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5 de março de 2013

Dilma diz que transposição do Rio São Francisco será concluída em 2015



Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (4), na Paraíba, que o governo vai concluir as obras da transposição do Rio São Francisco até 2015. Segundo Dilma, a obra vai resolver o histórico problema de oferta de água no Semiárido nordestino.
“Não só assumo aqui o compromisso de que nós iremos, até 2014, entregar uma parte dessa interligação, como ela estará concluída até 2015. Assumo em meu nome e em nome do ministro Fernando Bezerra Coelho [ministro da Integração Nacional]”, disse a presidenta em discurso após visitar as obras da 1ª etapa do Sistema Adutor das Vertentes Litorâneas da Paraíba, no município de Itatuba.
Segundo Dilma, apesar de ser considerada uma obra estratégica e representar o maior investimento do governo em infraestrutura hídrica, a transposição do São Francisco sozinha não vai assegurar o abastecimento de municípios atingidos pela seca, por isso a necessidade de obras como o canal visitado hoje, que levam água até as populações mais atingidas. A presidenta comparou o conjunto de empreendimentos a um sistema circulatório, em que a transposição é a “veia maior” e os canais são as “veias menores”.
“Por isso para cada R$ 1 que colocamos na interligação [do Rio São Francisco], temos que colocar R$ 2 nas outras obras estruturantes articuladas com a obra da interligação”, disse.
A presidenta rebateu as críticas de que o governo federal só investe em obras emergenciais de combate à seca e disse que os recursos são direcionados tanto para ações pontuais como para obras estruturantes.
“Aqueles que dizem que não fazemos obras estruturantes, só emergenciais, estão errados. Nós fazemos sim. Agora, tem uma coisa: nós temos responsabilidade com o povo, então fazemos obras emergenciais também. Porque o governo federal e os governadores não vão ficar de braços cruzados vendo a seca surgir. Não queremos que o Nordeste seja abastecido com carros-pipa, queremos que aqui tenham obras estruturantes, mas enquanto elas não ficam prontas, vamos garantir carros-pipa sim”, declarou.
Ao comparar números de investimentos em obras de infraestrutura hídrica no Nordeste nos últimos anos, Dilma disse que resolver o problema de abastecimento de água na região é “o desafio de uma geração” e que o governo quer fortalecer parcerias com estados, municípios para chegar a esse objetivo. “Ficamos 500 anos sem resolver o problema da água, mas a nossa geração vai resolver o problema aqui no Nordeste”. Segundo a presidenta, o que falta para resolver o problema da seca são projetos, e não recursos.
Após visitar as obras da 1ª etapa, Dilma assinou a ordem de serviço para a etapa 2 do Canal Acauã-Araçagi.
Edição: Aécio Amado


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3 de janeiro de 2012

PARALISAÇÃO E ABANDONO CARACTERIZAM AS OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO


Obras do São Francisco estão parcialmente paradas há 1 ano

DE SÃO PAULO

Alojamentos depredados e saqueados no meio da caatinga, ao lado de um canal tomado pelo mato e corroído pela erosão, formam o cenário de abandono em vários trechos das obras da transposição do rio São Francisco, informa reportagem de Fábio Guibu, publicada na Folha desta sexta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).


O projeto federal de R$ 6,8 bilhões, iniciado em 2007, está parcialmente paralisado há cerca de um ano.
A Folha percorreu cerca de cem quilômetros do eixo leste da obra, a partir de Floresta (PE), onde está um dos pontos de captação de água.
A transposição prevê a construção de dois canais para levar água do rio São Francisco a 12 milhões de pessoas de 390 municípios de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, até 2025. Fonte: FOLHA DE S. PAULO



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SEGUNDA TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL ASSUSTA RIBEIRINHOS


Rio Paraíba do Sul
               Além Paraíba, única cidade mineira cujo núcleo urbano é banhado pelo rio

Moradores vizinhos do Paraíba do Sul temem transposição de águas do rio

A mudança no curso seria para evitar o desabastecimento da região metropolitana paulista


FELIPE COURI


Comunidades que vivem às margens do rio Paraíba do Sul estão em alerta. Nos próximos dias, o governo de São Paulo deve concluir estudos iniciados em 2008 para evitar a escassez hídrica na região metropolitana paulista. A falta d’água pode ocorrer a longo prazo. Uma das alternativas levada em conta pelos técnicos é a transposição de parte das águas do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira.

Embora a pesquisa não esteja pronta, a mera possibilidade de que a água do rio – que banha 184 municípios de Minas, Rio e São Paulo – seja desviada é alvo de críticas de ambientalistas, autoridades e populações ribeirinhas. Todos preveem danos ao meio ambiente e repercussões sociais negativas. “Qualquer tipo de transposição traz mais impactos negativos do que positivos”, avalia o biólogo Geraldo Majela Sálvio.

Coordenador do grupo de Pesquisas em Planejamento e Gestão de Áreas Naturais Protegidas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (Ifet/Sudeste/MG), em Barbacena, Sálvio lembra que a mudança do fluxo natural do rio atrapalha, por exemplo, o ciclo reprodutivo de peixes que dependem da migração para procriar.

Segundo o biólogo, que é coordenador da organização não governamental (ONG) Brasil Verde, o menor volume de líquido também leva a um processo de eutrofização, provocado por micro-organismos que se multiplicam e consomem muito oxigênio da água. “Hoje, mais de 90% da poluição é causada pelo esgoto. Reduzindo a quantidade de água, aumenta-se a poluição”.

O Paraíba do Sul nasce na Serra da Bocaina, em São Paulo, com o nome de Paraitinga. Em Minas, banha 88 municípios e, na Zona da Mata, separa o território mineiro do fluminense. O curso d’água percorre 1.137 quilômetros até a foz em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro.

O historiador Plínio Alvim, de Além Paraíba, diz que desde o começo do século passado o rio é alvo de transposições. Uma delas, na fronteira de Minas com o Rio, desviou cerca de três quilômetros do leito para a construção da usina da Ilha dos Pombos, na década de 1920. A usina pertence à empresa Light.

Em 1946, grande parte das águas do rio Paraíba do Sul foi desviada em Barra do Piraí (RJ) para o rio Guandu, alimentando reservatórios hidrelétricos e abastecendo 10 milhões de pessoas na capital fluminense. Segundo Osman Fernandes da Silva, especialista em recursos hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA), esta transposição é da ordem de 180 metros cúbicos de água por segundo, representado 63% da vazão do rio na região.

Nas próximas semanas, 340 metros cúbicos de água por segundo, o equivalente a 77% da vazão na divisa de Minas com o Rio, serão desviados em Anta (RJ). Eles chegarão, por meio de um circuito hidráulico paralelo de 30 quilômetros formado por túneis, canais e diques, até os geradores da Usina Hidrelétrica de Simplício, do Sistema Eletrobrás/Furnas, em Além Paraíba. Lá, as águas retornarão ao leito do rio.Fonte: HOJE EM DIA



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