Seguidores do Blog SOS Rios do Brasil

30 de setembro de 2014

FALTA ÁGUA, NO INTERIOR DE SP OS RIOS ESTÃO SECOS E AS REPRESAS VIRAM PASTOS



Represa Jaguari sofre com os efeitos da seca em São Paulo - Fernando Donasci / O Globo



Rios secam, e represas viram pasto 

no interior de São Paulo

Alguns dos principais rios e represas do estado de São Paulo deram lugar a vegetação alta e pasto para animais. Moradores de cidades do interior temem que a mudança repentina, resultado da pior seca das últimas oito décadas, seja um sinal de que os reservatórios não voltarão a encher como antes. 

Não há mais água passando pelo leito do Rio Jacareí. No local, crescem grama, arbustos e plantas de até um metro de altura. Alguns quilômetros adiante, a represa Jaguari parece um pequeno lago no meio de um imenso campo. 


Cheios, os dois reservatórios ocupam uma área de 50 mil quilômetros quadrados e são responsáveis por cerca de 75% de todo o Cantareira O Globo, 30/9, País, p.10.



Leia:  http://oglobo.globo.com/brasil/rios-secam-represas-viram-pasto-no-interior-de-sao-paulo-14088297#ixzz3EqvP25vO

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

EM DEBATE A RESTRIÇÃO E ATÉ INTERRUPÇÃO DIÁRIA DA CAPTAÇÃO DE ÁGUA DO CANTEIRA


Lago quase seco atrás da represa Nazaré Paulista, parte do Sistema Cantareira, que fornece a maior parte da água da grande São Paulo
Foto: Roosevelt Cassio / Reuters








Plano prevê restrição em retirada de água do Cantareira

Um novo plano para lidar coma crise da água em São Paulo prevê a restrição e até interrupção diária da captação de água no sistema Cantareira, que enfrenta a maior seca da história. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o plano está escrito em um documento timbrado com as logomarcas do departamento estadual de águas (DAEE) e da agência federal que regula o uso de recursos hídricos no país (ANA) e será debatido nesta semana.

Procurado pelo jornal, o órgão paulista não nega a autenticidade do documento, 
mas atribui a autoria da proposta à agência federal. Já a ANA afirma que a estratégia 
foi elaborada em conjunto. O plano limita a retirada de água das bacias Piracicaba, 
Capivari e Jundiaí, que alimentam o sistema. A restrição ocorreria quando o nível do 
Cantareira caísse a menos de 5% e quando as vazões dos rios estivessem muito baixas.
Atualmente, o Cantareira opera com 6,9% de sua capacidade. Nesse ritmo, a marca dos 5% 
pode ser atingida ainda em outubro se não chover.
Em nota, a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado disse ontem considerar 
"inoportuna a proposta da ANA, que causaria graves transtornos aos milhões de cidadãos 
abastecidos pelas bacias". Afirmou ainda estranhar o momento em que o plano vem a público, 
"sem prévia discussão".
Terra
http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/plano-preve-restricao-em-retirada-de-agua-do-cantareira,1db8be3fcb6c8410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

DESTRUIÇÃO DE MANGUEZAIS É ATÉ CINCO VEZES MAIOR QUE DAS FLORESTAS

mangroves manguezais350x300 Destruição de manguezais é até cinco vezes maior que das florestas
                                           Manguezal. Foto: Pnuma
30/9/2014 - 10h45

