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26 de junho de 2012

AS NOVIDADES DOS RECURSOS HÍDRICOS NESTA TERÇA 26 DE JUNHO

Parabéns pescadores do Brasil, pelo Dia do Pescador - 29 de junho

POSTAGENS DESTA DATA




DEPOIS DO FRACASSO DA RIO+20 E DO DESPREZO DOS GOVERNANTES AOS AMBIENTALISTAS E A SOCIEDADE CIVIL,
O MELHOR É ESTE BLOGUEIRO ENTRAR
EM FÉRIAS!    ATÉ...




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COMO ESTÁ HOJE O RIO PARAÍBA DO SUL QUE BANHA SP, MG E RJ


Rio Paraíba do Sul, no Norte Fluminense (Foto: Felipe Sil)


Poluição e erosão são fatores negativos ao longo do Paraíba do Sul




Como está o Rio Paraíba do Sul? Logo ao surgir a oportunidade de fazer o caderno O GLOBO-Norte Fluminense, a equipe pensou em percorrer a margem do rio nos intervalos das pautas. A ideia era entender o que acontece à beira das águas que, ao final, chegam nos bebedouros da capital. 

No caminho, passou-se pelas cidades de Campos, Cardoso Moreira e São João da Barra. Dos problemas visíveis, o maior são as construções irregulares. Além de estarem em áreas de risco, moradores jogam dejetos e, em alguns casos, o esgoto é despejado diretamente nas águas. 

Em Cardoso Moreira, próximo à Ponte Doutor Salobrá, no Centro, por exemplo, há dezenas de casas na beira do rio. Em dias de muita chuva não é raro o Paraíba do Sul encher e inundar toda a área central do município, o que põe construções em risco. 

O governo municipal garante que o tratamento de esgoto cobre 100% da cidade. Reconhece, porém, que é apenas primário. 

Os últimos dados dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS 2010), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Rio Paraíba do Sul é considerado um dos dez mais poluídos do país. Mais especificamente, está na nona posição. 

O estudo revela que o rio, que tem como alguns dos principais agentes poluidores a indústria, a agropecuária e a população, recebe, nos seus 1.120 quilômetros, esgoto da maioria dos municípios pelos quais passa. 

Diretor do programa Mata Atlântica, da ONG Conservação Internacional do Brasil, Carlos Alberto Mesquita é um estudioso do Rio Paraíba do Sul. Segundo ele, o esgoto doméstico (não necessariamente das casas irregulares construídas em áreas de risco) é um dos fatores fundamentais da poluição. 

— Existe o problema das construções nas margens. É bom pensar, porém, que esta questão pode ser resolvida de maneira mais fácil que, por exemplo, a erosão, um problema complicado quando se trata deste rio — explica. 

O rio desemboca próximo à Ilha da Convivência, em São João da Barra. Na margem, porém, há ainda muito lixo. A quantidade de peixes também é escassa. O estudante Jeisol da Silva, que tem o costume de pescar por ali, diz que raramente há um dia em que o resultado da atividade seja realmente bom. 
— De vez em quando conseguimos pegar algo, mas é difícil. Já houve mais peixes por aqui — lamenta. 

Salvatore Siciliano, especialista em vida marinha da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, revela que há um risco, a longo prazo, de contaminação de pescadores. Segundo ele, há no $excesso de metais, principalmente mercúrio, ainda decorrente da época da mineração, quando o material era muito usado. 

— A água pode causar contaminação caso haja $exposição prolongada — diz Siciliano. 

Já em Campos, a prefeitura da cidade começou a derrubar dezenas de casas na margem do rio, mais na altura do Parque Aldeia. Todos moradores já estão em processo de mudança para outros bairros pelo projeto Morar Feliz, que retira cidadãos de áreas de risco. 

O aposentado Altair Perdono, que viu sua casa ser $e se mudou para o Parque Cidade Luz, conta que não gostou da novidade: 

— A prefeitura dizia que era área de risco, mas nunca tive problemas durante os 50 anos que vivi ali. 

Com toda a poluição vista, como fica o morador da capital, que ingere água potável proveniente, em boa parte, do Rio Paraíba do Sul? A Nova Cedae garante que trata, diariamente, 43 metros cúbicos de água poluída do rio por segundo. 

Toda a sujeira desemboca na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, localizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O órgão informa ainda que o material que chega ao local passa pelos processos de tranquilização, floculação, decantação, filtração, clarificação, desinfecção com cloro e finalmente a fluoretação. Fonte:http://oglobo.globo.com


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NO ÍNDICE DE RIQUEZA INCLUSIVA DO PNUMA O BRASIL É O QUINTO DO MUNDO



Brasil é o quinto em novo índice de sustentabilidade criado pela ONU
Do G1

Um novo indicador lançado no domingo (17) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) coloca o Brasil como a nação com o quinto maior crescimento sustentável anual per capita do mundo, à frente de potências como Estados Unidos e Canadá.

O indicador aplica informações referentes ao capital humano, natural e manufaturado de 20 países para mostrar um panorama mais amplo que o PIB (Produto Interno Bruto), que tem apenas um viés econômico.
Os primeiros lugares no novo índice ficaram, na ordem, com China, Alemanha, França e Chile.

Chamado de Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), o objetivo do indicador é incentivar a sustentabilidade dos governos e complementar o cálculo do PIB -- ou mesmo substituir os atuais medidores da economia.

Desenvolvido por especialistas da Universidade das Nações Unidas, a ferramenta reúne informações referentes à educação e expectativa de vida, os recursos florestais, além da produção industrial. Na prática, um país com IRI alto representa que ele é mais sustentável.

Recurso natural em baixa 
No relatório, que analisou o período entre 1990 e 2008, a China aparece como o país mais sustentável do mundo, com um índice de 2,1. A Alemanha vem em seguida, com 1,8.

O Brasil teve o IRI de 0,9 no período, o quinto no ranking da ONU, se igualando a Japão e Reino Unido. Nos 19 anos medidos, o PIB brasileiro cresceu 34%, o capital humano aumentou 48% e o capital manufaturado, 8%. Já o capital natural seguiu na contramão, caindo 25%. A justificativa do relatório é que a queda foi causada pelo avanço no desmatamento das florestas e ao aumento das atividades agropecuárias.

