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19 de junho de 2008

MINEIROS BUSCAM A REVITALIZAÇÃO DO RIO DAS VELHAS

Imagem Biblioteca Virtual ANAConfluência Rios das Velhas e São Francisco

Rio das Velhas é o terceiro mais poluído do país

O Rio das Velhas foi apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como o terceiro mais poluído do país, atrás apenas do Tietê, em São Paulo, e do Iguaçu, em Curitiba (PR). O estado ainda lidera o ranking dos que mais usaram fertilizantes por hectare plantado, um vetor de contaminação de rios, lagos e cursos d’água. A vegetação também foi ameaçada e ardeu em 3.036 focos de incêndio em Minas, incluída na lista das 10 unidades da federação com o maior número de queimadas do Brasil.
A pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2008 fez um diagnóstico de 60 itens, sendo 23 deles na esfera do meio ambiente, relativos a 2006. Esta é a terceira edição do estudo, feito também em 2002 e em 2004.

O levantamento divulgado quarta-feira pelo IBGE mostrou um sério comprometimento do índice de qualidade das águas (IQA) dos rios que cortam as zonas urbanas. Os três piores da lista ficaram bem abaixo do IQA médio anual considerado ótimo (80). Na liderança está o Rio Tietê, em São Paulo, com 30, seguido pelo Iguaçu, em Curitiba (PR), com 31, e o Velhas teve 57,6. “O objetivo é mostrar que os rios que atravessam as cidades estão mortos. Enquanto não se trabalhar a coleta e o tratamento de esgoto essa realidade não mudará”, ressaltou o pesquisador Judicael Clevelario.
De acordo com a coordenadora-executiva do projeto “Revitalização do Rio das Velhas”, conhecido como Meta 2010, Myriam Mousinho, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o índice não é uma surpresa. “Por isso, o governo de Minas concentra esforços na despoluição e recuperação do rio.

Até 2011, serão investidos R$ 1,2 bilhão, o equivalente à construção de duas Linhas Verdes”, disse. O ponto crítico, entre os rios Jequitibá e Itabirito, passando por BH, alcançou um IQA de 37,96 no ano da pesquisa.
Uma série de ações estão em curso, como a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Arrudas, incluindo o tratamento secundário, um trabalho biológico que permite o aumento da remoção da carga orgânica poluidora do rio de 75% para 92%.

Ano passado, tiveram início também os trabalhos na ETE Onça. Myriam afirma que, em agosto, os interruptores dos córregos da Serra, do Acaba Mundo e dos Pintos, na Região Centro-Sul de BH, estarão prontos. “Toda a Zona Sul terá o esgoto tratado, o que mudará o índice de qualidade”, afirma.

Ela acrescenta que as melhorias já podem ser sentidas com a volta dos peixes. O dourado, por exemplo, espécie sensível à poluição, já subiu 370 quilômetros de onde o Velhas deságua no São Francisco, em Barra do Guaicuí, no Norte de Minas, até perto da foz do Rio Jaboticatubas, na Grande BH.

Memória
Do antigo Rio das Velhas, sobrou somente saudades no coração do aposentado Paulo Roberto de Souza, de 63 anos. Ele mora em Santa Luzia, no Bairro Córrego Frio, às margens do Velhas e se lembra de quando bebia e pescava no curso d’água. “Quando era menino, o rio era o quintal da minha casa. Nadava muito junto com meus colegas.

Já pesquei curimatan, mandi e até surubim. O tempo era outro. Hoje, acordo com o mau cheiro e, nem de longe, sonho em pescar”, observa. Ele já ouviu dizer na revitalização do rio, mas o pessimismo toma conta. “Ouço falar da limpeza geral, mas não acredito. As pessoas não respeitam e as políticas públicas demoram a aparecer”, diz.

Em Sabará, no encontro do Arrudas com o Velhas, a história não é diferente. O operador de roçadeira, Diones Vieira dos Santos, de 22, diz que a falta de educação dos moradores contribui para a decadência e sujeira do rio. “Vejo pessoas pegando lixo dentro de casa e jogando tudo na água. Rio não é esgoto. Tenho a esperança de um dia vê-lo cheirando bem com um tanto de peixes para podermos pescar”, acredita Diones.
Fonte: ONG AMDA / Portal Uai/Portal do Meio Ambiente

18 de junho de 2008

CONTRIBUIÇÃO JAPONESA À AGRICULTURA BRASILEIRA


NOSSA HOMENAGEM AOS 100 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA - 18 DE JUNHO 1908-2008


Simpósio aborda contribuição japonesa à agricultura
Fonte: Esalq

Nos últimos dias 9 e 10 de junho, o “Simpósio Brasil Japão: Contribuição ao Agronegócio”, no Memorial da América Latina, abordou a contribuição da imigração japonesa ao desenvolvimento da agricultura brasileira.

O evento teve a promoção das três universidades paulistas - USP, Unesp e Unicamp, com apoio do Memorial e faz parte das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
O simpósio discutiu temas de interesse para a cooperação técnica e acadêmica entre Brasil e Japão em Agricultura. Participaram pesquisadores de diversas instituições, personalidades relevantes da comunidade nipo-brasileira, reitores das três universidades estaduais e representantes do Ministério da Agricultura dos dois países.
Os temas abordados no simpósio foram Agricultura e a relação Brasil-Japão; Agronegócio Brasil-Japão: realidade e perspectivas; Manejo sustentável de recursos naturais; Potencial agroenergético brasileiro; Dekassegui; Contribuição da imigração japonesa no desenvolvimento da agricultura brasileira; Relações acadêmicas: Brasil-Japão.
A Esalq participou do evento, como parte das comemorações pelos 107 anos de existência da instituição. Em abril, o diretor da Escola, Antonio Roque Dechen, representando a USP, participou juntamente com o Secretário de Agricultura, João Sampaio, de uma comitiva brasileira, liderada por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, de uma viagem ao Japão para definir a pauta de compromissos entre os dois países em relação às atividades comemorativas que estão acontecendo em comemoração aos 100 Anos da Imigração Japonesa.



Na primeira metade do século 19 as primeiras correntes migratórias japonesas começaram a chegar ao Novo Mundo: em 1868 chegaram ao Havaí 153 imigrantes e no ano de 1898 ao Peru.

No Brasil, a imigração japonesa começou oficialmente em 18 de Junho de 1908, com o aportamento do navio KASATO MARÚ, em Santos-SP, trazendo 158 famílias, no total de 781 pessoas.

A história da imigração japonesa no Brasil está intimamente ligada à produção de café no Estado de São Paulo. Com o fim do regime escravocrata, vigente até quase o final do século XIX (1888),e continuando a expansão da lavoura cafeeira, as fazendas paulistas apresentavam uma crescente carência de braços. Daí, o interesse dos fazendeiros em obter mão-de-obra européia e asiática.

A corrente imigratória japonesa no Brasil orientou-se basicamente para o meio rural, calcula-se que entre os anos de 1908 e 1958 aproximadamente 210.000 japoneses entraram no Brasil, deste total aproximadamente 75% se concentraram no interior do Estado de São Paulo.

No que se refere à agricultura são enormes as contribuições do grupo japonês quanto ao uso correto do solo; a introdução novas plantas como o rabanete, a cebolinha, a poncã, acelga ou couve japonesa, a seda, etc., e melhoria de outras já existentes no país, tais como o chá, a pimenta-do-reino, a juta, algodão, tomate, caqui, ameixa, uva, pera, etc.; melhoria da tecnologia de produção; a produção de sementes selecionadas e mudas; organização de granjas; organização da comercialização de produtos agrícolas e o cooperativismo.

Deve-se se destacar também o trabalho dos japones no uso do plantio de arroz irrigado, as fazendas de frutas na região do São Francisco, com uso da irrigação, introdução da agricultura ecológica (sem venenos e poluentes), bem como os pesqueiros e fazendas de produção de diversos tipos de peixes. Na Mantiqueira Paulista, depois na mesma serra em Minas Gerais e posteriormente na Região de Penedo e Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro foram desenvolvidos os estudos, adaptações e produções da truta, um peixe muito apreciado na culinária brasileira.


100 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA



Na primeira metade do século 19 as primeiras correntes migratórias japonesas começaram a chegar ao Novo Mundo: em 1868 chegaram ao Havaí 153 imigrantes e no ano de 1898 ao Peru.

No Brasil, a imigração japonesa começou oficialmente em 18 de Junho de 1908, com o aportamento do navio KASATO MARÚ, em Santos-SP, trazendo 158 famílias, no total de 781 pessoas.

A história da imigração japonesa no Brasil está intimamente ligada à produção de café no Estado de São Paulo. Com o fim do regime escravocrata, vigente até quase o final do século XIX (1888),e continuando a expansão da lavoura cafeeira, as fazendas paulistas apresentavam uma crescente carência de braços. Daí, o interesse dos fazendeiros em obter mão-de-obra européia e asiática.

A corrente imigratória japonesa no Brasil orientou-se basicamente para o meio rural, calcula-se que entre os anos de 1908 e 1958 aproximadamente 210.000 japoneses entraram no Brasil, deste total aproximadamente 75% se concentraram no interior do Estado de São Paulo.

