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3 de fevereiro de 2013

CIDADES E REGIÃO - SALINIZAÇÃO – Açu


2252 – PORTO DO AÇU
Aliança RECOs
Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras

AMIG@S, AINDA, E POR MUITO TEMPO MAIS, O COMPLEXO INDUSTRIA-PORTUÁIO DO AÇU, QUE CHAMAM INDEVIDAMENTE DE SUPERPORTO DO AÇU, CONTINUARÁ EM DISCUSSÃO. DESDE 1999, QUANDO A IDEIA FOI AVENTADA PELO EX-GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO, ANTHONY GAROTINHO, VENHO ME POSICIONANDO CONTRA ELE POR MUITAS RAZÕES. ALGUMAS DELAS EXPOSTAS ABAIXO.  ABRAÇOS
ARTHUR SOFFIATI - ECOLOGISTA DESDE 1977.
 Ururau, Campos dos Goytacazes, 01 de fevereiro de 2013.
CIDADES E REGIÃO - SALINIZAÇÃO

Ambientalista diz que explicação sobre salinização no Açu não convence

MPF realizará uma audiência pública em março para debater o problema

 Muito se pensou em crescimento econômico, empreendimentos, investimentos, na construção e instalação do complexo do Superporto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense. Agora, uma grande discussão se volta para a questão dos danos sociais e ambientais que não são poucos, como a questão da salinização do 5° distrito, que começou a ser debatida após uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), divulgada pelo  Site Ururau, no dia 9 de novembro de 2012.
A partir daí, no mês de dezembro, o Ministério Público Federal (MPF) em Campos instaurou um inquérito civil para verificar o caso no canal do Quitingute. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) teve prazo de 10 dias para responder a solicitação do MPF, que pediu encaminhamento das licenças concedias às empresas responsáveis pela obra e informações sobre as medidas que serão tomadas para combater o impacto e fiscalização no local.


A explicação dada de acordo com a presidente do Inea, Marilene Ramos, foi que o problema ocorreu após o transbordamento da água salgada do sistema de drenagem do porto. A água, que deveria voltar para o mar, atingiu reservatórios de água doce, mas a situação já foi corrigida com um novo sistema de drenagem e restam as análises das águas subterrâneas para constatar se houve contaminação.
Com o objetivo de esclarecer a fundo a real situação e o nível da gravidade do problema e quais impactos e consequências ele já está ocasionando e ainda pode acarretar, a equipe de reportagem do Site Ururau entrevistou o ambientalista, Arthur Soffiati, que defende que as pessoas é que precisam se adaptar às condições naturais e não a natureza se ajustar a um grande empreendimento.
De acordo com Soffiati, quando houve a audiência pública para apreciar os estudos de impacto ambiental do Porto, essa areia seria retirada do mar para abrir um canal de 13 quilômetros de comprimento saindo do Porto, por 300 de largura e 18 de profundidade.
 “A areia seria retirada do canal e jogada dentro do próprio mar e isso já causa um impacto ambiental para o ambiente marinho. Depois apareceu um segundo canal ligando esse primeiro ao estaleiro, que não estava previsto. Então, a gente tem aí dois fenômenos: o primeiro, o continente dentro do mar, que é essa ilha Porto. O segundo que é colocar esse mar dentro do continente, através do canal do estaleiro da OSX. E isso já saliniza. Isso afeta e agora é preciso fazer uma sondagem melhor ainda do lençol freático. Mas tem um terceiro agravante, que é a construção do Distrito Industrial que também não estava previsto e para construí-lo é necessário a elevação do terreno, fazendo um aterro com a areia que seria jogada para o mar para elevar o terreno. Isso já descaracteriza completamente a Restinga, já que essa ve getação que tinha foi soterrada e não há mais ambiente para animais nativos.”, disse o ambientalista que explicando que o grau de salinidade está muito alta, um terço da salinidade do mar, o que fica inviável para irrigação das lavouras e imprópria para o consumo.
“Acho estranho a empresa e o Estado dizerem que isso aconteceu eventualmente, que foi um acidente, um transbordamento de uma vala que escoa a água para o mar. Essa explicação não convence. Acho que a salinidade vai aumentar lenta e progressivamente. Esse negócio de falar que há uma grande preocupação com a sustentabilidade é falso porque a Restinga não sustenta um empreendimento daquele porte”.
O ambientalista explicou que as obras para a construção do Superporto já comprometeram tanto a fauna como a flora da região. “A Restinga já era salina, só que o tempo durante centenas e até milhares de anos se incumbiu de lavar a área e agora o sal está entrando novamente. A saída de dessalinizar o terreno para a empresa não interessa, porque para ela tanto faz se o solo é salino ou não. Quem vai perder serão os produtores que permanecerão na região e os pescadores. Fazer o trabalho que a natureza fez em três milênios, em pouco tempo, é muito caro”, disse ele sobre o processo de dessanilização.
Quanto a uma possível punição pelo impacto causado ao meio ambiente e os prejuízos acarretados aos produtores, Soffiati opinou: “Até o momento a Secretaria de Meio Ambiente do Estado apontou uma possível multa e monitoramente da água subterrânea. Acho que essa multa devia ser um recurso financeiro voltado para os afetados e recuperação do meio ambiente, aí sim seria algo mais válido. Não tem saída, ou é isso, indenizar as pessoas e reparar, o que acho que não é mais possível, pois o Distrito Industrial já é o grande dano”, afirmou, completando logo em seguida, que o dinheiro utilizado nas obras é também público.
“A gente pensa que esse dinheiro investido é de uma pessoa para fazer essa obra gigantesca, enquanto na verdade ele vem em grande parte do BNDES e da Marinha. Então é dinheiro público, é dinheiro nosso que está sendo colocado ali. Imagino que se esse dinheiro fosse aplicado para melhorar a produção dos pequenos proprietários, que estão completamente abandonados, na produção de alimentos e na melhoria da produtividade, isso também é desenvolvimento, até porque está gerando comida. Mas a opção do Estado foi investir em um complexo que não cabe ali”.
Uma audiência pública será realizada pelo MPF na segunda quinzena de março para discutir os danos ambientais relacionados pelas obras do Superporto. 

