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31 de janeiro de 2014

PROCURADORES DO MPF LANÇAM LIVRO "SOBRE AS USINAS HIDRELÉTRICAS DOS RIOS DA AMÉRICA LATINA"


Felício Pontes Júnior, um dos autores da obra
Felício Pontes Júnior, um dos autores da obra Arquivo Beth Begonha

Publicação é resultado de debates entre procuradores de diversos países da região


Lançado livro sobre hidrelétricas na América Latina

Publicado em janeiro 31, 2014 por 

O procurador do Ministério Público Federal no Pará Felício Pontes Júnior, um dos autores da obra sobre hidrelétricas na América Latina, é o entrevistado desta quinta-feira (30) do Amazônia Brasileira
Ele fala sobre o livro, lançado por membros do Ministério Público da América Latina e pesquisadores, que aborda os impactos causados pela instalação de hidrelétricas na região e a maneira como o MP trabalha para evitá-los ou minimizá-los.
Hidrelétricas e atuação do Ministério Público na América Latina  registra a importância de tratar os impactos causados pelas hidrelétricas de forma integrada, observando os efeitos acumulados da instalação de diversas usinas em uma mesma região. 
... de empreendimentos hidrelétricos, é ato contrário à lei e à Constituição, capaz de ferir de morte um dos biomas mais notáveis do mundo”, alerta o MP - Fonte: info.abril.com.br
A publicação apresenta também propostas para que poder público, empresas e cidadãos possam aprofundar a análise e o tratamento das questões socioambientais ligadas a esses impactos, principalmente na região amazônica do Brasil, Equador e Peru. 
O livro é organizado por Felício Pontes Júnior, pelo promotor de Justiça em Minas Gerais Leonardo Castro Maia e pela procuradora de Justiça no Rio Grande do Sul Sílvia Capelli.
A obra está disponível para download em PDF na internet.
Matéria da Rádio Nacional da Amazônia/EBC, publicada pelo EcoDebate, 31/01/2014

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30 de janeiro de 2014

CODEVASF VAI ESTUDAR VIABILIDADE DA TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO AO PIAUÍ


Obra já acontece no Ceará

29/01/14

Estudo vai avaliar se transposição do rio São Francisco ao Piauí é viável


Projeto de viabilidade vai custar R$ 28 milhões.


A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) vai abrir no dia 5 de fevereiro o novo edital para o estudo da transposição do rio São Francisco para o Piauí. A pesquisa, que irá avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da obra, vai custar R$ 28 milhões. 

A obra proposta foi chamada de Eixo Oeste do Projeto de Integração da Bacia do São Francisco. Se a viabilidade for confirmada, 600 mil moradores do Sul do Piauí serão beneficiados com água do Lago de Sobradinho, no Norte da Bahia, sendo levada para as barragens Petrônio Portela, Jenipapo, Pedra Redonda, Poço de Marruás, Estreito e Piaus. 

A licitação estava marcada para novembro de 2013. No entanto, empresas interessadas entraram com recurso e suspenderam o processo. A obra deve entrar no regime diferenciado de contratações, criado para agilizar a execução das obras públicas.

“O Ceará, que fica a uma distância muito maior do São Francisco, está sendo contemplado. Precisamos incluir o Piauí nesse importante projeto para o aproveitamento e racionamento das águas”, diz o deputado federal Jesus Rodrigues (PT-PI), líder da bancada federal do Piauí.

Elmo Vaz, presidente da Codevasf, defende a obra. “O objetivo não é tirar água do São Francisco e simplesmente jogar rio abaixo. É um projeto sustentável, de uso racional, onde iremos priorizar a condução desse líquido precioso por canais e adutoras, tendo como função principal o abastecimento humano que, no nosso entendimento, viabiliza um projeto desse porte”.

