Seguidores do Blog SOS Rios do Brasil

Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta fossa séptica. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta fossa séptica. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

8 de agosto de 2014

EMBRAPA DESENVOLVE PROJETO PILOTO PARA LEVAR FOSSAS SÉPTICAS A RIBEIRINHOS



07/08/2014 
Estrutura da fossa séptica composta por três caixas (Foto: TV Globo)

Projeto piloto leva 24 fossas sépticas a ribeirinhos de Rodrigues Alves

Sistema não produz odores nem contamina a água, diz pesquisador.
Tecnologia deve trazer qualidade de vida à comunidade.

Genival MouraDo G1 AC
Curso oferecido pela Embrapa em Cruzeiro do Sul  (Foto: Diva Gonçalves/ Embrapa)Curso oferecido pela Embrapa em Cruzeiro do Sul (Foto: Diva Gonçalves/ Embrapa)
Ao menos 24 famílias da comunidade Paraná dos Mouras, na zona rural do município de Rodrigues Alves (AC) serão beneficiadas com um projeto piloto para a instalação de fossas sépticas biodigestora. A alternativa de baixo custo foi desenvolvida pela Embrapa Instrumentação de São Carlos (SP) visando o tratamento de esgotos domésticos.
A fossa séptica, segundo a Embrapa, é composta por três caixas d’água de fibra de vidro, interligadas entre si e ao vaso sanitário da residência. Uma mistura de água e esterco bovino é adicionada fornecendo bactérias que estimulam a biodigestão dos dejetos transformando-os em um adubo orgânico utilizado na lavoura.
“Além de proporcionar melhores condições de saúde e ganhos ambientais, a fossa séptica contribui para reduzir custos com a produção agrícola, uma vez que o produtor dispõe de adubo de qualidade a custo zero. Esse sistema não gera odores, impede a contaminação do solo e da água, além de reduzir a incidência de doenças no campo”, ressalta o pesquisador Wilson Tadeu da Embrapa Instrumentação.
Estrutura da fossa séptica composta por três caixas (Foto: TV Globo)Estrutura da fossa séptica composta
por três caixas (Foto: TV Globo)
A implantação das fossas em Rodrigues Alves veio por meio de uma parceria entre a Embrapa, organização WWF Brasil, SOS Amazônia e HSBC Solidariedade que investiu R$ 150 mil. Na quarta-feira (6) diversos técnicos em extensão rural participaram de uma capacitação sobre saneamento básico rural que será concluído com a parte prática nesta quinta-feira (7) com a instalação da primeira fossa séptica biodigestora.
“O mais importante desse investimento é o aprendizado que esses multiplicadores das organizações aqui representadas vão adquirir. Eles terão capacidade a partir de agora, de inscrever projetos para captar recursos a serem investidos nessa área de saneamento rural”, destacou Ângelo Lima, analista de conservação do WWF Brasil.
A engenheira florestal Joice Alencar Matos, que trabalha na Secretaria de Meio Ambiente de Rodrigues Alves, ressaltou que vem acompanhando  a questão de saneamento que praticamente não existe nas comunidades rurais. “Uma tecnologia desse nível é muito inovadora para nossa região pois está trazendo qualidade de vida. O sistema utilizado ainda é rudimentar fazendo com que os dejetos sejam despejados nos rios e igarapés onde os moradores se banham e até retiram água para o consumo. Isso acarreta doenças que com esse sistema podem ser evitadas”, relatou a engenheira, uma das multiplicadoras do projeto em Rodrigues Alves.
http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2014/08/projeto-piloto-leva-24-fossas-septicas-ribeirinhos-de-rodrigues-alves.html

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

5 de outubro de 2009

PINDAMONHANGABA LANÇA VIDEOAULA SOBRE FOSSA SÉPTICA ECONÔMICA QUE DESENVOLVEU


ISOSRiosBr RECOMENDA:
UMA EXCELENTE IDÉIA PARA
APLICAR EM SUA COMUNIDADE
*
Videoaula sobre Fossa Séptica Econômica é lançado pela Prefeitura

18/09 - 11h

Modelo de fossa criado em Pindamonhangaba que já era sucesso, agora será divulgada por todo o país.

