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6 de agosto de 2011

CICLO DOS RIOS AGRAVA O CÓLERA

Algumas formas de Vibrio cholerae : bactéria responsável pelo cólera

Pesquisa norte-americana mostra que tanto períodos de cheia quanto de seca aumentam os riscos da proliferação do vibrião que causa a doença

Max Milliano Melo

Entre as cruéis consequências das mudanças climáticas e do aquecimento global, a proliferação de doenças é uma das mais graves. Malária, dengue e outros males típicos de regiões pobres tendem a ocorrer com cada vez mais frequência. Entre as patologias que sabidamente estão ligadas ao aquecimento global, está o cólera, doença estritamente vinculada à pobreza.

Causada pela bactéria Vibrio cholerae, o mal, caracterizado pela desidratação extrema, pode levar à morte, especialmente quando as vítimas são crianças.

Uma pesquisa divulgada na edição de hoje do periódico científico American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, mostra que compreender os efeitos das mudanças climáticas no ciclo da doença é bem mais complexo do que se imaginava. Há uma nova variável importante, segundo o estudo: o ciclo hidrológico dos rios. Depois de analisar imagens de satélites e dados geológicos dos últimos 10 anos, os pesquisadores norte-americanos concluíram que os períodos de baixa no nível da água podem ser os culpados pelos surtos de cólera em períodos de seca, quando o esperado era justamente uma diminuição na quantidade de casos.

Em entrevista ao Correio, o pesquisador Shafiqul Islam, da Tufts University, nos EUA, explica que os primeiros resultados que sugeriram o papel dos rios na transmissão da doença vieram do Delta de Bengala, que deságua no Oceano Índico. “Nossos resultados sugerem dois padrões distintos de epidemia, associados com os ciclos sazonais dos rios”, disse. Um dos surtos era velho conhecido dos cientista. Nos meses de setembro e outubro, a cheia dos rios propicia um ambiente favorável para o Vibrio cholerae. “Além disso, nesse período, ocorrem enchentes. A água se mistura com o esgoto e atinge os reservatórios. Quando o nível baixa, ele deixa pra trás a contaminação”, conta.

O grande mistério era a influência das águas fluviais no segundo surto, que ocorre durante as secas de março. Depois de analisar dados geológicos e da qualidade da água e de mensurar índices de casos da doença, os pesquisadores descobriram que a culpa desse segundo surto é de outros seres aquáticos. “Quando o fluxo do rio baixa, a água do mar da Baía de Bengala avança para o interior, transportando plâncton e carregando bactérias”, relata. O plâncton tem um papel importante na nutrição da bactéria, possibilitando o aumento de sua população (veja infografia).

Depois de fazer a descoberta na Baía de Bengala, os pesquisadores repetiram os estudos em outras três grandes bacias mundiais: a do Orinoco, na Colômbia e na Venezuela; a do Amazonas, no Brasil; e a do Congo, na África Central. “Em todas, a mesma constatação: quanto mais o rio baixa, mais avançam pelos continente os casos da doença”, conta Islam. “Nosso desafio agora será medir esse avanço e prever quando o cólera deve chegar a cada localidade”, conta o pesquisador. “Nossa ideia é criar um sistema de alerta precoce conta a doença”, completa.


Sem receio

Segundo o professor de medicina tropical da Universidade de Brasília (UnB) Pedro Tauil, no Brasil, o cólera já é um problema controlado. “Isso se deve principalmente à qualidade da água que chega para as pessoas. Por mais que muitas vezes o esgoto esteja contaminado, se a água consumida estiver boa, não há contágio”, conta o especialista. “O cloro presente na água é capaz de matar a bactéria.

Nas regiões onde a água não é canalizada, algumas gotinhas de hipoclorito são o suficiente para evitar a contaminação.”


Embora a situação esteja controlada no país, o especialista alerta que, em outras regiões, a doença ainda assusta. “Em alguns locais da África, como Angola, Sudão e Congo, ocorrem epidemias”, conta o professor da UnB. “Na América, apenas Haiti e República Dominicana enfrentam o problema, além da Venezuela, que registrou alguns casos ‘importados’ de pessoas que vieram dos dois países”, afirma.

A descoberta, segundo Tauil, reforça a necessidade de se promover o saneamento básico em regiões onde as condições de vida ainda são precárias. “Apesar de questões ecológicas estarem envolvidas, a maneira mais eficaz de se evitar o surgimento de novos casos é a criação de sistemas de água tratada”, avalia o professor da UnB. “Mesmo que as condições estejam longe das ideais, se a água tiver boa qualidade, as pessoas estarão protegidas”, opina.



Fonte: Correio Braziliense – Caderno Ciência
Foto:
http://www.brasilescola.com/doencas/colera.htm


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SOS ENCONTRO DAS ÁGUAS - Manaus, AM

O encontro dos rios Negro e Solimões, em Manaus


Governo do Amazonas consegue anular tombamento de Encontros das Águas

Trecho em que os rios Negro e Solimões se encontram, mas não se misturam, tinha se tornado patrimônio nacional em novembro.

Wilson Lima, iG Maranhão 04/08/2011


A Justiça Federal do Amazonas anulou nesta quinta-feira (4) o tombamento provisório do Encontro das Águas do rios Negro e Solimões, em Manaus. O fenômeno se estende por uma faixa de mais de seis quilômetros, onde os rios se encontram, mas não se misturam. O Encontro das Águas é uma das principais atrações turísticas de Manaus.

O tombamento provisório do fenômeno natural ocorreu em novembro do ano passado com o objetivo de proteger seu valor histórico, cultural, estético, paleontológico, geológico e paisagístico. No entanto, o governo do Amazonas ingressou com uma ação na Justiça Federal do Amazonas afirmando que houve falhas no processo administrativo de tombamento do Encontro das Águas.


O Executivo amazonense questionou, na ação impetrada na Justiça Federal, a ausência de audiências públicas e que também não foi notificado do processo de tombamento do Encontro das Águas.

Pela decisão do juiz Dimis da Costa Braga, da 7ª Vara Federal, a falta de audiências públicas foi a grande falha do processo de tombamento do Encontro das Águas. As outras alegações do Executivo amazonense não foram acatadas. “Tratando-se de um bem cuja importância transcende, inclusive, os limites regionais, como é o Encontro das Águas, impõe-se oportunizar a participação da sociedade, órgãos, institutos e outros interessados no processo de tombamento”, diz o juiz na decisão.

“De outra forma, as audiências e consultas públicas nada mais são que instrumentos utilizados para dar efetividade aos princípios ambientais da participação e informação, os quais se encontram expressamente previstos no Princípio nº 10 da Declaração do Rio/92 (Eco/92). Faz-se imprescindível que o Iphan, antes da conclusão do processo, realize pelo menos uma audiência ou consulta pública na cidade de Manaus e pelo menos uma em cada um dos municípios cujo território incida na área tombada”, complementa o magistrado. A reportagem do iG não conseguiu contato com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).


Apesar da decisão, o juiz reconhece a importância do bem para a cidade de Manaus e as constantes ações de degradação das margens dos dois rios, como a instalação de portos ilegais na região. Além de ser considerado um fenômeno natural único, o Encontro das Águas também tem o sítio arqueológico mais antigo do Amazonas já encontrado. O sítio dona Stella tem vestígios arqueológicos dos anos 8.000 a 9.000 antes de cristo.

O processo de tombamento do Encontro das Águas é alvo de uma grande polêmica desde o ano passado. Não somente o governo do Amazonas como empresários questionam a ação do Iphan buscando uma flexibilização da área e das regras do tombamento. Na região, a empresa Lajes Logística pretende construir um porto na margem direita do Encontro das Águas, um projeto de aproximadamente R$ 200 milhões. Os responsáveis pelo projeto afirmam que a obra gerará 600 empregos diretos durante a construção e 200, quando estiver em fase de operação. O porto ocuparia uma área de 600 mil metros quadrados.


