Seguidores do Blog SOS Rios do Brasil

Mostrando postagens com marcador Rio Paraíba do Sul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio Paraíba do Sul. Mostrar todas as postagens

14 de maio de 2014

Transposição do Rio Paraíba do Sul em debate

(notícia enviada pelo Professor Jarmuth Andrade) 

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

3 de janeiro de 2012

SEGUNDA TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL ASSUSTA RIBEIRINHOS


Rio Paraíba do Sul
               Além Paraíba, única cidade mineira cujo núcleo urbano é banhado pelo rio

Moradores vizinhos do Paraíba do Sul temem transposição de águas do rio

A mudança no curso seria para evitar o desabastecimento da região metropolitana paulista


FELIPE COURI


Comunidades que vivem às margens do rio Paraíba do Sul estão em alerta. Nos próximos dias, o governo de São Paulo deve concluir estudos iniciados em 2008 para evitar a escassez hídrica na região metropolitana paulista. A falta d’água pode ocorrer a longo prazo. Uma das alternativas levada em conta pelos técnicos é a transposição de parte das águas do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira.

Embora a pesquisa não esteja pronta, a mera possibilidade de que a água do rio – que banha 184 municípios de Minas, Rio e São Paulo – seja desviada é alvo de críticas de ambientalistas, autoridades e populações ribeirinhas. Todos preveem danos ao meio ambiente e repercussões sociais negativas. “Qualquer tipo de transposição traz mais impactos negativos do que positivos”, avalia o biólogo Geraldo Majela Sálvio.

Coordenador do grupo de Pesquisas em Planejamento e Gestão de Áreas Naturais Protegidas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (Ifet/Sudeste/MG), em Barbacena, Sálvio lembra que a mudança do fluxo natural do rio atrapalha, por exemplo, o ciclo reprodutivo de peixes que dependem da migração para procriar.

Segundo o biólogo, que é coordenador da organização não governamental (ONG) Brasil Verde, o menor volume de líquido também leva a um processo de eutrofização, provocado por micro-organismos que se multiplicam e consomem muito oxigênio da água. “Hoje, mais de 90% da poluição é causada pelo esgoto. Reduzindo a quantidade de água, aumenta-se a poluição”.

O Paraíba do Sul nasce na Serra da Bocaina, em São Paulo, com o nome de Paraitinga. Em Minas, banha 88 municípios e, na Zona da Mata, separa o território mineiro do fluminense. O curso d’água percorre 1.137 quilômetros até a foz em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro.

O historiador Plínio Alvim, de Além Paraíba, diz que desde o começo do século passado o rio é alvo de transposições. Uma delas, na fronteira de Minas com o Rio, desviou cerca de três quilômetros do leito para a construção da usina da Ilha dos Pombos, na década de 1920. A usina pertence à empresa Light.

Em 1946, grande parte das águas do rio Paraíba do Sul foi desviada em Barra do Piraí (RJ) para o rio Guandu, alimentando reservatórios hidrelétricos e abastecendo 10 milhões de pessoas na capital fluminense. Segundo Osman Fernandes da Silva, especialista em recursos hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA), esta transposição é da ordem de 180 metros cúbicos de água por segundo, representado 63% da vazão do rio na região.

Nas próximas semanas, 340 metros cúbicos de água por segundo, o equivalente a 77% da vazão na divisa de Minas com o Rio, serão desviados em Anta (RJ). Eles chegarão, por meio de um circuito hidráulico paralelo de 30 quilômetros formado por túneis, canais e diques, até os geradores da Usina Hidrelétrica de Simplício, do Sistema Eletrobrás/Furnas, em Além Paraíba. Lá, as águas retornarão ao leito do rio.Fonte: HOJE EM DIA



BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

25 de maio de 2011

RIO PARAÍBA DO SUL : OPERAÇÃO JOÃO-DE-BARRO INTERDITA TRÊS CERÂMICAS DE GRANDE PORTE POR CRIMES AMBIENTAIS

Uma das empresas tentou esconder madeira sem certificação de origem em um buraco

...A presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Marilene Ramos, interditou pessoalmente, nesta terça-feira (24), três cerâmicas de grande porte localizadas em Paraíba do Sul, região do Médio Paraíba.

As cerâmicas Alfa e D’ângelo, fabricantes de tijolos com cerca de cem funcionários cada, foram interditadas e autuadas por diversos crimes ambientais. Na Alfa, três empregados foram presos ao tentarem escapar do flagrante escondendo em um buraco madeira sem certificação de origem e extraída da mata nativa em APP (Área de Preservação Permanente).

As empresas, que já haviam sido notificadas a regularizarem as respectivas operações, foram autuadas ainda por funcionarem sem licença ambiental, por extração de argila em APP e de areia do Paraíba do Sul e por despejo de resíduos do processo de produção no rio, responsável pelo abastecimento de vários municípios e de 70% da Região Metropolitana da capital.

- São diversos crimes inaceitáveis, sobretudo as agressões ao Paraíba do Sul. Ao poluírem o rio, estas empresas prejudicavam milhões de pessoas que consomem água desse manancial. Essas cerâmicas serão interditadas e só serão reabertas se cumprirem integralmente as legislações ambientais.

A afirmação é da presidente Marilene Ramos, que afirmou ainda que o proprietário da Alfa, Pedro Santos Ferreira de Oliveira, além de responder a processo e estar sujeito a multas pelos crimes ambientais, foi intimado a recuperar a vegetação ciliar que extraía para usar no processo de queima das cerâmicas. Para isso, deverá usar mão-de-obra própria, enquanto a fábrica estiver interditada.

O Inea também vai tentar auxiliar na recolocação dos cerca de 200 funcionários das duas empresas até que as operações de ambas sejam regularizadas. Uma terceira cerâmica instalada em Miguel Pereira também foi interditada pelos agentes por infrações semelhantes. A presidente do Inea antecipou que o órgão identificou irregularidades em outras empresas durante ações de fiscalização.

- Vamos intensificar as vistorias nas dependências dessas empresas. A partir de agora esse tipo de operação será cada vez mais frequente. E sempre que forem detectadas agressões ao meio ambiente e desrespeito às leis ambientais as empresas responsáveis serão interditadas e responderão com o devido rigor pelos crimes praticados – finalizou a presidente do Inea.

A operação João-de-Barro foi comandada pelo coronel Maurício Padrone, da coordenadoria Contra Crimes Ambientais, da Secretaria do Ambiente, com a colaboração de agentes do Inea e do Batalhão Florestal.

Assista ao vídeo:
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/operacao-joao-de-barro-interdita-tres-ceramicas-de-grande-porte-por-crimes-ambientais-20110524.html

Mais informações :
http://www.essentiaeditora.iff.edu.br/index.php/boletim/article/viewFile/936/627



imagem : Peixe de cerâmica raku - Nadmea Carvalho http://pt.artesanum.com/artesanato-raku_peixe_de_ceramica-30387.html


BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!