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4 de abril de 2011

DEPUTADO MENDES THAME E O DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Deputado ambientalista, Dr. Mendes Thame, grande defensor de nossos rios




CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 042.1.54.O
Orador: ANTONIO CARLOS MENDES THAME, PSDB-SPData: 21/3/2011


O SR. ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB-SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados; Dr. Antônio Félix Domingues, Coordenação da Agência Nacional de Águas - ANA; alunos e alunas que nos dão o prazer de estar conosco nesta data tão significativa em que comemoramos o Dia Internacional da Água, minhas saudações.
Começo, citando o início de um estudo disponibilizado na Internet por um cientista de Harvard. Segundo ele, se os dinossauros tivessem sido avisados a tempo de que estava em curso um fenômeno meteorológico que poderia matar a todos, extinguindo a raça, isso de nada lhes adiantaria. O que os dinossauros poderiam fazer? Nada.
No entanto, se nós, seres humanos dotados de inteligência, raciocínio, tirocínio, com pesquisas à disposição da humanidade nos melhores centros de desenvolvimento tecnológico do mundo, estivéssemos sendo avisados, alertados com relação a algum fenômeno ambiental que pudesse colocar em risco a qualidade de vida ou mesmo a sobrevivência dos humanos na face da Terra, e ainda assim nada fizéssemos, nós estaríamos agindo de forma ainda mais irracional do que os próprios animais.
E ele prossegue, dizendo que nós não estamos sendo alertados com relação a algum problema ambiental; nós estamos, sim, sendo bombardeados diariamente pela imprensa com relação não a um, mas a dois problemas ambientais: escassez generalizada de água e aquecimento global.
Depende de nós enxergarmos a gravidade do problema e termos uma responsabilidade intergerações, responsabilidade para com os nossos filhos, netos e bisnetos, para que eles possam dispor daquilo de que hoje nós dispomos: a prestação de serviços naturais fornecidos pela natureza ao homem, o que facilita nossas vidas.
E o Brasil? Também tem problemas de escassez generalizada de água? Ora, não é verdade que o Brasil é uma das maiores reservas de água doce do mundo? É verdade, nós somos. Só que essa água é muito mal distribuída: quase 80% dela ficam no Amazonas, no Araguaia/Tocantins, no São Francisco, no Rio Grande, no Paraná e no Paranapanema; e pouco mais de 20% espalha-se pelo restante do Brasil.
Por isso o Brasil vive no fio da navalha em nove regiões metropolitanas, torcendo para que não falte água na época das chuvas, para que não soframos na estiagem o problema do rodízio. Às vezes, faz-se racionamento de água para escapar-se ao terrível rodízio nessas regiões metropolitanas.
Também quero dizer que escassez de água doce não é nosso único problema. Não raro, há correlação entre escassez de água e falta de saneamento; ou seja, há água, mas água contaminada porque recebeu esgoto e não foi tratada, tornando-se poluída, imprópria para ser bebida pelos homens e pelos animais.
Portanto, precisamos atentar não apenas para a disponibilidade de água, mas também para o saneamento básico.
Hoje, 85% do esgoto doméstico brasileiro ainda são jogados nos rios, lagos e mares, sem tratamento. O resultado é poluição, contaminação e morte da fauna aquática. E note-se que o esgoto urbano é, em muitas regiões, pior até do que o próprio esgoto industrial.
Não se trata, portanto, apenas de uma questão ambiental, mas também de uma questão de saúde pública. 
Recente pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, na sua Coordenação de Pós-Graduação, mostra que, no Brasil, a ocupação dos hospitais brasileiros segue as mesmas percentagens mostradas pela Organização Mundial de Saúde - OMS com relação ao mundo. Segundo a OMS, mais da metade dos leitos hospitalares é ocupada por pessoas que contraíram doenças transmitidas pela água, as chamadas doenças de veiculação hídrica.
No Brasil, dados da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostram que 68% dos leitos dos hospitais públicos são ocupados por pessoas que ficaram doentes por causa da água, de duas formas: por contaminação epidérmica - se a pessoa tem um machucadinho no pé e pisa em água contaminada pode contrair leptospirose ou esquistossomose, doenças gravíssimas que podem levar à morte; ou por beber água contaminada. Grande parte dessas doenças, como cólera, amebíase, peste bubônica, hepatite, febre amarela, meningite, sarampo, pólio são transmitidas ao se beber água contaminada. E essa é a grande causa da mortalidade infantil. O corpo do nenê ainda não desenvolveu anticorpos para se defender. Quando ele bebe água contaminada, vem um exército de patógenos, e, muitas vezes, a criança não resiste.
Portanto, os dados mostram que as crianças são as mais vulneráveis à água contaminada. A taxa de mortalidade infantil cai mais de 20%, ou seja, aumenta em 20% - na verdade, aumenta em 25%, porque caiu 20, de 100 para 80; e 20 em 80 são 25% - a vida das crianças, quando fazemos esgotamento sanitário, quando fazemos coleta de esgoto. Quando o esgoto é coletado e tratado por completo numa região, o índice de mortalidade infantil despenca.
A FGV e o Instituto Trata Brasil mostraram que o saneamento básico completo - água tratada, esgoto coletado e esgoto tratado - aumenta a produtividade média do trabalhador brasileiro em 13,5%; o rendimento escolar das crianças que moram em lugares onde há torneira com água tratada, vaso sanitário, esgoto coletado e tratado é de 18%, quase 20% maior do que a das crianças que moram em locais onde não há saneamento básico.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008, do IBGE, mostra que 34% das ausências de crianças de até 6 anos em creches e salas de aula se devem a doenças de veiculação hídrica.