Na terça-feira, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) já havia liberado a licença de instalação do porto, apesar da área ainda ser considerada, naquele momento, provisoriamente tombada. A decisão foi de encontro a uma determinação da Justiça Federal do Amazonas que proibiu o seguimento de qualquer processo de licenciamento antes da definição sobre a confirmação ou anulação do processo de tombamento do Encontro das Águas.

Fonte: Jornal O Estadão
Foto: Mario Roberto Duran Ortiz Mariordo/Wikipedia


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5 de agosto de 2011

Os Sentidos, Eu e o Rio – Maria José Moutinho Costa

Os Sentidos, Eu e o Rio

– Maria José Moutinho Costa


Enquanto as águas correm escuto o seu som;

Quando ela bate nas pedras criando um novo tom.

Mas os meus olhos me contradizem, me mostram o que

eu não quero ver.

Mas mesmo que não olhe, o meu olfato pode perceber.

Tiro estes três sentidos mas ainda não consigo entender,

me sobram dois que continuam a relatar

algo que não é do meu querer.

Meu tato não pode pegar.

Meus lábios não podem beber.

De que me serve este rio,

se não para me entristecer.

Meus olhos derramam rios de água salgada,

que não são as que naquele rio passam.

Esse rio não tem água doce nem salgada.

Ele é o retrato da destruição.

Por favor olhem para ele, pensem em si.

Não se conformem com o que os outros acabem

com aquilo que a natureza demorou anos para construir.


Maria José Moutinho Costa - 8ª série - 14 anos
Escola Paroquial Bom Jesus - Petrópolis (RJ)
Blog:
Casa da Cidadania.org


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POLUIÇÃO DA ÁGUA NO BRASIL E NO MUNDO



Poluição da Água

A POLUIÇÃO NAS ÁGUAS DO BRASIL

A água pode ser contaminada de muitas maneiras:


- pela acumulação de lixos e detritos junto de fontes, poços e cursos de água;
- pelos esgotos domésticos que aldeias, vilas e cidades lançam nos rios ou nos mares;
- pelos resíduos tóxicos que algumas fábricas lançam nos rios;
- pelos produtos químicos que os agricultores utilizam para combater as doenças das suas plantas, e que as águas das chuvas arrastam para os rios e para os lençóis de água existentes no subsolo;
- pela lavagem clandestina, ou seja, não autorizada, de barcos no alto mar, que largam combustível;
- pelos resíduos nucleares radioactivos, depositados no fundo do mar;
- pelos naufrágios dos petroleiros, ou seja, acidentes que causam o derrame de milhares de toneladas de petróleo, sujando as águas e a costa e matam toda a vida marinha – as chamadas marés negras




A poluição das águas tem sido um problema para a nossa sociedade, e é tempo de por fim a todo o custo este assunto. Nestes últimos anos o governo tem tentado ensibilizar a opinião pública para esta situação que tem vindo a agravar-se devido há falta de fundos. Também as indústrias, que cada vez fazem mais poluição sem qualquer medida proteccionista contribuem fortemente para o problema sem qualquer multa por parte do Governo.


Nós neste trabalho vamos falar nas formas de poluição aquática no mundo e e no Brasil. Também vamos falar dos poluentes da água e os seus perigos para a sociedade. Durante um longo período de tempo, a introdução dos poluentes nos oceanos poderá conduzir a uma acumulação de substâncias tóxicas, a longo prazo, disseminando mortandade e contaminação de seres vivos do oceano.


Uma vez chegado a isto, não há hipótese de voltar atrás mas não vamos deixar que isto se alastre para causas muito piores do que aquelas que já existem por isso contamos com a colaboração de toda a sociedade e começar a sensibilizar a sociedade escolar, ou seja, mais os alunos que serão o futuro de amanha para não continuarem a poluir como os nossos antepassados poluíram.


A maior parte dos poluentes atmosféricos reage com o vapor de água na atmosfera e volta à superfície sob a forma de chuvas, contaminando, pela absorção do solo, os lençóis subterrâneos. Nas cidades e regiões agrícolas são lançados diariamente cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que poluem rios, lagos, lençóis subterrâneos e áreas de mananciais.


Os oceanos recebem boa parte dos poluentes dissolvidos nos rios, além do lixo dos centros industriais e urbanos localizados no litoral.


O excesso de material orgânico no mar leva à proliferação descontrolada de microrganismos, que acabam por formar as chamadas "marés vermelhas" - que matam peixes e deixam os frutos do mar impróprios para o consumo do homem. Anualmente 1 milhão de toneladas de óleo se espalham pela superfície dos oceanos, formando uma camada compacta que demora para ser absorvida.


Desde há muito que os peritos marinhos e aquáticos argumentam que todos os novos compostos introduzidos no nosso mar e rios deveriam ser considerados potencialmente letais. Eis um testemunho desses peritos:


"No dia seguinte navegávamos sob vento fraco através de um oceano onde a água límpida estava cheia de massas flutuantes e negras de alcatrão, aparentemente sem fim… O Atlântico já não era azul, mas sim cinzento esverdeado e opaco, coberto de coágulos de petróleo que variavam de tamanho, desde a cabeça de um alfinete até às dimensões de uma sanduíche. No meio do lixo, flutuavam garrafas de plástico.


Poderíamos estar num sujo porto citadino… Tornou-se claro para nós que a humanidade estava realmente a poluir a sua mais vital nascente, o indispensável filtro do nosso planeta, o oceano."


Parte da poluição é muito visível: rios espumosos, um brilho oleoso à superfície de um lago, cursos de água atulhados de lixo doméstico (como é o caso do nosso rio Douro). Mas grande parte é invisível. Lagos afectados pelas chuvas ácidas podem ainda parecer muito bonitos mas sem vida.


Infelizmente a agressão ao nosso ambiente aquático não acaba aqui. Nos mares, lagos e rios existe uma enorme diversidade de espécies diferentes muitas das quais fornecem à humanidade muita comida nutritiva. Não existiam ameaças a esta fonte de alimentos antes do séc. XIX. Quando navios maiores e técnicas piscatórias mais eficientes, começaram a provocar um sério desgaste nas populações reprodutoras. Desde a baleia de oceano até ao mais pequeno crustáceo de água doce tem sido dizimado pelo Homem.






A difusão de lixo marítimo de pólo a pólo torna necessária uma vigilância internacional.


Os navios que derramam impunemente petróleo e poluentes químicos na água dos oceanos. Mas embora as descargas e derrames de petróleo no alto mar tenham efeitos locais importantes, estas águas encontram-se livres dos piores efeitos da poluição.


As principais áreas de preocupação são as que se encontram próximo de terra e de aglomerados humanos. É aqui que a poluição se concentra, é também aqui que se encontra a maioria de vida marinha, nas plataformas continentais.


O lixo da sociedade tornou-se uma praga para a vida marinha. As tartarugas marinhas e as baleias ingerem sacos de plástico, que tomam por medusas, provocando-lhe a morte por asfixia. Uma vez, encontrou-se um cachalote com 50 sacos de plásticos entalados na garganta. As aves marinhas ingerem pequenas bolas de polietileno que flutuam à superfície do mar; as aves sentem-se fartas e isso impede-as de se alimentarem adequadamente. Não conseguem engordar e, assim, a sua aptidão para sobreviverem é reduzida.


