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2 de setembro de 2014

PRECISAMOS DOBRAR OS INVESTIMENTOS PARA LEVAR ÁGUA E ESGOTOS PARA TODOS NO BRASIL

Quase 23 milhões de domicílios brasileiros não têm acesso à rede de esgoto; investimento necessário até 2030 é de R$ 157 bilhões. Foto: http://www.revistadigital.com.br/

País tem que investir o dobro para levar água e esgoto a todos os brasileiros

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregue aos presidenciáveis e ainda inédito mostra que o país precisará investir cerca de R$ 274,8 bilhões até 2033 para resolver o déficit de saneamento. O valor é o aporte necessário para atingir as metas de universalização traçadas para um período de 20 anos pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). No ritmo atual de investimentos, nas contas da confederação, a universalização ocorreria em 50 anos.
A reportagem é de Cristiane Bonfanti, com a colaboração de Eduardo Bresciani, publicada pelo jornal O Globo, 01-09-2014.
Os cálculos da CNI consideram a média de investimentos para a ampliação da capacidade de água e esgoto realizados nos últimos anos e a projeção da população para 2033. Segundo o estudo, em 2011 foram investidos R$ 9,2 bilhões nessas duas modalidades do setor de saneamento, na soma dos aportes realizados por operadores, estados e municípios. A CNI destacou que, entre 1995 e 2011, a média anual foi de R$ 6,3 bilhões. Entre 2012 e 2022, seriam necessários investimentos anuais da ordem de R$ 136,3 bilhões (média de R$ 12,4 bilhões anuais) para alcançar as metas estabelecidas no Plansab. Entre 2023 e 2033, o valor seria de R$ 138,5 bilhões (média de R$ 12,6 bilhões anuais). O estudo da CNI não engloba os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento(SNIS) de 2012, que foram divulgados este ano e mostram investimento de R$ 9,7 bilhões nos serviços de água e esgoto naquele ano. Desse valor, 90% foram aportados por prestadores de serviços, 6,4% por estados e 3,6% por municípios.
— O ritmo atual de investimentos precisa ser acelerado para que sejam cumpridas as metas de universalização do Plansab. Nos últimos anos, tem havido aumento nos aportes, mas é preciso investir mais de R$ 12 bilhões anuais, em média, para que a meta seja cumprida — disse Ilana Ferreira, analista de Políticas e Indústria da CNI.
HOJE, APENAS 37,5% DOS ESGOTO É TRATADO
Ilana destacou a importância do fortalecimento das parcerias entre os setores público e privado para ampliar o investimento em saneamento. A CNI também defende a desoneração de investimentos, como forma de reduzir o custo tributário de aportes para ampliação da capacidade de distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto.
— A racionalização da tributação poderia ser conquistada com a mudança no cálculo do PIS/Cofins na cadeia produtiva, gerando créditos que poderiam ser abatidos quando esses recursos fossem integralmente aplicados em investimentos no setor — disse a analista.
De acordo com dados reunidos pela CNI, ainda hoje, apenas 37,5% de todo o esgoto gerado no país é tratado. Anualmente, 5,8 bilhões de metros cúbicos de esgoto são despejados sem tratamento diretamente na natureza. O problema relacionado à coleta e ao tratamento de esgoto atinge famílias como a da dona de casa Luciana Pereira dos Santos, de 37 anos. Desempregada, ela mora com os seus três filhos, que têm entre 9 e 13 anos, em um lote com piso de chão batido na região conhecida como Sol Nascente, a 30 quilômetros de Brasília. Luciana tem água encanada, mas não conta com rede de esgoto e vê o caminhão de lixo passar duas vezes por semana. A rua de Luciana, sem asfaltamento, tem lixo e esgoto a céu aberto. Em sua casa, os dejetos são direcionados a uma fossa construída no quintal e o mau cheiro é comum.
— Eu tento diminuir o mau cheiro com água sanitária, é muito ruim. Já vi muitas crianças da rua doentes, com virose, e casos de dengue — relatou.
Moradora da mesma região, a dona de casa Rayane Caroly, de 27, enfrenta problemas semelhantes. Vive no Sol Nascente com o marido e quatro filhos. Pelo menos duas vezes por ano, precisa pagar cerca de R$ 100 para limparem a fossa de sua casa.