No período analisado, por exemplo, a Amazônia perdeu 331.290 km² de cobertura vegetal devido ao desmatamento ilegal – uma área equivalente a mais de sete vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro.

De acordo com Pablo Munhoz, diretor cientifico do relatório, a proposta é uma recomendação do programa ambiental da ONU aos países que participam da Rio+20 e está relacionada “ao bem-estar (...) e nos dá ideia em relação ao crescimento a longo prazo”, disse.

“É importante medir os ativos, mas também é importante ver sua modificação ao longo do tempo”, explica.



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O CONTO DA CAROCHINHA DA RIO+20 QUE AS CRIANÇAS (E ADULTOS) NÃO GOSTARAM


A Rio+20 e a cartinha ao Papai Noel, artigo de Henrique Cortez

[EcoDebate] A Rio+20 não foi um fracasso pelo simples motivo que, de verdade, ninguém esperava que fosse um sucesso. Tolices e bravatas à parte, ela apenas reforçou as críticas que o modelo consensual da ONU é insuficiente para liderar as transformações que se fazem necessárias.
Publicado em junho 25, 2012 por 
No entanto, em paralelo ao evento diplomático, ocorreram significativos avanços nos Major Groups e na Cúpula dos Povos.
Os chamados Major Groups, compostos por representantes da sociedade civil, concentrados em áreas temas [Negócios e Indústria / Crianças e Jovens / Agricultores / Povos Nativos / Autoridades Locais / ONGs / Comunidade Científica e Tecnológica / Mulheres / Trabalhadores e Sindicatos] trabalharam intensamente, produzindo discussões e trabalhos técnicos de suporte, que poderiam ter orientado as decisões das delegações.
Poderiam, mas ao final, foram solenemente ignorados. Nada discutido ou produzido nos Major Groups foi aproveitado no texto final. Em geral, nada aconteceria, mas desta vez, estes participantes reagiram com vigor, reafirmando que a sociedade civil lá estava para colaborar e ser ouvida.
Novamente ignorados, os participantes (pesquisadores, cientistas, ativistas, representantes de ONGs, etc…) emitiram a nota A Rio+20 que a sociedade civil não quer é a que está aí e formalmente se retiraram do plenário.
Sem respostas, os integrantes da sociedade civil subiram o tom entregando os crachás, em ato de protesto e publicando uma carta aberta contra texto final [Leia a carta da sociedade civil na íntegra, no site http://www.ipetitions.com/petition/the-future-we-dont-want/ ].
Pode parecer pouco, mas foi uma reação inédita e com repercussão internacional. Foi um importante avanço e merece destaque.
A Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, de sua parte, também merece destaque pelas discussões, pela mobilização e pelos avanços apresentados.
Foi um evento organizado pela sociedade civil global, entre os dias 15 e 23 de junho, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro – paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20.
Evento aberto, com livre acesso da população e intensas discussões públicas contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns. Milhares de pessoas visitaram a Cúpula dos Povos, acompanhando as discussões e livremente obtendo informações com centenas de ativistas.
Além dos debates, as plenárias produziram documentos com sugestões, colaborações e propostas que foram entregues ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.
No âmbito dos Direitos (por justiça social e ambiental), que corresponde à Plenária 1, ficou acordado que para garantir esses direitos é preciso, dentre outras medidas, fortalecer os direitos humanos e mudar as políticas públicas, o sistema de produção capitalista que domina, oprime e promove o etnocídio das culturas populares.
Em relação à defesa dos bens comuns e à mercantilização da vida (Plenária 2), acordou-se que, para ter direito à terra e ao território, é preciso haver uma regulamentação fundiária. E a Cartografia Social, segundo as organizações participantes, é um instrumento para atingir esse objetivo. É preciso que haja políticas públicas destinadas a estruturar essas mudanças e financiar projetos socioambientais para as comunidades.
A soberania alimentar, defendida na Plenária 3, determinou que, para obtê-la, é necessário fortalecer o pequeno agricultor, o camponês e o indígena. É preciso controlar o uso de agrotóxicos em escala industrial e fortalecer o ideário da agroecologia.
Em relação a energia e às indústrias extrativas, assunto da Plenária 4, ficou acordado que as energias renováveis e de controle descentralizado são a saída para a crise energética mundial. É preciso ainda que as organizações que poluem e causam impactos ambientais negativos sejam adequadamente punidas.
Sobre o trabalho, debatido na Plenária 5, ficou decidido que a reforma agrária, a abolição do agronegócio e a negação à mercantilização da natureza são medidas importantes para regulamentar e humanizar o trabalho. A punição para a violação de direitos trabalhistas também é um dos temas defendidos pelas organizações participantes da Cúpula dos Povos.
A Declaração final da Cúpula dos Povos na Rio+20 merece uma leitura atenta, porque claramente demonstra que a sociedade civil sabe o que quer e o que é preciso fazer.
E também merecem destaques as mobilizações, destacando a Marcha das Mulheres e a Manifestação em defesa dos bens comuns e contra a mercantilização da vida.
A Marcha das Mulheres foi realizada na manhã do dia 18/6, no Centro do Rio de Janeiro e reuniu cerca 8 mil pessoas de várias partes do mundo. Este foi o primeiro ato público realizado dentro da Cúpula dos Povos
No dia 20/6, a manifestação em defesa dos bens comuns e contra a mercantilização da vida, realizada na avenida rio Branco, com a participação de estudantes e representantes de movimentos sociais, reuniu, pelo menos, 50 mil pessoas. Talvez 80 mil, de acordo com os organizadores. Pouco importa, porque 50 mil pessoas é mais do que suficiente para torná-la a mais significativa e representativa da última década.
Enfim, em paralelo à Rio+20, os avanços foram importantes e visíveis.
Quanto à Rio+20 e seu documento “O Futuro que Queremos” se não foi um retrocesso em relação à Cúpula da Terra (Eco92) certamente também não foi um avanço.
Na realidade, mais me parece com uma carta do Joãozinho ao Papai Noel:
Querido Papai Noel… Prometo que vou ser bonzinho… Prometo que não vou fazer malcriação … Prometo que vou estudar … E prometo que não vou mais bater no meu irmãozinho…
Promessas, meras promessas, mas nada de compromissos.
Os governos, representados por suas delegações, fracassaram como esperado, mas a sociedade civil, nos Major Groups e na Cúpula dos Povos, mostrou que as mudanças já começaram e vieram para ficar.
Neste aspecto, mesmo sem querer, a Rio+20 foi um sucesso.
Henrique Cortez, coordenador editorial do Portal EcoDebate, com informações da Cúpula dos Povos.
batendo bumbo
EcoDebate, 25/06/2012
Para ouvir a versão em áudio do editorial, com apresentação de Henrique Cortez, basta acionar o player abaixo:
Enviado por João Suassuna — Última modificação 25/06/2012

