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25 de fevereiro de 2013

Lideranças mundurukus não aceitam construção de hidrelétricas no Rio Tapajós



Brasília - Preocupados com o impacto de novas usinas hidrelétricas no Rio Tapajós, na região amazônica, líderes indígenas das comunidades mundurukus do Pará e Mato Grosso disseram a representantes do governo federal que farão de tudo para impedir que os empreendimentos - em fase de estudos - sejam levados adiante.
Os índios prometeram se unir a outros segmentos, como populações ribeirinhas e organizações não governamentais (ONGs), para inviabilizar as obras do chamado Complexo Tapajós.
Lideranças mundurukus dos dois estados passaram a semana em Brasília, onde se reuniram com os ministros da secretaria-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; da Justiça, José Eduardo Cardozo; e de Minas e Energia, Edison Lobão, além da presidenta da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Azevedo.
O grupo viajou à capital federal para exigir a apuração da morte do índio Adenilson Munduruku, ocorrida em novembro de 2012, durante a Operação Eldorado, da Polícia Federal, e para cobrar solução para problemas na saúde, educação e infraestrutura das terras indígenas.
Hoje (22), às vésperas de retornarem a suas aldeias, os líderes disseram à Agência Brasil que estão decepcionados. Segundo queixa de Valdenir Munduruku, da Aldeia Teles Pires, em Jacareacanga (PA), os ministros e técnicos do governo federal só demonstravam disposição durante as reuniões para discutir a construção das hidrelétricas e o aproveitamento do potencial hídrico do Rio Tapajós.
'Não viemos a Brasília falar disso. Não há o que conversar sobre a construção de usinas em terras indígenas. Somos contra e queremos a paralisação imediata dos estudos que estão sendo feitos na região', declarou Valdenir. Ele lembrou que a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, determina que as comunidades indígenas sejam consultadas previamente em caso de empreendimentos que afetem seus territórios.
Apesar disso, ontem (21), a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, lembrou ao grupo que, embora as comunidades indígenas precisem ser ouvidas, inclusive durante a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), elas não têm o poder de vetar os empreendimentos.
Valdenir foi taxativo ao dizer que a viagem a Brasília não valeu à pena, já que, segundo ele, nenhum representante do governo assumiu qualquer compromisso de atender às reivindicações do grupo - entre elas o esclarecimento da morte de Adenilson e o pedido de reparação pelos danos causados à comunidade durante a operação da Polícia Federal.
Segundo a assessoria, o ministro de Minas e Energia Edison Lobão garantiu aos líderes mundurukus, na última quarta-feira (20), que o aproveitamento hidrelétrico do Rio Tapajós 'será um modelo para o mundo em termos de preservação do meio ambiente e de respeito aos povos indígenas'. Ainda de acordo com a assessoria, Lobão destacou a necessidade das hidrelétricas para o país e garantiu que, graças à tecnologia empregada, os empreendimentos causarão um impacto mínimo.

Edição: Davi Oliveira



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14 de fevereiro de 2013

A destruição do Rio Tapajós

Dezenas de dragas possantes como esta reviram o leito do Tapajós e afluentes, no oeste do Pará. 


Pobre Tapajós, foste condenado à morte 


O Estado do Pará, com a conivência do município de Itaituba, está decretando a morte inexorável do belo e antes azul Tapajós, assim como aconteceu com o Rio Madeira.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-destruicao-do-rio-tapajos

http://sosriosdobrasil.blogspot.com.br/2013/02/o-rio-tapajos-que-nao-queremos-jota.html
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O rio Tapajós que não queremos! – Jota Parente


Dragas como esta reviram o leito do rio Tapajós em busca de ouro e causam poluição

Jota Parente

ITAITUBA – O secretário de meio ambiente do Estado, José Colares, em inflamado discurso, afirmou nesta semana, por ocasião de mais uma reunião para tratar das questões relativas à mineração nesta região, que a SEMA vai proibir a atividade de balsas e PCs nos tributários do Rio Tapajós.
O problema é que entre os tributários, muitos já não existem, ou quando existem são correntezas de pura lama, não servindo mais para coisa alguma.
A ação das dragas no leito do rio vai continuar, e pior, agora sob o manto protetor do Estado, que já legalizou algumas e deverá legalizar todas as cerca de 25 que já estão atuando, podendo chegar até a um número de 40.
Imaginem o que é 40 dragas fuçando o leito do rio, concomitantemente.
Tratam-se de equipamentos imensos, que utilizam motores de até 400 HP, trabalhando 24 horas por dia, revolvendo terra do leito do rio, e jogando água barrenta de volta, como não deixa mentir a foto tirada segunda-feira desta semana.
Uma das graves consequências será o assoreamento do rio, cuja navegabilidade poderá ser muito prejudicada em um futuro breve.
O Estado, com a conivência do município, está decretando a morte inexorável do belo e antes azul Tapajós, assim como aconteceu com o Rio Madeira.
Quem ousa falar sobre este assunto, neste tom, como este jornalista, é vítima do desdém dos que só pensam no lucro fácil.
Que o diga Davi Menezes, presidente da CDL, que levantou a questão no encerramento dos trabalhos do secretário Colares, reunido com mineradores, nesta semana. Houve um ensaio de vaia contra Davi, porque ele manifestou sua preocupação.
Preparemo-nos para ver muito em breve, a volta da água barrenta do Rio Tapajós, descendo célere rumo a Santarém, onde se localiza sua foz. Por enquanto, sob o silêncio dos santarenos, que não parecem interessados neste assunto.
Quando a água com cor de barro chegar por lá a grita vai ser geral, mas, será tarde. O martelo foi batido e agora já não há mais para quem pedir socorro, pois a última esperança morreu com essa decisão do secretário estadual de meio ambiente.
Infelizmente, é isto que está acontecendo.

http://www.gazetadesantarem.com.br/regional/o-rio-tapajos-que-nao-queremos/


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