— Tem também o lixo. Agora, em período de eleição, o caminhão vem mais. Mas, antes, ficávamos uma semana com lixo na rua — disse.
Procurado, o Ministério das Cidades afirmou que o estudo é de responsabilidade de seus autores e que, embora respeite, não comenta levantamentos de terceiros sobre saneamento nem entra no seu mérito. O ministério ressaltou, no entanto, que, de acordo com o Plansab, a estimativa de investimentos para alcance das metas em todas as modalidades de saneamento é de R$ 508,4 bilhões entre 2014 e 2033. Somente nas modalidades de água e esgoto, que são o foco do trabalho da CNI, os investimentos previstos para o período são de R$ 304 bilhões. “Cabe ressaltar que os investimentos previstos para o período são progressivamente crescentes e que os valores e metas do Plansab foram objeto de amplas discussões que envolveram profunda participação da sociedade brasileira e de setores organizados da área de saneamento do país”, informou o ministério, que observou que as metas dosPlansab foram aprovadas por quatro conselhos nacionais.
O ministério destacou que, em 2012, o índice médio nacional de tratamento dos esgotos gerados chegou a 39,1%. O índice médio nacional de atendimento por rede de distribuição de água da população urbana foi de 93,2% e da população total, de 82,7%. Em relação à coleta de esgoto por rede, o índice médio nacional da população urbana foi de 56,1% e, para a população total, de 48,3 %. Já o índice médio nacional de perdas de água na distribuição foi de 36,9%, com viés de queda nos últimos anos, ressaltou o Ministério das Cidades.
EMPRESAS PEDEM DESONERAÇÃO
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), Roberto Cavalcanti Tavares, destacou a importância de um plano para melhorar o saneamento. Mas considerou que o governo precisa não apenas oferecer mais segurança jurídica para as empresas e para os investidores, como também desburocratizar o modelo de financiamento do setor. Ele defendeu ainda a desoneração e o estímulo à participação do capital privado nesse segmento.
— A exigência é para que apresentemos eficiência de empresa privada, mas temos que carregar a cruz da Lei de Licitações de 1993, que não nos garante adquirir melhor serviço, qualidade e agilidade — criticou.
AS PROPOSTAS DOS CANDIDATOS
Dilma: A presidente afirma que o índice de tratamento de esgoto cresceu 19% desde 2002 e que os investimentos cresceram de R$ 998 milhões em 2002 para R$ 10,3 bilhões em 2013. O programa coloca como meta “perseguir a universalização do abastecimento da água tratada e a expansão em todo o território nacional do esgotamento sanitário e do seu tratamento”. E diz que o detalhamento das propostas será feito posteriormente por grupos temáticos.
Marina: A candidata do PSB aponta parcerias com a iniciativa privada como um caminho para combater os problemas na área. “A flexibilização das normas, com controle social, deve ser considerada em nome de inúmeros benefícios a toda a sociedade brasileira”, diz trecho do programa apresentado na sexta-feira passada. O plano de governo fala ainda em ampliar investimentos e mantê-los em ritmo constante e progressivo, melhorar a gestão e incentivar estudos para melhoria das técnicas de tratamento de esgoto.
Aécio: O candidato tucano propõe incentivar o financiamento da reestruturação das empresas que operam na área, além de criar condições para que prestadores de serviço utilizem novas formas de contração, como Parcerias Público-Privadas. Defende a desburocratização. Também propõe o incentivo à criação de consórcios pelos municípios e ao reuso da água para irrigação e fins industriais. IH UNISINOS

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ALEMANHA CAI NA REAL E ALTERA INCENTIVO ÀS ENERGIAS RENOVÁVEIS

Um dos maiores conhecedores de hidrologia e saneamento básico do país, o Prof. Rios sempre
colaborou muito e incentivou o Blog SOSRiosBr, orientando e enviando ótimos artigos.