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O BELO RESERVATÓRIO DE ÁGUA DA SANEPAR, EM CURITIBA (PR)

Acima, o chafariz do Reservatório, com base oitavada e elementos art-noveau. A pequena torre é adornada com golfinhos em alto-relevo


Reservatório do AltoSão Francisco, Curitiba (PR)



Esse Reservatório de água da Sanepar, na área mais alta de Curitiba, foi inaugurado em 1908, sendo o primeiro da cidade. Tem arquitetura eclética e elementos art-noveau.

Por gravidade, a água derivada dos mananciais da Serra do Mar (atual município de Piraquara), enchia o reservatório através de uma adutora de 38 km de extensão. A rede de distribuição tinha quase 35 mil metros e contava com 28 torneiras públicas.

Em 1990, o Reservatório foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná.
Fica na rua Jaime Reis, esquina com a rua dos Presbíteros, no bairro de São Francisco.



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25 de junho de 2012

DO PANTANAL PARA REPRODUZIR NO VALE DO RIO SÃO FRANCISCO, NO SUDESTE DA BAHIA


Milhares de aves do Pantanal viajam para se reproduzir

Aves se deslocam até fazenda de Malhada, na região sudoeste da Bahia


Todos os anos, milhares de aves fazem uma longa viagem do Pantanal até a Bahia para se reproduzir. As aves tem um destino certo: uma fazenda de Malhada, na região sudoeste da Bahia. Lá encontram uma fartura de alimentos e proteção.
Quando o dia amanhece começa a revoada. São tantas aves que o céu do sertão fica irreconhecível. Mergulhões, garças, jaburus. Aves do Pantanal que estão em temporada de reprodução. Todo o ano elas voam mais de 2 mil km até o município de Malhadas, nas margens do Rio São Francisco. 
As aves transformam a caatinga em uma grande maternidade. A área é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural que fica dentro de uma fazenda de pecuária. As aves se espalham por mais de cinco mil árvores. Não há ninho que não esteja ocupado com três, quatro recém-nascidos.
A capacidade de localização desses animais impressiona. O casal sai para pescar e na volta, entre milhares de árvores, identifica o ponto exato do ninho dos filhos. Sabe-se apenas que cada uma das árvores mais altas concentra em média, cinquenta ninhos.
Até o segundo mês de vida, quando começam a voar, os filhotes dependem dos pais e da sorte. Os predadores estão sempre por perto. Mas segundo os donos da área, são os caçadores os grandes inimigos.
“As estradas, o acesso, tudo a gente procura dificultar, justamente isso, porque o que não falta é caçador”, explica o fazendeiro Ruy Moura.
A fiscalização é feita pelos empregos da fazenda. Os dois vaqueiros passam o dia vigiando a região para evitar a entrada de caçadores.
Só a cavalo se chega às áreas inundadas do ninhal. Os mergulhões e os jaburus ocupam cerca de mil hectares da caatinga. Biólogos de uma universidade do sudoeste baiano começaram a trabalhar na contagem dos ninhos e calculam que a população chega a 500 mil aves.
A bióloga Drielle Menezes, diz que a explicação para esse fenômeno é a comida favorável para a reprodução dos animais. Ela diz que nas fazendas baianas, há bastante alimento para as aves. A fonte para as comidas são as 32 lagoas que ficam perto do ninhal. As aves se alimentam de peixe e as lagoas recebem cardume de várias partes do São Francisco, quando o rio transborda.
“Quando as águas começam a baixar a maior parte desses peixes retornam ao São Francisco e a outra parte permanece aqui nessas lagoas e é o que vai servir para alimentar essas aves aquáticas”, diz o geólogo Paulo Laranjeira Moura.
Além de comida farta, ambiente bem preservado é tudo o que as aves precisam para procriar. A temporada na Bahia dura de três a quatro meses. Os donos da fazenda já imaginam o momento em que elas voarão de volta para o Pantanal. “Nós já estamos tão acostumados com essa convivência com eles aqui todos os anos que quando eles vão embora, nos fazem muita falta. Nós ficamos aqui torcendo e na expectativa deles retornarem no próximo ano”, conclui Moura. Fonte: http://180graus.com


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REGATA NO RIO PARAÍBA DO SUL MOVIMENTA RESENDE (RJ)



Lúcia Pires
Regata da AMAN movimentou o sábado em Resende
Publicado em 24/6/2012



Resende

Muitos resendenses acordaram cedo na manhã de ontem (23) para acompanhar a Regata no Rio Paraíba do Sul realizada pela AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras). O evento integrou a agenda de atividades do Encontro de Turismo, que está acontecendo neste final de semana no município.

Além do general de brigada Júlio Cesar de Arruda, comandante da Aman, e sua esposa, participaram das atividades a secretária municipal de educação Rosaly Gonçalves de Azevedo, dentre outras autoridades locais; três escolas municipais e centenas de pessoas que acompanharam a regata de diversos pontos nas margens do Rio Paraíba.

Ao todo, treze botes foram utilizados na competição, que contou ainda com três botes auxiliares para dar apoio aos participantes.
Outras duas atrações do evento foram a apresentação da tradicional Banda da Aman e de uma lancha que ficou à disposição do público que se aventurou a realizar um passeio entre o clube Gssan a ponte Nilo Peçanha. O passeio permitia nove pessoas a cada passeio, e foi muito apreciado pelo público.

Resultado da Regata
A regata contou com duas séries da Companhia do Curso Básico, composto por cadetes que competiram com seis botes e duas séries do Pelotão Auxiliar, composto por soldados que competiram com sete botes.