Aqui chegando, os colonos pioneiros encontraram dificuldades inimagináveis em seu país de origem, como condições de trabalho duríssimas, herança de um regime escravocrata, além do choque cultural, resultante principalmente do desconhecimento do idioma português, doenças tropicais e dieta alimentar. A grande maioria imaginava conseguir uma reserva financeira que lhe permitisse, dentro de certo tempo, retornar ao Japão, todavia com o passar do tempo se davam conta de que isso não seria possível. Ao mesmo tempo perceberam que havia possibilidade de adquirir terras a preços acessíveis, nas áreas onde a lavoura do café, atingida pela crise mundial de 1929, tornou-se decadente.

Com o passar do tempo, os imigrantes que aqui se fixaram e seus descendentes, passaram a ocupar lugar de destaque na cultura nacional brasileira em diversos campos, tais como o social, o político, o econômico e até mesmo o filosófico-religioso.

No que se refere à agricultura são enormes as contribuições do grupo japonês quanto ao uso correto do solo; a introdução novas plantas como o rabanete, a cebolinha, a poncã, acelga ou couve japonesa, a seda, etc., e melhoria de outras já existentes no país, tais como o chá, a pimenta-do-reino, a juta, algodão, tomate, caqui, ameixa, uva, pera, etc.; melhoria da tecnologia de produção; a produção de sementes selecionadas e mudas; organização de granjas; organização da comercialização de produtos agrícolas e o cooperativismo.

Além de se dedicarem a agricultura, a partir de 1930, os japoneses se dedicaram a outras atividades como a compra e venda de cereais, corretagem de imóveis rurais, montagem de oficinas, comércio e atividades industriais.

A simbiose entre as culturas brasileira e japonesa começou com uma corrente imigratória que atravessou o globo terrestre para aqui aportar. Hoje não existe apenas a presença física dos japoneses e seus descendentes, há também uma significativa influencia cultural que modificou de forma profunda o jeito de pensar e fazer o Brasil.


17 de junho de 2008

LUTA NA TERRA DE MAKUNAIMA - Dia 23 NA TV CULTURA-SP

Do site "VI O MUNDO", do Luiz Carlos Azenha:

"LUTA NA TERRA DE MAKUNAIMA", SOBRE DISPUTA EM RORAIMA, VAI AO AR NO DIA 23 PRÓXIMO


O documentário da TV Cultura chama-se "Luta na Terra de Makunaima" e vai ao ar no próximo dia 23, às 20h30m.
Nas últimas semanas estive envolvido na gravação e no apoio à edição, que é feita por uma equipe da emissora paulista, sob o comando do jornalista Aldo Quiroga.
Em Roraima, ouvimos os principais personagens envolvidos na disputa: o prefeito Paulo César Quartiero; o filho dele, Renato; os líderes do Conselho Indígena de Roraima e Joênia Wapixana, a primeira advogada indígena do Brasil. Visitamos tanto o centro de formação de lideranças indígenas como as fazendas de produção de arroz. Também falaram representantes do Ibama, do Incra e da Funai - o prefeito Quartiero identifica os três órgãos federais como parte do "tridente do diabo".
É óbvio que, como repórter, recolhi impressões pessoais sobre a viagem, que pretendo dividir com vocês aqui no site. Uma das constatações é de minha própria ignorância sobre Roraima e o longo processo de demarcação da Raposa/Serra do Sol, que começou em 1977. Embora a maioria dos brasileiros só tenha se dado conta da disputa agora, ela é antiga e já causou muita violência e sofrimento.
Nos próximos dias escreverei mais amiúde sobre tudo o que vi e testemunhei em Roraima. Abrirei espaço no site para que os leitores opinem sobre o assunto e sobre o documentário. Conto com vocês para disseminar essa informação: ele vai ao ar no próximo dia 23, às 20h30m, na TV Cultura de São Paulo. VI O MUNDO - Leia Mais

16 de junho de 2008

UNICAMP DESENVOLVE SISTEMA ALTERNATIVO PARA TRATAMENTO DE ESGOTO

Pesquisa na Unicamp usa plantas ornamentais para tratamento de esgoto doméstico

A popular planta "Copo de Leite"

Um sistema natural para tratamento complementar de esgoto doméstico que utiliza plantas ornamentais, sobre leito de bambu e brita, foi desenvolvido na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) e testado na Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) pelo engenheiro civil Luciano Zanella.


O sistema de pós-tratamento foi responsável por 30% da eficiência do sistema de tratamento na remoção de matéria orgânica e consiste em uma alternativa prática do ponto de vista operacional.
Não há necessidade de uso de produtos químicos ou eletricidade e, por isso, o sistema torna-se ideal para pequenas propriedades, como sítios e fazendas.A opção oferece ainda baixo custo de operação e também poderia ser aproveitada por comunidades rurais não-servidas por sistemas convencionais de coleta e tratamento, ou que possuam sistema de saneamento que trate o esgoto de maneira secundária.

A utilização de bambu como meio-suporte pode facilitar ainda mais a aplicação em áreas rurais, visto que o bambu é facilmente encontrado em qualquer parte do país.A proposta, denominada sistema wetland-construído, foi apresentada por Zanella para obtenção do título de doutor na FEC, sob orientação do professor Edson Aparecido Abdul Nour.

No Brasil, explica o engenheiro, não havia relato da introdução de plantas ornamentais nesse sistema, embora a utilização desse tipo de tratamento seja crescente. Em outros países, essa configuração de tratamento é largamente usada, sendo encontrada até mesmo para o tratamento de esgoto industrial.“A idéia surgiu a partir de um problema no Vale do Ribeira em que se exigia o tratamento do esgoto em fazenda de plantação de bananas. Em uma investigação dos sistemas existentes, resolvi testar algo já conhecido, adaptando para o tratamento com plantas ornamentais e utilização de bambu”, explica o autor da pesquisa.


O engenheiro montou seis piscinas de fibra de dois mil litros cada uma, de forma que o esgoto já tratado da Faculdade passasse pelas piscinas. Em três piscinas ele acrescentou brita ou pedras de construção até a borda e nas outras três o material usado foram anéis de bambu.Na seqüencia, plantou duas espécies ornamentais, o copo de leite e o papiro, uma vez que é sabido que as plantas absorvem os nutrientes do esgoto, colaborando com o tratamento.
O Papiro do Egito

Em uma segunda etapa, mais oito espécies foram plantadas. “O copo-de-leite sozinho não apresentou uma boa adaptação ao sistema. No entanto, junto com outras espécies, como o biri e o mini-papiro, ele teve um melhor desenvolvimento”, destaca.Para selecionar as plantas que poderiam oferecer um bom desempenho no sistema, Zanella fez contato com biólogos e pesquisou junto a paisagistas e produtores de mudas as melhores opções para os ambientes próximos a lagos e rios.

As análises contemplaram as características de cor e turbidez, a remoção de sólidos, de matéria orgânica, de nutrientes e de microorganismos. Na maior parte das variáveis, o grau de eficiência foi significativo.Segundo Zanella, este tipo de sistema é recomendável como um tratamento complementar ao esgoto doméstico já tratado numa primeira etapa em que a remoção dos resíduos mais pesados foi feita.

Na proposta do engenheiro, o resultado do tratamento complementar do esgoto poderia ser lançado em rios e lagos.“O sistema melhora muito a aparência, reduziu quase que completamente os sólidos e, razoavelmente, a matéria orgânica. Porém, não posso afirmar se poderia ser utilizado para irrigação, por exemplo, uma vez que não fiz testes para esta finalidade”, explica.

Outra possibilidade, exemplifica, seria o reúso em vasos sanitários, tema de bastante importância no meio científico e tecnológico nos últimos anos, mas para o qual o esgoto ainda necessitaria de uma desinfecção.

Pedras e bambus

– A versatilidade na utilização de pedras e bambus para o pós-tratamento de esgoto doméstico não é novidade. Tanto o bambu como as pedras, explica Zanella, atuam como filtro e meio-suporte para microorganismos que proporcionam o tratamento. As análises, no entanto, apontaram o bambu como alternativa viável, embora com eficiência menor que quando utilizadas as pedras.

Testes estatísticos indicaram que, para as condições impostas ao sistema testado, o tipo de material suporte tem mais significância que a espécie vegetal na obtenção de resultados satisfatórios. Mas isso não descarta a utilização de plantas ornamentais. Neste sentido, o engenheiro considerou que a opção pelas plantas ornamentais tem um efeito paisagístico importante, que diminuiria os índices de rejeição do sistema pela população.

A introdução de espécies de plantas comercias proporcionaria, inclusive, uma possibilidade de geração de renda para os pequenos produtores. A idéia inicial do trabalho era utilizar plantas de corte para agregar valor ao serem vendidas, fazendo um tipo de “cultura hidropônicas adaptada”.

Pelos resultados, o sistema de pós-tratamento foi responsável, em média, por cerca de 30% da remoção tanto de sólidos em suspensão, quanto de matéria orgânica, em relação ao total obtido na estação de tratamento. O wetland-construído de leito de brita e vegetado com papiro alcançou valores médios de remoção de fósforo total de 27,7%.(Envolverde/Unicamp)

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ABASTECIMENTO DE SÃO PAULO VAI GANHAR 1,7 MIL LITROS DE ÁGUA POR SEGUNDO

Fábrica fecha para SP ganhar represa

Após 30 anos de impasse, Estado vence disputa judicial por terreno
Vitor Hugo Brandalise - Estadão 14/06
Após uma disputa judicial que durou quase 30 anos, a unidade de Suzano da empresa Manikraft Guaianazes Indústria de Celulose e Papel deixou ontem de funcionar e vai dar espaço a um novo braço da Represa de Taiaçupeba, parte do Sistema Alto Tietê, no limite entre Suzano e Mogi das Cruzes. Conforme informou o Estado em março, a nova represa vai produzir mais 1,7 mil litros de água por segundo, o suficiente para abastecer 550 mil pessoas.

