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29 de agosto de 2009

FINALMENTE RIO DE JANEIRO VÊ A LAGOA RODRIGO DE FREITAS MAIS LIMPA!


Rio comemora lagoa Rodrigo de Freitas mais limpa após décadas de poluição

Acostumados a ver toneladas de peixes mortos flutuando na lagoa Rodrigo de Freitas, um dos pontos turísticos mais visitados do Rio de Janeiro, os cariocas se surpreenderam com as condições da água em 2009.

O biólogo Mario Moscatelli, que desde 1989 realiza um trabalho independente de recuperação da vegetação original da lagoa, explica que o mais forte indício da recuperação é o retorno da fauna. "Estamos vendo espécies de aves, crustáceos e peixes que não frequentavam a lagoa há 10 ou 20 anos", relata.



Segundo dados do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), dos 16 mil coliformes fecais por 100 mililitros de água medidos em 2006, a lagoa hoje registra apenas 1.300 - 300 a mais que o nível mínimo para que a água seja considerada boa para o banho.

Os registros de mortandades de peixes na lagoa datam de 1854, mas a situação atingiu um ponto crítico entre o fim dos anos 90 e o início desta década. Só em fevereiro de 2000, 140 toneladas de peixes morreram devido à falta de oxigênio na água.

Segundo Moscatelli, a crise das mortandades fez com que a população e o Ministério Público pressionassem as autoridades, que se viram obrigadas a agir após décadas de descaso. "É muito simples: basta parar de jogar lixo e esgoto na lagoa para ela ficar boa", indica o biólogo.

Assim, em 2001, a Cedae (empresa estadual responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto) começou finalmente a empreender obras para renovar o sistema de drenagem da lagoa, além de apertar a fiscalização sobre os despejos clandestinos. (Fonte: Folha Online)

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REDUÇÃO DA VAZÃO DO S. FRANCISCO EM DEBATE

Presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) quer parecer técnico para definir vazão do rio São Francisco

por João Suassuna — Última modificação 25/08/2009

Ecodebate

Rio São Francisco em debate

A briga em torno do pleito do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para reduzir a vazão mínima do rio São Francisco abaixo da barragem de Sobradinho (BA), de 1.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 700 m3/s está apenas começando e promete ser longa.
Em entrevista ao Valor, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, disse que nem a vazão mínima atual e nem a pretendida pelo ONS têm “embasamento técnico-científico”, de modo que será necessária a contratação de um organismo especializado capaz de definir qual o limite possível. Reportagem de Chico Santos, no Valor Econômico.

Em junho, quando concluiu o Plano Anual da Operação Energética-2009, o ONS propôs ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que fosse negociada uma forma de reduzir a vazão mínima de Sobradinho. A barragem possui uma usina de 1.050 megawatts (MW) e funciona como um pulmão para o complexo de usinas de Paulo Afonso, Itaparica e Xingó (8.922 MW no conjunto).

A quantidade de água que passa por Sobradinho limita a carga gerada rio abaixo. Os objetivos da redução seriam poupar água em períodos de seca e dar oportunidade de uso ao grande número de termelétricas em instalação no Nordeste.

A partir da proposta do ONS foi sugerida a formação de um grupo de trabalho, coordenado pela ANA, que irá discutir a viabilidade da ideia. O grupo deverá ser integrado por todos os segmentos interessado no uso da água do São Francisco. Aí começam os problemas. Segundo o presidente da ANA, a agência terá que solicitar ajuda do próprio ONS para reunir nesse grupo as partes interessadas.

Machado disse que atores fundamentais, como o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão “reticentes” em participar. No fim de julho, quando o Valor noticiou a proposta do ONS, houve forte reação contrária de vários participantes do comitê da bacia.

Para Machado, a tarefa do grupo de trabalho será definir “um termo de referência para a contratação de um trabalho técnico que não será feito da noite para o dia”. O resultado final do estudo a ser contratado, a nova vazão mínima do rio, terá que atender interesses tanto do setor elétrico como do setor ambiental (preservação do rio e seu bioma), da pesca, da navegação, da irrigação e do abastecimento de cidades. “Não podemos chegar a valores que preservem os interesses de apenas um setor.”

O presidente da ANA concorda que os 1.300 m3/s da vazão mínima atual foram “arbitrados” no passado e que “isso terá que ser discutido” para que não se configure “um comportamento aleatório” em relação a algo tão importante. Machado disse que já pediu até à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), proprietária de todas as usinas do rio, ajuda para que seja encontrada uma solução técnica.

“O setor elétrico quer ter um gatilho para acionar. Achamos razoável, mas é preciso chegar a um entendimento”, afirmou. Esse gatilho permitiria ao ONS reduzir a vazão do rio, sem licença prévia, sempre que houvesse necessidade de poupar água para geração futura. A quantidade de água que sai de Sobradinho determina a quantidade de energia a ser gerada por todas as usinas rio abaixo, considerando que, salvo casos excepcionais, a água que passa por uma usina é sempre aproveitada integralmente para geração.

Em 2001, quando o Brasil precisou reduzir compulsoriamente o consumo de energia elétrica em 20% por falta de capacidade geradora (apagão), a vazão do São Francisco foi reduzida a 1.000 m3/s. Durante alguns meses de 2004, 2007 e 2008, a vazão da barragem ficou em 1.100 m3/s. Em todos esses casos, foram necessárias autorizações excepcionais da ANA e do Ibama, negociadas com todos usuários da água do São Francisco, um consenso considerado difícil de ser alcançado.

Embora a vazão do São Francisco é que esteja em pauta, Machado disse que a necessidade de definição de parâmetros científicos que balizem a quantidade mínima de água em determinados trechos de rios “vale para o Madeira, para o Tocantins, para todas as bacias”.


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NA BAHIA O POVO ARREGAÇA AS MANGAS E PARTE PARA O PROJETO POPULAR DE REVITALIZAÇÃO DO VELHO CHICO


Articulação defende um Projeto Popular de Revitalização do São Francisco


"nossa luta é o Projeto Popular para o São Francisco – Terra e Água, Rio e Povo” (II Encontro Popular do Rio São Francisco)

Mais de 100 delegados representando 43 organizações e movimentos sociais de toda a Bacia do São Francisco encerraram, no dia 23 de agosto, a participação no II Encontro Popular do Rio São Francisco, mantendo como prioridade de ações para os próximos dois anos da Articulação Popular pela Revitalização do São Francisco, a defesa de um projeto Popular de Revitalização do “Velho Chico”. A proposta surgiu em meio às constatações de que os grandes empreendimentos econômicos que degradam o rio têm avançado e que o programa de revitalização proposto pelo governo pouco fez para a real recuperação do São Francisco.

Na “Carta de Carnaíba”, documento final do evento, a Articulação denuncia o avanço de atividades degradantes em toda a Bacia, muitas delas incentivadas pelo PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento). O cenário aponta como condição necessária para a revitalização, a prevenção de novos danos à bacia. Por essa razão, também está sendo priorizado o enfrentamento aos grandes projetos de mineração, agrohidronegócio, barragens (energia) e o fortalecimento da luta contra a Transposição.

No Projeto Popular de Revitalização proposto pela Articulação Popular do São Francisco, uma das alternativas apontadas para reverter esse estado atual de degradação é a garantia e o incentivo a demarcação, titulação e desintrusão das terras e territórios das comunidades tradicionais. Como as populações indígenas; os quilombolas, os pescadores e as comunidades de Fundos e feichos de pastos, que preservam um modo de vida de pouco impacto ao ambiente natural da bacia e com os quais ainda pode-se aprender muito quanto à preservação dos rios.

“Um projeto construído a partir das populações que vivem ao longo do rio, envolvendo os grupos e as comunidades, será em prol da vida. Ao contrário dos projetos do governo que estão contaminados por interesses econômicos”, analisa Maria Tereza Corujo, do Movimento pelas Serras e Águas de Minas, uma das participantes da Articulação.

Denúncias recentes feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) confirmam a sua fala. O TCU determinou que o Ministério da Integração Nacional suspendesse a contratação de empresas para execução e acompanhamento de programas ambientais relacionados à transposição do Rio São Francisco, devido aos indícios de sobrepreço nos valores orçados relativos à mão de obra, passagens e aluguel de veículos, manutenção e combustível. O TCU encontrou sobrepreço de 64,03% no aluguel de veículo leve e de até 90,74% no valor das passagens aéreas.