PRISCILLA CHIAPIN 

Ururau, Campos dos Goytacazes, 31 de janeiro de 2013 
CIDADES E REGIÃO - LIMINAR CONTRA EMPRESAS

MPF quer adiar início da operação do Porto do Açu por danos ambientais 

Índice de salinidade da água na região seria sete vezes maior que o permitido

O Ministério Público Federal (MPF) em Campos moveu ação civil pública com pedido de liminar contra as empresas EBX, OSX e LLX, do empresário Eike Batista, pedindo o fim das obras de instalação do Complexo Logístico Industrial Portuário do Açu, no município de São João da Barra, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Segundo a ação, há indícios de que as obras para construção do Porto do Açu, no 5º distrito de São João da Barra, no Norte Fluminense, causaram a salinização em áreas do solo, de águas doces em canais e lagoas e de água tratada para o consumo humano. (Processo n° 0000133-13.2013.4.02.5103).
São também réus na ação o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). De acordo com o processo, movido pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, a salinização causou danos ambientais evidentes em relação à fauna e flora, assim como a diminuição da fertilidade do solo, o aumento da erosão e o início de processo de desertificação na região.
O MPF pede ainda liminarmente o adiamento do início da operação do Porto do Açu, enquanto não forem comprovadas a restauração ambiental e a ausência de ameaças ao equilíbrio ambiental da área, e que o Inea suspenda as licenças de operação emitidas ou por emitir relacionadas às obras, enquanto a recuperação do meio ambiente não for comprovada.
Na ação, o MPF pede que as empresas EBX, OSX e LLX sejam condenadas a apresentar um projeto de recuperação do solo e dos recursos hídricos afetados no prazo máximo de 60 dias, que o Inea seja condenado a realizar uma auditoria ambiental na área e que o Ibama elabore uma análise ambiental, apresentando relatório com as medidas para reparação do dano.
Pesquisas realizadas pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) detectaram um índice de salinidade sete vezes maior do que o permitido para o consumo humano na água disponibilizada à população local pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Conforme apurado no inquérito civil instaurado em novembro de 2012 pelo MPF em Campos, o aumento da salinidade no solo e em águas doces implica destruição de vegetação nativa e de restinga, inutilização do solo para plantio, além de tornar mananciais de água impróprios para o consumo humano e animal. 
Enviado pela Colaboradora Profª Amyra El Khalili
 A Aliança RECOs - Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras, tem por missão contribuir com o desenvolvimento ambientalmente sustentável, socialmente justo e viável economicamente desde o Brasil, implantando mercados emergentes sócio-ambientais a serem controlados pela sociedade brasileira baseados na democratização da informação, com a reunião de pessoas interessadas numa economia mais solidária, ética e comprometida com as atuais e futuras gerações.
Saudações eco-fluviais,
Prof. Jarmuth Andrade

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80 mil alevinos soltos em Santa Maria da Serra


Fonte: Gazeta de Piracicaba

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Canoa com frutas - Bordado Matizes Dumont


"cada um rema sozinho uma canoa
que navega um rio diferente
Mesmo parecendo que está pertinho..."