Nas ilhas Aleutas, no Pacífico Norte, a população de focas tem diminuído 10%, não devido à caça ou à diminuição das reservas de peixes, mas por serem apanhadas por precintas plásticos de embalagem e por tiras plásticas que mantêm unidas as latas de bebidas. Anualmente, um milhão e meio de quilômetros de redes de pesca, de "nylon" (conhecidas por "a cortina da morte"), são lançadas ao mar e cerca de 100 quilômetros de rede acabem por perder-se. Essas "redes - fantasmas" continuam a pescar, sem governo. Capturam e provocam o afogamento de tartarugas marinhas, focas, aves marinhas, golfinhos e baleias. A partir de finais de 1988, deverá ter entrado em vigor um tratado internacional que tornará ilegal o despejo de matérias plásticas ou redes de "nylon" no mar.


A poluição das águas fluviais são, hoje, constantemente agredidas pelo excesso de poluentes derramados e despejados destas águas. Os constantes despejos de esgotos das fábricas e dos centros urbanos estão carregados de substâncias que podem constituir causa séria de poluição como por exemplo: ovos de parasitas, fungos, bactérias, e vírus que ocasionam doenças como tifo, tuberculose, hepatite e cólera.


A poluição marinha se dá principalmente pelo derramamento de petróleo em caso de vazamentos e acidentes com petroleiros.
As grandes formas de poluição aquática


Esgotos pluviais e escoamento urbano - Escoamento de superfícies impermeáveis incluindo ruas, edifícios e outras áreas pavimentadas para esgotos ou tubos antes de descarregarem para águas superficiais.
Industrial


Fábricas de polpa e de papel, fábricas de químicos, fábricas de têxteis, fábricas de produtos alimentares…


Poluição Agrícola


Excesso de fertilizantes que vão infiltrar-se no solo e poluir os lençóis de água subterrâneos e por sua vez os rios ou ribeiros onde estes vão dar Extração de recursos Minas… - Modificações hidrológicas Canalizações, construção de barragens…


Fonte: www.ecoambiental.com.br


Poluição da Água


Uma forma comum de poluição das águas é causada pelo lançamento de dejetos humanos nos rios, lagos e mares. Sendo constituídos de matéria orgânica, esses resíduos levam ao aumento da quantidade de nutrientes disponíveis no ambiente, fenômeno denominado eutroficação (do grego eu, bem, bom, e trofos, nutrição). 


A eutroficação permite grande proliferação de bactérias aeróbicas, que consomem rapidamente todo o oxigênio existente na água. Como conseqüência, a maioria das formas de vida acaba por morrer, inclusive as próprias bactérias. Devido à eutroficação por esgotos humanos, os rios que banham as grandes cidades do mundo tiveram sua flora e fauna destruídas, tornando-se esgotos a céu aberto. O lançamento de esgotos nos rios acarreta, ainda, a propagação de doenças causadas por vermes, bactérias e vírus.


Marés vermelhas


Em alguns casos, a eutroficação pode levar à grande proliferação de dinoflagelados (protistas fotossintetizantes), causando o fenômeno conhecido como maté vermelha, devido à coloração que os dinoflagelados conferem à água. As marés vermelhas causam a morte de milhares de peixes, principalmente porque os dinoflagelados competem com eles pelo oxigênio, além de liberarem substâncias tóxicas na água.
Reaproveitamento dos esgotos


A melhor solução para o problema dos esgotos é seu reaproveitamento. Eles devem ser tratados de modo que os microorganismos sejam mortos, e as impurezas, eliminadas. A água proveniente de esgotos, uma vez removidas as impurezas, pode ser reaproveitada. Os resíduos semi-sólidos, resultantes do tratamento dos esgotos, podem ser utilizados como fertilizantes, enquanto o gás metano, produzido pela putrefação da matéria orgânica, pode ser utilizado como combustível.


O problema dos resíduos industriais e agrícolas


O lançamento de resíduos industriais nas águas e nos solos constitui um sério problema ecológico. Substâncias poluentes, como detergentes, ácido sulfúrico e amônia, envenenam os rios onde são lançados, causando a morte de muitas espécies da comunidade aquática. Outras formas de poulição se caracterizam pelas queimadas e lixo em locais indevidos.Veja as figuras:


Poluição por mercúrio


Um problema que vem atingindo proporções preocupantes em certas regiões brasileiras, particularmente na Amazônia, é o da poluição dos rios pelo mercúrio. Esse metal é utilizado pelos garimpeiros para a separação de ouro de minério bruto. Grandes quantidades de mercúrio, lançadas nas águas dos rios que servem para a lavagem do minério, envenenam e matam diversas formas de vida. Peixes envenenados pelo metal, se consumidos pelo homem. Podem causar sérios danos ao sistema nervoso.
Poluição por fertilizantes e agrotóxicos


O desenvolvimento da agricultura também tem contribuído para a poluição do solo e das águas. Fertilizantes sintéticos e agrotóxicos (inseticidas, fungicidas e herbicidas), usados em quantidades abusivas nas lavouras, poluem o solo e as águas dos rios, onde intoxicam e matam diversos seres vivos dos ecossistemas.


Concentração de inseticidas nas cadeias alimentares


Desde a década de 1940, alguns inseticidas do grupo dos organoclorados, tem sido amplamente utilizados na lavoura.Absorvido pela pele ou nos alimentos, o acúmulo de DDT no organismo humano está relacionado com doenças do fígado, como a cirrose e o câncer. O uso indiscriminado e descontrolado do DDT fez com que o leite humano, em algumas regiões dos EUA chegasse a apresentar mais inseticida do que o permitido por lei no leite de vaca. O DDT, além de outros inseticidas e poluentes, possui a capacidade de se concentrar em organismos.


Ostras, por exemplo, que obtêm alimento por filtração da água, podem acumular quantidades enormes de inseticida em seus corpos, concentrando-o até cerca de 70 mil vezes. Se forem consumidas por animais ou pelo homem, podem causar intoxicação e morte. Em determinados ecossistemas, o DDT é absorvido pelos produtores e consumidores primários, passando para os consumidores secundários, e assim por diante. Como cada organismo de um nível trófico superior geralmente como diversos organismos do nível inferior, o DDT tende a se concentrar nos níveis superiores.






Degradação ambiental 


A superfície da Terra está em constante processo de transformação e, ao longo de seus 4,5 bilhões de anos, o planeta registra drásticas alterações ambientais. Há milhões de anos, a área do atual deserto do Saara, por exemplo, era ocupada por uma grande floresta e os terrenos que hoje abrigam a floresta amazônica pertenciam ao fundo do mar. As rupturas na crosta terrestre e a deriva dos continentes mudam a posição destes ao longo de milênios. Em conseqüência, seus climas passam por grandes transformações. As quatro glaciações já registradas – quando as calotas polares avançam sobre as regiões temperadas – fazem a temperatura média do planeta cair vários graus.


Essas mudanças, no entanto, são provocadas por fenômenos geológicos e climáticos e podem ser medidas em milhões e até centenas de milhões de anos. Com o surgimento do homem na face da Terra, o ritmo de mudanças acelera-se. 


AGENTES DO DESEQUILÍBRIO 


 A escalada do progresso técnico humano pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza. Quanto mais rápido o desenvolvimento tecnológico, maior o ritmo de alterações provocadas no meio ambiente. Cada nova fonte de energia dominada pelo homem produz determinado tipo de desequilíbrio ecológico e de poluição. A invenção da máquina a vapor, por exemplo, aumenta a procura pelo carvão e acelera o ritmo de desmatamento.


A destilação do petróleo multiplica a emissão de gás carbônico e outros gases na atmosfera. Com a petroquímica, surgem novas matérias-primas e substâncias não-biodegradáveis, como alguns plásticos. Crescimento populacional – O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a produtividade da terra. 


