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3 de julho de 2009

REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA NOS ABATEDOUROS DE AVES

Especialista desenvolve método de reuso para efluentes de frigoríficos

A aprovação de sua tese de mestrado sobre a reutilização da água de resfriamento de carcaças de frango foi o incentivo para que o engenheiro químico Jamur Gerloff pudesse oferecer ao mercado uma nova opção de reuso da água na área de alimentos. Especificamente os frigoríficos que abatem aves são grande consumidores de água potável.

Segundo Gerloff, no resfriador o gasto de água corresponde de 15 a 27% do total da água consumida por dia por um frigorífico. Por exemplo, um abate com 62.000 aves/dia poderá consumir 300 m³/dia, onde todo complexo consume 1200 m³/dia, o que corresponde a 25% da água consumida. Este consumo poderá ser reduzido persistindo somente a água oriunda do gelo introduzido com objetivo de redução da temperatura da água empregada no resfriamento de carcaças de frango.

Ele argumenta que existem dois atrativos ambientais e econômicos com a redução do consumo de água nesta etapa:

a) Redução direta da água potável captada e da água de efluente formada no processo produtivo;
b) Redução do consumo energético para resfriamento da água captada uma vez que a água condicionada no processo de potabilização irá ser reintroduzida com temperaturas mais inferiores que a água captada.

O especialistan lembra que em função da progressiva ausência de oferta de água potável em quantidade e qualidade, os projetos de reuso se tornam cada vez mais atrativos. E estudos que demonstrem viabilidade técnica e econômica acabam por ser cada vez mais de interesse da indústria de alimentos, que no seu processamento apresenta elevados consumos na sua natureza.

“Para a indústria, a água é essencial para seus processos produtivos. O uso racional ou eficiente da água é hoje pensamento constante em quase todos os segmentos industriais seja pelo impacto econômico que pode trazer, pela responsabilidade social assumida ou devido às políticas ambientais implementadas”, defende.

Ele informa que para os frigoríficos há um consumo obrigatório de água nos tanques de resfriamento de carcaça de frangos (Chillers de carcaças) conforme RIISPOA, normativa que pretende garantir um nível de potabilidade e controle de contaminações cruzadas entre carcaças das aves abatidas com o emprego de água numa taxa de consumo em relação ao número de carcaças introduzidas no Chiller. Seu projeto visou colaborar para redução do consumo da água no processo produtivo de abatedouros de aves uma vez que água hoje é observada como um limitado recurso no planeta Terra.

Uso do ultravioleta

A radiação UV insere-se no rol dos processos físicos de desinfecção de águas de abastecimento, dos quais fazem parte também a fervura e as radiações gama e solar. No emprego de agentes físicos, na ação do desinfetante prepondera a interferência na biossíntese e reprodução celular, como conseqüência dos danos fotoquímicos causados a seus ácidos nucléicos. O ácido desoxirribonucléico (DNA) é o responsável pelo controle das funções e pela reprodução das células.

O processo fotoquímico da desinfecção com radiação UV é responsável por uma baixa geração de subprodutos, portanto com mínimos riscos à saúde. (CAIRNS, 1999).

A radiação ultravioleta é uma forma estabelecida, bastante estudada e utilizada e de crescente aplicação como alternativa aos agentes químicos tradicionais usados no processo de desinfecção de águas residuárias (DANIEL, 2000) O efeito germicida desse tipo de energia foi reportado pela primeira vez por Downs e Blunt, 1877. Atualmente, o método de desinfecção por radiação ultravioleta começa a ganhar popularidade, principalmente nos países europeus, e a pesquisa e o desenvolvimento desse método têm aumentado bastante. Um dos fatores para sua popularização é o custo, que o torna competitivo economicamente se comparado à cloração. As primeiras instalações de desinfecção com radiação ultravioleta ocorreram na Suíça e na Áustria, em 1955, sendo que, em 1985, ambos os países contavam com aproximadamente 500 e 600 instalações respectivamente.

Estimativa da USEPA – United States Environmental Protection Agency – aponta para 3.000 instalações de desinfecção por UV em todo planeta, 2.000 no continente europeu e 1.000 nos EUA (WRIGHT & CAIRNES, 1998). A desinfecção com radiação ultravioleta normalmente emprega lâmpadas de baixa pressão de vapor de mercúrio. A inativação dos microrganismos ocorre quando a radiação UV penetra a parede celular e é absorvida pelos ácidos nucléicos e em menor extensão pelas proteínas e outras moléculas biologicamente importantes (DANIEL, 2000).

Uma fração importante da população de bactérias presente no esgoto sanitário faz parte da micro biota do trato gastrintestinal dos seres. Dentre elas, destaca-se o grupo das bactérias coliformes fecais, ou mais recentemente denominadas coliformes termo tolerantes, selecionado, por suas características, como organismo indicador de contaminação de águas de maneira geral.

Normalmente, os organismos indicadores não são causadores de doenças, porém estão associados à provável presença de organismos patogênicos de origem fecal na água. Além das bactérias não patogênicas, oriundas do trato intestinal de humanos e animais, os esgotos sanitários também contêm bactérias patogênicas que causam doenças gastrintestinais em humanos, como febre tifóide, cólera, diarréia e disenteria (Ex: Salmonella spp. e Shigella spp.). Geralmente, são os organismos patogênicos mais sensíveis à ação de desinfetantes físicos e químicos (GONÇALVES, 2003).

A região do espectro eletromagnético que compreende a radiação UV é particularmente indicada na inativação de microrganismos. A energia a ela associada, quando atinge importantes grupamentos bioquímicos, pode provocar lesões irreversíveis e organismos não hábeis à sobrevivência. Em 260 nm seu efeito germicida alcança eficiência máxima, atuando principalmente na dimerização de bases nitrogenadas nos ácidos desoxirribonucleico (DNA) e ribonucléicas (RNA) (Skoog, 1994).

Em unidades de desinfecção o desempenho da radiação UV está vinculado principalmente a aspectos práticos do projeto, que incluem a configuração do reator fotoquímico (mecanismo de mistura do meio líquido e grau de refletividade do material empregado na sua construção), a manutenção da fonte luminosa e a composição físico-química do efluente (Phillips, 1983).

O processo de recuperação da água descartada segue conceitualmente o processo de remoção de material particulado, remoção de material dissolvido e remoção de material microbiológico por efeitos físicos de germicidas e coagulante e floculante.

Ele afirma que o processo de recuperação completa da água descartada do chiller de carcaça de frangos é perfeitamente viável tecnicamente de acordo com a metodologia proposta de forma a potabilizar e viabilizar as propriedades químicas e microbiológicas exigidas pela atual legislação e quesitos de fiscalização proposto pelo RIISPOA artigo 62 no qual o seu estudo foi testado.

Para mais informações sobre o método: jamurg@intech.bz
Fonte: Revista Digital da Água - Água Online 440 - Jornalista Cecy Oliveira

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TV RECORD - PARTICIPANTES DA "FAZENDA" SÃO PUNIDOS POR DESPERDÍCIO DE ÁGUA


TV Record: 'A Fazenda': Famosos são advertidos por desperdício de água

Publicado por http://diversao.terra.com.br/tv/interna - 3/7/2009

Depois de desperdiçar bastante água no programa, os famosos foram advertidos pela produção de A Fazenda, da Record, nesta quinta-feira (02). Segundo o comunicado lido pelo Fazendeiro Carlinhos, os peões não poderão mais lavar roupas durante o banho.

A ficha não trouxe nenhuma punição, mas caso eles não economizem água, a produção poderá castigá-los, como já aconteceu por uso indevido do microfone e, mais recentemente, maus tratos aos cavalos da fazenda. Por este descuido com os animais, os peões ficarão 24 horas sem academia nesta quinta.

As participantes Mirella e Samambaia desperdiçam água ao ficar dançando no banho

TV RECORD

A Fazenda: Banho de água fria causa desentendimento

Da redação
Divulgação/Record

Os peões de A Fazenda estão sofrendo com a punição dada pela produção do programa, que tirou a água quente para o banho. O castigo foi dado devido ao desperdício de água por parte de alguns participantes e, agora, terão que se lavar com água fria.

Entretanto, não são todos os confinados que gostaram da ideia de não ter água quentinha para se banhar. Luciele Di Camargo se recusa a encarar a penalidade e decidiu esquentar a água de seu banho no fogão à lenha.

Carlinhos Silva protestou.- A gente está pagando por uma coisa que o Miro fez, agora você, por rebeldia, vai penalizar todo mundo.A atriz não se importou com a conversa e disse que não consegue tomar banho gelado.