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) estima que a fábrica seja demolida até setembro e que o trecho comece a ser inundado em janeiro. As cerca de 555 famílias que vivem nos arredores da fábrica da Manikraft - em um bairro conhecido como Vilinha, que costuma sofrer com constantes alagamentos - terão de deixar o local. Apenas 260 delas, porém, serão levadas para conjuntos habitacionais em Suzano.

Iniciada em 1978, a disputa judicial entre o Estado e a unidade da Manikraft de Suzano chegou ao fim em 19 de maio, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou uma liminar concedida em fevereiro a favor da fábrica. Essa liminar atrasou a desapropriação, que já havia sido decidida em 11 de fevereiro, pelo juiz Fernando Bartoletti, de Suzano - para o magistrado, a companhia colocou interesses particulares acima do interesse público.

A sentença só foi expedida após o pagamento da última parcela da desapropriação, de R$ 8 milhões. Em valores atualizados, o governo do Estado pagou, desde o início do processo, R$ 46,75 milhões em indenizações à companhia. "O início da construção já foi adiado por tempo demais. Isso, agora, chegou ao final. A demolição vai estar praticamente concluída em 90 dias", disse o superintendente da Daee, Ubirajara Tannuri Félix.

A Manikraft, contudo, não se dá por vencida - diz que vai recorrer novamente da decisão. Segundo um de seus diretores, Francisco Caseiro, a empresa vai entrar com um pedido de liminar para protelar mais uma vez a desapropriação no início da semana que vem. Eles vão alegar que a empresa não teve acesso aos resultados da avaliação dos peritos, que teve início há cerca de 40 dias."O problema é que os peritos terminaram o trabalho na quarta-feira. Como podem começar a desapropriar apenas dois dias depois? Além disso, não fomos informados dos valores que eles fixaram na companhia", disse Caseiro.

A unidade da Manikraft de Suzano ocupa área construída de 90,7 mil metros quadrados - 52,1 mil metros quadrados de área construída - e é utilizada para a fabricação de papel toalha. Desde ontem, oficiais de Justiça estão na fábrica, impedindo seu funcionamento. Um dos motivos para o interesse do governo em concluir logo as desapropriações é a criação da primeira Parceria Público-Privada (PPP) no setor de saneamento básico no Estado. A PPP Alto Tietê representa investimento de R$ 1,3 bilhão, em 15 anos de contrato de prestação de serviços.

MORADORES

Menos da metade das famílias que vive no local terá direito a um apartamento popular em sete unidades de conjuntos habitacionais que estão em fase final de construção em Suzano. Com as 295 famílias que não serão contempladas, segundo a secretária de Saneamento e Energia do Estado, Dilma Pena, o governo do Estado vai gastar cerca de R$ 4 milhões em auxílio para mudança, transporte e aluguel nos primeiros meses após a remoção.

Alto do Tietê: últimos mananciais

A criação de outro braço da Represa de Taiaçupeba permitirá a exploração plena dos dois últimos mananciais da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê - o Paraitinga e o Biritinga-Mirim. "São os últimos mananciais da região metropolitana com possibilidade de exploração", disse o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato. "Com 150 mil novos consumidores entrando no sistema por ano, o novo braço deve atender à demanda dos próximos sete a oito anos.

Conseguiremos tempo para estudar alternativas para aumentar a disponibilidade hídrica de São Paulo no futuro". Massato afirma que a alternativa ao Alto Tietê que está em fase mais avançada de estudos é o aproveitamento dos mananciais da Bacia do Rio Ribeira, na nascente do Rio Juquiá, próximo à cidade de Registro - OESP, 14/6, Metrópole,

15 de junho de 2008

VAMOS SALVAR O RIO IGUAÇU?

Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo Pesquisa do IBGE mostra que o principal rio do Paraná é o segundo mais poluído do Brasil

Rio Iguaçu, o 2º mais poluído do país, não tem perspectiva de melhora


O rio que corta o Paraná é o segundo mais poluído do Brasil. Elevada quantidade de moradores na bacia do Iguaçu e baixa vazão são apontados como agravantes da poluição
As famílias que vivem ao redor do Rio Iguaçu, em Curitiba e região metropolitana, vão continuar sofrendo com a poluição nos próximos anos.

A afirmação foi feita pelo gerente da agência de bacias do Alto Iguaçu, Enéias Souza Machado, da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), órgão ligado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2002 e 2004, apontou o Rio Iguaçu como o segundo mais poluído em grandes cidades brasileiras. Perde apenas para o Rio Tietê, em São Paulo. Machado não contesta a pesquisa do IBGE.


Obras e baixa vazão
Obras de saneamento básico para mudar o panorama estão sendo feitas, mas o problema é físico. “Mesmo com as obras ao longo dos próximos anos, os rios do Alto Iguaçu vão continuar com uma poluição elevada, pois são rios de baixa vazão e com muita gente morando em volta”, explicou Machado.
Entre os rios que fazem parte do Alto Iguaçu estão o Belém, o Atuba e o Barigüi. Rios que passam entre áreas com intensa habitação em Curitiba e região.

Sobre o Rio Iguaçu, Machado explica que são basicamente dois fatores para a elevada poluição. “Primeiro, é o passivo ambiental, que já há algumas décadas existe, com falta de investimento no saneamento ambiental. Isso não só aqui no Paraná, mas no país inteiro”, disse.


O segundo fator é referente aos moradores em volta do rio. “Numa região de início de bacia existem 2,5 milhões de habitantes. É muita gente em volta do rio. As obras de saneamento melhoram a condição, mas ainda fica uma poluição residual, não desprezível e ainda elevada”.
A qualidade da água do Rio Iguaçu melhora conforme se afasta do aglomerado de moradias na região metropolitana e quando a vazão do rio aumenta. “Em Foz do Iguaçu (Oeste) a qualidade é altíssima, pois a vazão é muito grande no local”, afirmou Machado. Uma das soluções apontadas pelo gerente da agência de bacias para a despoluição do Rio Iguaçu é o sistema de flotação, que já é utilizado em São Paulo. “Além das obras de saneamento é feito o tratamento do leito do rio. Isso é uma ação que pretendemos implantar num médio prazo. No primeiro momento é colocar esgotos onde ainda não existem”, definiu. Fonte: GAZETA DO POVO

SALVANDO O TRINACIONAL RIO ACRE

Brasil, Peru e Bolívia se unem para salvar o Rio Acre A fronteira brasileira com o Peru e a Bolívia assume um compromisso definitivo para salvar o Rio Acre. Representantes do Instituto do Meio Ambiente, Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Acre e autoridades ambientais dos departamentos (províncias) de Iñapari (Peru) e Pando (Bolívia) lançaram em Assis Brasil, a 340 quilômetros de Rio Branco, o Projeto de Recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio Acre, uma das mais agredidas no País.


Lixo e esgoto
De Porto Acre às cabeceiras, em Assis Brasil, o lixo e o esgoto despejados no Rio Acre são as maiores ameaças à bacia. O rio abastece a capital acreana. Nas suas águas já foram encontrados sofás, mesas, lataria, pneus, camas, fogões, geladeiras e até restos de carros usados. Em 2006, a pesquisadora da Universidade Federal do Acre, Mônica Rios, responsável pelo estudo para a gestão integrada da Bacia do Rio Acre pelo Brasil, Peru e Bolívia, alertou que o asfaltamento da Rodovia do Pacífico influiria diretamente nos desmatamentos da região por ela cortada.
Sociedade deve participar
Seus igapós, que mantêm o nível da água do rio no período de verão, estão secando. A erosão é iminente em diversas regiões, em conseqüência da derrubada das matas ciliares.Períodos mais longos de estiagem ameaçam o abastecimento de água na capital acreana. Em 2005, o rio ficou reduzido a um fio de água, exigindo do governo a instalação emergencial de bombas flutuantes.
"A responsabilidade de salvar o rio Acre é de todos nós. O governo do Acre está investindo em obras importantes para evitar a poluição do rio, mas é a conscientização ambiental e o envolvimento da sociedade que fará a diferença nessa luta", disse Eufram do Amaral, secretário Estadual de Meio Ambiente.
Programa de Recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio Acre

Através desse programa, o senador Tião Viana coloca seu mandato na luta de recuperar a qualidade ambiental na bacia hidrográfica do rio Acre. O programa contempla ações de limpeza e desobstrução, recuperação da mata ciliar e as nascentes, com objetivo de conter o processo erosivo de suas margens, o nível de assoreamento do leito, a recuperação de aqüíferos e lençóis freáticos adotando um método participativo e de mobilização comunitária.
O programa prevê um pacto com os municípios banhados pelo rio Acre, de modo que cada um faça identificação de seus problemas e a gestão de sua micro-bacia, apoiados pelo gabinete do senador na execução dos projetos de recuperação. SAIBA MAIS

14 de junho de 2008

MINC ANUNCIA R$ 30 BI PARA SANEAMENTO


Minc anuncia R$ 30 bilhões para dobrar tratamento de esgoto no Brasil

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) anunciou nesta sexta-feira (13) a meta da pasta de dobrar, em dez anos, a distribuição de tratamento de esgoto nas residências do Brasil. Serão investidos, segundo o ministro, R$ 30 bilhões para obras de saneamento nesse período.