Por tudo isso, não se concebe falar em abolir a pobreza absoluta, construir um país rico, sem pobreza, sem miséria, se não investirmos em saneamento básico. Quanto custa isso? Custa 50 bilhões de reais. Se fôssemos resolver em uma década, por dez longos anos, teríamos de investir 5 bilhões de reais por ano.


A situação hoje no Brasil é muito ruim: 56% dos domicílios não têm rede de esgoto; 22% não têm água tratada. Na zona rural, a situação é pior. Pior do que em muitos países africanos, pior do que no Sudão, no Nepal, na Nigéria; pior do que no Afeganistão e no Timor-Leste. Temos de investir, investir pesadamente. No entanto, o que estamos vendo é uma dificuldade imensa do Governo em conseguir fazer esses investimentos. É difícil fazer crítica, dizer que houve má gestão, incúria, mas os fatos são didáticos e estatísticos.


O exemplo mais didático da incapacidade do Governo de investir em saneamento básico ocorreu em 2009, quando o Governo acabou com o PASS - Plano de Ação Social e Saneamento e devolveu um empréstimo de mais de 200 milhões de dólares ao Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. O empréstimo havia sido conseguido em 2004 e se destinava a 129 Municípios. Quatro anos depois, o Governo havia conseguido usar só 2,5 milhões de dólares em um Município, Limoeiro do Norte, no Ceará. Teve que devolver todo o dinheiro. Como usou 2,5 milhões, teve de pagar os juros. Mas vejam a gravidade: como o BID cobra uma taxa de permanência em torno de 570 mil dólares por ano, em 4 anos o Brasil teve de pagar 2 milhões de dólares de taxa. Ou seja, ele usou 2 milhões e pagou mais de 4 milhões; ou seja, pagou mais de 100% de juros. E assim foi com todo o PAC.


O PAC previa, entre 2007 e 2010, no Orçamento da União, investimento de 12 bilhões em saneamento básico, em 3 anos. Não é muito: 4 bilhões por ano. Acabar com todo esse problema de saneamento levaria 12 anos. Mas o que aconteceu? Desses 12 bilhões previstos para 101 projetos considerados prioritários em Municípios com mais de 100 mil habitantes, apenas 3 foram concluídos, 21 estão em andamento e 67, até o final do ano passado, ainda não tinham sido iniciados.


