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28 de novembro de 2012

PROTEGENDO AS BALEIAS-JUBARTE DE COLISÕES NAS COSTAS BRASILEIRAS


Baleia-jubarte em área próxima ao arquipélago de Abrolhos; parceria entre ambientalistas e empresas mudou rota de transporte de carga para evitar colisões com os bichos


Parceria evita colisões entre barcaças e baleias na região de Abrolhos

Uma parceria entre biólogos, ambientalistas e a iniciativa privada está ajudando a evitar uma modalidade especialmente calamitosa de acidente de trânsito: trombadas entre baleias e barcos na região de Abrolhos, entre a Bahia e o Espírito Santo.
Criar um bom sistema de “semáforos” marinhos é crucial para esse pedaço da costa brasileira porque ele combina elementos que aumentam o risco de colisões.
Por um lado, Abrolhos e adjacências concentram cerca de 90% das 11 mil baleias-jubartes que passam pelo Brasil todos os anos. Esses cetáceos, lentos e de hábitos costeiros, são a segunda espécie mais atropelada de baleia (só “perdem” para as baleias-francas).
Por outro lado, a região abriga um movimentado tráfego de barcaças carregando toras de madeira e celulose oriundas das florestas de eucalipto da região – trânsito que ganhou porte com a instalação de um terminal de transporte marítimo em Caravelas (BA) no começo da década passada.
Deixada ao deus-dará, a situação degringolaria em considerável contagem de corpos de jubartes – e prejuízos para as empresas de madeira.
Por isso mesmo, o monitoramento das rotas das baleias na região foi uma das condicionantes ambientais impostas pelo governo para a criação do terminal de Caravelas, afirma Márcia Engel, bióloga do Instituto Baleia Jubarte.
“Fizemos levantamentos aéreos e cruzeiros de pesquisa para estudar essas áreas de concentração das jubartes e estabelecer rotas com menor densidade de animais.”
O trabalho foi feito com apoio da Fibria, empresa de celulose que pretendia transportar madeira de Caravelas e Belmonte (BA) para Aracruz (ES) – no segundo caso, em “joint venture” com outra empresa, a Stora Enso.
A equipe do Instituto Baleia Jubarte mostrou que era possível evitar encontros trágicos com os cetáceos no trajeto de 275 km, desde que as barcaças mantivessem rotas não muito coladas à costa, região preferida pelos bichos.
Ao que tudo indica, a estratégia tem dado certo. Dez anos depois do estabelecimento do terminal de Caravelas, não há evidência de choque com as barcaças.
E não é que atropelamentos do tipo não tenham ocorrido na região, lembra Engel. No mesmo período, houve ao menos três colisões, uma delas envolvendo um catamarã que fazia a rota entre Salvador e Morro de São Paulo.
Perto de Itaparica, tripulação e passageiros sentiram uma pancada. Ao olhar para trás, “o pessoal viu uma baleia e uma grande mancha de sangue na água”, diz a bióloga. Provavelmente era uma jubarte, embora a identificação da espécie não tenha sido feita. O navio afundou.
Outra preocupação ligada ao estabelecimento de um porto numa área de reprodução de baleias é o barulho.
Os sons emitidos pelas jubartes são importantes para o acasalamento e o cuidado com as crias. O temor é que o barulho causado pelo tráfego marítimo atrapalhe a comunicação entre os animais.
Por enquanto, não há evidências de que isso esteja acontecendo em Abrolhos, diz Engel, apesar dos 5 milhões de metros cúbicos de madeira transportados ali entre 2010 e este ano.
Um dado mais preocupante tem vindo da população de botos-cinza do estuário do rio Caravelas. Com cerca de cem indivíduos, esse grupo parece estar se reduzindo. Ainda não é possível saber se isso é um impacto do tráfego. (Fonte: Reinaldo José Lopes/ Folha.com)

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ONDE FOI PARAR A ILHA "SANDY ISLAND", DESAPARECIDA NO PACÍFICO?