(Guimarães Rosa)



Bordados Matizes Dumont


O GRUPO MATIZES DUMONT é formado por artistas de uma mesma família, de Pirapora, Minas Gerais,Brasil: Antônia Zulma e os filhos Ângela, Demóstenes, Marilu, Martha e Sávia Dumont. 
Dedicam-se às Artes Visuais, à ilustração de livros e processos de grupo onde a linguagem é o bordado.
Introduziram a arte do bordado nos processo de grupo há mais de uma década, na busca do olhar e da escuta sensível
necessários à humanização, fazendo da improvisação a possibilidade para criar.


www.matizesbordadosdumont.com
http://www.facebook.com/pages/Matizes-Dumont/309842809129076

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2 de fevereiro de 2013

Vazamento de óleo tóxico em Florianópolis põe saúde da população em risco – Elaine Tavares


Elaine Tavares, jornalista.sábado, 2 de fevereiro de 2013

O vazamento do óleo ascarel de uma estação desativada da Central Elétrica de Santa Catarina (Celesc), no bairro Tapera, em Florianópolis, está sendo considerado gravíssimo pela Federação das Entidades Ecológicas Catarinenses. Segundo o coordenador geral, Gert Shinke, as autoridades estão minimizando o problema e é fundamental que a comunidade se ocupe em exigir um monitoramento contínuo sobre toda a área afetada por pelo menos cinco anos. Gert afirma que os laudos apresentados pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que apontam não haver contaminação pelo ascarel na baía, não podem ser considerados conclusivos. “Esse óleo leva certo tempo para se infiltrar e é quase certo que agora os laudos não apontarão nada. Os efeitos aparecem mais tarde, quando todo mundo já tiver esquecido o caso”.

O óleo ascarel pertence ao grupo de compostos orgânicos sintéticos conhecidos como PCBs. Eles não são biodegradáveis e tem efeito cumulativo nos tecidos vegetais e animais. Esse tipo de produto é usado em transformadores, desses usados pela Celesc, mas também podem ser usados em outros equipamentos. A preocupação da FEEC é justamente saber onde mais existe esse óleo e em que condições ele está acondicionado. No caso desses 12 mil litros que vazaram, é certo que estavam sem qualquer proteção e sem que se levasse em conta a periculosidade. “A sorte foi que o funcionário percebeu que havia algo errado e procurou os técnicos da universidade que trabalham ao lado do galpão da Celesc. Ainda assim, o produto vazou por mais de dois meses, e os efeitos disso podem ser muito perigosos para toda a cadeia de vida da região”.

Conforme o coordenador da FEEC a contaminação vai se dando muito lentamente e, depois, pode se alojar nos animais, nas plantas e consequentemente nas pessoas que comerem esses produtos. Também pode contaminar a água e todo o subsolo. “O problema é que esse produto é altamente tóxico e a ingestão de quantidades microscópicas já é um problema. Isso vai acumulando no organismo e pode gerar problemas por gerações”.    

Está circulando pela internet um alerta da médica Vera Bridi sobre a necessidade da imediata interdição não apenas do consumo dos moluscos e peixes das baías, mas também a proibição de banhos. Segundo ela, o produto é altamente perigoso para a saúde humana. Outro médico, J. Paulo Mello, lembra um acidente com esse mesmo produto, acontecido no Japão, em 1968. Segundo ele, pouco tempo depois a população passou a apresentar o depois denominado “Mal de Yusho”, que tem como sintoma bronquite, entorpecimento dos membros e edema. Tudo isso foi atribuído à ingestão das PCBs contidas no óleo. Outro caso semelhante aconteceu nos Estados Unidos quando o produto foi detectado no lençol freático de uma cidade. O óleo havia sido enterrado Há anos e estava num aterro químico.

