Seguidores do Blog SOS Rios do Brasil

11 de julho de 2013

Desertificação já atinge uma área de 230 mil km² no Nordeste


seca

Mapeamento feito por satélite feito pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas lança alerta para o fenômeno

Como se não bastasse a falta de chuvas, o Brasil vê se alastrar no Nordeste um fenômeno ainda mais grave: a desidratação do solo a tal ponto que, em última instância, pode torná-lo imprestável. Um novo mapeamento feito por satélite pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas (Lapis), que cruzou dados de presença de vegetação com índices de precipitação ao longo dos últimos 25 anos, até abril passado, mostra que a região tem hoje 230 mil km² de terras atingidas de forma grave ou muito grave pelo fenômeno.

A área degradada ou em alto risco de degradação é maior do que o estado do Ceará. Hoje, o Ministério do Meio Ambiente reconhece quatro núcleos de desertificação no semiárido brasileiro. Somados, os núcleos de Irauçuba (CE), Gilbués (PI), Seridó (RN e PB) e Cabrobó (PE) atingem 18.177 km² e afetam 399 mil pessoas.

Num artigo assinado por cinco pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), do Ministério da Ciência e Tecnologia, são listados seis núcleos, o que aumenta a área em estado mais avançado de desertificação para 55.236 km², afetando 750 mil brasileiros.

Os dois núcleos identificados pelos pesquisadores do Insa são o do Sertão do São Francisco, na Bahia, e o do Cariris Velhos, na Paraíba, estado que tem 54,88% de seu território classificado em alto nível de desertificação.
Trata-se de um prolongamento que une o núcleo do Seridó à microrregião de Patos, passando pela dos Cariris Velhos. Apenas na microrregião de Patos, 74,99% das terras estão em alto nível de desertificação, segundo dados do Programa Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca da Paraíba.

- A degradação do solo é um processo silencioso – afirma Humberto Barbosa, professor do Instituto de Ciências Atmosféricas e coordenador do Lapis, responsável pelo estudo. – No monitoramento por satélite fica evidente que as áreas onde o solo e a vegetação não respondem mais às chuvas estão mais extensas. Em condições normais, a vegetação da Caatinga brota entre 11 e 15 dias depois da chuva. Nestas áreas, não importa o quanto chova, a vegetação não responde, não brota mais.
Estão em áreas mapeadas como críticas de desertificação municípios como Petrolina, em Pernambuco, que tem mais de 290 mil habitantes, e Paulo Afonso, na Bahia, com 108 mil moradores. Barbosa explica que a desertificação é um processo longo e a seca agrava a situação. Segundo ele, em alguns casos, a situação é difícil de reverter.

Na Bahia, numa extensão de 300 mil km² no Sertão do São Francisco, os solos já não conseguem reter água. Na região de Rodelas, no Norte do estado, formou-se, a partir dos anos 80, o deserto de Surubabel.

Numa área de 4 km², ergueram-se dunas de até 5 metros de altura. Segundo pesquisadores, a área foi abandonada depois da criação da barragem da hidrelétrica de Itaparica, usada para o pastoreio indiscriminado de caprinos e, por fim, desmatada. O solo virou areia. O rio, que era estreito, ficou largo, e o grande espelho d’água deixou caminho livre para o vento.

- Não existe dúvida de que o processo de degradação ambiental é grave e continua aumentando – desabafa Aldrin Martin Perez, coordenador de pesquisas do Insa. – A população aumentou, o consumo aumentou. Há consequências políticas, sociais e ambientais. Se falassem do problema de um banco, todos estariam unidos para salvá-lo. Como não é, não estão nem aí.

No Sul do Piauí, onde fica o núcleo de Gilbués, são 15 os municípios atingidos. Nos sete em situação mais grave, segundo dados do governo do estado, a desertificação atinge 45% do território de cada um.

Em Gilbués, uma fazenda modelo implantada pelo governo do estado conseguiu recuperar o solo e fazer florescer milho. Todos os anos se comemora ali a festa do milho, mas a experiência de recuperação é limitada. Hoje, 10,95% das terras do Sul do estado apresentam graus variados de desertificação.

Em Alagoas, estudos apontam que 62% dos municípios apresentam áreas em processo de desertificação, sendo os níveis mais graves registrados nos municípios de Ouro Branco, Maravilha, Inhapi, Senador Rui Palmeira, Carneiros, Pariconha, Água Branca e Delmiro Gouveia.

A cobertura florestal do estado é tão baixa que Francisco Campello, responsável pelo programa de combate à desertificação do Ministério do Meio Ambiente, chegou a dizer que, se fosse uma propriedade, Alagoas não teria os 20% de reserva legal.

Degradação intensa
A seca no Nordeste sempre existiu. O que está em jogo agora não é só a falta de chuva, mas a degeneração da terra. O solo frágil exige preservação da vegetação de caatinga e técnicas de manejo, inclusive de pastoreio.

Mas 30% da energia consumida no Nordeste vem da lenha, e o que queima é a mata nativa. Segundo relatório do governo do Rio Grande do Norte, que divide com a Paraíba o núcleo de desertificação do Seridó, além da retirada de lenha, a degradação vem do desmate para abrir espaço para agricultura, pecuária, mineração e extração de argila do leito de rios para abastecer a indústria de cerâmica.
Ao comparar estudos de 1982 e 2010, os especialistas chegaram à conclusão que se passaram 28 anos de intensa degradação sem que a situação se alterasse. A indústria de cerâmica segue como principal fonte de renda e emprego.

Pelo menos 104 empresas competem pela argila para fabricar telhas e tijolos. Dos seis municípios do Núcleo de Desertificação, cinco fazem parte do Polo Ceramista do Seridó e abrigam 59 empresas do setor.