Vou concluir com uma frase de Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura. Ele disse o seguinte: o que diferencia a civilização e o progresso, o que marca, o que representa, o símbolo da civilização e do progresso da humanidade ainda não é o livro, ainda não é o telefone, ainda não é a Internet. É a presença do saneamento básico; é a presença em casa da torneira com água tratada e do vaso sanitário. Segundo Llosa, o saneamento básico é o grande divisor entre o atraso, a barbárie e o mundo civilizado.


Se queremos ser um país mais igual, onde não haja miséria, temos que ter a decisão de investir maciça e prioritariamente em saneamento básico, pensando nas nossas crianças e no futuro do nosso País.

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ALCKMIN INICIA CONSTRUÇÃO DE 100 KM DE COLETORES DE ESGOTO EM SÃO BERNARDO DO CAMPO


O governador Geraldo Alckmin participou nesta quarta-feira (23/3) do lançamento das obras dos Coletores-Tronco da Sabesp, em São Bernardo. Ao todo serão construídos 100 km de redes coletoras de esgoto, 30 km de coletores tronco e 72 estações elevatórias.


28/Março/2011

Obras do Projeto Tietê são iniciadas em São Bernardo do Campo


Investimento de R$ 127,5 milhões visa ampliar o sistema de coleta e transporte de esgoto


Eduardo Campos Lima, da redação da revista Infraestrutura Urbana

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, autorizou no último dia 23 o início da construção de uma rede de 30 quilômetros de coletores-tronco em São Bernardo do Campo. As obras fazem parte da terceira etapa do Projeto Tietê, conjunto de ações da Sabesp para ampliar o sistema de coleta e transporte de esgoto na região metropolitana de São Paulo.

A expansão da rede de coletores-tronco do município, além da construção de estações elevatórias e da ampliação da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ABC, contará com investimento de R$ 66,1 milhões. A medida, de acordo com a Sabesp, permitirá que 1,8 bilhão de litros de esgoto adicionais sejam encaminhados para tratamento na ETE ABC, todo mês.

A ETE ABC, atualmente, recebe três metros cúbicos por segundo de esgoto - com a expansão, passará a receber quatro metros cúbicos por segundo. A ampliação da coleta beneficiará 245 mil moradores da região e estará concluída ao fim de 36 meses.

A terceira etapa do Projeto Tietê prevê, ao todo, investimentos de R$ 127,5 milhões em São Bernardo do Campo, com a construção de 45,5 quilômetros de coletores-tronco e de 28,8 quilômetros de rede de coleta. A meta é atingir um índice de 90% de tratamento de esgoto em 2014 - atualmente, apenas 27% do esgoto do município recebe tratamento. Fonte: Mauá Virtual

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3 de abril de 2011

ALTERAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL, REDUZINDO APP PARA 15 M DESTRUIRÁ AS MATAS CILIARES E SECARÁ RIOS



JOGADA MAQUIAVÉLICA:

Como está difícil de aprovar a redução da APP (Área de Preservação Permanente na beira dos rios) de 30m para 15m, na proposta do novo Código Florestal, o astuto Deputado Aldo Rebelo está usando uma tática maquiavélica. Propõe agora, reduzir ainda mais, para 7,5 m a faixa de proteção dos rios...assim, os ambientalistas vão se debater contra esse valor e acabam aceitando os 15m que é a redução que ele pretende. 
Vale tudo para esse Deputado, que parece estar a serviço dos "LATIFUNDIÁRIOS"  e empresas MULTINACIONAIS DAS ÁGUAS, que vão faturar muito com a escassez de águas nos rios, ribeirões e córregos, sem as matas ciliares que os protegem.
Só mesmo no Brasil que um parlamentar comunista (PCBdoB) DEFENDE a causa dos  LATIFUNDIÁRIOS, que os comunistas combatem no mundo inteiro. 


sexta-feira, 1 de abril de 2011


BANCADA DA MOTO SERRA: REBELO BUSCA VOTAR CÓDIGO FLORESTAL NA SEMANA QUE VEM



O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do substitutivo ao projeto de lei nº 1.876/99 - que cria um novo código florestal brasileiro -, está em intenso processo de negociação para chegar a um consenso e por o texto em votação logo no início de abril. "Creio que já avançamos em 90% da matéria", disse nesta quinta-feira(31) o deputado. Nesta manhã, Rebelo esteve reunido com equipes dos Ministérios da Agricultura (MAPA) e do Meio Ambiente (MMA) debatendo os últimos pontos de divergência.