Na competição do Curso Básico o primeiro lugar ficou para o Bote 13 Dias, da 4ª Companhia do Curso Básico. O 2º lugar ficou para o Bote Centauro, também da 4ª Companhia do Curso Básico, já o 3º lugar ficou para o Bote Conforça, da 3ª Companhia do Curso Básico.
Na Competição do Pelotão Auxiliar o 1º lugar ficou para o Bote Calção Preto, da Seção de Educação Física. O 2º lugar ficou para o Bote Engenheiros de Ferro, dos soldados do Curso de Engenharia; e o 3º lugar ficou para o Bote Caveira do Batalhão de Comando e Serviços.

Leia mais: Fonte: diariodovale.uol.com.br/

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NA RIO+20 NADA DE CONCRETO FOI DEFINIDO


Confirmou-se o pior dos cenários: nada de concreto foi definido

23 de junho de 2012
PRESIDENTE DO INSTITUTO DEMOCRACIA , E SUSTENTABILIDADE, FOI REPRESENTANTE , DAS ONGS NA COMISSÃO INTERMINISTERIAL , DA RIO-92 - O Estado de S.Paulo
Análise: João Paulo R. Capobianco
A Rio+20 passou, voltemos ao trabalho.
As delegações internacionais começam a deixar o Rio de Janeiro. Com elas se vão os milhares de soldados, atiradores de elite e policiais federais, com suas SUVs, helicópteros, fragatas, caminhões antibomba e tanques com artilharia antiaérea. Partem, também, os mais de 300 motociclistas que infernizaram a vida do carioca durante toda a semana com suas sirenes estridentes.
Começam a ser desmontadas as tendas no Aterro do Flamengo e as estruturas de muitos outros locais espalhados pela capital fluminense onde ocorreram centenas de encontros, debates, exposições, seminários e trocas de experiências durante a Rio+20. Sem dúvida, o mais importante legado da conferência.
O Riocentro, palco do vexame internacional protagonizado por representantes de governos que não foram capazes de mostrar o que vieram fazer no Rio, mergulha no silêncio.
Para quem acompanhou o processo preparatório dessa conferência, confirmou-se o pior dos cenários: nada de concreto foi definido. Tudo foi adiado para ser tratado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas e negociações futuras.
O problema é que a Rio+20 foi convocada justamente para tratar de questões que os processos regulares da ONU não estavam sendo capazes de resolver, em especial os chamados meios de implementação. Ou seja, a instituição de mecanismos relacionados à governança, ao financiamento e à transferência de tecnologia, considerados fundamentais para fazer valer as inúmeras decisões já aprovadas no âmbito das convenções e protocolos internacionais.
Quem tiver a disposição de ler o longo e repetitivo texto com 283 parágrafos e 49 páginas, vai encontrar um monte de afirmações e reafirmações de conceitos importantes. Encontrará, também, a descrição genérica dos novos passos que precisam ser dados no futuro próximo. Mas não encontrará nenhuma decisão efetiva que tenha sido adotada e que poderia ser o legado da Rio+20.
Esse é o resultado que a burocrata e autocentrada diplomacia internacional foi capaz de produzir: o nivelamento por baixo. As divergências foram tiradas do texto e o documento final sacado a fórceps pelo Brasil, antes mesmo da chegada dos chefes de Estado.
A afirmação de uma ministra brasileira em uma coletiva de imprensa foi reveladora: "Quero destacar a ousadia da diplomacia brasileira de terminar a conferência no prazo". O incrível é que essa frase foi dita no dia 19, antes de qualquer presidente ou primeiro-ministro ter colocado os pés na Cidade Maravilhosa.
Mas, ao final, a melhor definição do resultado da Rio+20, liderada pelo Itamaraty, foi dada por nosso chanceler: "O resultado não deixa de ser satisfatório porque existe um resultado. A perspectiva era de ter texto ou não ter texto. Temos um texto".
O que diz o texto é uma outra questão.



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ALÔ CRIANÇADA...UM JOGO DELICIOSO "AJUDE A LIMPAR O RIO"







Jogue agora! Ajude a tirar o lixo do rio e 
preserve nossos mananciais: 


http://site.sanepar.com.br/clubinho/rio


Fonte: Site SANEPAR - CLUBINHO


Se gostou, informe o link do jogo para seus amigos e amigas, para que joguem também!


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O VALOR DAS COMMODITIES AMBIENTAIS - RIO+20


RIO+20 TerraViva (IPS) - Entrevista Amyra El Khalili: O valor das commodities ambientais‏


2099- RIO+20 TerraViva (IPS)
Aliança RECOs
Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras

“Chamo isso de responsabilidade socioambiental do sistema financeiro”, explicou Amyra a Terraviva. Esse novo mercado deve considerar o impacto social, ambiental e de geração de ocupação e renda, e agregar todas as reinvidicações feitas na Cúpula dos Povos a seu planejamento financeiro. A crítica de Amyra é sobre como o sistema se apropriou do termo commodities ambientais. “Meio ambiente, recursos naturais estratégicos e bens comuns não pertencem ao Estado, são bens de uso difuso; o Estado é tutelador, e não pode, pela Constituição, vender ou doar”, salientou. Portanto, o minério não é do minerador, que tem uma concessão para explorar. Ninguém pode se adonar da água, é um direito humano.”


TERRA VIVA- Especial RIO+20
IPS – Inter Press Service


Por Clarinha Glock
RIO DE JANEIRO, 20 junho (TerraViva) – A economista brasileira Amyra El Khalili começou a atuar no mercado financeiro quando as mulheres nem pensavam em chegar perto dos bancos. Uma das pioneiras no uso da expressão commodities ambientais, em 18 de junho deu uma palestra sobre Fraudes no Monitoramento do Financiamento Climático durante um seminário da agenda paralela da Rio+20. Filha de um beduíno palestino que chegou ao Brasil na década de 60, tem duas certezas: a primeira é que palestinos e israelenses estão predestinados a conviverem lado a lado, por isso defende dois Estados para dois povos; e a segunda é que o meio ambiente chegou ao mercado e os instrumentos econômicos financeiros ambientais são mais do que necessários.

“Chamo isso de responsabilidade socioambiental do sistema financeiro”, explicou Amyra a Terraviva. Esse novo mercado deve considerar o impacto social, ambiental e de geração de ocupação e renda, e agregar todas as reinvidicações feitas na Cúpula dos Povos a seu planejamento financeiro. A crítica de Amyra é sobre como o sistema se apropriou do termo commodities ambientais. “Meio ambiente, recursos naturais estratégicos e bens comuns não pertencem ao Estado, são bens de uso difuso; o Estado é tutelador, e não pode, pela Constituição, vender ou doar”, salientou. Portanto, o minério não é do minerador, que tem uma concessão para explorar. Ninguém pode se adonar da água, é um direito humano.