Ilha na costa da Tanzânia (Foto: BBC)


Desaparecimento’ de ilha no Pacífico intriga cientistas

Um sonho comum à maioria dos exploradores e desbravadores ao longo da História tem sido encontrar territórios desconhecidos, mas, na Austrália, uma equipe de cientistas fez exatamente o contrário: eles identificaram uma ilha que não existe.
Conhecida como Sandy Island, a massa de terra é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Maps e no Google Earth, onde está localizada entre a Austrália e a possessão francesa da Nova Caledônia, no sul do Pacífico.
Mas, quando o grupo de cientistas decidiu navegar para chegar até ela, simplesmente não a encontrou.
Para o Serviço Hidrográfico da Marinha da Austrália, responsável pelas cartas náuticas do país, uma das possibilidades é que tenha ocorrido falha humana e que esse tipo de dado deveria ser tratado “com cautela” ao redor do mundo, já que alguns detalhes são antigos ou simplesmente errados.
De acordo com Maria Seton, uma das cientistas que integra a equipe, a ilha aparece como Sable Island no Times Atlas of the World. O Southern Surveyor, um navio de pesquisa marítima australiano, também afirma que ela existe.
Mas, quando decidiu navegar rumo ao local, a embarcação também não avistou nada.
“Nós queríamos checar, porque as cartas de navegação a bordo do navio mostravam uma profundidade de 1.400 metros naquela área, algo muito profundo”, diz Seton, da Universidade de Sidney, após a viagem de 25 dias.
“Ela está no Google Earth e em outros mapas e por isso fomos checar, mas não havia ilha alguma. Estamos realmente intrigados. É bem bizarro. Como ela apareceu nos mapas? Nós simplesmente não sabemos, mas estamos planejando ir a fundo e descobrir”, acrescentou.
Teorias da conspiração – O tema também ganhou as redes sociais.
No Twitter, o usuário Charlie Loyd disse que no Yahoo Maps e no Bing Maps a ilha também consta como Sandy Island, mas que ao fechar o zoom, o território desaparece.
Teorias conspiratórias entre os internautas apontam para um possível “truque” de cartógrafos, que incluiriam territórios falsos em seus mapas para saber quando alguém está tentando roubar seus dados.
Outros dizem que o serviço de hidrografia da França já havia identificado que a ilha não existia e tinha solicitado que ela fosse apagada de mapas e cartas náuticas ainda em 1979.
Em resposta à polêmica, o Google disse que recebia com bons olhos o feedback dos cientistas a respeito do mapa.
“Nós trabalhamos com uma ampla gama de fontes de dados comerciais e de pessoas respeitadas para levar aos nossos usuários os mapas mais atualizados e ricos em detalhes. Uma das coisas mais empolgantes sobre mapas e geografia é que o mundo é um lugar em constante transformação, e manter-se por dentro dessas mudanças é um esforço sem fim”, disse um porta-voz da empresa. (Fonte: G1)


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UNICEF E GOVERNO BRASILEIRO ESTUDAM PROTEÇÃO À INFÂNCIA NOS DESASTRES NATURAIS


Unicef e governo federal querem descobrir como estados e DF atenderiam crianças no caso de desastres naturais (Farol Comunitário)

Governo federal e Unicef iniciam diagnóstico de proteção à infância nos desastres naturais

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o governo federal vão elaborar diagnóstico das ações realizadas por estados e municípios durante desastres naturais e situações de emergência. O objetivo é conhecer as condições de atendimento oferecido pelos órgãos públicos às crianças e aos adolescentes em episódios desse tipo.
Para levantar os dados, as defesas civis dos 26 estados, do Distrito Federal e dos municípios devem preencher, até 21 de dezembro, a pesquisa Desastres e Infância, disponível no site www.nuteds.ufc.br/unicef. O convite para participar da pesquisa foi enviado por e-mail e nele estão o login e a senha para acesso aos questionários.
De acordo com a especialista em programas do Unicef, Francisca Maria Andrade, a iniciativa, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o Ministério da Integração Nacional, é inédita.
“A ideia é saber se essas crianças são priorizadas no atendimento, se ficam junto com a família quando vão para um abrigo temporário, se há proteção para que não sofram nenhum abuso sexual ou negligência”, explicou.