A meta, segundo Minc, é elevar de atuais 35% para 70% o nível de coleta e tratamento de esgoto no país em um prazo de dez anos. "Vai ser uma revolução sanitária", declarou o ministro, em cerimônia nesta sexta-feira, no Rio, para a assinatura da criação de uma nova reserva ambiental fluminense.

Para angariar verbas para o programa, o Ministério do Meio Ambiente vai retomar o Prodes (Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas), uma espécie de programa criado em 2001 para compra de esgoto tratado. O Prodes havia sido interrompido em 2005.

"Vamos retomar o Prodes, que é um incentivo para os municípios que tratam o esgoto. Eles vão receber dinheiro pelo efluente que estiver dentro do padrão (de tratamento de esgoto)", afirmou Minc."Já há recursos para o saneamento em várias obras do PAC, no Ministério da Integração Nacional e no das Cidades. O que vamos fazer agora no Meio Ambiente é estabelecer metas, definir bacias hidrográficas e outros mecanismos financeiros".

Outro desses mecanismos financeiros será o uso de verba gerada com a produção de petróleo que, atualmente, é destinada ao superávit fiscal, disse Minc. "Era uma verba que estava em contingenciamento para o superávit fiscal, que agora vai virar superávit ambiental". (Fonte: Folha Online)/AMBIENTE BRASIL

Redução da vazão do rio São Francisco

ANA apresenta relatórios sobre a redução da vazão do rio São Francisco
Os documentos trazem informações desde a Barragem de Sobradinho até a foz do rio

A Agência Nacional de Águas divulgou os Relatórios de Acompanhamento da Redução da Vazão Defluente do rio São Francisco. O trabalho tem o objetivo de divulgar as atuais condições de uso de recursos hídricos no rio São Francisco, após aprovação pela Diretoria Colegiada em 27 de dezembro de 2007, da redução da vazão de suas águas de 1.300m³/s para 1.100m³/s.

Para facilitar a compilação dos dados, a equipe da ANA realizou duas campanhas com sobrevôos aos estados banhados pelas águas do Velho Chico e visitas aos principais usuários de suas águas. A primeira delas, realizada no período de 23 a 26 de janeiro de 2008, percorreu os municípios ribeirinhos do rio São Francisco, desde a Usina Hidrelétrica de Sobradinho até a foz do rio. Durante a campanha, foram feitos sobrevôos na calha do rio, que percorre os estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Em terra, os técnicos também fizeram visitas aos principais usuários de recursos hídricos que foram potencialmente prejudicados pela redução da vazão.

A segunda campanha, realizada de 31 de março a 03 de abril deste ano, teve a finalidade de avaliar as condições de uso dos recursos hídricos nos trechos Submédio São Francisco (entre a barragem de Sobradinho e a cidade de Belém do São Francisco, em Pernambuco) e Baixo São Francisco (no trecho entre a barragem de Xingó e a foz do rio). Durante os sobrevôos foram observados pequenos pontos de assoreamento e crescimento de vegetação nos perímetros da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Os técnicos observaram também uma pequena quantidade de tanques-rede instalados no rio São Francisco e a inexistência de problemas relacionados ao tráfego de balsas.

A redução da vazão pode trazer contratempos em decorrência da diminuição do nível d’água no leito do rio. Contudo, dados dos relatórios mostram que, de uma forma geral, os principais usuários de recursos hídricos do São Francisco não foram prejudicados pela redução de sua vazão.

Estão previstas mais duas campanhas de fiscalização para acompanhamento da redução da vazão do rio São Francisco para este ano. As datas prováveis serão divulgadas no site da ANA.

Para ler os relatórios na íntegra acesse:
http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/AcmpmntSF/acompanhentosf.asp
Fonte: Portal Perfuradores.com 12/05/2008

Vazão do rio São Francisco

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12/05/2008 - 15:16
ANA apresenta relatórios sobre a redução da vazão do rio São Francisco

Os documentos trazem informações desde a Barragem de Sobradinho até a foz do rio


A Agência Nacional de Águas divulgou os Relatórios de Acompanhamento da Redução da Vazão Defluente do rio São Francisco. O trabalho tem o objetivo de divulgar as atuais condições de uso de recursos hídricos no rio São Francisco, após aprovação pela Diretoria Colegiada em 27 de dezembro de 2007, da redução da vazão de suas águas de 1.300m³/s para 1.100m³/s.


Para facilitar a compilação dos dados, a equipe da ANA realizou duas campanhas com sobrevôos aos estados banhados pelas águas do Velho Chico e visitas aos principais usuários de suas águas. A primeira delas, realizada no período de 23 a 26 de janeiro de 2008, percorreu os municípios ribeirinhos do rio São Francisco, desde a Usina Hidrelétrica de Sobradinho até a foz do rio. Durante a campanha, foram feitos sobrevôos na calha do rio, que percorre os estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Em terra, os técnicos também fizeram visitas aos principais usuários de recursos hídricos que foram potencialmente prejudicados pela redução da vazão.



A segunda campanha, realizada de 31 de março a 03 de abril deste ano, teve a finalidade de avaliar as condições de uso dos recursos hídricos nos trechos Submédio São Francisco (entre a barragem de Sobradinho e a cidade de Belém do São Francisco, em Pernambuco) e Baixo São Francisco (no trecho entre a barragem de Xingó e a foz do rio). Durante os sobrevôos foram observados pequenos pontos de assoreamento e crescimento de vegetação nos perímetros da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Os técnicos observaram também uma pequena quantidade de tanques-rede instalados no rio São Francisco e a inexistência de problemas relacionados ao tráfego de balsas.



A redução da vazão pode trazer contratempos em decorrência da diminuição do nível d’água no leito do rio. Contudo, dados dos relatórios mostram que, de uma forma geral, os principais usuários de recursos hídricos do São Francisco não foram prejudicados pela redução de sua vazão.


Estão previstas mais duas campanhas de fiscalização para acompanhamento da redução da vazão do rio São Francisco para este ano. As datas prováveis serão divulgadas no site da ANA.



Para ler os relatórios na íntegra acesse:

http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/AcmpmntSF/acompanhentosf.asp



Fonte: Portal Perfuradores.com 12/05/2008


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POLUIÇÃO POR ÓLEO EM ÁGUAS AGORA TEM RESOLUÇÃO


Entra em vigor resolução sobre poluição por óleo em águas brasileiras

Entrou em vigor na quinta-feira (12) a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que trata do conteúdo mínimo do Plano de Emergência Individual para incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional. A norma, publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira, revoga a de nº 293/2001.

Uma das novidades dessa nova resolução é que, além de portos organizados, terminais, dutos, plataformas e instalações de apoio, ela atingirá também sondas e terminais terrestres, refinarias, estaleiros, marinas, clubes náuticos e instalações similares.

A resolução também exige apresentação de cenários acidentais envolvendo navios quando esses se originam ou se destinam às instalações, ou estejam realizando manobras de atracação, desatracação ou docagem na bacia de evolução das instalações .


(Equipamento para retirada de óleo da água)
Em relação às mudanças referentes à gestão, a norma estabelece a figura do Plano de Emergência Simplificado para marinas, clubes náuticos e outros empreendimentos de menos porte e impacto e abre a possibilidade de elaboração de Planos de Emergência Compartilhados para instalações portuárias de um mesmo empreendedor, situadas dentro da mesma área geográfica.

Segundo Lorenza Alberici da Silva, técnica especializada da Gerência de Qualidade Costeira e do Ar do MMA, a resolução inova ao determinar que os empreendimentos tenham algum recurso próprio para o atendimento a incidentes de poluição por óleo, mas não determina nenhum valor ou percentual, podendo aumentar a participação de serviços terceirizados. Também não estabelece quantidades limites para o uso de dispersantes, mas observa que seu uso deve ser compatível com o tipo e a quantidade de óleo e seguir a legislação ambiental vigente (resolução Conama 269/00).

Quanto aos prazos de adequação às modificações da resolução, fica estabelecido o prazo de até um ano, após a data de entrada em vigor da resolução,

Terminais aquaviários, dutos marítimos, plataformas, portos organizados, instalações portuárias e respectivas instalações de apoio terão prazo de um ano para adequação à norma, e até dois anos, para terminais, sondas e dutos terrestres, estaleiros, refinarias, marinas, clubes náuticos e instalações similares. AMBIENTE BRASIL/(Fonte: MMA)

12 de junho de 2008

OITAVA AUDIÊNCIA DE SUSTENTABILIDADE DA SABESP

EXPOZARAGOZA 2008



Brasil participa da maior feira internacional sobre água e sustentabilidade

Por Denise Caputo, da ANA

Brasil terá site oficial de sua participação na Expo Zaragoza 2008.De 14 de junho a 14 de setembro, mais de cem países estarão envolvidos em discussões sobre os recursos hídricos sob variadas perspectivas: ambiental, energética, agrícola, turística, cultural, econômica e tecnológica.

Trata-se da Expo Zaragoza 2008, evento que pretende envolver governos, entidades internacionais, organizações não-governamentais e empresas no debate sobre um dos maiores desafios da humanidade: o uso sustentável da água.

País que abriga parte significativa dos recursos hídricos do planeta, o Brasil vai levar sua diversidade ambiental e cultural, bem como suas experiências em gestão participativa da água, para a feira.