Além das denúncias do TCU, o programa de Revitalização do governo também é alvo de críticas do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), Thomaz Matta Machado. Na sua opinião, não existe um programa, mas apenas ações isoladas de esgotamento sanitário. “Existe muito dinheiro orçado para a Revitalização, mas sem a implementação real desses gastos”. Machado aponta também uma outra contradição no projeto proposto pelo governo. “A revitalização tem que trabalhar a questão da diminuição da vazão e não apenas a questão da qualidade da água. Na prática, as ações em execução priorizam o saneamento ambiental. A quantidade de água na bacia e no Rio São Francisco não está sendo considerada”.

A preocupação de Thomaz Machado é pertinente. Em estudo publicado pela Journal of Climate, da Sociedade Metereológica Americana, o fluxo de água do rio São Francisco caiu 35% no último meio século. “O programa de revitalização tem que vir da sociedade”, defende.

Idéia compartilhada pelos participantes do encontro na Carta de Carnaíba: “O cerne da nossa luta é o Projeto Popular para o São Francisco – Terra e Água, Rio e Povo”

* Informe da Comissão Pastoral da Terra – Regional Bahia, publicado pelo EcoDebate, 28/08/2009


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NO MARANHÃO PESQUISADORES ANALISAM CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA PELO PLÁSTICO (BPA)

Estudo confirma a contaminação por bisfenol-A (BPA) a partir de garrafas plásticas.

Bisfenol-A(BPA): Pesquisadores do Maranhão analisam contaminação da água pelo plástico

Ecodebate 28/08/2009

Um grupo de cientistas do Instituto Federal do Maranhão estuda há quatro anos a contaminação da água por uma substância chamada Bisfenol-A (BPA) – composto químico utilizado na fabricação de plástico. Os pesquisadores analisaram a água mineral condicionada em garrafas plásticas, o sistema de distribuição de água de São Luís e a água dos rios Anil e Bacanga.

Em um novo estudo [Use of Polycarbonate Bottles and Urinary Bisphenol A Concentrations] da Harvard School of Public Health (HSPH) pesquisadores descobriram que os participantes que, ao longo de uma semana, beberam em garrafas de policarbonato, comumente usado garrafas plásticas e mamadeiras, apresentaram um aumento de dois terços da substância química bisfenol-A (BPA) na urina.

A água mineral engarrafada em recipientes plásticos apresentou o maior índice de contaminação. De acordo com a professora Natilene Brito, o Bisfenol-A pode provocar sérios danos à saúde humana, uma vez que afeta, sobretudo, o sistema endócrino do organismo. Dentre os principais malefícios, estão os cânceres de próstata e de mama, atrofia do genital masculino, infertilidade, anencefalia (ausência de cérebro em recém-nascidos), entre outros problemas.

As outras análises apresentaram contaminação, mas em menor quantidade. “Verificamos também a presença do BPA no sistema de distribuição de água da cidade, que é contaminado por selantes, colas e resinas utilizados para vedar canos”, acrescentou Ozelito Junior, coordenador da pesquisa. Nos rios Anil e Bacanga, a contaminação pelo Bisfenol-A é provocada por garrafas e recipientes plásticos jogados ao longo de toda extensão deles. “O movimento das marés acaba diluindo o BPA, o que ameniza os efeitos nocivos”, explica ele.

De acordo com Ozelito Junior, para evitar a contaminação, a palavra de ordem é prevenção. Ele orienta o consumo de água condicionada em garrafas de vidro, já que estas não possuem o Bisfenol-A. Quem utiliza a água fornecida pela Caema (Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão), deve filtrá-la e fervê-la. “É importante que a água que condicionamos nas geladeiras para consumo doméstico esteja armazenada em garrafas de vidro – e não de plástico – como observamos em muitos lares”, finaliza.

Além dos professores Ozelito Junior e Natilene Brito, a pesquisa é desenvolvida pelas cientistas Lucia da Silva, Osinete Pinheiro e Leandra Sousa. O trabalho será exposto na tarde desta quarta-feira, 26, durante o 3º Encontro de Pesquisadores de Poluentes Orgânicos, que acontece no Campus Centro Histórico do Instituto Federal.

* Informe do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão publicado pelo EcoDebate, 28/08/2009

** Matéria sugerida pelo Fórum Carajás.

Nota do EcoDebate: o bisfenol-A(BPA) é um contaminante químico tão perigoso quanto ’silencioso’ e, para uma melhor compreensão de seus riscos, recomendamos que acessem a entrevista “Um veneno chamado bisfenol-A (BPA). Entrevista especial Luiz Jacques Saldanha” e nossa tag bisfenol-A(BPA).

PROGRAMA PANTANAL PARA SEMPRE - WWF


Árvore típica do Pantanal, a piúva pantaneira (Tabebuia albo rosa) floresce de junho a setembro. A espécie é a preferida dos tuiuiús (Jabiru micteria), aves cujas asas têm envergadura média de dois metros, e que encontram nas piúvas um local perfeito para seus ninhos


WWF em defesa do Pantanal

Mudanças climáticas exigem ações urgentes de adaptação 07 Aug 2009
Pecuária orgânica do Pantanal é apresentanda em workshop sobre pecuária sustentável 15 Jul 2009

© WWF-Brasil / Eduardo Mongelli
Durante muitos anos a rede WWF apoiou projetos isolados de conservação no Pantanal. Em 1998, no entanto, o WWF-Brasil iniciou um programa com uma visão de longo prazo de conservação do bioma.

O objetivo do Programa Pantanal para Sempre é promover a conservação da biodiversidade por meio da criação e implementação de unidades de conservação, preservação de espécies, incentivo a atividades econômicas de baixo impacto ambiental e implementação do desenvolvimento sustentável.

O programa atua em várias frentes:

- apoio à criação de áreas protegidas
- identificação e estímulo a atividades econômica e ambientalmente viáveis
- conservação da espécie arara-azul
- ampliação do conhecimento científico sobre a área
- apoio e capacitação de mulheres de pescadores para geração de renda e boas práticas ambientais
- treinamentos em educação ambiental para professores
- incentivo à participação da sociedade nos debates ambientais
- apoio à definição de políticas públicas para a conservação
- articulação com instituições da Bolívia e Paraguai para estudos e conservação do bioma


O Programa Pantanal para Sempre é desenvolvido por meio de parcerias com os governos estaduais e municipais de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, universidades, ONGs, WWF-Bolívia, WWF-Paraguay e Fundação DesdeElChaco (Paraguai), além de proprietários de terra e empresários que partilham da construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para o Pantanal e para a toda a Bacia Hidrográfica Pantaneira.

SAIBA MAIS - Programa Pantanal Para Sempre



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SOS AQUÍFERO PIRANEMA GERA PROTESTOS E PROVIDÊNCIAS EM ITAGUAÍ (RJ)

MAIOR-ESTALEIRO-DO-PAIS-SERA-CONSTRUIDO-EM-ITAGUAI-RJ


A Prefeitura de Itaguaí, RJ, entra na Justiça contra o licenciamento de aterro sanitário sobre o Aquífero Piranema

Ecodebate - 29/08/2009

A Prefeitura de Itaguaí, na região metropolitana do Rio, vai entrar na Justiça para tentar impedir o licenciamento de aterro sanitário sobre o Aquífero Piranema, alegando que o terreno é do município. De acordo com o procurador da cidade, Alexandre Oberg, a propriedade da área cedida ao Centro de Tratamento de Resíduos de Santa Rosa está sendo discutida judicialmente desde 1996, quando Seropédica se emancipou de Itaguaí. O processo, que está no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ainda não foi concluído, mas a Câmara de Vereadores de Seropédica aprovou, há quase dois anos, alteração na lei orgânica do município para viabilizar a criação do aterro.

O prefeito de Itaguaí, Carlos Busatto Júnior, ressalta que o local é totalmente inadequado para a instalação de um lixão. “O aterro ficaria em cima do terceiro maior aquífero do Rio, que é uma reserva de água potável estratégica para o estado. Uma contaminação ali seria um dano ambiental irreparável de grandes consequências. Por isso, a Prefeitura de Itaguaí é totalmente contra o projeto”, enfatizou. “O aterro é útil e necessário, mas não nesse local. Seropédica tem outros terrenos disponíveis e tecnicamente mais adequados para esse empreendimento”, defendeu Charlinho.