- O Brasil ainda trata a seca como se fosse o Zimbábue ou outros países muito pobres da África – afirma Barbosa. – Isso não é aceitável. Temos pesquisa, técnicas e ferramentas para evitar que a degradação aconteça. Os políticos tratam a seca em ciclos de quatro anos, que é a duração de seus mandatos. Se nada acontecer, as pessoas dos municípios atingidos pela desertificação vão migrar para grandes centros, gerando outros problemas.

Em Gilbués, as crateras abertas no solo, conhecida como voçorocas, compõem uma paisagem chocante. Mas os locais onde não surgem fendas na terra expostas são ainda mais preocupantes.
Ano após ano, as pessoas não percebem que a vida do solo está se esvaindo. Somente ao cavar fendas é que se percebe que o solo está cada vez mais raso e a camada de vida, que são os 5 cm mais próximos à superfície, está mais estreita ou quase inexiste.

A perda de fertilidade se alastra também por parte de Minas Gerais e por áreas do Rio Grande do Sul, onde há o fenômeno denominado arenização – não é desertificação porque esta pressupõe escassez de chuva e aridez, o que não ocorre por lá.

Em Minas, a área de maior risco envolve 69 mil km² em 59 municípios no Norte, Jequitinhonha e Mucuri. Em documento entregue ao Ministério do Meio Ambiente, o governo de Minas calculou em R$ 1,29 bilhão o custo de projetos de prevenção.

- O problema é que os solos estão sendo compactados – diz Afrânio Righes, ex-chefe do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e professor de engenharia ambiental do Centro Universitário Franciscano (Unifra), em Santa Maria (RS). – O solo já não age como uma esponja, absorvendo a chuva. Com o plantio direto, sem aragem da terra, e o uso de grandes máquinas na lavoura, a água não infiltra, escorre sobre a superfície e se perde. Os impactos da estiagem aumentam, porque há pouca água acumulada na terra. Por isso, é preciso cavar sulcos na terra, a cada 10 metros, para forçar a infiltração. Como não existe máquina adequada para isso, os agricultores não o fazem.

Em Minas, vegetação e terra sofrem com queimadas frequentes, destruição de matas que protegem nascentes, assoreamento de rios e até irrigação, que capta água em excesso, comprometendo cursos d’água e causando salinização do solo.

No Rio Grande do Sul, a ânsia de unir criação de gado e plantio de soja, em busca de lucros maiores, saturou o solo na região de Alegrete, resultando na arenização. Sobrou o “deserto de São João”.
- O solo não era propício para a soja e a camada orgânica se foi em pouco tempo – explica Righes. – Ficou areia pura e, com o vento, ela não parava de avançar.

A solução encontrada pelos gaúchos para barrar o deserto surgido nos pampas foi plantar eucalipto no entorno da área, criando uma cortina de contenção dos ventos.

- A mudança climática tem peso importante nos processos de desertificação – afirma Manuel Otero, representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). – Mudou a sequência e intensidade das chuvas. Há menos água disponível. E mais degradação ambiental significa mais pobreza.

Para Otero, a boa notícia é que o ciclo vicioso pode ser quebrado. Com apoio da União Europeia, o instituto levou para o município de Irauçuba técnicas e ações para impedir que a desertificação se alastre. O coordenador de Recursos Naturais e Adaptação às Mudanças Climáticas do IICA, Gertjan Beekman, afirma que técnicas simples, como barramento da água, já deram resultado no município de Canindé.

- Nascentes que estavam secas oito anos atrás ressurgiram – comemora Beekman. – Isso mostra que é possível reverter esse processo.

Na Argentina, 70% a 80% da superfície do país são vulneráveis à desertificação, principalmente ao Norte. No Brasil, toda a região do semiárido é considerada área suscetível. Segundo Perez, do Insa, não existe um único modelo ou indicador padronizado para determinar a extensão das terras em processo de desertificação no país.

- Não há no Brasil monitoramento sistêmico, apenas estudos pontuais – diz o pesquisador. – A sensibilização não é algo imediato. É preciso estimular as pessoas a olharem com outro olhar e reconstruir a memória intergeracional. A própria sede da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas fica na Alemanha, onde não há o problema.

(Cleide Carvalho / O Globo)

http://oglobo.globo.com/amanha/desertificacao-ja-atinge-uma-area-de-230-mil-km-no-nordeste-8969806#ixzz2YeOVnplc
Matéria em O Globo, socializada pelo Jornal da Ciência / SBPC, JC e-mail 4765.
EcoDebate, 11/07/2013

http://www.ecodebate.com.br/2013/07/11/desertificacao-ja-atinge-uma-area-de-230-mil-km%C2%B2-no-nordeste/

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

RJ: Hotel Marina Palace, no Leblon, foi autuado por despejo irregular de esgoto em galeria de água pluvial

Robô-espião flagra despejo irregular de esgoto no Hotel Marina Palace do Leblon

Com 26 andares, o Hotel Marina Palace, na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua João Lira, no Leblon, na Zona Sul do Rio, foi autuado ontem (10/07) e será multado pela Cedae e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) por despejo irregular de esgoto em galeria de água pluvial; e que acaba desaguando na praia.

Outros dois endereços neste bairro nobre da capital – um comercial e outro residencial – também foram flagrados na mesma situação de irregularidade. Poluir o meio ambiente com esgoto in natura é crime ambiental.

Estes são os primeiros resultados do serviço de teleinspeção de galerias de águas pluviais do Leblon que a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), em parceria com a Cedae e a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio de janeiro (Seconserva), vem realizando desde junho. Os dados foram apresentados à imprensa, nesta quarta-feira, pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e o presidente da Cedae, Wagner Victer, em frente ao Hotel Marina Palace.