priorizar o atendimento às crianças é o objetivo do estudo
A representante do Unicef disse que os resultados, que devem ser divulgados no início do ano que vem, servirão para avaliar o cumprimento do Protocolo Nacional para a Proteção Integral de Crianças e Adolescentes, lançado em julho pelo governo federal. O documento prevê prioridade a crianças e adolescentes no planejamento de ações de proteção humana.
De acordo com o texto, “tais grupos etários são especialmente vulneráveis em situações de riscos e desastres, não apenas pelas consequências imediatas (riscos de morte, maior exposição a doença e violência), mas também em longo prazo, com relação ao seu desenvolvimento futuro (atraso escolar, sofrimento psíquico, reabilitação motora, entre outros).”
Francisca Maria Andrade enfatizou que a pesquisa também servirá como referência para a elaboração de propostas de redução de risco de desastres e para sensibilizar os representantes dos órgãos públicos em relação a alguns cuidados que podem não estar incluídos no planejamento de suas ações.
“À medida que respondem, também vão compreendendo algumas questões importantes que poderiam não fazer parte de sua rotina, como destino do lixo [nos abrigos temporários] e apoio a uma mãe que está amamentando. O fato de ter vivido um trauma ou ter perdido tudo não quer dizer que essa mulher não precisa ser apoiada para amamentar. Pelo contrário, o leite materno, nestas condições, é ainda mais importante para a criança”, ressaltou.
Ela acrescentou que o Unicef vai contribuir com o governo brasileiro na avaliação das condições e no desenvolvimento de propostas com base na experiência de seis décadas de atuação da agência em emergências como a do terremoto no Haiti, em 2010; do tsunami no Sudeste Asiático, em 2004; e da seca no Chifre da África, em 2011. (Fonte: Thais Leitão/ Agência Brasil)

LEIA TAMBÉM:

Desastres naturais no Brasil causaram perdas de R$ 15 bilhões, revela Banco Mundial



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TRABALHO SOBRE DILUIÇÃO DE AGROTÓXICOS EM ÁGUA DÁ PRÊMIO A PESQUISADORES DA EMBRAPA


(foto: Equipe premiada, arquivo Embrapa)
Trabalho da Embrapa sobre modelagem matemática aplicado ao cálculo do volume de água cinza necessário para diluir agrotóxicos na água é premiado em congresso

27.11.2012
O trabalho Mathematical model to estimate the volume of grey water of pesticide mixtures, desenvolvido pelos pesquisadores Lourival Costa Paraíba, Ricardo Antônio Almeida Pazianotto, Alfredo José Barreto Luiz, Aline de Holanda Nunes Maia e Claudio Martín Jonsson, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) foi premiado em primeiro lugar na categoria Profissional no XII Congresso Brasileiro de Ecotoxicologia - Ecotox 2012, realizado entre 25 e 28 de setembro de 2012 em Pernambuco. O Ecotox é um congresso bianual promovido pela Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia filiada a Society of Environmental Toxicology and Chemistry (Setac).
Conforme Paraíba, “o trabalho é um modelo matemático que estima o volume de água cinza necessário para diluir, no ambiente, misturas de agrotóxicos na água. A água cinza é um componente da pegada hídrica e, grosso modo, expressa o volume total de água contaminado pelos agrotóxicos usados em uma atividade agrícola, em uma determinada região. Na agricultura, a pegada hídrica expressa o volume total de água envolvido na produção de um produto agrícola”.
O modelo premiado supõe que a água é contaminada pela mistura dos agrotóxicos e usa em seus cálculos valores de concentrações letais dos agrotóxicos em organismos indicadores da qualidade da água (algas, peixes e micros crustáceos). Assim, o modelo calcula o volume total de água que seria necessário para diluir a carga da mistura dos agrotóxicos e manter a água em padrões pré-definidos de qualidade para a vida aquática e para o homem.
Foi ilustrado com a estimativa da água cinza de herbicidas usados em cultivos de cana-de-açúcar para a produção de açúcar e álcool. Como foi estimado pelo modelo que cada agrotóxico contribui diferentemente para o volume total da água cinza, um resultado prático do modelo seria a confecção de um selo que identificaria na embalagem do agrotóxico o poder de sua contribuição na produção de água cinza, quando aplicado em um cultivo agrícola. A apresentação foi patrocinada pela Embrapa Meio Ambiente e pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp) por meio do projeto Alterações Bioquímicas, Hematológicas e Acúmulo em Tilápia pela Exposição a Misturas de Herbicidas da Cultura Canavieira.
No Ecotox 2012 foram discutidos tópicos relacionados à ecotoxicologia, química ambiental e respectivas políticas ambientais ao longo da programação do congresso, propiciando a atualização e a difusão do estado da arte, nas diferentes especialidades, entre os participantes do evento. Participaram deste congresso pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais, além de profissionais ligados a órgãos governamentais, a organizações não governamentais e à iniciativa privada, tendo como tema o Desafio da Sustentabilidade, tendo sido apresentados mais de 900 trabalhos científicos por mais de 650 participantes, numa verdadeira demonstração de como a ciência pode contribuir para a solução dos desafios ambientais no Brasil e no mundo.
Cristina Tordin
Jornalista, MTB 28499
Embrapa Meio Ambiente
19.3311.2608