Enquanto isso, Danni Carlos cumpre direitinho a determinação da direção do reality. Como ela também não gosta de água fria, a cantora preferiu não tomar banho e dormir na casa da árvore por estar muito suja para deitar-se na cama. Fonte: Divulgação TV Record

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A GRAVE SITUAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO NAS CAPITAIS BRASILEIRAS

Problema afeta principalmente população carente nas capitais e regiões metropolitanas. Foto: Fábio Alexandre

Saneamento básico está estagnado

Flávio Laginski - http://www.parana-online.com.br/
Tratamento de Água - 03/07/2009

Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado ontem, mostrou que 49,44% dos brasileiros têm acesso ao saneamento básico. Executado com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad), realizado há dois anos, o trabalho indica que o acesso à rede de esgoto é significativamente menor se comparado com rede de água encanada (81,11%), eletricidade (98,18%) e coleta de lixo (86,79%).

Enquanto em algumas capitais brasileiras, como Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), houve um avanço no saneamento básico, outras apresentaram estagnação e ou recuo.
De acordo com o coordenador da pesquisa e chefe do centro de políticas sociais da FGV, Marcelo Neri, Curitiba, que ficou na sétima colocação entre as capitais, com 79,37% dos domicílios apresentando esse benefício, não vem apresentando progressos nessa área. Dados da pesquisa indicam que, em 2003, 80,49% da população tinha acesso a saneamento básico e, em 2006, 78,41%.

“A capital paranaense vem mostrando um certo atraso para implantar mais rede de esgoto na cidade, dando uma certa estagnada. Não sei exatamente qual a causa disso, se é falta de investimento dos governos federal, estadual e municipal, se foi crescimento populacional ou outra coisa. Todavia, Curitiba tem potencial para melhorar essa situação”, avalia.

O pesquisador usa Salvador como exemplo. “Em quatro anos, a capital baiana dobrou os domicílios com rede de esgoto graças a um excelente projeto”, garante. Outro problema verificado pelo coordenador foi em relação aos gastos com tarifa de água e esgoto. O estudo apontou que Curitiba possui a segunda maior despesa do Brasil, com R$ 13,80 e, nem por isso houve uma melhora significativa na cobertura de saneamento básico.

A média brasileira foi de R$ 6,80. Mas a maior preocupação de Neri não foi com Curitiba, e sim com a região metropolitana, que apresentou apenas 43,4% das residências com rede de esgoto.
“A diferença entre a capital e as cidades metropolitanas é muito grande. Mesmo não tendo progresso, Curitiba ainda possui um percentual relativamente alto de saneamento básico.

A periferia deixou bastante a desejar e precisa urgentemente reverter esse quadro”, afirma. AvaliaçãoPorém não são só más notícias. Na avaliação do atendimento de saneamento básico para a população, Curitiba foi a terceira capital melhor avaliada, com uma aprovação de 80%. Pouco mais de 95% das escolas municipais contam com rede de esgoto.

“Isso é um dado importante, pois mostra que o serviço é de qualidade. No caso das escolas, a importância em se ter saneamento é fundamental para a saúde das crianças. Além disso, estudos mostraram que pessoas que são atendidas por esse benefício possuem em média dois centímetros a mais no índice de massa corporal àquelas que não possuem saneamento”, garante.
Fonte: Site Tratamento de Água

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O USO INSUSTENTÁVEL DA ÁGUA - "GASTAMOS MAIS ÁGUA DO QUE PODEMOS"



A água que comemos: os custos da irrigação

Na Espanha, o WWF analisou o sistema de irrigação em quatro colheitas no período de 2008 e constatou que quase um bilhão de metros cúbicos de água – o equivalente ao consumo doméstico de mais de 16 milhões de pessoas – estavam sendo usados apenas para garantir a produção de estoques que excedessem às cotas da União Européia.

Gülçin Karadeniz*
Agência Envolverde - 03/07/2009

Todos os bens e serviços que utilizamos, dos campos de golfe aos livros, passando pelo azeite ou as vacinas, bem como muitas das nossas atividades cotidianas, necessitam de um recurso vital: a água.

Um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente (AEA) confirma que, em muitas partes da Europa, a água é utilizada de forma insustentável e formula recomendações sobre uma nova abordagem da gestão dos recursos hídricos.

O recente relatório da AEA intitulado “Os recursos de água na Europa – confrontando a seca e escassez de água” (Water resources across Europe – confronting water scarcity and drought) evidencia que, embora os maiores problemas, em termos de escassez de água continuem na Europa do Sul, o stress hídrico também está aumentando em algumas regiões do Norte.

No futuro as alterações climáticas estarão na origem de um aumento da intensidade e da frequência das secas.“Gastamos mais água do que podemos. A solução de curto prazo para a escassez de água consiste em captar quantidades crescentes de água dos nossos recursos hídricos de superfície e subterrâneos. Esta sobreexploração não é sustentável. Tem um impacto considerável na qualidade e na quantidade da água que nos resta, bem como nos ecossistemas que dela dependem”, afirmou Jacqueline McGlade, Diretora Executiva da AEA. “Temos de reduzir a procura, minimizar a quantidade de água captada e aumentar a eficiência da utilização dessa água”.

A agricultura vem impondo um enorme e crescente fardo aos recursos de água da Europa, uma ameaça que já produz escassez de água e danos ao meio ambiente. Para atingir um nível sustentável de uso da água é preciso que haja incentivos, orientações apropriadas e assistência aos fazendeiros.

Os alimentos estão intrinsecamente ligados ao bem-estar das pessoas. Apesar da importância do consumo de bons alimentos para garantir uma boa saúde, e do prazer proporcionado pelo próprio ato de comer, a agricultura também é responsável por sustentar a felicidade individual de cada um e incentivar a economia.

Em nível europeu, 44 % da água captada é utilizada para o resfriamento das usinas de energia elétrica, 24% na agricultura, 21% no abastecimento público de água e 11 % na indústria. Porém, estes valores escondem diferenças significativas de utilização da água a nível setorial, no Continente. As águas de superfície, tais como a dos lagos e rios, fornecem 81 % do volume total de água doce captada, constituindo a principal fonte de água utilizada na indústria, na produção de energia e na agricultura.

O abastecimento público de água, em contrapartida, baseia-se principalmente nas águas subterrâneas, devido à sua qualidade superior. Quase toda a água utilizada na produção de energia é devolvida a uma massa de água, ao contrário do que acontece com a maior parte da água captada para fins agrícolas.Além disso, a água não vem sendo proporcionalmente distribuída. Em algumas regiões do Sul da Europa, a agricultura consome quase 80% das águas extraídas pelo Continente. E o pico das extrações tipicamente ocorre durante o verão, quando a água é menos abundante, maximizando o impacto de escassez.

O informe da EEA descreve muito bem os graves impactos da extração excessiva de água. A superexploração de tais recursos aumenta a possibilidade de escassez severa durante os períodos de seca. Significa a redução da qualidade da água (pois assim os poluentes estão menos diluídos) e o risco de invasão de água salgada nas reservas subterrâneas das regiões costeiras. Os ecossistemas de rios e lagos também podem ser severamente afetados pela falta de água, prejudicando e matando plantas e animais quando os níveis baixam ou secam por completo.

Esses resultados são evidentes nas regiões do Sul da Europa. Por exemplo:
1) Na Bacia Konya, na Turquia, a extração de água para irrigação – grande parte feita através de poços ilegalmente perfurados – diminuiu drasticamente a área de superfície do segundo maior lago do país, o Lago Tuz;
2) Na planície Argolid, na Grécia, as folhas apresentaram queimaduras e as árvores desfolhação devido ao contato com o cloro gerado pela introdução de água salgada na área; e poços previamente perfurados secaram ou foram completamente abandonados devido ao excesso de salinidade;
3) No Chipre, severas secas em 2008 forçaram o governo a importar água usando grandes tanques, impulsionando um aumento significativo nos preços.

A dessalinização é uma alternativa às fontes de água tradicionais que está a ser cada vez mais utilizada, nomeadamente em regiões da Europa onde existe stress hídrico. Porém, na avaliação do impacto global da dessalinização no ambiente, deve-se ter em conta as elevadas necessidades de energia deste processo e o volume de salmoura produzido.