Segundo o prefeito, a população do município seria a mais afetada caso houvesse um vazamento que contaminasse o aquífero, já que seu fluxo segue em direção a Itaguaí. A Prefeitura ainda não recebeu o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) da empresa que será responsável pela instalação do aterro, e a população do município não foi consultada sobre o projeto.

Uma audiência pública para discutir o assunto chegou a ser iniciada ontem (26) em Seropédica, mas acabou não acontecendo. Cerca de 300 manifestantes, com faixas e cartazes, gritando palavras de ordem, entraram no auditório impedindo o debate. Depois de 40 minutos de protesto, a audiência foi suspensa.

Colaboração de Carolina Coutinho para o EcoDebate, 29/08/2009


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OBRAS DO GASODUTO DA PETROBRAS (BA) PREJUDICAM NASCENTES DOS RIOS INHUMAS E CABOCLO


Nascentes são prejudicadas por obras de gasoduto da Petrobras

No Sul da Bahia, as nascentes dos Rio Inhumas e Caboclo que brotam na Propriedade Boi Quebrado no distrito de Teixeira do Progresso do município de Mascote foram danificadas pela empreiteira Bueno, que está realizando uma obra da Petrobrás para canalização do gás natural. Em evidente desrespeito ao manancial, a empresa derrubou arvores e realizou escavações em cima dos olhos d’agua que formam os dois rios.

Aos pés desta árvore derrubada pela empreiteira Bueno nascia um olho d' água que forma o Rio Inhumas

A área afetada pelas obras pertencem à mata de proteção das nascentes da fazenda Boi Quebrado. Os rios Caboclos e Inhumas que nascem alí são responsáveis pelo abastecimento de mais de 1.200 familias do distrito Teixeira do Progresso, além de outras do distrito de São João do Paraiso e de várias propriedades rurais. “Os moradores e sua criação de animais estão ameaçadas de ficarem sem água quando o verão chegar, pois com esta obra o fluxo de água já baixou dois palmos neste tempo chuvoso”, alerta Valderly Cazais dos Anjos, agente da equipe Sul/Sudoeste da Comissão Pastoral da Terra Bahia (CPT Bahia).

Com o acompanhamento da CPT, entidades municipais e regionais, a Paróquia de São João Batista, movimentos sociais e ONG’s assinaram um manifesto em forma de panfleto que está sendo espalhado pela região para divulgação e denúncia do ocorrido. A intenção é alertar aos outros lugares onde a tubulação da Petrobras irá passar. “Será que não estragaram outras nascentes? E quantas árvores não foram tombadas?”, pergunta-se Valderly.

* Informe da Comissão Pastoral da Terra – Regional Bahia, publicado pelo EcoDebate, 29/08/2009



ATENÇÃO PETROBRAS, IBAMA E INGÁ - BAHIA....

FIQUEM DE OLHO NAS OBRAS DA EMPREITEIRA BUENO, NA CONSTRUÇÃO DO GASODUTO DA PETROBRAS !


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PORTO ALEGRE DECIDE PROTEGER A ORLA DO RIO GUAÍBA


Porto Alegre rejeita construir prédios residenciais na orla do Guaíba

A vitória é da mobilização, artigo de Silvia Marcuzzo

EcoDebate - 29/08/2009

A vitória não é do Não.

Quem venceu foi a Ana Lúcia, o João, o César, a Adriane, a Paola, a Lia, o Carlos, cidadãos de Porto Alegre que dedicaram parte do seu tempo para convencer outros moradores da cidade a comparecerem as urnas no domingão ensolarado do dia 23 de agosto. Eles fizeram o que estava ao seu alcance. Mandaram mensagens via web, fizeram textos, filmes, folhetos, cartazes, enfim usaram várias formas de comunicação baratas ou sem custo para sensibilizar os outros sobre o que significava votar pelo não. Também devem subir ao pódium, aqueles que foram num sábado tri frio e cinzento dar seu recado para o documentário elaborado pela global Casa de Cinema.

Uma amiga chegou distribuir panfletos feitos por ela em bares e universidades. Outra trabalhou de forma voluntária fazendo textos, assessoria para que os veículos de comunicação tivessem acesso ao que estava sendo feito para mobilizar a cidade. Pouco importa que apenas 2 % dos eleitores se dispuseram a sair de suas casas em um domingo ensolarado para marcar um dos quadradinhos. Afinal, quem faz as coisas acontecerem em um país, estado, município como o nosso? Os cidadãos pensantes, aqueles que se importam com os rumos do crescimento de uma cidade, que já foi a capital de melhor qualidade de vida do país.

Nesses tempos em que o interesse coletivo tem sido deixado de lado, onde todo mundo tem coisas mais importantes para fazer do que se preocupar em ter ou não ter prédios onde quer que seja, essa votação merece uma reflexão. Para alguns essa votação deveria ser ignorada pois a construção sairá de qualquer forma. Para outros, a ocupação da orla por moradias já é uma realidade, seja nas áreas invadidas da zona Sul ou pelas mansões da Vila Conceição.



A MOBILIZAÇÃO

A mobilização despertou participação de gente que nem sabe que a capital gaúcha já contou com a articulação de ambientalistas como José Lutzenberger, que abriu caminho para inúmeros defensores da natureza no mundo inteiro. Hoje, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), que foi fundada pelo Lutz e pelo Augusto Carneiro, pegou carona nas ações de representantes de associações de bairro. Os poucos ambientalistas que ainda resistem tem muitas outras atribuições que não tem tempo para se dedicar de corpo e alma aos problemas ambientais de Porto Alegre.

Ao contrário de outros Estados, onde as organizações não governamentais se profissionalizaram, os gaúchos sempre contaram com o voluntariado para realizar suas ações, talvez por uma questão cultural. As entidades locais não tem como pagar assessores jurídicos para acompanhar a pauta do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam), muito menos o Consema, ou os trâmites entre os gabinetes da prefeitura e da Câmara de Vereadores.

É por essas e outras que devem ser parabenizados todos aqueles que utilizaram o seu precioso tempo para chamar a atenção de um assunto que é a pontinha de um iceberg, uma vez que muitos outros conglomerados de arranha-céus estão a caminho. Nada contra os edifícios em si, mas a sociedade precisa ser informada sobre impactos a médio e longo prazo do que eles representam neste ou naquele bairro. Se cada um dos votantes começar a ler a se interessar sobre as variáveis socioambientais e econômicas que interferem pela qualidade de vida onde vivem, o plebiscito vai ter feito muito mais por Porto Alegre do que a simples decisão de optar por um sim ou não.

Silvia Marcuzzo, Jornalista

* Colaboração do Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba

EcoDebate, 29/08/2009


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FLUTUADOR DESENVOLVIDO PELO IPT/USP VAI PERCORRER 500 KM MEDINDO A QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO TIETÊ (SP) - I


Dan Robson, acostumado com grandes desafios vai enfrentar, num caiaque, 500 km do Rio Tietê e acompanhar o percurso do flutuador.


SPTV 2ª Edição - TV GLOBO - 28/08/2009
Reportagem - RIOS DE SÃO PAULO

Conheça o guardião do flutuador que percorrerá 500 km do Rio Tietê


O equipamento foi especialmente desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas, o IPT, e será lançado pela TV Globo, na semana que vem para medir a qualidade da água.

Nosso aventureiro veio conhecer o local onde a jornada vai começar: a barragem de ponte nova, a 100 km da capital.

Escolhemos Dan Robson porque ele está acostumado a desafios incomuns. Ele já caminhou oito mil quilômetros a pé do sul ao norte do país. Agora, sua missão é acompanhar o flutuador, que leva equipamentos para medir a qualidade da água.

Numa manhã linda de sol, Dan fez o primeiro teste no Rio. Em Biritiba-Mirim possível ver atrás a barragem e a partir de um ponto onde o rio Tietê esta com águas limpas, cristalinas. É lá que Dan vai começar a aventura dele. Porque no trecho o rio já esta em condições de receber a bóia e também o Dan dentro do bote.