O secretário Carlos Minc disse que o robô-espião é mais um aliado do Programa Sena Limpa, que visa a despoluir seis das principais praias do Rio até 2014:

“A teleinspeção no Leblon continuará por aproximadamente mais dois meses, e o passo seguinte é fazê-la em Ipanema. Até o momento, já foram detectados três pontos: aqui, no Hotel Marina Palace, e em dois endereços da Avenida Ataulfo de Paiva. O recado é o seguinte: todo mundo quer praia limpa, mas todo mundo tem que fazer sua parte, seja pobre, seja rico. O nosso trabalho é fazer um apelo para que os moradores da região verifiquem, nos seus condomínios, como são feitas as ligações de esgoto”, destacou Minc.

Além do hotel no Leblon, a teleinspeção também detectou despejo irregular de esgoto no prédio de nº 706 da Avenida Ataulfo de Paiva e um vazamento de esgoto em outro edifício, também na Ataulfo de Paiva, esquina com a Rua Carlos Gois. O primeiro foi notificado pela Cedae a regularizar sua situação, sob pena de multa. Já no caso do segundo, a Cedae fará o conserto da tubulação danificada.
Por este mecanismo móvel de inspeção – um carrinho retangular do tamanho de uma caixa de sapatos, com quatro rodas e uma câmera acoplada, que funciona como um verdadeiro robô-espião movido à distância –, é possível detectar e corrigir ligações irregulares de esgoto em galerias de águas pluviais.

O trabalho de fiscalização por teleinspeção é importante porque as galerias de águas pluviais do Leblon estão ligadas ou ao canal do Jardim de Alah ou ao canal da Avenida Visconde de Albuquerque, que deságuam na praia. Assim, com o fechamento das ligações clandestinas, o esgoto que ainda é despejado nesses canais deixará de atingir – e poluir – as águas costeiras do Leblon.
O robô-espião é inserido nas galerias de águas pluviais. À medida que percorre as galerias, filma o estado geral das tubulações, com as imagens sendo transmitidas, em tempo real, para um computador.
Para evidenciar a irregularidade praticada pelo Hotel Marina Palace, técnicos do Inea despejaram um tipo de corante na rede de esgoto do hotel, o que ajudou no mapeamento do trajeto do esgoto até a galeria de água pluvial, comprovando a irregularidade.

Os técnicos também encontraram outras irregularidades no hotel: inadequação de sua caixa de gordura e má disposição do lixo, de forma que o chorume acabava vazando para a galeria de água pluvial, contribuindo ainda mais para poluir a praia do Leblon.

AVANÇO DA TELEINSPEÇÃO
Até o momento, no Leblon, a teleinspeção foi realizada em galerias de águas pluviais das avenidas Delfim Moreira, San Martin e Ataulfo de Paiva. Atualmente, o robô-espião já se deslocou para a Rua Humberto de Campos, atrás de outras ligações clandestinas em imóveis residenciais e comerciais.
O serviço de teleinspeção faz parte do Programa Sena Limpa, lançado em 2012 pelo Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Com investimentos de R$ 150 milhões, a iniciativa visa a despoluir seis das principais praias do Rio até 2014.

O Sena Limpa é um trabalho conjunto da SEA, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Cedae, da Rio Águas e da Comlurb. Em diferentes etapas, estão sendo executadas obras de recuperação ambiental das praias de São Conrado, Leblon, Ipanema, Leme e Urca, na Zona Sul, e da Bica, na Ilha do Governador, na Zona Norte da cidade.

Informe do Inea, publicado pelo EcoDebate, 11/07/2013

http://www.ecodebate.com.br/2013/07/11/rj-hotel-marina-palace-no-leblon-foi-autuado-por-despejo-irregular-de-esgoto-em-galeria-de-agua-pluvial/

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

10 de julho de 2013

CONCURSO - Participe, nossos rios não podem virar lenda

Participe clicando aqui


O Prêmio Yara de Comunicação 2013 tem como principal objetivo incentivar profissionais e estudantes de jornalismo a abordarem com maior ênfase as questões relacionadas à qualidade e quantidade dos recursos hídricos das bacias hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ)

Prêmio Yara de Comunicação

CATEGORIAS

  • - JORNALISMO IMPRESSO
  • - JORNAL INSTITUCIONAL
  • - TRABALHO UNIVERSITÁRIO

Prêmio Yara de Comunicação 2013


  • Inscrições até 20 de setembro de 2013
  • Exclusivamente no site
  • Cada participante poderá concorrer com até 3 trabalhos.








BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

Para conservação das tartarugas marinhas, Tamar monitora pesca no litoral entre Alagoas e Bahia

Tamar

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Tartarugas Marinhas (Tamar), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), acaba de promover reunião para tratar da pesca na região entre o Pontal do Peba (AL) e Salvador (BA), que cobre 389 quilômetros do litoral entre Alagoas e Bahia, incluindo toda a costa de Sergipe. A região concentra aproximadamente 80% das desovas de quatro espécies de tartarugas marinhas, das cinco que visitam o Brasil.

O encontro foi uma das ações do programa de interação com a pesca, que o Tamar mantém desde 1990. A ideia é acompanhar e conhecer a frota pesqueira, aproximar-se dos pescadores e contar com a colaboração deles para a conservação das tartarugas. Além da comunidade, participaram do encontro integrantes do setor pesqueiro da região, da Fundação Pró-Tamar, do ICMBio, do Ibama, da Secretaria Municipal de Pesca, da Câmara de Vereadores, da Federação dos Pescadores e da Colônia de Pescadores.