"Receberei até o início da próxima semana as últimas contribuições e fico na espera do presidente da Câmara para que eu possa ler o relatório de plenário", disse Rebelo. Há expectativa de que o texto seja apreciado no dia 5 de abril. Sob o comando da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está sendo articulada uma manifestação que pretende reunir milhares de produtores rurais nesse dia na Esplanada dos Ministérios, para pressionar pela atualização do Código Florestal.


O deputado disse que já está decidido a retirar do texto a proposta de que haja moratória de 5 anos para novos desmatamentos. A ideia é não fixar prazo, mas a exploração de novas áreas continuará sendo permitida somente depois do aval dos órgãos responsáveis. Segundo Rebelo, a moratória pouco atinge, por exemplo, São Paulo e Rio Grande do Sul, que já têm suas regiões agropecuárias consolidadas, mas pode gerar problemas para Estados como Piauí, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. "Estou decidido a retirar (a moratória)", disse Rebelo, ao participar de evento nesta manhã na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília. O deputado disse que, em relação a esse ponto, não há objeção do MMA.


Rebelo disse também que avançam as negociações para reduzir a extensão da Área de Preservação Permanente (APP), que é a faixa de terra à beira dos rios, em 50% do que estava até agora previsto. A faixa mínima, de 15 metros para rios que tenham até 5 metros de extensão, cairia para 7,5 metros. Em relação a esse ponto, Rebelo admite que não há concordância do MMA. Mas ele defende que essa retração seria necessária para proteger principalmente os pequenos produtores, que têm poucas terras.


Outra questão que o relator pretende resolver envolve a área de proteção em volta das nascentes. Segundo ele, para cada nascente é estabelecido um raio que "engessa" quase um hectare. "Quando o terreno é propício a nascentes, há muitas nascentes, como na zona da mata, onde há cinco a seis nascentes em um hectare, ao contrário da caatinga", argumentou. Na prática, isso significaria que uma propriedade com muitas nascentes ficaria produtivamente inviabilizada, argumentou. Para esse problema, Rebelo ainda não tem uma solução e vai buscar com o MMA equacionar a questão. "O certo é que não podemos transformar isso em um fator de expulsão", disse.


Mais uma novidade que Rebelo pretende estabelecer é que o produtor rural possa obter a certificação de reserva legal pela internet, fazendo uma declaração de boa-fé dos dados de sua propriedade. "Isso tem de ser declaratório. O órgão ambiental diz depois se aceita ou não", afirmou.


O deputado disse também estar decidido a defender o cultivo em áreas historicamente ocupadas por ribeirinhos, em referência a trechos de rios cultivados durante a época de seca na Amazônia. Segundo Rebelo, há populações que dependem dessa estratégia para praticar a agricultura de subsistência e que, assim, respeitam a floresta. Da mesma forma, ele vai defender o cultivo em áreas de topos de morro onde historicamente há produção agropecuária. "Vi em Guaxupé (MG), morros com inclinação de mais de 45 graus cultivados com café", argumentou. (AE)
SAIBA MAIS:

Código Florestal em perigo


Assine o manifesto http://www.avaaz.org/po/peticao_codigo_florestal/?sos e diga não às alterações no Código Florestal Brasileiro.

Precisamos de 200 mil assinaturas em nossa petição. Ela ajudará evitar que substitutivo ao projeto de lei n° 1876/99 - que prevê mudanças no Código Florestal seja aprovado. A votação está prevista para breve no Congresso Nacional.