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BNDS ANUNCIA O MAIOR EMPRÉSTIMO JÁ CONCEDIDO: USINA DE BELO MONTE



Belo Monte leva o maior financiamento da história do BNDES: R$ 22,5 bilhões

Valor evidencia necessidade de capitalização do banco estatal; por R$ 500 milhões, crédito não superou os limites da regulação bancária

27 de novembro de 2012
Vinicius Neder, de O Estado de S. Paulo
RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem o maior empréstimo de sua história para um único projeto. O financiamento, com prazo de 30 anos, somará R$ 22,5 bilhões para o consórcio Norte Energia S.A., que investirá R$ 28,9 bilhões na hidrelétrica de Belo Monte. O consórcio venceu o leilão em março de 2010 e as obras começaram no primeiro semestre de 2011.
Com Belo Monte, os cinco maiores projetos aprovados pelo BNDES, todos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), somam R$ 57,1 bilhões, considerando aprovações desde 2008.
O valor anunciado ontem supera em mais que o dobro o financiamento à Refinaria Abreu e Lima, da Petrobrás, em Pernambuco, aprovado em 2009, no valor de R$ 9,9 bilhões. Já a construção da usina nuclear Angra III teve financiamento de R$ 6,1 bilhões, aprovado em 2010.
Belo Monte também receberá mais do que a soma das duas usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia: Santo Antônio teve empréstimo de R$ 6,1 bilhões, aprovado em 2008, e Jirau teve R$ 9,5 bilhões, incluindo uma suplementação de R$ 2,3 bilhões aprovada em setembro passado, como adiantou o Estado.
O total dos empréstimos nos cinco projetos poderá subir. A chefe do Departamento de Energia do BNDES, Marcia Leal, informou que há a possibilidade de Santo Antônio também receber adicional, se o projeto for ampliado. "Se ele tiver a capacidade de pagamento ampliada e necessitar de investimentos adicionais, não tem por que não", disse.
Os valores bilionários evidenciam a necessidade de capitalização do BNDES. Seu patrimônio de referência, capital do banco usado para efeitos de limites de prudência bancária, encerrou o terceiro trimestre em R$ 92,228 bilhões. Um empréstimo para um só cliente não pode passar de 25% disso, R$ 23,057 bilhões.
O empréstimo à Norte Energia S.A. está R$ 557 milhões abaixo do limite, mas, do total, R$ 9 bilhões serão repassados pelo banco BTG Pactual (R$ 2 bilhões) e pela Caixa (R$ 7 bilhões), o que reduz a exposição direta do BNDES. Como os repassadores assumem o risco, os R$ 9 bilhões ficam fora do limite.
O uso de agentes financeiros é normal em financiamentos para projetos, na modalidade conhecida como project finance, destacou o diretor de Infraestrutura e Insumos Básicos do BNDES, Roberto Zurli. BTG Pactual e Caixa foram escolhidos pela Norte Energia S.A.
Terceira maior. Ações socioambientais previstas na licença concedida pelo Ibama receberão R$ 3,2 bilhões do total. O Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingu receberá outro empréstimo, de R$ 500 milhões.
Belo Monte terá capacidade instalada de 11.233 megawatts, terceira maior do mundo. A previsão é que comece a operar em fevereiro de 2015, com conclusão total em janeiro de 2019. Apesar das interrupções nas obras por decisões da Justiça e protestos, Zurli disse que o cronograma está mantido. O consórcio Norte Energia é formado pela Eletrobrás, Chesf, Eletronorte, Neoenergia, Cemig, Light e J. Malucelli Energia; pelos fundos de pensão Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa); pela Vale e pela siderúrgica Sinobrás. O ESTADÃO