Foram apresentados dados levantados a partir de diários de bordo, com colaboração voluntária de 16 embarcações que fazem porto em Pirambu (SE), e discutido, entre outros temas, o impacto da pesca de camarão nas populações de tartarugas. Os dados mapeados detalham a interação dessa pesca com as tartarugas em 3.376 arrastos de camarão realizados entre 2010 e 2012.
Para o coordenador do Tamar, em Sergipe, César Coelho, é fundamental saber como estão ocorrendo as pescarias para buscar soluções para a causa da morte de muitas tartarugas.
Olivas e camarões

A pesca do camarão é a principal ameaça para as tartarugas olivas (Lepidochelys olivacea), espécie mais abundante na região. Entre janeiro e dezembro dos anos de 2010, 2011 e 2012, mais de mil olivas encalharam mortas nas praias da Bahia, de Sergipe e do sul de Alagoas (Pontal do Peba).

Medidas para minimizar o problema já estão sendo adotadas como, por exemplo, o defeso de verão, que proíbe o arrasto de camarão entre os dias 1º de dezembro e 15 de janeiro, protegendo boa parte do período de reprodução das tartarugas marinhas.
Segundo César Coelho, o ideal mesmo seria estender o defeso do camarão durante toda a época de reprodução das tartarugas marinhas, de setembro a março, para garantir mais sucesso aos animais que se aproximarem das praias para desovar.

Comunicado do ICMBio, com informações do Tamar, publicado pelo EcoDebate, 10/07/2013
http://www.ecodebate.com.br/2013/07/10/para-conservacao-das-tartarugas-marinhas-tamar-monitora-pesca-no-litoral-entre-alagoas-e-bahia/

  Conheça o Projeto TAMAR !
http://www.tamar.com.br/

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

4 de julho de 2013

Passiflora miniata e inseto – Fotos de Alex Franck Forte


passiflora_miniata_inseto_alex_franck_forte
Tem algo de sugestão bailarina nessa flor…
e na magia das fotos de Alex Franck Forte !
passiflora_miniata_inseto_alex_franck_forte1
Visita chegando !
passiflora_miniata_inseto_alex_franck_forte2
… !!!
passiflora_miniata_inseto_alex_franck_forte3
Continuar o passeio… 
_________________
Fotos de Alex Franck Forte em Alta Floresta, MT – Passiflora miniata e inseto.
“As cores vivas na floresta sempre indicam algo, no caso das flores atração dos polinizadores, no caso de animais geralmente perigo.” –  Alex Franck Forte
* Pensamos que, ocasionalmente, publicar aqui no BLOG SOS RIOS DO BRASIL assuntos e fotos da natureza em si, mesmo sem ser da água, tem sua razão, pois há o entrelaçamento entre a saúde das águas e da flora e fauna, a indicarem a boa qualidade do ecossistema ! 
E, como se diz, passamos a proteger o que amamos, e amamos o que conhecemos, compreendemos ! 
          - Clarice Villac
BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

Edição n° 45 da revista Cidadania & Meio Ambiente está disponível para acesso e/ou download

Prezadas(os) Leitoras(es) do EcoDebate e da revista Cidadania & Meio Ambiente
Informamos que a edição n° 45 da revista Cidadania & Meio Ambiente, ISSN 2177-630X, já está disponível para acesso e/ou download na página do Portal EcoDebate.
Capa da Edição n° 45 da revista Cidadania & Meio Ambiente
Capa da edição n° 45
Vejam, abaixo, o sumário da edição:
6 Diga não ao desperdício de alimento
O Dia Mundial do Meio Ambiente 2013 incentiva ações positivas para diminuir o 1,3 bilhão/ton de alimentos próprios para o consumo perdido e/ou desperdiçadoa cada ano. Por PNUMA
11 Alimentos caros e epidemia global de obesidade
Entenda porque a alta dos preços dos alimentos em escala mundial também contribui para o aparentemente paradoxal aumento de indivíduos obesos ou com sobrepeso. Por José Cuesta
12 Energia, entropia, ecologia, economia
Neste momento em que a sustentabilidade ocupa o centro das discussões, as proposições do economista Georgescu-Roegen sobre a natureza como limite da economia voltam a ter relevância. Por Diego Viana
15 Economia e ecologia não devem conflitar
Mais produtos, menos ambiente. Mais economia, menos ecossistema. Quando consumo torna-se sinônimo de prosperidade material, os recursos naturais são dilapidados. Por Marcus E. de Oliveira
16 A Terra 2oC mais quente em 2012
O relatório Statement on the Status of the Global Climate revela que 2012 foi um dos dez mais quentes de toda a história, o que reforça o avanço do aquecimento global. Por OMM
20 O Brasil no Índice de Percepção da Corrupção 2012
Segundo o índice divulgado pela Transparência Internacional, o Brasil tem pequena melhoria de 2010 para 2011, fato que não reflete os avanços observados em nossa sociedade. Por Jorge Abrahão
23 Apesar dos pesares…
Muita coisa melhorou, mas o modelo primário, exportador, concentrador e depredador que rege a sociedade brasileira pode acabar com as poucas conquistas que fizemos. Por Roberto Malvezzi (Gogó)
24 As abelhas vencem o primeiro round
Após dois anos de mobilização de pesquisadores e ONGs, a União Europeia proíbe o uso de três pesticidas letais para as fabricantes de mel e agentes de polinização. Por Cidadania & Meio Ambiente
25 Responsabilidade coletiva e o futuro da espécie humana
O homem possui uma singularidade no conjunto dos seres: cabe-lhe a responsabilidade de cuidar e manter as condições que garantam a sustentabilidade da Mãe Terra. Por Leonardo Boff
26 A arquitetura da destruição no rio Tapajós
O projeto de novas barragens hidrelétricas somado à exploração dos recursos minerais no oeste do Pará é uma grave ameaça à integridade do povos da floresta e da biodiversidade.Por Carlos Juliano Barros
31 Energia e o futuro da Amazônia
Especialistas reunidos em Bogotá reiteraram no Painel Internacional sobre Ambiente e Energia na Amazônia (PIAEA) a necessidade de uma moratória para as hidrelétricas na região.Por Hélio Carneiro
32 Réquiem para o campo e para as matas
Indícios apontam para a “morte matada” das pretensões de justiça no campo e de preservação do ambiente. Uma reforma agrária ao revés está ocorrendo no país. Por José Juliano de Carvalho Filho
33 Congresso da ABRAMPA
Balanço da conferência de Encerramento do XIII Congresso Brasileiro do Ministério Público do Meio Ambiente, onde foram apresentados e discutidas questões ambientais relevantes. Por ASCOM/ABRAMPA
As edições da revista, na versão on-line, também estão disponíveis, no formato do Acrobat Reader, para livre acesso ou download gratuito na página da revista no EcoDebate.
Desejamos a todas(os) uma proveitosa leitura.
Um abraço fraterno,
Henrique Cortez
coordenador editorial do Portal EcoDebate
BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