Prezados AMIGOS, ALUNOS E EX-ALUNOS ;  

Finalmente a Alemanha caiu na REAL [ ou melhor no EURO ...] .  E já não era sem tempo ...   Mas como sempre reagiram rápido para não ter mais prejuízo ... 

O privilégio verde dado à eletricidade gerada na Alemanha a partir de fontes renováveis, em prejuízo à eletricidade gerada fora do país, será abolido.

Considerando que o próprio mecanismo de proteção aos grandes consumidores estava em xeque e fatalmente seria significativamente reduzido, as pressões para a redução das subvenções as renováveis em nome da manutenção da competitividade da indústria alemã se tornaram fortíssimas e também o alinhamento às leis europeias.

E tem gente no Brasil que não quer manter a matriz mais barata e mais limpa do mundo em prol de UTOPIAS e de falácias e ecoxiitismo ambiental .... 

Geralmente são pessoas que não entendem NADA DE POLÍTICA ENERGÉTICA e apenas tumultuam o ambiente [ com trocadilho mesmo ... ]  .... 

SDS. FLUVIAIS;
PROF.JORGE RIOS  =  http://www.prof-rios.blogspot.com.br/ 
M. Sc. Rec. Hídricos Univ. de Grenoble - França 
Diretor da ABES - RIO 

A mudança da política alemã de incentivo às energias renováveis

In energias renováveis on 01/09/2014 
Por Ronaldo Bicalho

No primeiro dia do mês de Agosto deste ano entrou em vigor a nova lei de incentivo às fontes de energia renováveis na Alemanha. A chamada EEG 2.0 (Erneuerbare Energien Gesetz – Lei das Fontes de Energia Renováveis) representa um forte ajuste na política energética alemã de apoio a essas fontes.

O freio de arrumação na transição energética alemã (energiewende) é fruto das fortes pressões a favor da reformulação do programa advindas principalmente dos setores industrial e elétrico alemão, assim como da própria Comunidade Europeia.

Com um custo estimado de um trilhão de Euros até 2030, uma das grandes ameaças à energiewende passou a ser a explosão das tarifas de energia elétrica puxada, principalmente, pela forte expansão da energia solar; fortemente subsidiada pelo esquema de tarifação Feed-in, que garante a rentabilidade dos investimentos em renováveis durante 20 anos.

Com uma conta de 20,4 bilhões de Euros chegando aos bolsos dos consumidores em 2013 – com expectativa de aumentar para 23,6 bilhões em 2014 -, as mudanças no esquema de subvenções às energias renováveis tornaram centrais para a sustentabilidade política e social do programa.

Mesmo não tendo que pagar 100% das taxas de incentivos às renováveis, em função de um mecanismo de proteção às indústrias intensivas em energia, os grandes consumidores alemães têm de pagar uma tarifa de €100 por MWh, ao passo que nos Estados Unidos o consumidor industrial paga em média menos de €55 por MWh. No caso do consumidor industrial alemão médio, sem o mecanismo de proteção, esse valor atinge €145 por MWh. 

O gráfico abaixo apresenta as tarifas industriais alemãs em relação em relação a outros países e sintetiza as dificuldades para a manutenção da competitividade industrial do país face ao movimento de aumento da tarifa de eletricidade; em contraste, fundamentalmente, com a manutenção das baixas tarifas americanas.


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PROTEGER AS FLORESTAS É PRODUZIR ÁGUA