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

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ÁGUAS DO RIO DOURADOS QUE ABASTECEM A CIDADE DE DOURADOS SERÃO ANALISADAS QUINZENALMENTE POR DETERMINAÇÃO DO MPF/MS

Imagem do Rio Dourados, em Fátima do Sul
Imagem do Rio Dourados, em Fátima do Sul (Foto: Divulgação / MS Cidades)

MPF investiga contaminação por resíduos de agrotóxicos em rio que abastece Dourados, MS

Publicado em janeiro 28, 2014 por 

Lacen/PR encontrou agrotóxicos em valores acima do permitido, situação pode afetar a saúde dos moradores
Decisão liminar obtida pelo Ministério Público Federal (MPF/MS) e Estadual (MP/MS) determina a análise quinzenal da água consumida pela população de Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, com 207 mil habitantes. 
A análise deverá ser realizada na água do rio Dourados e nas fontes subterrâneas da região. O objetivo é apurar possível relação entre a contaminação da água por resíduos de agrotóxicos provenientes das lavouras e a saúde dos moradores do município.
As análises devem ser feitas pelo Governos Federal e de MS e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), sob pena de multa diária de R$ 100 mil, até que se implemente efetivamente a pesquisa de resíduos de agrotóxicos no Laboratório de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS).
O consumidor também deverá ser informado sobre os respectivos resultados das análises através das contas de água emitidas pela Sanesul (Empresa de Saneamento do Estado de Mato Grosso do Sul).
Água contaminada
A contaminação do rio Dourados foi identificada pelo Laboratório de Saúde Pública do Paraná (Lacen/PR), no período de janeiro a agosto de 2010, pois o Lacen/MS não possui estrutura técnica e de pessoal para realizar a identificação dos componentes tóxicos na água.
Foi encontrada a presença do agrotóxico clorpirifós etílico – inseticida, pesticida e formicida, classificado como altamente tóxico pela Anvisa – e o temefós – larvicida comumente utilizado contra proliferação de mosquitos. Não só o consumo de água com estes produtos é prejudicial à saúde, como também afeta a alimentação dos peixes do rio, que concentram altos níveis das substâncias nocivas.
Perigos
Nos Estados Unidos, em 2000, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) concluiu que o agrotóxico clorpirifós oferece grande risco, principalmente sobre o sistema nervoso e o desenvolvimento do cérebro e o fígado. Desde então, o produto não pode ser comercializado para uso urbano no país, e os agrotóxicos que contenham a substância têm uso restrito.
Já no Brasil, o seu uso como desinfetante domiciliar foi restrito em 2004, cinco anos após o caso ocorrido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde 112 funcionários do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) foram fortemente intoxicados.
Já o temefós, usado pelo governo federal no combate à dengue, foi substituído pelo diflubenzuron (DFB) em 2001, depois de 34 anos de uso. Na agricultura, ambos são utilizados em todo o país.
No dia 18 de fevereiro haverá uma audiência com a União e o Estado para indicar os padrões para o cumprimento das medidas estabelecidas. A partir desta data, a União tem o prazo de 30 dias para apontar o laboratório que realizará as atividades.
O Lacen/PR não pôde mais dar continuidade às analises por problemas técnicos e reforma no setor de agrotóxicos.
Referência processual na Justiça Federal de Dourados: 0003038-17.2012.4.03.6002
Fonte: Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul
EcoDebate, 28/01/2014 - I H UNISSINOS

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BALSA DO RIO PARANÁ EM GUAÍRA FOI SUSPENSA PELO BAIXO NÍVEL DO RIO

Por causa do baixo nível do Rio Paraná, balsa em Guaíra (PR) está parada (Foto: Reprodução / RPC TV)A exemplo de dezembro, travessia de balsa pelo Rio Paraná
precisou ser suspensa (Foto: Reprodução / RPC TV)

29/01/2014 

Baixo nível do Rio Paraná 



suspende travessia de 




balsa em Guaíra


Em três dias, redução passa de um metro, calcula gerência do serviço.
Balsa é usada principalmente por caminhões carregados no Paraguai.