Esses fatos mostram o quanto a população está ameaçada, senão nesse momento, mas a longo prazo. Daí ser considerada uma irresponsabilidade a liberação da maricultura e a minimização dos efeitos. “O óleo vazou por muito tempo, e o recolhimento que foi feito não garante de forma alguma que ele não tenha penetrado na terra, no mangue e se espalhado pela baía. Os órgãos ambientais têm de ser pressionados pela população a apresentar laudos sistemáticos. Isso não pode ficar no esquecimento”, diz Gert.

Os médicos do sul da ilha também estão em alerta e convocam a população a ficar atenta. Segundo eles, os sintomas observados nas pessoas que sofreram o Mal de Yusho são fadiga, dor de cabeça, dores com inchaço, inibição do crescimento da dentição, anemia, problema sanguíneos, redução da condução nervosa, erupções na pele, despigmentação, dor nos olhos e infecção persistente nas vias respiratórias, entre outros. “Além disso, existe o risco de alterações genéticas. A coisa não é brincadeira”.

Mas, apesar de todo esse alerta, o juiz federal Marcelo Krás Borges já liberou a produção e ostras, mariscos e berbigões na região, baseado no laudo da Fatma de que não havia contaminação. Gert Shinke alerta para a chamada “guerra dos laudos” que pode acontecer visando proteger determinados interesses. “Nós já vimos isso quando da tentativa de Eike Batista em fazer um estaleiro por aqui. Havia laudos para todos os gostos. Nós temos é de exigir dos órgãos ambientais que haja a medição contínua e sistemática da contaminação”.

O vazamento de um produto altamente tóxico e contaminante coloca em questão a completa vulnerabilidade da população diante de produtos dessa natureza. Como esse óleo foi parar num galpão, sem qualquer proteção? Que outros galpões haverão por aí com produtos desse tipo, sem que se saiba? Como um produto tão perigoso, usado em equipamentos que estão por aí aos milhares (como os transformadores) não têm um programa de proteção para descontaminação em caso de acidente. Pelos estudos levantados, nenhuma das técnicas de descontaminação em caso de grandes vazamentos existe no Brasil. Há uma, sendo trabalhada num laboratório de Curitiba, mas ainda em testes, conforme estudo realizado pelo Ministério do Meio Ambiente. Então, como as autoridades de Florianópolis vão proteger a população? Isso ainda é uma incógnita.

O certo é que as pessoas precisam agir e manter vigilância sobre as ações dos governantes. Outros laudos estão sendo feitos e precisam ser divulgados amplamente. É preciso que o governo estabeleça uma comunicação transparente, permitindo que a população acompanhe e se proteja. A FEEC promete manter-se alerta e acompanhando o caso. “Mas é fundamental que as pessoas estejam com a gente, cobrando. Sem um acompanhamento de longo prazo não podemos ficar”, finaliza Gert.   


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Vigilância Sanitária investiga contaminação do Rio Caçador, em Seara

Publicado em 31/01/2013 por Lilás Comunicação
Nesta semana um fato chamou a atenção em um rio do município de Seara. O Rio Caçador, principal fonte de captação de água na cidade, amanheceu com um tom esbranquiçado e odor forte. Além disso, peixes mortos também foram localizados. A Vigilância Sanitária foi acionada, mas até então os motivos dessa contaminação no rio não foram descobertos.
São dois fatores sob análise. O primeiro é o fato de que moradores não falam sobre este fato. O outro é que a água, que desce do Bairro Garghetti, tem diversos pontos de canalização. E este fato é que realmente dificulta a visualização em todos os pontos. Alexandro Carollo, da Vigilância Sanitária, explica que há suspeitos, mas até então nada foi confirmado.
Esclareceu ainda que o trabalho da Vigilância Sanitária municipal é específico em verificar o problema e autuar e orientar os responsáveis. Lembrou que no município não existe um laboratório para análise de água, e como há circulação no córrego hoje no local a água está com aspecto natural, o que dificulta ainda mais o serviço de investigação da equipe que está tratando do assunto.