size 590 Mata Atlantica Proteger as florestas é produzir água









02/9/2014 

por Mariana Machado*

Estive na Exposição Itinerante a Mata Atlântica é Aqui no município mineiro de Bicas no dia 20 de agosto, para moderar a roda de conversa sobre a Importância da Mata Atlântica.
A roda contou com a presença de cerca de 20 participantes entre eles, proprietários de terra, secretários de meio ambiente de Juiz de Fora e Bicas, representantes de ONG e Universidades, ambientalistas e profissionais liberais.
Começamos com uma breve apresentação entre os participantes e a motivação para participarem da atividade. A maioria das pessoas demonstrou forte preocupação com a questão da água na região, devido à pouca ou nenhuma iniciativa de saneamento ambiental e proteção de nascentes e cursos d’água, o que acarreta na degradação ambiental e compromete o abastecimento de água nas cidades.
A preocupação procede. De acordo com o Atlas dos Remanescentes da Mata Atlântica (SOS Mata Atlântica e INPE), levantamento do período de 2011 e 2012, apontou que na região grande parte dos municípios tem pouco mais que de 10% de sua cobertura original de Mata Atlântica, que era de 100%.
Em Bicas, por exemplo, restam apenas 6% de suas matas!
É sabido que a floresta tem importante papel no regime de abastecimento hídrico. As matas protegem as nascentes e cursos d´água de erosão, minimizam as chances de deslizamento de terra, contribuem para a porosidade do solo e infiltração da agua da chuva, alimentando os lençóis freáticos. Proteger as florestas é produzir água.
Na região são poucas as áreas naturais protegidas públicas e grande parte dos fragmentos florestais que ainda existem estão nas mãos de proprietários rurais. Dessa forma, são necessárias políticas públicas para orientação e incentivo a restauração e conservação florestal em terras privadas.
Uma das estratégias que estão sendo adotadas, é o Pagamento por Serviço Ambiental – PSA. Os programas de PSA partem do princípio de que a floresta nativa presta diversos serviços, tais como biodiversidade, estoque de carbono, proteção de nascentes, controle de erosão, regulação do regime de chuvas, etc., e os proprietários que protegem floresta nativa (provedores), beneficiam a toda sociedade, dessa forma eles devem ser pagos por esse esforço de proteção.
Eduardo de Araújo Rodrigues, analista ambiental do IGAM – Instituto de Gestão das Águas Mineiras comentou sobre o edital de apoio a projetos de PSA na Bacia do Paraíba do Sul (PSA Hídrico), realizado pelo Comitê de Integração da Bacia do Rio Paraíba do Sul – CEIVAP que selecionará propostas para restauração de áreas degradas e/ou conservação florestal.
A bacia do rio Paraíba do Sul situa-se na região sudeste do Brasil e é estratégica para o abastecimento de uma das regiões mais populosas do país. Ocupa área de aproximadamente 62.074 km², estendendo-se pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, abrangendo 184 municípios.
O recurso disponível é oriundo da cobrança do uso da água feito na bacia e o valor máximo a ser pago aos provedores dos serviços ambientais no âmbito do programa PSA HÍDRICO na bacia hidrográfica do Paraíba do Sul será de R$ 200,00/ha/ano.
Essa iniciativa é muito bem vinda para estimular e ampliar ações de melhores práticas agropecuárias, restauração e conservação de florestas nativas e por consequência garantir água em qualidade e quantidade necessárias para o bem estar das populações residentes na bacia.
* Mariana Machado é coordenadora do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica
** Publicado originalmente pela SOS Mata Atlântica e retirado do site Mercado Ético.
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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA E AS TORNEIRAS SECAS EM SP

por Redação do Greenpeace
AmazoniaIpe O que o desmatamento tem a ver com sua torneira
Árvore de Ipê florescendo no meio da floresta Amazônica. Foto: © Greenpeace / Daniel Beltrá