A empresa que administra a travessia de balsa no Rio Paraná entre Salto del Guairá, no Paraguai, e Guaíra, no oeste do Paraná, decidiu suspender o serviço na manhã desta quarta-feira (29). Segundo a gerência, o nível do rio baixou mais de um metro em três dias. O transporte é usado principalmente por caminhões usados para escoar a safra do país vizinho e que tem como destino os portos do Sul do país como o deParanaguá e o de Itajaí, em Santa Catarina.
De acordo com o gerente Adenilson Antônio de Souza, em condições normais a travessia dura cerca de 13 minutos e são feitas até dez por dia. Desde o início de janeiro, quando o serviço foi retomado depois de 17 dias, passou para 23 minutos. “Mas, nos últimos dias tivemos que ampliar o percurso, com isso o tempo aumentou para 45 minutos. Para evitar as filas do outro lado da fronteira tivemos que fazer um esforço e fazer seis viagens por dia. Com o rio baixo não temos como fazer a balsa chegar até o atracadouro. Enquanto o rio não subir, não tem como voltarmos a operar”, comentou.
O monitoramente feito pela Itaipu Binacional indica que desde dezembro de 2013 o nível do reservatório, que se estende deFoz do Iguaçu até Guaíra, tem oscilado entre 218 e 216 metros acima do nível do mar e na manhã desta quarta era de 216,76 metros. A assessoria de imprensa da hidrelétrica informou ainda que apesar da queda, não há riscos à produção de energia elétrica, já que a marca ainda está dentro da margem de segurança para a operação.
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A AGITADA PORTO SEGURO (BA) E SUAS BELAS PRAIAS


Porto Seguro Bahia
Eco Parque em Porto Seguro - Bahia
29/01/2014

Porto Seguro BA: Praias e atrações o ano inteiro

Destino de viagem com praia e cultura; conheça os pontos turísticos de Porto Seguro Bahia


A costa do Descobrimento é um pedaço muito especial do Litoral Brasileiro, tanto pela importância histórica como pela beleza de sua paisagem. 

Tanto ao sul como ao norte de Porto Seguro é possível curtir maravilhosos passeios. Ao norte de Porto Seguro, em Santo André há muitas praias e um recanto especial: a Fazenda Amendoeira, na praia das Tartarugas, uma pousada e um restaurante à beira mar com clima de resort. 

Quem faz uma viagem a Porto Seguro se surpreende com a agitação noturna, geralmente com shows nos bares e muito axé.

Um dos atrativos de Porto Seguro é a pratica de mergulho. É possível mergulhar em vários pontos que a costa oferece. Mais ao sul são imperdíveis os passeios até Caraivas passando pelas falésias de Trancoso. Além das atrações históricas, a região conta com belas praias, um agitado carnaval e um ambiente aconchegante. Destaques para o museu de Porto Seguro, o memorial da Epopéia do Descobrimento, o Parque Nacional do Monte Pascoal, o Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, o Arraial d'Ajuda, Eco Parque (parque aquático), a Ilha dos Aquários, Ilha dos Aquários, e a Estação Veracel.

Porto Seguro fica a menos de duas horas de avião de São Paulo sendo possível curtir as belas praias da Bahia. Alem do Carnaval, Porto Seguro oferece um dos melhores Réveillon do Brasil. Não deixe de fazer um roteiro turístico tanto no centro histórico quanto pelas praias, as belezas naturais.

Em Porto Seguro também é possível curtir os esportes radicais, alem do mergulho e outros esportes náuticos, você pode fazer passeios de bicicleta (montain bike). A iniciativa "Bahia Active" vai te levar a explorar caminhos e lugares maravilhosos. Há também opção de voo de parapente, voos panorâmicos de ultra leve, Trekking Trilhas, e muito mais.

Porto Seguro Bahia
Linda praia de Porto Seguro na Bahia

A cidade de Porto Seguro oferece muitas opções de hospedagem, tanto no centro quanto na orla. Você pode escolher entre hotel, pousada ou resort. No quesito gastronomia, Porto Seguro oferece os melhores pratos em diversos restaurantes, não deixe de conhecer o Restaurante Don Fabrizio e o Restaurante Colher de Pau. Fique atento ao calendário de eventos de Porto Seguro e a alta temporada.

Se a viagem não pode faltar agitação, conheça o Tôa Tôa em Porto Seguro. Um local a beira mar com muita música, shows de axé, lual e dança. O Complexo de Lazer Tôa Tôa fica na Praia de Taperapuan. Conheça também o parque aquático - Eco Parque, repleto de piscinas e tobogã, que fica na Praia do Mucugê, uma das praias belas de Arraial d'Ajuda.