Em solenidade na manhã da quinta-feira (17), a Prefeitura lançou oficialmente a videoaula sobre a Fossa Séptica Econômica. A história destas fossas teve início em 2006, e está ganhando proporções cada vez maiores, porque o modelo criado pela equipe da atual administração extrapolou os limites do município e chamou a atenção em diversos pontos do país, inclusive do Ministério do Meio Ambiente, que denominou a iniciativa como “Tecnologia Social”.

Inicialmente desenvolvida para solucionar os problemas existentes no bairro da Cerâmica, as fossas econômicas foram instaladas no Queiroz e em algumas propriedades particulares, devido a eficiência e baixo custo. Com o passar do tempo, o modelo ganhou mais e mais adeptos, inclusive de outros estados.

A pedido do prefeito João Ribeiro, a equipe da Prefeitura desenvolveu as videoaulas, que devem divulgar este projeto em âmbito nacional. Além do lançamento deste produto, a solenidade, que aconteceu no auditório da Prefeitura, marcou a assinatura pelo prefeito da Lei de Saneamento Básico para Comunidades Carentes.

O evento contou com a participação do prefeito João Ribeiro; da presidente do FSS (Fundo Social de Solidariedade), Maria Angélica; da vice-prefeita e secretária de Relações Institucionais, Myriam Alckmin; do subprefeito de Moreira César, Carlinhos Casé; secretários, diretores e funcionários da atual administração, além ainda da presença de representantes de diversas entidades, como a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), Unitau (Universidade de Taubaté), Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), ONG Una Vale e Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Pinda quer ser município verde

O tema saneamento é um ponto que preocupa os administradores municipais, diversos fatores contribuem para isso, a destinação final do esgoto pode impactar séria e negativamente no meio ambiente, na saúde e até na dignidade das pessoas, sabendo disso, Pindamonhangaba tem direcionado esforços para a mudança deste paradigma, prova disso foi não só o lançamento do vídeo, mas também a assinatura da Lei. Nossa cidade tem se destacado na área de saneamento básico, atualmente, 91,1% da área urbana é atendida pela rede coletora de esgoto, sendo que a expectativa é a de que por meio de parceria com a Sabesp, até 2015 o número passe para 97%.

Fora do perímetro urbano, a Prefeitura também tem feito uma série de ações, e a videoaula é fruto de uma destas ações; a Fossa Séptica Econômica. O vídeo lançado é altamente explicativo e busca propagar a construção deste tipo de fossas, ensinando ao espectador, como viabilizar uma fossa semelhante à desenvolvida em Pindamonhangaba por meio da Prefeitura. Além disso, esse mesmo vídeo passa aos interessados, diversas informações sobre noções de saneamento.

Após a exibição do vídeo, a secretária de Saúde e Assistência Social, Ana Emília Gaspar, fez uso da palavra e falou sobre o quanto esta preocupação com o saneamento contribui para a qualidade de vida dos munícipes, ela inclusive afirmou que o reflexo deste trabalho será visto na saúde.

A vice- prefeita Myriam Alckmin também falou aos presentes, ela parabenizou a ação desenvolvida pela atual administração e ressaltou que este trabalho mostra que as secretarias estão todas, muito envolvidas. “O saneamento é motivo de orgulho para a nossa cidade, isso porque a atual administração entendeu a importância disso e vem trabalhando pesado nisso”, justificou.

Prefeito João Ribeiro assinou a Lei de Saneamento

O prefeito João Ribeiro (à direita), também foi convidado a falar e na oportunidade, agradeceu a sua equipe, ao público presente, aos parceiros e principalmente a população, que vem contribuindo para construir uma cidade cada vez melhor. Após o discurso, João Ribeiro assinou a Lei de Saneamento, que foi entregue ao representante do Poder Legislativo presente, o vereador Alexandre Faria. “Essas leis sobre meio ambiente são muito importantes para que Pinda possa ser enquadrada na categoria de município verde”, explicou o prefeito.