Dan vai levar câmera, GPS, rádios de comunicação e até um laptop para estar sempre em contato com as equipes de apoio. Tudo vai dentro de sacos bem vedados, para não entrar água.

“O procedimento que vou fazer agora é dia dia a dia: vestir a roupa, verificar o caiaque, colocar o equipamento na água”.

Para enfrentar os trechos mais poluídos do rio, Dan vai usar uma roupa especial.

Logo de cara, uma surpresa. É só abaixar pra pegar sujeira. “Uma lata de extrato de tomate”, avisa Dan. Uma pescaria nada proveitosa.

No teste, um garrafão pet simula o flutuador. Dentro do flutuador vão estar os equipamentos mais importantes: um GPS, microcâmeras e um sensor de oxigênio, para medir a capacidade de vida no rio. Apesar do lixo, o rio, no local, dá até peixe.

“Aqui o oxigênio está marcando ta marcando 6.38. O índice acima de seis é considerado muito bom”, explica.

A bordo de um caiaque inflável, o aventureiro faz a sua primeira experiência pelo rio. O trecho é de nove quilômetros. “O rio é muito baixo, tem muito galho, muita pedra, aranha”, conta.

A maior dificuldade no teste foi lidar com o equipamento. “Eu tenho de encostar na margem tirar colete, descer o zíper e deixar uma mão livre porque eu não consigo movimentar o equipamento com essa luva”, avisa.

Ele fala da expectativa para o novo projeto. “Vai se uma viagem estranha porque você está em contato com a água e não pode utilizá-la, uma experiência diferente, de navegar e tomar cuidado para não entrar em contato com a água”.

VEJA O VÍDEO SOBRE O PROJETO - SP TV 2ª EDIÇÃO
GLOBO VÍDEOS




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25 de agosto de 2009

PESCADORES DA BAHIA ASSUSTADOS COM A MORTANDADE DE PEIXES EM SALVADOR


Mortalidade de peixes assusta pescadores na Bahia

Jornal Diário
24 / 08 / 2009

Milhares de peixes apareceram mortos na região de Salvador. Pescadores e marisqueiras estão preocupados. Os moradores acreditam que a causa da morte está relacionada a resíduos de uma indústria química.

De acordo com os pescadores, para o trecho do Rio São Paulinho voltar a oferecer a mesma quantidade de peixes, será necessário esperar entre seis e doze meses. "Agora morreu tudo: pequeno, grande, tudo. Vai ficar como?", questiona o pescador Genival Chagas.

Na sexta-feira (21), o Instituto do Meio Ambiente começou a coletar água, areia do leito do rio e peixes para verificar se há presença de algum produto químico. O laboratório contratado pelo instituto deve divulgar um laudo nos próximos dias.
(Fonte: G1, em São Paulo, com informações do iBahia.com)


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24 de agosto de 2009

APREENDIDAS 16 BALSAS DE GARIMPO ILEGAL NO RIO TELES PIRES (MT)


Operação acaba em 16 balsas apreendidas no Teles Pires

Dezesseis balsas para extração de ouro foram apreendidas nesta semana operando sem licenciamento ambiental num dos mais importantes rios de Mato Grosso, o Teles Pires. Em dois dias, Ministério Público Estadual e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também apreenderam motores e apetrechos utilizados na extração ilícita de ouro, como o mercúrio, em operação conjunta por meio da Promotoria de Justiça de Alta Floresta (803 quilômetros de Cuiabá).

Antes da operação, aproximadamente 400 pequenos produtores rurais do município de Carlinda apresentaram um abaixo-assinado à Promotoria de Justiça denunciando a extração ilegal e ambientalmente degradante do ouro no Teles Pires, feita com mercúrio e balsas de mergulho.

“A extração ilegal resulta na formação de bancos de areia no meio do rio, poluição causada pelo mercúrio e vazamentos de óleo das balsas”, cita o promotor de justiça Marcelo Caetano Vacchiano, sobre os prejuízos causados ao meio ambiente pela exploração irregular.

Especificamente em relação ao mercúrio, o chefe do Escritório do Ibama em Alta Floresta, Luiz Roberto Louzada, comenta que os peixes contaminados por ele podem provocar problemas de saúde quando ingeridos pelo homem. Outras ações ainda poderão ser realizadas no Teles Pires, segundo o MPE.
(Fonte: Diário de Cuiabá / MT)

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MANEJO DE ÁGUAS TRANSFRONTEIRIÇAS


Águas transfronteiriças exigem cooperação

Por Thalif Deen, da IPS - 24/08/2009

Estocolmo, 24/08/2009 – “O uísque é para beber, a água é para lutar por ela”, disse o famoso escritor norte-americano Mark Twain (1835-1910). Os ecos de sua frase reverberaram no recinto onde até sábado aconteceram as conferências da Semana Mundial da Água, na capital sueca. Como quase metade das águas superficiais disponíveis em todo o mundo se encontra em 263 bacias de rios internacionais, os países que compartilham fronteiras têm duas opções: ou colaboram ou vão à guerra. Por isso um dos temas principais dos debates em Estocolmo ter sido o manejo das águas transfronteiriças.

As fontes de potencial colaboração ou conflitos incluem as águas compartilhadas do mar Báltico; dos rios Jordão, Mekong, Ganges e Indo, e o vale do rio Nilo, entre muitos outros. A ministra de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da Suécia, Gunilla, Carlsson, disse que cerca de 60% da população mundial vivem em bacias compartilhadas por dois ou mais países. “Isto é algo que não podemos ignorar. Temos uma dessas águas em nossa própria cidade, Estocolmo: o mar Báltico. Sua história está cheia de guerras e conflitos, bem como de paz e cooperação”, afirmou. Carlsson também disse que as questões relativas às águas transfronteiriças não envolvem apenas rios e suas bacias, o que exige soluções políticas e técnicas entre nações limítrofes, mas também entre áreas costeiras e oceanos.

Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 880 milhões de pessoas em todo o mundo ainda carecem de acesso à água potável. Mas alguns especialistas se mostram pessimistas prevendo futuros conflitos militares em torno dos escassos recursos hídricos. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, admitiu que apesar da preocupação quanto à possibilidade de “disputas violentas” por esses recursos compartilhados, a cooperação é a resposta mais comum dos povos que competem pela água. Ban reforçou seu argumento dizendo que há pelo menos 300 pactos hídricos internacionais, comumente entre partes que de outro modo estariam se enfrentando. “Estes acordos demonstram o potencial dos recursos hídricos compartilhados para impulsionar a confiança e promover a paz”’, afirmou o secretário-geral.

Somente na Ásia austral, três bacias de rios transfronteiriços abastecem cerca de metade dos 1,5 bilhão de habitantes da região, entre eles os mais pobres do mundo. Essas três bacias, que cobrem oito países, são: a dos rios Ganges-Brahmaputra-Meghna (que corta Bangladesh, Butao, China, Índia e Nepal); do rio Indo (Afeganistão, China, Índia, Nepal e Paquistão), e a do Helmand (Afeganistão, Irã e Paquistão). O presidente da Amigos da Terra-Oriente Médio, Munqeth Mehyar, disse à imprensa que dos 1,3 bilhões de metros cúbicos que seriam necessários para devolver ao mar Morto seu caudal original, todo o que restam são 100 milhões de metros cúbicos.

Noventa e cinco por cento das águas do mar Morto foram desviados. Os governos de Israel, Palestina e Jordânia assinaram acordos para restaurá-lo. Porém, estas intenções ainda não se transformaram em ações concretas, acrescentou Mehyar. Este especialista disse que os palestinos devem conseguir um acesso direto ao mar Morto e que a Palestina merece uma parte da água, na qualidade de país ribeirinho com iguais direitos. Manter conflitos e apoiar guerras implica um orçamento muito elevado. Mas as atividades para restabelecer a paz requerem uma porcentagem muito pequena do mesmo, ressaltou.