Florestas cedem lugar a lavouras e criações, espécies animais e vegetais são domesticadas, muitas extintas e outras, ao perderem seus predadores naturais, multiplicam-se aceleradamente. Produtos químicos não-biodegradáveis, usados para aumentar a produtividade e evitar predadores nas lavouras, matam microrganismos decompositores, insetos e aves, reduzem a fertilidade da terra, poluem os rios e águas subterrâneas e contaminam os alimentos.


A urbanização multiplica esses fatores de desequilíbrio. A grande cidade usa os recursos naturais em escala concentrada, quebra as cadeias naturais de reprodução desses recursos e reduz a capacidade da natureza de construir novas situações de equilíbrio. Economia do desperdício – O estilo de desenvolvimento econômico atual estimula o desperdício. Automóveis, eletrodomésticos, roupas e demais utilidades são planejados para durar pouco. O apelo ao consumo multiplica a extração de recursos naturais: embalagens sofisticadas e produtos descartáveis não-recicláveis nem biodegradáveis aumentam a quantidade de lixo no meio ambiente.


A diferença de riqueza entre as nações contribui para o desequilíbrio ambiental. Nos países pobres, o ritmo de crescimento demográfico e de urbanização não é acompanhado pela expansão da infra-estrutura, principalmente da rede de saneamento básico. Uma boa parcela dos dejetos humanos e do lixo urbano e industrial é lançada sem tratamento na atmosfera, nas águas ou no solo.


A necessidade de aumentar as exportações para sustentar o desenvolvimento interno estimula tanto a extração dos recursos minerais como a expansão da agricultura sobre novas áreas. Cresce o desmatamento e a superexploração da terra. 


Lixo 


Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biodegradáveis na atmosfera, no solo, subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio ambiente e doenças nos seres humanos. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plásticos, produtos de limpeza, tintas e solventes, pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos.


As fraldas descartáveis demoram mais de cinqüenta anos para se decompor, e os plásticos levam de quatro a cinco séculos. Ao longo do tempo, os mares, oceanos e manguezais vêm servindo de depósito para esses resíduos. Resíduos radiativos – Entre todas as formas de lixo, os resíduos radiativos são os mais perigosos. Substâncias radiativas são usadas como combustível em usinas atômicas de geração de energia elétrica, em motores de submarinos nucleares e em equipamentos médico-hospitalares. 


Mesmo depois de esgotarem sua capacidade como combustível, não podem ser destruídas e permanecem em atividade durante milhares e até milhões de anos. Despejos no mar e na atmosfera são proibidos desde 1983, mas até hoje não existem formas absolutamente seguras de armazenar essas substâncias. As mais recomendadas são tambores ou recipientes impermeáveis de concreto, à prova de radiação, que devem ser enterrados em áreas geologicamente estáveis.


Essas precauções, no entanto, nem sempre são cumpridas e os vazamentos são freqüentes. Em contato com o meio ambiente, as substâncias radiativas interferem diretamente nos átomos e moléculas que formam os tecidos vivos, provocam alterações genéticas e câncer. 


Ameaça nuclear – Atualmente existem mais de quatrocentas usinas nucleares em operação no mundo – a maioria no Reino Unido, EUA, França e Leste europeu. Vazamentos ou explosões nos reatores por falhas em seus sistemas de segurança provocam graves acidentes nucleares. O primeiro deles, na usina russa de Tcheliabínski, em setembro de 1957, contamina cerca de 270 mil pessoas.


O mais grave, em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, deixa mais de trinta mortos, centenas de feridos e forma uma nuvem radiativa que se espalha por toda a Europa. O número de pessoas contaminadas é incalculável. No Brasil, um vazamento na Usina de Angra I, no Rio de Janeiro, contamina dois técnicos. 


Mas o pior acidente com substâncias radiativas registrado no país ocorre em Goiânia, em 1987: o Instituto Goiano de Radioterapia abandona uma cápsula com isótopo de césio-137, usada em equipamento radiológico. Encontrada e aberta por sucateiros, em pouco tempo provoca a morte de quatro pessoas e a contaminação de duzentas. Submarinos nucleares afundados durante a 2a Guerra Mundial também constituem grave ameaça.


O mar Báltico é uma das regiões do planeta que mais concentram esse tipo de sucata. 






Acidente nuclear no Japão



O reator Daiichi 1, ao norte da capital Tóquio, começou a vazar radiação depois que o terremoto de magnitude 8,9 causou um tsunami, prontamente levantando temores de um derretimento nuclear. O sistema de resfriação do reator nuclear falhou após os tremores, causando uma explosão que rompeu o telhado da usina.
O governo insistiu que os níveis de radiação eram baixos. Segundo a agência de notícias japonesa Jiji, três trabalhadores sofreram de exposição radioativa perto da usina de Fukushima.

O acidente nuclear de Fukushima alcançou um nível de gravidade maior do que Three Mile Island, mas não chegou ao nível de Chernobyl. O
 presidente da Autoridade Francesa de Segurança Nuclear (ASN), André-Claude Lacoste.
"Temos a impressão de que estamos pelo menos em nível 5 ou nível 6 (de uma escala de 7)", indicou Lacoste à imprensa. "É algo além de Three Mile Island (nível 5) sem alcançar Chernobil (nível 7). Estamos com toda certeza num nível intermediário, mas não se pode descartar que podemos chegar a um nível da catástrofe de Chernobil", acrescentou.


Peixes e frutos do mar estão ameaçados pela radioatividade em torno da usina nuclear de Fukushima, no Japão, e podem contaminar quem os ingerir. Por conta disso, especialistas recomendam consumir apenas peixes de procedência conhecida.A situação deve ficar ainda pior, agora que a usina planeja despejar 11 mil toneladas de água radioativa no oceano Pacífico.



DESERTIFICAÇÃO: Desertificação é o empobrecimento dos ecossistemas áridos, semi-áridos e subúmidos em virtude de atividades humanas predatórias e, em menor grau, de mudanças naturais. Atualmente, 34% (49.384.500 km²) das terras emersas do planeta são propensas à desertificação. As áreas mais afetadas são o oeste da América do Sul, o Nordeste do Brasil, o norte e o sul da África, o Oriente Médio, a Ásia Central, a Austrália e o sudoeste dos Estados Unidos. 


Desde a primeira Conferência Mundial sobre Desertificação, no Quênia, em 1977, os cientistas têm mostrado que o aumento das regiões áridas do mundo não decorre somente da progressão natural dos desertos , em geral resultado de alterações climáticas e fenômenos tectônicos ao longo de milhares de anos.


Esse alastramento vem sendo provocado principalmente pelo homem, por meio do desmatamento de extensas áreas de floresta; da agropecuária predatória, que emprega técnicas inadequadas de cultivo e pastoreio; e de alguns tipos de mineração, como a extração dos cristais de rocha, que removem a camada superficial do solo. Essas atividades levam à diminuição da cobertura vegetal, ao surgimento de dunas, ao esgotamento dos solos, à perda de água do subsolo, à erosão e ao assoreamento dos rios e lagos. E o problema é agravado pelo efeito estufa , pela chuva ácida e pelo buraco na camada de ozônio. 


Quando o solo se desertifica, as populações buscam outras terras, onde repetem os mesmos erros cometidos anteriormente. Com isso criam novas áreas desertificadas, num ciclo contínuo. A conseqüência é a migração, que acaba formando cinturões de pobreza ao redor dos centros urbanos.


Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem atualmente 500 milhões de refugiados ecológicos em todo o mundo, número que deve dobrar até o final da década. Esses refugiados foram obrigados a abandonar suas terras devido à degradação ambiental. 