Porto Seguro Bahia

Praias de Porto Seguro

Praia do Cruzeiro: é uma praia urbana de 1 km de extensão. Uma das menos frequentadas de Porto Seguro, com uma estreita faixa de areia. Fica no centro, suas águas escuras são boas para a pesca.

Praia Curuípe: possui barracas de praias. Com mar calmo, águas quentes e ondas fracas. Na maré baixa forma-se piscinas naturais. A areia é branca e tem falésias. Situada à 3 km da cidade.

Praia Itacimirim: localiza-se a 3,5 km da cidade, tem faixa de areia fina e estreita. A praia é inclinada e possui quiosques e coqueiros. O mar é tranquilo. Esta praia é uma das mais movimentadas, com 1km de extensão.

Praia Mundaí: é uma praia urbanizada, bem frequentada, com águas claras limpas e calmas. A areia é grossa e branca, e tem muitas conchas. Esta praia da orla norte tem também um coqueiral. Boa para ir com crianças. Possui cabanas que servem ótimos pratos. 

Praia Taperapuã: esta é a praia mais agitada de Porto Seguro. Aqui ocorrem grandes festas nas barracas da praia. A areia é branca e tem muitos coqueiros em toda orla. As águas são límpidas e calmas. Passeios de helicóptero partem dessa praia. Com excelentes hotéis.

Praia do Rio dos Mangues: com quiosques, coqueiros e mangues. As ondas são fracas e a areia é escura. O Rio dos Mangues é o principal atrativo, com bons locais para banho e águas claras.

Praia de Ponta Grande: na maré baixa os recifes da frente da praia formam piscinas naturais, as ondas são fortes e boas para a prática de windsurf, a areia é clara. Tem barracas e coqueiros. Localiza-se a 9,5 km da cidade.

Praia do Mutá: situada a cerca de 10 km da cidade, é uma enseada com mar calmo e muitos coqueiros. Daqui partem passeios de ultra leve. Última praia do litoral norte de Porto Seguro, faz limite com Coroa Vermelha. 

Porto Seguro Bahia

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DESENVOLVIMENTO DA AQUICULTURA NO BRASIL EXIGE PRÁTICAS AMBIENTAIS SUSTENTÁVEIS

Publicação aborda manejo e aproveitamento de efluentes de aquicultura

28.1.2014

A aquicultura vem crescendo de maneira expressiva no Brasil e no mundo nas últimas décadas. Em 2018, a produção de peixes de cultivo deverá ultrapassar o número de peixes capturados para consumo humano pela primeira vez.

Para 2021, a previsão da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) é que a produção de peixes a partir da aquicultura seja de 52%.

Porém este desenvolvimento deve vir acompanhado de práticas ambientais sustentáveis, como o tratamento da água com sistemas naturais (água de criação e do efluente gerado) e o reuso da água utilizada para outros fins, como a hidroponia.

Tendo estes assuntos como tópicos principais, os pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Mariana Moura e Silva, Marcos Losekann e Hamilton Hisano disponibilizaram em dezembro de 2013 uma publicação sobre manejo e aproveitamento de efluentes de aquicultura, que pode ser acessada pelo endereçohttp://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/972692/1/Doc95.pdf.

Conforme os autores, “como exemplo de sistema tratamento de água alternativo, existem os “Sistemas de Recirculação de Água para Aquicultura” (SRAP), os quais possibilitam a produção de organismos aquáticos com a liberação mínima de efluentes e pequena reposição de água, de cerca de 5% do volume total por dia, que se perde por evaporação. É uma tendência, sendo tipicamente um sistema fechado que permite aos produtores controlar as condições ambientais durante todo o ano”.

Além disso, a otimização de espaços e recursos naturais levam ao desenvolvimento de sistemas integrados de produção. A integração da aquicultura com a hidroponia - a aquaponia - pode se apresentar como uma solução para proporcionar o uso da água mais eficiente, incrementando a produção de peixes e vegetais sem aumentar o seu consumo, evitando o despejo do efluente em corpos d’água, além de fornecer um fertilizante natural para o cultivo. Com a intensificação da produção, a exigência de espaço nesse sistema acaba sendo inferior ao tradicional, podendo gerar economia nos custos, além da possibilidade de instalação em localidades periurbanas, que garantem maior proximidade com o mercado consumidor, diminuindo os custos de armazenamento e transporte.