Kit da videoaula

Depois da assinatura e entrega da lei, a secretária de Educação e Cultura, Bárbara Zenita, apresentou o kit que, ao final do evento foi entregue ao público, nele, os presentes receberam um exemplar do vídeo, cópia do Plano Diretor do Município, materiais da Novelis em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura, um Atlas Histórico e Geográfico de Pindamonhangaba, além do Almanaque da Mata Atlântica da cidade, que foi desenvolvido pela Prefeitura, juntamente com a Tenaris Confab.

Depois da explicação feita por Bárbara, os representantes das instituições que compareceram ao lançamento do vídeo, retiraram o kit, colocando um ponto final no evento. A videoaula será disponibilizada na internet e o conteúdo dela não só pode, como deve ser copiado a fim de propagar o conteúdo do produto, expandindo o campo de atuação das fossas sépticas econômicas. Fonte: Portal da PMPindamonhangaba

VEJA A VIDEOAULA SOBRE A FOSSA SÉPTICA ECONÔMICA



Nossos parabéns ao Prefeito Dr. João Ribeiro, Profª Bárbara Zenita (Educação), Carlos Henrique Salgado Marcondes (Meio Ambiente) e apresentador José Antônio Canela pela excelente e mui didática videoaula sobre a fossa séptica econômica que já é sucesso nacional.


INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!

25 de agosto de 2010

PESQUISADORES DO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS DA USP DESENVOLVEM FOSSA SÉPTICA MAIS E ECONÔMICA E MAIS EFICIENTE


Pesquisa feita no Instituto de Geociências da USP desenvolve fossa séptica mais eficiente e de menor custo do que as convencionais (Foto: Divulgação)

Saneamento acessível

23/8/2010

Por Fabio Reynol

Agência FAPESP – A grande maioria das cidades brasileiras sofre, em maior ou menor grau, de contaminação por nitrogênio, particularmente de nitrato. As zonas rurais são contaminadas por causa do uso excessivo de fertilizantes e os solos urbanos recebem nitrogênio principalmente de fossas sanitárias ou mesmo de redes de esgoto sem manutenção ou mal projetadas.

Esse problema levou o grupo de pesquisa do Laboratório de Modelos Físicos do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IG-USP) a desenvolver uma fossa séptica que fosse mais eficiente e, ao mesmo tempo, acessível às populações mais pobres, que dependem principalmente desse tipo de saneamento.

O projeto Minimização dos Impactos dos Sistemas de Saneamento (Minisis), apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, analisou o problema de maneira ampla e resultou em uma série de contribuições ao sistema de saneamento por fossas sépticas.

“As fossas convencionais são bastante eficientes em degradar matéria orgânica infiltrada no solo, mas o seu rendimento é limitado para nutrientes, como o nitrogênio”, disse Ricardo Hirata, professor do IG-USP e coordenador do projeto. O resultado é a contaminação do ambiente por microrganismos e por nitrato (NO3), uma das formas que se apresenta o nitrogênio no ambiente e que é muito estável e móvel e pode permanecer por décadas nas águas subterrâneas.

A dificuldade de degradação do nitrato, aliada ao fato de derivar de uma fonte crescente, os dejetos humanos, fazem dele o contaminante mais abundante do planeta nas águas subterrâneas. “O nitrato não é o contaminante mais agressivo, mas com certeza é o mais comum e o que se apresenta em maior volume nos reservatórios de água subterrânea, os aquíferos”, disse.

O problema aumenta com o crescimento das cidades, cujas redes de coleta de esgoto nunca crescem na mesma proporção. O resultado é a permanência de nitrato no ambiente por períodos que podem chegar a centenas de anos.

O nitrato permanece nos lençóis freáticos e volta à população com a captação de água por poços ou nascentes, configurando-se em um grande problema de saúde pública. “Um dos mais sérios casos de contaminação é o da cidade de Natal (RN), cuja população consome água encanada com nitrato”, disse Hirata.