Foto: Rádios Belos Montes/Divulgação/RedeComSC

Fonte: Portal RedeComSC - 25/01/2013
http://www.hidroplan.com.br/blog.php?cod=1290

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Mãe dos Orixás – Cantiga Afro-brasileira de Lavoisier Menezes


02.02_homenagem_a yemanja
Mãe dos Orixás
                             Cantiga Afro-brasileira de autoria de Lavoisier Menezes*
O mar estava tão sereno
noite de estrelas e luar
rosas brancas flutuando
suave perfume chegando
com a brisa que vinha do mar
e radiante
com seu diadema a brilhar
Yemanjá sorrindo
entoava um canto lindo
caminhando sobre o mar
ô ô ô ô o doce Yabá
minha Mãe Sereia
Sereia do Mar
Deusa de tanta beleza
Mãe de toda a natureza
Mães de grandes orixás
Do orixá seu Ogum
Divindade Rei da Guerra
Do senhor Oxóssi
Rei da mata e caçador
Do senhor Exu
Ele que é o dono da terra
E grande trabalhador
Ô ô ô ô o doce Yabá
minha Mãe Sereia
Sereia do mar
Deusa de tanta beleza
Mãe de toda a Natureza
Mãe de grandes Orixás
_________________
Cantiga afro-brasileira de autoria de Lavoisier Menezes (1921 – 1997)enviada por sua filha, a poeta, amiga e escritora Ly Sabas .
imagem – fonte: http://www.facebook.com/IleAseIyamiOmiTutu

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Promotoria abre inquérito para apurar contaminação do Rio Paraná, em Panorama, SP


publicado em 01/02/2013 - 09:57:47
PANORAMA - Em Panorama, 80% do esgoto estão sendo despejados sem tratamento no Córrego das Marrecas e no Rio Paraná. Por isso, o Ministério Público de Junqueirópolis instaurou um inquérito civil para apurar os riscos de contaminação da água. A Promotoria deu prazo de 15 dias para que a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) apresente um laudo simplificado sobre a qualidade da água no rio. 

O MP também quer saber as condições de balneabilidade em Panorama. Como esse exame é mais detalhado, o prazo para apresentação é de 40 dias. “Nesse inquérito civil eu determinei a realização de algumas perícias, algumas avaliações técnicas, para aferir qual é a qualidade da água, qual a qualidade do rio, principalmente o balneário, que recebe muitos turistas, se dispõe de condições favoráveis para os banhistas”, explicou o promotor público Rui Bodin. 

Além da Cetesb, as cobranças recaem sobre a Prefeitura. “Estou aguardando a apresentação do laudo. Assim que for apresentado para mim, vou estudar quais providências que o caso comporta”, afirmou o promotor. 

O esgoto é descartado sem tratamento porque oito das dez bombas elevatórias da estação permanecem quebradas. “Temos algumas bombas em manutenção em Presidente Prudente, fazendo algumas adaptações e outras bombas nós estamos em processo de licitação em caráter emergencial. Dentre uns 30 dias nós estaremos já colocando esses equipamentos nas bombas de recalque”, prometeu o assessor de comunicação da Prefeitura, Alex Barreto. 

A limpeza da estação elevatória, que estava tomada pelo mato e nunca entrou em operação, foi cumprida conforme prometido pelo Executivo.

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Novo presidente do Senado carrega crime ambiental na ficha – Daniele Bragança


Renan Calheiros (PMDB-AL) volta à presidência do Senado, com 56 votos. Foto: Antonio Cruz/ABr.
Por 56 votos a favor, os senadores escolheram Renan Calheiros (PMDB-AL) para ser o novo presidente que comandará o Senado nos próximos 2 anos. A eleição aconteceu agora à tarde, onde apenas 22 senadores votaram contra Calheiros: Pedro Taques (PDT-MT) recebeu 18 votos, também houve 2 votos brancos e 2 nulos. Para ganhar, o vencedor precisava de 41 votos.

Calheiros renunciou para evitar a cassação em 2007. A lista de acusações contra ele inclui peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. As denúncias foram protocoladas na semana passada no Supremo Tribunal Federal, como informa o jornalista político Josias de Souza.

Em Alagoas, reduto eleitoral do peemedebista, o Ministério Público Federal ajuizou Ação Civil Pública na Justiça contra o senador e a empresa Agropecuária Alagoas Ltda, por pavimentarem irregularmente com paralelepípedos uma estrada com 700 metros de extensão dentro da Estação Ecológica de Murici, sem a autorização do ICMBio, gestor da área.

Segundo o MPF, a estrada servia para escoar a produção da fazenda Agropecuária Alagoas, de propriedade de Renan. Em relatório do Instituto Chico Mendes, a estrada está a menos de um metro da floresta; em outros, está dentro da própria mata.