O uso de água na agricultura evidentemente já se tornou insustentável em certas partes da Europa, sugerindo que os mecanismos de regulamentação dos preços falharam em atender de modo eficiente a demanda europeia. Os fazendeiros usavam métodos de irrigação intensiva para aumentar a produtividade de ganho devido a oferta de mercado. Na Espanha, por exemplo, o uso de 14% das reservas de água na irrigação de terras agrícolas alavancou em 60% o valor total de todos os alimentos lá produzidos.

Claramente, no entanto, os fazendeiros só aumentaram a quantidade de uso de água em suas terras após receberem ajuda de custo para a instalação de sistemas de irrigação e extração de água. Tendo dito isto, fica claro que as políticas nacionais e europeias criaram incentivos bastante inoportunos nessas regiões.

Os fazendeiros raramente pagam pelo impacto que provocam ao meio ambiente, tampouco os custos de recursos exigidos pelo enorme uso do sistema de irrigação público (especialmente se as Leis do país que protegem ou limitam a extração não forem implantadas de maneira eficaz). E até as recentes reformas, a UE incentivava, através de subsídios, o cultivo agrícola com uso intensivo de água. A soma da quantia de água desperdiçada é alarmante.

Na Espanha, o WWF analisou o sistema de irrigação em quatro colheitas no período de 2008 e constatou que quase um bilhão de metros cúbicos de água – o equivalente ao consumo doméstico de mais de 16 milhões de pessoas – estavam sendo usados apenas para garantir a produção de estoques que excedessem às cotas da UE. E as mudanças climáticas devem piorar ainda mais esta situação.

Inicialmente, verões mais quentes aumentarão a pressão sobre os recursos de abastecimento de água. Depois, se a UE cumprir com a promessa de até 2020 substituir por biocombustível 10% de toda sua frota de transporte, e se a crescente demanda por bioenergia for suprida por essa primeira geração de combustíveis limpos, o uso de água na agricultura aumentará.A agricultura é o pilar central de economias locais e nacionais em certas regiões da Europa.

Nestas áreas, sustar o abastecimento de água para irrigação pode levar ao abandono das terras assim como gerar severas implicações econômicas. O uso de água na agricultura, portanto, deve ser feito de maneira eficiente não só para evitar a escassez, mas também para ajudar o fazendeiro comum a manter um meio ambiente equilibrado e incentivar outros setores da economia.

O preço da água pode representar o âmago do mecanismo que incentivará o uso efetivo da mesma, equilibrando os objetivos da sociedade econômica, ambiental e socialmente. Pesquisas demonstram que se o preço da água refletisse seu custo real. se houvesse uma fiscalização que evitasse perfurações clandestinas de poços e se água fosse paga pelo volume do seu uso, os fazendeiros adotariam medidas que reduziriam o uso de água na irrigação para torná-la mais eficiente. Subsídios nacionais e da UE, com incentivos adicionais, também têm a capacidade de fornecer eficientes tecnologias contra o desperdício de água.

Uma vez que esses incentivos forem dados, os fazendeiros poderão escolher dentre uma variedade de tecnologias, sistemas e grãos que reduzam o volume de irrigação em suas fazendas. Os governos, mais uma vez, têm uma enorme responsabilidade, pois precisam distribuir informação, fornecer orientação e educação aos fazendeiros, demonstrando que há opções viáveis para a redução do consumo e também para levar em conta as ações de cunho ambiental.

Uma atenção particular deve ser prestada à nova geração de combustíveis naturais que estão sendo introduzidos na agricultura. É preciso que eles reduzam e demanda de água, ao invés de aumentá-la.

* Gülçin Karadeniz é jornalista da Agência Européia do Ambiente - AEA

(Envolverde/Revista Eco21)© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.


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RIO PARAÍBA DO SUL NOVAMENTE CORRE RISCO DE CONTAMINAÇÃO POR 10 MIL LITROS DE ÓLEO DIESEL

Vista panorâmica do Rio Paraíba do Sul próximo ao distrito de Jamapará/ Sapucaia/RJ


Caminhão-tanque tomba no Rio e provoca vazamento de 10 mil litros de óleo

Vitor Abdala - 02/07/2009
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Cerca de 10 mil litros de óleo diesel vazaram hoje na BR-116, depois que um caminhão-tanque tombou, na altura do município fluminense de Sapucaia. O combustível atingiu o Córrego da Grota, afluente do Rio Paraíba do Sul.

Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acionaram as estações de tratamento da Companhia Estadual de Águas (Cedae) na região, solicitando a suspensão imediata da captação de água. Não houve registro de mortandade de peixes.

O Auto Posto Nossa Senhora Aparecida, de Muriaé (MG), proprietário do caminhão, foi autuado e pode receber uma multa entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões.

Edição: Lana Cristina - Agência Brasil 02/07/2009
SAIBA MAIS
Inea autua posto por derramamento de óleo
Por Ascom do Inea

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FALTA DE REDE DE ESGOTOS NAS CIDADES BRASILEIRAS É TEMA DO JORNAL NACIONAL DA TV GLOBO



VEJA O VÍDEO DO JORNAL NACIONAL
SOBRE SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL

Rede Globo – Jornal Nacional – Pesquisa Trata Brasil Saneamento Saúde Educação Trabalho e Turismo




AO FINAL, CLIQUE NAS FOTOS E VEJA OUTROS VÍDEOS DO INSTITUTO TRATA BRASIL SOBRE SANEAMENTO BÁSICO

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PESQUISA DO INST. TRATA BRASIL MOSTRA QUE MAIS DA METADE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA NÃO TEM REDE DE ESGOTOS

De acordo com esse levantamento, apenas 49,44% da população brasileira tem rede de esgoto. O número é muito inferior ao da rede de água encanada (81,11%), de lixo coletado (86,79%) e de eletricidade (98,18%).

Apenas 49,44% da população brasileira tem rede de esgoto
*
“A falta de saneamento implica pior desenvolvimento humano em todas as dimensões, em particular na saúde. A falta de saneamento rouba a vida e mata crianças, principalmente de 1 a 6 anos de idade, e também gera consequências futuras para aqueles que sobrevivem às doenças do saneamento.” (Pesquisador Marcelo Nery - IBRE/FGV)

Entre 79 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes, Franca, no interior paulista, é a que oferece à população o melhor serviço de saneamento básico disponível, conforme pesquisa divulgada ontem (2) pelo Instituto Trata Brasil.

Segundo o estudo, baseado em dados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento do Ministério das Cidades, as cidades brasileiras avançaram 14% nos serviços referentes a esgotos e 5% no tratamento entre os anos de 2003 e 2007, mas, para os pesquisadores, os números ainda são insuficientes.

“O que os dados mostram é que a coleta de esgoto é muito pior que a coleta de lixo e o acesso às redes de água e eletricidade. E, na verdade, os níveis de tratamento [de esgoto], que são os que garantem o manejo correto dos dejetos, ainda estão muito abaixo. O problema de saneamento é um verdadeiro buraco para o Brasil, e o país não consegue resolver”, afirmou o pesquisador Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais, vinculado ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas.

Sete das dez cidades que apresentaram os melhores números no atendimento de saneamento para sua população ficam em São Paulo. Por ordem, as dez primeiras colocadas são Franca (SP), Uberlândia (MG), Sorocaba (SP), Santos (SP), Jundiaí (SP), Niterói (RJ), Maringá (PR), Santo André (SP), Mogi das Cruzes (SP) e Piracicaba (SP). A capital melhor colocada no ranking é Curitiba (PR), no 11º lugar. São Paulo aparece na 21ª colocação e o Rio de Janeiro, na 36ª.

Entre as cidades com piores serviços de saneamento básico, quatro estão localizadas no estado do Rio de Janeiro: São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti. Também fazem parte da lista as capitais de Rondônia (Porto Velho), do Pará (Belém) e do Amapá (Macapá) e as cidades de Cariacica, no Espírito Santo, Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, e Canoas, no Rio Grande do Sul.

O estudo também levou em consideração a percepção das pessoas sobre os serviços públicos disponíveis, baseando-se em dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) de 2007, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com esse levantamento, apenas 49,44% da população brasileira tem rede de esgoto. O número é muito inferior ao da rede de água encanada (81,11%), de lixo coletado (86,79%) e de eletricidade (98,18%).

Segundo o pesquisador, a questão do saneamento básico deveria ser uma das prioridades em políticas públicas, já que a sua ausência traz muitos impactos negativos na vida das pessoas. “A falta de saneamento implica pior desenvolvimento humano em todas as dimensões, em particular na saúde. A falta de saneamento rouba a vida e mata crianças, principalmente de 1 a 6 anos de idade, e também gera consequências futuras para aqueles que sobrevivem às doenças do saneamento.”

