Seguidores do Blog SOS Rios do Brasil

1 de outubro de 2014

GEÓGRAFO MÁRIO MANTOVANI FALA DA MAIOR CRISE HÍDRICA DA HISTÓRIA, IGNORADA PELOS CANDIDATOS



Candidatos ignoram maior crise hídrica da 

história, diz ambientalista‏

Por CombateRacismoAmbiental, 29/09/2014 
Embora o Brasil viva a maior crise hídrica de sua história, o tema está à margem do debate eleitoral, afirma o geógrafo Mário Mantovani, diretor da organização SOS Mata Atlântica. Nenhum candidato tem dado à questão a atenção que ela merece, o que diz muito sobre o forte retrocesso que tem havido na agenda ambiental brasileira”, ele afirma. A crise hídrica só entrou no debate eleitoral nos estados que enfrentam situação mais crítica, como São Paulo.
João Fellet – BBC Brasil
Em entrevista à BBC Brasil, Mantovani cita duas ações humanas que, segundo ele, ajudam a explicar o cenário atual. Uma delas é o desmatamento na Amazônia, que teria alterado o regime de chuvas no Centro-Sul do país. A outra, o afrouxamento das regras de proteção florestal nas margens de rios, chancelada pelo novo Código Florestal.
“Desde 1973, não conheço momento que foi pior para o meio ambiente. Este governo riscou o setor ambiental do mapa”, diz Mantovani. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff encara a área unicamente como empecilho para a autorização de grandes obras.
O governo federal rejeita as críticas (leia abaixo a resposta do secretário Executivo do Meio Ambiente, Francisco Gaetani).
A SOS Mata Atlântica elaborou 14 propostas para os presidenciáveis. Das quatro que tratam da gestão das águas, Mantovani destaca duas: incluir a sociedade nos comitês que gerem as bacias hidrográficas e cobrar pelo uso de água de todos os usuários, especialmente agricultores. Hoje isento de custos, o grupo é responsável por 80% do consumo de água no país, segundo ele.
A BBC Brasil entrevistou Mantovani na mesma semana em que três notícias agravaram as preocupações com a crise hídrica nacional. Em Minas, o diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, Luiz Arthur Castanheira, anunciou que a principal nascente do rio São Francisco secou; em Itu (SP), um protesto contra a falta d’água terminou em confronto com a polícia militar; e o pesquisador da Unicamp, Antônio Carlos Zuffo, afirmou que água do sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento da cidade de São Paulo, pode acabar em 50 dias. Eis a entrevista.
Você escreveu que a crise hídrica é no fundo uma crise ambiental. Por quê?
Essa crise mostrou que APP (Área de Preservação Permanente) de cinco metros nas beiras de rio, a “escadinha” que o Ministério do Meio Ambiente propôs no Código Florestal, era uma farsa. Não pode haver no mesmo rio um proprietário com cinco metros de proteção, outro com 30 metros e outro com 15.
Aqueles torrões secos nas imagens das represas são causados por erosão laminar. São filos que vão se depositando conforme a água baixa e formam blocos. Foi a primeira vez que a hidrovia do Tietê parou em São Paulo. O rio está sem proteção.
Todo ano temos 20 centímetros de erosão laminar na hidrovia. Em dez anos, são dois metros de terra que vão parar dentro da represa. Na mesma represa, em Avanhandava, por causa do adubo que se usa e que vai parar na água, a proliferação de algas é violentíssima.
Outro problema é que no sistema Cantateira (principal fonte de abastecimento da cidade de São Paulo), assim como em qualquer parte do Brasil, 80% da água é usada para a agricultura. O Brasil exporta água em forma de produtos agrícolas, mas essa conta não é feita. A água não é um insumo que tenha valor.
Como resolver esse problema?
Se a bacia tiver estresse hídrico, o comitê que faz sua gestão tem que dar menos outorgas para a agricultura. Há pivôs (máquinas para irrigação) no Brasil sem nenhum controle. Na região metropolitana de São Paulo, nas cabeceiras do Tietê, onde a água é pouca, não existe um cadastro dos irrigantes.
Quando o Banco do Brasil financia um agricultor na beira d’água, tem que cobrar que ele faça curva de nível, terraçamento, que cuide da Reserva Legal, da APP.
A seca não é a maior responsável pela falta d’água?
As secas acontecem há muito tempo. O que existe é um encurtamento dos intervalos entre uma e outra. A evapotranspiração (água lançada na atmosfera pelas árvores) da Amazônia diminuiu absurdamente. Estamos falando de água que precipitava no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste. Mudou o regime de chuvas, mudou o regime de ventos, mudou o regime de umidade.