UTI ambiental: diagnóstico da água III, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

Depois de, nesta UTI ambiental, termos analisado o ciclo hidrológico (diagnóstico da água I) e a bacia hidrográfica (diagnóstico da água II), vamos ver o que acontece quando os dois se encontram. Vamos ver como a bacia hidrográfica se comporta em relação a algumas fases do ciclo hidrológico e discutir algumas interações importantes para a produção de água.
Começamos por estudar o fluxograma da Figura 1. Nele temos a bacia hidrográfica recebendo volumes de água por precipitações (chuvas) e processando tais volumes em seu ecossistema. Vemos que parte é devolvido à atmosfera pela evapotranspiração, outra se escoa sobre a superfície, em forma de enxurrada, atingindo cursos d’água, e outra se infiltra no solo. Do volume infiltrado, parte fica retido nas primeiras camadas de solo e é retirado pelas raízes das plantas e transpirado para compor aquela parte devolvida à atmosfera por evapotranspiração; a outra parte desce ao longo do perfil do solo e se acumula sobre obstáculos impermeáveis (camadas rochosas ou de argilas
adensadas), ou em fendas e interstícios de rochas, formando os aquíferos subterrâneos, também conhecidos como lençóis subterrâneos. Tais aquíferos poderão abastecer nascentes e cursos d’água ou serem explorados por meio de poços de diversas naturezas.

UTI ambiental: diagnóstico da água III - Figura 1
Figura 1

A primeira observação importante sobre o fluxograma é o fato de os cursos d’água serem formados por volumes de água provenientes dos lençóis subterrâneos (através das nascentes) e das enxurradas. Se o ecossistema da bacia hidrográfica privilegia a formação de enxurradas, temos o aumento rápido de vazão dos cursos d’água logo após chuvas fortes, por exemplo, o que pode provocar cheias e inundações, e diminuição dos volumes que irão ter aos lençóis subterrâneos. Os lençóis funcionam como grandes reservatórios: se com pouca água, não têm como abastecer as nascentes, que são as torneiras mantenedoras das vazões, mesmo que não haja chuvas no momento; se com pouca água, também não têm como resistir por muito tempo e os cursos d’água viram intermitentes, ou seja , não conseguem resistir a períodos de secas mais prolongados.
A Figura 2, que mostra um corte no perfil de uma encosta em bacia hidrográfica, pode ajudar no entendimento do fluxograma. O escoamento superficial é a enxurrada e o subsuperficial é uma enxurrada oculta logo abaixo da superfície e que apenas demora um pouco mais para chegar diretamente ao curso d’água.

UTI ambiental: diagnóstico da água III - Figura 2
Figura 2

Vamos explorar mais um pouco as duas Figuras, assinalando, em primeiro lugar, que ainda não é possível controlarmos a quantidade de chuva que atinge determinada bacia hidrográfica. Temos que trabalhar, portanto, com os valores medidos, quer momentâneos, quer médios de dias meses ou anos, encontrados em organizações especializadas como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Quando a chuva atinge a superfície de uma bacia, podemos ter comportamentos variados de componentes do ciclo hidrológico, tais como: a) Dependendo da permeabilidade da superfície, o volume de enxurrada pode variar, alterando, concomitantemente, o volume infiltrado; b) Mesmo que a baixa permeabilidade seja uma condição intrínseca do solo, o volume infiltrado pode ser aumentado com obstáculos que diminuem a velocidade da enxurrada, ou seja, é possível colocar mais água no interior do solo se ela tiver dificuldade de se movimentar pela superfície; c) No total de água perdido por evapotranspiração, em torno de 70% do recebido por chuvas, em média, há um domínio altíssimo da transpiração, o que pode ser alterado com o uso de vegetação de menor poder evaporativo.
Vimos, portanto, que a interação de componentes do ciclo hidrológico com a bacia hidrográfica pode variar muito de uma situação para outra, permitindo, assim, a possibilidade de se fazer um planejamento de uso que privilegie o processamento da água de chuva, atendendo aos interesses da produção de água.
No próximo artigo desta série de ‘UTI ambiental’, daqui a uns quinze dias, vamos usar números e fazer uma contabilidade de água na bacia hidrográfica, para melhor entendermos o funcionamento dessa fábrica natural de água.
Osvaldo Ferreira Valente é engenheiro florestal, especialista em hidrologia e manejo de pequenas bacias hidrográficas, professor titular, aposentado, da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e autor de dois livros recém-publicados: “Conservação de nascentes – Produção de água em pequenas bacias hidrográficas”e “Das chuvas às torneiras – A água nossa de cada dia”; Colaborador e Articulista do Portal EcoDebate.
Nota do EcoDebate: sobre o mesmo tema sugerimos que leiam, também, os artigos anteriores desta série:

EcoDebate, 04/07/2013
BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

2 de julho de 2013

Acidente no Anel Viário de Piracicaba/SP


CIDADE PIRACICABA, TERÇA-FEIRA, 2 DE JULHO DE 2013

Dez pessoas trabalhavam no local; cinco desapareceram no Piracicaba Ministério do Trabalho embargou a obra por tempo indeterminado