A desertificação, a longo prazo, poderá causar uma diminuição drástica das terras férteis, o que, aliado ao aumento da demanda por alimentos, pode levar a um aumento da fome no mundo. Para evitar que isso ocorra, é necessário conter o avanço dos desertos com medidas como o reflorestamento, o controle do movimento das dunas e a rotação de culturas. É possível também controlar a erosão com o plantio em terraços e curvas de nível nos terrenos inclinados e o cultivo direto sobre os restos da cultura anterior, evitando a exposição do solo ao sol, à chuva e ao vento. 


RECICLAGEM É o processo de transformação de materiais usados em novos produtos.


A reciclagem é empregada na recuperação de uma parte do lixo sólido. Os objetos mais comuns são o papel, latas de alumínio e aço, vidro, plástico e restos de jardim. Uma vez reciclados, esses materiais são reaproveitados, podendo ser encontrados em produtos como livros, fitas de áudio e vídeo, lâmpadas fluorescentes, concreto, bicicletas, baterias e pneus de automóvel. O gerenciamento do lixo sólido por meio da reciclagem, além de ajudar na preservação dos recursos primários existentes na natureza, permite a redução do volume do lixo e a diminuição da poluição do ar e da água. Traz também economia de energia e de água na produção. O papel reciclado, por exemplo, requer cerca de 74% a menos de energia e 50% a menos de água do que o papel obtido de madeira virgem. Por outro lado, a reciclagem pode contribuir para a poluição do ar e da água se os produtos químicos empregados no reprocessamento dos materiais não forem usados de forma apropriada. Os países industrializados são os que mais produzem lixo e também os que mais reciclam.


O Japão reutiliza 50% do seu lixo sólido. Neste país, um dos mais engajados em questões de preservação ambiental, são comuns diversos tipos de reciclagem, como o reaproveitamento da água do chuveiro na privada. Já a Europa Ocidental recupera 30% de seu lixo e os Estados Unidos reciclam 11%. Nesse país, a produção de lixo por pessoa é o dobro da de qualquer outro país: em média 1,5 kg por dia. No final de um ano são 10 bilhões de toneladas de lixo. Nova York é a cidade que mais produz lixo no mundo: uma média diária de 13.000 t. O Brasil e os EUA lideram a reciclagem de latas: reaproveitam cerca de 60% das latas produzidas.
Fonte: http://biologiaambiental.com

LISTA NEGRA DOS RIOS POLUÍDOS DO BRASIL

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4 de agosto de 2011

A POLUIÇÃO DOS RIOS - MANOEL BONFIM RIBEIRO

poluição no rio Tietê em 2008


Neste texto sempre atual, o nosso mestre em hidrologia, Eng. Manoel Bonfim Ribeiro, autor de muitos livros e importantes estudos e artigos sobre os rios do Brasil, nos dá no Blog "Palavrastodaspalavras", mais uma importante aula sobre a poluição dos principais cursos d' água de nossas bacias hidrográficas e do mundo.
Nesta semana que nos preparamos para o Dia do Combate à Poluição (14 de Agosto) é importante que reflitamos um pouco sobre as graves poluições e contaminações que provocamos nos rios que saciam nossa sede, irrigam nossas lavouras, transportam nossas riquezas e oferecem ainda peixes, transporte e lazer para as populações ribeirnhas.

- Prof. Jarmuth Andrade

A POLUIÇÃO DOS RIOS
Manoel Bonfim Ribeiro*

“O planeta Terra está aqui para existir, se não cuidar ele vai embora”.
- De um sertanejo.




Dentre os bens da natureza que Deus nos ofertou, a ÁGUA, é indiscutivelmente, o mais importante deles. A água é a fonte da vida. É ela que mitiga a sede da humanidade. Umedece e irriga os campos produzindo o alimento que aplaca a fome dos povos. Gera a energia que movimenta as indústrias e ilumina as nossas noites. Faz flutuar os corpos, cujas embarcações transportam nossas riquezas pelos mares, oceanos e pelos rios sinuosos da Terra. A água é um insumo de grande transversalidade, está presente em todos os programas de desenvolvimento.

O homem, ao tempo em que se beneficia da água, a linfa mais preciosa da natureza, ele a polui e a depreda com grande loucura. A poluição grassa em quase todos os rios da Terra, causada pelo homem civilizado e pelo homem inculto. Poluir água e desperdiçá-la é uma cultura da própria humanidade.

A poluição teve seu começo nos primórdios de uma civilização ainda rudimentar. Inicialmente, com excrementos humanos, lixos e animais em decomposição. Depois, com o aumento da população, o desenvolvimento industrial e o advento da irrigação, o teor de poluição começou a ter maior crescimento causado pelos esgotos sanitários, pelos metais pesados, pelos pesticidas e agrotóxicos.

A poluição hídrica passou a se constituir num problema cada vez mais preocupante para os destinos da humanidade.

No ano 2.006 tivemos no Brasil, segundo Atlas do Saneamento, IBGE, 1.430.000 casos de doenças por veiculação hídrica. Pelo volume e quantidade de água disponível, jamais os habitantes do Planeta sentiriam sede se não fora a poluição generalizada, a distribuição deficiente e desequilibrada e o grande desperdício existente. A nossa água é a mesma de sempre, nenhuma gota emigra para outro planeta.

Entenda o processo de poluir: As bactérias aeróbias auto-depuram a água mantendo o seu oxigênio, mas havendo excesso de poluentes surgem as bactérias anaeróbicas que fazem desaparecer o oxigênio e esta água entra em processo de putrefação, transformando rios e lagos em gigantescas cloacas. Estas águas, ricas em componentes químicos provocam verdadeira hecatombe na vida aquática dos diversos corpos líquidos. Mede-se, facilmente, a qualidade das águas de um rio pela intensidade da sua fauna potâmica.

Vejamos diversos exemplos no mundo:

O indiano considera o GANGES o seu rio sagrado, o rio da espiritualidade com seus banhos milagrosos mas os esgotos de Nova Delhi, Benares, Patna e Calcutá são lançados “in natura”, nas suas águas peregrinas. O TÍBERE, de um passado rico de histórias, abrigou nas suas águas os grandes imperadores romanos e até o Incitato, cavalo de Calígula, banhou nas suas águas remansosas. Hoje, este rio está totalmente poluído na sua travessia pelo centro de Roma, recebendo diariamente 450 toneladas de dejetos dos seus três milhões de habitantes, despejando suas águas no Mar Tirreno. O PÓ, também na Itália, em cujo vale os pracinhas brasileiros, na ll Guerra Mundial, derrotaram os alemães no Monte Castelo, é um rio totalmente poluído, apesar das grandes áreas irrigadas nos seus polderes, próximo ao delta, no Mar Adriático.

O TÂMISA, o rio mais importante do Reino Unido, berço de Oxford e Londres, rio dos grandes passeios fluviais de príncipes, reis e rainhas, tornou-se um rio fétido e morto pela incúria dos seus habitantes. O empenho do Governo britânico e da sociedade organizada, o fez ressuscitar, sendo, hoje, o rio mais límpido que deita suas águas no Mar do Norte. O RENO, que atravessa quatro países, o rio mais navegado do mundo, tendo, a cada instante, 2000 embarcações singrando no seu dorso, em 1986 tornou-se um rio morto e mortífero, causado pelos desastres químicos do parque industrial de Basiléia. As águas, do seu terço superior até a sua embocadura no Mar do Norte, em Roterdan, ficaram totalmente vermelhas de mercúrio, a fauna potâmica desapareceu e a fauna alada arribou-se. Em 2 anos de trabalhos técnicos e ecológicos incessantes, a vida aquática ressurgiu. O dia 15 de março tornou-se feriado numa pequena aldeia alemã quando se pescou no rio o primeiro salmão.