Destruição de manguezais é até cinco vezes maior que das florestas


por Edgard Júnior, da Rádio ONU
Agência da ONU afirma que é necessária ação global para impedir mais perdas; especialistas dizem que danos chegam a US$ 42 bilhões por ano; Brasil concentra 7% de todos os manguezais do planeta.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, alertou que o ritmo de destruição dos manguezais é de 3 a 5 vezes maior do que o das florestas em todo o mundo.
Segundo relatório, “Importância dos Manguezais: Pedido para Ação”, lançado esta segunda-feira, em Atenas, Grécia, os danos econômicos chegam a US$ 42 bilhões, o equivalente a R$ 101 bilhões, por ano.
Brasil
Os manguezais são encontrados em 123 países e cobrem uma área de 152 mil km². Mais de 100 milhões de pessoas vivem a uma distância de 10 km dessas regiões e se beneficiam de seus recursos.
O relatório mostra que o Brasil abriga 7% dos manguezais no mundo. Segundo o Pnuma, o país registra uma das taxas mais baixas de perda porque mais de 70% dessas áreas estão em regiões protegidas. A cidade de Caeté, no Pará, é citada no documento como um dos exemplos. Com uma população de 13 mil habitantes, o Pnuma afirma que 83% tiram seu sustento do manguezal da região.
Caranguejo
Somente o caranguejo retirado do local é fonte de renda para 38% das famílias. A situação se repete na ilha de Caratateua, também no Pará.
O diretor-executivo da agência da ONU, Achim Steiner, afirmou que os serviços fornecidos pelos manguezais movimentam US$ 57 mil por hectare, por ano.
Além disso, Steiner menciona a capacidade dos manguezais de absorver carbono, que de outra forma seria expelido na atmosfera. Segundo ele, “fica claro que a contínua destruição dessas áreas não faz nenhum sentido ambiental ou econômico”.
Mudança climática
A mudança climática representa outra ameaça ao manguezais. O relatório mostra que o fenômeno pode resultar numa perda de 10% ou 15% da região até 2100.
O chefe do Pnuma disse que a destruição e a degradação dos manguezais está ocorrendo num passo alarmante, seja pela conversão do local para atividades de aquacultura, agricultura, desenvolvimento da costa ou poluição.
Steiner declarou que mais de 25% dos manguezais no mundo já foram perdidos.
Para ele, esse fato tem efeitos devastadores sobre a biodiversidade, segurança alimentar e bem estar de várias comunidades que vivem nesses locais.
O documento diz ainda que apesar das provas dos benefícios gerados pelas regiões de mangues, essas áreas continuam sendo um dos ecosistemas mais ameaçados do planeta.
* Publicado originalmente no site Rádio ONU.
(Rádio ONU) 

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS, O PROBLEMA DO SÉCULO

shutterstockagua 1024x685 Crise da água coloca a gestão de gecursos hídricos como o problema do século
Botões de controle para tubulações de água. Foto: Reprodução/ Shutterstock
30/9/2014 - 09h31

Crise da água coloca a gestão de recursos hídricos como o problema do século


por Carla Martins, da Plurale*

Encontrar uma única razão para os problemas enfrentados nos últimos meses com a falta d’água seria como entrar em um labirinto sem saída, visto que a resposta tende a ser óbvia: seres humanos.
Não é razoável culpar-se alguém, ou uma situação particular, pois devemos revisitar o curso do desenvolvimento humano, acrescido de muita irresponsabilidade para hoje identificarmos a origem da falta deste essencial recurso natural.
Os primeiros registros dos sistemas de gestão de Recursos Hídricos remontam a Roma Antiga, com a construção de inúmeros aquedutos, resultando em uma rede hidráulica para abastecimento daquela cidade. Nas situações de crise de abastecimento de água, acredita-se que havia os “caçadores de águas” responsáveis pela procura de água em quantidade e de qualidade para o abastecimento hídrico. E assim, de acordo com a demanda, os romanos foram desenvolvendo sistemas de organização dos recursos hídricos.
Em 97 a.C., Julius Frontinus VI foi nomeado pelo imperador para o cargo de Comissário de Águas de Roma, passando a ser o responsável por gerir um complexo sistema de captação de água em fontes afastadas para distribuição em reservatórios existentes ao longo da cidade. Já naquela época, “os usos da água eram divididos em classes: nomine Caesari, privatis e usus publici. A classe usus publici era subdividida em casta, opera publica, munera e lacus. As águas nomine caesari destinavam-se ao palácio imperial e aos prédios diretamente sob o controle do imperador. As águas privati destinavam-se aos particulares por concessão do Imperador (beneficio principis) e estavam sujeitas ao pagamento de uma taxa. As águas usus publici, destinavam-se a prédios públicos, a balneários, instalações militares e para-militares, fontes ornamentais e reservas de emergência.
Com a Revolução Industrial se fez necessária a exploração de inúmeros recursos naturais para acompanhar o crescimento das populações nas áreas urbanas, que sem os devidos Projetos e Gestões Hídricas de um sistema de esgotamento sanitário adequado, poluiu sobremaneira os reservatórios de água, tornando escasso este recurso.
Problemas começaram a serem identificados e daí nasce a Gestão Hídrica Urbana para organizar a distribuição da água para a população, principalmente no quesito tratamento para que houvesse satisfatória qualidade para a ÁGUA que se serviria ao consumo humano.
Discussões em torno da preservação dos recursos naturais foram amadurecendo a noção do desenvolvimento sustentável. E a partir daí passou-se a discutir de forma mais ampla a necessidade de garantir a sustentabilidade do recurso natural “água”, absolutamente imprescindível para a VIDA.
Rapidamente nos deparamos com três fases distintas: uma fase da exploração desregrada, a fase fragmentária e a fase holística.
A primeira caracteriza-se entre o descobrimento do Brasil e os primeiros anos do século XX, período em que registrou grande influência portuguesa para a formação da história ambiental brasileira e que teve repercussão no modelo de pensamento ecológico concebido e existente ainda hoje no Brasil. A segunda fase, chamada por Benjamim (1999) de fragmentária, tem como marco a difusão mundial do pensamento ecológico. A terceira fase denomina-se holística e caracteriza-se pela visão do meio ambiente como um conjunto integrado e equilibrado.
Nesse contexto, a terceira fase ampliou o pensamento jurídico ambiental no sentido de preservação do meio ambiente como um sistema ecológico interligado (pessoas e recursos ambientais devem ser protegidas como um todo) e com autonomia valorativa (por ser, em si mesmo, um bem jurídico).
Hoje um problema consumado, a falta deste recurso trouxe à tona inúmeros questionamentos acerca da legislação, do licenciamento ambiental, das distribuidoras, das faltas de manutenção e, principalmente, da sua utilização sem consciência.
Valendo mais do que o ouro, este recurso natural requer a atenção mundial para a preservação das nascentes que vem diariamente sofrendo degradações ambientais a ponto de extinguir uma fonte vital para vida humana. E é bom que seja rápido, porque se demorar mais um pouco não vai precisar mais…
Carla Martins é consultora jurídico-ambiental e Colunista de Plurale.
** Publicado originalmente no site Plurale.
(Revista Plurale) 

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

SETE DIAS A BORDO DO VELEIRO KAT NA EXPEDIÇÃO ORIENTE DA FAMÍLIA SCHURMANN




7 dias a bordo


7 dias a bordo

7 dias da partida. A saudade e a emoção são enormes, mas como diz Heloisa, “a vontade de realizar o sonho é minha grande motivação”. As poucos, vamos deixando tudo para trás e preenchendo o espaço com a felicidade de estar no mar e a caminho de uma aventura ainda maior.

DIÁRIO DE BORDO

   
-  7o. DIA

7 dias para se adaptar a “casa” nova. No começo, batemos o joelho aqui, a cabeça lá e aos poucos vamos conhecendo cada canto desse lugar. Precisamos usar com astúcia e bom senso todo o espaço do barco. O maior desafio é para o nosso chef Ben, que organiza toda cozinha e armazenamento dos alimentos da tripulação. Assim como ele, colocamos tudo em ordem e nos sentimos, cada vez mais, em casa.

7 dias de trabalho. Toda manhã, no veleiro Kat, o Capitão passa as ordens do dia para todos tripulantes. Hoje precisamos limpar a linha da água, guardar o equipamento de mergulho e enrolar todos o cabos. Todos ajudam. Natalie e Gabi organizam algumas dessas tarefas. Com elas, todo trabalho fica mais fácil.

7 dias de desafios. No segundo dia já encaramos uma tempestade de 48 nós. Essa é a hora que todos precisamos ter muita calma e ajudar da melhor forma a resolver aquela situação. O imediato Wilhelm, marinheiro Fabiano e Ben sempre estavam lá, ao lado do Capitão, para garantir a segurança e o sucesso da Expedição.

7 dias de despedidas. Depois de tantos desafios, fomos acolhidos pelos amigos do mar. Estamos ancorados e recebendo todo suporte pelo porto de Imbituba, no sul de Santa Catarina. Essa cidade, além de um rápido abrigo do veleiro Kat, é onde se localiza a casa de Wilhelm. Aproveitando a parada, recebemos visitas de amigos “vizinhos” do tripulante para dizer adeus e desejar bons ventos para nova aventura.