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CAMPANHA PERMANENTE SOSRIOSBR 'DIGA NÃO ÀS ENCHENTES" - 2012/2013






Nosso Blog SOS Rios do Brasil mantém desde 2008 a vitoriosa campanha permanente "DIGA NÃO ÀS ENCHENTES",  para alertar, orientar e ajudar as famílias que ocupam áreas de risco de enchentes, alagamentos, deslizamentos, etc, para que possam minimizar os efeitos das pesadas chuvas, no período de novembro a março, em boa parte do Brasil.

Queremos orientar essa gente para tentar salvar suas vidas e seus poucos móveis, utensílios domésticos, alimentos, roupas, etc, que todos os anos são  levados nas chuvas de verão, nos deslizamentos, enchentes e alagamentos, em muitas cidades brasileiras, através de algumas medidas preventivas simples e eficientes. 

Se vocês querem ajudar também, comecem divulgando o Cartaz e a Cartilhas SOSRiosBr/AMVRF de Blumenau, que pode salvar muita gente e seus pertences das tragédias, acidentes e mortes provocadas pelas chuvas intensas. Façam download e cópias xerox ou impressas, para distribuir como orientação nas comunidades ameaçadas.

Usem de suas lideranças e influências junto a órgãos da Defesa Civil local, Câmaras de Vereadores, Prefeituras, Ministérios Públicos das Comarcas e Secretarias de Governos, para que organizem URGENTE, mutirões de limpeza, desobstruções e desassoreamentos  dos bueiros, canais, valetas e galerias de águas pluviais,  córregos, ribeirões e rios de sua cidade.

Insistam para que sejam também vistoriadas as áreas de risco de enchentes e deslizamentos e, se for o caso, a retirada para lugares seguros dos seus moradores, antes do período das chuvas de novembro a março, em vários Estados do Brasil. Os escritórios do CREA e da OAB podem ajudá-los nesta tarefa, orientando os caminhos a seguir.

Se puderem conseguir patrocinadores que se disponham, em troca da divulgação de suas marcas, imprimir e distribuir as "Cartilhas" nos botijões de gás, anexas a contas de água ou de energia elétrica, nos postos de gasolina, nos boletins comunitários, nos programas dominicais das igrejas, nos jornais, revistas, sites, blogs, programas de rádio e televisão, ou de outras formas, poderão fazê-lo, sem custo do uso do material, desde que sejam citadas as fontes e a campanha "Diga Não Às Enchentes - SOSRIOSBR".


"CARTAZ DE ORIENTAÇÃO" -  "CARTILHA DA 

DEFESA CIVIL DO CIDADÃO" - LINKS DE 


OUTRAS CARTILHAS PARA DOWNLOAD.







NÃO PERMITA QUE AS TRAGÉDIAS

SE REPITAM EM SUA CIDADE!



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27 de novembro de 2012

IAC E UNESP REALIZAM ENCONTRO PARA DISCUTIR IMPACTOS AMBIENTAIS NA AGRICULTURA


INSTITUTO AGRONÔMICO E UNESP PROMOVEM:

II ENCONTRO SOBRE GESTÃO DE IMPACTOS 
AMBIENTAIS NA AGRICULTURA.