Marcelo Néri observou que a pesquisa mostra que está havendo redução na altura e no índice de massa corporal das pessoas que vivem em localidades que não têm ou oferecem serviços deficientes de saneamento.”A falta de saneamento inibe o desenvolvimento físico e intelectual das pessoas”, disse o pesquisador.

Para ele, o problema da falta de saneamento só será resolvido com vontade política e mobilização social. “Não é só dinheiro. Dinheiro é importante, mas, fundamentalmente, é gestão. E, para isso, a população tem de estar conscientizada. Tem que perceber que a falta de saneamento não é só o cheiro, não é só a coceira. É doença.” Néri ressaltou que as pessoas precisam de pressionar o prefeito de sua cidade e cobrar avanços no saneamento básico.

Apenas 39,27% das mais de 198 mil escolas do Brasil têm rede de esgoto sanitário

“A principal vítima da falta de saneamento básico são as crianças”, afirmou o pesquisador Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais, vinculado ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas.

Segundo o estudo, 62,25% das escolas têm rede de água; 87,65% contam com energia elétrica e 61,11% fazem coleta periódica de lixo.

“O saneamento é o esgoto das estatísticas sociais. E isso traz consequências sérias para o país, com pessoas que deixam de trabalhar, crianças que perdem aula, crianças que morrem”, destacou o pesquisador.

De acordo com o levantamento, 7,28% das pessoas que não têm rede de coleta de esgoto perderam dias de trabalho nas duas últimas semanas por motivo de doença, que podem estar associadas à ausência do serviço. Desse total, 0,51% deixou de trabalhar por causa de diarréias e vômitos.

Os dados se basearam na Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD) de 2003, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A falta de saneamento básico também pode ser uma das explicações para os 5,92% de estudantes, até 17 anos, terem deixado de realizar quaisquer atividades habituais por motivo de saúde.

“A falta de saneamento implica pior desenvolvimento humano em todas as dimensões, em particular na saúde. A falta de saneamento rouba a vida e mata crianças, principalmente de um a seis anos de idade e também traz consequências futuras para aqueles que sobrevivem às doenças do saneamento”, disse Néri.

De acordo com ele, o Brasil só poderá ser um país de futuro quando resolver o problema da falta de saneamento. “Na situação de crise que nos encontramos hoje, o abrir e tapar buracos para fazer a roda da economia girar são mais fundamentais ainda.” Para ele, quando isso for feito, pode-se também investir em obras de saneamento. “Isso vai gerar emprego e vai gerar um efeito de longo prazo, melhorando o Brasil. Se a gente não resolver a situação básica do saneamento, não vai ser um país do futuro”, afirmou o pesquisador.

Edição: Nádia Franco e João Carlos Rodrigues

Matéria de Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 03/07/2009

LEIA MAIS:
- Rede Gazeta – Jornal da Gazeta - Pesquisa Trata Brasil Saneamento Saúde e o Bolso do Consumidor - Veja o Vídeo
* * *
COMO ESTÁ O SISTEMA DE REDE DE ESGOTOS EM SUA CIDADE? JÁ DEBATERAM O PROBLEMA COM OS VEREADORES, PREFEITO E ORGANIZAÇÕES COMUNITÁRIAS?
AINDA NÃO?
ESTÃO ESPERANDO O QUÊ ?

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PESQUISA EM 925 MAIORES RIOS DO PLANETA CONCLUÍ QUE MUITOS ESTÃO PERDENDO ÁGUA


Volume de água do rio São Francisco caiu 35% em 50 anos, diz estudo

Agência Folha - CPT Bahia

Uma pesquisa feita por cientistas norte-americanos aponta que o fluxo de água na bacia do rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais e deságua no nordeste do Brasil, caiu 35% no último meio século.

O estudo, foi publicado no dia 15 de maio no Journal of Climate, da Sociedade Meteorológica Americana, foi feito por pesquisadores do National Center for Atmospheric Research (NCAR), que fica no Estado americano do Colorado.

Eles analisaram dados coletados entre os anos de 1948 e 2004 nos 925 maiores rios do planeta, e concluíram que vários rios de algumas das regiões mais populosas estão perdendo água.
De acordo com os pesquisadores, a bacia do São Francisco foi a que apresentou o maior declínio no fluxo de águas entre os principais rios que correm em território brasileiro durante o período pesquisado.

Neste mesmo período, o fluxo de águas na bacia do Amazonas caiu 3,1%, enquanto as bacias de outros rios brasileiros apresentaram uma elevação na vazão.

O fluxo de águas no rio Paraná (que termina na Argentina), por exemplo, apresentou um aumento de 60% no período pesquisado, enquanto a bacia do Tocantins registrou um acréscimo de 1,2% em sua vazão.

Segundo o cientista Aiguo Dai, o líder da pesquisa, esta variação está relacionada principalmente a mudanças na quantidade de chuvas nas regiões das bacias.

São Francisco Estas alterações nos níveis de precipitações, de acordo com o pesquisador, estariam relacionadas, principalmente, ao fenômeno meteorológico El Niño, que consiste em um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e que afeta o clima da região e do planeta.Dai afirma que, entre 1948 e 2004, a região da bacia do rio São Francisco apresentou uma leve queda nos níveis de precipitações e um grande aumento de temperatura.

Estes dois fatores contribuíram para o grande declínio do escoamento do rio. Segundo ele, o aumento das temperaturas eleva a evaporação, e assim, reduz o fluxo de água do rio.

`Eu avalio que algumas destas mudanças na temperatura e nas precipitações estão relacionadas às mudanças nas atividades do El Niño, mas não todas elas`, afirma o cientista.

Água De um modo geral, o estudo aponta que alguns dos rios mais importantes do planeta e que abastecem áreas populosas estão perdendo água.

Um terço dos 925 rios pesquisados apresentaram mudanças significativas nos fluxos de água no período, sendo que aqueles que perderam vazão ultrapassam os que ganharam em uma proporção de 2,5 para 1.

Entre os rios que apresentaram declínios na vazão estão alguns que servem a grandes populações, como o Amarelo, na China, o Niger, na África, e o Colorado, nos Estados Unidos. Em contraste, os pesquisadores constataram um aumento considerável na vazão de rios em áreas pouco habitadas no Oceano Ártico. Entre os que permaneceram estáveis ou que registraram um pequeno aumento no fluxo de água estão o Yang Tsé, na China e Bhrahmaputra, na Índia. Segundo os pesquisadores, muitos fatores podem afetar a vazão desses rios, incluindo barragens e o desvio de água para a irrigação.

Mas, de acordo com os dados da pesquisa, em muitos casos, a redução no fluxo de água pode estar relacionada às mudanças climáticas globais, que alteram os padrões de chuvas e os níveis de evaporação.

`A redução na vazão aumenta a pressão sobre as reservas de água doce em grande parte do mundo, especialmente em um momento em que a demanda por água aumenta por causa do crescimento da população. A água doce é um recurso vital, e a tendência de queda é motivo de preocupação`, diz Aiguo Dai. Pesquisas anteriores feitas em grandes rios, no entanto, apontavam que a vazão global dos cursos de água estaria aumentando.

Fonte: Comissão Pastoral da Terra - Reg.Bahia

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2 de julho de 2009

PESCADORES DA BAÍA DA GUANABARA (RJ) AGRADECEM APOIO


Prof. Jarmuth - SOS Rios do Brasil


Caro amigo,

Não tenho palavras para expressar minha gratidão, e das centenas de famílias que vivem da "pesca" na Baía de Guanabara, pois é graças a pessoas como você, que temos aínda esperança de um mundo melhor.

Em nome de todos os Pescadores Artesanais da Baía de Guanabara, um grande abraço!, um enorme obrigado, e que Deus te ilumine e proteja, por muito e muitos anos.
Estamos vivenciando tempos difíceis de manejar, porém temos coragem e força, ainda estamos resistindo.

Obrigado Professor !
Obrigado SOS Rios do Brasil

Alexandre Anderson de Souza - Presidente
Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara - AHOMAR

( Fundada em 13 de Janeiro de 2007.) e

Lider do "Grupo Homens do Mar da Baía de Guanabara"

( Criado em Julho de 2003.)