Em São Paulo, a situação também requer atenção, segundo o pesquisador, pois 75% dos municípios paulistas são abastecidos total ou parcialmente pela água que vem de fontes subterrâneas, muitas dessas vulneráveis à contaminação por fossas.

Sem condições financeiras de construir uma estrutura apropriada, muitos moradores cavam buracos simples no solo e que, frequentemente, encontram o nível freático. Esse recurso, chamado de “fossa negra”, é ainda mais nocivo ao ambiente, pois injeta o contaminante diretamente na água subterrânea, sem que nenhuma forma de redução do contaminante possa ocorrer no solo, onde se processa a maior parte da transformação bioquímica dessas substâncias nocivas, segundo o professor.

Desenvolvimento no local

Para desenvolver o novo modelo de fossa, o grupo da USP precisava de uma comunidade que não fosse atendida pela rede de esgoto. O bairro de Santo Antônio, no distrito de Parelheiros, zona sul de São Paulo, foi o escolhido.

Os pesquisadores acompanharam o desempenho de duas fossas pertencentes a moradores vizinhos. Uma delas, a fossa controle, era do tipo negro convencional. A segunda foi construída na casa ao lado segundo a tecnologia desenvolvida pelo grupo.

A fossa projetada pelos pesquisadores tem dois níveis. O primeiro é formado por óxidos de cálcio e de ferro, um rejeito da indústria siderúrgica com propriedades bactericidas. “Por ter um pH muito alto, próximo de 12, esse material consegue degradar vírus e bactérias com alta eficiência”, explicou Hirata.

Para o experimento a equipe conseguiu trazer escória do porto capixaba de Tubarão, que possui grande fluxo de exportações de minério de ferro. Após passar pela camada mineral, o líquido efluente percola para a segunda barreira reativa, composta por areia e serragem da madeira cedrinho. Os cavacos de madeira, que fornecem carbono ao meio por respiração aeróbica, consomem o oxigênio e propiciam que o nitrato seja reduzido bioquimicamente a um gás de nitrogênio.

O projeto foi bem-sucedido e a primeira camada eliminou 95% dos vírus e bactérias presentes. Já a barreira de serragem e areia degradou com eficiência 60% do nitrato encontrado, mas Hirata aponta que o conhecimento alcançado no experimento permite melhorar esse número para 80%.

A degradação do nitrato no novo sistema foi tema da tese de doutorado de Alexandra Vieira Suhogusoff, defendida este ano. A aluna foi orientada por Hirata e teve apoio FAPESP por meio de uma Bolsa de Doutorado Direto.

A redução dos microrganismos obtida na primeira camada da fossa rendeu a tese de doutorado de Jesse Stimson, da Universidade de Waterloo, no Canadá, instituição que colaborou com o projeto de pesquisa.

O trabalho ainda contou com equipamentos de monitoramento para controlar a quantidade de material lançado em cada fossa e permitir a retirada de amostras. Os resultados obtidos foram usados para construir modelos numéricos que indicaram a possibilidade de se repensar a ocupação urbana sem rede de esgoto, permitindo aumentar o número de fossas sem implicar contaminações das águas subterrâneas ou mesmo superficial.

“Como ela é mais eficiente, podemos aumentar em até 60% a densidade de fossas em um bairro, comparativamente à capacidade de suporte com uso de técnicas convencionais”, afirmou Hirata, ressaltando que o custo da obra é bem acessível, embora não tenha estimado o valor exato.

Outra vantagem é que a construção da nova fossa não exige treinamento específico de profissionais. “Qualquer pedreiro familiarizado com obras de poços é capaz de construir o novo modelo”, disse. Isso permite que seja utilizada mão de obra local, mais acessível financeiramente.

Poços mais seguros

Outro resultado do projeto foi o desenvolvimento de uma metodologia para avaliação sanitária de poços de água. Trata-se de um questionário simples com dez perguntas objetivas que exigem respostas simples de “sim” ou “não”, como “há criação de animais próxima ao poço?”, “o poço possui trincas na parede interna?” e “a água que sai da cozinha passa a menos de 10 metros do poço?”