É evidente que estamos passando por uma crise muito grande. Quando se fala de clima, parece que é coisa de Deus. Mas estou falando de coisas práticas que dependem da gente: erosão, manejo de solo.
O governo diz que as taxas de desmatamento estão nos níveis mais baixos da história.
Do ponto de vista da Mata Atlântica, que só tem 8% da área original, não existe ação de governo. O desmatamento continua ocorrendo. É aquilo que prevíamos com o Código Florestal. Ficou evidente que os donos de terra aproveitaram a aprovação do código e meteram fogo.
Hoje 80% da madeira que sai do Brasil é ilegal. Continua uma barbárie sem nenhum controle. Desde 1973, não conheço momento que foi pior para o meio ambiente. Este governo riscou o setor ambiental do mapa. Ele reduziu o meio ambiente a licenciamento (etapa para autorização de obras), jogando nele a culpa por sua incompetência em realizar transposições, Belo Monte etc.
Na ditadura acompanhei a construção das usinas de Balbina, Tucuruí, a rodovia Transamazônica. Eram projetos dos militares. Estamos vendo o mesmo filme, só que agora é mais perverso, porque naquela época não havia mecanismos para reduzir impactos.
O Brasil deixou de buscar as alternativas em energia. Todos os parques eólicos do Brasil em 2014 estão desligados, não estão interligados na rede.
A crise hídrica tem recebido espaço adequado no debate eleitoral?
Nenhum candidato (à Presidência) tem dado à questão a atenção que ela merece, o que diz muito sobre o forte retrocesso que tem havido na agenda ambiental brasileira. Fico preocupado quando falamos de crise da água pensando só no abastecimento. Hoje 80% dos rios no Brasil recebem esgoto, como na época medieval.
O cocô da casa cai no primeiro córrego e vai para outro, que contamina rios e tudo. No Brasil 80% das doenças são de origem hídrica, como na África. Você vê um candidato falando em construir hospitais, mas não em evitar doenças.
Nossa relação com a floresta era de usurpá-la. Durante muitos anos só se regularizava terra se derrubasse a floresta. Nossa relação com a água é igual. Quando se fala em cobrar pelo uso de água na agricultura, a bancada ruralista é contra. Isso sabota qualquer política de água que o Brasil pudesse ter.
Os principais candidatos à Presidência dizem ter como prioridade o desenvolvimento e o crescimento do PIB. A preservação ambiental é compatível com essa lógica?
Claro. Veja as melhores empresas. O Wal Mart disse a todos os fornecedores que só aceitará os que tiverem sustentabilidade. A Souza Cruz (fabricante de cigarros) tem o menor uso de veneno do mundo, porque sabe que custa caro.
As empresas de celulose no Brasil são as melhores do mundo, porque têm mais do que 20% da Reserva Legal, proteção maior do que 30 metros de cada lado do rio. Passou a ser um ativo estar acima da legislação ambiental.
Veja abaixo os principais trechos da resposta do secretário executivo do Meio Ambiente, Francisco Gaetani:
- A energia hidrelétrica é uma opção estratégica do país e a ecologicamente mais adequada. O foco nos gargalos de infraestrutura é fundamental para o desenvolvimento nacional. O licenciamento ambiental vem se especializando e modernizando. As decisões do Ibama têm sido fundamentadas e validadas pela Justiça;
- O desmatamento na Amazônia teve as taxas de expansão mais baixas das últimas décadas. A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi criada e está sendo implementada. A Política Nacional de Mudança Climática é uma realidade. Um novo Código Florestal – equilibrado e aderente à realidade brasileira – foi aprovado e se encontra em processo de implementação. Este é um excepcional momento da agenda ambiental no país;
- É preciso distinguir o desmatamento legal do ilegal. A Mata Atlântica abrange um vasto conjunto de Estados brasileiros. O combate ao desmatamento ilegal depende não apenas do governo federal mas também dos órgãos estaduais. O Governo prepara um Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa para ser implementado após a implementação do Cadastro Ambiental Rural;
- A agenda de saneamento básico é um dos maiores desafios nacionais, embora dependa fundamentalmente da ação de Estados e municípios. O Ministério das Cidades tem mudado o patamar dos investimentos destinados a enfrentar o problema;
- O Conselho Nacional de Recursos Hídricos conta com a ativa participação da sociedade civil. Os comitês federais de bacias são muitos e todos contam a participação da sociedade civil, conforme previsto em lei.
FÓRUM DO MOVIMENTO AMBIENTALISTA - BRASIL



BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

OS BENEFÍCIOS AO COMER PEIXE TRÊS VEZES POR SEMANA


Comer peixe três vezes por semana previne doenças neurodegenerativas e cardiovasculares
Fonte: Brasil Post, Set/2014 (http://www.brasilpost.com.br)
Notícias- 25 de setembro de 2014

O não muito saboroso óleo de fígado de bacalhau marcou a infância de muita gente e, se depender de um grupo de médicos, continuará presente na rotina das pessoas.

A razão para isso está em um consenso formulado pela Associação Brasileira de Nutrologia, que traz um conjunto de estudos que confirmam a importância do consumo de alimentos que contenham o chamado DHA (ácido docosahexaenoico), tipo de ômega-3 encontrado em peixes comuns em águas profundas e frias, como salmão, atum, bagre, sardinha e as diferentes espécies de bacalhau.

De acordo com Mario Cicero Falcão, doutor em pediatria pela USP (Universidade de São Paulo), o consenso do qual faz parte foca principalmente nos benefícios desse nutriente para gestantes, lactantes e crianças, mas isso não significa que pessoas de todas as idades não sintam o impacto positivo do DHA.

Consumir 200 miligramas do nutriente, o que equivale a três porções de 100 gramas de salmão por semana, basta para que o organismo sinta a diferença. Essa substância atua diretamente no desenvolvimento das estruturas do cérebro, do sistema nervoso central e dos olhos, durante a gestação.

Eficácia comprovada

Após o nascimento, o DHA continua atuando no desenvolvimento cognitivo e visual das crianças. Em adultos, o benefício está na prevenção de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares. “Eu comprovei esse resultado em casa. Minha filha melhorou o rendimento escolar, porque melhorou o nível de atenção dela”, afirma Falcão.

Segundo ele, apesar dos vários estudos que mostram esses resultados, o consumo de alimentos com DHA pelos brasileiros ainda é baixo. A razão, para o médico, não tem muita relação com o preço alto dos peixes que apresentam maiores quantidades do nutriente.

“Nós temos a questão do preço, mas o pior problema é cultural. O brasileiro não tem costume de comer peixe e aqueles que comem não consomem as espécies com mais DHA”, diz. É por esse motivo que o consenso irá orientar médicos de diferentes especialidades a falar mais sobre isso com os pacientes, principalmente as grávidas.

Este público é um alvo ainda mais delicado, pois, ao mesmo tempo em que é essencial o consumo do nutriente, segundo o médico, existe o risco de contaminação por metais pesados, que faz com que futuras mães fujam de cardápios que incluem peixe. Nesse caso, a orientação é, em vez de comer o peixe, adotar suplementos, como cápsulas ou o tradicional óleo de fígado de bacalhau (preferencialmente puro).


http://www.brasilpost.com.br/2014/09/25/peixe-faz-bem-para-o-coracao_n_5883638.html?utm_hp_ref=brazil


BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

EXPEDIÇÃO ORIENTE SEGUE SUAS BEM TRAÇADAS ROTAS E NÓS VAMOS ACOMPANHANDO


DIÁRIO DE BORDO

  
-  8o. DIA


Foto: Capitão Vilfredo, Ben e Fabiano analisando e escolhendo a melhor rota para a Patagônia.

Captain Vilfredo, Ben and Fabiano analyze and choose the best route to Patagonia.
              Capitão Vilfredo, Ben e Fabiano analisando e escolhendo a melhor rota para a Patagônia.


Foto: Os amigos pescadores dão o maior suporte para o veleiro Kat :) The fishermen friends give us great support for our boat :)
         Os amigos pescadores dão o maior suporte para o veleiro Kat 

Foto: A Expedição Oriente saiu na China Radio International!
Na foto, Natalie mostra as instalações da cozinha.
Confira a galeria de fotos completa e já comece a aprender chinês conosco ;) 
http://gb.cri.cn/42071/2014/09/22/5931s4701319.htm

The Orient Expedition is on China Radio Internacional!
In the picture, Natalie show the boat's galley.
Check the complete photo gallery and start learning Chinese ;)
http://gb.cri.cn/42071/2014/09/22/5931s4701319.htm
        A Expedição Oriente saiu na China Radio International!
Na foto, Natalie mostra as instalações da cozinha.
Confira a galeria de fotos completa e já comece a aprender chinês conosco 
Foto: Wilhelm e Fabiano fazendo check-up do novo equipamento do mergulho.