Matéria Postada no Blog:

1 de Julho de 2009

OBRAS DA PETROBRÁS E OS PESCADORES DA BAÍA DE GUANABARA RJ

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A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DE SANEAMENTO E FALTA DE ÁGUA É O INVESTIMENTO PRIVADO


Saneamento básico para salvar vidas

O Empreiteiro - 30/06/2009

A estatística é da Organização Mundial de Saúde, órgão das Nações Unidas. Para cada R$ 1 investido em saneamento básico, R$ 4 reais são economizados em saúde pública. Investir em tratamento de esgoto significa menores gastos com hospitais, menos filas em postos de saúde, menos crianças doentes.

Não por acaso, a Organização das Nações Unidas está preocupada com o tema. Segundo as metas de desenvolvimento do milênio estabelecidas pela ONU, até o ano de 2015 mais de 2 bilhões de pessoas devem ser contempladas mundo afora com água potável e tratamento de esgoto. Atualmente estima-se que 2,4 bilhões de pessoas no mundo não tenham acesso ao saneamento básico.

“Péssimas condições de saneamento combinadas com a falta de água potável e de condições de higiene contribuem para as terríveis taxas de mortalidade, de 1,5 milhão de crianças por ano”, destacou recentemente o Secretário Geral da ONU, o sul coreano Ban Ki-Moon.

No Brasil, a situação não é melhor. Hoje, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 53% dos brasileiros não têm acesso à rede geral de esgoto. Recentemente, Raul Pinho, diretor do Instituto Trata Brasil (que coordenou a pesquisa junto com a FGV), destacou que o investimento em saneamento significa salvar vidas. “Temos uma enorme dívida no setor e cada real investido na área equivale a quatro poupados na saúde. Parar equivale a retroceder”, explicou Pinho.

Iniciativa privada pode trazer soluções

Uma das tendências para a solução dos problemas de saneamento de falta de água é o investimento privado. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviços Públicos de Água e Esgoto, as operadoras privadas deverão investir 18 bilhões em saneamento até 2017. Isso elevará de 10% para 30% a participação privada no setor.

Segundo especialistas, são necessários R$ 200 bilhões em todo o país para que os serviços atinjam toda a população. No ritmo atual de investimentos, R$ 2 bilhões por ano, a tarefa demoraria 200 anos, dois séculos. Mas, com a iniciativa privada, esse tempo pode cair para apenas 20 anos. Justamente por isso, uma Lei Federal de 2007 regulamentou o saneamento básico no Brasil e tirou o monopólio deste serviço das estatais.

No Brasil e no mundo várias prefeituras descobriram que investimento privado pode ser a solução para falta de saneamento. Cidades como Rio Claro, Mineiros do Tietê, Cachoeiro do Itapemerim (ES), Friburgo e Niterói (RJ) firmaram importantes parcerias com a iniciativa privada e conseguiram resultados excelentes, como baixo desperdício de água, e saneamento básico em todos os bairros das cidades.

Em uma das capitais mais importantes do mundo, o investimento privado incrementou os serviços de água e esgoto. Em Londres, o rio Tâmisa, cartão-postal da cidade, foi dado como “morto biologicamente” há 50 anos. Hoje, é possível até mesmo pescar ali. Para tanto, foram necessários pesados aportes financeiros nas últimas décadas. A companhia Thames Water, que conta com capital privado desde 1989, investe por ano 1,5 bilhão de dólares em projetos de água e esgoto na capital inglesa.
Fonte: Site O Empreiteiro


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1 de julho de 2009

32ª ROMARIA DA TERRA E DAS ÁGUAS - DO VENTRE DA MÃE TERRA UM CLAMOR PELA VIDA

Romaria da Terra e das Águas debate o agravamento das questões ecológicas

Entre os dias 3 e 5 de julho, a cidade de Bom Jesus da Lapa, localizada no oeste baiano, será palco de uma romaria que tem um caráter diferente. Além da fé que mobiliza multidões de romeiros à cidade, um dos destinos mais procurados por religiosos no Brasil, o evento, que acontecerá durante esses três dias, costuma ser um espaço para discussões políticas relacionadas principalmente à temática do campo. Trata-se da Romaria da Terra e das Águas.

“Quem participa dessa Romaria vai para rezar, mas também para discernir sobre a realidade. É um encontro com Deus, mas também com as problemáticas da terra, das águas e do atual modelo de desenvolvimento econômico”, explica o membro da Coordenação Geral da Romaria, Luciano Bernardi. Para esse ano, em sua 32ª edição, é aguardado um público de 8 mil pessoas.

O tema Do Ventre da Mãe Terra um Clamor pela Vida pretende chamar a atenção para o agravamento das questões ecológicas no estado, principalmente a destruição dos biomas da caatinga e do cerrado pela expansão do agronegócio e dos grandes projetos industriais. “Para sentir a terra como Mãe não podemos acreditar na razão dos poderes ainda hoje dominantes. Eles são frios instrumentos de privilégios destruidores. Precisamos da razão, sim, mas uma razão sensível, emocional e cordial, pois aí se enraízam sentimentos profundos, se elaboram valores e se cultivam o cuidado, a compaixão e os sonhos que nos inspirarão organizações e lutas corajosas”, afirma a Coordenação Geral da Romaria em carta convocatória publicada em maio.

Essas características da Romaria estão presentes desde a sua primeira edição, em 1977, quando um grupo de 112 lavradores e lavradoras de Itaetê, Nova Redenção e Andaraí, municípios baianos localizados na Chapada Diamantina, viajaram em dois caminhões “pau de arara”, para o santuário de Bom Jesus da Lapa, na beira do rio São Francisco.

Na ocasião, foram pedir forças ao Bom Jesus e exporem publicamente sua luta quase desesperada pelas suas terras griladas, pelas suas roças invadidas pelo gado do fazendeiro, pelas suas casas queimadas para intimidar e forçar a saída de posseiros e contra as autoridades coniventes, que pisoteavam o valor e a dignidade de homens e mulheres do campo.

Ao longo dos anos, a romaria começou a mobilizar ainda mais pessoas. Além dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, o evento reúne, principalmente, um público jovem que esse ano terá a oportunidade de discutir vários temas, dentre eles: Uma política diferente; Cerrado e caatinga ameaçados pelos grandes projetos; Comunidades tradicionais: territórios de resistência.

O patrono dessa edição é D. Helder Câmara, Arcebispo Emérito de Olinda, que se estivesse vivo completaria 100 anos. “Assim como D. Helder, acreditamos que o povo pobre e crente deve ser o protagonista da transformação”, afirma Bernardi. A Romaria é organizada pela Comissão Pastoral da Terra, Cáritas, e Dioceses de Barreiras, Barra, Irecê, Caetité, Vitória da Conquista e Bom Jesus da Lapa, dentre outras Organizações e Movimentos Populares.

Programação – A abertura da Romaria acontece na sexta (03) às 19hs, na Esplanada. No sábado (4) as atividades começam às 5h30 com o Ofício de Nossa Senhora. Os plenários estão previstos para começar às 8h30.

A programação continua às 14hs com a tradicional Celebração da Misericórdia seguida de confissões e, às 16h, a Via Sacra, saindo da Esplanada. A Noite Cultural começa às 20hs no Espaço Lapa Cultural. As atividades se encerram no domingo com a realização do Grande Plenário, às 8hs na Gruta da Soledade, após a Missa da Ressurreição.

Acesse mais detalhes no item “Romaria” clicando aqui.
* Informe da Comissão Pastoral da Terra – Regional Bahia, publicado pelo EcoDebate, 02/07/2009.

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OBRAS DA PETROBRÁS E OS PESCADORES DA BAÍA DE GUANABARA - RJ


Carta de um Pescador

Ong Homens do Mar -RJ - 01/Jul/2009

Sou pescador e sobrevivo da pesca artesanal de onde tiro o meu sustento e de minha família. Mas, desde que a PETROBRAS S.A, se instalou na Baía de Guanabara, na Praia de Mauá - Magé/RJ, no final de 2007, com o Terminal Flexível GNL da Baía de Guanabara e Projeto GLP da Baía de Guanabara, do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - COMPERJ, não consigo trabalhar. É como se fosse dona da Baía e ninguém mais existisse. Contarei aqui um pouco dessa história.

O empreendimento possuí enormes impactos negativos que invibializam a sobrevivência das comunidades pesqueiras e, ao mesmo tempo, não lhes oferece nenhuma alternativa de vida. A empresa e suas obras impedem que nós, pescadores, circulemos por uma área que sempre foi nosso local de trabalho e moradia. Isso inviabiliza a pesca, nosso ganha-pão. A obra sequer gerou os empregos prometidos. A PETROBRAS S.A suas Empreiteiras trazem pessoas de fora e, quando contrata alguém da comunidade, os demite assim que descobre ligação do funcionário com os pescadores. Só em Praia de Mauá são centenas de famílias que estão perdendo seus empregos e vivendo na miséria, sem perspectiva de futuro. Mas esse não é o único crime cometido.

