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9 de abril de 2014

Ação do Projeto Abrace o Boto-Cinza na ilha de Jaguanum - Mangaratiba - Rio de Janeiro

Fonte: Acervo IBC
Nesse fim de semana foi realizada uma ação do  Projeto abrace o Boto-Cinza, que é uma realização do IBC, com patrocínio da Petrobras.  Biólogos e voluntários tiveram a missão de transmitir a importância de preservar o boto-cinza e o ecossistema marinho. Foram 2 dias de muita aprendizagem, sensibilização e troca de informações.


Na sexta-feira, dia 4, foram realizadas palestras educativas, pela educadora ambiental Monique, para as crianças e adolescentes. Nelas, foram abordados temas como biologia e ecologia do boto-cinza, preservação e meio ambiente. É importante esse tipo de atividade, pois amplia o conhecimento sobre a importância de preservar a natureza, criando assim, cidadãos conscientes.

Fonte: Acervo IBC

No mesmo dia foi realizada uma palestra devolutiva, pela bióloga marinha Kátia, para as crianças e adolescentes. Nela, foram apresentados resultados da pesquisa que o IBC faz sobre a interação da pesca com o boto-cinza desde 2012. Todos os dados obtidos através dos questionários de pesca foram explicados para que todos compreendessem a importância da cooperação dos pescadores durante as entrevistas e a boa relação que o IBC conquistou ao longo do tempo com a comunidade pesqueira, mostrando assim, que todos são beneficiados e precisam um do outro.

Fonte: Acervo IBC
                                                                                          
No sábado, dia 5, foi montada uma tenda itinerante na praia com painéis sobre a biologia do boto-cinza, coleção de esqueletos, exposição de fotos, brincadeiras para as crianças, entre outras atividades. A tenda itinerante é uma importante ferramenta para sensibilizar a comunidade local e os turistas.

Fonte: Acervo IBC
                                                                     
Fonte: Acervo IBC
                                                                                         
Na mesma tenda, tivemos a ilustre presença de um biólogo do Inea, Ed Bastos, e sua aula prática de biologia marinha. Ed coletou diversos animais e mostrou ao público a sua importância, alertando sobre os problemas causados pelo lixo marinho. No fim da aula, os animais foram devolvidos aos seus respectivos locais sem causar nenhum dano aos mesmos.
Aqui é possível conferir um pouco dessa aula incrível: Vídeo da aula prática


Fonte: Acervo IBC
                                                                                            

Foi realizada também uma exposição de fotos sobre a comunidade pesqueira da Ilha de Jaguanum, despertando a curiosidade e o interesse de todos os moradores.
                                                            
E por fim, houve uma saída de turismo de observação de botos-cinza com a monitoria do guardião ambiental Jackson, 17 anos. Foram avistados cerca de 50 botos!

Fonte: Acervo IBC
                                                                   

12 de fevereiro de 2014

A equipe de FotoIdentificação do IBC registrou uma rêmora fixada num Boto-cinza! Mas o que é uma rêmora?

Instituto Boto Cinza

O rêmora (Remora remora) é um peixe que intriga os cientistas há anos. Esses peixes possuem uma ventosa, que parece um disco acima de sua cabeça, com a qual se fixam a outros animais, podendo viajar grandes distâncias.

Ele costuma se agarrar a raias, tubarões, tartarugas e cascos de barcos em águas tropicais  (podem até mesmo grudar em seres humanos, tamanha a aderência).

Ao contrário do que parece, eles não são parasitas - apenas inofensivamente pegam carona e se alimentam dos restos de comida de seus hospedeiros. Por conta disso, a espécie é frequentemente usada como exemplo de comensalismo - uma relação entre organismos diferentes que se caracteriza por ser benéfica para uma espécie, não causando prejuízo para a outra.





Adaptado da fonte:
http://hypescience.com/como-o-peixe-remora-gruda-em-outros-animais-e-objetos/
 http://www.institutobotocinza.org/2014/02/a-equipe-defotoidentificacao-do-ibc.html
https://www.facebook.com/InstitutoBotoCinza

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

13 de janeiro de 2014

Boto-cinza corre risco de extinção


Rio - De tão presentes no litoral fluminense, eles estão no brasão do Rio como símbolo da cidade.

Hoje, a população do boto-cinza ou golfinho (Sotalia guianensis) está ameaçada de extinção local, alerta o Centro de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Por fotoidentificação, pesquisadores contam pouco mais de 2 mil animais em toda a costa e afirmam que a degradação das baías do Estado tende a agravar ainda mais o quadro.

Os golfinhos habitam as Baías de Sepetiba, na região metropolitana, onde há entre 1 mil e 1,2 mil animais, e da Ilha Grande, na Costa Verde, onde vivem entre 800 e 1 mil espécimes. Na Baía de Guanabara, também na região metropolitana, a intensidade das atividades industrial e portuária, dragagens, falta de saneamento e pesca predatória reduziram a população a, no máximo, 40 golfinhos - contra cerca de 400 na década de 1980.

"Se mantivermos os atuais níveis de poluição nas baías pelos próximos dez a 20 anos, os golfinhos terão dificuldades de reprodução e podem desaparecer da costa fluminense em 50 ou 100 anos", afirma o biólogo Leonardo Flach, coordenador da ONG Instituto Boto Cinza.

Principal acesso marítimo à capital e a mais seis municípios da região metropolitana, a Baía de Guanabara tem intenso fluxo de embarcações que compromete o hábitat da espécie. Grandes obras, como o Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), em Itaboraí, contribuem para o aumento da poluição sonora, por causa do tráfego de barcos carregados com equipamentos. A poluição é outro fator importante para a diminuição expressiva da presença dos golfinhos na Guanabara, que recebe cerca de 10 mil litros de esgoto por segundo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2014/01/12/boto-cinza-corre-risco-de-extincao.htm 

imagem: http://www.institutobotocinza.org/2012/08/baia-de-sepetiba-localizacao-2254.html 

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