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3 de janeiro de 2012

SEGUNDA TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL ASSUSTA RIBEIRINHOS


Rio Paraíba do Sul
               Além Paraíba, única cidade mineira cujo núcleo urbano é banhado pelo rio

Moradores vizinhos do Paraíba do Sul temem transposição de águas do rio

A mudança no curso seria para evitar o desabastecimento da região metropolitana paulista


FELIPE COURI


Comunidades que vivem às margens do rio Paraíba do Sul estão em alerta. Nos próximos dias, o governo de São Paulo deve concluir estudos iniciados em 2008 para evitar a escassez hídrica na região metropolitana paulista. A falta d’água pode ocorrer a longo prazo. Uma das alternativas levada em conta pelos técnicos é a transposição de parte das águas do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira.

Embora a pesquisa não esteja pronta, a mera possibilidade de que a água do rio – que banha 184 municípios de Minas, Rio e São Paulo – seja desviada é alvo de críticas de ambientalistas, autoridades e populações ribeirinhas. Todos preveem danos ao meio ambiente e repercussões sociais negativas. “Qualquer tipo de transposição traz mais impactos negativos do que positivos”, avalia o biólogo Geraldo Majela Sálvio.

Coordenador do grupo de Pesquisas em Planejamento e Gestão de Áreas Naturais Protegidas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (Ifet/Sudeste/MG), em Barbacena, Sálvio lembra que a mudança do fluxo natural do rio atrapalha, por exemplo, o ciclo reprodutivo de peixes que dependem da migração para procriar.

Segundo o biólogo, que é coordenador da organização não governamental (ONG) Brasil Verde, o menor volume de líquido também leva a um processo de eutrofização, provocado por micro-organismos que se multiplicam e consomem muito oxigênio da água. “Hoje, mais de 90% da poluição é causada pelo esgoto. Reduzindo a quantidade de água, aumenta-se a poluição”.

O Paraíba do Sul nasce na Serra da Bocaina, em São Paulo, com o nome de Paraitinga. Em Minas, banha 88 municípios e, na Zona da Mata, separa o território mineiro do fluminense. O curso d’água percorre 1.137 quilômetros até a foz em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro.

O historiador Plínio Alvim, de Além Paraíba, diz que desde o começo do século passado o rio é alvo de transposições. Uma delas, na fronteira de Minas com o Rio, desviou cerca de três quilômetros do leito para a construção da usina da Ilha dos Pombos, na década de 1920. A usina pertence à empresa Light.

Em 1946, grande parte das águas do rio Paraíba do Sul foi desviada em Barra do Piraí (RJ) para o rio Guandu, alimentando reservatórios hidrelétricos e abastecendo 10 milhões de pessoas na capital fluminense. Segundo Osman Fernandes da Silva, especialista em recursos hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA), esta transposição é da ordem de 180 metros cúbicos de água por segundo, representado 63% da vazão do rio na região.

Nas próximas semanas, 340 metros cúbicos de água por segundo, o equivalente a 77% da vazão na divisa de Minas com o Rio, serão desviados em Anta (RJ). Eles chegarão, por meio de um circuito hidráulico paralelo de 30 quilômetros formado por túneis, canais e diques, até os geradores da Usina Hidrelétrica de Simplício, do Sistema Eletrobrás/Furnas, em Além Paraíba. Lá, as águas retornarão ao leito do rio.Fonte: HOJE EM DIA



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4 de agosto de 2011

SOS RIBEIRINHOS DO VALE DA RIBEIRA

Campanha de Solidariedade com o Vale do Ribeira
[04/08/2011 12:35]

No começo desta semana, uma grande enchente assolou o Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, divisa com o Paraná. Populações de vários municípios perderam roças, hortas, quintais, animais domésticos e tiveram suas casas invadidas pela água. Estão precisando de alimentos não perecíveis, água, roupas, artigos de higiene pessoal, cobertores e colchões. Saiba como ajudar.

Diversas instituições estão realizando uma campanha para receber doações a serem enviadas às populações atingidas. Já existem alguns postos de arrecadação. Veja no final do texto onde estão localizados para que você possa levar suas doações. A tragédia que agora se abate sobre o Vale do Ribeira é conhecida de sua população. Mas fazia tempo que o Rio Ribeira de Iguape, que nasce no Paraná, não recebia tanta água de chuva em suas cabeceiras, como no início desta primeira semana de agosto. Foram muitos os estragos pelo caminho. Cerro Azul, Ribeira, Barra do Turvo, Iporanga, Eldorado, Sete Barras, Registro e Iguape foram os municípios mais atingidos, já que se localizam às margens do Rio Ribeira. No município de Eldorado, o mais atingido no Médio Ribeira, a água subiu mais de 13 metros.

A inundação atingiu, além dos centros urbanos, a zona rural destes municípios, onde vivem comunidades quilombolas, agricultores familiares, indígenas, caiçaras, algumas delas atingidas diretamente pela inundação e outras pelo isolamento provocado pela cheia. E lá se foram roças, hortas, quintais, animais domésticos, tanques de criação de peixes, enfim áreas de produção para subsistência, comercialização e consequente geração de renda. Na zona urbana o caos foi total. Em Eldorado, escolas, hospital, supermercados, farmácias, padarias, oficinas, enfim todo o comércio ficou debaixo d’ água.

Felizmente não houve mortes, porque a informação da enchente circulou rapidamente e as pessoas puderam salvar o que era possível. Entretanto, a inundação foi maior que se esperava. Os prejuízos ainda não foram calculados, mas certamente serão mais um impacto em uma região pobre em desenvolvimento, mas riquíssima em natureza, história e cultura. Para saber mais sobre o Vale do Ribeira, considerado pela Unesco Patrimônio Natural da Humanidade,
clique aqui.



Doações
De alimentos não perecíveis (exceto açúcar e sal); água; artigos de higiene; fraldas; roupas; colchões e cobertores:


Local de entrega:

Em São Paulo:
Assembleia Legislativa de SP - Av. Pedro Álvares Cabral, 201. São Paulo - SP - PABX: 3886-6122

FAU - CIDADE UNIVERSITÁRIA (USP)Rua do Lago, 876 - São Paulo.
Responsável: Beatriz Nesthlener (fone: 11 - 7402-9993)

Em Santo André:
INSTITUTO TRIÂNGULO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (fone: 11 4428-2812)Rua Gago Coutinho, 67 - Santo André.
Responsável: Aggnes Franco (fone 11 - 9231-2181)

Em Registro-SP:
14° BATALHÃO DA PM: Av Pres Castelo Branco, 2179 - Vila Ponce - Fone: (13) 3821-6488

ART SOUND: Rua Gersoni Napoli, 33, Centro, Fone: (13) 3821-4547

DEFESA CIVIL DE REGISTRO: Fone: 199

FUNSSOL - Av. H Matsusawa, Registro - Fone 013 38217889

Em Santos-SP:
POSTO DE ARRECADAÇÃO nº1 - Av. Bernardino de Campos, nº 22 - Vila Belmiro - Santos/SP

POSTO DE ARRECADAÇÃO nº 2 - Av. Alvaro Guimarães, nº 396 - Jd. Rádio Clube - Santos/SP


Fonte : Instituto Socioambiental : http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3384

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