Amyra El Khalili, crítica aos créditos de carbono. 
Crédito Clarinha Glock.

As commodities convencionais são produtos ou mercadorias, geralmente matérias-primas, produzidos em larga escala em nível mundial. Exigem tecnologias de ponta, maquinário pesado, monocultura intensiva e de exploração mineral. 

Falar de Mercado de Carbono significa que alguém aposta que vai ter poluição no futuro e está dizendo para o mercado se proteger, observou a economista. Para Amyra, a natureza jurídica do Mercado de Carbono não é clara. O que se quer, na verdade, é fazer com que as empresas deixem de ser poluidoras e passem para o mercado sustentável. De boa fé, os Mercados de Carbono deveriam ter prazos, pressupondo que a poluição vai acabar, o que não ocorre. E o Estado deveria ser capaz de fiscalizar, o que não acontece.

Já as commodities ambientais defendidas por Amyra são construídas com as comunidades e originárias dos recursos naturais em condições sustentáveis. Amyra chegou a esse conceito quando passou a estudar o binômio água e energia, na década de 90, depois de ter mergulhado no sistema financeiro durante mais de 20 anos, parte deles na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). “As commoditie ambientais têm que conservar o patrimônio natural e não degradá-lo ou mercantilizá-lo. O sistema financeiro deve ser o agente financiador para que as populações preservem o meio ambiente e tenham ocupação e geração de renda”, disse. (TerraViva)
(FIM/2012)

Ver edição  do TERRA VIVA na RIO+20 em:


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NOVO PULVERIZADOR APRESENTADO PELA EMBRAPA TEM ALTA EFICIÊNCIA



Embrapa leva pulverizador pneumático eletrostático para a 19º Hortitec

21.6.2012

O Pulverizador Pneumático Eletrostático desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia de Aplicação - LTA da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) propicia a indução de uma carga elétrica estática em cada gota emitida pelo bico pulverizador. Ele está em exposição na 19º Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas, de 20 a 22 de junho, em Holambra, SP.

Aldemir Chaim, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, idealizador do pulverizador, explica que “assim, as gotas eletricamente carregadas se espalham melhor pela repulsão elétrica entre cargas de mesmo sinal, ficando mais homogêneas e são imediatamente atraídas pelas plantas para onde são dirigidas, atingindo os alvos biológicos mais escondidos e aumentando significativamente a deposição do produto desejado nesses alvos”.

O equipamento foi desenvolvido em parceria com a empresa Bell's Pulverizadores, que deverá em breve lançar no mercado um modelo comercial incorporando essa tecnologia, o que virá a beneficiar especialmente o pequeno produtor, por tratar-se de um conjunto compacto, de preço mais acessível do que os similares importados e de comprovada eficiência, diminuindo muito as derivas de agrotóxicos e os danos causados ao Meio Ambiente. O modelo atual, tipo pistola pulverizadora, é especialmente útil para pulverizações em ambientes protegidos (estufas) e em culturas de pequeno porte (hortaliças, morangos, entre outros), proporcionando grande ganho de eficiência das pulverizações.


Saiba mais sobre a exposição
São 370 expositores apresentando s novidades para produtores de diferentes setores do agronegócio: flores, frutas, hortaliças, florestais e demais culturas intensivas.
Paralelamente, é realizado o workshop Hortitec 2012 e o curso de atualização técnica e aperfeiçoamento de produção de mudas, flores, plantas ornamentais e hortaliças, sob responsabilidade da Flortec e da Dessa Consult.

Mais informações sobre o evento no site www.hortitec.com.br


Cristina Tordin
Jornalista, MTB 28499
Embrapa Meio Ambiente
19.3311.2608

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CONSIDERAÇÕES SOBRE TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO ATÉ SALVADOR (BA)



O governo federal vai contratar até o final do ano uma empresa para realizar estudo sobre uma nova transposição das águas do Rio São Francisco. O canal do Eixo Sul, que pode ter entre 500 e 600 quilômetros de extensão, partirá no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, e chegará até “os contornos da Região Metropolitana de Salvador”, passando por todo o semiárido baiano.
Com o novo eixo, as águas do São Francisco serão levadas para a bacia do Rio Paraguaçu, que corta o estado e abastece a Grande Salvador.

Caros do Grupo FONASC - CBH,
Agora somos surpreendidos por mais uma notícia, a de que o Governo pretende levar água até Salvador fazendo transposição do Rio São Francisco. O que vemos são decisões políticas que atropelam decisões pautadas na boa gestão, seja a gestão econômica ou ambiental.
A transposição do São Francisco já causou muita polêmica, foi uma decisão política que atropelou decisões técnicas e econômicas, sem contar que ainda se tem uma incógnita: os efeitos sobre o meio ambiente, em especial por reduzir o nível do rio e dos lençóis freáticos em uma vasta região, o que invariavelmente afetará a questão da sustentabilidade de um bioma frente às situações de estiagem.

Não é piada ou algo criado por um grupo de políticos, o plano de transposição do Rio São Francisco foi revelado por Ministro Fernando Bezerra na manhã desta terça-feira dia 19/06/2012.
Há o firme propósito do governo federal, com o apoio do governo baiano de que seja contratada até o final do ano uma empresa para realizar estudo sobre uma nova transposição das águas do Rio São Francisco. Assim se planeja um canal, agora para o Eixo Sul, que pode ter entre 500 e 600 quilômetros de extensão, saindo do Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, e chegar até “os contornos da Região Metropolitana de Salvador”, passando por todo o semiárido baiano.
Assim, com o novo eixo, as águas do São Francisco seriam levadas para a bacia do Rio Paraguaçu, que corta o estado e abastece a Grande Salvador.
O Ministro Bezerra acredita que entre quatro e seis meses deverá estar selecionada e contratada a empresa que prestará o serviço para elaboração dos projetos básico e executivo, e do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-Rima). Esses estudos levaram de 18 a 24 meses para a conclusão.
E vale lembrar que o custo da obra de transposição nos eixos Leste e Norte, que estão em execução e ainda não chegaram, nem mesmo, a 40% de sua finalização, já está sendo estimado pelo Ministério da Integração Nacional em R$ 6,85 bilhões (o valor inicial era de R$ 5 bilhões).
Segundo o ministro, ele avalia que a obra contribuirá para a segurança hídrica na Bahia, que tem o maior território no semiárido.
Diz ele: “É uma obra importante, eu diria até que é um desdobramento natural, agora que nós avançamos para conclusão do projeto de integração da Bacia do Rio São Francisco com os eixos Leste e Norte. É natural que se estude novas áreas a serem beneficiadas com as águas do Rio São Francisco”
E tem mais, juntamente com a expansão das obras de transposição do Rio São Francisco, o governo quer ampliar o Programa Água para Todos. Além do semiárido nordestino e de Minas Gerais, o programa deverá atender os estados da Região Norte (como Tocantins, Pará e Amazonas, nos quais a cheia dos rios diminui o fornecimento de água potável) e da Região Sul (o Rio Grande do Sul é a unidade da Federação com maior número de municípios em situação de emergência por causa da estiagem).