A relação de Renan Calheiros com a Estação Ecológica de Murici sempre foi conflituosa. Em coluna publicada aqui em ((o)) eco, em 06 de fevereiro de 2008, Fábio Olmos descreve o desmatamento da região, sob os desmandos da família Calheiros, que havia conseguido indicar para o Ibama local a chefia da unidade. Resultado: desmatamento do último reduto de Mata Atlântica em Alagoas não estava sendo nem sequer investigado.

Em agosto de 2009, uma nota publicada em ((o))eco conta uma história de comércio ilegal de animais silvestres ligado ao irmão do senador e dentro do seu reduto eleitoral em Alagoas.

Outro episódio envolveu a negativa do Ibama em autorizar a construção do estaleiro Eisa Alagoas, no município de Coruripe. A decisão provocou irá da bancada alagoana. Renan e outros parlamentares declararam que se o Ibama não voltasse atrás, projetos de interesse do órgão ambiental iam ficar parados no Congresso.

Renan pediu vista ao projeto nº 60/2011, que cria novos cargos para o Ibama. O recurso adia a votação de projetos. Na ocasião, o projeto saiu da pauta da Comissão de Constituição e Justiça: “Os deputados federais de Alagoas não digeriram essa informação. Por isso, vamos mostrar que a nossa bancada também tem poder de atuação. Muitos parla­mentares estão na Comissão de Meio Ambiente”, ameaçou. O caso envolvendo o toma lá,dá cá com o Ibama ocorreu em julho de 2012.

De tarde, manifestantes de organizações não governamentais foram barrados no Senado. Eles recolheram 300 mil assinaturas numa petição online contra a eleição de Renan Calheiros. A opinião de quem assinou não impactou a decisão de 70% dos senadores que votaram no peemedebista para o cargo de novo mandatário do Congresso Nacional.

Lembre-se que o presidente do Senado também é o presidente do Congresso e é o quarto na linha de sucessão presidencial, atrás do presidente da Câmara, do vice e da presidente, que ocupa o posto.


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1 de fevereiro de 2013

DIA MUNDIAL DAS ZONAS ÚMIDAS (RAMSAR) - 02 DE FEV - SUA IMPORTÂNCIA E CONSERVAÇÃO




Dia Mundial (e a importância) das Zonas Úmidas

O texto que se segue (bem como os desenhos) foi extraido de uma brochura de 2009 do ICNB (agora ICNF) sobre as Zonas Húmidas e a Convenção de Ramsar:(Portugal)

O que é o Dia Mundial das Zonas Úmidas?

Lagoas de Bertiandos e de S. Pedro dos Arcos, Ponte de Lima (foto minha)
Nos finais de Outubro de 1996, na 19ª Reunião do Comité Permanente da Convenção de Ramsar, o dia 2 de Fevereiro foi oficialmente instituído como o Dia Mundial das Zonas Úmidas. 

Esta data coincide com o aniversário da assinatura da Convenção sobre Zonas Úmidas (Convenção de Ramsar), a 2 de Fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, nas margens do Mar Cáspio.

O Dia Mundial das Zonas Úmidas é uma oportunidade dos governos, organizações e da população em geral, realizarem grandes ou pequenas, mas significativas, ações no sentido da sensibilização das populações para as funções e valores das zonas úmidas, particularmente das Zonas Úmidas de Importância Internacional (inscritas na lista da Convenção sobre Zonas Úmidas).

O que é uma Zona Úmida?

Uma Zona Úmida é uma área de sapal, paul, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água parada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas até seis metros de profundidade na maré baixa e zonas costeiras e ribeirinhas.

As 11 Zonas Úmidas do Brasil

Zonas Úmidas que é preciso proteger porque são muito importantes...
  • Controlam inundações e a erosão, porque retêm e absorvem a água de grandes chuvadas e a vegetação reduz a velocidade da corrente.
  • Purificam a água, ao reterem substâncias poluentes, que acabam por se transformar, tornando-se inofensivas.
  • Alimentam reservatórios naturais subterrâneos de água doce, que o homem utiliza para diversos fins.
  • Abrigam e alimentam aves migradoras e outras espécies, em particular durante a reprodução, sendo fundamentais para a sua conservação.
  • Contrariam o efeito de Estufa, uma vez que a vegetação retém o dióxido de carbono que, em excesso no ar, impede as radiações solares de se libertarem para o espaço.
  • Protegem a costa contra tempestades, porque a vegetação reduz a ação do vento, das ondas e das correntes.
e porque muitas estão ameaçadas