A publicação completa está disponível no endereço:


Cristina Tordin
Jornalista, MTB 28499
Embrapa Meio Ambiente
19.3311.2608

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POPULAÇÃO MANIFESTA SUAS EXPECTATIVAS NO PLAMSAB DE JUAZEIRO (BA)

              Cidade de Juazeiro (BA) nas margens do Rio São Francisco


População quer controle social do saneamento em Juazeiro, BA

Publicado em janeiro 29, 2014 por 

Em primeiro dia de Audiência Pública do Saneamento na sede de Juazeiro, população exige garantia de controle social
O Bairro João Paulo II, em Juazeiro (BA), sediou na noite do dia 27 (segunda-feira) a Audiência Pública Setorial para construção do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), ação iniciada pelo poder público municipal no início deste mês. As audiências são uma das etapas indispensáveis à construção do Plano, sem o qual, a partir de 2014, os municípios não poderão receber recursos federais para projetos de Saneamento Básico. Trata-se de uma obrigatoriedade estabelecida pela Lei nº 11.445/2007, a Lei do Saneamento.
Em Juazeiro, o PMSB será elaborado pela Empresa Saneando Projetos e Consultoria, que tem sede em Salvador (BA), e, através de licitação, assinou contrato de pouco mais de 740 mil reais com a prefeitura referente a um cronograma de execução que vai desde agosto de 2013 a setembro de 2014. De acordo com informações apresentadas na Audiência, os recursos são provenientes de um Convênio entre o Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal e a prefeitura.
Para Ricardo Souza de Oliveira, um dos engenheiros sanitaristas e ambiental contratados pela Saneando para trabalhar na construção do PMSB, em Juazeiro “muitas áreas não são contempladas com o Saneamento Básico e precisam urgentemente que sejam atendidas para evitar danos à população”. A escuta da população e a análise técnica são componentes do diagnóstico, base da construção das soluções que estarão contidas no Plano de Programas e Ações, explicou o engenheiro.
Após construído e aprovado em Conferência prevista para o mês de setembro, o Plano terá validade de 20 anos, e deverá ser avaliado a cada 04 anos. Em seguida, é obrigação das gestões municipais colocarem em prática e é direito da população fiscalizar e cobrar a execução das proposições do PMSB. A Assistente Social Joice de Jesus Moraes, membro da Equipe Técnica da Empresa Saneando, alertou que o Plano deve se tornar Lei, devendo, portanto, ser cumprido pelo município, e em caso contrário, a população deve denunciar ao Ministério Público.