Ao longo das obras, a natureza vem sendo destruída. As dragagens estão matando animais e provocando o assoreamento da Baía. Os manguezais estão sendo desmatados. As máquinas usadas na obra causam derramamentos de óleo, danificam nossas redes de pescas, matam peixes e poluem as águas. E isso é grave, pois a Baía de Guanabara, a despeito do trágico derramamento de óleo também da PETROBRAS em 2000, aínda é muita rica do ponto de vista de seus Mangues, Flora e Fauna, possuindo muitas áreas de reserva ecológica.

E, não bastassem esses crimes, a empresa criminaliza os pescadores que lutam contra a destruíção ambiental. Não nos dão o direito nem de reclamar ou de nos indignar diante de toda essa afronta às leis e aos direitos humanos ! No início da obra, as famílias tentaram um diálogo com a empresa, mas esta não tomou providências quanto aos danos causados. Sem proposta de alternativa e sem diálogo por parte da PETROBRAS S.A e o Consórcio GLP Submarino responsável pela execução das obras do Projeto GLP da Baía de Guanabara, nos restou como única saída a mobilização contra o Projeto. A resposta das empresas veio sob a forma de repressão e muita violência.

Pessoas que trabalham e prestam serviços na obra ameaçam os pescadores e suas os pescadores e suas famílias. As lideranças dos pescadores vêm recebendo também muitas ameaças anônimas, por telefone. No dia 1º de Maio, um de nossos companheiros, sofreu um atentado ao chegar da pesca. Foi recebido a balas e por pouco não foi assassinado. A polícia e os governos, ao invés de nos protegerem e de fazerem com que as leis sejam cumpridas, atuam visivelmente em favor dos interesses das empreitadas destruídoras.

O Grupamento Aéreo Marítimo - GAM, já realizou dezesseis ofensivas violentas contra a mobilização dos pescadores. No dia 14 de Maio, os policiais mais uma vez repreenderam para dentro do manguezal; apreendeu barcos; apontou armas; ameaçou-os de morte; e deteve vários pescadores. Todos atos ilegais. Desde então, as ameaças anônimas e violência no tratamento dos pescadores vêm se intensificando, culminando no assassinato de um dos fundadores de nossa associação : espancado e morto com cinco tiros, no dia 22 de Maio, seis horas após o embargo da obra pela Prefeitura de Magé por constatação de irregularidades. Diante do clima violento, é possível que o crime tenha relação com as ameaças.

Isso é apenas parte do que vem acontecendo. Precisamos que você nos ajude e apóie, pois isso também é um problema é um problema e uma responsabilidade sua! Somos pescadores e estamos lutando pela Baía de Guanabara, pelo respeito à vida e por nossas famílias. Queremos trabalhar, queremos viver num lugar despoluído, queremos alimentos frescos para nos alimentar, queremos proteger a natureza e queremos sustentar nossas famílias com nosso trabalho. Queremos, antes de tudo, ter o direito e o orgulho de sermos o que de sermos o que sempre fomos : Pescadores Artesanais.

Isso é pedir muito ? Acho que não.

Participe desta luta em defesa do Trabalho e do Meio Ambiente !

GRUPO HOMENS DO MAR DA BAÍA DE GUANABARA, defendendo o Meio Ambiente e aqueles que sempre o utilizaram em harmonia de forma sustentável, o "Pescador Artesanal"

Fonte: Alexandre Anderson

Portal do Meio Ambiente / REBIA / Editor e Fundador: Vilmar S. D. Berna REBIA


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SE NÃO INVESTIRMOS EM HIDROVIAS O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS SERÁ PARALISADO

Hidrovia Paraná-Tiete que liga os estados de Goiás ao Paraná, atravessando Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo

CNA e Faemg defendem investimentos em hidrovias

O Empreiteiro - 30-06-2009

Se não forem tomadas providências concretas para acelerar os investimentos governamentais e para liberar o setor privado a investir na construção de uma eficiente infraestrutura de transportes, o desenvolvimento do país será paralisado. O alerta é de Luiz Antonio Fayet, consultor de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). \"A otimização do sistema de transportes é essencial\", concorda o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões

A CNA desenvolve estudos sobre logística e infraestrutura há seis anos, de forma a ter embasamento técnico na defesa dos interesses do setor rural junto ao governo. Na área de transportes, a conclusão é de que é urgente a necessidade de novos tipos de investimentos, pois os sistemas rodoviários não suportarão a expansão da demanda. \"A implantação de hidrovias é uma questão lógica, de economicidade e sobrevivência, mas para isso deverão ser modificados o atual modelo portuário e o conceito de uso múltiplo dos rios navegáveis\", salienta Fayet.

Para Minas Gerais, uma das propostas é a ampliação da hidrovia do Rio Paraná e seus afluentes. Numa primeira etapa, a área de navegação atingiria cerca de 2 mil quilômetros, abrangendo vários estados e com grande impacto no oeste mineiro, aumentando o grau de fixação de renda na região. \"Seria um verdadeiro mar interior\", ressalta Fayet. Outra alternativa para o Estado é a revitalização do Vale do São Francisco, principalmente para navegação, e do Vale do Rio Doce, para uso múltiplo: transporte, geração de energia, irrigação e abastecimento de água.

Custos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(MAPA) apoia os estudos e as reivindicações do Sistema Sindical Rural por concordar que a reestruturação do sistema nacional de transportes é fundamental para o aumento da renda do setor rural.

O diretor do Departamento de Infraestrutura e Logística do Ministério, Biramar Nunes de Lima, confirma que, para distâncias acima de 300 quilômetros, a hidrovia custa três vezes menos que a rodovia. \"O Brasil precisa buscar o equilíbrio da sua matriz de transporte, de forma a aumentar a competitividade de seus produtos.\"

Conforme planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, no ano agrícola 2017/2018 o Brasil deverá ampliar consideravelmente a produção de alimentos. Só a safra de grãos deverá ser acrescida em 40 milhões de toneladas, atingindo 180 milhões de toneladas. A produção de carnes deverá ter acréscimo de 12 milhões de toneladas; a de açúcar, de 15 milhões de toneladas; e a de álcool, de 35 bilhões de litros. Como grande parte desta produção será exportada, Biramar Nunes chama a atenção para a necessidade de otimizar a chegada dos produtos aos portos.

Fonte: Agrosoft


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FÓRUM ÁGUAS DO RIO E O FUTURO DAS ÁGUAS NO BRASIL


Fórum, no Rio de Janeiro, debate panorama atual e perspectivas para o futuro da água no Brasil

Evento, que acontecerá no dia 3 de julho, debaterá regulação, políticas públicas, planejamento e ações estratégicas, meio ambiente, desenvolvimento econômico, tendências e tecnologias e alternativas para o uso dos recursos hídricos

O uso racional dos recursos hídricos está na ordem do dia.
Governantes, políticos, empresários, pesquisadores e sociedade em geral, finalmente, despertam para esta questão crucial para o desenvolvimento social e econômico do mundo. Com o objetivo de criar um ambiente equilibrado de debates e buscar alternativas para o problema, a Synergia Editora e o Centro Cultural da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (SEAERJ) promovem no dia 3 de julho, no Rio de Janeiro, o Fórum Águas do Rio e o Futuro das Águas no Brasil.

O Fórum, entre os seus objetivos, pretende traçar um panorama atual do quadro dos recursos hídricos do Brasil; discutir as políticas públicas para os setores de saneamento e recursos hídricos; avaliar as perspectivas para o uso múltiplo da água; apresentar as tendências e tecnologias na área de recursos hídricos; e debater a regulação dos recursos hídricos no país.

Com grandes especialistas da área nos dois painéis, o fórum vai debater temas como regulação, políticas públicas, planejamento e ações estratégicas, meio ambiente, desenvolvimento econômico, tendências e tecnologias e alternativas para o uso múltiplo das águas. Entre os palestrantes já confirmados estão: Jerson Kelman (ex-diretor da ANA e da Aneel), Wagner Victer (presidente da Cedae), Haroldo de Mattos Lemos (diretor do Conselho de Meio Ambiente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), e Paulo Canedo, (coordenador do Laboratório de Hidrologia e Estudos do Meio Ambiente da Coppe/UFRJ).