Por outro lado, em um estudo apresentado na capital sueca, o Instituto Internacional da Água de Estocolmo (SIWI) disse que a resposta da comunidade hídrica internacional diante dos crescentes desafios e pressões sobre as águas compartilhadas até agora é “inconsistente e inadequada”. Em geral, a comunidade hídrica internacional está dividida em três setores, tendo por base como os rios transfronteiriços se relacionam aos meios de sustento, ao desenvolvimento e à segurança humana, dos Estados e das regiões. Alguns enfatizam as relações causais entre a escassez hídrica (ou as inundações) e os conflitos violentos ou a pobreza. Outros afirma que a evidência de cooperação que existe no mundo sugere uma tendência reconfortante para a estabilidade e a riqueza.

O terceiro setor fica entre os dois anteriores, mas enfatiza a existência de numerosos conflitos pela água que se desenvolvem sem violência, diz o estudo realizado e editado por Anders Jagerskog, diretor de programa do SIWI, Mark Zeitoun, conferencista na University of East Anglia (Grã-Bretanha), e Anders Berntell, diretor-executivo do SIWI. “Parece óbvio. As águas transfronteiriças são altamente políticas. E a política está regida pelo poder”, afirmam. Além disso, as formas tanto novas quanto tradicionais de interação nos rios Mekong, Jordão, Ganges, Nilo e tantos outros cursos de água transfronteiriços revelam que a comunidade internacional faz vista grossa aos jogos de poder em torno da água.

Ao mesmo tempo, muitos aderiram silenciosamente à noção de que não é possível uma cooperação eqüitativa, sustentável e eficiente em relação às águas transfronteiriças, diz o estudo intitulado “Getting Transboundary Water Right: theory and practice for effective cooperation” (Acertando com as águas transfronteiriças: teoria e prática para uma cooperação efetiva). Em muitos contextos de águas transfronteiriças o poder está distribuído de modo desigual. Frequentemente, o Estado ribeirinho mais poderoso pode determinar o resultado das interações, para o bem unilateral ou coletivo.

Considera-se que a ajuda financeira da China ao Camboja em setores não relacionados com o Mekong garantiu o consentimento cambojano par à construção de represas potencialmente devastadoras. Esse uso de incentivos para induzir à cooperação é muito mais bem-vindo do que o uso de ameaças, diz o estudo. Mas, no contexto deste paradigma unilateral, os Estados podem coagir seus vizinhos para que concordem com um acordo cujos termos podem se voltar contra eles. IPS/Envolverde

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E A REVITALIZAÇÃO DO VELHO CHICO?


Comunidades cobram ações de revitalização do Velho Chico

por João Suassuna — Última modificação 24/08/2009

Ambientalistas, representantes de ONGs que trabalham com a gestão das águas e técnicos de diversos setores discutiram as experiências de sucesso e os novos desafios relativos à Bacia do Rio São Francisco. Eles se reuniram entre sexta-feira e ontem no Centro de Treinamento de Líderes, no distrito de Carnaíba do Sertão, Juazeiro (a 500 km de Salvador), no II Encontro Popular da Bacia. A primeira edição deste evento aconteceu na região há quatro anos.

24/08/2009

Jornal A Tarde, Salvador

Diante das ações tomadas pelo governo federal nesse período, os debatedores defendem o fortalecimento da Articulação Popular do São Francisco (APSF), de forma a ampliar a troca de experiências entre as diversas partes envolvidas e dar visibilidade às denúncias e lutas do povo da Bacia.

Para Regina Lúcia Feitosa Dias, que faz parte da Frente Cearense para Novas Culturas das Água Contra a Transposição do São Francisco, “a questão alardeada pelo governo de pouca água não passa de uma falácia, um discurso vazio, assim como o perigo de colapso hídrico nas cidades”. Segundo ela, estudos comprovam que o desperdício e o mau uso da água são muito grandes e o que se precisa é de trabalhar o controle e uso correto das águas.

“A grande questão dessa defesa do governo vem da carcinocultura (criação de camarão), do agronegócio e, principalmente, do complexo industrial e portuário do Pecém (no Ceará)”, afirma Regina Lúcia. Ela defende que por trás das ações do governo está a construção de barragens, usinas termoelétricas e siderúrgicas.

O presidente do Comitê da Bacia do São Francisco, Thomaz Mata Machado, cobra a revitalização, pois, na opinião dele, nada foi feito até agora no sentido de evitar a degradação do rio.

“Até agora, não vimos nenhum programa de revitalização e o que vemos é a transposição em andamento”.

Esteve em pauta também o impacto sobre os povos e comunidades da Bacia, a exemplo dos povos indígenas tumbalalás, que enviaram Robson Gomes dos Santos como representante.

“Não podemos ficar parados, vendo as barragens sendo construídas, os povos perdendo espaço, peixes sendo extintos e o rio, esvaziado. Muitos índios foram para as cidades em busca de trabalho e precisamos de nosso povo junto para essa luta”.

Ao todo, são 33 povos indígenas da Bacia que denunciam os empreendimentos ao longo do rio e reivindicam a realização de audiências públicas e o julgamento de ações jurídicas pendentes no Supremo Tribunal Federal (STF).
REMA ATLÂNTICO

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SEMINÁRIO PROTEÇÃO E REVITALIZAÇÃO DOS RIOS URBANOS


INGÁ debate proteção e revitalização de rios urbanos

Seminário nesta terça-feira traz especialistas da Bahia e de quatro estados do país

Na zona rural e também nos grandes centros urbanos, os rios são essenciais para a sobrevivência das comunidades. Mas mesmo sendo úteis no fornecimento da água para consumo humano e animal e diversas outras atividades, como abastecimento, indústria e irrigação, as águas doces dos rios vêm enfrentando as principais conseqüências da poluição ambiental, principalmente pelo lançamento de lixo e esgoto sem tratamento nos rios.

E para discutir a situação das águas no espaço urbano, as perspectivas de proteção e as experiências de revitalização de rios que cortam as cidades em todo o país, o Governo da Bahia, através do Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), autarquia da Secretaria do Meio Ambiente, promove o Seminário “Proteção e Revitalização dos Rios Urbanos”, no dia 25 de agosto (terça-feira), no Auditório Paulo Jackson, na sede do órgão do INGÁ, das 9h às 17h.

A proposta do encontro é debater idéias e divulgar os projetos de recuperação de rios contaminados por esgotos industriais e domésticos que cortam os grandes centros urbanos. No evento, serão apresentadas as experiências positivas de despoluição dos rios nos Estados de Minas Gerais e Curitiba e estudos que podem ser implementados em Salvador.

As ações desenvolvidas em Belo Horizonte serão apresentadas pelo engenheiro civil e representante da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas de BH, Ricardo Aroeira, com o tema: “Reabilitação Ambiental das Águas Urbanas de Belo Horizonte”. Também da capital mineira, o público terá a presença de Myriam Mousinho, economista e assessora da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Minas Gerais, que irá abordar O “Meta 2010 - Projeto de Revitalização da Bacia do Rio das Velhas – MG”.

De acordo com Mousinho, a recuperação do Rio das Velhas, a principal sub Bacia do rio São Francisco, vem sendo realizada há dois anos, beneficiando 4,5 milhões da população do Estado de Minas, atingindo 51 municípios. “O projeto ajuda a implementar redes de tratamento de esgoto, identificar fontes poluentes, entre outros. E complementa: o grande presente dessa iniciativa ambiental é a volta do peixe para a população”, diz.

De Salvador, o doutor em engenharia ambiental da UFBA, Lafayette Dantas de Luz, irá proferir a palestra: “Bacias Hidrográficas Urbanas - Premissas para recuperação de rios”. Segundo Dantas, será mostrado um resgate com ênfase nas fases históricas do trato da drenagem das águas nas cidades, até o estágio atual dos nossos rios. “Irei ressaltar as premissas que apontam para uma nova relação da cidade com seus rios (reconhecendo os seus valores e funções ambientais) e com isso destacar alguns esforços que têm sido feitos internacionalmente para repensar cidades, tornando-as mais harmônicas com o meio ambiente”, pontua.

Os outros estudos serão apresentados pelo doutor em Saúde Ambiental, pós-doutor em Gestão de Saneamento Básico e professor titular da Escola Politécnica (UFBA), Roberto Moraes, com o Projeto de Pesquisa Qualidade Ambiental das Águas e da Vida Urbana em Salvador.