Expectativa da População

As Audiências já aconteceram nos distritos de Juazeiro e esta semana seguem cronograma nos bairros. No João Paulo II, foi realizada na Escola Haidê Fonseca contando com a participação de em média 50 pessoas, oriundas do próprio bairro e outros vizinhos como Antônio Guilhermino e Parque Residencial, conforme divisão feita previamente e divulgada em convite anexado à conta de água e em carro de som. Compareceram também moradores do Bairro Alto da Aliança, interessados em conhecer a proposta da Audiência, além de militantes de Organizações Sociais como o a Articulação Popular São Francisco Vivo e o Irpaa (Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada).
A participação do público foi bastante positiva, chegando a surpreender a equipe devido a qualidade das intervenções e questionamentos. Gildeon Luiz de Souza, membro da Comissão do Saneamento representando a prefeitura de Juazeiro, disse que as audiências tem sido participativas, um momento importante para debater o tema, bem como para evidenciar diversas outras temáticas que fazem parte das necessidades básicas da população, como educação, transporte, saúde. Morador do Bairro Antônio Guilhermino e membro da Comissão Local do Saneamento, Elton Oliveira, informou que a participação efetiva da comunidade deve-se “a necessidade, o sofrimento com a falta do saneamento no bairro há mais de 20 anos”, e criticou a falta de informação sobre o assunto, especialmente devido aos investimentos feitos e as obras inacabadas, ausência dos resultados.
Os principais questionamentos das/dos participantes forram acerca dos mecanismos de controle social. A população exige que haja garantia da participação efetiva de representantes dos bairros em todo o processo futuro de execução do Plano. Para tanto, uma das proposições foi a criação de Conselhos e Comissões Locais, com poder de levar proposições da comunidade e fiscalizar o que estará sendo feito. Para Ricardo Oliveira, “essa participação social é a engrenagem principal do Saneamento”. Edileuda Lopes participou ativamente da Audiência e reforça: “é um assunto que a gente já vem lutando há muitos anos, é importante que o morador participe pra que possa tá entendendo o que está acontecendo, pra que futuramente possa cobrar”.
Outra cobrança feita com veemência foi referente à presença do Saae (Sistema de Abastecimento de Água e Esgoto) nas Audiências. Neste primeiro momento o órgão não se fez presente, por isso a reivindicação das/dos participantes foi de que a prefeitura faça garantir a presença da Prestadora de Serviços, bem como da Secretaria de Serviços Públicos nas demais audiências ao longo da semana e em momentos futuros no bairro. “Não adianta tapar o sol com a peneira. O Saae tem que está presente”, concordou a Assistente Social da Saneando.
Sobre a perspectiva da execução do Plano, o representante da prefeitura, Gildeon Luiz, apontou janeiro de 2015 como meta para iniciar o processo licitatório para contratação de empresas que deverão atuar na sede e interior do município.
Experiência de Fiscalização Popular
Em novembro de 2012, grupos organizados do Antônio Guilhermino e João Paulo II formaram uma Comissão para discutir os problemas de Saneamento desses bairros e adjacências e pensar em formas de contribuir com a solução dos mesmos. Naquele momento, o contexto era de execução de obras de Saneamento Básico nos bairros, as quais encontram-se paradas, e a população sem informação sobre o andamento.
Durante a Audiência, a militante da Pastoral da Juventude do Meio Popular, Aldenisse Souza, apresentou o histórico e a atuação do grupo, explicando que inicialmente a Comissão se debruçou sobre a legislação com vistas a entender o que é de fato o Saneamento Básico, quais problemas são causados com ausência do mesmo e de que forma o povo poderia se organizar para cobrar das autoridades. Em seguida, por meio de amostragem, foi feito um diagnóstico dos bairros João Paulo II, Antônio Guilhermino e Parque Residencial, considerando a opinião da população (expressa através de questionários) acerca do conjunto de serviços que compõem o Saneamento Básico, conforme a Lei: Abastecimento de água potável; esgotamento sanitário; manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Foi acrescido ainda o ponto controle de vetores.
Sistematizados em gráficos, os dados da pesquisa apontaram problemas comuns também em muitos outros bairros de Juazeiro, como o alagamento das ruas e quadras, falta de água todos os dias, doenças de pele, respiratórias e verminoses, irregularidade na coleta de lixo, dentre outros. Um dado alarmante refere-se ao esgotamento das fossas, grande parte feito de forma manual ou com uso de veículo do Saae com custo de em média R$ 70 por fossa/esgotamento.
A Comissão pretende organizar uma Audiência Popular para apresentar os dados coletados aos órgãos do município, bem como instituições públicas ligadas aos poderes judiciário e legislativo, além dos Meios de Comunicação e sociedade em geral, como forma de cobrar providências para este grave problema de saúde pública.
Saneamento é Política Pública
O Saneamento Básico é um conjunto de serviços, infraestruturas e instalações que devem funcionar de forma integrada e ser garantidos de forma universal, ou seja, deve contemplar toda a área do município, localidades urbanas e rurais, adensadas e dispersas. Trata-se de uma Política Pública, portanto, independe de gestões ou interferências partidárias, é uma Lei.
O Planejamento para execução do Saneamento deve se dar de forma compatível e integrada com todas as políticas e planos do município e a participação social é um dos critérios fundamentais, devendo ocorrer em todas as fases.
Assista vídeo que mostra o esgoto urbano sendo jogado no Rio São Francisco:http://www.youtube.com/watch?v=CKuwsB8LdMo
Vídeo que mostra o "caminho do esgoto" em Juazeiro - BA. Uma produção da Articulação Popular São Francisco Vivo, com a participação de estudantes da Univasf



* Colaboração de Ruben Siqueira (Comissão Pastoral da Terra / Bahia e Articulação Popular São Francisco Vivo) para o EcoDebate, 29/01/2014

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