Com ele, um agente de saúde pode fazer um levantamento da qualidade da água consumida em um bairro, uma vez que a qualidade do poço é estimada a partir do número de respostas positivas recebidas.

“É um modo simples de municiar os órgãos de saúde pública na importante questão do consumo de água na área periférica de cidades”, sugeriu Hirata, que alertou para o fato de a população não possuir parâmetros objetivos para avaliar a água de seus poços.

“Para muitos, a água cristalina e fresca é sinônimo de água potável e, como as doenças provocadas pela contaminação aparecem esporadicamente, eles não associam essas doenças à qualidade da água”, apontou. O questionário foi adaptado de uma metodologia desenvolvida na Inglaterra e aplicada com sucesso em alguns países africanos.

Segundo o professor do Instituto de Geociências da USP, a fossa e o questionário desenvolvidos nessa pesquisa são soluções baratas e que podem ajudar especialmente as áreas mais afastadas e carentes enquanto não recebem rede de esgoto.

“O ideal seria que todos tivessem coleta de esgoto, porém, como nossa experiência mostra que a área de saneamento não costuma contar com muitos recursos, essas soluções poderiam amenizar muito a contaminação da água e reduzir os problemas de saúde da população”, disse Hirata.


BLOG SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas do Brasil!
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

13 de março de 2012

BOA SOLUÇÃO PARA SANEAMENTO NA ZONA RURAL - DIVULGUE NA SUA BACIA

Fossa  séptica biodigestora 
com filtro garantem 
saneamento na zona rural
07/12
Sistema é muito barato e a eficiência é garantida. Três caixas d'água são os materiais mais caros de todo o sistema.
 
Uma solução simples e barata está sendo desenvolvida numa propriedade rural do bairro Baguaçu para tratar o esgoto das residências rurais. O não tratamento do esgoto compromete diretamente a saúde da população, pois muitas doenças são transmitidas pela água como: diarréia, hepatite e cólera.

A Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolveu a um panfleto que instrui o produtor rural a construir o sistema de forma simples e eficaz. 

Membros da AGA, estudando sobre reciclagem de águas nos sistemas de permacultura, estão testando pequenas alterações no projeto da Embrapa para incluir no sistema o tratamento das águas cinzas (pias e ralos) também, já que o projeto da fossa séptica biodigestora é exclusiva para as águas negras (vaso sanitário).

No Sítio Naturaleza está sendo construído a fossa biodigestora com filtros biológicos. A proposta é de que, em dando certo o experimento, possa ser socializado para os produtores rurais das microbacias do Baguaçu e Baixotes, que são os dois principais afluentes do Rio Tietê e que servem para abastecimento público nas cidades de Araçatuba e Birigui.

No sistema são usados apenas três caixas d'água e conexões para interligar o efluente (esgoto) de uma caixa para outra. Na terceira caixa, pedras, pedrisco, areia promovem uma filtragem da matéria orgânica e quando finalizado o tratamento as aguás passaram por um pequeno lago com plantas aquáticas para garantir a eficiência do sistema.



















































































BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

12 de dezembro de 2009

FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL DISSEMINA FOSSAS SÉPTICAS BIODIGESTORAS QUE MELHORAM A QUALIDADE DE VIDA NO CAMPO


Embrapa implantando fossa séptica biodigestora - veja

Tecnologia de saneamento básico melhora qualidade de vida no campo

Publicado por http://www.meiofiltrante.com.br



Por Talita Mochiute, do Aprendiz

Há mais de um ano Virgilio Pereira Braga não compra produto químico para fertilizar as plantações de cana, milho e feijão de sua pequena propriedade, situada no povoado de Pontezinha, no município de Santo Antônio do Descoberto (GO). Após a implementação da tecnologia de Fossas Sépticas Biodigestoras, o agricultor passou a nutrir o solo com um adubo proveniente do processo de biodegestão de resíduos orgânicos (esterco de gado e excrementos humanos).