No dia 30 de novembro de 2012, o CENTRO DE ENGENHARIA E AUTOMAÇÃO do INSTITUTO AGRONÔMICO – IAC E a UNESP – Campus SOROCABA estarão promovendo a realização do II ENCONTRO SOBRE GESTÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS NA AGRICULTURA, com objetivo de discutir as questões relacionadas com as atividades que envolvem a prevenção e mitigação de impactos ambientais.
O evento tem como público alvo profissionais ligados à área de ciências ambientais e agrárias, além de administradores, gerentes, professores, representantes de ONGs, e representantes das prefeituras da região.
O programa do evento contempla uma ampla discussão a respeito de conceitos, modelos e instrumentos de gestão de impactos causados pelas atividades agrícolas.
O evento deve começar com uma abordagem sobre elementos da pesquisa e seus reflexos e desafios na construção de sistemas de exploração agrícolas sustentáveis frente ao uso e tendências da tecnologia. Num segundo momento deve criar oportunidade para reflexão conceitual sobre a gestão ambiental de impactos causados pela agricultura. No período da tarde o programa deverá contemplar aos participantes uma abordagem de cunho prático e direto.
Elementos para elaboração de planos de gestão ambiental em propriedades agrícolas deverão ser apresentados na forma de estudos de caso; da mesma forma as importantes questões relacionadas com os efeitos causados pelos impactos de vizinhança.
Os desafios e soluções para enfrentamento da degradação das terras agrícolas será um dos pontos de discussão como forma de contribuição para proposição de modelos mais eficientes. Uma dinâmica de grupos com foco na percepção de impactos ambientais cotidianos pela ocupação e uso do solo encerra o evento.
A programação deverá ser cumprida dentro de uma carga horária de 8 horas distribuídas entre as 9:00 e 17:00 horas.
O evento vem consolidar as tentativas do IAC/ UNESP de organizar, difundir e aperfeiçoar as iniciativas de praticar a gestão ambiental em propriedades agrícolas.
Maiores informações poderão ser obtidas no CEA/IAC – Jundiaí, pelo telefone  (11)4582-8155, com Pedro Pontes ou com Afonso Peche Filho, ou pelo e-mail:ppontes@iac.sp.gov.br ou peche@iac.sp.gov.br. Na UNESP – Campus SOROCABA, com o professor Dr. Admilson Irio Ribeiro, pelo telefone  (15)3238-3430 ou pelo e-mail:admilson.ribeiro@uol.com.br .

II ENCONTRO SOBRE GESTÃO DE IMPACTOS 
AMBIENTAIS NA AGRICULTURA

PROGRAMAÇÃO

Data: 30 de NOVEMBRO de 2012 – 8:00 às 17:00 hs
Local: Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico – IAC
Rodovia Dom Gabriel Paulino B.Couto, km 65 – Jundiaí – SP
Público: agricultores e profissionais interessados em questões ambientais relacionadas com a dinâmica da produção agrícola
Objetivos: discutir conceitos, técnicas e desafios para gestão de impactos ambientais relacionados com a ocupação e uso dos ambientes pelas atividades agrícolas.

INSCRIÇÕES:ppontes@iac.sp.gov.br ou tel.  (11)4582-8155 com Pedro Pontes.

PROGRAMA:
8:00 – 08:45 horas – Recepção e inscrição de participantes
8:45 – 09:00 horas – Abertura – Drª Ila Maria Corrêa – Diretora do CEA/IAC
9:00 – 09:30 horas – Pesquisa em impactos ambientais na agricultura, desafios atuais e futuros. – PqC Afonso Peche Filho – CEA/IAC
9:30 – 10:00 horas – Sustentabilidade agrícola frente aos impactos ambientais causados pelo modelo tecnológico atual – PqC Moises Storino – CEA/IAC
10:00 – 10:15 horas – coffee break
10:15 – 11:15 horas – Conceitos fundamentais para gestão de impactos ambientais na agricultura – Prof. Dr. Gerson Araújo de Medeiros – UNESP/ SOROCABA
11:15 – 13:00 horas – intervalo para almoço.
13:00 – 13:30 horas – Elementos práticos para elaboração de plano de gestão ambiental em propriedades agrícolas – Gestor Ambiental Bruno Vicente Marques – Consultor Técnico.
13:30 – 14:00 horas – Impactos de vizinhança: diagnóstico e importância. – Eng. Ambiental Felipe Hashimoto Fengler – Mestrando /IAC
14:00 – 15:00 horas – Degradação das terras agrícolas – Desafios e soluções – Prof. Dr. Admilson Irio Ribeiro – UNESP/SOROCABA.
15:00 – 15:15 horas – coffee break
15:15 – 17:00 horas – Dinâmica de encerramento – Equipe IAC/UNESP
Colaboração de Afonso Peche Filho, para o EcoDebate, 26/11/2012
VEJA MAIS:

Ministério da Agricultura concedeu registro a um agrotóxico antes da criação da marca



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A MORTE ANUNCIADA DO RIO SÃO FRANCISCO



