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21 de março de 2010

SEMANA DA ÁGUA 2010 - SOSRIOSBR: "CANTINHO LITERÁRIO: SANTAS ÁGUAS"


Santas águas

Ivana Maria França de Negri - Piracicaba (SP)


Em eterno corcovear

Num murmúrio lamentoso

Singrando as fímbrias da rocha

Desce o rio doce e piscoso.


Mistura de suor e pranto

De um povo batalhador

Sem ele extingue-se a vida

Num rastro de morte e dor.


Somos feitos de água

Ivana Maria França de Negri

O ser humano resiste até quarenta dias sem comida, mas não sobrevive três dias sem água. Nossa constituição física é formada, na sua quase totalidade, por líquidos.

A Terra, um organismo vivo, também é constituída em sua maior parte por líquidos, em suas diferentes formas: rios, lagos e oceanos.

O temido aquecimento global vem aos poucos minando as fontes, minguando os rios e fazendo secar as lagoas. Enquanto uns desperdiçam água potável, outros perecem por falta dela.

As guerras, no futuro, não serão por disputa de terras e nem por petróleo, e sim pela água que será escassa e se tornará cada vez mais preciosa, pois dela dependem todos os seres vivos. As nações que detiverem os maiores redutos aquíferos terão o controle do planeta.

O "acordo de Paz" entre as nações será o "acordo da água". Para aniquilar o inimigo serão visados os poços de água. Os tanques, os aquedutos, serão bombardeados para enfraquecer o inimigo.

Sem água não há agricultura, sem agricultura não há alimento para o gado que morrerá de fome e sede. O homem, sem água, sem agricultura e sem animais, também sucumbirá.

As novas regras do jogo serão: destruam os recursos hídricos e obterão a vitória.

Do Fórum Mundial de Davos, na Suéçia, resultou um relatório alertando que o mundo corre o grave risco de sofrer a falta de água doce em menos de vinte anos. Afirma que a escassez de água poderá fazer com que Índia e EUA percam a quase totalidade de suas colheitas. O relatório calcula que no atual ritmo de derretimento, em razão do aquecimento global, as geleiras do Himalaia e do Tibet terão desaparecido até 2100 e setenta grandes rios do mundo secarão. Sem contar que para ser o "frigorífico" do mundo, o Brasil vai acabando com suas florestas e com os mananciais de água potável para manter as criações de gado.

O impacto ambiental é imenso. Se nada for feito desde já, as previsões sinistras se concretizarão.

A cultura do desperdício ainda impera e a grande maioria dos seres humanos não está nem aí para o uso racional da água. Uns poucos já acordaram para a gravidade do problema e é nessas pessoas que depositamos esperanças de reverter ou segurar a situação para que o caos mundial não se instale.

Temo só em pensar na profecia do Grande Chefe Índio, ao sentenciar com toda sabedoria herdada de sábios antepassados: "Quando o último rio secar, a última árvore estiver derrubada e o útimo animal for abatido, o homem verá que não pode se alimentar de dinheiro, e então será tarde demais e a única água que restará serão as lágrimas amargas de arrependimento".

Que a espécie humana coloque as mãos na consciência. Políticos, governantes, professores, formadores de opinião, cidadãos, todos trabalhem em conjunto para que nossos descendentes herdem um mundo habitável. "O planeta Terra pede água".

Ivana Maria França de Negri é escritora e defensora das causas ecológicas.


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9 de janeiro de 2009

Cantinho Literário - "O RIO DE MINHA INFÂNCIA" (III)

Foto: Cássio F. F. de Negri


Boa tarde

Conheci esse blog através da minha amiga Vera Vilela.
Como também escrevo poesias e minha terra tem um rio muito lindo e amado, rio Piracicaba, que até tem música sertaneja em sua homenagem, resolvi enviar alguns dos poemas que fiz .


RIO DE MINHA TERRA


Ivana Maria França de Negri


Minha Terra tem um rio
Onde cantam cachoeiras
E os peixes na piracema
Abundam nas corredeiras

Que não sequem suas águas
Ou se tornem poluídas
Pois da força desse rio
Dependem milhões de vidas.

Não permita Deus que eu morra
Noutro local do universo
Longe de Piracicaba
Tão cantada em prosa e verso


Segunda contribuição da Ivana:

Rio Piracicaba, que te quero tanto


Ivana Maria França de Negri



Rio da minha cidade

que deslizas mansamente

Rio, saliva da terra,

inspiração dos poetas

Rio das águas cintilantes

que refletes a lua

Rio do futuro,

quero te ver limpo de novo

Rio da minha terra,

tela tão linda do divino Pintor

Rio Piracicaba,

meu poema vivo de amor.


Parabéns Ivana Negrini,
Suas poesias são maravilhosas e seu rio também ! Já comi deliciosos peixes naqueles restaurantes situados na margem do Rio Piracicaba, na cidade homonima.
Se conseguir uma bela foto noturna, com aquela iluminação que fizeram no rio e puder enviar vamos publica-la com muita satisfação! Obrigado pelas participações! Prof. Jarmuth (Equipe ISOSRiosBr)


O Rio Piracicaba


O rio Piracicaba é um rio brasileiro do estado de São Paulo.

É o maior afluente em volume de água do rio Tietê. É também um dos mais importantes rios paulistas e responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Campinas e parte da Grande São Paulo (50%).

Geografia e Localização

A bacia hidrográfica do rio Piracicaba estende-se por uma área de 12.531 km², situada no sudeste do Estado de São Paulo e extremo sul de Minas Gerais.

O rio Piracicaba nasce da junção dos rios Atibaia e Jaguari, no município de Americana. Após atravessar a cidade de Piracicaba, recebe as águas de seu principal afluente, o rio Corumbataí. O rio Piracicaba percorre 250 km de sua formação até a sua foz no rio Tietê entre os municípios de Santa Maria da Serra e Barra Bonita.

O Piracicaba possui diversos meandros, que transformam o leito em sinuoso porém tranquilo, apto para a navegação de embarcações de menor porte após a cidade de Piracicaba. Seus meandros são a origem do nome do rio, que em tupi significa "lugar aonde o peixe pára".

A bacia hidrográfica do rio Piracicaba localiza-se numa das regiões mais desenvolvidas do estado de São Paulo, abrangendo importantes municípios como Bragança Paulista, Campinas, Limeira, Americana, Atibaia, Rio Claro, Santa Bárbara d'Oeste e Piracicaba.

História e aproveitamento

O Piracicaba foi utilizado como rota fluvial de acesso ao Mato Grosso e Paraná no século XVIII e cidades como Piracicaba foram fundadas nas suas proximidades.

Ao longo dos séculos XIX e XX, o rio foi utilizado como rota de navegação de pequenos vapores e como fonte de abastecimento para engenhos e fazendas de cana-de-açúcar e café.

Por volta de 1960, o governo paulista decide reforçar o abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo e constrói diversas represas nas nascentes da bacia hidrográfica do Piracicaba, formando assim o Sistema Cantareira, maior responsável pelo abastecimento de água de São Paulo que capta e desvia águas dos formadores do rio Piracicaba, reduzindo assim o nível de água do rio e de seus afluentes.

Por volta de 1980, a industrialização e metropolização da Região Metropolitana de Campinas levam a uma crescente contaminação das águas já escassas do Piracicaba e o rio chega ao século XXI como um dos mais contaminados do país.

Nos últimos anos, a criação de grupos de pressão, maior fiscalização e negociações quanto a reversão das águas feita pelo Sistema Cantareira, além da construção de Estações de Tratamento de Esgoto em algumas cidades evitaram que o quadro se agravasse ainda mais, porém o Piracicaba continua registrando águas impróprias para consumo humano e animal em grande parte do seu curso.

A navegação no rio poderá ser retomada com a construção de uma barragem próxima a foz do rio, em Santa Maria da Serra, que possibilitaria a navegação do rio até as proximidades da cidade de Piracicaba e interligaria a região de Campinas à Hidrovia Tietê Paraná, porém o projeto ainda não possui previsão de efetivação.

Cultura

O rio Piracicaba atravessa uma das regiões mais antigas de ocupação do Estado de São Paulo e está firmemente situado na cultura da cidade de Piracicaba, que cresceu ao longo de suas margens. Nesta cidade, diversas festas populares são realizadas às margens do rio, a figura do pescador caipira ainda resiste e a música caipira típica daquela região imortalizou o rio na música Rio de Lágrimas. (Fonte Wikipédia)


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6 de fevereiro de 2012

Sacolinhas Plásticas – Ivana Maria França de Negri


Sacolinhas plásticas
                                Ivana Maria França de Negri – Piracicaba, SP *
Está causando muita polêmica a lei que entrou em vigor recentemente e obriga os supermercados a erradicarem as sacolas plásticas.
Bem antes dessa lei, há vários anos, eu já não utilizo sacolas plásticas. Sempre levo algumas no carro, outras dobráveis na bolsa, e tenho as de pano, que podem ser higienizadas na máquina de lavar roupas. O importante é substituir as plásticas por qualquer produto durável. Ninguém é obrigado a comprar sacola nenhuma. Mas todos temos a obrigação de zelar pelo meio ambiente e não desperdiçar como muitos faziam, colocando um item em cada sacola. Como era de graça, o consumidor fazia a farra, sem critérios.
Vejo pessoas indignadas, reclamando, gente que não deve estar preocupada com seus próprios filhos e netos, com o futuro deles e com o planeta degradado que deixarão de herança.  Penso que desconhecem o fato de que o plástico demora centenas de anos para se decompor no meio ambiente. Será que não imaginam que as milhares de sacolinhas plásticas utilizadas sem critério geram toneladas de lixo poluente na natureza?
Na Europa existe uma exagerada preocupação com o lixo gerado pelas embalagens. Em muitas lojas, quem não leva sacola de casa também tem que pagar pelas que utilizar. Esse método de “mexer no bolso” funciona muito bem. Tudo o que se oferece de graça, gera desperdício. Estão reclamando porque teriam de pagar por sacolas, mas ninguém é obrigado a comprá-las, é só uma das opções que os supermercados oferecem.
Sacolinhas sempre foram péssimas para os lixeiros, pois é só enchê-las de lixo úmido que elas arrebentam e se desfazem e o conteúdo se espalha pelas ruas. Já os sacos de lixo pretos, geralmente feitos de material reciclado, são mais resistentes e têm capacidade de armazenar o lixo de vários dias. Diferente das sacolinhas de supermercados, que não podem ser de material reciclado porque acondicionam alimentos.
Se as empresas e governantes daqui estão “acordando” agora para o problema (antes tarde do que nunca) por que ser do contra? Estamos atrasados décadas, pois em outros países essa lei já existe faz tempo e todo mundo já se conscientizou. Qualquer atitude para minimizar problemas ambientais crônicos é bem vinda e louvável. Cada cliente tem que se virar para transportar suas compras levando as próprias sacolas reutilizáveis ou utilizando caixas de papelão, carrinhos de feira, cestas, o que sua imaginação inventar. Um supermercado de Piracicaba já aboliu sacolas faz tempo, e não entendi porque só agora, com a lei, o povo ficou revoltado.
É claro que existem muitas outras formas de poluição e embalagens plásticas que precisam ser reavaliadas e produzidas com material menos poluente. Mas é nossa obrigação apoiar toda iniciativa que vise menos lixo no planeta.  Sempre dou de presente sacolinhas ecológicas. Quem quiser, pode comprá-las até de ONGs como a ViraLata ViraVida, ajudando animais e o meio ambiente ao mesmo tempo.
O plástico é um dos maiores vilões ambientais e das cerca de 100 milhões de toneladas produzidas, 10% acaba indo nos oceanos virando uma verdadeira sopa plástica que mata milhares de animais marinhos e aves.
Cada um tem que se esforçar e fazer a sua parte. Muito cuidado ao repassar campanhas da internet contra a erradicação das sacolas, orquestradas pelos fabricantes de sacolas e indústria do plástico. Procurem se informar antes de repassar qualquer mensagem.
A natureza e o planeta agradecem!

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Referências :
1 – “(…) os sacos plásticos (ou sacolas plásticas se preferir), quando descartados, são um grande problema ambiental.
Aparentemente inocentes, são capazes de bloquear acessos de água, causando enchentes nas grandes cidades, provocam as mortes de inúmeros animais marinhos (incluindo grandes baleias), devido à ingestão do material, entre inúmeras outras mazelas ambientais.
Além disso, demoram mais de 100 anos para se decompor. Isso significa que, provavelmente, o primeiro saco plástico que você recebeu no supermercado deve estar em algum lugar, poluindo a natureza e lá permanecerá por muito tempo ainda. (…)”
http://novoencanto2009.blogspot.com/2009/02/sacos-plasticos-poluem-o-planeta.html
2 - http://crosinha.wordpress.com/2009/01/11/sacos-plasticos/
3 - http://ecobag.zip.net/
4 - http://www.globalgarbage.org/blog/
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* Blogs de Ivana :
http://serveg.blogspot.com/
http://aprendendocomovoinho.blogspot.com/
http://bloguinho-infantil.blogspot.com/
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21 de setembro de 2012

As Duas Árvores – Ivana Maria França de Negri (Cantinho Literário – II Semana da Mata Ciliar SOSRiosBr)


As Duas Árvores
Ivana Maria França de Negri – Piracicaba, SP
Plantadas há décadas lado a lado, floresceram juntas em muitas primaveras. Uma oferecia alvos cachos perfumados, e a outra, rubros pingentes que eram oferecidos pelos enamorados às suas amadas. Abrigaram ninhos de passarinhos, e em troca, recebiam a paz do seu canto. Assistiram ao milagre de molengas lagartas transformarem-se em belíssimas borboletas. Sustentaram balanços para alegrar brincadeiras infantis. Quando as crianças adolesciam, e faziam de seus troncos confidentes  desenhando corações com os nomes dos seus amores, aceitavam tudo com serenidade. Até a dor das marcas riscadas a canivete. Suas flores enfeitaram mesas festivas, formaram buquês de noivas e acompanharam muitos dos habitantes até a última morada, participando assim de todas as etapas de suas vidas.
Encorparam, e suas copas pareciam querer tocar o céu enquanto a circunferência de seus troncos alargava-se. Quem as avistava de longe, pensava tratar-se de uma única árvore porque suas copas se misturavam. As raízes se entrelaçavam e as flores caiam juntas formando um macio tapete colorido.
Atravessaram verões dando sombra amiga aos passantes. Despiam-se nos outonos, desfloresciam nos invernos, mas sempre renasciam nas primaveras, quando então reinavam majestosas, florejando e espargindo deliciosos odores.
A cidade cresceu, o progresso chegou, modernas avenidas foram tomando o espaço do verde. Até que um dia foi decretada a retirada das duas porque estavam atrapalhando. Tornaram-se um estorvo porque impediam a construção de um novo viaduto.
Funcionários da prefeitura chegaram com suas motoserras e, sem piedade, começaram a podar os galhos. No chão, a hemorragia verde misturava-se com as folhas maceradas e os troncos recebiam pesados golpes de machado espalhando o cheiro concentrado da seiva fresca que vertia dos cortes. Ninguém se apiedou delas e nada fizeram para impedir seu aniquilamento. As duas agarraram-se mais ainda entrelaçando suas raízes num mudo protesto, um pedido de socorro que ninguém percebeu. Apenas uma brisa amiga soprou solidária. O sol escondeu-se atrás das nuvens para não presenciar o triste acontecimento. Nem a lua apareceu naquela noite e nenhuma estrela ousou iluminar o céu que se cobriu de luto.  Depois de horas do ensurdecedor barulho das serras enlouquecidas cortando os troncos carnudos, os funcionários desistiram de arrancar as raízes. Cobriram-nas com concreto e comemoraram o término da árdua missão.
Passou-se muito tempo depois da construção da moderna rodovia. O chão começou a trincar e tímida fenda deixou antever um frágil brotinho verde em meio ao negror do asfalto. Antigos moradores, os que ainda se lembravam das duas árvores sempre abraçadas, ficaram curiosos para saber qual delas havia sobrevivido. Seria a de flores vermelhas? Ou sobrevivera a de flores brancas?
Quando no ano seguinte a primavera chegou com toda sua tradicional exuberância, tiveram uma grata surpresa. Nem vermelhas, tampouco brancas. Resultado do idílio amoroso entre aquelas primitivas almas vegetais, nascera uma árvore com as mais lindas e cheirosas flores como ninguém jamais havia visto. E eram todas cor-de-rosas!
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Blogs da autora:
http://serveg.blogspot.com/
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4 de outubro de 2012

Ao meu santinho de Assis – Ivana Maria França de Negri



Ao meu santinho de Assis

                               Ivana Maria França de Negri – Piracicaba, SP
Querido santinho de Assis.
Vós que fostes exemplo de humildade, andastes em andrajos e pés descalços no chão.
Vós que amastes a natureza e chamastes os astros do céu de irmão Sol e irmã Lua.
Vós que conversastes com os passarinhos e amansastes as feras da floresta apenas com vosso olhar pacífico e amoroso.
Vós que fostes poeta, pacifista, ecologista e protetor dos animais.
Vós que consolastes os sofredores, estendestes a mão aos pobres e curastes os doentes.
Vós que tivestes uma fé inabalável em Deus e jamais duvidastes da Justiça Divina.
Vós que passastes dias inteiros em arrebatamento, orando e meditando em silêncio contemplativo.
Vós que cantastes hinos em louvor ao Criador de todas as coisas com a alma sintonizada em etéreas dimensões.
Vós que abandonastes o conforto e as riquezas mundanas para viver recluso numa capelinha na montanha, escutai esta minha prece.
Peço neste dia, que derrameis vossa bênção e protegei todas as criaturas que não sabem falar, mas sentem dor, fome, sede, tristeza, como nós humanos, mas são tratadas com desdém.
Consolai as criaturas aladas presas em minúsculas gaiolas, pois nunca poderão adejar asas e voar felizes no azul do céu.
Amparai os que puxam carroças e têm o dorso coberto de escaras pelo açoite constante.
Livrai os bois de rodeio e os sangrados nas touradas desse sofrimento sem finalidade alguma que os humanos chamam de diversão.
Volvei teu olhar de bondade às pobres cobaias de laboratório que têm seus corpos retalhados em vida, sentindo dores terríveis para servir à ciência.
Derramai também um bálsamo curativo que abrande a dor das feridas dos que são abatidos em caçadas, dos que são utilizados sem piedade em rituais religiosos, e dos que têm seu corpo descarnado para que suas vísceras sirvam de alimento ao homem.
Protegei os animais de circo, presos em jaulas pequenas e sempre à mercê de crueldade dos seres humanos.
Soprai nos corações pétreos dos homens, um pouco que seja da vossa infinita bondade a fim de que a misericórdia e a compaixão neles faça morada. Amém.
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30 de janeiro de 2011

CANTINHO LITERÁRIO: "BELO ? MONTE"




Caro professor Jarmuth
 
Nem sempre a Poesia é festa, alegria, paixão.
Muitas vezes é tristeza, protesto, indignação.
ecoabraços 
Ivana
Belo (?) Monte
Ivana Maria França de Negri

O duelo é mortal,
 progresso versus meio ambiente
O IBAMA dá seu aval
nem se importa com bicho ou gente

Pobre povo do Xingu
serão muitas as privações
Morre a fauna, seca o rio,
políticos e votos norteiam ações

Belo (?) Monte,
um grande crime
O homem, como sempre, é o predador
extingue rios, devora as matas
 espalha lixo, polui a fonte

Quem afinal é o irracional?
O animal
que respeita a natureza
Ou o homem 
com sua eterna mania de grandeza?




"Se os matadouros tivessem paredes de vidro 
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)
 
Enviado pela colaboradora IVANA MARIA FRANÇA DE NIGRI  de Piracicaba/SP

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