“Antes desconfiava desse método, mas, com os resultados, não tive mais dúvidas. Hoje economizo com fertilizantes. E a plantação continua crescendo”, diz Braga. Estima-se que um sistema de fossa biodigestora, com um custo em torno de R$ 1.300, economiza até 4.500 quilos de fertilizantes por ano.

Além de preservar o solo dos produtos químicos, a tecnologia social evita a contaminação das águas subterrâneas. É comum nas propriedades rurais o uso de fossas rudimentares, conhecidas também como fossas negras. Nesse sistema, os dejetos vão sem nenhum tratamento para o meio ambiente. O que acaba causando a disseminação de doenças, como diarreia, hepatite e cólera.

Ao substituir as fossas negras pelas fossas sépticas, evita-se a contaminação das águas, uma vez que o processo de fermentação elimina os coliformes fecais, agentes causadores de doenças.

“A implementação da tecnologia soluciona de forma barata e eficaz o problema de saneamento básico rural. Poderia ser transformada em política pública”, comenta o técnico da Associação para o Combate à Exclusão Social e à Preservação Ambiental (Acespa) Chico Mendes, Ageu Gonçalves da Rocha, responsável pela assessoria do projeto na região.

As Fossas Sépticas Biodigestoras são disseminadas pela Fundação Banco do Brasil (FBB) desde 2003 através de convênios com parceiros regionais. A tecnologia foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de São Carlos (SP). A replicação já beneficiou mais de 10 mil famílias dos estados de Goiás, Pernambuco, Minas Gerais e também do Distrito Federal. O valor investido pela FBB nesta iniciativa foi de R$ 14 milhões.

Como funciona

O sistema das fossas sépticas é composto por três caixas coletoras (pode ser caixa d’água) de mil litros cada, conectadas entre si por tubulações de PVC. Essa rede fica enterrada no solo e é ligada apenas ao encanamento dos vasos sanitários. Quando os dejetos chegam ao sistema, passam pelo processo de biodigestão, transformando-se em biofertilizantes.

Na primeira caixa, são colocados 10 litros esterco fresco de gado, misturados com 10 litros água, para aumentar a atividade microbiana da biodigestão. Esse procedimento deve se repetir a cada 30 dias. Na segunda caixa, continua o processo de fermentação e os coliformes fecais são eliminados. A terceira caixa armazena o efluente produzido por ação da digestão bacteriana das fezes. Após 90 dias, o produtor tem cerca de mil litros de adubo orgânico para ser aplicado no solo. Esse número é válido para uma família formada por 5 membros.

O sistema conta ainda com duas pequenas chaminés fixadas sobre as duas primeiras caixas para eliminação do gás acumulado durante a decomposição da matéria orgânica. Esse biogás não tem odor.

Caso o agricultor não queira aproveitar o efluente como adubo, pode montar na terceira caixa um filtro de areia, o que permitirá a saída da água, sem excesso de matéria orgânica. Esse líquido pode ser empregado na irrigação.

Para a eficiência do processo, os moradores não podem limpar o vaso sanitário com sabão, água sanitária ou detergente, pois esses produtos têm propriedades antibióticas que inibem a biodigestão.

Na região de Goiás, essa tecnologia social tem ajudado a preservar o lençol freático e as nascentes da represa Corumbá 4, que será utilizada para o abastecimento do Distrito Federal e de outros municípios. (Envolverde/Aprendiz)/Site Tratamento de Água

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

APRENDA A FAZER UMA FOSSA SÉPTICA BIODIGESTORA - GLOBO RURAL

INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!

1 de julho de 2011

META DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO É ALCANÇADA PELO BRASIL


O Brasil alcançou a meta de reduzir as desigualdades no que se relaciona ao acesso à água com canalização interna proveniente de rede geral / Foto: Mario Vitor Bastos


Mesmo tendo alcançado a meta dos objetivos de desenvolvimento do milêncio (ODM), que vizava reduzir as desigualdades em relação ao acesso à água canalizada e nos serviços de acesso ao esgotamento sanitário,  segundo estudos do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (IPEA), o Brasil ainda precisa melhorar muito nessa área.