02/9/2014 - 12h18

O que o desmatamento tem a ver com sua torneira


Amazônia. Esse é o nome da maior floresta tropical do mundo. Ocupa 5% solo do planeta e mais da metade dela (65%) está dentro de nosso país.
De todos os seus tesouros, dois chamam muito a atenção em tempos de racionamento de água muitas cidades do Sudeste: essa floresta possui cerca de 25 mil rios e estoca aproximadamente 12% de toda a água possível de consumo da terra. E é responsável, em boa parte, pela água que sai da sua torneira.
Isso porque mais de 70% das chuvas que caem em São Paulo no período em que os reservatórios do Estado são abastecidos vêem da Amazônia. As árvores transportam a água do solo até a atmosfera, num ritual de tirar água do depósito abaixo do chão e transpirá-la para virar nuvem. Quanto maior o desmatamento, menor o número de árvores que desempenham esta função. Assim, a água do solo não vai para a atmosfera, e a água da chuva não é retida pelas árvores no solo, escorrendo sem barreiras para os rios e oceanos. Por isso que o desmatamento da floresta afeta nossa vida aqui nas grandes cidades do País– e vai afetar cada vez mais. Reportagem do Fantástico tratou disso no último domingo.
É graças aos serviços que a floresta nos presta que temos a abundância de água também para ativar os geradores das usinas hidrelétricas, responsáveis por 85% da energia que ilumina a casa dos brasileiros. A Amazônia está presente no nosso dia a dia, da luz que se acende na periferia ao PIB agrícola do sudeste. Os serviços da floresta ajudam a todos, de forma democrática e gratuita. Mas estamos longe de retribuir.
Diariamente dizimamos a floresta de forma descontrolada e desnecessária. Ano passado derrubamos mais de 5.800km2, área equivalente à quatro vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro, ou mais que um campo de futebol por minuto. No total já se foram mais de 750.000km2 de floresta, área equivalente a Portugal, Itália e Alemanha juntos.
desmatamento O que o desmatamento tem a ver com sua torneira
Desmatamento no Estado do Pará. Foto: © Rodrigo Baleia / Greenpeace

Não desmatamos para produzir alimentos, pois já temos áreas abertas no país em quantidade suficiente para dobrar nossa produção de alimentos sem precisar derrubar mais nenhum hectare de floresta.
Não sabemos se a mudança no padrão do clima e das chuvas vão dizimar a vida da terra. Mas vão torná-la mais difícil. A prologada escassez que estamos enfrentando no estado de São Paulo é um prenúncio disso. E cabe a nós mudarmos essa história. Precisamos mostrar que não estamos de acordo com o absurdo que está acontecendo nas nossas florestas. Assine pelo Desmatamento Zero e Junte-se a nós.
* Publicado originalmente no site Greenpeace.
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BAIA DE GUANABARA VOLTA A RECEBER O BOTO-CINZA


 
A Baía de Guanabara voltou a receber o boto-cinza nesta quarta-feira (27). Considerado por especialistas um dos animais mais vitimados pela poluição das águas, a espécie denominada Sotalia fluviatilis tem utilizado a baía para se alimentar e criar os filhotes.
 
28/08/2014               

Golfinhos voltam a aparecer na Baía de Guanabara

Retorno dos botos foi mapeado pelo Projeto Maqua da Uerj.
Existência deles é fundamental para a Baía de Guanabara, diz bióloga.

Do G1 Rio
 
Cerca de 40 animais escolheram a região perto de Guapimirim, na Baixada Fluminense, para viver. Eles podem ser vistos se deslocando, perseguindo cardumes de peixes, surfando as marolas produzidas pelos barcos ou dando saltos.

O retorno dos botos à Baía de Guanabara foi mapeado pelo Projeto Maqua, do Departamento de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que estuda a população dos botos-cinza há quase 20 anos. A pesquisa é realizada através da foto-identificação. Essa técnica permite reconhecer cada boto por meio de fotos das marcas naturais presentes nas nadadeiras dorsais dos animais. As marcas funcionam como impressões digitais, uma vez que cada boto apresenta um padrão diferente.

"A presença dos botos na Baía de Guanabara é um indicador, melhor do que qualquer tabela ou número, que comprova a melhora ambiental da Baía de Guanabara. A atual gestão do governo do estado investiu fortemente na despoluição da baía, os resultados estão surgindo de forma natural. Ou seja, menos poluição, mais alimento para a fauna local, que se reproduz e se fixa naquele ambiente", ressaltou o presidente da Cedae, Wagner Victer.

De acordo com Tatiana Bisi, pesquisadora e professora de biologia marinha da Uerj, outras espécies de cetáceos também já nadam nas águas da Baía de Guanabara. Um exemplo é a espécie golfinho-de-dentes-rugosos, que está sendo avistada próximo à Ponte Rio-Niterói. Tatiana acredita que os golfinhos estejam procurando as águas da Baía para se alimentarem de lulas, polvos e, principalmente, de peixes-espadas, que migram nesta época do ano.