O DANÚBIO, navegável da Áustria ao mar Negro, rio da nobreza européia, com seus 300 afluentes, atravessando sete países ao longo do seu curso, foi atingido pela poluição orgânica, pelos agrotóxicos, e esgotos, por diversas vezes. Abriga um riquíssimo acervo histórico nas suas veias, sobretudo em Viena, com o gênio de Strauss e outras luminares da música clássica. Enriquecem mais ainda, o seu Vale, as lutas napoleônicas que aí se desenrolaram. Hoje, despoluído, chega ao mar Negro formando um belíssimo delta. Além de um bonito labirinto de canais, há uma grande variedade de pássaros aquáticos e um refúgio de vida selvagem, em áreas pantanosas, que embelezam toda a ambiência, já em terras da Iugoslávia.

O SENA carrega toda a história da França com Paris, sua cidade Luz. Rico de passado, este rio recebeu as cinzas de Joana D’Arc e assistiu a barbárie da noite de São Bartolomeu. Viu, no Século Xll, o drama de Abelardo e Heloisa e as janelas de Gustave Flaubert se abriam para os seus meandros. Rio de um belo passado histórico sofreu forte poluição de agrotóxicos desde suas nascentes em Borgonha, berço do vinho, até seu estuário no Mar da Mancha. O rio HUDSON, 650 km de extensão, o mais belo dos EE.UU, está literalmente poluído com curtumes e usinas nucleares. Este é o rio que banha a estátua da Liberdade em New York e no seu vale situa-se a Academia Militar de West-Point onde estudaram Dwight Eisenhower e Douglas Mac Arthur.

O TIETÊ, via de acesso à penetração dos bandeirantes pelo interior do País, nasce bem próximo ao litoral e se adentra pelos sertões sulistas. Capta, ainda, boa parte dos dejetos de São Paulo e continua poluído. O Governo já gastou mais de dois bilhões de dólares, mas o problema continua. A capacidade que tem a população de poluir o rio é maior que tem o Governo de despoluí-lo.

O MADEIRA, maior afluente direito do Amazonas, que banha a cidade de Porto Velho, está poluído pelo mercúrio no amálgama para a extração do ouro. Num pequeno subafluente deste grande rio, o JUMA que despeja suas águas no ARIPUANA há uma nova corrida do ouro que está provocando um grande desnudamento do seu vale aliado a uma forte poluição pelo mercúrio. TOCANTINS, dos seus 407 municípios da bacia, somente 27 (6,6%) têm esgotos tratados. No PARNAÍBA apenas 2,2%.(IBGE). Triste retrato. BEBERIBE E CAPIBERIBE são eternamente poluídos pelo vinhoto dos canaviais pernambucanos. O ITAPICURU na Bahia , está contaminado pela cromita que desce, via Jacurici, das fraldas da Chapada Diamantina. O SUBAÉ, no Recôncavo Baiano, está contaminado pelo chumbo.

O TUBARÃO da cor de café é o resultado das minas de carvão de Santa Catarina com mais de 90 anos de exploração. O rio dos SINOS, o vale das indústrias de couro do Rio Grande do Sul, recebe cerca de 100 mil m³ de poluentes por dia e a sua vida aquática está exaurida. A BAÍA DA GUANABARA recebe as águas de 35 rios das encostas circundantes. Belos no passado, hoje todos poluídos. O SÃO FRANCISCO, O VELHO CHICO, o rio da Unidade Nacional, a grande jugular do Nordeste, está cansado dos seus afluentes poluídos. O RIO DAS VELHAS, maior afluente direito e que transportou Pedro II nas suas águas, recebe, diariamente, 470 toneladas de dejetos da Grande Belo Horizonte através dos afluentes Arruda e Onça. O PARAOPEBA, outro afluente pela direita, recebe os metais pesados cádmio, cromo, mercúrio, arsênio, selênio, chumbo, etc., efluentes minerais do Quadrilátero Ferrífero Mineiro.

O DISTRITO FEDERAL com área de 5.800 Km², possui 49 rios perenes em três bacias principais, Maranhão, Rio Preto e S. Bartolomeu, mas a RIDE (Região Integrada do Desenvolvimento do Entorno do D F), a Grande Brasília, com área de 52.000Km2, rica em cursos de água, possui cerca de 550 rios e uma população de 3,1 milhões de almas. A poluição cresce na razão geométrica da população. Os problemas de água do Distrito Federal serão graves, se não houver uma forte política conservacionista. O mal maior, entretanto, está na destruição das nascentes, drasticamente soterradas. Mais de 2.000 nascentes que compõem as micro-bacias no Distrito Federal desapareceram em razão dos loteamentos desordenados. São águas puras e cristalinas que se perderam para sempre. Só a educação ambiental resgata a cidadania de um povo ao ter consciência da importância da preservação do meio, influindo diretamente na sua qualidade de vida.

Somando todas as providências do Governo brasileiro, relativas à despoluição dos nossos rios, os fracassos são bem maiores que os êxitos. O progresso evolutivo industrial e o aumento descontrolado da população estão levando os rios brasileiros a um deplorável estado de saúde, pois, diariamente, centenas de toneladas de substâncias tóxicas e nocivas são despejadas nos nossos mananciais hídricos. O homem se tornou algoz do seu próprio rio, o rio que o beneficia. As transgressões contra os mananciais hídricos resultam, sempre, em pesadas penalidades contra o HOMEM.

*o autor é engenheiro.
manoel.bomfim@terra.com.br


Cataratas do Iguaçu na estiagem


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SOS RIBEIRINHOS DO VALE DA RIBEIRA

Campanha de Solidariedade com o Vale do Ribeira
[04/08/2011 12:35]

No começo desta semana, uma grande enchente assolou o Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, divisa com o Paraná. Populações de vários municípios perderam roças, hortas, quintais, animais domésticos e tiveram suas casas invadidas pela água. Estão precisando de alimentos não perecíveis, água, roupas, artigos de higiene pessoal, cobertores e colchões. Saiba como ajudar.

Diversas instituições estão realizando uma campanha para receber doações a serem enviadas às populações atingidas. Já existem alguns postos de arrecadação. Veja no final do texto onde estão localizados para que você possa levar suas doações. A tragédia que agora se abate sobre o Vale do Ribeira é conhecida de sua população. Mas fazia tempo que o Rio Ribeira de Iguape, que nasce no Paraná, não recebia tanta água de chuva em suas cabeceiras, como no início desta primeira semana de agosto. Foram muitos os estragos pelo caminho. Cerro Azul, Ribeira, Barra do Turvo, Iporanga, Eldorado, Sete Barras, Registro e Iguape foram os municípios mais atingidos, já que se localizam às margens do Rio Ribeira. No município de Eldorado, o mais atingido no Médio Ribeira, a água subiu mais de 13 metros.

A inundação atingiu, além dos centros urbanos, a zona rural destes municípios, onde vivem comunidades quilombolas, agricultores familiares, indígenas, caiçaras, algumas delas atingidas diretamente pela inundação e outras pelo isolamento provocado pela cheia. E lá se foram roças, hortas, quintais, animais domésticos, tanques de criação de peixes, enfim áreas de produção para subsistência, comercialização e consequente geração de renda. Na zona urbana o caos foi total. Em Eldorado, escolas, hospital, supermercados, farmácias, padarias, oficinas, enfim todo o comércio ficou debaixo d’ água.

Felizmente não houve mortes, porque a informação da enchente circulou rapidamente e as pessoas puderam salvar o que era possível. Entretanto, a inundação foi maior que se esperava. Os prejuízos ainda não foram calculados, mas certamente serão mais um impacto em uma região pobre em desenvolvimento, mas riquíssima em natureza, história e cultura. Para saber mais sobre o Vale do Ribeira, considerado pela Unesco Patrimônio Natural da Humanidade,
clique aqui.