Veja no artigo abaixo, publicado pelo site da Ecodesenvolvimento, os principais dados do IPEA sobre os índices alcançados pelo Brasil na área de saneamento básico. Destaca-se que 
os maiores déficits ocorrem no Norte, Centro-Oeste e Nordeste e áreas rurais.

Prof. Jarmuth Andrade


Brasil alcança meta do milênio de acesso a água, mas 


ainda apresenta grandes desafios


EcoD



Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentado na terça-feira, 28 de junho, em Brasília, apontou que o Brasil alcançou a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir as desigualdades no que diz respeito ao acesso a água potável. Segundo o instituto, o desafio agora é levar esgoto à zona rural.

Os dados foram apresentados durante a primeira edição do Seminário Franco-Brasileiro sobre Saúde Ambiental: Água, Saúde e Desenvolvimento, organizado pela Embaixada da França no Brasil e pelo Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), com parceria do Ipea, dos ministérios da Saúde, Cidades, Meio Ambiente e Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da Fiocruz, Organização Mundial da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde.

Os resultados apresentados foram relativos a estudos do alcance dos ODM nos estados brasileiros no contexto da sustentabilidade ambiental. De acordo com Maria da Piedade Morais, coordenadora de Estudos Setoriais Urbanos da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Ipea, o Brasil alcançou a meta de reduzir as desigualdades no que se relaciona ao acesso à água com canalização interna proveniente de rede geral. O percentual passou de 82,3%, em 1992, para 91,6%, em 2008.

Maria da Piedade ressaltou, no entanto, que quando os dados são avaliados por estados e zona rural, ainda há muito espaço para melhoria dos indicadores, fazendo com que o alcance dessa meta ainda não seja uma realidade. Segundo ela, considerando todos os recortes geográficos e socioeconômicos, as desigualdades ainda permanecem bastante elevadas.

Nas áreas rurais, embora tenha sido registrado avanço significativo na proporção da população abastecida por rede geral, com ou sem canalização interna (que passou de 12,4%, em 1992, para 32,6%, em 2008), o percentual de cobertura por rede pública ainda é bem inferior ao registrado nas áreas urbanas, não tendo sido possível alcançar a meta de reduzir as desigualdades pela metade. O estudo aponta que, na zona rural, a água utilizada pelas famílias ainda provém principalmente de poços, nascentes ou outro tipo de fonte.
img02.jpg
De acordo com a coordenadora do Dirur, Maria da Piedade Morais, apesar das melhorias, as desigualdades ainda permanecem bastante elevadas / Foto: Rodrigo Sieiro
Esgoto
A desigualdade espacial e social também se dá no acesso aos serviços de esgotamento sanitário. Na escala regional, os maiores déficits ocorrem no Norte, Centro-Oeste e Nordeste e áreas rurais. Embora o percentual de cobertura por rede geral de esgotos ou fossa séptica tenha subido de 10,3%, em 1992, para 23,1%, em 2008, as condições ainda são inadequadas.

No campo, 46,6% da população é atendida por fossas rudimentares, 5,6% por vala, 3,1% lançam seus esgotos diretamente nos rios, lagos ou mar, 0,6% adotam outro tipo de solução não adequada e 21% não possuem nenhum tipo de esgotamento sanitário.

No acesso simultâneo aos dois tipos de serviço de saneamento básico, o porcentual da população urbana servida por água canalizada de rede geral no interior do domicílio e esgotamento sanitário de rede geral ou fossa séptica passou de 62,3%, em 1992, para 76%, em 2008.

Levando em conta os aspectos étnicos, mesmo tendo sofrido redução de 13% nos últimos 16 anos, as desigualdades no acesso a saneamento adequado ainda são bastante pronunciadas: 82,2% da população branca está coberta por serviços de água e esgoto adequados, contra apenas 69,4% de cobertura entre pretos e pardos.

Com informações do Ipea.Fonte: EcoD


BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!