Já no segundo dia de evento (15), quando será comemorado o Dia do Brasil na Expo, haverá apresentações culturais variadas (como um espetáculo do Boi de Parintins e um show de Gilberto Gil e convidadas) e uma mesa-redonda sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos, com a participação do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, do comissário do Brasil na Expo 2008, João Bosco Senra, entre outros.Tribuna da ÁguaDentro da programação da Expo Zaragoza 2008 acontecerá a Tribuna da Água, um espaço de debates técnicos distribuídos em Semanas Temáticas. Serão apresentados trabalhos sobre as diversas ações, programas e projetos relacionados com os desafios da gestão dos recursos hídricos desenvolvidos pelo governo federal, empresas estatais e governos estaduais.

Entidade responsável pela implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, a ANA vai apresentar um de seus principais projetos: o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes), que visa a reduzir a poluição por esgotos domésticos nos rios brasileiros. Além disso, a ANA vai levar a sua experiência com gestão descentralizada e participativa das águas.

Outros assuntos a serem abordados pela ANA em Zaragoza são: o Programa de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (Proágua), que já melhorou a qualidade de vida de 4,7 milhões de pessoas no semi-árido brasileiro e está sendo ampliado para o resto do País; o monitoramento de água na Bacia Amazônica; a operação de reservatórios para a geração de energia elétrica, entre outros.

Para obter mais informações sobre programas e projetos da ANA, acesse http://www.ana.gov.br/.

Estande

O Brasil vai contar com um estande com 271 metros quadrados no Pavilhão da América Latina, cujo tema é “Sob a Chuva, Florestas Tropicais e Bosques de Clima Temperado”. O estande brasileiro terá como temas principais as bacias do Amazonas, do Prata e do São Francisco.

Brasil lança sítio oficial de sua participação na Expo Zaragoza 2008

Um sítio eletrônico dedicado à programação da Expo Zaragoza 2008, evento internacional que vai mobilizar mais de cem países em torno da questão da água e do desenvolvimento sustentável.

Acesse http://www.brasilnaexpo2008.com.br/ e confira tudo o que vai acontecer nos três meses de feira: mesas redondas, painéis, apresentações culturais etc. No portal, o internauta encontrará fotos, notícias e vídeos sempre atualizados.

Realizada de 14 de junho a 14 de setembro, a Expo Zaragoza 2008 vai envolver governos, organizações da sociedade civil, organismos internacionais e empresas no debate sobre o uso sustentável da água.

O Brasil vai levar sua diversidade cultural e experiência na gestão das águas para a feira.Programas em destaqueEntidade responsável pela implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, a Agência Nacional de Águas (ANA) vai mostrar as seguintes iniciativas na Expo Zaragoza 2008:Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes)O Prodes tem como objetivo estimular a implantação de sistemas de esgotamento sanitário, reduzindo os índices de poluição dos rios brasileiros.

Sem financiar diretamente obras ou equipamentos, o programa remunera o prestador de serviços de saneamento em razão dos índices de abatimento da poluição.ProáguaInvestimentos em infra-estrutura e em gestão de recursos hídricos: esta é a receita que melhorou a qualidade de vida de 4,7 milhões de pessoas na região semi-árida.

Com o apoio do Banco Mundial, o governo brasileiro agora amplia o programa para o restante do país.Atlas NordestePartindo do diagnóstico do abastecimento de água em mais de 1,3 mil cidades dos nove estados do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, a Agência Nacional de Águas (ANA) aponta alternativas para ajudar a resolver as demandas atuais e futuras de água na região.

Os benefícios do Atlas Nordeste alcançam cerca de 34 milhões de brasileiros.Gestão descentralizada e participativa das águasCom os comitês de bacia, integrados por representantes do poder público, dos setores usuários e da sociedade civil organizada, o Brasil vem demonstrando consideráveis avanços na gestão descentralizada e participativa de seus recursos hídricos.

Rede Hidrometeorológica

A Rede Hidrometeorológica conta com mais de 13,7 mil estações em todo o Brasil. Ela coleta dados fluviométricos e pluviométricos, subsidiando as decisões dos gestores de recursos hídricos e o desenvolvimento de estudos. Algumas estações possuem monitoramento telemétrico, o que permite acompanhar, em tempo real, os dados de chuvas e o nível dos rios.(Envolverde/ANA)

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11 de junho de 2008

RIO DE JANEIRO SOLUCIONA ESGOTOS PARA DESPOLUIR BAÍA DE GUANABARA

Travel Imagens.com
Cabral inaugura uma das obras mais importantes para a Despoluição da Baía de Guanabara
11/6/2008

Novo coletor evita lançamento de cerca de 85 milhões de litros de esgoto “in natura”, por dia, na Baía de Guanabara.

O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, inaugurou anteontem (09/06) uma das obras mais importantes do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que é o Sistema de Coleta de Esgotos do Centro do Rio, realizado pela Nova Cedae.

Também participaram do evento o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, e o presidente da Nova Cedae, Wagner Victer. Com os novos coletores, cerca de 1.000 litros por segundo de esgotos “in natura” deixam de ser lançados na Baía de Guanabara e passam a ser transportados à Estação de Tratamento de Esgotos de Alegria (ETE), no Caju, onde recebem o tratamento primário. “Até o final do ano, a Cedae inaugura o tratamento secundário de esgotos da Estação de Alegria”, anuncia Sérgio Cabral. “Estamos fazendo o dever de casa para que, até o final de 2010, tenhamos os recursos necessários para realizar o restante das obras previstas do PDBG”, informa o vice-governador.

- O novo Tronco Coletor do Centro evita que sejam lançados cerca de 85 milhões de litros de esgoto “in natura” por dia na Baía de Guanabara. Esse volume é superior ao produzido por nove capitais brasileiras, entre elas a cidade de Vitória. Além do grande benefício ambiental e de despoluição, a inauguração do Sistema de Coleta representa a superação de vários desafios de engenharia e a modernização da operação da rede de esgotamento sanitário do Centro da Cidade - salienta Victer.
A obra reduz sensivelmente o nível de afogamento de toda a rede de esgoto do Centro, facilitando o escoamento e contribuindo para a redução de vazamentos de esgoto na região. Os troncos coletores do Centro têm uma extensão de 8.300 metros, com diâmetros que variam de 1,2 a 2 metros e assentamento retilíneo com profundidade mínima de 4,5 metros e máxima de 14,5 metros nos pontos extremos.
Com a entrada em operação dos novos coletores, a Estação de Tratamento de Esgotos de Alegria teve a sua vazão aumentada de 1.500 para 2.500 litros de esgotos por segundo, beneficiando a cerca de 1,5 milhão de moradores de Santo Cristo, Centro, Gamboa, Saúde, Andaraí, Benfica, Caju, Catumbi, Cidade Nova, Estácio, Grajaú, Macaranã, Praça da Bandeira, Rio Comprido, São Cristóvão, São Francisco Xavier, Tijuca e Vila Isabel. Toda essa rede compreende uma extensão de 15.500 metros de troncos.

O conjunto de obras exigiu investimentos da ordem de R$ 175 milhões, com financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Japan Bank for International Cooperation (JBIC) e com aporte financeiro do Governo do Estado. O assentamento dos Troncos Coletores do PDBG, iniciado em 1998, teve um grande impulso nos dois últimos anos com a utilização de um método não destrutivo de construção. Esse moderno método evita que as vias expressas (ruas, estradas e avenidas) sejam avariadas com a abertura de valas e buracos para a colocação de tubulações. As escavações foram executadas em uma profundidade variável de cinco a oito metros.
DESAFIOS DA OBRA
Na instalação dos coletores tronco do Centro, que vão da Estação de Alegria até o Primeiro Distrito Naval, atravessando toda a extensão da Avenida Rodrigues Alves, foram enfrentados vários desafios como interferências e mudanças do trajeto original, que, muitas vezes, tiveram que ser vencidos manualmente. “Durante o assentamento dos coletores do Centro, os técnicos da Nova Cedae tiveram que solucionar dois grandes problemas, que estavam inviabilizando a finalização da obra”, ressalta Victer.

• DIQUE DA SAÚDE:

Um dique, construído na época do Império para a manutenção de navios, o Dique da Saúde, foi encontrado durante a travessia da máquina perfuratriz. A configuração do solo, composta pelo aterramento do dique, impedia o funcionamento correto do equipamento, que chegou a afundar. Nesse trecho da Avenida Rodrigues Alves, próximo à Cidade do Samba, os técnicos aplicaram um método chamado de “jet-grounding”, que consiste na injeção de concreto a alta pressão para consolidar o solo e permitir a perfuração de um trecho de 250 metros de extensão em uma profundidade de oito metros.

• ROCHAS DE ALTA DENSIDADE:

Já, na altura da Praça Mauá, uma rocha impossibilitava a perfuração da máquina devido a sua alta densidade. O obstáculo impedia a execução da interligação do coletor tronco do Centro com as tubulações que coletavam o esgoto do Campo de Santana, Praça Tiradentes e Quinze e Avenida Rio Branco. Os técnicos do PDBG estudaram diversas alternativas, inclusive, a travessia dos coletores, que costeariam o Primeiro Distrito Naval, o que não foi realizado pelo alto custo. A solução mais barata e eficaz foi o assentamento dos coletores a uma profundidade de 8 a 15 metros, com uso de retro-escavadeiras, em um serviço praticamente manual. Os 650 metros de coletores foram interligados a um antigo coletor, que recebe o esgoto do Campo de Santana, Praça Tiradentes e Quinze e Avenida Rio Branco. (PORTAL DO MEIO AMBIENTE)


ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA CEDAE – ACOM-DPTel.: 2332-3901 / 2332-3787 / 2332-3786 // Fax: 2332-3792 // Cel.:9925-3757 / 8528-0006E-mail: mailto:comunicacao@cedae.rj.gov.brsite: http://www.cedae.rj.gov.br/

10 de junho de 2008

SANEAMENTO DO PARANÁ - PEC BARRA EMPRESAS PARTICULARES

(foto arquivo da Gazeta do Povo) Se a “PEC da Água” for aprovada, quem mais ganha é a Sanepar, já que ampliará o número de municípios atendidos

PEC DA ÁGUA
MP-PR apóia universalização de água tratada

O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção do Meio Ambiente, do Ministério Público do Paraná, informa que apóia o previsto na PEC nº 21/08, que se propõe a definir que os serviços públicos de saneamento e abastecimento de água no Paraná devem ser oferecidos por empresas públicas ou por sociedade de economia mista que seja controlada e administrada por Poder Público Estadual ou Municipal.