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1 de abril de 2011

CANTINHO LITERÁRIO: "OS RIOS DO BRASIL" - MÚSICA






Rios do Brasil (Rui de Carvalho) Composição de 

Augusto Jatobá


RIOS DO BRASIL
Rui de Carvalho/Augusto Jatobá


Todo cidadão que pensa
Terá sempre pressa
De salvar espécies
A fauna que ainda resta
Num rio de ameaças
E o futuro triste que virá
Todo cidadão que abraça
Essa imensa causa
De trazer à praça
A nossa consciência
Que a água acaba
Nossa fonte de sobreviver
Todo cidadão que traz o coração
À frente da razão
Seguramente pressentiu
Que a solução
Ta na preservação
Dos rios do Brasil
Rios de Contas, Carinhanha
Madeira, Paraguassú
Jacuipe, Piabanha
São Francisco. rio Purus
Tocantins, Prado, Tietê
Jaguaribe, Jacaré
Paraná, Pará, Jarí
Amazonas, Subaé
Prado, Doce, Araguari
Jequitinhonha, Paru
Araguaia, Mucuri
Capibaribe, Iguaçu



Fonte: You Tube - Rui de Carvalho2


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NO JAPÃO, COM SAUDADES DAS ÁGUAS CRISTALINAS DO RIO PARAÍBA DO SUL


   Rio Paraíba do Sul, em Tremembé (SP)

FERNANDO ANDRADE

 
        para Blog SOSRiosBr
 

Rio Paraíba das águas cristalinas .


Rio Paraíba das aguas cristalinas .
Sou Taubateano , dos tempos que amor a terra ,
significava cuidar dela .

Viajei muito , conheci cidades , estados , e países .
Quando menino , íamos a cidade vizinha a nossa
Tremenbé onde tinha o Rio Paraíba .
Lembro-me de muitas vezes após ficarmos nadando
nas aguas cristalinas ...batia a fome .
E íamos até os pescadores que geralmente sobre o fogo
aceso , assavam um delicioso Dourado (era um peixe comum ali
nos anos de 1967 ~ a 1970 ) 
Também recordo-me, nos meus 10 anos de idade que íamos a 
Pindamonhangaba, 
no bosque da Princesa e lá tambem comíamos deliciosos peixes 
provenientes do velho Paraíba .

Depois deixei meu País e viajei por muitos lugares e cidades lindas
que igual ao meu Rio Paraíba continha linda e doce agua cristalina,
que de igual modo, debruçava ao seu leito pra beber tão gostosa água .

Há 16 anos atrás , quando em viagem ao Brasil visitava meus país ,
fiz-me saudoso de comer um peixe a beira do rio ...

Foi motivo de risos entre os amigos e sobrinhos , e eu juro .
Na minha desinformada situação sobre o meu Rio Paraíba ,
descobri que agora era um córrego de esgotos .
Maior foi o susto de ver suas aguas poluídas e já sem seu brilho
de cristal , que via em minha adolescência .

Aqui onde moro (Japão) , os rios , milenares onde também se joga a
agua de esgoto tratada , estes (todos ) rios tem peixes trutas e
koinoburi e convivem normalmente . É claro que o PH destes rios
é semanalmente checado .

Nesta semana com o último terremoto em Miyagi Ken , tres usinas
termo elétricas foram acidentadas com a força do tsunami com ondas
de 10 metros de altura , levando postes e sistema elétrico .
Com isso sem eletricidade para o resfriamento , deu-se aquecimento
nas varetas de urânio e causou vapores com irradiação .
Para nós Brasileiros e mesmo os Japoneses esta sendo
uma experiência nunca antes vivida .
Agora via televisão recebemos orientação para evitarmos
o uso da água de torneira .

Foi lembrando do meu rio Paraíba que vim aqui pra repartir
com você a minha saudade , do meu rio de águas pura (Paraíba do Sul ).

Ps : Possuímos na maioria em nossas casas filtro Kangensui com placas
de platina , este faz sob sistema de eletrólise a mudança da água
comum em água Alcalina de PH 10.5 a 12 PH .
Este (Filtro Kangensui ) elimina o IODO da radiação tornando a
água límpida e pura . Ver video no Youtube, sobre o tema água Alcalina
ou simplesmente Kangensui . 