A promotora de justiça ambiental Cristina Seixas (MPE) fará apresentação sobre os Instrumentos da Política de Recursos Hídricos; Julio Thadeu Silva, Diretor do Departamento de Revitalização de Bacias – Ministério do Meio Ambiente, apresentará o tema “Experiências exitosas de despoluição dos rios”; e também Claudia Regina Boscardin, bióloga e representante da Secretaria Municipal do Meio Ambiente da Prefeitura de Curitiba, falará sobre o Planejamento Estratégico para a Revitalização da Bacia do Rio Barigui, em Curitiba. “A Revitalização da Bacia do Rio Barigui se viabilizará através de ações de educação ambiental, fiscalização, e outras ações legais e institucionais, além da realização de obras de infra-estrutura, como a realização de obras de contenção de erosão, recuperação e revegetação de margens”.

O Seminário irá contar com a participação e apoio de representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal (MPE e MPF), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Agência Nacional de Águas (ANA), Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh), Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Secretaria do Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Prefeitura de Curitiba, Prefeitura de Irará, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Programação
Após a abertura, serão apresentadas as palestras de Revitalização dos rios urbanos com:
09h30 - Lafayette Dantas de Luz - Bacias Hidrográficas Urbanas - Premissas para recuperação de rios.
10h - Roberto Moraes - Projeto de Pesquisa Qualidade Ambiental das Águas e da Vida Urbana em Salvador
10h30 – Myriam Mousinho – Meta 2010 - Projeto de Revitalização da Bacia do Rio das Velhas – MG.
11h30 – Julio Thadeu Silva (MMA)- Experiências exitosas de despoluição dos rios.
12h – Claudia Regina Boscardin - Planejamento estratégico para a revitalização da bacia do rio Barigui (Curitiba-PR).
14h - Ricardo Aroeira - Programa Drenurbs: Reabilitação Ambiental das Águas Urbanas de Belo Horizonte.
14h30 - Cristina Seixas (MPE) – Instrumentos da Política de Recursos Hídricos

Às 15h30, acontece a mesa-redonda Caminhos possíveis para proteção dos rios, com participação do diretor geral do INGÁ, Julio Rocha,; Julio Mota, Superintendente de Meio Ambiente e Projetos da Empresa Baiana de Águas e Saneamento – Embasa, e Crispin Carvalho da Hora, diretor de Políticas Sociais e Institucional do Sindicato dos Trabalhadores de Água e Esgoto do Estado - Sindae.
O seminário “Proteção e Revitalização dos Rios Urbanos” é gratuito e aberto ao público. As vagas são limitadas. Para participar, é necessário se inscrever através do telefone (71) 3116-3009 ou do email cerimonial@inga.ba.gov.br.

21/08/09
Ascom INGÁ
Mais informações: Letícia Belém/Yordan Bosco/ Brenda Medeiros
(71)3116-3286/ 3042 /3215 /9966-7345

LEIA MAIS:

Despoluição de rios é qualidade de vida para todos

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1634- MÍDIA
Aliança BECE-RECOs
Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras



Commodities Ambientais Em Missão de Paz
Novo Modelo econômico para América Latina e o Caribe

O selo Nova Consciência é honrado pela possibilidade de participar da importante divulgação deste trabalho pioneiro.

Download gratuito do livro
http://amyra.lachatre.com.br/



COMMODITIES AMBIENTAIS EM MISSÃO DE PAZ
Este e-book celebra a trajetória pacifista de três décadas da economista e ambientalista Amyra El Khalili, como resultado dos primeiros dez anos da construção econômica socioambiental na América Latina e no Caribe.

Trata-se da compilação de alguns de seus principais artigos e entrevistas reproduzidos, discutidos e apresentados em listas na internet, em diversas publicações, palestras, debates, congressos, conferências e seminários no Brasil e no exterior.

Nesta obra, você refletirá sobre temas como economia de mercado, meio ambiente e finanças sustentáveis, redes solidárias e suas estratégias, mudanças climáticas e mercados emergentes, financiamentos de projetos e negócios socioambientais, conflitos sociopolíticos, espiritualidade e esperança, guerra e paz.
Amyra é um exemplo de ativismo a serviço da paz entre os povos, entre os gêneros masculino e feminino, entre progresso e preservação ambiental. Sua militância pela dignidade humana, pelo respeito à mulher, contra a discriminação de ordem racial e étnica, tem merecido o respeito e a admiração de quantos privam de sua amizade e daqueles que leem os seus artigos.

Como economista, Amyra empenhou-se, acima de tudo, em demonstrar que é possível conciliar uma economia de mercado com a proteção do meio ambiente.
O selo Nova Consciência é honrado pela possibilidade de participar da importante divulgação deste trabalho pioneiro.

Postado por Nova Consciência


Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Todos podem fazer a diferença

Se algum dia lhe disseram “não, você não tem como mudar o mundo”, esqueça, não é verdade. Cada um pode usar o que tem e o que sabe para transformar o planeta num mundo melhor

Por Vivian Palmeira
Colaboração e entrevista de Léia Tavares

Cresce a cada dia a lista de pessoas famosas, ricas e influentes que passaram a dedicar parte de seu tempo à resolução de problemas ambientais e sociais do mundo. Angelina Jolie é uma delas. Além de atriz, ela também é conhecida pelo mundo como embaixadora da ONU (Organização das Nações Unidas). Viaja a vários países e se reúne com autoridades para tratar de questões sociais e de combate à pobreza e à violência. Quem também faz do seu trabalho um instrumento para promover uma sociedade mais justa é o cantor Bono Vox, do grupo de rock U2. Junto a eles, outros tantos artistas, empresários e esportistas integram a lista dos famosos solidários. Recentemente foi o bilionário Bill Gates que se despediu da Microsoft e passou a se dedicar às atividades filantrópicas.

Mas o que poucos tomam conhecimento é do trabalho de milhares de pessoas, talvez não tão conhecidas pelo mundo, que, com recursos ou não, têm oferecido seu talento e esforço visando a mesma causa. Entre elas está Amyra El Khalili, de 44 anos. Ela resolveu usar seu conhecimento, de mais de 20 anos no mercado financeiro paulista, a favor do meio ambiente e da sociedade. Abandonou a carreira de operadora da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e fundou, em 1996, o Projeto BECE (Brazilian Enviromental Commodities Exchange, sigla em inglês para Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais). Mais tarde, juntou-se a Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA) dando origem a um novo projeto, a parceria BECE-REBIA, que busca, por meio da educação, informação e comunicação, estimular extrativistas, pequenos agricultores e diversas comunidades a desenvolver atividades de valorização cultural e ambiental. Conheça um pouco mais das idéias progressistas de Amyra El Khalili, que também é professora de pós-graduação e MBA em Economia Socioambiental e, por suas ações, já foi indicada ao Prêmio Bertha Lutz e ao Prêmio Mil Mulheres.

Quando a senhora percebeu que poderia usar seus conhecimentos sobre mercado financeiro em favor do meio ambiente?

Comecei minha carreira no mercado financeiro como recepcionista da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), na época em que foi fundada. Com o tempo, ocupei várias posições em diversos departamentos. Foi quando me convidaram para trabalhar na corretora do presidente da Bovespa. Tive oportunidade de fazer vários cursos, pois para cada iniciativa ganhava uma bolsa de estudos. Então, por empenho e dedicação, recebi um convite para trabalhar na mesa de operações da BM&F. Em menos de dois anos me tornei um dos maiores operadores do mercado. Cheguei ao estágio máximo de conhecimento e passei à posição de consultora da BM&F, entre outras instituições. Mas sentia que o meu conhecimento não era para aqueles fins. Estávamos no mercado financeiro especulando fortunas, ao mesmo tempo em que havia muita pobreza e miséria no Brasil. Não me sentia bem com isso. Alcancei nesta etapa um grau de consciência muito profundo, vivenciando guerras e conflitos. Foi quando comecei a estudar o binômio água e energia, e a co-relação entre as guerras e o sistema financeiro.

Como a senhora avalia a questão dos créditos de carbono como paliativo para os problemas de aquecimento global?

Começar a comercializar poluição é o último nível da degradação ambiental e humana. O chamado “compra e venda de créditos de emissão”, é a coisa mais negativa que pode existir no “mercadismo” que o ser humano conseguiu produzir. O movimento deveria ser o contrário: buscar mecanismos financeiros para eliminar a especulação que resulta na degradação ambiental. Hoje, ocorre o oposto, que é financiar para matar. Queremos um sistema que financie a vida.

