Seguidores do Blog SOS Rios do Brasil

Mostrando postagens com marcador tubarões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tubarões. Mostrar todas as postagens

17 de agosto de 2013

Pesquisadores 'instalam' GPS em tubarões em programa de preservação

Dispositivo em barbatanas de animais em área turística ajudou cientistas em estudo.


Pesquisadores da Universidade de Miami, no estado americano da Flórida, fizeram um estudo para descobrir como o ecoturismo afeta o comportamento dos tubarões. Há um debate entre os especialistas em conservação sobre se as empresas que oferecem pacotes de mergulho para observação de tubarões podem estar prejudicando esses animais.
O estudo usou um dispositivo de rastreamento por satélite, instalado nas barbatanas de tubarões que habitam áreas de mergulho. Uma das áreas pesquisadas é a Tiger Beach, nas Bahamas, onde turistas interessados em tubarões -- amados e temidos por tantos -- podem chegar perto dos animais.
Para efeito de comparação, os pesquisadores instalaram o GPS em tubarões da Tiger Beach, que têm contato constante com seres humanos, e também na Flórida, onde não existe esse contato.Isso requer uma coordenação tremenda e confiança entre a equipe para que seja mantida a segurança dos homens e dos tubarões", disse Neil Hammerschlag, um dos ambientalistas envolvidos no estudo. "A coisa mais importante é instalar o dispositivo no tubarão e, depois, que ele nade feliz e saudável".
Os pesquisadores também descobriram novas informações sobre os tubarões: "Nós descobrimos que os tubarões-tigre fazem migrações de longa distância, até então desconhecidas, de até 3.500 quilômetros no Oceano Atlântico aberto", disse Hammerschlag, que sugere que os tubarões estejam nadando nas águas ricas da Corrente do Golfo em busca de alimentos.
"Embora os mergulhadores usem artifícios para atrair tubarões, nossos resultados sugerem que isso não afeta seus movimentos em grande escala e no longo prazo", disse Hammerschlag, concluindo que o ecoturismo com tubarões na região pesquisada traz benefícios e deve ser incentivado.

Fonte: G1

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

29 de julho de 2013

Destruição do habitat contribui para ataques de tubarões em Pernambuco, dizem especialistas

O governo de Pernambuco deve interditar áreas de praia com risco de ataque de tubarões até que sejam instaladas redes de proteção para os banhistas. A recomendação é do Ministério Público do estado: http://ebcnare.de/1biz72o (Nicholas Bittencourt/flickr/Creative Commons)
O governo de Pernambuco deve interditar áreas de praia com risco de ataque de tubarões até que sejam instaladas redes de proteção para os banhistas. A recomendação é do Ministério Público do estado: http://ebcnare.de/1biz72o (Nicholas Bittencourt/flickr/Creative Commons)

A morte da adolescente Bruna Gobbi após um ataque de tubarão, no último dia 22, foi o 59º caso registrado no estado em 21 anos. A jovem paulista, atacada na praia de Boa Viagem, no Recife, foi socorrida pelos bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. As praias de Boa Viagem, com 24 ataques; e Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, com 17; são recordistas de ocorrências.

A morte de Bruna foi a 24ª e motivou a recomendação do Ministério Público Estadual de interditar praias com risco de ataques até a instalação de redes de proteção para os banhistas.

Segundo a presidenta do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Rosângela Lessa, o desenvolvimento da região contribuiu para a aproximação dos tubarões das praias. Com a construção do Porto de Suape, no início dos anos 90, rios foram desviados e arrecifes implodidos. Uma das espécies de tubarão foi diretamente afetada pela alteração de seu habitat. “O tubarão Cabeça-Chata guarda uma grande fidelidade ambiental e usa a área em todos os ciclos de vida. Ele encontrava uma barreira de salinidade e agora não encontra mais. Então, ele continua procurando seus espaços”, explica.

Ela também explica que os tubarões capturados são levados para outras áreas para serem estudados. “Capturamos os tubarões, levamos a uma distância de 20 milhas, marcamos e os soltamos. Assim, o comportamento deles é estudado. Esse monitoramento retira os tubarões da área”.

Rosângela, que também trabalha com dinâmica de populações de tubarões e arraias na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), ressalta a importância dos banhistas tomarem os cuidados necessários. São 44 pares de placas colocadas ao longo da área de risco. As placas orientam os frequentadores a evitar o banho em áreas de mar aberto, durante a maré alta, e em áreas profundas, com água acima da cintura.

O oceanógrafo e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Mário Barletta, também reforça que a poluição interferiu no comportamento dos animais. “Quando ocorre a vazão dos rios, os peixes saem para a região costeira e, nesse momento, os tubarões chegam para procriar. Com a poluição dos estuários [local de encontro entre o rio e o mar], essas espécies de peixes desapareceram. A única coisa que aumentou foi a oferta de turista na praia”.

Ele lembra que a área é naturalmente povoada por tubarões, e banhistas e surfistas são, muitas vezes, confundidos com peixes e tartarugas, um alimento natural deles. O professor destacou ainda os cuidados que os banhistas devem ter. “O tubarão está ali, é um ambiente natural deles. Se passar dos arrecifes, a probabilidade de levar uma mordida, ser atacado, é grande”, acrescentou.

Edição: Carolina Pimentel
Reportagem de Marcelo Brandão, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 29/07/2013

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!