Para a especialista, a existência desses animais marinhos é fundamental para a Baía de Guanabara. "Além de os golfinhos e botos serem extremamente carismáticos, eles são organismos que têm uma grande importância para o sistema. É uma espécie que está lutando pela sobrevivência. É uma população bastante ameaçada e que pode ser considerada um símbolo da sobrevivência e luta pela vida na Baía de Guanabara", disse.

A bióloga também destacou a importância do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara para a conservação e preservação dos animais aquáticos. "As ações do governo do estado são fundamentais para que a Baía de Guanabara possa retornar ao que um dia foi no passado. Talvez não tão limpa, mas com condições adequadas, que permitam a sobrevivência dessas populações", explicou Tatiana.
O projeto Botos da Baía de Guanabara, realizado pelo Maqua, integra desde 2002 o programa Nova Baía, uma parceria entre a Secretaria de Estado do Ambiente; o Instituto Baía de Guanabara, da Uerj; a Associação Cultural e de Pesquisa Noel Rosa e os Guardiões do Mar, com recursos oriundos da Petrobras.

O boto-cinza é comum no litoral brasileiro, com populações residentes em baías costeiras, e tem aparecido cada vez mais em Sepetiba, Baía de Guanabara e Ilha Grande. A espécie apresenta coloração cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, que pode ser branco ou rosado. Os indivíduos podem viver mais de 30 anos e medir em média 1,8 metro.

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ACONTECE EM PORTO VELHO (RO) O IV CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Imagem de cabeçalho de páginas internas


IV Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Aplicada e Gestão Territorial

- Água e Agricultura Familiar -

SENAC, Porto Velho (RO), De 03 a 05 de Setembro de 2014


A Importância da Preservação dos Mananciais Aquíferos em Território Amazônida para a Expansão da Agricultura Familiar
De 03 a 05 de setembro – Porto Velho
Sobre o Congresso
O Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Aplicada e Gestão Territorial encontra-se em sua quarta edição e deverá reunir técnicos, pesquisadores e estudiosos do Brasil e de outros países. Nesse ano será realizado no Estado de Rondônia, Amazônia Ocidental, em Porto Velho (03 a 05 de setembro de 2014).
O Congresso possui periodicidade anual e pretende congregar diversas pesquisas sobre a Educação Ambiental e o Planejamento de Gestão Territorial em Bacias Hidrográficas e as alternativas de Gestão Sustentável dos Recursos Hídricos e da Agricultura Familiar.
Para tanto terá profissionais e pesquisadores das áreas de Educação Ambiental, Educação para a cidadania, Desenvolvimento Sustentável, Gestão Ambiental, Geografia, Cidades Sustentáveis, Direito Ambiental, Direito da Cidade, Direitos Humanos,  Direito Público, Administração, Políticas Públicas, Engenharia Ambiental, Arquitetura e Gestão Pública da Europa, da América Latina e das cinco regiões do País, para proferir palestras, participar de mesas-redondas, minicursos, grupos de trabalhos, workshops.
Contará com a participação ativa de ONG’s, servidores das gestões públicas das esferas federal, estadual e municipal, com o intuito de discutir e analisar as diferentes faces da educação ambiental e da gestão territorial, sem deixar de analisar os aspectos direcionados à agricultura familiar, mananciais hídricos e territorialidade no contexto amazônico/amazônidas.