Da Gazeta de Piracicaba
juliana.franco@gazetadepiracicaba.com.br

A queda de uma coluna, sustentada por dez vigas, e de um equipamento de obra no novo anel
viário de Piracicaba, localizado na rodovia Laércio Corte (SP-147), deixou cinco trabalhadores feridos, dois mortos e três desaparecidos no Rio Piracicaba, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
O acidente ocorreu ontem, por volta das 8h30, na ponte construída sobre o rio. Dois auditores do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) da cidade estiveram no local e embargaram as obras de responsabilidade da concessionária Rodovias do Tietê.
O trabalho de resgate, que até o final da tarde de ontem ainda era realizado, envolveu 25 bombeiros, sendo 10 mergulhadores, e equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Além disso, contou com o apoio de dois helicópteros Águia, da Polícia Militar (PM) - um deles destinado aos resgates aeromédicos, enviados pela PM de Campinas.
As causas do acidente ainda são desconhecidas. De acordo com informações da PM, os trabalhadores colocavam vigas sobre um pilar em forma de T, fixado no rio. No momento da colocação da 10ª viga, todas elas e o pilar desabaram.
Dos 10 operários que atuavam no local, oito foram jogados na água. O 2º sargento do
Corpo de Bombeiros, Carvalho, conta que três conseguiram nadar até a margem, receberam os primeiros atendimentos médicos no local e posteriormente foram encaminhados a um hospital da cidade. Outros dois trabalhadores ficaram presos em cima de um dos pilares da ponte e foram resgatados pelo helicóptero Águia, também com vida.
As vítimas têm entre 25 e 42 anos. Informações do Sinticompi (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e Mobiliário de Piracicaba e Região) é de que todos os trabalhadores são de Itapetininga (SP).

CORPOS LOCALIZADOS

Até o final da tarde de ontem, mergulhadores localizaram dois corpos presos aos escombros dentro do Rio Piracicaba.
O resgate não foi possível devido ao peso do material, explica o major do Corpo de Bombeiros, Samuel Penteado. "As vigas, a coluna e a estrutura metálica pesam cerca de 80 toneladas e dificulta o trabalho da equipe. Além disso, a água está escura e há muitos escombros no local de acidente. Agora, junto com a empresa responsável pela construção e uma empresa de guincho, estudamos uma forma de retirar os corpos localizados", explica. "Não é possível colocar um guindaste próximo ao local do acidente porque é um espaço de insta labilidade. Ainda não sabemos como será feito esse trabalho", acrescenta.
A chuva que teve início por volta das 14h30 também atrapalhou o resgate. Barcos do Corpo de Bombeiro são usados para procurar as vítimas. Três homens ainda continuam desaparecidos.
O major Penteado informou que o trabalho dos bombeiros continua até que todos sejam resgatados. Os funcionários do canteiro de obras foram liberados após o acidente. Nenhuma das cinco vítimas socorridas corre risco de morte - na tarde de ontem dois já tinham recebido alta. Alguns homens tiveram fratura exposta.
Entre os desaparecidos estão: Aleandro Souza dos Santos, 25 anos; Adalto da Silva Dias, de 42; Anderson José de Oliveira, de 36; Divaldo Ferreira Mota, de 41; e Adenilson Morato de Farias, de 25. Não há identificação dos corpos localizados.

OBRA EMBARGADA

Após o acidente, o segundo registrado na mesma obra em menos de 60 dias, dois auditores do MTE estiveram no local e embargaram toda a construção, informa o gerente regional do Ministério, Antenor Varolla.
"Foi feita a vistoria e constatado o tombamento de uma pilastra central na ponte, com

dez vítimas", explica.
As causas serão apuradas e, segundo Varolla, não há prazo para a conclusão das investigações. "São muitos os fatores que devem ser investigadas. Pode ser um problema do terreno geológico, erro no projeto, entre outros", afirma.
Os auditores embargaram a obra por tempo indeterminado.

ERRO DE ENGENHARIA

O presidente do Sinticompi, Milton Costa, informou que o acidente foi reflexo de um
problema de engenharia. "A obra está regular e a empresa está correta em relação
aos compromissos com os trabalhadores. Inclusive, segundo informações colhidas com as vítimas, todos usavam equipamento de segurança no momento do acidente. O que houve é que o
projeto de engenharia não responde à realidade", afirma. Ainda de acordo com Costa, agora, cabe ao Ministério Público do Trabalho, além de outros órgãos, fiscalizar a situação e se posicionar. "Acredito que quase todos os trabalhadores estão traumatizados e será difícil o retorno ao trabalho", opina.

SEGUNDO ACIDENTE

Este é o segundo acidente registrado na obra em menos de dois meses. No dia
21 de maio, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) em Piracicaba interditou o trabalho após um equipamento ferir dois operários, no dia anterior. Na ocasião, um cabo de sustentação, que estava preso a um equipamento de obra chamado pirfor, rompeu-se enquanto dois trabalhadores ajudavam na elevação de uma peça. Com o rompimento, o material atingiu as pernas dos trabalhadores, que ficaram pendurados a 15 metros de altura.
Um guindaste da obra foi utilizado na operação de resgate do Corpo de Bombeiros. Um trabalhador, de 33 anos, passou por cirurgia e quase precisou amputar uma das pernas. De acordo com o gerente regional do MTE, Antenor Varolla, após as providências tomadas pela empresa responsável pela obra o retorno ao trabalho foi liberado.