Wilhelm and Fabiano check if the diving equipment is working properly.
                 Wilhelm e Fabiano fazendo check-up do novo equipamento do mergulho.

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

Plano de Ações Consórcio PCJ

TRIBUNA PIRACICABANA
30/09/2014


BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

ECOPORTO DE PRAIA NORTE, NO RIO TOCANTINS, COMEÇARÁ A OPERAR EM 2015






O Ecoporto de Praia Norte está sendo instalado na cidade homônima, às margens do Rio Tocantins, a 619 km de Palmas. Na rota de três dos principais portos fluviais do Brasil: o de Manaus (AM), o de Belém (PA) e o de Itaqui (MA), ele será uma rota alternativa de saída rumo ao Atlântico, tornando-se assim um dos mais importantes empreendimentos para a infraestrutura logística do Tocantins e de integração das regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste.
Com investimento inicial de R$ 20 milhões, a primeira fase do projeto compreende a construção do pátio de carretas e containers, balança, portaria, área de segurança e rampa. As obras de infraestrutura no local são de responsabilidade do governo do Estado, que está construindo estrada de acesso, rampa, balança, estrutura de segurança e rede de alta e baixa tensão.  Na segunda fase, serão construídos os silos e galpões, que custarão R$ 50 milhões.
O porto vai operar embarcações de pequeno e médio porte no transporte de carga e descarga de produtos e mercadorias pelo Rio Tocantins, partindo de Praia Norte até Belém e Manaus. Conforme a diretora operacional do empreendimento, Sandra Kramer, o porto começa a operar no início de 2015, com cargas teste, e após a instalação de silos e armazéns para recebimento de grãos, será transportada soja dos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí, Pará e Bahia.
“No ano que vem nós queremos iniciar cargas teste em torno de 30 mil toneladas no período de oito meses de navegação. A partir de 2016, nós iremos subir para 150 mil toneladas e, em 2020, de forma gradativa, queremos chegar a 1,5 tonelada somente de soja, além da carga geral”, afirma Sandra. A diretora ressalta que o porto também vai receber mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus.
O empreendimento deve atrair indústrias para a região e empresas do setor de navegação, beneficiando municípios do Bico do Papagaio com a geração de emprego e o aquecimento da economia local. “O nosso objetivo quando viemos para o Estado do Tocantins colocar o porto foi a sensibilização daquela região, para desenvolver a industrialização e gerar empregos e, com isso, ajudar na logística da Zona Franca de Manaus e da carga de soja” ressalta a diretora. (ATN)

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

RIO URUGUAI ESTÁ SETE METROS ACIMA DO NÍVEL NORMAL E SERVIÇO DE BALSAS É SUSPENSO EM MONDAÍ (SC)


Divulgação/Prefeitura de Mondaí/ND Oeste 

Rio Uruguai está a sete metros acima do nível normal em Mondaí 

Cheia do Rio Uruguai compromete 


funcionamento de balsas no Oeste 



As duas balsas que fazem a travessia do Rio Uruguai no Oeste catarinense, em Mondaí e Itapiranga, tiveram a operação comprometida nesta terça-feira (30) devido ao aumento no nível da água.


Em Mondaí o serviço foi interrompido ainda durante a manhã. De acordo com o coordenador da Defesa Civil municipal, André Sott, a chuva causou inúmeros transtornos na cidade e o nível do rio está a a mais de sete metros do normal .



Veja mais em: http://ndonline.com.br/oeste/noticias/202054-cheia-do-rio-uruguai-compromete-funcionamento-de-balsas-no-oeste.html.


BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

FUNAI DIZ QUE VAI REJEITAR CONSTRUÇÃO DE MEGAUSINA HIDRELÉTRICA NO RIO TAPAJÓS

Funai vai rejeitar viabilidade de megausina no Tapajós


Publicação: 30/09/2014 


A Fundação Nacional do Índio (Funai) vai rejeitar a viabilidade de construção da usina de São Luiz do Tapajós, segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou. Trata-se do maior projeto de hidrelétrica desenhado pelo governo para os próximos dez anos.

