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9 de julho de 2009

ANITAPOLIS (SC) - UMA POPULAÇÃO CONTRA A FOSFATEIRA E EM DEFESA DE SUA BACIA HIDROGRÁFICA


Rio dos Pinheiros, em Anitapolis (SC)

No Brasil, existem cerca de 1,4 mil empresas de mineração que extraem em torno de 80 substâncias entre manganês, ouro, amianto, cobre, ferro, zinco eoutros. Acidentes ambientais registram danos causados ao meio ambiente como a contaminação das águas superficiais e subterrâneas que pode ser evitada coma criação de barragens. No entanto, por exigirem investimentos altos, nem sempre são feitas.

Blog ECO - 18/05/2009

A fotografia acima foi feita por Jorge Albuquerque em abril deste ano e mostra o vale cruzado pelo Rio dos Pinheiros, em Anitapolis, na serra catarinense.
Ao fundo, diz o leitor, a floresta atlântica bem preservada será inundada por dois lagos e represas de resíduos com 80 metros acima do nível do manancial, pelo Projeto Anitápolis, das empresas Bunge/Yara, em uma mina de fosfato.

A mata será extirpada para dar lugar à mineração. Albuquerque, da Associação Montanha Viva, afirma que a região do Pinheiros foi apontada por estudos do Comitê da Bacia do Tubarão como de alto risco a erosão e deslizamentos, e que o Projeto Anitápolis já obteve a licença prévia para o sinistro empreendimento.

O que fazer?

Letícia Weigert 18/05/2009
Não consigo entender como uma prefeitura aceita um negócio desses que só vaitrazer degradação, prejuízos e vergonha para o município??? NÃO À FOSFATEIRA.

Comite de Bacias e seus dados
Jorge Albuquerque 19/05/2009
Coloco aqui o link do Comite da Bacia do Tubarão, onde estão os dados sobre os riscos de erosão e deslizamentos nas cabeceiras do Rio Braço do Norte: http://www.unisul.br/content/site/hotsites/comite/planobaciaitens/tomo1.cfm

Desvalorização
Leodete 19/05/2009
As pessoas que estão a favor por causa de um emprego, não entendem que suas propriedades vão sofrer uma grande desvalorização, pergunto vc compraria um sítio nas proximidades de Anitápolis?? Tendo que enfrentar um transito pesadonas serras?? Além da poluição sonora, do ar e das águas?? Qdo penso em tudo o que teremos de ruim lá, sinto uma dor na alma.

AS EMPRESAS E O BRASIL COLÔNIA
eduino de mattos 19/05/2009

LEMBRAM DAQUELA EMPRÊSA QUE CAUSOU QUASE DUAS MIL MORTES NA INDIA, (A BHOPAL) ?
POIS É DEPOIS DAQUILO ÉLA MUDOU-SE PARA OUTRO PAIS !
ESTA É AGLOBALIZAÇÃO PUXADA PELO NEOLIBERALISMO. A POLITICA MAIS PREDATÓRIA QUE NOSSOPLANETA CONHECEU, OLHA O QUE ESTÁ ACONTECENDO NA NOVA GUINÉ, É UMADEVASTAÇÃO SEM PRECEDENTES, OS NATIVOS DA REGIÃO CORREM O RICO DE EXTINÇÃOA CURTO PRAZO, AS FLORESTAS ESTÃO SENDO DEVASTADAS SEM CRITÉRIOS, E SMITH FOODSEM VERA CRUZ NO MEXICO ?
COM UMA CRIAÇÃO DE PORCOS COM DOIS MILHÕES DE CABEÇAS, QUE PROVOCARAM "A GRIPE SUINA" DIZEM QUE VÃO "SAIR DOMEXICO" SERÁ QUE NÃO VEM PARA O BRASIL ?
eduino de mattos-conselheiro do meio ambiente, porto alegre rs.


Antônio 20/05/2009
Enquanto se critica a implantação da empresa. Os agricultores de Anitápolisestão vendendo uma caixa de Chuchu por R$ 1,00. Onde está a sustentabilidadenisso?
Porque ao invés de criticar e ficar fazendo terrorismo Ambiental nãose procurar conhecer o Projeto de uma forma mais profundada.
Claro que uma empresa desse porte vai trazer impactos e transtornos. Mas temos que pensar de uma forma mais ampla e exigir que a legislação ambiental sejácumprida.Lembrando que Mineração é uma atividade de utilidade Públicaprevista em lei.Fica aqui uma pergunta.
Quando nós que estamos nas grandescidades vamos no MacDonald´s saborear as batatas fritas, de onde você acha que vem o óleo utilizado para fritar as batatas? Claro que vem da Soja e outros grãos, que são adubados com o Famoso NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio.)
Então lembrem-se que vocês também se utilizam diariamente das atividades deMineração.Onde estão os ambientalistas para evitar que toda a serracatarinense seja tomada por plantações de Pinus e Eucalipto.Not in mybackyard, it is very easy

Anônimo 20/05/2009
só um comedor de McDonald´s pra falar tamanha bobagem, chamar informação edebate de terrorismo e misturar xuxu com mineração, va-lha-me deus;conservação também é utilidade pública e interesse difuso bem maior que odos esburacadores do Brasil que vão fazer mina de fosfato pra seguiralimentando a burra agropecuária nacional. continue assim

fosfateira
Anônimo 21/05/2009
Como deu de entender o Sr Antonio mora em cidade grande, não entende nada decidades pequenas, e os plantadores de xuxu de Anitápolis estão muito bemobrigada, e são contra a Fosfateira, moram bem, comem bem, a maioria tem carrozero, não se sujeitariam a trabalhar por um salário mínimo.Que se podefazer, nem todas as pessoas tem a sensibilidade de apreciar o belo,desde quepossam comer suas batatas fritas, o mundo que se exploda!!!!!!!!!!

ANTONIO SEU CRETINO
Raquel Back 22/05/2009
Seu covardão porque voce não se identificou de verdade, deve ser porque vocenão é HOMEM o suficiente para falar o que pensa, pois já o que fala é sóasneira.Voce deve ter muita inveja dos agricultores do Rio dos Pinheiros. Nãotem o que eles tem, que é a capacidade de trabalhar honestamente sem agredir osoutros.Voce deve ser uma pessoa muito frustrada e mal amada, mas isso deve serporque voce come muita batata frita, não é seu ignorante.Temos que defendersim o que temos de mais valioso que é a nossa natureza.Pena que o seu ANTONIONAO SABE DISSO!!!

Investbio 25/05/2009
A IFC – INDÚSTRIA DE FOSFATADOS CATARINENSE LTDA, dando início projeto deviabilidade do empreendimento protocolou na FATMA o estudo de impacto ambientalque originou o PROCESSO N 2431/068

Investbio 25/05/2009
DO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL- PROCESSO FATMA 2431/068 DANOS AMBIENTAIS-IRREVERSÍVEIS NO BIOMA MATA ATLÂNTICA-Supressão de vegetação nativa- asáreas florestadas encontram-se num ecótono entre a Floresta Ombrófila Densa ea Floresta Ombrófila Mista, com elementos dessasduas tipologias florestaispertencentes ao Bioma Mata Atlântica) atingirá 221,7 hectares.ascontratadas são categóricas em afirmar que: “ o empreendimento tem potencialde causar impactos ambientais significativos

Investbio 25/05/2009
ÁCIDO SULFÚRICO- BARRAGEM DE REJEITOS
será gerado aproximadamente34.000.000,00( trinta e quatro milhões) de metros cúbicos de rejeitos e lamado minério residual( bacias a jusante e a montante do Rio dosPinheiros).Possíveis Influências nas Bacias Hidrográficas- BRAÇO DO NORTEE TUBARÃO- Poluição por Fósforo e Contaminação dos Solos

Investbio 25/05/2009
Na análise realizada no capítulo 4 não foi possível relacionar aconcentração de fósforo aos níveis, apesar do evento de entanto, existe asuspeita de que a concentração de fósforo possa aumentar durante um diachuvoso devido ao efeito da drenagem de área com jazida de fósforo ou deáreas agrícolas- EUTROFIZAÇÃO

Investbio 25/05/2009
DO DESAPARECIMENTO DE ESPÉCIES EM EXTINÇÃO-Aves- PAPAGAIO DE PEITO ROXOImpactos na Flora- A supressão da vegetação poderá, segundo olevantamento, afetar 5 espécies ameaçadas de extinção pela Portaria IBAMAn.º 37/92(fls. 98).

IMPACTOS AMBIENTAIS
Investbio 25/05/2009
Interrupção do curso do Rio Pinheiros( 60,5% de comprometimento), Interrupção da circulação de peixes do Rio Pinheiros, Supressão devegetação nativa( 278, 3 ha);Aumento da taxa de erosão;Perdas de habitatsaquáticosPerdas de habitats terrestres naturais; Perdas de espécimes daflora nativa; Risco de contaminação do solo; Deterioração do ambientesonoro;Deterioração da qualidade do ar; Deterioração da qualidade daságuas superficiais

Investbio 25/05/2009
Redução de estoque dos recursos naturais; Perda de fauna, emissão depoluentes, dentre outros. CAPTAÇÃO DE ÁGUA? CASAN- RIO BRAÇO DO NORTE

impactos sociais
Investbio 25/05/2009
Aumento de acidentes rodoviários;Redução da atividadeeconômica;Redução da renda da população; Redução do nível deemprego; Redução dos serviços municipais( saúde, educação, assistênciasocial); Supressão de áreas de cultura e pastagens( 81 ha);

Investbio 25/05/2009
Adensamento da ocupação da ao longo da rodovia SC 407, chegando à perda daqualidade de vida da população.PERGUNTA: QUANTO SERÁ GASTOS EM PROGRAMASHABITACIONAIS, DE SAÚDE, EDUCACIONAIS, SEGURANÇA PÚBLICA?

Investbio 25/05/2009
O Projeto Anitápolis será um projeto grande para impulsionar a economia local.A Prefeitura terá à sua disposição mais recursos e poderá investir emeducação, saúde e outras iniciativas que melhorarão a qualidade de vida.QUANTO TEMPO?A população, que hoje está diminuindo, poderá crescer. AQUAIS ÍNDICES?

Investbio 25/05/2009
Haverá mais oportunidades para a maioria dos habitantes. QUAIS?Serãocriados empregos diretos, e também haverá empregos em empresas que vãoprestar serviços à IFC. QUE TIPO?

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Investbio 25/05/2009
DOENÇAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO RELACIONADAS COM O TRABALHO (Grupo X daCID-10) - PNEUMOCONIOSE EM TRABALHADORES EXPOSTOS A ROCHA FOSFÁTICA-

Sistema VIÁRIO
Investbio 25/05/2009
ESTIMATIVA 53 CAMINHÕES PARA ESCOAR PRODUÇÃO + 36 CAMINHÕES POR DIA DECAVACO, MADEIRA E LENHA+ 7 CAMINHÕES DE ENXOFRE+20 CAMINHÕES TRANSP INSUMOS=110 CAMINHÕES DIA. 17% BR282O ASFALTO DA SC 407 SUPORTA A CARGA?

PARA QUE NÃO SABE
Investbio 25/05/2009
um breve resumo do EIA RIMA e seus " benefícios para os agricultores de Anitapolis.

QUERO VER A BUNGE
Investbio 25/05/2009
DIZER AO CONTRÁRIO

JORNAL FOLHA DO VALE
Investbio 25/05/2009
Fosfateira: o Vale quer ser ouvidoMoradores da região de Anitápolis estão indignados com a Fatma que concedeu licença ambiental para fabricação de ácido sulfúrico e a extração de fosfato.
Os moradores da região deAnitápolis estão indignados com a Fatma que concedeu licença ambiental paraimplantação da IFC Indústria de Fosfato Catarinense LTDA (das multinacionaisBunge e Yara Brasil), permitindo, desta forma, a complexo que permitirá afabricação de ácido sulfúrico e a extração de fosfato junto à MataAtlântica e de um dos maiores mananciais de água do estado.
Por outro lado,moradores do Vale temem que a exploração de fosfato a céu aberto emAnitápolis tenha consequência direta no rio Braço do Norte e querem que acomunidade seja consultada antes da instalação oficial da empresa que pretendeiniciar os seus trabalhos em três anos.
O governador Luiz Henrique já haviaassinado, no final de março, um protocolo de intenções entre o governo doestado e as empresas multinacionais Bunge e Yara Brasil, dos setores defertilizantes, para a viabilização de um investimento privado de R$ 550milhões para a construção de uma fábrica de fertilizantes no município deAnitápolis, que faz divisa com Santa Rosa de Lima, nos próximos três anos.
O governador garantiu que o estado, por sua vez, fará sua parte para estimular a instalação do empreendimento, concedendo os incentivos fiscais ao seu alcancepara torná-lo viável. Devem ser criados cerca de dois mil empregos diretos eindiretos e a previsão é de produzir cerca de 240 mil toneladas anuais defertilizantes para a lavoura, além de 240 toneladas de ácido sulfúrico.
A jazida representa 10% das reservas de fostato que o Brasil dispõe e vairepresentar 2,5% do que o país consome na produção de fertilizantes para aagricultura.Por outro lado, a exploração pode causar danos irreversíveis ànatureza e aos mananciais da região. Temendo efeito direto desta exploraçãona bacia do rio Braço do Norte, na última segunda-feira, representantes daAssociação Empresarial do Vale, estiveram na promotoria de Justiça da Comarcasolicitando orientações do Ministério Público. Foram orientados a procuraremo Ministério Público Federal, já que por se tratar de recursos hídricos deágua, a responsabilidade, neste caso, não seria do estado, apesar da licençater partido dele.
Já na terça-feira, dia 19, a ONG Montanha Viva protocolouno Ministério Público Federal (MPF) 1.400 assinaturas colhidas nos municípiosde Rancho Queimado, Anitápolis, Santa Rosa de Lima, Santo Amaro da Imperatriz,Rio Fortuna, Tubarão, Criciúma, Treze de Maio, Laguna, Imbituba, Paulo Lopes,Capivari de Baixo, Içara, Cocal do Sul, Braço do Norte, Garopaba, Jaguaruna,Grão-Pará, Orleans, São José, Florianópolis, Gravatal e Rio Fortuna em quesolicita à Fatma, a realização de audiências públicas em todos osmunicípios que compõem a bacia hidrográfica do rio Tubarão e solicitam também a anulação da Licença Ambiental 051. Somente em Anitápolis forammais de 100 assinaturas obtidas, número esse superior ao público queparticipou das duas Audiências Públicas realizadas somente naquelemunicípio. O advogado Eduardo Bastos que presta assessoria à ONG, explica quea comissão que esteve no MPF estava formada, entre outras autoridades, pelosprefeitos de Rancho Queimado, Urubici e de São Martinho e que foram recebidospela procuradora federal Analúcia Hartmann. Segundo o advogado, a procuradora disse aos presentes que a Fatma não contemplou as recomendações MPF paraconceder a licença Ambiental Prévia, porém, pela sua visão, acredita que emdois meses estará com as outras duas licenças na mão, a de Instalação e deOperação. Cópia do abaixo-assinado foi entregue na Fatma no mesmo dia. Naquarta-feira, os reprentantes da ONG Montanha Viva estiveram no IBAMA esolicitaram a intervenção do órgão federal na causa, já que se trata de umaexploração de minério com reflexo em uma bacia. Ao todo já são 25protocolos nos órgãos públicos, incluindo entidades empresariais e setoriaisde Tubarão. © 2009 - Folha do Vale - Todos os direitosreservadosManutenção: Web - Thiago Matos Desenvolvimento: Evandro BruningKuerten

o impacto na mineraçao
Investbio 25/05/2009
O impacto da mineração na água.
Embora importante para a economia do país, a mineração provoca danos ambientais graves, se feita de forma inadequada. No Brasil, existem cerca de 1,4 mil empresas de mineração que extraem em torno de 80 substâncias entre manganês, ouro, amianto, cobre, ferro, zinco eoutros. Acidentes ambientais registram danos causados ao meio ambiente como a contaminação das águas superficiais e subterrâneas que pode ser evitada coma criação de barragens. No entanto, por exigirem investimentos altos, nem sempre são feitas. O mestre em geografia pela Universidade de Brasília, Paulo André Barros Mendes, em entrevista exclusiva à Revista das Águas, falou sobre o impacto da mineração no meio ambiente e, especificamente, na água. Ressaltou as formas de prevenção quanto à degradação da água pela atividade de mineração e afirmou que a mineração é a atividade humana capaz de gerar os impactos mais sérios sobre o meio ambiente.
Confira.
Quais são os impactos da mineração no meio ambiente?
A mineração é, sem sombra de dúvida, a atividade humana capaz de gerar os impactos mais sérios sobre o meioambiente. Inicialmente, a mineração afeta a cobertura vegetal, ainda que em graus variados. Minas a céu aberto levam, evidentemente, à supressão completada cobertura vegetal na área a ser minerada, para que se tenha acesso ao minério. A vegetação também é impactada com a questão dos “rejeitos”,nome dos subprodutos da escavação que não interessam à empresa mineradora eque por ela são descartados. Considerando que o objetivo da empresa é livrar-se dos rejeitos da forma o menos custosa possível, via de regra isso significa a criação de uma área de descarte adjacente à área de lavra, sacrificando ainda mais a vegetação existente no entorno da mina. Os sistemas de transporte do minério extraído também podem levar a novos impactos sobre a vegetação, com a construção de estradas, minerodutos e portos. Além disso,geração de ruídos e de vibrações, bem como o lançamento de poeira na atmosfera, são outros impactos quase inevitáveis da mineração.
O ciclo extração / processamento / transpaorte implica atividades que envolvem o desmonte de grandes volumes de rocha, com explosões, moagem e atividades de carga e descarga de material. Assim, as minas e seu entorno sofrem com uma piorana qualidade do ar, enfrentando ainda vibrações e ruídos muitas vezes permanentes, pois é usual que a operação desse tipo de atividade se dê aolongo das 24 horas do dia, e 7 dias por semana. Os impactos da mineração também afetam a fauna: com a destruição da cobertura vegetal, com asmodificações na quantidade e na qualidade da água disponível, e com os ruídos e vibrações, a fauna tende a morrer ou pelo menos a fugir da regiãoda mina, quando for possível. Finalmente, a atividade mineral interfere deforma bastante negativa na paisagem, com a supressão da cobertura vegetal, a escavação de buracos com dimensões muitas vezes gigantescas – 500 metros deraio é um número usual – e a criação de pilhas de rejeitos, também de grandes dimensões.
Quais são os impactos da mineração sobre a água?
A atividade mineral também leva a sérios impactos sobre as águas na região emque ela se desenvolve, tanto pela usual presença de lençóis de água nosubsolo a ser perfurado ou removido quanto pela necessidade de água noprocessamento e transporte do minério. Com a retirada do subsolo, o lençol deixa de existir ou é pelo menos modificado; com a utilização da água no processamento e transporte do minério essa é devolvida para a natureza emcondições piores do que no momento da sua retirada. Dessa forma, em relaçãoà água, são usuais modificações relativas à disponibilidade e também àqualidade. Há ainda o problema das barragens erguidas para a contenção de rejeitos. Essas barragens têm apresentado, nos últimos anos, problemas derompimento, causando acidentes com graves consequências.Em relação aos impactos de uma mineração sobre a água, um excelente exemplo está na mina de Capão Xavier, em Nova Lima (MG). Esse projeto é desenvolvido pela mineradora MBR em uma região de importantes mananciais de abastecimento, e tem sido objetode questionamentos de toda ordem, inclusive por uma Comissão Parlamentar deInquérito (CPI) instalada da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.Ainsegurança por trás das barragensPara promover um dos maiores desastresambientais permitindo que mais de 300 hectares de Mata Atlântica sejamdestruídas, sem falar na poluição do fosfato na água, destruição de mataciliar, serão construídas duas barragens de rejeitos com mais de 80 metros dealtura que, se rompidas, levarão desastres a mais de 200 milhabitantes.Sempre se ouve dizendo que tudo é muito seguro na construção debarragens. Mas, além de eventuais falhas humanas, existe a imprevisibilidade danatureza, como chuvas, tempestades, terremotos, que podem causar o rompimentodestas. Se agrava ainda a possibilidade de erros de cálculos, erros de execução, material defeituoso ou inapropriado, pipping (infiltração pelofundo da barragem). De 1960 até final de 2009 foram listadas, pela WISE(serviço mundial de informação sobre energia), mais de 90 desastres combarragens, na maioria por causa de chuvas, e estes são somente os maisconhecidos, porque o número real deve ser bastante superior. Por exemplo,nenhum dos quatro ocorridos aqui no Brasil em Minas Gerais e no Rio de Janeiroentre 2001 a 2007, consta na lista.Em janeiro de 2007, o município de Miraí,MG, foi vítima de uma enchente de grandes proporções após o rompimento dabarragem da mineradora Rio Pomba Cataguases, pertencente ao Grupo Química, de Cataguases.
Mais de dois bilhões de litros de água misturada à lama e resíduos químicos utilizados no beneficiamento da bauxita, após destruírem acidade de Miraí, invadiram o Rio Muriae e, assim, destruíram diversas cidades da região (Muriaé, Patrocínio do Muriaé, entre outros) e do norte do estado do Rio de Janeiro (Itaperuna, Laje do Muriaé e Italva, 120 quilômetrosdistante). Este foi o segundo acidente ocorrido na região sob responsabilidadeda mineradora. Os danos ao meio-ambiente foram incalculáveis.Em 2006, emconsequência a uma chuva de uma intensidade superior que prevista peloscálculos hidrológicos do projeto, aconteceu o rompimento de uma barragem derejeito pertencente a Rio Pomba Mineração. Os 400 milhões de litros deresíduos de tratamento de bauxita – água e argila - atingiram um córrego daregião e chegaram ao Rio de Janeiro, devido a possibilidade de contaminaçãofoi suspendido o abastecimento de água em Laje de Muriaé. © 2009 -Folha do Vale - Todos os direitos reservados Manutenção: Web - Thiago Matos Desenvolvimento: Evandro Bruning Kuerten

TERRORRISMO AMBIENTAL?
SOS ANITAPOLIS 25/05/2009
OU TRAZER A VERDADE A TONA?FICA O DESAFIO: QUEM FALA MENTE OU QUEM FALA AVERDADE.ANITÁPOLIS ACORDA. VOCES SERÃO VARRIDOS DO MAPA SE ESSA BARRAGEMROMPER.

Religiosos ou Bunguentos ???
Geraldo Silva Jardim 25/05/2009
Este seu Antonio que não tem a coragem de homem de aparecer de sobrenome deveser tratado não como um ser inteligente, mas como um ser de uma fé cega paratolos que acreditam que depredar para sempre, que por em risco MILHARES devidas, que estragar nosso trabalho digno e honesto nada se compara ao modelofurado e insustentável na empresa em que trabalha!!! Tudo em troca de lucro emerreca de um emprego sugador de sua alma e mente. Que o diga o estado do Piauíque devastaram o Bioma Serrado. Vê se te cata por esta tua cidade grande, aquitem gente que pensa e sabe o que é bom para nossa terra, não voce um vassalode multinacional!!!

antônio Bungeiro
ana maria batista 26/05/2009
Por detrás das palavras de seu Antônio parece haver um agrônomo Frustrado que não exerce sua função. Também há frase de político inconsequente ao falar de exigências a serem feitas quanto à Legislação Ambiental. Fala ainda como uma pessoa que passou toda a sua infância e adolescencia em cidade grande dentro dos Macs da vida , e só lembrou de anitápolis quando a necessidade se fez presente . Para constituir família,ter tranquilidade, não há lugar melhor que aqui. E ele sabe disso... por isso retornou! É, seu antônio...Seus filhos e netos é que sofrerâo as consequencias disso que o senhor tanto aprova hoje!

Antonio Sales 27/05/2009
Não sou de Anitápolis e muito menos tenho relação com essas empresas.


MEIO AMBIENTE
Leodete 27/05/2009
Dia 05 de Junho, DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE:Palavras sábias do caciqueSeatte,1885:TUDO QUANTO FERE A TERRA, FERE TAMBÉM OSFILHOS DATERRA.(retirado da revista fonte de Luz-Seicho-no-ie)Seria interessanterefletir.Ou continuar comendo batatas fritas.....

antonio bungeiro
ana maria batista 28/05/2009
Se o Senhor não é de Anitápolis, está aí uma boa oportunidade de vir, conhecer, se informar e depois, se for o caso, opinar e fazer algo de útil pelapopulação que está mesmo à espera de pessoas como o senhor para ajudá-la.

que desenvolvimento queremos
Carlos André Zucco 02/06/2009
Enquanto a fosfateira se apresenta como solução de desenvolvimento pra cidade,como contrapartida aos plantadores de chuchu que vendem seu produto a 1R$ o quilo, gostaria de lembrar que diversas famílias de Anitápolis e região vêmse dedicando ao turismo rural, fornecendo como serviço uma acolhida tranquilaem meio a cachoeiras, mata atlântica, agricultura organica recebendo mais de 2000 hóspedes/ano a um custo de 60 reais a diária.
Façam as contas e vejam sehá alguém passando fome com seu trabalho honesto nisso.Essa famílias eram,até pouco tempo, servos da Souza Cruz na plantação de fumo. E acreditavam queaquela num dos mais agressivos e inóspitos tipos de lavoura eram a opçãoinevitável para o desenvolvimento da região.
Eis o grande dilema para osantigos operários do tabaco. Seguir no caminho da valorização da terra, daságuas da mata e de um modo de vida simples, ou virar operário da fosfateira.Alternativas positivas existem!!! Carecemos de empreendedorismo, boa vontadee força política para contrapor o apelo do dinheiro fácil e rápido as custasda depauperação da base natural que é o verdadeiro patrimônio da região.

SOS ANITAPOLIS 10/06/2009
AÇAO CIVIL PUBLICA FOI PROTOCOLADA NO DIA DO MEIO AMBIENTEAÇÃO CIVILPÚBLICA Nº 2009.72.00.006092-4 (SC)-AUTOR: ASSOCIAÇÃO MONTANHAVIVA
Trata-se de feito civil público visando à proteção e defesa dosinteresses difusos da coletividade, em especial objetivando a manutenção no atual estado de conservação e preservação de área de preservação permanente situada em Bioma de Mata Atlântica, cujo processo de licenciamento ambiental em trâmite contraria todos os dispositivos legais pertinentes ao tema, colocando em risco, não apenas o meio ambiente, e também a saúde, aqualidade de vida, dos habitantes de toda Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, cumulada com pedido de condenação das empresas requeridas emobrigação de não fazer, abstendo-se as mesmas de qualquer ato deconstrução, aterramento, modificação, terraplanagem, e/ou de quaisquer obrasrealizadas na construção e funcionamento do Complexo de Fabricação de Superfostato Simples (SSP), enfim, desconformidade às legislações ambientaisfederal, estadual, e municipal em vigor.
A Associação Montanha Viva, atuandoem defesa da proteção e preservação do meio ambiente, conforme previsto noArt. 5, V, alíneas a e b da Lei 7.347/85,c/c Art. 225 da CF, informa aos Municipios integrantes das Bacias do Rio Tubarão, Rio Braço do Norte, ComplexoLagunar, Bacia do Rio Tijucas, em especial(Rancho Queimado, Braço do Norte, RioFortuna,São Bonifácio, Palhoça, Águas Mornas, Urubici, São Joaquim,Armazém; Capivari de Baixo, Grão Pará; Gravatal; Imaruí; Imbituba;Jaguaruna; Laguna; Lauro Muller; Orleans; Pedras Grandes; Sangão; Santa Rosa deLima; São Bonifácio; São Ludgero; São Martinho; Treze de Maio; Tubarão),Organizações Civis e demais legitimadas, para propor o presente feito, que poderão se habilitar no processo ora em trâmite( Processo. N.º2009.72.00.006092-4) e assim evitar danos sociais, culturais, economicos e ambientais futuros.

SOS ANITAPOLIS 10/06/2009
São Bonifácio; São Ludgero; São Martinho; Treze de Maio; Tubarão),Organizações Civis e demais legitimadas, para propor o presente feito, que poderão se habilitar no processo ora em trâmite( Processo. N.º2009.72.00.006092-4) e assim evitar danos sociais, culturais, economicos e ambientais futuros.

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PRÊMIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL AMIGOS DO MAR 2009


RIO DE JANEIRO LIDERA RANKING DE ESCOLAS
CANDIDATAS AO PRÊMIO AMIGOS DO MAR DE 2009

O Rio de Janeiro é, em termos absolutos, o Estado com o maior número de escolas públicas candidatas ao Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar de 2009. São 316 escolas inscritas pelo Rio de Janeiro, seguido no ranking por São Paulo (270) e Paraná (141 escolas inscritas). No total, 1.295 escolas de 16 Estados, reunindo 402 mil alunos, se inscreveram para participar da Sexta Edição do Prêmio Amigos do Mar, iniciativa do Instituto Arcor Brasil e Projeto Tamar-ICMBio (Instituto Chico Mendes). As inscrições para a Sexta Edição do Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar foram encerradas a 15 de junho.

Em termos relativos, considerando o número de escolas inscritas em relação ao total de escolas convidadas a participar, Alagoas e São Paulo lideram o ranking nacional. As 22 escolas inscritas por Alagoas representam 25,58% de adesão das 64 escolas convidadas a participar no Estado, o que significa o maior percentual de adesão no País. As 270 escolas inscritas por São Paulo representam 18,79% de adesão das 1167 escolas convidadas no estado.

O município do Rio de Janeiro, com 94 escolas inscritas, também lidera, em termos absolutos, o ranking municipal nacional de unidades escolares candidatas ao Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar de 2009. Em seguida no ranking aparecem os municípios de São Gonçalo, também no Rio de Janeiro, com 62 escolas, e São Paulo, com 60 escolas inscritas.

O Prêmio de Educação Ambiental é uma das ações do Programa Amigos do Mar, fruto da parceria entre o Instituto Arcor Brasil e Projeto Tamar-ICMBio. Nas cinco edições anteriores o Prêmio já atingiu 1.564.500 alunos do ensino fundamental de 5.931 escolas públicas e particulares de 15 estados brasileiros, incentivando alunos e professores a refletirem sobre a biodiversidade e a proteção dos recursos naturais. Trata-se, portanto, de uma das mais abrangentes ações de educação ambiental em curso no Brasil. Com os números da Sexta Edição, já são quase 2 milhões de alunos atingidos pela iniciativa.

Concorrem ao Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar desenhos elaborados por duplas de alunos após a realização das aulas de educação ambiental sugeridas no Guia do Professor “Nossas águas sempre limpas”, ferramenta de educação ambiental que está à disposição pelo site www.amigosdomarnaescola.com.br. Em 2008, na Quinta Edição do Prêmio, o concurso nacional chegou aos nove estados da Região Nordeste, além de São Paulo e Minas Gerais. Na Sexta Edição, de 2009, foi incluído o Espírito Santo.

Os trabalhos inscritos podem ser enviados agora até o dia 20 de agosto. O julgamento, por uma comissão julgadora composta por artistas, arte-educadores e biólogos, acontecerá entre 31 de agosto e 4 de setembro. A divulgação dos finalistas e vencedores está prevista para o dia 15 de setembro. A premiação dos finalistas e vencedores será realizada de 19 de outubro a 30 de novembro. As escolas vencedoras em cada categoria recebem a visita de biólogos do Projeto Tamar e ganham kits educativos, aprofundando o conhecimento dos alunos e comunidade educativa sobre a conservação das águas e das espécies marinhas.