Bacia do Rio São Fransciso

Rio São Francisco – O novo Tietê, por Mauro de Bias

Publicado em novembro 13, 2012 por 

Especialistas alertam que rio São Francisco está prestes a morrer. Salvação é possível, mas governo fecha os olhos e projeto de transposição, além de beneficiar apenas o grande agricultor, aceleraria ainda mais o processo
  • O mais nordestino de todos os rios está perto de adquirir uma imagem um pouco mais… Paulistana. O descuido de décadas para com o Velho Chico vai custar caro e o alto nível de degradação pode transformar o São Francisco num novo Tietê. O alerta não é de hoje: há exatos vinte anos, por exemplo, o frei Luiz Cappio peregrinou da nascente à foz da importante torrente e se manifestou em defesa daquelas águas.
  •  Tempos depois, em 2007 e 2009, o mesmo frei ganhou atenção da mídia internacional ao fazer duas greves de fome diante dos planos de transposição do curso do rio: para ele, o projeto do governo federal beneficiaria o agronegócio em detrimento da agricultura familiar e comunidades em regiões secas.Mesmo depois da campanha, a degradação avançou. 
  • Em setembro deste ano, o biólogo José Alves de Siqueira Filho, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), publicou um livro alertando para o que chamou de “extinção inexorável” do rio. A obra, “Flora das caatingas do Rio São Francisco: história natural e conservação” (Andrea Jakobsson Estúdio, 2012), é o resultado do trabalho de mais de cem pesquisadores sobre o tema. E os prognósticos dos cientistas não são nada animadores.
    “Pudemos detectar as causas que estão levando o rio a morrer. A primeira é o grande desmatamento. Seja na calha central ou nos afluentes – que são muitos. Principalmente em Minas Gerais”, afirma frei Cappio. “O São Francisco praticamente não tem mais as matas ciliares. Sem elas, fica totalmente desprotegido. E tem também a poluição. Resíduos domésticos e industriais das cidades e empresas instaladas em suas beiras são despejados em grande volume. Inclusive venenos agrotóxicos. Belo Horizonte está no Vale do São Francisco e despeja esgoto nele”, lembra.
    Enumerando os muitos problemas, Cappio destaca ainda o uso indiscriminado de suas águas para fins econômicos privados. “Há uma quantidade imensa de projetos de irrigação que abusa dos agrotóxicos e que não tem nenhum controle das águas retiradas. Desde que se tenha dinheiro para pagar a conta de energia, tira-se água à vontade do rio”. 
    As barragens e as cinco usinas hidrelétricas também tiveram grande impacto, especialmente na reprodução dos peixes e nos lagos naturais, que secaram em muitos pontos. Com a perda das matas ciliares e o excesso de esgoto, o assoreamento também virou uma realidade cruel, atrapalhando até mesmo a navegação e, portanto, a atividade econômica da região.

    Transposição
    O projeto de transposição das águas do São Francisco é antigo. Data do império de D. Pedro II e visava a integrar a bacia a outras da porção setentrional do Nordeste. Na época, já era considerado como a solução definitiva para a seca na região, mas não foi executado por falta de recursos. Ao longo do século XX, quase nada avançou. Somente nos anos 90 estudos foram levados a cabo para que a grande obra fosse executada, mas as escavações dos canais só começaram mesmo em 2007.
    Nesse momento, começaram a ganhar destaques os protestos de movimentos sociais, que criticavam o plano por causa de seu caráter voltado ao agronegócio em vez da resolução da seca. Nesse ano, Cappio ficou 24 dias em greve de fome. O governo, no entanto, levou o projeto à frente sem levar em consideração as reivindicações. O resultado é que hoje os canais estão secos. Dos 15 lotes, seis estão com obras paradas e somente um está perto de ser concluído.
    Cappio não poupou críticas ao governo pela escolha. “São projetos faraônicos, antissociais, antiéticos, antiambientais e ilegais”, disse. A lei 9.433/97 estabelece: “Em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais”. Segundo Cappio, o artigo está sendo desrespeitado. “Pelo contrário, o projeto prejudica quem já sofre com a seca hoje. O governo tem alternativas, tem um projeto belíssimo de levar água a todas as comunidades carentes do Nordeste, mas infelizmente, graças ao lobby do agronegócio, optou por essa transposição”, concluiu.
    Outra opinião
    Especialista na história do São Francisco, o historiador Zanoni Neves aponta outros problemas e acusa o governo de desperdício de dinheiro público. “Tem muita obra sendo degradada pelas intempéries, por causa das próprias condições ambientais do Nordeste. Aqueles canais estão rachando, devido à incidência do sol. Eles foram feitos para a água, mas como não tem água, começou a rachar tudo”. Em março deste ano, o custo previsto para as obras subiu de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões. O atraso já soma dois anos e ainda serão necessários pelo menos mais 40 meses para que tudo esteja pronto. Ou seja, somente em janeiro de 2016 os canais devem receber água.
    Mas Neves, assim como Cappio, acredita que os necessitados não vão aproveitar essa água. “O certo seria abrir os canais e desapropriar as margens para reforma agrária. Se isso não for feito, vai favorecer o grande produtor ou o especulador para vender essas terras para grandes projetos. Do jeito que está sendo feito, o pequeno agricultor não é favorecido”, alertou o professor.