“Entendemos que o acesso a água tratada deve ser universalizado, o que só ocorre com a gestão pública”, afirma o procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, coordenador do CAOP. “No serviço conduzido pelo poder público, a distribuição da água e do saneamento nas regiões mais pobres é subsidiada pelos demais consumidores. Com isso, essa camada mais carente consegue tarifas menores ou mesmo a sua isenção. Se o serviço for privatizado, isso acaba, pois o objetivo final será o lucro”, diz.

A redação da PEC que implica na proibição de empresas privadas para os serviços de tratamento de água e esgoto foi aprovada pela Comissão Especial de Reforma da Constituição da Assembléia em março. Conforme informações divulgadas pela imprensa, a proposta deve ser votada nessa semana pelos deputados. (Editores BECE REBIA)

Especialistas dizem que “PEC da Água” é inconstitucional

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende restringir ao poder público o serviço de saneamento e de abastecimento de água no Paraná deve ser votada nesta semana pelos deputados estaduais. A “PEC da Água”, como ficou conhecida, provocou polêmica depois que a palavra “preferencialmente” foi suprimida do terceiro parágrafo da proposta.

A mudança, embora sutil, impede que os municípios contratem empresas privadas para prestar o serviço – o que na opinião de advogados constitucionalistas consultados pela Gazeta do Povo torna a PEC inconstitucional. (Da Gazeta doPovo)

BAHIABIO: 20 VEZES PIOR QUE A TRANSPOSIÇÃO


Bahiabio: 20 vezes pior que a Transposição
Escrito por Roberto Malvezzi

O governo da Bahia lançou em um de seus sítios o programa BAHIABIO.
Ele se propõe simplesmente em plantar 870 mil hectares de cana para produção de etanol e 868 mil hectares de oleaginosas para produzir biodiesel. Avisa logo na apresentação: "não é para produzir alimentos". Portanto, sequer a idéia de consorciar. Monocultura em estado puro.

Outro detalhe fundamental é que 510 mil hectares de cana serão no vale do São Francisco. Portanto, cana irrigada. Cerca de 300 mil no Oeste Baiano, 20 mil no projeto Salitre, 60 mil no Canal do Sertão, 40 mil no Baixio do Irecê, 60 mil no Médio São Francisco, 30 mil no rio Corrente. E o sertão vai virar cana. O restante será implantado na região sul (300 mil hectares) e Sudoeste (60 mil hectares), com regularidade de chuvas, dispensando a irrigação. No Oeste Baiano dizem que a irrigação será "suplementar".

Oras, os técnicos em irrigação nos dizem que um hectare irrigado consome um litro por segundo em média. Entretanto, embora seja segredo trancado a sete chaves no Brasil, já descobrimos através da Índia que um litro de etanol consome 3.600 de água pra ser produzido em cana irrigada. Portanto, para irrigar 510 mil hectares são necessários 510 mil litros por segundo em média, ou seja, 510 metros cúbicos. Entretanto, na cana irrigada pode ser muito mais.

É de se perguntar, com toda obviedade, de onde vão tirar essa água. Os próprios dados do Comitê de Bacia do São Francisco, dados praticamente pesquisados e oferecidos pela Agência Nacional de Águas (ANA), nos dizem que o São Francisco só tem para múltiplos usos 360 metros cúbicos de água. O restante pertence à Chesf para gerar energia elétrica. Desses 360, 335 já estariam outorgados, sabe-se lá para quem e para quê. Portanto, restariam 25 metros cúbicos por segundo, que o pessoal da Transposição tomou para si. Portanto, o que resta é zero.

O chocante nessa história de megalomania e irresponsabilidades é perceber que a água necessária para irrigar essa cana – ainda não estão contabilizados os 80 mil hectares complementares do projeto Canal do Sertão para o estado do Pernambuco – é 20 vezes maior que a demandada pela transposição, que é de 26 metros cúbicos por segundo.

Nesse caso é preciso dar razão para aqueles que dizem ser "insignificante o que a transposição vai levar para os outros estados". Se essa água é necessária mesmo por lá ou não é outra história, mas a quantidade é mesmo pequena diante do Bahiabio. A verdade é que vão devorar o São Francisco nas suas melhores manchas de solos e nos seus grandes volumes de água.

Nesse momento em que os predadores tomam conta da nação, devorando a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, cegados pelos agrocombustíveis, se faltava algo para nos enterrar de vez nas margens do Velho Chico, já não falta mais: chegou o Bahiabio. CORREIO DA CIDADANIA -

(Roberto Malvezzi (Gogó) é coordenador da CPT.)

GOVERNO BAHIANO JUSTIFICA PROJETO BAHIABIO :

4.1.2. Justificativa

Como resultado da expansão e diversificação agrícola na Bahia, três pólos canavieiros se instalaram no Estado: Recôncavo, Vale do São Francisco e Extremo Sul, sendo que no Vale do São Francisco, por exigência climática, o cultivo ocorre sob regime irrigado e no Recôncavo e Extremo Sul, sob condições de sequeiro. O pólo do Extremo Sul apesar de estar em fase de implementação é o que apresenta maior potencial para expansão, em razão das suas características de solo e clima favoráveis.
Na Região Oeste do Estado, em recentes trabalhos de pesquisa realizados pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA, Instituto Agronômico de Campinas – IAC e Fundação Bahia, com a cana irrigada, foram identificadas amplas potencialidades para seu cultivo.
Os resultados preliminares com diversas variedades apresentaram produtividades de até 140 t/ha/ano. Com esses resultados poderá ser aproveitada na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, parte de 600 pivôs centrais instalados na região e que se encontram sub-utilizados. Ainda na Bacia do Rio São Francisco, existe um considerável potencial para produção de cana-de-açúcar nos Projetos de Irrigação Salitre, Baixio de Irecê, Corrente e Médio São Francisco (Muquém, Igarité/Barra, Mocambo/Cuscuzeiro e Santa Maria da Vitória), todos em implantação ou em fase de estudo.
Na Região Sudoeste do Estado também existe a possibilidade de cultivo da canade- açúcar nos vales dos rios Catolé e Gongogi, em área equivalente a 60 mil hectares.

Resta saber de onde será tirada tanta água assim na exaurida BACIA DO SÃO FRANCISCO...são os atuais açudes e projetos agrícolas irrigados...a transposição cuja obra, apesar de contestada, está em pleno andamento. Agora esse mega projeto denominado BAHIABIO.
Será que os valores do potencial hídrico dessa bacia estão sendo calculados corretamente ou o entusiamo na "realização de obras" está cegando os técnicos e políticos de plantão...

"RESPEITO AO VELHO CHICO"...ESTÁ DANDO O QUE FALAR



Fotos de João Zinclar (se não abrir, clique no x)

O artigo do jornalista MAURO CHAVES do Jornal O Estado de S. Paulo (que publicamos no último dia 07 no blog) é motivo de polêmicas e debates em várias publicações, especialmente as ambientais. Os argumentos do engenheiro Manoel Bomfim Ribeiro, especialista em hidrologia egeologia, ex-diretor do Dnocs e autor do livro Potencialidades do Semi-Árido Brasileiro e do respeitado jurista Ives Gandra Martins, que defende que "há pelo menos cinco argumentos sobre a inconstitucionalidade da transposição" são temas de debate no Fórum REBIA Nacional, no "O Viomundo" que é o site multimídia do Azenha, dos "Editores BECE-REBIA" (assinado pela Profª. Amyra El Khalili) e também do Portal do Meio Ambiente (do Vilmar Berna), entre outros.

O Velho Chico, rio da integração nacional, cuja força das águas já foi tamanha que durante séculos o fez avançar vários quilômetros adentro do Oceano Atlântico, a ponto de embarcações pararem em pleno oceano para se abastecerem de sua água doce, hoje sofre em sua foz um trágico recuo, por insuficiência de vazão. Já se disse que esse projeto de transposição é a transfusão que tem como doador um doente internado na UTI. Se a idéia de levar águas do São Francisco, por gravidade, para o semi-árido do Nordeste setentrional já estava na cabeça generosa de dom João VI, é porque naquele tempo não existiam açudes, nem adutoras, nem estudos hidrogeológicos.
Publicaremos as principais manifestações sobre o polêmico assunto que forem postadas nos blogs, fóruns e comentários, defendendo ou acusando determinada posição com relação a transposição do Rio São Francisco.

8 de junho de 2008

DINAMARCA: UMA VERGONHA PARA A HUMANIDADE

MATANÇA NA NORUEGA - Veja mais fotos

ANIMALESCO!!!

Pode-se observar anualmente este dantesco espetáculo nas ilhas Feroe, Região Autonoma da Dinamarca.