Doações
De alimentos não perecíveis (exceto açúcar e sal); água; artigos de higiene; fraldas; roupas; colchões e cobertores:


Local de entrega:

Em São Paulo:
Assembleia Legislativa de SP - Av. Pedro Álvares Cabral, 201. São Paulo - SP - PABX: 3886-6122

FAU - CIDADE UNIVERSITÁRIA (USP)Rua do Lago, 876 - São Paulo.
Responsável: Beatriz Nesthlener (fone: 11 - 7402-9993)

Em Santo André:
INSTITUTO TRIÂNGULO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (fone: 11 4428-2812)Rua Gago Coutinho, 67 - Santo André.
Responsável: Aggnes Franco (fone 11 - 9231-2181)

Em Registro-SP:
14° BATALHÃO DA PM: Av Pres Castelo Branco, 2179 - Vila Ponce - Fone: (13) 3821-6488

ART SOUND: Rua Gersoni Napoli, 33, Centro, Fone: (13) 3821-4547

DEFESA CIVIL DE REGISTRO: Fone: 199

FUNSSOL - Av. H Matsusawa, Registro - Fone 013 38217889

Em Santos-SP:
POSTO DE ARRECADAÇÃO nº1 - Av. Bernardino de Campos, nº 22 - Vila Belmiro - Santos/SP

POSTO DE ARRECADAÇÃO nº 2 - Av. Alvaro Guimarães, nº 396 - Jd. Rádio Clube - Santos/SP


Fonte : Instituto Socioambiental : http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3384

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3 de agosto de 2011

Rio Verruga entre os mais poluídos do Brasil - BA

Verruga: o único rio de Vitória da Conquista, BA


A fundação SOS Mata Atlântica revelou que todos os 69 rios e lagos analisados estão poluídos. A qualidade da água é péssima em 4% das amostras, ruim em 28% e regular em 68%, dentre eles o Verruga, o único rio de Vitória da Conquista.

Essas avaliações têm por objetivo checar a qualidade da água dos rios, córregos, lagos e outros corpos d’água nas cidades por onde passa o projeto e, desta forma, alertar a população sobre a real situação do local onde vive.

Entre os 43 corpos d’água monitorados, 70% ficaram dentro do nível REGULAR, 25% dentro do nível RUIM e 5% dentro do nível PÉSSIMO.

As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Doce, em Linhares (ES), e a da Lagoa Maracajá, localizada na cidade de Lagoa dos Gatos (PE), ambas com 34 pontos, classificadas no nível REGULAR.

Por outro lado, as análises mais baixas vieram do Rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA), resultante em apenas 17 pontos; e a do Lago do Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, resultante em 19 pontos, ambas classificadas no nível PÉSSIMO.

Nenhum dos pontos de coleta de água destes 43 corpos d’água pode ser classificado com índices bons ou ótimos, o que aponta a grande necessidade de ações de mobilização da sociedade para melhoria da qualidade da água em todos os estados.

Publicado em Politica Conquistense
http://www.blogdoanderson.com/v2/?p=32046

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Frente nacional contra tentativas de privatizar a água

Rio de Janeiro, Brasil, 26/7/2011, (IPS)

Para frear o que consideram um processo em curso de privatização da água na América Latina, organizações da sociedade civil começam a coordenar ações conjuntas na região.

Elas denunciam a aplicação “de diversas formas sutis” que tendem a deixar este recurso fora do controle estatal. Mesmo admitindo que o diagnóstico sobre a situação do controle da água ainda não está claro, o fórum de organizações “trabalha nesse debate”, explicou à IPS o sacerdote Nelito Dornelas, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Fórum Nacional de Mudanças Climáticas.

O que está claro é que há muitas situações pontuais em cada país inclinadas a esse fim, segundo os organizadores do Seminário Internacional: Panorama Político Sobre Estratégias de Privatização da Água na América Latina”, realizado nos dias 20 e 21, na sede da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “No Brasil está em curso com relação à água um processo semelhante ao que ocorreu com a energia elétrica quando, depois da privatização, as tarifas aumentaram cerca de 400%”, afirmou, como exemplo, o Movimento dos Afetados pelas Represas (MAB). “Temos de mobilizar a população em torno deste debates”, disse Dornelas.

Para os participantes do Seminário, é preciso convocar um referendo nos países da região, como o realizado em 2004 no Uruguai, que aprovou o controle social dos recursos hídricos do país, ou, mais recentemente, na Itália. Entre outros pontos submetidos a votação, 95% dos que participaram da consulta optaram pelo NÃO à privatização da água. “Queremos que o governo se ocupe do serviço de águas e do recurso, de modo geral”, destacou o MAB.

A América Latina tem hoje o maior controle e posse dos recursos naturais do planeta e, por isto, é importante começar a se mobilizar para preservar essa riqueza, explicou à IPS Rogério Hohn, da coordenação nacional do MAB. Nesse sentido, o seminário “buscou promover um amplo debate das organizações de cada país com vistas a soluções conjuntas”, acrescentou. Para o MAB, a privatização da água se expressa de diversas formas sutis, além do controle do serviço de abastecimento domiciliar.

Por exemplo, entregando aos Municípios a administração desse recurso para enfraquecer negociações em nível nacional, cobrando por seu uso ou apoiando-se em setores como agricultura, mineração ou das empresas de saneamento. “Inclusive as represas para geração de energia elétrica são uma forma de privatização da água, porque não se vende apenas energia, mas a água que está represada”, destacou Hohn.

A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, chamou a atenção para um aspecto do informe nacional sobre disponibilidade e qualidade de recursos hídricos, apresentado recentemente pela Agência Nacional de Águas (ANA). O estudo mostra que 69% dos recursos hídricos brasileiros são utilizados para a irrigação de cultivos e pastagens, e que mais de 90% deles vão para o setor privado.

“Temos de ver se essas áreas de irrigação estão em zonas vulneráveis em oferta de recursos hídricos no futuro, para que possamos garantir a produção agrícola com oferta de água, ou se é preciso redirecioná-las”, disse a ministra, ao se referir a uma eventual falta de água para o setor em algumas regiões. O informe, que o governo de Dilma Rousseff tomará como base para a implementação de políticas de administração de recursos, mostra que no setor agropecuário o consumo de água dos animais equivale a 12%, enquanto a demanda de cidades é de 10% e da indústria 7%.

O Brasil é considerado a grande reserva de água doce do mundo, já que possui 11,6% da disponibilidade no planeta e 53% da disponibilidade na América do Sul. Segundo o estudo da ANA, cada brasileiro teria à sua disposição 34 milhões de litros de água doce por ano. Oferta esta que pode baixar se avançarem os processos de privatização do setor, segundo Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental.

Em entrevista à IPS, Edson explicou que no Brasil grande parte da operação de serviços de saneamento ainda é pública, atendendo quase a totalidade dos 190 milhões de habitantes do país. O setor privado responde por apenas nove milhões de pessoas, ressaltou. Entretanto, os privados já manifestaram “que em pouco tempo podem ampliar sua inserção na área do saneamento em cerca de 30% da população”. Isto significa “que convivemos o tempo todo com a ameaça de mais privatização”, alertou.

Esse processo vai na contramão do que ocorre em países como Argentina, Alemanha, França e Itália, onde os serviços de saneamento voltam ao poder do Estado, ressaltou Edson. Serviços “que eram privados e voltam a ser públicos porque os governos viram que ficavam caros para a população e, com isso, se excluía muitos cidadãos, sobretudo nos países mais pobres”, concluiu.