No futuro é possível que tenhamos conflitos entre países pela luta de recursos naturais?

Estamos vivenciando atualmente, só que de outra forma na América Latina e no Caribe. Mas isso já acontece no Oriente Médio, por exemplo. O exército nacional ainda não está na rua em decorrência dos conflitos pela água, mas em Cochabamba, na Bolívia, houve convulsão social por causa da água, e no Espírito Santo, aqui no Brasil, foi registrado um caso de morte por disputá-la. No Uruguai, tiveram que reformar a legislação para que a água voltasse para as mãos do Governo e da sociedade, pois as águas estavam todas na mão da iniciativa privada, assim, foi feito um plebiscito sobre a reforma hídrica para devolver as águas para a população. Água é um bem de uso público, pertence à nação, então você não pode simplesmente cercar uma bacia hidrográfica e dizer-se dono da água, determinando que a beba quem você quer!

Quais são os principais problemas ambientais que o Brasil enfrenta hoje?

Temos problemas seríssimos, como saneamento básico. No Nordeste inteiro, há seca. Algumas regiões têm água, mas não pode ser consumida pela população porque está contaminada. Nessas bacias hidrográficas, por exemplo, despejaram efluentes, ou seja, dejetos como urina, fezes, esgoto químico sem tratamento. A água, o rio, o mar, não devem ser canais para despejarmos nossos excrementos, resíduos industriais e lixo. Estima-se que os maiores degradadores de águas no Brasil sejam as próprias prefeituras. A indústria passou por uma pressão tão violenta que, por força de lei, precisou desenvolver sistemas de gestão ambiental com filtros, reciclagem e reutilização de água, sendo hoje o setor que menos polui. Mas isso não quer dizer que não tem indústrias que poluem. No Rio Grande do Norte, no Nordeste, muito desejo in natura está sendo despejado diretamente no mangue, rios e mar. Recentemente foi denunciado por Rose Dantas, uma bióloga ambientalista, o maior desastre ambiental no Rio Grande do Norte: 40 mil toneladas de peixes foram mortos, e as pessoas que comeram os peixes contaminados estão morrendo. Lançaram resíduos químicos no mangue indiscriminadamente. O mangue deságua nos rios e, conseqüentemente, contaminou o Rio Potengi, a principal fonte de abastecimento da cidade de Natal. Eles acham que o mangue é lugar de coisa suja. Escondem facilmente o despejo ilegal de dejetos no mangue por causa do odor característico do lugar. E os pescadores de mariscos, de ostras, que vivem da pesca, como ficam? O mangue é rico, produz muitas espécies e mantém o equilíbrio biológico da costa marítima, entre outros benefícios ambientais e sociais.

Como economista e educadora, você acredita que o planejamento econômico atual incentiva o consumismo exacerbado e contribui para a degradação do meio ambiente?
A economia de mercado não é uma virtude ou um defeito do capitalismo, é um modelo de sobrevivência político. Não devemos dissociar a política da economia, porque os economistas apresentam, por exemplo, o melhor plano econômico, mas se o político não aceitar, não há como implantar a proposta, por melhor e mais legítima que ela seja! Definitivamente, o mercado financeiro está com câncer. E o que faz uma célula cancerígena? Metástase. Ela se propaga no corpo da economia e vai destruindo. Matando-a aos poucos, com muito sofrimento. Para que o mercado financeiro seja fruto de uma economia saudável, é importante desenvolver uma célula com o mesmo movimento que a metástase. Se essa célula fosse introduzida no corpo da economia, ela propagaria o Bem. É preciso combater a exclusão social e a degradação ambiental como parte dos resultados dessa economia. Quando excluímos o outro, somos, todos nós sem distinção, impactados diretamente. Estamos também nos excluindo por algum motivo e sentindo as dores desse processo.

Como é possível mudar essa realidade?

É necessário projetar na mente das pessoas imagens positivas, de auto-estima, de valores humanos e espirituais, trabalhando a consciência. É um processo de resgate, de cura, não de culpa – porque somos sempre bombardeados pela grande imprensa com essa noção de culpa. Vivemos um modelo de sucesso materialista onde Ter é melhor que Ser. Que mensagem estamos passando para os nossos jovens? O que nós estamos dizendo para a sociedade quando a gente só propaga a doença, o mal, a violência, o oportunismo? Tenho crenças! E por isso que ainda estou em pé, fazendo coisas. Acredito no poder da informação. Uma informação clara, transparente e didática. Podemos ter opiniões, mas não vamos decidir pela sociedade. É na palavra consciência que está o poder de decisão, e não adianta fugir dela. Gosto muito da expressão nova consciência porque não podemos dizer que as pessoas não estão conscientes, elas estão, mas num padrão de verdade antigo, velho, desgastado. Existe consciência, sim. Mas a consciência de que eu preciso ganhar dinheiro, que preciso pagar as contas, que preciso lucro, que é lucro a qualquer preço. Uma consciência que está profundamente doente em estado terminal.

Então é a partir da informação que a sociedade saberá se posicionar e transformar o mundo?Exatamente! O que os impede de manipular a população é a democratização da informação. Quando uma revista como a Universo Espírita faz entrevista com quem pensa e se expressa diferente, quebra-se o ciclo vicioso do maniqueísmo. É quando essa informação chega às comunidades, nas pessoas que não têm informação com opções. A camada mais humilde da sociedade, em especial, está assinando contratos sem saber o que assinou e acabam se comprometendo com um arsenal de instrumentos econômicos e jurídicos tornando-se escravos. Quando traduzimos essas informações e as colocamos à disposição da sociedade, passamos a inibir a ação de especuladores e oportunistas. A única forma de mudar esse modelo materialista e consumista em que vivemos, de combater essa autofagia financeira, é a informação disponibilizada democraticamente, de forma transparente e isenta, para que o cidadão possa decidir sobre seu destino.
_____
Entrevista concedida à Revista Universo Espírita, Edição 57
Postado por Nova Consciência às 07:52 0 comentários

"Amanhã, o dia renascerá transformado. As circunstâncias se modificam, de minuto a minuto, e os reveses de agora serão alegrias no porvir. Teça, com serenidade, a sua auréola de ventura porvindoura, aproveitando os ensinamentos que a dor lhe trouxe ao coração." (Agar, psicografado por Chico Xavier)

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23 de agosto de 2009

URGENTE: SOS AQUÍFERO PIRANEMA SEROPÉDICA, BAIXADA FLUMINENSE (RJ)


Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - conheça

SEROPÉDICA PEDE SOCORRO!
A MÁFIA DO LIXO QUER CONSTRUIR UM ATERRO SANITÁRIO SOBRE UM IMENSO AQUÍFERO: O AQUÍFERO PIRANEMA, NA BAIXADA FLUMINENSE, ESTADO DO RIO DE JANEIRO!!!



Sou presidente do Conselho da Cidade de Seropédica e estamos há dois anos lutando contra a instalação de um aterro sanitário na nossa cidade com dimensão para receber até 5.000 toneladas diárias de lixo sobre o nosso aquífero!

No entanto apesar de avisarmos o Ministério Público e Instituto Nacional do Ambiente sobre o imenso risco ambiental do empreendimento, o processo de licenciamento segue a passos largos, sendo que a Audiência Pública já foi marcada para esta quarta-feira dia 26 de agosto, apesar da promessa do Vice Presidente da Instituição de que nossas denúncias, embasadas num estudo da Universidade Rural do Rio de Janeiro, seriam analisadas e que esta audiência não seria marcada.

Pedimos ampla divulgação desta gravíssima denúncia e solicitamos que entrem em contato conosco para nos ajudar.
Sou pesquisadora da Embrapa:
e-mail: straliot@cnpab.embrapa.br

Obrigada!

Rosângela Straliotto, Presidente do Conselho
da Cidade de Seropédica Pesquisadora III - Embrapa
Agrobiologia - Chefe Adjunta de Administração
Doutora em Ciência do Solo.


LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO:

- SOS Seropédica

- O Aquífero de Piranema - estudo

- Convite para Audiência Publica da Central de Tratamento de Resíduos Santa Rosa


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Plásticos se decompõem na água e liberam toxinas, diz pesquisa

Os resíduos plásticos que acreditava-se que eram indestrutíveis se decompõem rapidamente na água e liberam substâncias tóxicas em todos os mares do mundo, afirmou um estudo apresentado na quarta-feira (19) na reunião anual da Sociedade Química dos Estados Unidos em Washington.