É incrível que ninguém diga nada sobre um atentado ecológico monumental como este.Trata-se de uma festa anual, onde os rapazes participam ativamente para manifestar a sua passagem; à idade adulta.

E estão na União Européia !...Uma das nações ditas como mais avançadas do mundo! Imaginem se isto fosse aqui no Brasil!

Penso que deveríamos enviar essa msg ao máximo de pessoas que conhecemos, não é possível a indiferença diante desses fatos, não é possível nenhuma postura contra esta barbaridade?Terrível ! Primitivo !!! Inadmissível !

A Internet é a mão de guerra ou de paz, em silenciosa.

Temos nossa parcela de responsabilidade diante do mundo e de nossos semelhantes diante de imagens com cenas tão dantescas.

Eng. Francisco Carvalho

EXCLUSIVO:

Na desenvolvida Dinamarca, acontece anualmente espetáculo de barbárie contra baleiasMônica Pinto / AmbienteBrasil

Muitos ficaram legitimamente aborrecidos com a presunção de estrangeiros de que poderiam tomar conta da Amazônia melhor do que nós, os brasileiros. Vários países do chamado “primeiro mundo”, que já acabaram há tempos com suas florestas, agora posam de defensores do planeta e arrogam-se o direito de interferir em territórios que não são deles, mensagem expressa, por exemplo, pelo New York Times na reportagem “De quem é a Amazônia, afinal?”

Em que se pese o Brasil continuar se mostrando incapaz de controlar o desmatamento na região, o que muitos defendem é que não se deve confundir ajuda com ingerência.
O curioso é que, em alguns desses países que se colocam como avançados em todos os sentidos, perpetram-se crimes contra a natureza que, no caso deles, não podem sequer ser justificados pelos clamores da sobrevivência.
Agora mesmo, vem circulando pela internet um e-mail que mostra fotos de um banho de sangue, este derramado de baleias, nas Ilhas Feroe. Para quem nunca ouviu falar delas – e isso não seria incomum -, salva-nos a Wikipédia: “As ilhas Feroe ou “ilhas das Ovelhas” são um território autônomo da Dinamarca, parte da Europa, localizado no Atlântico Norte entre a Escócia e a Islândia. O arquipélago é formado por 18 ilhas maiores e outras menores desabitadas que acolhem, ao todo, 47 mil pessoas em uma área de 1.499 km². Na ilha maior - Streymoy - está localizada a capital, Tórshavn.”
Nesse local, como se vê, ligado à próspera e desenvolvida Dinamarca, é realizado um evento todos os anos que inclui encurralar centenas de baleias à beira d´água, para depois ter o prazer de exterminá-las a golpes de facas. Crianças costumam ser dispensadas das escolas nesse dia, para acompanhar o “divertimento”, que funciona como uma espécie de ritual de passagem dos rapazes à idade adulta (veja fotos no final da matéria).
Já circula uma petição na internet pedindo providências para acabar com tal barbárie. “Essa caça esportiva é uma prática que foi abandonada em todo o mundo há muitas décadas, e agora é considerada ilegal em muitos outros países europeus”, diz o texto da petição.
“Os habitantes das Ilhas Feroe não têm necessidade da carne de baleia para a subsistência, e muito da carne é deixada para apodrecer e é jogada fora. Ela não pode ser exportada, pois está poluída com metais pesados e outras toxinas e, assim, não atende os padrões de saúde da União Européia para alimento para consumo por humanos”, prossegue.

Em julho de 2000, a organização Sea Shepherd, que dedica-se à proteger as formas de vida marinhas, velejou até as Ilhas Feroe para intervir na matança anual de baleias pilotos. Conseguiu que o massacre fosse levado às primeiras páginas da mídia européia e, melhor que isso, passou a fazer pressão econômica sobre as companhias que ainda compravam alimentos do mar com origem nas Feroe, o que representa 90% da economia local, com predominância das compras feitas pelo gigante holandês Unilever.
“Acima de 20 mil pontos de venda a varejo europeus cancelaram os seus contratos de pesca a pedido da Sea Shepherd”, informa o portal da entidade.
A luta está, porém, longe de um final feliz. “Na Noruega isso acontece também; é um problema cultural”, disse a AmbienteBrasil Cristiano Pacheco, coordenador jurídico da Sea Shepherd no Brasil. “É um espetáculo de horrores, eles abrem o pescoço dos animais de fora a fora e os deixam agonizando na beira da praia, onde as pessoas ficam aplaudindo”, completa o advogado, para quem é “inacreditável” que aconteça algo assim no mundo em pleno Século XXI.
FONTE:
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=38411

7 de junho de 2008

SALVANDO NOSSAS AGUAS SUBTERRÂNEAS

WORKSHOP ÁGUAS SUBTERRÂNEAS: OPORTUNIDADES PARA UMA SOCIEDADE SUTENTÁVEL -
Piraju/SP - Início 24/06/2008
CURSO PROTEÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS SUBTERRÂNEOS – De 24/6/2008 à 26/6/2008 - Workshop: Iate Clube Piraju - Praça Benedito Silveira Camargo, 373 e
Curso: DAEE - Av. São Sebastião, 125 -
Com o apoio dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Médio e Alto Paranapanema e da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo – Projeto Aqüíferos, este é o segundo evento, dos nove programados para esse ano. INSCREVA-SE

O PROBLEMA DA VAZÃO DO SÃO FRANCISCO





O grupo do Não à Transposição continua dedicado à sua luta em defesa da revitalização do Velho Chico, em lugar da transposição, procurando buscar nos argumentos de experientes especialistas os motivos que os levam a defender essa bandeira.

São impressionantes as fotos da apresentação "O Velho e Agonizante Chico", na seção APRESENTAÇAO DE SLIDES (ao lado), de autoria de João Zinclar que mostra as condições em que se encontra o Baixo São Francisco, assoreado, com baixa vazão, pescadores e ribeirinhos clamando pela revitalização e toda a bacia franciscana.


Respeito ao Velho Chico

Mauro Chaves

Ao se omitir de um debate profundo sobre o projeto de transposição do Rio São Francisco, deixando que a sociedade brasileira e as futuras gerações venham a sofrer os efeitos desastrosos de um “fato consumado”, imposto pelo governo, o que pode resultar numa obra tão faraônica quanto ambientalmente estúpida, o Congresso Nacional está passando um recibo de criminosa irresponsabilidade.

O Velho Chico, rio da integração nacional, cuja força das águas já foi tamanha que durante séculos o fez avançar vários quilômetros adentro do Oceano Atlântico, a ponto de embarcações pararem em pleno oceano para se abastecerem de sua água doce, hoje sofre em sua foz um trágico recuo, por insuficiência de vazão. Já se disse que esse projeto de transposição é a transfusão que tem como doador um doente internado na UTI. Se a idéia de levar águas do São Francisco, por gravidade, para o semi-árido do Nordeste setentrional já estava na cabeça generosa de dom João VI, é porque naquele tempo não existiam açudes, nem adutoras, nem estudos hidrogeológicos.

Durante séculos muitos têm defendido a transposição como solução salvadora para a tragédia das secas. Mas a quantidade formidável de açudes já construídos - que já chega a cerca de 70 mil - e a possibilidade de retirada de água do subsolo nordestino (que, embora muitos não saibam, é abundante em água) sugerem soluções muito menos dispendiosas e mais eficazes para distribuir água às populações que dela mais necessitam. E distribuição, no caso, é a palavra-chave, pois em grande parte a malsinada “indústria das secas” nordestina tem sido mantida pelos chefetes políticos para comandar o abastecimento de água de seus currais eleitorais. A transposição não significará a oferta de água a 12 milhões de nordestinos - como têm dito seus defensores -, mas sim a canalização para determinados projetos de irrigação do agronegócio, enquanto falta distribuição de água até para projetos e populações bem mais próximas do rio, nos Estados ribeirinhos.

Veja a opinião do engenheiro Manoel Bomfim Ribeiro, especialista em hidrologia e geologia e do jurista Ives Gandra Martins e seus argumentos sobre a inconstitucionalidade da transposição, em SAIBA MAIS