7 dias de cobertura completa. História para contar não faltou desde que partimos. Sempre há uma situação que deve ser filmada, fotografada e relatada, de um café da manhã a um ciclone. A equipe de conteúdo, Guga, Heitor e Talley registra tudo com uma central de notícias. Tudo para que você possa acompanhar tudo o que acontece na Expedição Oriente.

7 dias no mar. Os tempos no mar são diferentes do que em terra. Digo do tempo cronológico e o tempo meteorológico. O vento nos diz quando devemos partir.
Aguardamos o tempo certo e seguro. Breve estaremos de volta ao mar com velas abertas e seguindo para os novos dias da Expedição Oriente.





BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

ALDEIA DE LLORÓ, NA COLÔMBIA, QUE TEM MAIOR ÍNDICE MÉDIO PLUVIAL DO MUNDO, NÃO TINHA ÁGUA ENCANADA

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,colombia-faz-campanhas-tipo-exportacao-para-a-coca-cola-imp-,1567801

 Uma campanha experimental da COCA-COLA com ONG local envolveram toda a comunidade numa ampla oficina que culminou com a construção de uma Estação de Tratamento de Água para beneficiar 10,7 mil habitantes da aldeia de Lloró.
Veja o relato e o vídeo da Campanha. Quem sabe a COCA-COLA aqui no Brasil adota essa campanha internacional e ajuda nossas comunidades que ainda não possuem uma
Estação de Tratamento de Água (ETA) e levam para elas o benefício da água encanada!

"Agua Lluvia de Lloró" Coca-Cola 


convierte agua lluvia en agua potable



“Agua Lluvia de Lloró” es un proyecto de Coca-Cola Colombia junto a Fundación Natura y  Marca País Colombia para llevar agua potable a Lloró, Chocó, una población ubicada en una de las zonas menos favorecidas de Colombia.
Lloró está situado en Colombia y es conocido por ser el pueblo donde más llueve de todo el mundo, pero por desgracia sus habitantes no disponen de agua potable. Este hecho llamó la atención de Coca Cola quien emprendió una bonita acción comunicativa para ayudar a los lugareños.
Coca cola movilizó a los habitantes de Lloró para que colocaran en sus calles cientos de botellas vacías y recogieran el agua de lluvia. Una vez llenas, las pintaron y pusieron a la venta a través de una tienda online. ¿Su finalidad? Que cualquier persona pudiera comprarlas y ayudar a los habitantes de Lloró a convertir el agua de lluvia en agua potable.
Esta acción recaudó el dinero necesario para instalar una planta de tratamiento de agua, para que los más de 10.000 habitantes tuvieran acceso a agua potable.
No te pierdas el video que resume la humanitaria acción que llevó a cabo Coca Cola.

"Rain for sale" Ogilvy & Mather Colombia | Geometry Global Colombia


https://www.youtube.com/watch?v=AnBJXIqRb5U

VEJA TAMBÉM: 
Reportagem do Estadão sobre o assunto (em português):  http://migre.me/m1aRt

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

A DEFESA DA SERRA E RESERVA BIOLÓGICA DO JAPI – Afonso Peche Filho e Yolanda Fernandez Páez

A DEFESA DA SERRA E RESERVA BIOLÓGICA DO JAPI

                                                                 De:Afonso Peche Filho* e Yolanda Fernandez Páez**

O território do Japi é uma região de reconhecida importância ambiental para Jundiaí e cidades do entorno. Motivo de orgulho de boa parte da população local. Considerada pelos ambientalistas como uma ilha de biodiversidade entre dois mares urbanos a área encanta a todos e promove um enorme desejo solidário de preservação da sua beleza e biodiversidade. O movimento pela proteção das áreas naturais do Japi tem hoje segmentos organizados e de certa forma avançados quando comparados com outras unidades de conservação do país.

Apesar do alto valor ambiental deste território, parte da população considera que medidas de proteção são entraves para o desenvolvimento econômico regional e não reconhece a preservação ambiental como um caminho seguro para a sustentabilidade e um bem estar permanente.