O posicionamento da Funai será encaminhado ao Ibama, que vai analisar o material. Pelas regras do licenciamento ambiental, a Funai não tem poder de paralisar o empreendimento. Se o Ibama entender que a usina é viável, poderá apresentar justificativas e ações de compensação ao índios, liberando o licenciamento ambiental da obra.

A decisão da fundação baseia-se em um parecer técnico que foi contratado pela própria Eletrobras, estatal que encabeça o projeto. No levantamento realizado por técnicos, foram apontados impactos irreversíveis a terras indígenas e impacto direto em aldeias. As atuais regras do setor elétrico são claras quanto a esse ponto. Se há impacto em terra indígena, a usina não pode ser construída.

Prevista para ser a primeira hidrelétrica construída no Rio Tapajós, São Luiz teria capacidade de gerar 8.040 megawatts de energia. O reservatório tem previsão de ocupar uma área de 729 quilômetros quadrados, com uma barragem de 7,6 km de extensão total.

A obra está desenhada para ser erguida na região de Itaituba, no Pará. Apesar de o governo insistir que o empreendimento não afetaria terras indígenas, a reportagem do Estado já esteve na região e pôde visitar aldeias de índios mundurucus. É o caso, por exemplo, da aldeia Sawre Muybu, onde vivem cerca 110 índios.

O governo alega que essas terras não foram homologadas e que, por isso, não poderiam ser reconhecidas como terra indígena. O Estado apurou, no entanto, que pedidos de homologação de terras foram feitas anos atrás, mas o processo não avançou.

Até dois anos atrás, a Funai em Itaituba já tinha identificado cinco aldeias dos índios mundurucu na região, somando uma população de aproximadamente 500 pessoas. Há uma forte apreensão sobre a reação dos índios que vivem no Alto Tapajós, onde nasce o rio, na divida de Mato Grosso com o Pará. Cerca de 12 mil índios mundurucus habitam essa região.

A rejeição da usina foi assinada pela presidente da Funai, Maria Augusta Assirati, que deixará o cargo. Maria Augusta, que vai para Portugal fazer um curso de doutorado, estava na direção da fundação desde junho de 2013. Mais recentemente, enfrentava um processo de desgaste com o Ministério da Justiça, por causa da lentidão em homologações de terras indígenas.

Além de São Luiz, o governo também pretende construir uma segunda hidrelétrica no Tapajós, a usina de Jatobá, prevista para gerar 2.338 megawatts de energia.

No último dia 17, o governo chegou a anunciar que faria o leilão de São Luiz em dezembro. Um dia depois, porém, o Ministério de Minas e Energia cancelou o certame, que agora não tem data para ocorrer.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/09/30/internas_economia,574373/funai-vai-rejeitar-viabilidade-de-megausina-no-tapajos.shtml

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

CHUVAS DE VOLTA AO SUDESTE SOMENTE APÓS 15 DE OUTUBRO, DIZ CPTEC


Paulo Whitaker/Reuters
Sistema de captação de água do sistema de abastecimento Cantareira na represa de Jaguari, em Joanópolis
Sistema de captação de água do sistema de abastecimento Cantareira na represa de Jaguari, em Joanópolis

Chuvas devem voltar ao Sudeste após 15 de outubro

O CPTEC afirma que não há nenhum elemento que impeça o início da estação chuvosa no Sudeste

Fabio Leite, do 
São Paulo - Após nove meses consecutivos com as vazões afluentes mais baixas da história, o Sistema Cantareira deve receber um alívio no mês que vem. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) afirma que não há nenhum elemento que impeça o início da estação chuvosa no Sudeste, onde ficam os rios e represas que formam o maior manancial paulista, e prevê a volta das chuvas com mais frequência na região a partir da segunda quinzena de outubro.
"Nós estamos com todos os indícios de que o padrão da estação seca deve quebrar-se nas próximas semanas. Então, possivelmente as chuvas devem começar a ocorrer com mais frequência a partir da segunda quinzena de outubro. Agora, se vai chover mais ou se vai chover menos (do que a média) é outra questão, difícil de dizer, porque a previsibilidade de três meses para a Região Sudeste é muito baixa", explicou Gilvan Sampaio, pesquisador do Inpe, durante a reunião climática do instituto feita no dia 26.
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) espera o retorno das chuvas para não ser obrigado a decretar racionamento oficial de água na Grande São Paulo, onde cerca de 6,5 milhões de pessoas ainda são abastecidas pelo Cantareira.
Ontem, o sistema estava com apenas 7% da capacidade, operando exclusivamente com água do volume morto, a reserva profunda dos reservatórios.
Segundo Sampaio, a formação de nuvens na Região Norte e os ventos que têm soprado em direção ao Sul nos últimos dez dias indicam um comportamento padrão do transporte de umidade da Amazônia que provoca chuva no Centro-Sul na primavera.
"Não dá para dizer a partir de quando. Pode ser no dia 15 como pode ser no último dia de outubro", explica o pesquisador. No Sudeste, o período chuvoso vai de outubro a março.
Previsão
Entre esta quarta-feira, 1, e o dia 10, contudo, não há previsão de chuva no Cantareira, segundo o CPTEC. O retorno das precipitações a partir da segunda quinzena também não garante que o nível das represas voltará a subir, por causa do "efeito esponja" provocado pelo solo erodido nas áreas secas das represas.
Outro dado negativo para quem busca economia de água no manancial é que as temperaturas até dezembro devem ficar acima da média no Sudeste.
Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a falta de chuva e o calor intenso foram responsáveis pela crise no Cantareira.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

PLANO PREVÊ REDUÇÃO DIÁRIA DA CAPTAÇÃO DE ÁGUA DO SISTEMA CANTAREIRA (SP)

Paulo Whitaker/Reuters
Sistema de captação de água do sistema de abastecimento Cantareira na represa de Jaguari, em Joanópolis
Sistema de captação de água do sistema de abastecimento Cantareira na represa de Jaguari, em Joanópolis

Plano pode limitar captação de água do 


Cantareira, diz Folha


Plano prevê redução diária da retira de água do Cantareira quando os níveis do reservatório atingissem 5%. Segundo a ANA, medida não será aplicada na região metropolitana de São Paulo

São Paulo – A Agência Nacional de Águas (ANA) e o departamento estadual de águas (DAEE) estariam estudando um plano que reduziria a captação diária de água do Sistema Cantareira, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.
A publicação teve acesso a um documento que leva o timbre das duas instituições e traz detalhes do plano. No início da tarde de hoje, a ANA liberou a íntegra da minuta e esclareceu que o plano não atingiria os usuários da região metropolitana de São Paulo. 
Em nota, a agência afirma  "as captações localizadas a montante (Minas Gerais) e a jusante (interior de São Paulo) do Sistema Cantareira" podem ser afetadas pela redução. Prefeitos e usuários dessas regiões participarão de reuniões entre quarta e quinta-feira para decidir sobre o tema. 
O plano prevê a limitação da retirada de água das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que alimentam o Cantareira, quando o nível do sistema caísse a menos de 5% e quando as vazões dos rios estivessem baixas.
Com isso, para abastecimento público, a captação teria que ser suspensa diariamente das 7h às 12h. Isso, no entanto, não significa necessariamente que as residências ficarão sem água durante todo o período.
Ontem, o sistema Cantareira estava com apenas 7% da capacidade, operando exclusivamente com água do volume morto. A estimativa é de que em meados de outubro, após o primeiro turno, os níveis baixem para o limite de 5% proposto pelo plano.
Há um ano, o nível do reservatório era de cerca de 40%. Em maio, teve início o uso da reserva técnica, que acrescentou 182,5 bilhões de litros de água, o equivalente a 18,5% do volume total do sistema.
Até a publicação do texto, o DAEE ainda não tinha se posicionado sobre o assunto. 
Prazo
Na semana passada, a Sabesp afirmou que garantiria abastecimento de água na região até março do ano que vem. Isso só será possível, contudo, com obras para utilização de uma segunda cota da reserva técnica (ou volume morto) do Cantareira. Com 106 bilhões de litros, a nova cota poderia elevar o nível do sistema em 10,7 pontos percentuais.
O governo estima que a primeira reserva do sistema deve secar completamente já em novembro. Mas, como se vê, a segunda cota não durará muito além disso. 
* Atualizado às 15h30 para incluir o posicionamento da Agência Nacional de Águas. 

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

EM EXTREMA (MG) ACONTECE UM DOS MAIS IMPORTANTES PROJETOS DE PRESERVAÇÃO DE ÁGUA

Divulgação/Projeto Conservador das ÁguasProjeto Conservador das Águas é realizado em MG em uma das nascentes do sistema Cantareira    Importante nascentes do Sistema Cantareira, são preservadas pelo Projeto CONSERVADOR DAS ÁGUAS, em Extrema (MG)

Conservador das Águas é referência nacional em preservação hídrica

Extrema (MG)

Projeto coleciona dezenas de prêmios, além de menções honrosas, teses acadêmicas, livros e reportagens nacionais e internacionais
São 6 horas da manhã em Extrema (MG), cidade de 32 mil habitantes do sul do estado, à beira da rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte. Independentemente de sol ou de chuva, é nesse horário que a equipe de 30 pessoas da Secretaria de Meio Ambiente do município parte para um dos maiores desafios da atual realidade: preservar o ouro azul do planeta.
Munidos de enxadas, mudas e mourões, os soldados verdes marcham para mais uma batalha diária a fim de manter preservadas as milhares de nascentes da região, cujas águas, desembocadas no caudaloso rio Jaguari, ajudam a formar o principal veio que alimenta o Sistema Cantareira, um dos maiores do mundo, o qual sustenta 55% da região metropolitana de São Paulo.
A equipe sobe cedo as ribanceiras da serra e trabalha nas nascentes mapeadas e controladas por outros quatro funcionários da Prefeitura. E o que eles fazem? Basicamente plantam árvores nativas e fincam cercas em volta dos mananciais e dos cursos d’água. Este é o projeto Conservador das Águas.

A ideia é tão simples e antiga quanto ambiciosa: restaurar ou preservar as matas que circundam as nascentes, cabeceiras e aquíferos, ajudando assim a estocar os líquidos na própria natureza, formando bolsões freáticos que irão liberar água na medida das necessidades.
Até o final da jornada diária, às 16h, a equipe terá cumprido a meta de levar ao solo entre 800 e mil mudas. Quase todas as árvores são plantadas em propriedades privadas. Os produtores, por sua vez, ao abrirem mão de uma área que poderia ser explorada com pastagens ou agricultura, recebem dinheiro da Prefeitura como compensação pelos serviços ambientais prestados. 
O programa é pioneiro na regulação e aplicação efetiva do chamado Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), conceito surgido em 1990, na França, inicialmente para preservar a qualidade da fonte da água mineral Perrier.

“A ideia subjacente é: se pelo princípio do usuário-pagador, os usuários de água devem pagar pelo seu uso, pelo mesmo princípio, visto agora do lado dos produtores de serviços ambientais como provedor-recebedor, aqueles que contribuem para melhoria da qualidade da água ou ampliação de sua oferta devem receber por isso, por aportarem benefícios sociais às bacias hidrográficas”, afirma o gerente de Uso Sustentável da Água e do Solo da Agência Nacional de Águas (ANA), Devanir Garcia dos Santos.

O Conservador das Águas é resultado da parceria entre ANA, Prefeitura Municipal de Extrema (MG), The Nature Conservancy (TNC), Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Governo do Estado de Minas Gerais.

Pagamento por serviços ambientais (PSA)

O projeto é pautado pelo princípio do “Pagamento por Serviços Ambientais” (PSA), no qual o proprietário das terras em que se localizam mananciais de abastecimento recebe um pagamento pela preservação do local, se tornando um “produtor de água”.
“A utilização do PSA como ferramenta para a adequação hidro ambiental das propriedades rurais no Brasil iniciou-se em 2001 com os estudos da Agência Nacional de Águas”, afirma o gerente de Uso Sustentável da Água e do Solo da ANA.

Recebe pelo serviço ambiental aquele que recupera e protege áreas próximas a nascentes e cursos d’água, de acordo com a extensão da área preservada, cujo valor total está relacionado à recuperação do solo, à cobertura vegetal e ao saneamento ambiental. As fontes dos recursos são: “cobrança pelo uso da água”, convênios com entidades públicas e outras instituições e o plano plurianual do município.

O acompanhamento dos resultados indiretos do projeto se dá pelo diagnóstico e monitoramento das características bióticas e abióticas (meio biótico, sub-bacias, perfis topográficos, cobertura vegetal, saneamento ambiental, conservação do solo) presentes do território. Já houve a implantação de microcorredores ecológicos, redução da poluição, pela redução dos processos erosivos e pela promoção do saneamento ambiental, e a proteção dos recursos hídricos.