6 de junho de 2008

A virada para o novo modelo depende da democratização da informação‏

VILMAR BERNA - O Prêmio Global 500 da ONU
“Jornalismo é publicar o que alguém não quer que seja publicado; todo oresto é publicidade.” – George Orwell
Colegas, todos sabemos que um novo modelo de desenvolvimento e de consumo, mais sustentável e responsável e também mais justo depende fundamentalmente da sociedade saber escolher melhor seus governantes e adotar novos hábitos de consumo. Entretanto, só é possível escolher melhor se a população tiver acesso às informações democráticas e adequadas sobre o comportamento e agestão dos seus governantes e sobre o real impacto dos produtos que consome.
Se a sociedade só tem acesso às informações positivas sobre seus governantes, e se as informações negativas lhe são negadas, então não pode ser responsabilizada pelas más escolhas que faz ao manter no poder governantes que não deveriam ter sido sequer eleitos.
Quando governantes compram a mídia para que só divulgue o que for positivo e oculte o que for negativo, quando as empresas sonegam informações sobre os reais impactos e sobre as externalidades do que produzem, fazem com que a sociedade prossiga escolhendo eleger os mesmos donos do poder e perseguindo um modelo de produção e consumo que acha o único bom e verdadeiro capaz degerar progresso e atender às necessidades de todos.
Todos sabem das relações ocultas entre o poder e a imprensa ( sempre com as raras exceções, para não sermos injustos ), entretanto, também sabemos que é muito difícil comprovar essas relações e mais difícil ainda é conseguir dar divulgação adequada sobre os reais impactos do atual modelo de produção e consumo, numa mídia dependente do poder econômico dos governantes e das empresas para continuar existindo.
O impacto dessas relações ocultas na vida dos profissionais é sufocante, pois sem saber exatamente que tipo de conluio os donos do veículos, seus patrões, estabeleceram com os donos do poder e com os patrocinadores, colocam o emprego em risco todas as vezes em que ousam mostrar o lado negativo de algum poderoso.
Existe algo de muito podre em nossa imprensa eufemisticamente chamada de livre e, pior, parece que ninguém está dando muita bola para isso, no estilode ‘me engana que eu gosto’.
Cito dois exemplos que evidenciam essas relações ocultas. O primeiro é o episódio mostrado pela imprensa estrangeira no vídeo http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo<http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo<http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1033> envolvendo o potencial futuro presidente da República Aécio Neves, a TVGlobo, os jornais de Minas Gerais.
O segundo exemplo é revelado pela pesquisa do EPCOM (Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação) que ao cruzar os dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com a lista de prefeitos, governadores, deputados e senadores de todo o país comprovou que os políticos de direita são os"donos da mídia" nacional.
Ao total, 271 políticos são sócios, proprietáriosou diretores de emissoras de rádio e TV. Este número, porém, correspondeapenas aos políticos que possuem vínculo direto e oficial com os meios de comunicação – não estão contabilizadas as relações informais e indiretas (por meio de parentes e laranjas), que caracterizam boa parte das ligações entre os políticos e os meios de comunicação do país.
Um abraço fraterno e ecológico do Vilmar
Vilmar Sidnei Demamam Berna - escritor e jornalista, Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio ambienteFundador da REBIA e editor dos veículos - vilmar@rebia.org.br
Mais informações sobre o fundador: http://www.portaldomeioambiente.org.br/VilmarBerna

5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente

O maior desafio é salvar a Amazônia

No ano passado, o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de Junho – transcorreu marcado pela greve dos servidores do Ibama, que tentavam derrubar no Congresso a nova estrutura proposta para o Ministério do Meio Ambiente, no bojo da qual se criava o Instituto Chico Mendes, que acabou vingando, a despeito de todas as contestações.

Agora, a grande expectativa é quanto à atuação do novo condutor da pasta, o ministro Carlos Minc. Ele já chega recebendo má notícia e, a partir dela, tendo que enfrentar de cara o maior desafio de sua gestão: conter o desmatamento na Amazônia, cuja escalada veio a público agora, a partir da divulgação de dados nesse sentido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Numa primeira ação, ele anunciou nesta segunda-feira que vai deflagrar ainda em junho a operação já batizada de “Boi Pirata”. O objetivo é apreender gado criado em propriedades ilegais do ponto de vista ambiental e fundiário nos estados da Região Amazônica.

A iniciativa coaduna-se com perspectivas do movimento ambientalista. “A retomada do desmatamento demonstra que as necessidades do mercado vêm se sobrepondo à questão ambiental e a própria legislação ambiental - num momento em que o preço das commodities disparam no cenário mundial - e que, mais do que nunca, são necessários o reforço, a manutenção e implementação completa das medidas restritivas de crédito e de embargo à produção para atividades ilegais na região”, defende a ONG WWF-Brasil.

Segundo divulgação do MMA, a partir do segundo semestre, as ações de combate ao corte da floresta também receberão reforço de 500 homens do Ministério da Justiça, oriundos de batalhões especializados, que serão o embrião do Guarda Nacional Ambiental. Minc também adiantou que 116 operações de fiscalização serão realizadas na região pelo Ibama até julho.

As ações na Amazônia, no entanto, não se resumem a medidas de fiscalização e controle. O ministro fez questão de lembrar que uma série de ações estão sendo tomadas na chamada agenda positiva. Segundo Minc, o MMA vai garantir 30% dos recursos para regularização ambiental e cerca de R$ 1 bilhão para recompor as reservas legais na Amazônia, além de R$ 136 milhões para apoio às reservas extrativistas.

Está previsto para acontecer hoje o anúncio da criação de duas novas unidades de conservação federais: a Reserva Extrativista de Ituxi e o Parque Nacional do Mapinguari, ambas no Amazonas.

IBGE RECOMENDA MAIOR PRESERVAÇÃO DOS NOSSOS RIOS

Foto do Córrego Tiburtino - Zona Oeste de São Paulo - deságua no Rio Tietê

05/06/2008 - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Brasil precisa avançar na preservação de rios e no combate ao tráfico de animais, diz IBGE Por Luana Lourenço, da Agência Brasil Brasília - A qualidade das águas dos rios brasileiros está longe de alcançar patamares ideais. O diagnóstico é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consta da terceira edição do relatório dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS 2008), divulgado nesta quarta-feira (4). De acordo com o levantamento, nenhum rio ou represa do país alcançou a classificação ótima no Índice de Qualidade da Água (IQA).

O IDS analisou 23 indicadores divididos nos temas atmosfera, terra, água doce, oceanos, mares e áreas costeiras, biodiversidade e saneamento. Segundo o IBGE, os resultados do levantamento referentes à área ambiental apresentam os indicadores mais negativos ou em evolução lenta.
Os resultados mais preocupantes em relação à qualidade da água, segundo o IBGE, foram registrados no Rio Tietê, em São Paulo, Rio Iguaçu, na região metropolitana de Curitiba (PR), e Rio das Velhas, que corta Belo Horizonte.
A situação também é crítica na bacia do Paraguaçu, que banha a região do Recôncavo Baiano e no Rio Ipojuca, em Pernambuco.De acordo com o IBGE, a contaminação por resíduos domésticos e industriais já começa a provocar escassez de disponibilidade de água de qualidade mesmo em áreas com abundância de recursos hídricos.
Outro resultado que aponta para a necessidade de acelerar as políticas ambientais no país é o aumento do número de espécies ameaçadas de extinção e o avanço de registro de animais comercializados ilegalmente, apontados pelo IBGE.Entre 1989 e 2004, o número de espécies ameaçadas de extinção no Brasil saltou de para 398 para 627.
Segundo o IBGE, os grupos que apresentam maior número de espécies ameaçadas são as aves, os peixes de água doce e os insetos, com 160, 142 e 96 espécies, respectivamente.Em relação ao tráfico de animais, o IBGE calcula que, anualmente, 38 milhões de animais são comercializados internacionalmente e o Brasil é um dos principais fornecedores, responsável por 10% do mercado.
Em 2005, mais de 37 mil animais que seriam comercializados ilegalmente dentro e fora do país foram apreendidos, mais que o dobro do número registrado em 2000. (Envolverde/Agência Brasil)
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
(“para fins de direitos autorais de imagem declaro que a foto usada acima não é de minha autoria e que o autor não foi identificado”. )

2 de junho de 2008

NOSSA PRESENÇA NO ABRAÇO GUARAPIRANGA 2008


A nossa voluntária, MALU ALENCAR, historiadora, cineasta e multi-mídia, apesar do frio intenso, esteve representando o Instituto SOS Rios do Brasil nos eventos do ISA, "De olho nos Mananciais" e Abraço Guarapiranga 2008, como noticiamos anteriormente. Ela nos diz:
"- Professor, a foto que apareço, ao meu lado está Ricardo Mucci diretor da TV Cultura, responsável por Novos Negócios (amigo desde a época de estudante, hoje nossos filhos são amigos e estão na jornada de documentários juntos...) daí a importância de se preservar a amizade." abração,
Malu de Alencar

Ontem foi o dia do evento "De Olho nos Manaciais", promovido pelo ISA, nosso parceiro da TV Navegar. 30 fotógrafos famosos liderando grupos que totalizaram mais de 2200 jovens, fotografando e registrando em vídeos a sitaução calamitosa das águas de SP. O frio era intenso, a sensação térmica mais ainda, mas foi um bonito evento. Eis aí um breve registro do que aconteceu conosco (eu parecendo que ia para o Alaska, tanto me agasalhei...), diz Márcia.

Os amigos Jorge e Marcia Bodanzky que nos forneceram essas fotos, pois a nossa máquina não funcionou...
Abraço à represa Guarapiranga... Cerca de 4500 pessoas deram as mãos, abraçando a represa!

Frio não espanta grupo em 'abraço' na Represa de Guarapiranga
Mesmo com chuva e vento, milhares de pessoas estiveram no local, na Zona Sul. Objetivo foi alertar população para preservação do manancial paulista.
Em sua terceira edição, o Abraço Guarapiranga 2008 reuniu cerca de 4.500 pessoas, segundo a organização do evento, neste domingo (1), na Zona Sul de São Paulo.
A iniciativa da ONG Instituto Socioambiental tem por objetivo alertar a população para a recuperação e a preservação da Represa de Guarapiranga. Segundo a ONG, o manancial abastece 3,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
Apesar da chuva e do frio, os organizadores calcularam que 7 mil "simpatizantes da causa" estiveram na região ao longo do dia. A programação incluiu oficinas sobre reciclagem, educação ambiental e exposição de fotos. Do G1 SP

SEMANA DO MEIO AMBIENTE 2008

A vida no planeta Terra está em risco. Nossos recursos naturais e a nossa qualidade de vida dependem do equilíbrio sustentável, razão pela qual "celebramos o meio ambiente" todas as semanas do ano!
INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL