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21 de abril de 2013

Nosso Planeta Terra – Luiz Carlos Amorim


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Nosso Planeta Terra
                        Luiz Carlos Amorim – Florianópolis, SC
Dia 22 de abril é o Dia Internacional do Planeta Terra. E é um ótimo dia para refletirmos e nos conscientizarmos de que há uma necessidade urgente, urgentíssima, de cuidarmos do nosso planeta, de pararmos de agredi-lo, de tratá-lo com o devido respeito e carinho para que possamos ter essas mesmas coisas de retorno.
O planeta Terra é o nosso mundo e, se continuarmos a maltratá-lo, a destruí-lo, que futuro poderemos esperar? A natureza é a alma da Terra. E ela está se cansando de tanto descaso, de tanto desrespeito, fato que pode ser facilmente constatado, se prestarmos atenção nas tragédias climáticas que vêm acontecendo, como tempestades, furacões, enchentes, terremotos, etc. Mãe Natureza se rebela diante de tanta irresponsabilidade do ser humano, qual seja no cuidado do seu meio-ambiente, da sua água, do seu ar, do seu mar, do seu chão.
Então é hora de pararmos para repensar nossas ações e pensar mais no nosso planeta, passar a respeitar a natureza como ela merece. Fazemos parte dela, então estamos agredindo a nós mesmos, estamos podando o nosso próprio futuro, estamos apressando o fim do lugar onde vivemos.
Para onde vamos, quando não for mais possível viver no Planeta Terra? Não foi encontrado, ainda, nenhum outro planeta onde o homem pudesse viver. E mesmo que houvesse, iríamos tomar posse dele para destruí-lo, também?
Leio a crônica da minha amiga Mary Bastian, na qual ela fala do corte de árvores indiscriminado em Joinville e do Rio Cachoeira morto, mas não sepultado. E um rio morto é um pedaço da natureza que morre com ele, árvores cortadas são outro pedaço e assim lá se vão vários pedaços, até que não sobre nada.
Existe um Dia da Terra. Há que pensemos nisso e há que façamos com que todos os dias, cada dia seja o dia do nosso planeta. Há que tomemos atitudes, para que nos próximos anos possamos estar aqui para comemorar esse dia.
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Foto : Gralha-picaça, Cataratas do Iguaçu, por Clarice Villac, junho 2012.

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22 de março de 2013

Água, Condição Sine Qua Non – Luiz Carlos Amorim


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Água, Condição Sine Qua Non
                       Luiz Carlos Amorim – Florianópolis, SC
O Dia da Água, 22 de março, é uma data especial para refletirmos sobre o futuro e a importância dessa substância vital, indispensável para que possamos continuar existindo. 
E é urgente que pensemos sobre o assunto, é preciso agir no sentido de preservar esse tesouro inestimável que está se esvaindo, porque não cuidamos de nossos rios, de nossos mananciais de água doce. O ser humano polui cada vez mais o meio ambiente, envenena seus rios, seca seus mananciais por não tratar convenientemente as matas à beira dos cursos d´água, por não praticar a agricultura racionalmente, usando agrotóxicos demais e provocando o assoreamento da terra, por não proteger as nascentes.
Então o Dia da Água serve para chamar a nossa atenção sobre esse grande problema que precisa ser pensado agora, imediatamente, pois já há previsões de que em poucos anos algumas de nossas cidades não terão mais água doce suficiente para distribuição à população. E não podemos discutir esse assunto só no Dia da Água, há que reflitamos sobre ele todos os dias, para encontrar soluções e prevenir um futuro que pode ser terrível se não tomarmos providências. Há necessidade premente de mais investimentos na captação, tratamento e distribuição de água em quase todas as cidades, sob pena de termos colapso no fornecimento em poucos anos.
Precisamos ter muito mais cuidado com nossos rios, começando por uma coisa bem simples, que é não jogar lixo de qualquer espécie neles nem em qualquer outro lugar que não seja destinado especificamente ao lixo. Tudo o que jogamos em local não apropriado acaba indo parar nos rios.
De maneira que depende de todos nós que a água potável, condição sine qua non para que o ser humano continue habitando esse planeta, não desapareça da face da Terra. Nós, humanos, temos que trabalhar para que esse líquido precioso não acabe, acabando também com a nossa espécie.
Há que não lembremos de tudo isso apenas no Dia da Água. Temos que pensar nisso todos os dias. A água é a nossa condição maior de sobrevivência, condição única de existência para nossos filhos e netos, num futuro próximo. A natureza já se volta, indignada, contra o descaso do ser humano com relação a ela, com a falta de cuidado com o lugar onde ele vive. As grandes tempestades, grandes enchentes que estão de novo, abalando nosso país configuram  uma amostra.  Há poucos anos atrás a chuva em excesso vinha em janeiro, mas estão vindo cada vez mais tarde. Está ficando muito tarde, precisamos tomar atitudes em favor da água, em favor da vida. Haverá tempo?
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* foto : córrego nas Cataratas do Iguaçu, junho 2012, por Clarice Villac.
** Luiz Carlos Amorim :

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19 de março de 2013

Todo Dia É Dia da Água – Luiz Carlos Amorim


Todo Dia É Dia da Água
                   Luiz Carlos Amorim – Florianópolis, SC
O Dia da Água, 22 de março, é uma data especial para refletirmos sobre o futuro e a importância dessa substância vital, indispensável para que possamos continuar existindo.
E é urgente que pensemos sobre o assunto, é preciso agir no sentido de preservar esse tesouro inestimável que está se esvaindo, porque não cuidamos de nossos rios, de nossa água doce. O ser humano polui cada vez mais o meio ambiente, envenena seus rios, seca seus mananciais por não tratar convenientemente as matas à beira dos cursos dágua, por não praticar a agricultura racionalmente, usando agrotóxicos demais e provocando o assoreamento da terra, por não proteger as nascentes.
Então o Dia da Água serve para chamar a nossa atenção sobre esse grande problema que precisa ser pensado agora, imediatamente, pois já há previsões de que em poucos anos algumas de nossas cidades não terão mais água doce suficiente para distribuição à população. E não podemos discutir esse assunto só no Dia da Água, há que refletirmos sobre ele todos os dias, para encontrar soluções e prevenir um futuro que pode ser terrível se não tomarmos providências. Há necessidade premente de mais investimentos na captação, tratamento e distribuição de água em quase todas as cidades, sob pena de termos colapso no fornecimento em poucos anos.
Precisamos ter muito mais cuidado com nossos rios, começando por uma coisa bem simples, que é não jogar lixo de qualquer espécie neles nem em qualquer outro lugar que não seja destinado especificamente ao lixo. Tudo o que jogamos em local não apropriado acaba indo parar nos rios.
De maneira que depende de todos nós que a água potável, condição sine qua non para que o ser humano continue habitando esse planeta, não desapareça da face da Terra. Nós, humanos, temos que trabalhar para que esse líquido precioso não acabe, acabando também com a nossa espécie.
Que não lembremos de tudo isso apenas no Dia da Água. Temos que pensar nisso todos os dias. A água é a nossa condição maior de sobrevivência, condição única de existência para nossos filhos e netos. A natureza já se volta, indignada, contra o descaso do ser humano com relação a ela, com a falta de cuidado com o lugar onde ele vive. Está ficando muito tarde, precisamos tomar atitudes em favor da água, em favor da vida. Haverá tempo?
http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br/2012/03/todo-dia-e-dia-da-agua.html

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22 de setembro de 2012

Dia da Árvore – Luiz Carlos Amorim (Cantinho Literário – II Semana da Mata Ciliar SOSRiosBr)



Dia da Árvore
                          Luiz Carlos Amorim – Florianópolis, SC
E tivemos o dia da árvore e acho que não temos muito para comemorar, pois nós, seres humanos, não sabemos ou não queremos cuidar bem da natureza. Nós não cuidamos do nosso meio ambiente, não protegemos as árvores que nos dão tudo, até o ar que respiramos e sem o qual não vivemos. O resultado é um planeta cada vez mais maltratado e e poluído, com cada vez menos condições de dar sustentação à vida.
Eu não tenho árvores grandes em minha casa, pois meu jardim é pequeno e é o único lugar onde tem um pouquinho de terra para plantar. E gostaria, gostaria de ter uma grande área para plantar muitas árvores e cuidar bem delas.
Mas tenho meus pé de jacatirão, jovens, pequenos, mas que florescem lindamente, e alguns pés de araçá, pequenos, quase anões, embora produzam abundamentemente e um pé de pitanga, ainda jovem. Eles me fazem festejar o dia da árvore, eles me lembram da importância vital do verde para o ser humano.
E por falar em jacatirão, os manacás-da-serra, aquela variedade de jacatirão do inverno, que floresce em julho, ainda estão floridos, fazendo companhia para os ipês, que ainda estão cobertos de sol. Já nem sei mais direito a época de florescência deles, com todo esse descompasso do tempo, resultado do nosso descaso para com o meio ambiente, que têm mudado tudo, inclusive as estações.
Dá gosto ver árvores majestosas como o ipê e o jacatirão exibirem suas flores e suas cores ao mesmo tempo e é uma coisa que não é normal, pois o manacá-da-serra floresce em julho, dificilmente alcançaria a florada do ipê. E a nossa primavera entra, assim, ornada com as flores douradas do ipê, que irradiam luz, e as flores do jacatirão-manacá, que ainda persistem. Persistem, apesar do nosso descaso para com Mãe Natureza.
Como eu já disse em outra crônica, eu gosto de árvores. E parabenizo a todas elas, que nos dão tanto, a todos nós, limpam o ar que respiramos e nós cuidamos tão pouco delas…
Que não nos lembremos de refletir sobre o valor das árvores em nossas vidas apenas num dia do ano reservado a elas. Precisamos nos conscientizar que sem elas, não sobreviveremos neste planeta que já foi mais azul. Se não protegermos nossas matas, nosso verde, a água desaparecerá e tudo virará deserto. E a vida não resiste em desertos.
Todo dia é dia das árvores, é dia da vida.
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19 de abril de 2012