Grato FerAndrade .
Nascido em Taubaté/SP
Atualmente em Sagamihara-Shi  Kanagawa-Ken  Japão
(Fernando Andrade, empresário no Japão é colaborador voluntário do Blog SOSRiosBr)

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31 de março de 2011

MOMENTO ÚNICO - A MELHOR FOTO E VÍDEO DE RAIOS NO BRASIL - CONCURSO DO INPE




Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe lança concurso de fotos e vídeos de raios. Autor de melhor imagem ganhará uma viagem para o Rio de Janeiro (Elat)

Dias de trovão

31/3/2011
Agência FAPESP – Apesar de o Brasil ser campeão mundial em incidência de raios, registrando cerca de 60 milhões de descargas elétricas por ano, ainda há poucas imagens registradas do fenômeno no país.
Para incentivar a documentação do fenômeno, que é diferente em cada região, o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), lançou o concurso “Momento único – a melhor foto e vídeo de raios no Brasil”.

Voltado para fotógrafos e cinegrafistas amadores e profissionais, o concurso premiará o autor do melhor vídeo e foto com uma viagem para o Rio de Janeiro para participar da solenidade de abertura da 14ª Conferência Internacional de Eletricidade Atmosférica (Icae 2011).
O evento, que é a maior conferência mundial sobre o tema desde 1954, será realizado pela primeira vez no hemisfério Sul, de 7 a 12 de agosto.

O banco de imagens do concurso será utilizado para compor cenas do filme Fragmentos de paixão – que raio de história, que está sendo realizado pelo Elat e abordará os raios no contexto da história, cultura e ciência brasileira.

As gravações do filme, que será lançado em fevereiro de 2012, começarão em agosto. A equipe de filmagem deverá viajar por cidades em todas as regiões do Brasil.

De acordo com o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, as primeiras fotografias de relâmpagos foram registradas em meados de 1880. E, após mais de um século, registrar o fenômeno continua sendo uma tarefa difícil. “O fato de nunca saber onde o raio vai acontecer dificulta a captura de imagem”, disse.

Uma das dicas dadas pelo pesquisador para fotografar uma descarga elétrica é tentar controlar o tempo de exposição, que para uma boa foto é em torno de 30 segundos, dependendo de fatores como iluminação.

“Um erro comum cometido durante a captura de imagens de raios é mover a câmera para diversas direções. A melhor forma de se registrar o fenômeno é focar na tempestade e em apenas uma direção”, sugeriu Pinto Júnior, que já fotografou diversos raios.

Os interessados em participar do concurso podem acessar o regulamento em www.inpe.br/webelat/homepage. As inscrições serão encerradas em 30 de junho.

Mais informações: elat@inpe.br ou (12) 3208-6824
 

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SOS RIO PARAÍBA DO SUL - SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO PODEM BRIGAR POR SUAS ÁGUAS






Foto: Daniel Rezende - Divulgação/Agevap
Rio Paraíba do Sul no trecho em que banha o município de Resende (RJ)
Rio teme guerra por água com São Paulo

Publicado por http://ultimosegundo.ig.com.br

  

Governo paulista estuda transposição do Rio Paraíba do Sul. Briga entre outros estados também é esperada pela agência reguladora

A limitação de recursos hídricos combinada ao crescimento do maior centro urbano do País está levando São Paulo procurar novas fontes de água. Uma das possibilidades em estudo é desviar o curso do Rio Paraíba do Sul, que já abastece 14,3 milhões de pessoas, das quais 12 milhões vivem no estado fluminense. Nem ficou pronto, o relatório já desperta críticas de representantes do Rio, temerosos de que a bacia hidrográfica seja insuficiente para saciar a sede de todos.


Tudo começou em 2008, quando o então governador de São Paulo, José Serra, instituiu um grupo de trabalho para avaliar como suprir o aumento na demanda por água nos próximos anos. A Agência Nacional de Águas (ANA), em seu Atlas divulgado neste mês de março, estima que o estado precisará de mais 60 m³ por segundo de água até 2035 – um aumento da ordem de 25% no consumo. Uma fonte extra não será suficiente e, além do Rio Paraíba do Sul, o governo paulista procura alternativas de abastecimento nas bacias de Piracicaba, na região de Jundiaí; de Ribeira do Iguape, no litoral sul do estado; do alto do Paranapanema, em Itapetininga; e do Alto Tietê, na Baixada Santista.