A motivação para o seminário partiu da publicação do livro Água do Rio: Do Carioca ao Guandu a História do Abastecimento de Água da Cidade do Rio de Janeiro, desde sua fundação por Estácio de Sá, na visão precisa e minuciosa do engenheiro José de Santa Ritta (em memória).

Local
Local: Associação Comercial do Rio de Janeiro
Rua: Rua Candelária, 9 - Centro
CEP: 20091020
Cidade: Rio de Janeiro
Estado: RJ

FONTE: Site Synergia Editora

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Justificar


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LANÇAMENTO DO LIVRO "A ÁGUA DO RIO" - DIA 03/07 - RJ


CONVITE EVENTO LANÇAMENTO DO LIVRO - A ÁGUA DO RIO

De: "Jorge Rios"
da ABES - autor do livro: jose de santa ritta ...
prof. jorge rios = Diretor Secretario da ABES - RIO
1 de Julho de 2009 20:27


Finalmente o excelente livro " A ÁGUA DO RIO " do meu saudoso amigo e colega da ABES jose de santa ritta ...

eu tive a honra de ler os originais e dar minhas modestas contribuicoes ao santa ritta ainda na ABES ....

o livro conta a historia do abastecimento de agua do rio de janeiro desde a chegada de estacio de sa ate a grande obra do SISTEMA GUANDU do gov. ₢arlos Lacerda e tantos outros amigos da ABES .....

Posteriormente tive a felicidade de Coordenar o PDA - RMRJ [plano diretor de abastecimento de agua do rio de janeiro] pela ENGEVIX para a CEDAE , MAS ISTO JA É OUTRA HISTORIA QUE PRETENDO UM DIA ESCREVER .....

saudacoes aquaticas e fluviais;

prof. jorge rios = Diretor Secretario da ABES - RIO

www.profrios.kit.net



Lançamento:

Dia 03 julho às 17 horas

Associação Comercial do Rio de Janeiro

Durante o Fórum Águas do Rio e o Futuro da Água no Brasil

Fonte: Colaborador Prof. Dr. Jorge Rios - UFRJ

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RIBEIRINHOS, INDÍGENAS E ORGANIZAÇÕES PEDEM SUSPENSÃO DAS OBRAS DAS USINAS DO RIO MADEIRA

Obras das usinas do Rio Madeira - Foto: Ademilde Correia/AG. Imagem News


Organizações pedem na Justiça suspensão de hidrelétricas do Madeira

Ao ajuizar duas ações contra as usinas, entidades alegam diversas irregularidades no processo de licenciamento das barragens de Santo Antonio e Jirau

A OSCIP Amigos da Terra – Amazônia Brasileira (SP), a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé (RO) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB ajuizaram na sexta-feira (26), na Justiça Federal de Rondônia, duas ações civis públicas contra as licenças de instalação das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO).

As organizações alegam que há graves irregularidades no processo de licenciamento ambiental das usinas. Segundo Roberto Smeraldi, diretor de Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, “a concessão das licenças contrariou repetidamente os pareceres da equipe técnica do IBAMA , o que é fonte de um círculo vicioso de ilegalidade em cascata, que afeta as obras em andamento”.

No caso da ação que busca a anulação da Licença de Instalação de Santo Antônio, uma das principais irregularidades apontadas é a autorização pelo Ibama da instalação da usina, antes de a Funai ter informações suficientes sobre a localização geográfica de índios isolados que vivem na área de impacto do empreendimento. Também foi destacada a falta de autorização do Congresso Nacional para o aproveitamento de recursos hídricos em terras indígenas, conforme exigido pela Constituição Federal. “É fundamental evitar o atropelo da legislação sobre os direitos indígenas para não criar um precedente perigoso a outras hidrelétricas planejadas no PAC”, afirmou Marcos Apurinã da COIAB.

Além disso, a ação revela outras deficiências graves nos programas de mitigação e compensação de impactos da usina de Santo Antônio, relacionadas a populações indígenas, ribeirinhos, agricultores familiares e à população urbana de Porto Velho.

Já na ação movida contra a Licença de Instalação de Jirau, a principal irregularidade é a persistência de incertezas sobre a área do reservatório da usina, o que deveria ter sido resolvida na fase de elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O problema envolve a falta de análise efetiva dos riscos de assoreamento dos reservatórios no Rio Madeira. “O consórcio ENERSUS, responsável pela obra, alterou a localização da usina em 9,2 km fato que implicaria em novo Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental, o que não ocorreu”, relata Telma Monteiro, coordenadora de Energia da Kanindé.

Réus
As ações citam como réus a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e os consórcios responsáveis pelas obras de Santo Antonio e Jirau, Santo Antônio Energia S.A. (SAESA) e Energia Sustentável do Brasil (ENERSUS), respectivamente. As autoras das ações pedem a declaração de nulidade das licenças de instalação concedidas pelo Ibama entre 2008 e 2009.

Usinas – As hidrelétricas de Santo Antonio, leiloada em 2007, e Jirau, cujo leilão ocorreu em 2008, são cotadas pela ministra da Casa Civil Dilma Rousseff entre as obras mais importantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Juntas, têm a previsão de gerar de 6,3 mil megawatts de energia, principalmente para grandes indústrias no Centro-Sul. No entanto, as barragens têm sido objeto de várias ações por parte de organizações da sociedade civil e do Ministério Público, que questionam ilegalidades nos processos de licenciamento ambiental e de outorga de direito de uso de recursos hídricos do Rio Madeira como bem público.

Os graves riscos das barragens do Madeira, especialmente no caso da hidrelétrica do Jirau, sobre o território boliviano já se tornaram objeto de crise diplomática entre os dois países. Uma série de perguntas levantadas por autoridades e organizações civis da Bolivia sobre impactos dos empreendimentos em seu país continua sem respostas do Governo Brasileiro.

Mais informações:

Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Contatos: Roberto Smeraldi, Brent Millikan
e-mail: brent.millikan@amazonia.org.br

Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé
Contato: Telma Monteiro
e-mail: telmadm@uol.com.br

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab)
Contatos: Marcos Apurinã, Jecinaldo Sateré
e-mail: secretaria@coiab.com.br, marcosapurin@gmail

Informe enviado por Telma Monteiro / Rogério Almeida e publicado pelo EcoDebate, 01/07/2009.

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PASTOS PARA PECUÁRIA OCUPAM 75% DA ÁREA DESMATADA NA AMAZÔNIA


O desmatamento é desnecessário

artigo de Paulo Barreto
30/06/2009 - EcoDebate

“Os governos devem evitar a apropriação das terras públicas, punir os crimes ambientais e criar oportunidades para remunerar a conservação florestal”

[Folha de S.Paulo] A Amazônia perdeu cerca de 70 milhões de hectares para o desmatamento, uma área equivalente à França. É preciso desmatar mais?

Para quem se importa com outras espécies, o desmatamento é uma agressão à vida. Por ano, na última década, tombou cerca de 1 bilhão de árvores e foram desalojados ou mortos 32 milhões de aves e 1 milhão de macacos, entre outras vítimas.

Quem deseja evitar tragédias climáticas para seus descendentes se preocupa com as emissões dos gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento. A metade do “peso” de uma árvore é carbono, e as queimadas para limpar o solo após o desmatamento na região respondem por mais de 50% das emissões brasileiras.

Porém, outros consideram o desmatamento indispensável para aumentar a produção agropecuária, que gera renda, empregos e impostos. Assim, não surpreende que a imprensa divulgue tantos conflitos entre ambientalistas e ruralistas.

A boa notícia é que esses conflitos são superáveis. É possível dobrar ou triplicar a produção agropecuária brasileira sem derrubar árvores. Para isso, segundo a Embrapa, seria necessário aumentar a produtividade das áreas já desmatadas, principalmente nos 100 milhões de hectares de pastos degradados no país.

Então, como vencer a contradição do fato de que é desnecessário desmatar, mas o desmatamento continua?

Para começar, é preciso entender para que e por que se desmata. Cerca de 75% da área desmatada na Amazônia é ocupada com pastos para a pecuária bovina – boa parte deles de baixa produtividade. Portanto, essa pecuária que desmata sem necessidade é uma inimiga a ser combatida.

As causas do desmatamento incluem falhas de políticas públicas e do mercado. Geralmente, é mais barato e mais lucrativo desmatar novas áreas do que investir no aumento da produtividade das áreas já desmatadas.

