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18 de novembro de 2013

Dados por satélite revelam rotas migratórias de tartarugas marinhas – Projeto Tamar

Dados por satélite revelam rotas migratórias de tartarugas marinhas

Cabeçuda monitorada


Um estudo do Projeto Tamar em parceria com a NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration - instalou em outubro/2013 transmissores em cinco fêmeas adultas de tartarugas marinhas para monitorar os deslocamentos. Ele complementa uma pesquisa que vem sendo realizada há cinco anos para saber o número de vezes que uma tartaruga cabeçuda desova em uma temporada reprodutiva e com que frequência essa espécie volta à praia de nascimento para fazer seus ninhos, além de outros indicadores demográficos.

A pesquisa vai testar a hipótese de que existem dois grupos diferentes na Bahia, o que chega no início da temporada, faz seus ninhos e depois vai em busca de alimento no sul do país, e um outro grupo, que chega no final da temporada, faz ninhos e vai se alimentar no norte do Brasil. A coordenadora de pesquisa e conservação do Tamar, Neca Marcovaldi, explica que essa definição de rota pode estar associada às prevalências da direção das correntes oceânicas no momento da eclosão dos filhotes. Serão investigados também marcadores com isótopos para tentar identificar as diferentes áreas de alimentação da espécie.

Os transmissores lêem, além do deslocamento, profundidade e temperatura da água. Em 5 anos de estudo, foram identificados dois animais que retornam para desovar anualmente, conta Neca. A expectativa é instalar pelo menos dois de sete transmissores nestas tartarugas para descobrir se existe alguma modificação de comportamento em relação às demais, principalmente se há uma terceira área de alimentação mais próxima e que não consta como hipótese.

Cabeçudas na Bahia - A tartaruga cabeçuda tem como principais áreas de desova no país o litoral norte da Bahia, o litoral norte do Espírito Santo e o norte do Rio de Janeiro. Desova também, mas em menor quantidade, ao longo do sul da Bahia, Sergipe e sul do Espírito Santo.

No Brasil, são registrados dados de 8 mil desovas de cabeçudas por temporada, gerando cerca de 590 mil filhotes a cada ano. No norte da Bahia, mais de 4 mil desovas geram aproximadamente 350 mil filhotes. Há também registros de desovas dessa espécie na região de Ilhéus, Comandatuba, Porto Seguro, Trancoso e alguns outros trechos, chegando a cerca de 400 ninhos por ano.

Cinco espécies de tartarugas marinhas ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: Tartaruga Cabeçuda (Caretta caretta), de Pente (Eretmochelys imbricata), Oliva (Lepidochelys olivacea), Verde (Chelonia mydas) e de Couro (Dermochelys coriacea). No total são cerca de cerca de 24 mil desovas por ano que geram aproximadamente 1,5 milhão de filhotes.

Saiba mais:
Veja matéria da TV Bahia, 26/10/2013.

http://tamar.org.br/noticia1.php?cod=465

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25 de fevereiro de 2013

Filhotes de tartaruga são soltos na Praia de Riacho Doce em Maceió


Cerca de 70 filhotes de tartaruga do tipo pente foram soltos na Praia de Riacho Doce, Litoral Norte de Alagoas, na tarde deste domingo (24). As tartaruguinhas foram colocadas na areia e logo correram para o mar.
Policial do BPA e o biólogo do Biota soltam tartaruguinhas em direção ao mar de Riacho Doce
 (Primeira Edição BIOTA)
Essa foi a segunda soltura de filhotes de tartaruga neste ano feito pelo Instituto Biota de Conservação em Maceió. A primeira foi no dia 30 de janeiro, também em Riacho Doce.
A soltura foi acompanhada pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e moradores da região. Enquanto os animais eram colocados na praia, especialistas do Biota explicavam sobre a importância da preservação do meio ambiente e das espécies marinhas
.
Segundo o diretor executivo do instituto, o biólogo Bruno Stefanis, os filhotes foram desovados na areia e encontrados através do monitoramento feito pela equipe do Biota, que percorre as praias do norte do Estado a procura dos locais de desova. “Enquanto eram ovos e estavam em desenvolvimento, nossa equipe fez visitas ao local para evitar que fossem destruídos. Quando passou de 45 dias, período estimado para a desova, o monitoramento foi diário”, explicou.
O biólogo destacou que cada pessoa pode contribuir para aumentar as chances de sobrevida desses animais. “É importante que as pessoas não mexam nos locais de desova porque isso acaba alterando a temperatura e prejudicando o amadurecimento do filhote. Outro cuidado deve ser em não jogar lixo nem andar de veículos na praia”, alertou.
O Instituto Biota de Conservação é uma ONG sem fins lucrativos que tem por objetivo promover pesquisa, proteção, conservação e defesa da fauna e da flora, por meio de projetos e ações que sempre atrelados à educação ambiental possam colaborar para o desenvolvimento sustentável e a preservação das espécies.
Fonte: G1


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