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13 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL CONTRA AS BARRAGENS - 14 DE MARÇO





Ambientalistas gaúchos fazem protesto no Dia Internacional contra as Barragens 
   
A data 14 de março é considerada o Dia Internacional contra as Barragens.

Na ocasião serão entregues documentos ao governador Tarso Genro e à Secretária do Meio Ambiente, Jussara Cony, contra a construção de barragens. 
   

Por Redação EcoAgência de Notícias Ambientais

Ambientalistas gaúchos realizam na próxima segunda-feira (14), às 16h, manifestação em frente a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), contra a construção de barragens.
 
14 de março é considerado o Dia Internacional contra as Barragens.
Na ocasião, ocorre a entrega de um documento à Secretária da SEMA, Jussara Cony. Logo em seguida, às 17h, todos dirigem-se ao Paláciio Piratini para entrega do documento ao Governador Tarso Genro.
 
As entidades organizadoras da manifestação, INGÁ, DAIB, NAT-Amigos da Terra,, IGRÉ e MOGDEMA, estão convocando todos os 
participantes a usarem roupas pretas, trazerem tambores, apitos e faixas.

Segundo eles, as hidrelétricas não são energia limpa e emitem grande carga de gás metano e dióxido de carbono (CO2), que incrementam ainda mais o efeito estufa e o aquecimento global.
 
Em todo o Brasil há 61 grandes projetos hidrelétricos, que poderão causar o desmatamento de mais de cinco mil quilômetros quadrados ou cerca de meio milhão de hectares de florestas.
Estima-se também que possam ser desalojadas de mais de 110 mil pessoas, sendo pelo menos 15% formados por povos indígenas.
 
"Não é possível que se condene a morte o rio Uruguai e se permita a destruição de todos os principais rios brasileiros. Queremos zoneamentos prévios das bacias e rios, e que respeitem seus trechos prioritários para a conservação e uso da biodiversidade, protegidos e livres de barramentos", dizem os manifestantes.
 
De acordo com eles, o licenciamento ambiental no Brasil está virando uma vergonha. E clamam para que seja revisto com urgência.
Os ambientalistas querem, ainda, que se respeite a legislação de proteção ambiental e os acordos assinados pelo País, em nivel internacional (Convenção da Diversidade Biológica, Direitos Humanos e os Povos Indígenas e Ribeirinhos, entre outros).
 
Entre as principais áreas ameaçadas no Rio Grande do Sul estão o Parque Estadual do Turvo, que pode ser afetado pela hidrelétrica de Panambi,
do Complexo Garabi, onde estima-se o corte de 1,7 mil hectares de florestas ou dois milhões de árvores,
e o Saldo do Yucumã, no município de Derrubadas. 
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FONTE: FONASC CBH 

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