Isso decorre, em grande parte, do fato de que o Estado tem falhado em proteger as terras públicas, das quais muitos pecuaristas se apossaram gratuitamente. Por sua vez, a abundância da terra gratuita desfavorece o investimento para aumentar a produtividade das áreas desmatadas. Outra falha pública é a impunidade dos crimes ambientais. Nem 5% do valor total das multas é arrecadado.

A principal falha de mercado é o fato de que a conservação da floresta – que produz benefícios coletivos, como a regulação climática e a proteção da biodiversidade – não é remunerada. Além disso, a exigência dos consumidores por produtos de origem sustentável ainda é incipiente.

Portanto, para zerar o desmatamento, é preciso corrigir as falhas. Os governos devem evitar a apropriação das terras públicas, punir os crimes ambientais e criar oportunidades para remunerar a conservação florestal.

Uma oportunidade para obter recursos para compensar a conservação florestal é a negociação, em dezembro deste ano, de um acordo global sobre mudanças climáticas. Um dos temas é a redução das emissões do desmatamento global, que contribui com cerca de 20% das emissões totais.

Dado que evitar desmatamento é uma das opções mais baratas para evitar emissões, é plausível estabelecer um acordo pelo qual o Brasil seja compensado pelo desmatamento evitado. O país precisa aproveitar essa oportunidade.

Os representantes do povo devem ser estimulados nessas ações. Embora entendam o problema e a direção a seguir, precisam de força para vencer as reações de quem perde no curto prazo. Por exemplo, o presidente Lula, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e a senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Kátia Abreu, têm declarado que é possível aumentar a produção agropecuária sem desmatamento.

Além disso, em 2008, o governo federal tomou medidas corajosas contra o desmatamento. Mas as reações têm sido intensas. Aqueles que desejam que seus descendentes possam se maravilhar com a biodiversidade e não sofram com catástrofes climáticas devem estimular e cobrar nossos representes – antes e após o voto. Além disso, é preciso valorizar as marcas que respeitam a natureza. É preciso lembrar que bichos, árvores e nossos descendentes não votam nem vão ao mercado.

Paulo Barreto, engenheiro florestal e mestre em ciências florestais pela Universidade Yale (EUA), é pesquisador sênior do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

* Artigo originalmente publicado na Folha de S.Paulo.
[EcoDebate, 30/06/2009]
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SEGREDO DA PLANTA RUIBARBO DO DESERTO É DESVENDADO POR CIENTISTAS



Cientistas desvendam segredo de planta que vive no deserto

Cientistas israelenses descobriram como uma planta que floresce no deserto e que utiliza suas grandes folhas verdes para irrigar-se a si mesma e sobreviver melhor que suas congêneres de regiões desérticas.

A planta, conhecida localmente como ruibarbo do deserto, da família Rheum palaestinum, é comum nos desertos de Israel e da Jordânia, e tem a peculiaridade de, com as folhas, captar a água da chuva e conduzi-la às raízes.

De acordo com os cientistas s Simja Lev-Yadon, Gidi Neemán e Gadi Katzir, da Universidade de Haifa, esse tipo de ruibarbo pode absorver 16 vezes mais água que outras plantas de deserto.

"Trata-se do primeiro caso, no mundo, de uma planta que irriga a si mesma. Não conhecemos outra que atue da mesma maneira", disse o botânico Gidi Neeman.

Segundo comunicado emitido pela universidade, o grande tamanho das folhas da planta chamaram, há anos, a atenção dos três cientistas. Nos desertos, é comum que as plantas tenham folhas pequenas ou reduzidas a espinhos, para evitar a perda de água por evaporação das grandes superfícies.

O ruibarbo cresce em Israel nas montanhas do deserto do Negev, onde as chuvas são particularmente fracas, de 75 milímetros anuais.

As folhas do ruibarbo podem chegar a um metro, de forma a recolher a água das chuvas escassas. Nesse mecanismo de autoirrigação tem papel primordial uma cutícula de cera impermeável que faz a água fluir até a raiz principal.

A pesquisa revelou também uma estrutura excepcional de canaletas nas folhas, que lembra a topografia de uma cordilheira.

Os cientistas dizem que esses sulcos funcionam como um sistema de canalização de água.

Experimentos realizados pelos pesquisadores indicam que, diferentemente das demais plantas do deserto, que dependem apenas da chuva que cai no solo perto de suas raízes e, com isso, captam cerca de 4 litros de água, o ruibarbo do deserto pode captar mais de 43. (Fonte: Estadão Online)

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EM MG O II SEMINÁRIO SOBRE MANEJO E CONTROLE DE ESPÉCIES AQUÁTICAS INVASORAS

O mexilhão dourado (Limnoperna fortunei) é uma espécie invasora, esses mexilhões são originários da China e chegaram pelas nossas bandas (mais precisamente no Rio da Prata em 1991 e na Lagoa dos Patos em 1998) transportados na água de lastro dos navios cargueiros.

Pesquisadores se reúnem em Minas Gerais para discutir espécies aquáticas invasoras

Danielle Jordan / AmbienteBrasil- 01/07/2009

Até quinta-feira (02) pesquisadores do Brasil e de outros países participam do II Seminário Internacional sobre Manejo e Controle de Espécies Aquáticas Invasoras.

Os problemas causados por espécies com o mexilhão dourado, alguns peixes e plantas, além de cianobactérias, fazem parte das discussões que tem como objetivo levantar as diferentes técnicas para atenuar os impactos.
Os prejuízos causados pelas espécies invasoras não se restringem ao meio ambiente, as consequências são econômicas, afetando o turismo, as geradoras de energia e as empresas de abastecimento de água.

A educação ambiental como ferramenta de combate às espécies aquáticas invasoras foi destacada pelo presidente do Conselho Curador da Fundação Biodiversitas, Angelo Machado. A fundação foi uma das organizadoras do evento.

O seminário acontece no auditório do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte.Fonte: Ambiente Brasil

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SP SANCIONA LEI QUE "DECLARA GUERRA" ÀS CONSTRUÇÕES IRREGULARES EM ÁREAS DE MANANCIAIS


Lei autoriza derrubada de obra em manancial

Agentes da Prefeitura de São Paulo também podem, em flagrante, apreender de escavadeiras a tijolos

Diego Zanchetta e Felipe Grandin - 01/07/2009

A Câmara Municipal de São Paulo autorizou a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) a fazer a apreensão de materiais de construção e de equipamentos em obras irregulares na capital paulista. No caso de edificações em áreas de mananciais ou de preservação permanente, os agentes fiscais ficam autorizados por lei a fazer a demolição da obra logo no ato da primeira multa.

Hoje, quando equipes das subprefeituras flagram um parcelamento ilegal do solo, é lavrada a multa e se define o embargo do local. O proprietário infrator tem 30 dias para recorrer e apresentar defesa.

Os dois projetos do Executivo (38/2003 e 406/2008) que mudam a fiscalização do parcelamento do solo foram aprovados por unanimidade pelos vereadores. O texto autoriza os fiscais a apreenderem escavadeiras, tijolos e cercas também no momento do auto da emissão da multa e do embargo.

O governo espera com a sanção da lei fortalecer o trabalho da Operação Defesa das Águas, cujo objetivo é impedir as construções irregulares em áreas de mananciais, como na Serra da Cantareira, na Represa Billings e em Parelheiros. A Guarda Ambiental, criada em 2007, informou já ter demolido quase mil imóveis em áreas de preservação, após multas e embargos.

No caso de um dono de imóvel já construído estar fazendo uma expansão ilegal, também conhecido na periferia como "puxadinho", os materiais de construção serão apreendidos no ato da multa. Se estiver sendo construída, por exemplo, uma residência próximo da Billings, área de manancial, a fiscalização poderá derrubar a edificação. "O projeto ajuda a combater a ocupação clandestina de nossos mananciais. A obra ilegal tem de ser congelada no momento da multa", afirmou o vereador Chico Macena (PT).

Para o líder de governo, José Police Neto, os dois projetos são um avanço para a área ambiental. "As propostas atendem a um pedido da sociedade por um maior rigor na proteção dos nossos mananciais."

CETICISMO

A legislação foi vista com ceticismo por Benedito Barbosa, que atua como coordenador da União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior. "A Prefeitura tem a obrigação de fiscalizar. Por outro lado, não pode usar a lei para tomar atitudes arbitrárias ou autoritárias", diz. "Temos de tomar cuidado para que não seja uma autorização para demolir sem seguir o devido processo legal. As pessoas têm de ter conhecimento e ampla defesa para que possam garantir o direito à moradia." Fonte: Estadão

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