CONCESSIONÁRIA LAMENTA

Por meio de nota, a concessionária Rodovias do Tietê lamentou o acidente ocorrido,
na manhã de ontem, nas obras de construção da ponte sobre o Rio Piracicaba.
A empresa considera a ocorrência uma fatalidade e informa que vai aguardar os laudos da Polícia Civil e do Ministério do Trabalho sobre a causa do acidente.
Na mensagem, ela afirma ainda que não medirá esforços para colaborar com a apuração dos fatos. A ponte sobre o rio faz parte da construção do Contorno de Piracicaba, obra prevista no contrato de concessão da Rodovias do Tietê.
A ponte sobre o Rio Piracicaba terá 242 metros de extensão, foi projetada com pista dupla e 12
metros de largura.
A Rodovias do Tietê iniciou a construção em 2011 e prevê sua conclusão no final de 2013. Até o final das obras serão investidos R$ 79 milhões.
O Contorno terá nove quilômetros de extensão, sete viadutos, uma ponte sobre o manancial, uma galeria na estrada do bairro Monte Alegre e dois grandes dispositivos de acesso e retorno. O tráfego estimado é de 12 mil veículos por dia.
A obra é realizada por empreiteiras contratadas, entre elas a construtora Tardelli, responsável pela construção da ponte. 
O contorno é a continuidade da SP 308 (Rodovia do Açúcar – Salto a Piracicaba) no Km 162, no entroncamento da SP 304 (Rodovia Luiz de Queiroz) até a SP 127 (Rodovia Cornélio Pires – Piracicaba a Rio Claro), passando pela SP 147 (Rodovia Deputado Laércio Cortes – que liga as cidade de Piracicaba e Limeira.

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

1 de julho de 2013

II SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - E.A. EM ÁREAS PROTEGIDAS - VIÇOSA (MG)


EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREAS PROTEGIDAS é o tema do Simpósio

DATA:  12  a 14 de Julho de 2013


UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - MG





Com este convite do Simpósio de Viçosa, o blogueiro entra em
férias de 01 a 30 de julho, viajando com dona Terê Andrade, para conhecer e fotografar novos rios, praias, lagos e novas comunidades que estão protegendo e valorizando suas águas!
Um ótimo período de férias para todos e os mais sinceros agradecimentos aos colaboradores (as)  que têm ajudado até aqui,  a fazer o Blog mais ligado nos rios desse imenso Brasil!

Até um dia!


Prof. Jarmuth Andrade



BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

30 de junho de 2013

VAZÃO HISTÓRICA NO ENCONTRO DOS RIOS IGUAÇU E PARANÁ ATINGE 33 MIL M³/S


Chuvas provocam vazão histórica no encontro dos rios Iguaçu e Paraná
A vazão no encontro dos rios Iguaçu e Paraná, no Marco das Três Fronteiras (entre Brasil, Argentina e Paraguai), em Foz do Iguaçu, nesta terça-feira (25), atingiu o volume histórico de 33 mil metros cúbicos por segundo (m³/s) – o maior registrado nos últimos 15 anos.

Na confluência, o Paraná recebe as águas do Iguaçu, depois dele formar as Cataratas. Em 29 anos de operação de Itaipu, desde quando a usina começou a fazer o controle hidrológico do local, esse é o oitavo ano em que a vazão ultrapassa a casa dos 32 mil m³/s naquele ponto.

Houve registro de enchentes em 1987, 1990, 1992, 1993, 1995, 1997 e 1998. Na maior cheia de todos os tempos, em 1992, a vazão chegou a 49 mil m³/s. Naquele ano, foram 11 dias com vazão acima de 32 mil m³/s. Em 1987 foram quatro acima desse índice. Em 1990 houve 15 dias com vazão acima desse volume. Foram quatro dias em 1992, quatro dias em 1993, outros dois em 1995, 18 em 1997 e 12 em 1998.

Agora, a vazão deve continuar acima desse patamar por mais alguns dias, mas não há previsão exata por quanto tempo ainda. A cheia do Rio Iguaçu é provocada por intensas chuvas no Paraná, principalmente no Litoral e na região de Curitiba, onde o rio nasce, e também na bacia incremental do Rio Paraná. Há previsão de mais chuvas ao longo desta semana.

Com a cheia, a paisagem nas Cataratas do Iguaçu e da usina de Itaipu vem sendo alterada como há muito não se via. O espetáculo das águas ganha novas dimensões com as chuvas de inverno, o mais chuvoso dos últimos dois anos. Tanto no Iguaçu quanto no Paraná já choveu até esta terça-feira (25) o dobro da média para o mês de junho.

Sobre o Iguaçu, rio genuinamente paranaense, que nasce em Curitiba e deságua nas Cataratas, foram 400 milímetros de precipitação pluviométrica. No Rio Paraná, só de chuvas localizadas, o volume chega a 130 milímetros.
Nas Cataratas do Iguaçu, o volume de água atinge marcas históricas desde sexta-feira (21) – entre oito e dez vezes mais que a vazão normal, de 1.200 m³/s. Na manhã desta terça-feira, o volume registrado nas quedas era de 12 mil m³/s. No sábado (22), o pico atingiu 14 mil m³/s.

Nas duas margens das Cataratas, os turistas se surpreenderam com tanta água, que forma uma massa quase compacta, deixando de delinear as 275 quedas d’água que podem ser vistas em períodos normais.

No Parque Nacional do Iguaçu, por questão de segurança, foram interditadas as passarelas que dão acesso à Garganta do Diabo. No Parque Nacional Iguazú, na Argentina, também foi fechada a passarela de acesso à Garganta do Diabo e cancelada a travessia para a Ilha San Martin.

Na usina de Itaipu, o vertedouro, depois de fechado por vários meses, desde quinta-feira (20) não para de verter de forma ininterrupta. Nesta madrugada, chegou a escoar 11,9 mil m³/s. E a previsão é que o Rio Paraná continue despejando no reservatório um volume muito superior à média normal. A vazão que está chegando é de 18,6 mil m³/s, quando normalmente este volume oscila entre 11 e 13 mil m³/s.