Dia do Índio & Irmão Índio – Luiz Carlos Amorim


Dia do Índio

                      Luiz Carlos Amorim – Florianópolis, SC
Hoje é o Dia do Índio. Não há muito o que comemorar, pois nossos índios, aqueles que ainda sobrevivem, vivem à margem, abandonados, discriminados. Então transcrevo o texto do meu livro infantil “Flecha Dourada:
Era uma vez um indiozinho, pequeno e inteligente, que vivia feliz em sua tribo, no meio da floresta, sem casa de tijolos, sem eletricidade, sem carros, sem água encanada, sem poluição nem roupas para cobrir-lhe a pele. Nem à escola ele ia, porque os índios, desde pequenos, aprendem tudo o que vão precisar para viver com os seus pais e com as pessoas da tribo mais velhas que ele.
Seu nome era Flecha Dourada. Ele não conhecia televisão, mas brincava muito, pois os índios pequenos como Flecha Dourada aprendem as coisas brincando.
Ele brincava nas árvores, que respeitava, como se deve respeitar um ser vivo: aprendera a cuidar delas, pois os índios só as cortam para fazer as ocas, onde vivem, e para fazer artefatos, como cumbucas ou tigelas, arco e flecha, canoas e outros objetos de adorno ou para sua sobrevivência. Além disso, elas servem de casa para os pássaros, dão sombra quando o sol brilha forte, mantém o ar que respiramos sempre puro e dão frutas que são o seu alimento.
Brincava nos rios, de águas limpas, de onde também tiravam água para beber e onde pescavam os peixes para comer. Flecha Dourada sabia que não devia jogar nenhum tipo de lixo nas águas do rio, para não poluí-lo e não deixá-lo morrer.
Brincava no meio das plantações de mandioca, fonte de alimento, pois com ela faziam farinha e biju. Além disso, eles comiam as frutas que havia em abundância, além dos peixes e da caça, que existia em grande quantidade.
Brincava também com os animais e as aves, suas amigas, pois era com eles que dividiam a floresta, sua casa.
Os índios só matavam aves ou animais para comer.
A tribo de Flecha Dourada não tinha religião, como a nossa, mas eles acreditavam numa força superior e a adoravam em forma de totens, esculturas feitas em troncos de árvores, trovões e alguns animais.
Eles sabiam fazer verdadeiras obras de arte, coisas que nós, brancos, chamamos de artesanato, como cestos de cipó, arcos e flechas e outros artefatos de madeira e também de pedra, como machadas, canoas, as ocas e tantas outras coisas, que a cultura indígena era rica e muito diversificada. Eles sabiam fazer tudo aquilo de que precisavam.
Não conheciam o homem branco, ou seja, nós, as pessoas da cidade, de pele mais clara do que a deles. Para eles, o mundo era aquela floresta, onde viviam: a sua floresta. E eram felizes assim.
Um dia, no entanto, apareceram na tribo alguns homens diferentes: cobertos de panos, cabelos engraçados, muitos pelos pelo corpo, enfeites estranhos, como coisas brilhantes penduradas no braço, coisas brilhantes no rosto, etc. Traziam muitos objetos que Flecha Dourada nunca tinha visto antes. Falavam uma língua que ele e os outros índios da tribo não entendiam. Fumavam não o cachimbo do Pajé, mas um canudo branco. Bebiam não o líquido fermentado que a tribo fazia, mas alguma coisa de cheiro muito forte que saía de um pote brilhante, não de barro como os índios faziam, mas de garrafas de vidro.
Traziam pequenas caixas pretas, que apontavam para todas as direções, soltando pequenos relâmpagos e faziam “clic”, um ruído engraçado.
Todas aquelas novidades tumultuavam a vida tranqüila da tribo. Os homens brancos ensinavam hábitos novos aos homens da tribo, fazendo-os provar da sua bebida, mostrando-lhes objetos pesados de metal que imitavam o trovão e que depois Flecha Dourada entendeu serem armas poderosas. Os homens brancos presenteavam bugigangas e faziam os índios provarem comidas novas e prontas, confundindo os costumes tradicionais.
Flecha Dourada a tudo observava e pensou:
 Nós não precisamos de tudo isso. Nós já temos tudo o que precisamos.
E ele tinha razão. Aqueles homens brancos foram embora, mas outros vieram, pois agora sabiam o caminho. E os índios já não podiam mais ter a vida pura, tranqüila e feliz de até então: agora havia os costumes brancos, diferentes e nem sempre bons. Até doenças novas eles trouxeram, como a gripe, que antes não conheciam e que podia matá-los, já que não tinham nenhuma defesa contra ela.
Os índios ficavam doentes, os homens brancos traziam remédios e junto com os remédios outros costumes brancos e mais homens brancos. A tribo não era mais a mesma com aquela invasão que estavam sofrendo. A sociedade dos índios, perfeita e sábia, em comunhão com a natureza, estava se perdendo.
Flecha Dourada chorou.
 Por quê o homem branco não era igual ao índio? – perguntava – O que será de nós, agora, se não somos nem índios nem brancos?
Ninguém respondeu. Apenas um soluço doído e o pio de uma ave solidária com a sua dor se ouviu.
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IRMÃO ÍNDIO
                            Luiz Carlos Amorim
Cadê teu espaço,
tua terra?
Onde está a tua liberdade?
O homem branco veio,
invadiu teu chão, tua casa,
ensinou a mentira,
descaracterizou o teu povo,
desmanchou a sociedade perfeita
que a tua gente tinha…

Marginalizaram-te,
Índio irmão,
Tu, o brasileiro legítimo,
único dono destas terras
tupiniquins…

Estão te exterminando,
Índio Irmão,
e não te deixarão, jamais,
voltar a ser o que foste…
Tiraram-te a Pátria,
expulsaram-te da terra,
apressaram o teu fim…
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11 de abril de 2012

O Tempo, Seca, Chuvas Torrenciais… – Luiz Carlos Amorim


O Tempo, Seca, Chuvas Torrenciais…
                                          Luiz Carlos Amorim – Florianópolis, SC
Há alguns dias, falei sobre o tempo que tivemos no último verão, aqui no sul e em algumas outras partes do país: ao invés das chuvas torrenciais, com grandes tragédias em áreas de risco, geralmente nos meses de janeiro, desta vez tivemos seca. Centenas de cidades em estado de calamidade pública, por falta de água, produção agrícola perdida em vários lugares, um calor escaldante.
Pois acho que falei demais. Neste mês de abril, já passado o verão, a chuva forte veio e trouxe a tragédia que, pensamos, havia sido evitada, com deslizamentos e mortes na região serrana do Rio de Janeiro.
Precisamos de chuva, precisamos muito, mas espero que ela não venha mais em quantidade exagerada. O calor ainda persiste, a chuva está vindo mais amiúde, mas comportada, nos últimos dias, e esperamos que continue assim.
Eu ficava assustado, quando abria a torneira direto da rua, para encher o regador e molhar minhas plantas que estavam quase morrendo e não havia água, a torneira estava seca. Isso me lembrava uma parte da minha infância em Corupá, quando não tínhamos água de rede. Tínhamos um poço – a água era encanada, mas vinha de um poço nos fundos do quintal. Ele fora cavado na pedra, então não era muito fundo. E no verão faltava água. E faltar água numa casa com muitas crianças era difícil. Para cozinhar, buscávamos água numa vizinha, a umas cinco casas depois da nossa, que tinha um poço que oferecia água em abundância e em grande quantidade. Para lavar, trazíamos água do rio, que ficava também a uns quase quinhentos metros de casa. Eu era adolescente e carregar duas latas de água pesou bastante, tanto que fiquei com as costas um pouco arcadas.
Mas as secas, o calor intenso de hoje, assusta mais. Não há mais poços, para nos abastecermos com água do vizinho. A água é toda de rede e se ela não vem, falta para todo mundo. E as chuvas acumuladas também assustam, demais. É terrível ver áreas habitadas deslizando, soterrando casas e pessoas.
É bom que tudo o que aconteceu até agora com os descompassos do tempo sirva de alerta para todos nós. Será que aprendemos, será que percebemos a necessidade premente de que precisamos cuidar melhor do nosso meio ambiente? Se não respeitarmos a natureza, ela também não nos respeitará.

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11 de agosto de 2011

Lixo & Enchente – Luiz Carlos Amorim

Luiz Carlos Amorim* – Florianópolis, SC – crônica publicada em janeiro 2011

Com as enchentes que estão assolando alguns estados do país, destruindo lares, desabrigando pessoas, causando prejuízos incalculáveis na agricultura, nas estradas e nas cidades, um detalhe pequeno me vem à memória. Pequeno, mas que pode fazer diferença.

Todos nós vimos que está chovendo muito, bem acima do esperado para qualquer época, mas o problema da enchente poderia ser minimizado, se as redes pluviais não fossem entupidas com lixo, que insistimos em jogar em qualquer lugar. O lixo que não é colocado no lixo vai para os dutos que escoam a água da chuva. E em chovendo muito, como estamos vendo, os dutos estão interrompidos com o acúmulo de plástico, papel, papelão, vidros e outros tipos de resíduos. E a água começa a se acumular e invade casas, lojas, ruas, etc.

Isso me lembra da coleta de lixo diferenciada que já vi em uma ou outra cidade. O lixo normal é recolhido como em todas as cidades, mas existe uma coleta extra que leva aquele lixo não considerado normal: móveis velhos, como sofás, armários; eletrodomésticos que não têm mais serventia, como geladeiras, lavadoras, fogões, etc. De maneira que os habitantes daquela cidade não precisam esperar a noite para pegar um sofá velho, um fogão velho ou outro aparelho grande que passou do tempo de validade para jogá-lo em algum terreno baldio ou algum barranco perto de casa ou alguma beira de rio.

Às vezes o serviço é até de um particular, como vi em Jaraguá, que recolhe tudo para revender o que pode ser reciclado.

O resultado de uma ação dessas é que as chuvas torrenciais não têm causado problemas de enchente por entupimento nessas cidades, pois as galerias pluviais parecem estar funcionando bem e drenando com eficiência mesmo grandes quantidades de chuva. E as cidades ficam mais bonitas, sem cacarecos pelas beiras das ruas, encostas ou rios.

Na grande Florianópolis, ainda somos ecologicamente muito mal educados – para dizer o mínimo – pois muitos ainda jogam lixo na beira da rua. E não é só lixo doméstico, não. A gente vê montes de lixo que obviamente foi alguma empresa que desovou de caminhão, pela quantidade – em locais como debaixo de viadutos, por exemplo.

O problema dos deslizamentos é responsabilidade do poder público, que não impede que se construa em áreas de risco, mas a obstrução dos dutos de escoamento pluvial é conosco, que não devemos jogar o lixo no chão.

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* Luiz Carlos Amorim – Florianópolis, SC – crônica publicada em janeiro 2011

http://luizcarlosamorim.blogspot.com/2011/01/lixo-enchente.html : 10.01.2011




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