Reconhecimento

O projeto Conservador das Águas é considerado pelos especialistas uma iniciativa ambiental audaciosa e a mais bem-sucedida do Brasil no campo da preservação de nascentes e produção de água potável. Por essa razão, já coleciona uma dezena de prêmios – fora menções honrosas, teses acadêmicas, livros e reportagens nacionais e internacionais.
Entre as honrarias mais relevantes, ganhou o Prêmio Caixa de Melhores Práticas em Gestão Local 2011/2012, que conta com o apoio do Ipea, e o prêmio internacional Greenvana Greenbest 2012, na categoria Iniciativas Governamentais.
No ano passado, em meio a 360 projetos concorrentes, sendo 30 do Brasil, o Conservador das Águas recebeu o Prêmio Internacional por Melhores Práticas para a Melhoria das Condições de Vida, concedido pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, o ONU-Habitat, em uma grande festa promovida em Dubai. A iniciativa concorreu ao Prêmio com aproximadamente 400 projetos de todo o mundo, que foram analisados pelo Comitê Técnico do evento.

Resultados

Desde que o programa foi instituído, em 2007, foram plantadas quase 510 mil árvores e restauradas 250 nascentes, em um total de 7,2 mil hectares protegidos por 187,5 mil metros lineares de cercas. Foram investidos R$ 1,6 milhão, beneficiando 161 propriedades rurais pelos serviços de preservação das nascentes. No ano passado, Extrema investiu R$ 632 mil.

“Os resultados alcançados mostram o quanto pode fazer, pela proteção da natureza, a vontade política esclarecida e uma população motivada e cheia de entusiasmo pela construção de um futuro ecologicamente mais positivo para todos”, afirmou José Carlos Carvalho, Secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

O projeto buscou associar a educação ambiental às suas ações, para o município e para visitantes, recebendo mais de 500 representantes, de dentro e fora do Brasil, de prefeituras, órgãos dos Estados e da União, Ministério Público, agentes políticos, vereadores, prefeitos, deputados, representantes de ONGs, comitês de bacias e empresários.
Em 2010, Extrema foi classificada como o melhor município em Minas Gerais no quesito Meio Ambiente pela Fundação João Pinheiro, que classifica os 853 municípios do estado.

Atualmente o projeto conta com 150 propriedades, totalizando 7,3 mil hectares e o plantio médio de 700 mudas por dia. O projeto envolve um total de beneficiários de aproximadamente 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, que consomem a água proveniente do Sistema Cantareira

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

HISTÓRIA DOS RIBEIRINHOS ALAGOANOS DO RIO SÃO FRANCISCO EM EXPOSIÇÃO - MACEIÓ - AL

Artesanato será exposto no Sesc Centro

Artesanato será exposto no Sesc Centro



Exposição no Sesc Centro retrata histórias dos ribeirinhos alagoanos

Mostra traz o Rio São Francisco para o artesanato de Maria de Lourdes Menezes


Assessoria / Sesc-AL 01 Outubro de 2014
Os personagens que moram à beira do rio mais importante do Brasil terão as suas histórias contadas em forma de artesanato. Através da beleza e sensibilidade que a Mestra do Patrimônio Vivo de Alagoas, Maria de Lourdes Menezes, retrata em suas produções, o universo dos ribeirinhos do Rio São Francisco será exposto na Galeria do Sesc Centro, a partir do dia 16 de outubro, às 19h.
Toda essa poética e ludicidade de uma casinha de bonecas à margem do Rio São Francisco, remeteu Maria de Lourdes ao reconhecimento oficial como Mestra do Patrimônio Vivo em 2011, o que contribuiu para a valorização do seu trabalho de artesã e, consequentemente, de suas exposições.
Dividido em quatro espaços e momentos, a mostra de Lourdes proporciona ao público uma viagem para dentro da casa de paredes azuis, onde os bonecos e painéis são produzidos.
A exposição, promovida pelos curadores Jasiel Martins e Dalva de Castro, representantes da Associação Olha o Chico, estará aberta de segunda a sexta, das 12h às 18h, e permanecerá até o dia 19 de dezembro deste ano. Escolas e grupos interessados deverão entrar em contato com a Unidade Centro e realizar agendamento.
Serviço
Abertura Exposição Mestra Lourdes de Piaçabuçu
Dia: 16/10/2014
Horário: 19h
Local: Galeria Sesc Centro
Informações: 3326-3133
BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!