Os estudos ficarão prontos até o final deste ano, segundo o governo de São Paulo. Se optar por usar a água do Paraíba do Sul, o estado paulista terá de pedir autorização à ANA, que arbitra conflitos entre estados e é responsável por autorizar o uso de recursos hídricos em rios federais.


“Para estudar qualquer pedido de outorga de água, primeiro verificamos se a bacia tem condições de manter os usos de hoje e dos próximos 35 anos, para garantir o abastecimento de quem depende da bacia”, afirma ao iG o superintendente de regulação da agência reguladora, Francisco Lopes Viana. Segundo ele, é comum que estados briguem pela água e a tendência é que haja cada vez mais casos deste tipo. A ANA divulgou recentemente que mais da metade dos municípios poderá ter problemas de abastecimento de água até 2015, mesmo sendo o Brasil um dos países com o maior volume de água do mundo. A razão pela briga é que os rios são mal distribuídos geograficamente.


Favorável em outros casos
Outros estados já brigaram pela água, como a Paraíba com o Rio Grande do Norte, pelas águas do Piranhas Açu, em 2006. Ceará e Piauí também travaram disputa pelo Rio Poti-Longá, em 2008. O caso mais polêmico foi o da transposição do São Francisco, que também passou pelo crivo da ANA antes de ser iniciada. Em todos estes casos, a ANA foi favorável à divisão das águas entre estados, entre outros motivos, para beneficiar o maior número possível de pessoas.


A presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, Marilene Ramos, não demonstra simpatia pela ideia de fazer do rio fonte de água dos dois maiores centros urbanos do País. Também presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) do Rio, ela afirma que há municípios paulistas banhados pelo rio, no Vale do Paraíba do Sul, que já sofrem com escassez, a exemplo de Taubaté. E lembra o Rio Paraíba do Sul já sofre uma grande transposição para abastecer quase boa parte da região metropolitana do Rio. Segundo ela, duas transposições num mesmo rio podem trazer impactos tanto para o abastecimento de água já existente como para o meio ambiente.


Boa parte das águas do Paraíba do Sul já é transposta para o Rio Guandu, que, por sua vez, abastece 9 milhões de pessoas. Outros 5 milhões de usuários das águas do Paraíba do Sul encontram-se nos municípios banhados pelo rio, que faz um percurso de 1,137 km de extensão pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A quantidade de água do Paraíba do Sul destinada ao sistema Guandu é da ordem de 160 m³, de acordo com a disponibilidade do Rio Paraíba, segundo Marilene. A vazão total do rio, segundo ela, é de 250 m³ por segundo. Além de ser a maior fonte de água do estado, abastecendo mais de 80% da população, o rio também gera eletricidade para a distribuidora Light.


Indagado se os estudos de São Paulo contemplam o uso de 20 m³ por segundo do Paraíba do Sul, conforme rumores, o secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saneamento de São Paulo, Rogério Menezes, não confirma a informação.


Além de buscar novas fontes de água, o governo de São Paulo tem projetos para a redução de desperdício de recursos hídricos e para a recuperação de várzeas no Rio Tietê. A preocupação é garantir o abastecimento a região chamada de macrometrópole, que abrange Campinas, Baixada Santista e São José dos Campos, além da capital, num total de 30,8 milhões de pessoas. São consumidos cerca de 225 m³ por segundo na região.


“A preocupação do governo é ter absoluta certeza de que não vai faltar água”, diz Menezes. “Não temos pressa, estamos analisando isso com muito cuidado. O estado de São Paulo vai considerar que o Rio Paraíba do Sul já abastece o Rio”, acrescenta ele.


O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio, Wagner Victer, avalia que o estudo de São Paulo sobre o Rio Paraíba do Sul ainda vai “dar pano para manga”. “Isso terá que ser muito bem discutido; é uma questão muito delicada e polêmica”, avalia. Fonte: Tratamento de Água

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DISPUTA: Principal provedor de água do Rio, Paraíba do Sul entra nos planos de SP

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