Envolverde/IPS (FIN/2011)

http://www.ips.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=7328

Fonte: FONASC-CBH - Escritório: CLN 107 bloco D sala 211 CEP 70743-540 - Brasília - DF Fones: (61) 32027448 - (61) 99996191
www.fonasc-cbh.org.br

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Córrego do Piracicamirim começa a ser limpo - SP

A Prefeitura de Piracicaba começou nesta semana a desassorear o Córrego do Piracicamirim.

Segundo a Semob (Secretaria Municipal de Obras), o trabalho custará R$ 150 mil e será executado em 150 dias. O Executivo realiza esta obra para evitar possíveis enchentes no período de chuvas, como aconteceu no início deste ano.

“A manutenção deste córrego se faz necessária, uma vez que em épocas de muita chuva há grande probabilidade de enchentes. O desassoreamento é uma medida paliativa e necessária”, disse o prefeito Barjas Negri (PSDB).

O trabalho realizado pela Semob foi iniciado pelo cruzamento das avenidas Alberto Vollet Sachs e Cássio Pascoal Padovani. O trecho que será atendido segue até a avenida Piracicamirim. Durante os trabalhos, será retirado todo tipo de material que dificulta o escoamento das águas do rio. “Os sedimentos —como terra e o lixo jogado pelas pessoas nas ruas— são carregados até as galerias pluviais, chegam aos rios, vão se depositando e se acumulando no fundo de seus leitos.

Segundo a Semob, para retirar o material do córrego, serão utilizados tratores semelhantes aos utilizados no rio Tietê, na capital.

http://www.jpjornal.com.br/capa/default.asp?acao=viewnot&idnot=150696&cat=114

(Camila Souza - sexta-feira, 29 de julho de 2011 - Jornal de Piracicaba, SP.)
______________

* notícia enviada por Ivana Maria França de Negri, de Piracicaba, SP.

Foto : http://www.piracicaba.sp.gov.br/goto/store/textos.aspx?SID=014e50fb6dbb1d85b20e84851d676018&id=17244

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2 de agosto de 2011

SOS BACIA DO RIOS IGUAÇU / BOTAS E SARAPUÍ - RJ

Rio Sarapuí


3º MINI-SEMINÁRIO DO PROJETO IGUAÇU - DIA 05 DE AGOSTO

3º ENCONTRO PREPARATÓRIO PARA O SEMINÁRIO MAIOR

CONVOCAÇÃO de LIDERANÇAS e MORADORES dos BAIRROS:

Carmari,
Engenho Pequeno,
Jardim Tropical,
Kennedy,
Nova América,
Rancho Novo,
Viga
eVila Operária.

DIA: 05 de agosto de 2011 (sexta-feira).
LOCAL: Igreja Assembleia de DeusRua Espírito Santo, nº 343 - Viga.
Ref.: Em frente ao Campo Carioquinha
HORÁRIO: 16h00min às 18h00min.

Projeto Iguaçu – Controle de Inundações e Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Iguaçu/ Botas e Sarapuí, também serão discutidos assuntos do PAC 2, PAC DOS VALÕES e HABITAÇÃO (questões das famílias ribeirinhas).

NOTA: Salientamos que a Igreja Assembleia de Deus apenas cedeu o espaço físico em benefício da comunidade e o encontro não contem nenhuma finalidade político-partidária.

PÚBLICO ALVO: Lideranças e moradores dos bairros: Carmari, Engenho Pequeno, Jardim Tropical, Kennedy, Nova América, Rancho Novo, Viga e Vila Operária.

ORGANIZAÇÃO: Comissão de Acompanhamento do Projeto Iguaçu de Nova Iguaçu
Membros da Comissão: Adriano Naval (Jd.Pernambuco), Gilvoneick Souza (APEDEMA) e Alcy Maihoní (Danon).

COMENTÁRIO DO MAIHONÍ: O Comitê Local de Acompanhamento nº 02 – Rio Botas/Nova Iguaçu que agrega os três agrupamentos de bairros, a saber:

Agrupamento A: Bairro da Luz, Comendador Soares, DANON, Jardim Nova Era, Jardim Palmares, Jardim Pernambuco, Ouro Verde, Ouro Fino e Rosa Dos Ventos;
Agrupamento B: Cerâmica, Chacrinha, Jardim Iguaçu, Moquetá, Ponto Chique, Posse e Santa Eugênia;
Agrupamento C: Carmari, Engenho Pequeno, Jardim Tropical, Kennedy, Nova América, Rancho Novo, Viga e Vila Operária

Na Audiência Pública na Câmara Municipal de Nova Iguaçu no dia 14 de abril de 2011, foi declarado pelos gestores deste Projeto, diante de todos os presentes, o que nós desta comissão já sabíamos: que o Estado (INEA) infelizmente não reconhece este Comitê (CLA nº 02), contrariando assim a própria Lei vigente.

Por este motivo é que foi criada esta Comissão de Acompanhamento de Nova Iguaçu que representa todos os bairros supracitados. Vejo como única saida para que nossos bairros e Nova Iguaçu sejam contemplados com obras de infraestrutura, objetivando minorar os efeitos nocivos das fortes chuvas de época – é justamente a prática da UNIÃO.
Foi dado um grande NÓ em Nova Iguaçu e cabe a nós desatar este nó.


Rio Botas, altura do bairro Nova Piam
__________

*Comentário postado por ADRIANO NAVAL no blog Blog SOS Rios do Brasil - Educação ambiental e preservação hídrica em 02 Agosto, 2011 18:48

Fotos desta postagem, e para saber mais :
http://sites.google.com/site/eufrasiopereira2010/geografia-de-belford-roxo/hidrografia-de-belford-roxo

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Nível do Rio Itajaí-Açu chega a seis metros em Blumenau - ALERTA

Rio Itajaí-Açú atinge os 6m e coloca Blumenau, oficialmente em Estado de Alerta.
Publicado por Eliane em 1 agosto 2011 às 19:00
http://arcadenoe.ning.com/profiles/blog/list?user=3siwikrv4adns

Moradores de Itajaí e região, fiquem atentos à Defesa Civil de sua cidade. Os rios das regiões da Itaipava e Promorar já começaram a transbordar.

Mais informações:
http://defesacivil.itajai.sc.gov.br/


_______________________

Nível do Rio Itajaí-Açu chega a seis metros em Blumenau


Cidade continua em estado de alerta


O nível do Rio Itajaí-Açu chegou a seis metros em Blumenau, de acordo com a medição feita às 18h desta segunda-feira pela Defesa Civil. A projeção era de que o rio chegasse a 5,80m, mas de acordo com o Centro de Operações do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops), com o aumento da chuva nas últimas horas, a previsão é de que o nível do rio atinja 6,5m à meia-noite. Se a chuva parar, a tendência é de que o Itajaí-Açu comece a baixar nesta madrugada.


De acordo com o secretário de Defesa Civil de Blumenau, José Egídio de Borba, a cidade está em estado de alerta e a partir desse momento todos os secretários estarão de sobreaviso para atender a população. A primeira rua é atingida pelas águas, é a 1º de Janeiro, no Bairro Itoupava Norte, quando o rio atinge 8m.



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CARTILHA ELETRÔNICA : Meio Ambiente - A Natureza a seu favor

Material muito interessante para disponibilizar:

DIÁRIO DO GRANDE ABC

Meio Ambiente - A Natureza a seu favor

Acesse a Cartilha no seguinte endereço:

http://www.dgabc.com.br/canais/cartilhameioambiente/

Enviado pelo colaborador:
Eng.º Civil Marcos Carnaúba
Maceió - Alagoas - Brasil


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