Apesar da sua importância ecológica, estética e cultural, as zonas úmidas foram consideradas, durante muito tempo, áreas marginais que deveriam ser transformadas em terra seca.
Algumas atividades recreativas, construção desordenada de casas, alteração profunda dos cursos dos rios (por extração de água, construção de canais e barragens), remoção da vegetação das margens, poluição e certas atividades agrícolas ameaçam atualmente as zonas úmidas pelo mundo, que por estas razões foram reduzidas a metade da área durante o século XX.

para as proteger existe a Convenção de Ramsar

A Convenção sobre Zonas Úmidas constitui um tratado inter-governamental adotado em 2 de Fevereiro de 1971 na cidade iraniana de Ramsar. Por esse motivo, esta Convenção é geralmente conhecida como “Convenção de Ramsar” e representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação.»
Fonte: Sustentabilidade não é palavras

SAIBA MAIS:

Sítios Ramsar - Convenção sobre Zonas Úmidas

O Brasil ratificou a Convenção em 24 de Setembro de 1993. É considerado o 4º país do mundo em superfície na Lista Ramsar. Possui sete Zonas Úmidas consideradas Sítios de Importância Internacional - Sítios Ramsar, o que equivale a 6.456.896 ha.
Conheça os Sítios Ramsar ou Zonas Úmidas do Brasil - Clique


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O bom, o mau e o feio (três fontes de energia em conflito) – Ricardo Baitelo



Tem sido uma constante a perspectiva de racionamentos de energia no Brasil a cada cinco ou seis anos. Se por um lado o perfil essencialmente hidrelétrico da nossa matriz contribui para baixas emissões de gases de efeito estufa, por outro a irregularidade de chuvas sempre ocorreu e suas consequências já deveriam ter sido assimiladas em um processo de prevenção e planejamento.

Em 2008, última vez em que a falta média de chuvas trouxe o índice dos reservatórios a níveis baixos, estávamos a salvo da falta de energia pela interligação do sistema, que possibilitou o envio de energia de uma ponta a outra do país. Desta vez, tivemos mais sorte. A desaceleração da economia reduziu o aumento da demanda de energia. Mesmo assim, problemas de atraso na operação de usinas e gargalos no sistema de transmissão contribuíram para que estivéssemos em situação crítica novamente.

Ainda que o racionamento não se concretize, a intensificação do uso das térmicas para segurar o nível dos reservatórios traz, além de óbvios efeitos colaterais ao meio ambiente, impactos à conta de luz. 

Em 2008 a conta extra de combustíveis para termelétricas superou os R$ 2 bilhões. Desta vez, em apenas quatro meses, gastamos R$ 1,6 bilhões. Se o valor tivesse sido investido em energia eólica, seria possível instalar 450 MW.

No curto prazo, as alternativas emergenciais serão sempre mais caras e insensatas. Mas no longo prazo, vale refletir sobre as ações para evitar que o filme se repita.

O governo insiste em um modelo que pouco aproveita as vantagens de fontes renováveis de energia. Neste padrão, as hidrelétricas são complementadas pelas termelétricas, deixando em terceiro plano fontes mais limpas que teriam melhores condições econômicas de fazer esse papel. Pode-se argumentar que as eólicas vêm ganhando participação na matriz nacional, mas se a conexão de mais de 1.000 MW em parques eólicos não estivesse atrasada, estaríamos usando muito menos energia termelétrica.

E a energia solar, com seu potencial virtualmente infinito nos telhados de casas e edifícios, contribui com menos de um milésimo na energia produzida pelo país.
No campo da biomassa, apenas 10% das usinas de etanol aproveitam o bagaço da cana para gerar energia para o país. Com isso, é desperdiçada uma quantidade de energia equivalente a 3 usinas de Belo Monte. E a energia solar, com seu potencial virtualmente infinito nos telhados de casas e edifícios, contribui com menos de um milésimo na energia produzida pelo país.

A julgar pelas medidas aventadas nas últimas semanas, o ritmo de, chamemos, avanços com retrocessos continuará. É possível que o modelo de leilões de energia seja revisto, de forma a contemplar a regionalidade de fontes de energia. Mas é certo que mais térmicas operarão regularmente no sistema, despejando mais CO2 na atmosfera e repassando a conta para todos os consumidores.


Ricardo Baitelo é Doutor em Engenharia e Planejamento Energético e coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.



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