Segundo o ministro, a disponibilidade de água nesses estados é problemática, inclusive, para as atividades produtivas, como a agricultura familiar. “O relatório da ANA [Agência Nacional de Águas] mostra que o grande desafio do Brasil é distribuir a água de forma correta, de forma adequada, para poder atender as necessidades das pessoas que moram não só nos espaços urbanos, nas regiões metropolitanas, mas também aquelas que vivem na zona rural”.
Justificativas não faltam, mas considerando a nossa realidade política e econômica, o que devemos temer é essa ampliação descontrolada da “indústria da seca”.
As secas no semiárido vêm sendo estudadas desde os tempos do Império, quando foram produzidos importantes estudos, mas que vieram a produzir poucas ações práticas, em especial no campo da gestão pública. Sabemos dos diversos ciclos que assolam a região, o quais poderiam ser minimizados através de investimento na arborização e na construção de adutoras, açudes e represas, principalmente elevando o lençol freático. Com outras ações importantes, como a ferti-irrigação, que entendo não ser uma ilusão, mas uma técnica que deve ser aplicada. Ocorre que ela exige tecnologia, outra ação importante é o programa “carvão zero”, já que hoje é uma das práticas mais impactantes na região, não apenas em termos ambientais, mas também sociais, pois o carvão vegetal, que é tradicionalmente produzido de forma clandestina, utiliza mão de obra escrava ou infantil. Na realidade falta um esforço concentrado para mudar esta triste realidade. Assim quem sabe possa resultar numa região com abundante produção agrícola, pois a fertilidade do solo, com pequenas correções, é boa. E note que quase não há políticas públicas para a substituição de árvores e arbustos para fins energéticos (lenha e carvão), tanto para o consumo familiar como industrial. A lenha e o carvão continuam sendo consumidos de forma indiscriminada no semiárido, sem contar a colheita de madeira para fins específicos, como para construção civil, cerca, carpintaria, marcenaria, artesanato, etc. O ciclo do carvão, que está longe de terminar, está provocando o desaparecimento de muitas espécies e retirando a cobertura vegetal de vastas regiões.
A região tem sido vítima da demagogia política, muito se deve a famosa “indústria da seca”, que basicamente consiste nas 10 etapas básicas:
1.  escolhe-se uma área onde será construído um açude ou reservatório dentre as inúmeras áreas onde há histórico de secas.
2.  incentiva-se a produção de poucas culturas, normalmente a monocultura, seja com financiamento e outros incentivos.
3.  no próximo ciclo de seca se deixa propositadamente faltar água, seja através da falta de manutenção nas redes de abastecimento e outro artifícios, em especial o desperdício.
4.  neste período de seca são  adquiridas vastas áreas, pois muitos agricultores tiveram perda do poder aquisitivo devido a falta de água agravada com o excesso de safra, que baseado na lei da oferta e da procura jogaram o preço dos produtos para baixo. Pequenos agricultores e pecuaristas vendem então suas terras, pois não há alento, muito embora nos gabinetes dos políticos a solução já esteja pronta, com recursos abundantes, mas estes não chegam aos endividados ou desesperançosos, ou mesmo desanimados, desenganados, desesperados, quando não resignados.
5.  dada a tragédia na região, são aprovados projetos junto aos governos federal e estaduais para a construção dos açudes ou reservatórios.
6.  para a consecução dos projetos são desapropriadas áreas, e estas estão justamente nas áreas adquiridas no período mais grave da seca, de pequenos agricultores e pecuaristas desesperados.
7.  projeto é levado a termo por empresas da região, estas ligadas ao esquema.
8.  projeto  é concluído e as melhores áreas, no entorno, são igualmente pertencentes ao mesmo grupo.
9.  as áreas mais distantes irão depender do suprimento de água e as organizações que irão fazê-lo são pertencentes ao mesmo grupo, como frota de caminhões pipas, reservatórios, etc.  Quando não elementos chaves ocupam postos chaves nas empresas estatais que cuidam do assunto.
10.             ...
E assim temos o resultado, o enriquecimento é resultante de diversas práticas:
a)  aquisições fraudulentas de terras são produzidas muitas vezes com recursos públicos;
b)  o estímulo a financiamentos e à produção de uma determinada safra, que com a abundância promove a queda do preço;
c)   desapropriação da área necessária para as obras públicas, estas recentemente adquiridas de agricultores e pecuaristas;
d)  da construção das obras necessárias, estas muitas vezes superfaturadas e com gordas comissões;
e)  valorização das propriedades no entorno;
f)   ganhos políticos conquistado na região, criando-se assim mais um curral eleitoral.
g)  comercialização de água para outras propriedades mais distantes na região, quando efetuado por empresas privadas.
h)  o empreguismo nas empresas estatais, seja de saneamento ou irrigação, quando públicas.
E o mais importante, este esquema foi denunciado por Dom Pedro II junto ao nosso parlamento e imprensa na época. E esta foi uma das razões pelas quais surgiram tantos “republicanos” nesta região e forte oposição aos que defendiam a monarquia.
Outra questão que merece ser debatida são entraves a trabalhos que foram ou seriam realizados por empresas de Israel com financiamento do Governo da República Federal da Alemanha. Praticamente todos eles foram sabotados, seja no meio burocrático, em Brasília, com a participação ativa do atual dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.