    Cappio também reclamou de desperdício nas obras: “É o ralo por onde escorre o dinheiro público. O projeto não tem base, não tem fundamento, é todo defeituoso a nível técnico, ético, jurídico e econômico, porque oscila”. Ele aposta ainda que as obras não vão continuar. “O governo só fez para conseguir dinheiro para as eleições. Isso não tem futuro”, afirma.
    Porta de entrada para o interior
    A importância do rio para o interior do Nordeste é enorme. Seu curso no território brasileiro permitiu navegações e expedições que geraram um melhor conhecimento sobre as terras ainda nos primeiros séculos de colonização. Mas com a exploração, veio também a ocupação de latifúndios, conforme conta Zanoni Neves. “Foi uma das vias mais importantes de penetração dos colonizadores no interior brasileiro. O pessoal começava a criar o gado no recôncavo baiano e na Zona da Mata pernambucana e o gado a cada momento ia avançando, com vaqueiros atrás, até chegar às margens do rio, onde se aclimatou muito bem”, explica. Foi uma colonização à pata de boi e cavalo.
    Neves ainda lembra que “o que aconteceu ao longo da história foi a exploração predatória do rio, à base de expansão do gado e extermínio e afugentamento de índios. Havia populações indígenas ao longo de todo o vale. E há relatos históricos de massacres”. E cita que a escravidão como outro hábito comum na região. “O colonizador português, com a escravaria, se estabeleceu no rio e o gado foi o principal fator econômico dessa fixação. A partir daí começaram as queimadas, a devastação. Havia alguma agricultura também, mas era muito mais gado”.
    Hoje, um dos maiores problemas às margens do Velho Chico é a monocultura. O que existe são grandes empresas que plantam eucalipto, café, pinos e soja, principalmente. Elas substituem espécies nativas milenares, em grande quantidade. É como uma doença para o rio.
    Sem as matas ciliares e o prejuízo ambiental das monoculturas, também perde o transporte aquaviário. Conhecedor da Companhia de Navegação do São Francisco, o pesquisador lamenta a condição de navegabilidade atual. “O trecho mineiro é bem comprometido. Não há mais condições para navegar no estado. Está totalmente assoreado”, disse, acrescentado que o governo se mostra insensível aos apelos dos cientistas que pesquisam o rio e apontam soluções. “Há muita promessa, inclusive de inclusão no ‘PAC da Hidrovia’, mas até agora é só promessa. A navegação, de uma canetada, foi extinta”, lamentou.
    Um Tietê ampliado
    Se, conforme as previsões, a degradação se mantiver, a população do Nordeste pode esperar por um novo rio Tietê. No que ele tem de pior. “Se continuar assim, o rio São Francisco vai morrer. Mas não é necessário que seque para isso. O rio Tietê, por exemplo, é morto. E há outros iguais. A água se torna de tal maneira inviável que é considerada morta. Se não se assumirem posturas sérias para revitalizar o São Francisco, ele pode, sim, se tornar um novo Tietê”, diz frei Cappio, sem no entanto, dizer que uma salvação é possível. “Ele pode ser recuperado, como aconteceu com o Sena, em Paris, como o Tâmisa, em Londres. Se forem feitos trabalhos de recuperação, podem ressuscita-lo”, conclui.
Análise de Mauro de Bias, na Revista História, da Biblioteca Nacional, publicada peloEcoDebate, 13/11/2012

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