Os cientistas do Colégio de Farmácia da Universidade de Nihon, no Japão, disseram que a descoberta foi "surpreendente" porque se pensava que o maior perigo dos plásticos era que fossem comidos pelos peixes.

"Acreditava-se que os plásticos de uso diário eram em geral muito estáveis", indicou Katsuhiko Saido, cientista que dirigiu a pesquisa.

"Descobrimos que o plástico no oceano na realidade se decompõe ao ficar exposto à água e ao sol e a outras condições ambientais. Esta é outra fonte de poluição global que continuará no futuro", disse.

Saido ressaltou que todos os anos são jogadas nos rios japoneses 150 mil toneladas de resíduos plásticos, principalmente objeto de espuma plástica (Styrofoam) e o mesmo ocorre em outros mares.

Segundo o cientista, quando o plástico se decompõe libera a substância bisfenol A (BPA) e o oligômero PS, potencialmente tóxicos.

Outros estudos afirmam que tanto o BPA como o PS podem alterar a função hormonal nos animais e afetar gravemente seu sistema reprodutivo.

Os plásticos não se decompõem no sistema gástrico dos animais, mas as substâncias que liberam poderiam ser altamente prejudiciais, disseram os cientistas em seu relatório. (Fonte: Yahoo!)


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21 de agosto de 2009

NA BAHIA ACONTECE O "ENCONTRO PELAS ÁGUAS 2009"


Cachoeira sedia primeira edição dos Encontros pelas Águas 2009


Cachoeira sedia Encontros pelas Águas com Comunidades de Terreiros no domingo e na segunda
Ao todo, serão sete reuniões com representantes de comunidades tradicionais em toda a Bahia que dialogarão com o Governo sobre as diretrizes das políticas públicas das águas. A cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, a 116 quilômetros, será sede da primeira reunião do Encontro pelas Águas 2009.

Cerca de 120 comunidades de Terreiros de toda a Bahia se reúnem no município de Cachoeira neste domingo (23) e segunda-feira (24) para participar do primeiro “Encontro Pelas Águas 2009”. Os dois dias de encontro acontecem no Quarteirão Leite Alves, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). A abertura será às 19h do domingo, e segue durante toda a segunda-feira (24), dia de São Bartolomeu.
Preparatórios à Conferência Estadual de Meio Ambiente, os Encontros Pelas Águas são reuniões temáticas de sensibilização e de escuta com mulheres e povos e comunidades tradicionais de toda a Bahia, convocadas pelo Governador Jaques Wagner para ampliar a construção coletiva das políticas públicas da gestão das águas em cada bacia hidrográfica no Estado e discutir os problemas socioambientais nos lugares onde vivem.

Promovido pelo Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), órgão gestor das águas do Estado da Bahia, os encontros terão a participação de representantes das Secretarias do Meio Ambiente (Sema); da Saúde; Cultura; Promoção da Igualdade; Desenvolvimento Urbano; da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos; da Ciência e Tecnologia, além da Fundação Palmares; do Fundo das Populações das Nações Unidas no Brasil; do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu; do Território de Identidade do Recôncavo; das nações de candomblé e do Conselho da Carta Pelas Águas.

Programação

Após a abertura do domingo, está prevista uma apresentação cultural das nações de terreiros, com dança e música, além da entrega de um presente no mar aos orixás. Todos os representantes das nações Gegi em todo o Estado reunidos irão saudar o centenário de nascimento de Gayaku Luíza, como programação paralela ao evento.

Na segunda-feira, (24) os trabalhos serão iniciados com um café da manhã, às 7h30, com previsão de encerramento às 18h. Para consolidar o processo de escuta e diálogo com os diferentes atores pelo fortalecimento da gestão participativa, os Encontros pelas Águas 2009 terão como eixos temáticos “Águas e Políticas Públicas”; “Controle Social e as Instâncias de Participação”; “Água como Direito Humano e Ambiental”; “Fundo Estadual de Recursos Hídricos”; e “Revisão do Plano Estadual de Bacia Hidrográfica”.

Durante a tarde, será confeccionada e apresentada a Carta Pelas Águas II, com os encaminhamentos de cada grupo dividido para discutir os seis eixos temáticos. Serão também indicados os membros para a renovação do Conselho de Acompanhamento de Aplicabilidade da Carta Pelas Águas.

As propostas apresentadas pelos povos e comunidades tradicionais e os segmentos mulheres, juventude e crianças, nos encontros de 2007, serviram de base para o desenvolvimento de políticas públicas na Bahia.

Para o Governador Jaques Wagner, os Encontros Pelas Águas 2009 foram instituídos representam um avanço na construção e na implementação da gestão participativa das águas, pois possibilita que esses públicos se reencontrem e avaliem as conquistas alcançadas, tendo com marco histórico os Encontros Pelas Águas 2007. Ele lembrou que o Governo tem priorizado políticas afirmativas e inclusivas.

Os encontros acontecem até novembro e mobilizarão comunidades quilombolas, de marisqueiras e pescadores, de povos indígenas, de fundo de pasto, de gerazeiros e das mulheres, em diferentes Regiões de Planejamento e Gestão das Águas (RPGAs). Essas articulações garantem a diversidade étnica, racial, cultural e de gênero para a justiça socioambiental no Estado e resultarão, após o final de toda jornada pelo interior baiano, na elaboração da II Carta Pelas Águas. O documento será entregue ao Governo Estadual na III Conferência Estadual de Meio Ambiente de 2010.

Sobre os Encontros Pelas Águas

A primeira série de Encontros pelas Águas foi realizada de agosto a dezembro de 2007 e resultou na construção da Carta pelas Águas, entregue ao governador Jaques Wagner, durante a II Conferência Estadual de Meio Ambiente, em março de 2008. O documento apontou as demandas dos povos e comunidades tradicionais e dos segmentos juventude, mulheres e crianças quanto à implementação de políticas públicas dos recursos hídricos na Bahia.

As cartas foram construídas a partir de quatro eixos temáticos: “Nós e a água”, “A água no lugar onde vivemos”, “Nós e a gestão das Águas” e “Nossos Sonhos pelas Águas”. O objetivo dos encontros foi possibilitar que esses públicos falassem abertamente da relação que têm com a natureza e sobre os problemas relacionados ao acesso às águas nas bacias hidrográficas onde vivem.

“Os Encontros pelas Águas proporcionam uma aproximação dos diversos segmentos sociais com os órgãos e autarquias do Estado, possibilitando um canal de diálogo permanente, construindo assim políticas públicas que atendam as necessidades e as expectativas da sociedade em relação à água”, explica o assessor do INGÁ para Povos e Comunidades Tradicionais, Diosmar Santana Filho.

A regulamentação do Comitê Gestor do Programa Água para Todos, por Decreto Simples do Governador Jaques Wagner, e a indicação de um dos seus membros para integrar o Comitê Gestor do Programa Água para Todos (como representante dos povos e comunidades tradicionais), foi uma das conquistas da instância. Durante o II Encontros pelas Águas acontecerá também a renovação dos membros do Conselho das Águas.

19/08/09 Ascom INGÁ
Mais informações: Letícia Belém / Yordan Bosco / Brenda Medeiros (71) 3116-3286/3042/3024 – 9938-2116

23 e 24 Agosto
Comunidades de Terreiros
Local: Cachoeira
Bacia Paraguaçu

11 e 12 Setembro
Marisqueiras e Pescadores
Local: Prado
Bacia Itanhém,
Peruípe e Jucuruçu

23 e 24 Setembro
Gerazeiros
Local: Santa Maria da Vitória
Bacia Corrente

16 e 17 Outubro
Fundo de Pasto
Local: Itiúba
Bacia Itapicuru

30 e 31 Outubro
Quilombolas
Local: Carinhanha
Bacia Carinhanha

13 e 14 Novembro
Mulheres
Local: Rio de Contas
Bacia das Contas

27 e 28 Novembro
Indígenas
Local: Santa Cruz de Cabrália
Bacia Frades, Buranhém
e Santo Antônio

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