A sociedade organizada em torno da proteção das áreas do Japi trava uma luta constante contra a ameaça das atividades econômicas geradoras de “conflitos de interesse” como é o caso do mercado imobiliário que trata da mercantilização de terras, a expansão urbana, a mineração e as atividades agrícolas.

A defesa da Serra e de sua Reserva Biológica significa um efetivo “querer” da população das cidades e das regiões do entorno. Neste sentido, a organização de bases de apoio às iniciativas estruturadas é fundamental, como também é estimular ações básicas como o avanço sobre o conhecimento da biodiversidade para diminuir o seu estado crítico de proteção. Saber como ocorre à distribuição das espécies, suas necessidades, seus inimigos naturais e os efeitos da variabilidade genética, endemismo, são exemplos clássicos sobre a falta de conhecimento que limita ações de defesa. No meio físico, entender os impactos ambientais resultantes da ocupação e uso das terras é fundamental para defesa dos ecossistemas locais. Estimular ações efetivas para o controle da erosão, da poluição e prevenção de incêndios são exemplos de medidas básicas e de grande valor.

Os “Defensores da Serra do Japi” é um grupo voluntário de idealistas que busca desenvolver ações organizadas para proteção da biodiversidade do território, que na verdade, formam uma “inteligência coletiva” que empresta sua “voz ativa”, seus braços e suas pernas na condução da sociedade para proteção das áreas naturais e o bem estar deste patrimônio do Brasil.

____________

* pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC

** bióloga ambientalista


BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

29 de setembro de 2014

ESGOTOS DA CASAN NA PRAIA DE CANASVIEIRAS - FLORIANÓPOLIS (SC) CAUSA POLUIÇÃO E MULTA

A situação da ETE Canasvieiras - foto: http://sambaquinarede2.blogspot.com.br/


Justiça Federal concede liminar contra a Casan por poluição da praia de Canasvieiras, em Florianópolis

Publicado em setembro 29, 2014 por 
Companhia tem 60 dias para adotar providências na praia de Canasvieiras e evitar multa de R$ 1 milhão
A Justiça Federal concedeu liminar favorável para obter providências da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), cuja ETE (estação de tratamento de esgotos) vem causando poluição e deixando trechos da praia de Canasvieiras, no Norte da Ilha, contaminados e impróprios para banho.
A decisão diz respeito ao pedido em ação civil pública do Ministério Público Federal, ajuizada pela procuradora da República Analúcia Hartmann, que responsabiliza a Companhia por tratamento inadequado de esgotos e extravasamentos de esgoto sem tratamento em rio que deságua diretamente na praia de Canasvieiras.
A Casan tem até 60 dias para solucionar tecnicamente os problemas apontados no funcionamento de sua estação de tratamento de esgotos (ETE) e regularizar sua licença ambiental de operação. No mesmo prazo, a Companhia deve apresentar um cronograma de ações com o objetivo de despoluir e descontaminar o mar e a praia em Canasvieiras. Em caso de descumprimento, será cobrada multa no valor de R$ 1 milhão.
Entenda o caso – No inquérito que deu origem à ação, foram juntados pelo MPF relatórios de balneabilidade que comprovam que a água do mar, na praia de Canasvieiras, é imprópria para banho e que vem sendo reiteradamente contaminada com efluentes e extravasamentos da ETE da CASAN, cujo funcionamento é inadequado.
A Casan chegou a admitir que a ETE de Canasvieiras não possui licença ambiental de operação e que o efluente final é lançado no Rio Papaquara, considerado como classe 1 e ligado ao manguezal de Ratones (ESEC Carijós), além do rio do Brás, que tem sua foz na praia de Canasvieiras. A ACP foi instruída com relatório técnico que confirma a ocorrência de extravasamentos de esgoto bruto na estação elevatória localizada às margens do Rio do Brás, especialmente em períodos de chuva.
Em 2009, a Assessoria de Vigilância em Saúde Ambiental do Município de Florianópolis, após vistoria na ETE de Canasvieiras, constatou que os efluentes lançados pela estação de tratamento em córregos locais são um dos grandes contribuintes para a poluição na região. Mesmo tendo sido autuada diversas vezes pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), pela Vigilância Sanitária do Município e pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), a Casan não adotou medidas que solucionassem o problema da poluição.
Segundo a ação, a contaminação da praia e do mar é fonte de doenças como hepatites, infecções intestinais e micoses, especialmente em crianças. Além disso, há o risco de contaminação dos produtos da pesca. O MPF requereu a antecipação da tutela para que a Casan providencie com urgência a regularização do sistema.
ACP n° 5026969-58.2014.404.7200
Fonte: Ministério Público Federal
Publicado no Portal EcoDebate, 29/09/2014