Portanto, neste caso, nesta região, o que temos é mais um dos grandes trunfos da quartelada que muitos chamam de “Proclamação da República”.
E estudos como os apresentados, ou são desacreditados, ou servem para alimentar a indústria da seca na época certa.

Quanto a geração de 2042, esta será mais uma vez vítima deste mesmo grupo. E até lá iremos assistir ações que no primeiro momento encantam, como o Programa de Estruturação Produtiva Agrícola, desenvolvido pela PETROBRAS, junto com a subsidiária Petrobras Biocombustível, que de certa forma dá um ar de seriedade a muitos projetos, mas somente repetem os velhos conhecidos 10 passos da “indústria da seca”, pois detrás está um dos prepostos do dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, no caso o Sr. Ministro Edison Lobão. Portanto fiquem de olho na agenda do mesmo, em suas declarações, ... Mas nem tudo está perdido, temos entidades sérias atuando na região, com destaque a EMBRAPA, a qual igualmente carece de importantes recursos e ainda não se deixou contamianar pela emPTização e pelo nePTismo.

E vale sempre lembrar que nesta região os maiores caciques eleitoriais estão profundamente comprometidos hoje com o PT e sua base afilhada, onde seguramente desponta o PMDB.

Quanto a 10ª etapa, esta trata-se do finaciamento de campanha dos que promovem este tipo de curral eleitoral. Hoje na mão do PT/PMDB. E assim temos o dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, de mão dadas com o dono da consciência dos brasileiros.


 Tudo uma farsa.
Mas nem tudo está perdido, no Rio Grande do Sul temos uma das pessoas mais lúcidas que trata da questão das terras no Brasil, é o Professor Denis Lerrer Rosenfield da UFRGS, que publicou diversos livros e algumas centenas de artigos. Estes de leitura obrigatória de todos da PUC/RS, fundamental para que não sejam inocentes úteis neste e outros esquemas que temos no Brasil.

Recomendo igualmente o acesso ao Site “Paz no Campo”:http://www.paznocampo.org.br/
E o mais importante, devem ser deixadas de lado questõe políticas ideológicas, como a do PT com sua hostilidade frente ao Estado de Israel, pois seguramente são os judeus os que poderão dar a melhor contribuição à região do semiárido. Israel é um dos países do Oriente Médio que enfrentam graves problemas em decorrência da escassez hídrica, mas tem desenvolvido inúmeras tecnologias para assegurar a falta de secasses e o aumento de produtividade, como a alternativa de reuso da água capazes de transformar água de esgoto em potável. Essas e outras alternativas de convivência com o problema podem servir de base para o desenvolvimento de políticas públicas, principalmente na Bahia, que tem 69,3% de seu território no semiárido.

E quanto ao número, a área é composta por 266 municípios e reúne uma população estimada, segundo o IBGE, de 6.451.835 pessoas.

E vale uma curiosidade a nossa reflexão, a população de Israel é quase a mesma que a estimada pelo IBGE e em ambas regiões se estima um crescimento populacional para  8,5 milhões até 2020. E se compararamos estas regiões em termos de educação, é ai que encontramos a grande diferença, no Brasil não se valoriza a educação fundamental, no semiárido a situação, face aos currais eleitoriais, é ainda pior, os recursos materiais e humanos, bem como a infraestrutura é deplorável. 


Realmente falta vergonha na cara do brasileiro, do nordestino em especial. E volto a insistir num ponto: deve ser deixado de lado a mentalidade do atraso, do populismo e do assistencialismo. No semiárido deve-se valorizar o empreendedorismo, o que tem sido difícil, pois até mesmo a Igreja Católica, na realidade seu braço político, a CNBB tem feito um pessímo trabalho, pois reforça a ideologia do atraso, como o Embaixador José Osvaldo de Meira Penna tem advertido reiteradas vezes em seus seu livros  Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: cid:image002.gif@01CD4BB4.131879A0, com destaque o “O Evangelho Segundo Marx”.

De minha parte, por ter sido coordenador de alguns projetos de investimento a fundo perdido por parte do governo alemão, tenho a certeza absoluta que o que falta lá é vontade política, retirar do caminho políticos que querem tirar proveito da desgraça alheia e um entendimento claro de que extensas áreas, em especial de mananciais e/ou afloramentos do lençól freático devem ser florestadas, com o uso de especies apropriadas, igualmente com pesado investimento por parte de entidades de pesquisa, tanto públicas, quanto privadas. 


Mas enquanto o Brasil for governado por políticos mais interessados na formação de currais eleitorais e manterem seus esquemas de enriquecimento ilícito, esta será também uma solução que será procrastinada, o que tem sido próprio dos últimos governos.

A escassez de água na região exige esforços intensos para maximizar o uso dos recursos disponíveis e a busca por novos. No meu entender, nas regiões mais densamente habitadas falta uma rede integrada de aquedutos, mas longe de projetos faraônicos como a transposição do Rio São Franscisco. Devem ser desenvolvidos projetos para o bombardeio de nuvens, a reciclagem da água de esgotos, o transporte de água e a arborização intensa.

Outra questão muito bem lembrada no texto do Gogó, os estudos da ANA, pois somente na região do semiárido o déficit atual de água já chega a mais de dois bilhões de metros cúbicos.

Outro problema, ainda ligado ao  PT, é a hostilidade frente as Forças Armadas, quando deveriam desenvolver o projeto que, igualmente por falta de recursos, vem sendo procratinado, este junto a Força Aérea Brasileira. O CTA possui um potencial enorme para desenvolver tecnologias e dotar a FAB de uma infraestrutura para produção de chuva por meios artificiais, como o bombardeamentos de nuvens com cristais de iodeto de prata. Se não fosse a ideologia do atraso do PT, hoje a região do semiárido estaria dotada de uma frota de aeronaves e bases terrestres de bombardeamento.

E para finalizar, merecem inúmeras críticas a forma com que a CNBB atua na região, pois se houvesse um maior pragmatismo estariam desenvolvendo uma estrutura de cooperativas na região, pois este é um dos melhores meios de se promover o desenvolvimento, as práticas de gestão são rapidamente disseminadas e há a continuidade de propósitos. 


Considerando a realidade da região, talvez o único. Mas sem a ideologia do querer fazer na terra o céu.  Pois isso requer uma mentalidade, digamos, mais capitalista, o que não encontra eco entre os clérigos de esquerda atrelados à CNBB e suas CPT, cuja crítica espero que o Gogó e sua turma entenda e assim, quem sabe, deem ouvidos e atenção aos alertas do Embaixador José Osvaldo de Meira Penna e do Professor Dr. Denis Lerrer Rosenfield.