Como não é possível armazenar tanta água e a usina pode aproveitar até 13 mil m³/s, quando está produzindo a plena carga, o restante tem de ser escoado pelo vertedouro.

Desde segunda-feira (24) à noite, Itaipu abriu a segunda calha do vertedouro. Estão abertas as calhas esquerda e central. A direita normalmente só é aberta com vazões acima de 30 mil m³/s.

Construído justamente para escoar a água que não é aproveitada para gerar energia, o vertedouro de Itaipu deve permanecer aberto pelo menos durante toda esta semana.

Com as cheias, a situação é de alerta para as populações ribeirinhas. De acordo com o último boletim hidrológico da Itaipu, na estação de medição da Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Brasil, a Ciudad del Este, no Paraguai, o nível está em 118 metros. A partir do nível 115 já ocorrem inundações.

O bairro paraguaio San Rafael, em Hernandárias, cidade vizinha de Ciudad del Este, está submerso. O bairro foi construído de forma irregular no leito natural do Rio Paraná. No lado brasileiro, a Vila Bancária e o Iate Clube Cataratas, na região do grande Porto Meira, podem sofrer pequenas inundações.

Com as chuvas intensas, os reservatórios atingiram bons índices de armazenamento em boa parte do País. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o índice chega a 63%. No Sul, a situação é ainda melhor: 74,4%. No Nordeste, o volume é de quase 50%.http://www.itaipu.gov.br/sala-de-imprensa

LEIA MAIS

Defesa Civil registra 60 mil pessoas afetadas em 45 municípios
Bem Parana
... Mallet, Manoel Ribas, Paranaguá, Pitanga, Piraquara, Ponta Grossa, Querencia do Norte, Rebouças, Rio Bonito do Iguaçu, Rio Negro, Santa Lúcia, São Tomé, São João, São Miguel doIguaçu, Santa Tereza do Oeste, Sengés, Sulina, Saudade do Iguaçu, ...


Cataratas do Iguaçu são fechadas por causa de inundações no ...
AFP
ASSUNÇÃO — As chuvas e inundações na bacia do Rio Paraná, entre Ciudad del Este (no Paraguai), Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú (na Argentina), provocaram o fechamento das famosas cataratas do rio Iguaçu, compartilhado por Brasil e Argentina, ...


Defesa Civil monitora Rio Iguaçu em União da Vitória e ... - Banda B
“A primeira com relação a cheia do Rio Iguaçu, que já preocupa e as duas outras com relação a deslizamentos. Estamos em cima e pedindo para que a ...

Nível do Rio Iguaçu está em 5,91 centímetros » Vvale » Portal de ...
Visão do Mirante de Porto União. (Foto: Jaqueline Castaldon) Na última medição feita pelo Monitoramento Hidrológico do Rio Iguaçu às 16 horas desta ter.
54 famílias já foram removidas das margens do rio Iguaçu
Quando as chuvas se intensificaram em União da Vitória e região, nos últimos dias, a Defesa Civil local iniciou o trabalho de monitoramento do rio Iguaçu, bem  ...
Passarela das cataratas é fechada por cheia no rio Iguaçu
A passarela que dá acesso à Garganta do Diabo, um dos principais pontos turísticos das Cataratas do Iguaçu, no Paraná, está fechada em função do alto ...
Água baixa nos Rios Paraná e Iguaçu
Cidade Foz
29 de junho de 2013 - Assessoria. A água nas margens do Rio Paraná retrocedeu pouco mais de um metro nas últimas 24hs em Foz do Iguaçu e deve continuar baixando lentamente nos próximos dias, mas o alerta às comunidades ribeirinhas permanece.

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

OS PROTESTOS DO PADRE SERTANEJO E DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO CONTRA AS OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO


















Padre sertanejo protesta por Transposição do Rio São Francisco e engenheiro local diz que dinheiro foi empregado na Copa 
O padre Djacir Brasileiro realizou nesta quinta-feira (27) mais um ato público em favor da Transposição do Rio São Francisco na cidade de São José de Piranhas, região de Cajazeiras. O protesto reuniu moradores na comunidade de Boa Vista no eixo sete das obras da transposição.
De acordo com o padre, as obras da transposição estão paradas há dois anos, por essa razão, achou por bem fazer uma manifestação em prol da Transposição. “A transposição será uma das melhores alternativas para suprir os efeitos da seca. É muito triste essa obra parada, o povo esta sofrendo”, disse.
O padre Djacir disse ainda que, a população do Sertão não precisa de serviços paliativos, mas sim de execução de obras estruturantes. “É preciso que o gigante sertanejo vá pra rua gritar pelas vitimas da seca”, disse.
O religioso afirmou que luta por uma audiência com a própria presidente Dilma Rousseff. “Ela precisa ouvir o povo do Sertão paraibano”, disse.
O agricultor Francisco de Souza informou que o Governo Federal ainda não pagou pela desapropriação de suas terras e disse ainda que está proibido de plantar. “Estamos todos parados e as terras abandonadas”, disse ele.
 Veja Vídeo
Opinião
Para o engenheiro agrônomo, Adalberto Nogueira, o projeto da transposição é bem planejado, entretanto, foi a campanha da presidente Dilma nas últimas eleições presidenciais quem destorceu o curso do projeto. “Se o calendário tivesse sido aplicado e fiscalizado já teríamos as obras prontas”, disse.
Adalberto disse ainda que o grande obstáculo para a conclusão da transposição foi a corrupção generalizada, além das obras para a Copa do Mundo. “O Governo brasileiro pegou todo dinheiro de infraestrutura e empregou em estádios de futebol sem consultar a ninguém. Foi de uma irresponsabilidade gritante, pois o país está carente de tudo”, disse.
Veja Vídeo!
DIÁRIO DO SERTÃO

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!