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

MELHORAR A GESTÃO DOS OCEANOS PARA GARANTIA ALIMENTAR DOS POVOS


Pescador na Tanzânia. Foto:ONU/M. Grant
CELEBREMOS O DIA DO MAR - 12 DE OUTUBRO 

Preservação dos oceanos é crucial para a segurança alimentar e a economia mundial

Publicado em setembro 29, 2014 por 
Melhorar a gestão dos recursos oceânicos do planeta é crucial para garantir a segurança alimentar global, afirmou o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, durante mesa-redonda com o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, realizada na quinta-feira (25), em Nova York.
O evento, “Nosso Oceano: Próximos Passos sobre Pesca Sustentável e Áreas Marinhas Protegidas”, foi organizado como seguimento da Cúpula do Clima da ONU e para aproveitar a presença de líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU.
O setor vem enfrentando grandes dificuldades, causadas por fatores como as práticas de pesca nocivas e o mau gerenciamento da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, segundo a última edição do relatório da FAO “O Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura“.
Para reverter esta tendência, a FAO está tomando providências com seus parceiros para promover a pesca sustentável e o combate à ilegalidade na atividade pesqueira. Ao mesmo tempo, lançou uma nova ação de estímulo ao Crescimento Azul que, para Graziano da Silva, tem potencial para liderar as principais discussões referentes aos oceanos e seus recursos.
A subsistência de 10% da população global depende da pesca e, para 4,3 bilhões de pessoas, o peixe constitui 15% do consumo de proteína animal. Portanto, é necessário ampliar as medidas de proteção aos estoques de peixes nos oceanos para garantir a segurança econômica e alimentar de milhares de pessoas.
Fonte: ONU Brasil
Publicado no Portal EcoDebate, 29/09/2014

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

28 de setembro de 2014

Rio Piracicaba

Tal qual a lendária Fênix, o rio Piracicaba renascendo depois de dois dias de chuvas



BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

RIO VERMELHO QUE ABASTECIA RM DE BELO HORIZONTE (MG) ESTÁ SECO

Falta agua

Cadê a água que estava aqui? Matagal toma conta do leito do rio Vermelho, que abastecia a 

região de Ravena, distrito de Sabará


GRANDE BH

Moradores já estocam água 


PUBLICADO EM 27/09/14 
A falta de água em Ravena, distrito de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, está deixando os moradores receosos e dispostos a armazená-la em casa. João Paulo Ferreira dos Santos tem um restaurante no centro de Raven,a ao lado de sua residência. “Enchi várias bombonas, de 100, 50 e 30 litros, para garantir que vou ter água neste fim de semana, pelo menos para lavar as vasilhas”, afirma. Segundo João Paulo, o receio é que o fornecimento volte a minguar nos próximos dias, como aconteceu no último fim de semana. “As pessoas estão comentando que o risco de faltar água continua”, diz o comerciante.



“No último domingo, acabei tendo que pedir água na casa da minha cunhada”, afirma José de Anunciação, balconista e morador do centro do distrito. Ele confirma que o medo de não ter água é geral. “Estamos com medo, porque dizem que o rio secou, e estamos vendo mesmo como a água diminuiu. Já consegui um vasilhame com 50 litros onde vou armazenar”, afirma José, que ainda reclama que a vazão da água está fraca. “Hoje (nesta sexta) achei que ia acabar, porque não tinha força nenhuma”, alerta.

Poços secos. A informação que chega à população é que os poços artesianos abertos pela Copasa estão vazios. “O rapaz da Copasa esteve aqui e disse que não tem água no rio nem no poço artesiano”, conta João Paulo. A moradora do bairro Boa Vista Maria Eliane da Silva, 47, foi informada que o problema ocorreu porque uma bomba da Copasa queimou. “Foi o que o pessoal da Regional informou”, diz.