Objetivos
- Promover o intercâmbio científico e cultural entre alunos e pesquisadores;
- Fortalecer o respeito ao Meio Ambiente Sustentável promovendo a emancipação humana baseada em conceitos democráticos e solidários, na busca da melhoria da qualidade de vida;
- Divulgar conceitos, estudos, práticas e projetos ambientais entre a comunidade escolar e a sociedade civil;
- Divulgar conceitos, estudos, práticas e projetos direcionados à área de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento e cidades sustentáveis.
Eixos Temáticos
Área de concentração: Educação Ambiental Aplicad
- A Educação Ambiental como instrumento de sustentabilidade
- Educação Ambiental aplicada na formaçao do cidadão
- Cidades Sustentáveis
- Políticas Públicas e Meio Ambiente
- Direito Ambiental
Área de concentração: Gestão Territorial
- A produção do Espaço e a Gestão Territorial
- Planejamento e Gestão de Bacia Hidrográfica e Territorial
- Planejamento e Gestão de Risco Ambiental
- Gestão Territorial e uso de Geotecnologia
- Direito e uso da
Público Alvo
Professores, pesquisadores e graduandos nas linhas de Hidrologia, Agricultura, Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Gestão Ambiental, Territorialidade, Cidades Sustentáveis, Arquitetura, Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável e áreas afins, bem como outros profissionais e instituições ligados às áreas transversais das referidas linhas de estudos e/ou pesquisas.

DIVULGAÇÃO: 

ECONOMISTA PROFª AMYRA EL KHALILI - PALESTRANTE DO CONGRESSO

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AMBIENTALISTA AMYRA EL KHALILI ABORDARÁ "A RIQUEZA DOS POVOS DA AMAZÔNIA" EM CONGRESSO

2649 –PRAVDA.RU
Aliança RECOs
Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras

“...A informação foi prestada pela economista Amyra El Khalili que será uma das palestrantes do evento que reunirá professores de várias faculdades do Brasil e até do exterior. O tema da sua palestra será: Água e Gestão Comunitária: a riqueza dos povos da Amazônia.
Ela destacou que o congresso ocorrerá em um momento oportuno para a sociedade amazônica, que enfrenta a tragédia das cheias do Rio Madeira e os impactos ambientais e socioeconômicos sobre os territórios das comunidades indígenas, campesinas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais...”


Pravda.ru
Ambientalista abordará a riqueza dos povos da Amazônia
30.08.2014

Ambientalista abordará a riqueza dos povos da Amazônia. 20793.jpeg
Ambientalista abordará a riqueza dos povos da Amazônia em Congresso de Educação Ambiental
Por João Albuquerque
O IV Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Aplicada e Gestão Territorial que acontecerá de 3 a 5 de setembro no auditório do Senac em Porto Velho vai abordar temas de interesse da população da Amazônia.
A informação foi prestada pela economista Amyra El Khalili que será uma das palestrantes do evento que reunirá professores de várias faculdades do Brasil e até do exterior. O tema da sua palestra será: Água e Gestão Comunitária: a riqueza dos povos da Amazônia.
 Ela destacou que o congresso ocorrerá em um momento oportuno para a sociedade amazônica, que enfrenta a tragédia das cheias do Rio Madeira e os impactos ambientais e socioeconômicos sobre os territórios das comunidades indígenas, campesinas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais.
"Como educadores não podemos nos omitir nem deixar de nos posicionar em favor daqueles que são os guardiões da Amazônia", declarou a economista que além de ser professora é ambientalista e acompanha de perto as ações de sustentabilidade.Em sua opinião, o evento reunirá importantes nomes ligados ao Meio Ambiente, mas o conhecimento das palestras, mesas redondas e workshop não corresponderão as expectativas dos participantes caso não sejam respeitado o conhecimento da comunidade.
"Com esses povos, temos muito que aprender para também preservar os conhecimentos milenares da origem da humanidade", frisou ela, ressaltando que  a ciência deveria resgatar a essência da vida, ao invés de evocar soluções mágicas para resolver os problemas da Amazônia.Tal preocupação em valorizar a população local é defendida também pela coordenadora geral do Congresso, Izabel Cristina da Silva, cujos trabalhos em defesa do Meio Ambiente sempre são  focados na qualidade de vida dos moradores da floresta.
"Sempre trabalho em parceria com as comunidades, principalmente as tradicionais", concluiu a empreendedora social que já lançou em Rondônia vários projetos de sustentabilidade, a exemplo de pufes de pneus usados, sabão ecológico com óleo de cozinha descartado, entre outros produtos ecologicamente corretos.Mais informações no site
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