ITAJAÍ?

Da Wikipédia:

Rio Itajaí-Açu
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Rio Itajaí-Açu
Comprimento: 15.500 km
Nascente: rio Itajaí do Sul e rio Itajaí do Oeste

Foz: Oceano Atlântico

Afluentes
principais: rio Itajaí do Norte, rio Benedito, rio Luis Alves e rio Itajaí-Mirim

País: Brasil

O rio Itajaí-Açu é um rio brasileiro do estado de Santa Catarina.
O nome ITAJAÍ-AÇÚ é de origem indígena e foi adotado pelos índios que ocuparam a praia de Cabeçudas no município de Itajaí, estando ligado à formação de pedra conhecida atualmente como Bico do Papagaio. Na sua forma original esta formação assemelhava-se a cabeça de uma ave, o Jaó. Por este motivo a palavra Itajaí-Açú significa: ITA = pedra; JAÓ = o pássaro, a ave; YAÇÚ = rio grande - do Jaó de Pedra, ou seja, rio grande - do pássaro de pedra.

O rio Itajaí-Açu é o rio mais importante do Vale do Itajaí. Forma-se no município de Rio do Sul, pela confluência do rio Itajaí do Sul com rio Itajaí do Oeste. Seus maiores afluentes pela margem esquerda são o rio Itajaí do Norte (na divisa de Lontras e Ibirama), o rio Benedito (em Indaial) e o rio Luís Alves (em Ilhota). No município de Itajaí, pouco antes da foz do Oceano Atlântico - mais precisamente 8 km - o rio Itajaí-Açú recebe as águas do principal afluente pela margem direita: o rio Itajaí-Mirim. Passa, a partir daí, a chamar-se rio Itajaí.

Hidrografia
A bacia hidrográfica do rio Itajaí-Açu, está situada no domínio da Mata Atlântica, da qual se encontram os mais significativos remanescentes no estado na serra do Itajaí, que constitui o divisor de águas entre os rios Itajaí-Açu e Itajaí-Mirim. O território da bacia divide-se em três grandes compartimentos naturais - o alto, o médio e o baixo vale - em função das suas características geológicas e geomorfológicas. O alto vale compreende toda a área de drenagem à montante da confluência do rio Hercílio com o rio Itajaí-Açu, incluindo ainda as cabeceiras do rio Itajaí-Mirim.

Principais munícípíos atravessados pelo rio:
• Rio do Sul
• Lontras
• Ibirama
• Indaial
• Luis Alves
• Blumenau
• Ilhota
• Itajaí


Foto: Nilton Santos - Itajaí - SC Molhes de contenção, foz do rio Itajaí-Açú, entrada para o porto.

A BACIA DO RIO ITAJAÍ AÇU

Pesquisadora: Ivanir Mais

Localização
A bacia do rio Itajaí é a maior bacia da vertente atlântica de Santa Catarina, com uma área de 15.500 km2, correspondendo a 16,15% do território catarinense. A área da bacia abrange 47 municípios e possui 945.720 habitantes, dos quais 76% estão nos centros urbanos. A bacia encontra-se naturalmente dividida em três sub-regiões - o Alto, o Médio e o Baixo Vale do Itajaí. Os municípios de Blumenau, Itajaí, Rio do Sul e Brusque são pólos de desenvolvimento da economia regional, contribuindo com 28% do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina.

Recursos Hídricos e Meio Ambiente
As enchentes no vale do rio Itajaí são um dos maiores problemas da bacia. Esta situação resulta das condições naturais da bacia, mas é acentuada por um contínuo processo de sobrecarga da capacidade assimilativa e regenerativa do ambiente natural exercido pelos processos de produção do espaço estabelecidos pela colonização estrangeira.

Esta sobrecarga inclui a ausência de matas ciliares ao longo dos rios, pela ocupação indevida das encostas, pela descaracterização da paisagem natural do relevo por aterros e cortes, pela intensificação do desmatamento, pelas práticas agrícolas inadequadas, pelo uso intensivo de agrotóxicos e pela poluição através de efluentes industriais e domésticos.

No Alto Vale do Itajaí, as florestas foram intensamente devastadas, dando lugar à produção agrícola e pecuária. No Médio Vale o problema é a urbanização desenfreada pelas encostas. Na zona da foz, além da ocupação das encostas, localiza-se um dos poucos conflitos da bacia: a extração de areia, que também contribui para o processo de erosão das margens do rio. Não se observam grandes conflitos entre usuários, devido, provavelmente, à abundância de água na bacia.

Comitê de Bacias Hidrográficas
O Comitê do Itajaí foi aprovado pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos em 1997 e foi instalado em 1998. A primeira 'ação estratégica', realizada ainda em 1997, consistiu na realização de um workshop sobre os sistemas de alerta e contenção de cheias no Vale do Itajaí, o qual resultou na resolução dos problemas através de parcerias e diversos convênios firmados entre os Governos Estadual e Federal.

A segunda 'ação estratégica' (1998) visou a aquisição e divulgação de conhecimentos de outras experiências de prevenção e contenção de cheias e gestão de bacias em países europeus. Para este efeito foi criado um grupo de técnicos, empresários e lideranças políticas, o qual viajou, durante duas semanas, pela Europa e, após o seu regresso, disseminou as experiências visitadas, reforçando a importância do Comitê perante a opinião pública.

Em 1999, o Comitê promoveu um outro workshop "Pacto para prevenção de cheias do Itajaí". Este 'Pacto' visou a definição de diretrizes para o plano de prevenção e controle de enchentes no Vale, tendo subsidiado as negociações do Governo do Estado com o Overseas Economic Cooperation Fund (OECF).
Este projeto ampliou o foco de intervenção, incluindo a recuperação de matas ciliares, criação de reservas legais, restrição das áreas urbanas impermeabilizadas e planejamento de propriedades agrícolas.

O Programa de Recuperação da Mata Ciliar constitui um dos exemplos dessa ampliação, consistindo numa ação integrada de todos os municípios da bacia.
O Comitê também considerou como 'ação estratégica' a instituição da 'Semana da água', buscando uma 'campanha de cidadania pela água no Vale do Itajaí'.

Em 1999, envolveu cerca de 65 mil pessoas por toda a bacia, e em 2000 o número de pessoas envolvidas atingiu os 140 mil.

Acresce ainda que o CBH-Itajaí instituiu a Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí em Outubro de 2001. A Secretaria Executiva do comitê funciona numa sala do Instituto de Pesquisas Ambientais da Universidade Regional de Blumenau (FURB).
As despesas administrativas são parcialmente suportadas pela FURB, havendo também alguns convênios de repasse de recursos de entidades parceiras do Comitê para a FURB.

Mais informações:
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí (SC)
Instituto de Pesquisas Ambientais FURB
Rua Antonio do Veiga, 140
89.010-971 Blumenau - Santa Catarina
Tel: +47 - 321-0547


VEJA UM ESTUDO COMPLETO DA BACIA DO RIO ITAJAI (.PDF)

Compilação Prof. Jarmuth Andrade
Instituto SOS Rios do Brasil

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