O funcionário da Regional da Prefeitura de Sabará que funciona em Ravena, Ari Pedro de Siqueira, afirma que “o maior problema é que o rio Vermelho secou”. A Copasa está com um poço artesiano e buscando água em Borba Gato (bairro de Sabará) para atender aqui. Mas não há notícia de racionamento”, afirma.

Uma fonte que não quis ter seu nome revelado, entretanto, confirmou que pode voltar a faltar água no distrito de Ravena porque a região está sendo abastecida por água “especiais”, ou seja, desviadas de outras regiões. Álvaro Augusto Emery, morador de Boa Vista e líder comunitário, critica a Copasa: “Queima uma bomba e ficamos sem água por cinco dias?”
Solução
Solidariedade.
 Quem ficou sem água em Ravena na última semana buscou ajuda com os amigos. “Na semana passada, fui para a casa de um vizinho com poço artesiano”, diz Éder Lírio, 27, aprendiz de restaurador.


Poços artesianos e cisternas estão secando
Uma das alternativas diante da seca, os poços artesianos de Ravena, distrito de Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte, estão secando. “O lençol freático está cada vez menor e as cisternas estão secando”, denuncia Álvaro Augusto Emery, líder comunitário local. Além disso, ele denuncia que os poços existentes estão contaminados pela falta de saneamento básico. “Estamos cheios de fossas negras, porque não há esgoto. Os poços artesianos também são contaminados”, diz.

Ari Pedro de Siqueira, funcionário público que trabalha na Regional da Prefeitura de Sabará em Ravena, confirma a informação de Álvaro. “Temos recebido diversas reclamações de cisternas e poços artesianos que secaram. Estamos buscando solução para isso também.
http://www.otempo.com.br/capa/economia/moradores-j%C3%A1-estocam-%C3%A1gua-1.922733

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

CHOVE MAIS NA GRANDE SP DO QUE NA REGIÃO DO CANTAREIRA

Paulo Whitaker/Reuters
Vista do coletor de água no sistema de abastecimento de água da Cantareira na represa de Jaguari em Joanópolis
Vista do coletor de água no sistema de abastecimento de água da Cantareira na represa de Jaguari

Chove mais na Grande SP do que na região do 


Cantareira


Em grave crise de estiagem, o principal manancial paulista opera hoje com apenas 7,2% da capacidade

São Paulo - A chuva que tem caído na Grande São Paulo desde o início da tarde desta sexta-feira, 26, está mais intensa do que a registrada nas represas do Sistema Cantareira, segundo monitoramento do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da capital paulista.

Em grave crise de estiagem, o principal manancial paulista opera hoje com apenas 7,2% da capacidade, graças ao uso do volume morto das represas.
Segundo o CGE, a chuva é de fraca intensidade na região de Bragança Paulista e Piracaia, a cerca de 100 quilômetros da capital, onde ficam os dois maiores reservatórios do Cantareira, as Represas Jaguari-Jacareí.
O cenário também se repete na cidade de Mairiporã, na entrada da Grande São Paulo, onde fica a Represa Paiva Castro, a menor do sistema.
Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que monitora e opera os reservatórios, o balanço da chuva no manancial só será concluído na manhã de sábado.
Na Grande São Paulo, de acordo com o CGE, a chuva teve início por volta das 12h30, e tem sido mais intensa na região onde ficam as represas do Sistema Alto Tietê, que também atravessa situação crítica e está com 11,9% da capacidade.
Segundo o monitoramento, já choveu 63 milímetros na região da Represa Ponte Nova, em Salesópolis, e 60 milímetros na Represa Jundiaí, em Mogi das Cruzes. Houve forte precipitação também em Mauá, no ABC paulista, com 40 milímetros de chuva nesta tarde.
De acordo com o CGE, as chuvas devem continuar nos próximos dias tanto na Grande São Paulo quanto no interior.
Dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam previsão de chuva de fraca a moderada intensidade na região do Cantareira todos os dias até 2 de outubro.
A Sabesp acredita que essa sequência possa até elevar o nível das represas do manancial.
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/chove-mais-na-grande-sp-do-que-na-regiao-do-cantareira

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!