A estas propostas é importante somar a questão da educação, da educação fundamental em especial, com ações no médio e longo prazo, pois não apenas através de programas desenvolvidos na região, que focam a difusão de métodos, técnicas e procedimentos que contribuam para a convivência com o semiárido, devem ser desenvolvidas novas tecnologias para a região, sendo a educação fundamental prioridade, pois será a população educada que irá difundir e aplicar os métodos, técnicas e procedimentos necessários. E é através do ensino fundamental que se tem o melhor meio para se ter pessoas com competência para assegurar a consecução de ações articuladas em prol do desenvolvimento sustentável, dando visibilidade às potencialidades do semiárido. Somente assim se poderá assegurar a continuidade de própositos e deixarmos de lado uma outra triste realidade, programas abandonados nas trocas de governo ou que visam muito mais dar sustentação a palanqueiros a pessoas que lideram os processos de mudança.

E temos ainda mais uma forma de enriquecimento ilícito, que requer a firme ação dos poderes de fiscalização e de polícia por parte dos governos federal e estaduais, pois dos fartos recursos advindos na sistuação de calamidade, boa parte fica pelo caminho ou há a destinação preferencial a privilegiados. É nas secas e nas enchurradas que os políticos fazem a festa, pois o controle, com todas as suas deficiências, é relaxado ou inexiste nas ocasiões de “calamidade pública”.  E aqui temos mais um problema que nos foi apresentado, trata-se da criação desenfreada de novos municípios na região semiárida. E vale a refelexão sobre a Constituição de 1988 e a sociedade de privilégios que com ela queriam criar Descrição: Descrição:
 cid:image003.gif@01CD4CAB.3225D070

[Em resposta à mensagem: ]
Se olharmos o mapa de municípios do Brasil uma coisa me chamou a atenção: A densidade de municípios na região semiárida é igual à do interior de São Paulo, Sul de Minas e norte do Paraná. Na escala 1:1.000.000 não é possível distinguir qualquer município em nenhuma das duas áreas do Brasil.
Alguém poderia me explicar a razão?
Arrisco um palpite. Acredito que o aparecimento de novos municípios nas regiões Sudeste e Sul tenha se dado em função de crescimento da atividade econômica, ou seja, um distrito de um município “X” qualquer, se desenvolve a ponto de requerer a sua emancipação econômica e administrativas da sua sede para que ela, sozinha, administre as riquezas que gera. E assim vão ocorrendo as divisões municipais e o adensamento de municípios.
Já no semiárido não deve ser essa a razão principal de possuir tantos e tantos municípios, uma vez que a atividade econômica não tem a mesma intensidade das regiões meridionais mencionadas.
- Será que é para ter mais fundo de participação de municípios (recursos da União)? Basta decretar estado de calamidade por causa da seca que Brasília abre uma torneira despejando recursos para carros-pipa, mutirões para fazer cisternas, etc..
É uma lástima, pois em quase todos os lugares no sertão, como chamam carinhosamente o semiárido, não há economia que consiga sustentar tais estruturas administrativas (prefeitura, câmara municipal de vereadores, etc.).
E assim passamos a entender as razões pelas quais o atual governo afirma que não vai permitir que as conquistas do povo nordestino se percam, quando aborda o tema estiagem.
Para quem não ouviu, ainda vale a pena ouvir as palavras da presidente Dilma Rousseff, em edição especial do programa de rádio “Café com a Presidenta”Descrição: Descrição: cid:image003.gif@01CD4CAB.3225D070, que seu governo não vai permitir que as conquistas acumuladas pelo povo nordestino se percam por conta da seca. Para enfrentar os efeitos da estiagem que atinge a região Nordeste e o norte do estado de Minas Gerais, que estão enfrentando uma das piores secas das últimas décadas, o governo investiu R$ 2,7 bilhões em ações emergenciais para oferecer água, garantir a renda e dar crédito aos produtores da região.
De minha parte fica a pergunta: Resta saber agora onde foram parar tais recursos?
Segundo a nossa presidente, o Nordeste está mais bem preparado para enfrentar essa estiagem do que esteve no passado. O que não deixa de ser verdade, pois retroceder também é demais. Seguramente que com mais de 6 milhões de brasileiros trabalhando na região muito deve ter sido feito, mesmo com uma política tão perversa sendo posta em prática neste nosso cenário “republicano”.
Diz ela:
“Nos últimos anos, a região recebeu grandes investimentos e muitas obras do governo federal e, também, do setor privado. É muito importante destacar o papel da rede de proteção social construída nos últimos anos. O Bolsa Família e a valorização do salário mínimo, por exemplo, garantiram uma grande melhoria de renda na região, protegendo as famílias mais pobres.
Fizeram também a economia da região crescer muito, bem mais do que a média nacional”.
De acordo com a nossa presidente:
“Para garantir a distribuição de água, o governo federal contratou 3.360 caminhões-pipa e entregou 111 mil cisternas. Até o final do ano, serão entregues mais 200 mil cisternas em todo o semiárido.  Com o Bolsa Estiagem, que começará a ser pago a partir do próximo dia 18 de junho, 400 mil pequenos produtores rurais afetados pela seca serão beneficiados, como explicou a presidenta. A partir deste mês também começará a ser pago o Garantia-Safra. Serão cinco parcelas de R$ 136,00 para produtores que perderam a produção, ou nem conseguiram plantar por causa da seca.
Pagar um benefício diretamente à população nos dá a certeza de que o dinheiro está chegando exatamente no bolso de quem precisa”.
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Pelo que vemos, na sua maioria, as ações focam o efeito, não as causas. É a famosa cultura da lombada que tanto é própria dos brasileiros. A qual se soma a miopia de esquerda, em vez de gerar emprego, riqueza e renda, optam, ou melhor oPTam por distribuir o pouco que temos. E notem que as ações de distribuição prvalecem sobre as ações de boa gestão, e isso desde o Império, quando na região vieram a falecer mais de 500 mil pessoas Descrição: Descrição: cid:image003.gif@01CD4CAB.3225D070.
Abraços,
Gerhard Erich Boehme
gerhard@boehme.com.br
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