Em 2009 são duas categorias em disputa: Categoria A -alunos da 1ª e 2ª séries do Ensino Fundamental (regulamentação atual) ou alunos do 2º e 3º anos do novo Ensino Fundamental (regulamentação nova). Categoria B -alunos da 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental (regulamentação atual) ou alunos do 4º e 5º anos do novo Ensino Fundamental (regulamentação nova). Em cada categoria são escolhidas cinco escolas finalistas. Considerando que na Sexta Edição haverá dois grupos em disputa, em 2009 o Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar terá, portanto, 20 escolas públicas premiadas.

Mais informações:
Instituto Arcor Brasil
José Pedro Soares Martins – Consultor de Comunicação
(19) 8206.1867 – imprensa@institutoarcor.org.br
http://www.institutoarcor.org.br/

Professor: Faça o download gratuito do Guia "Nossas Águas Sempre Limpas"

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LEVE SEU FILHO PRÁ CONHECER OS PROJETOS DO INSTITUTO SOS MATA ATLÂNTICA


SOS Mata Atlântica recebe visita de crianças em julho. Inscreva seu filho!

Uma vez por mês a SOS Mata Atlântica abre as portas de sua sede, em São Paulo, para que os interessados conheçam os projetos mantidos pela ONG e os profissionais responsáveis por cada um deles.

Julho é época de férias escolares e para aproveitar este momento a Fundação faz uma edição especial do evento Casa Aberta dedicada para as crianças no dia 16, a partir das 14 horas.

A programação inclui uma versão do Túnel dos Sentidos e uma Casa Sustentável para as crianças aprenderem como economizar os recursos naturais, além de outras atividades educativas e lúdicas.

O evento é gratuito e podem participar crianças que tenham de 6 a 12 anos, acompanhadas de um responsável. As vagas são limitadas, por isso é necessário se inscrever pelo email info@sosma.org.br ou pelo telefone (11) 3055-7896.
Fonte: Blog da Gisele Bundchen

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HOLAMBRA (SP) UM BELO EXEMPLO DE RECUPERAÇÃO DE MATA CILIAR

PRODUTOR DE ÁGUA – Francisco Gunnewiek diz que na área reflorestada já surgiu uma nascente. Foto de Valéria Gonçalvez/AE


Holambra principal centro produtor de flores e plantas ornamentais já recompôs 60% de sua área de mata ciliar
Ecodebate - julho 9, 2009
Produtores de Holambra (SP) dão lição de reflorestamento
Longe de questionar o Código Florestal, que exige que produtores rurais da Região Sudeste preservem 20% de suas áreas com mata nativa e mantenham intocadas as áreas de mata ciliar e no entorno de nascentes e mananciais, produtores do município de Holambra, na região de Campinas (SP), vêm dando uma aula de preservação e recuperação florestal.

No principal centro de comercialização de flores e plantas ornamentais do País, agricultores provam que é possível, sim, investir em reflorestamento. Conforme o engenheiro agrícola Charles José Lopes, da Casa de Agricultura de Holambra, de uma área rural de 6 mil hectares, 1.100 hectares devem ser obrigatoriamente de mata ciliar, dos quais 60% já estão reflorestados ou intocados no município. Matéria de Fernanda Yoneya, no O Estado de S.Paulo.

EM DIA COM A LEI
“Daqui a 15 anos toda a área degradada deve estar recuperada”, acredita o consultor Flores Welle, cuja empresa elabora projetos e faz o plantio de árvores. Considerando que produtores do Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste devem, por lei, preservar 20% da propriedade com mata nativa, a iniciativa, além de trazer benefícios do ponto de vista ambiental, faz o setor produtivo ficar em dia com a legislação.

“Reflorestar é um investimento de longo prazo e, por isso, muito produtor não faz, porque quer retorno econômico imediato”, diz o casal de produtores Francisco Cornelius Klein Gunnewiek e Maritha Domhof. “Quem se preocupa com a natureza, porém, sabe a importância de reflorestar. Dá um certo orgulho falar para o vizinho que estamos plantando árvores”, diz Gunnewiek.
Em fevereiro, o casal reflorestou 2,5 hectares, que vão se somar a outros 2 hectares de mata do sítio de 55 hectares. Ali foram plantadas 2.500 mudas, de 100 espécies. “Começamos limpando a área, que era de pasto, na mão, fizemos a trilha onde as mudas estão plantadas, e, por fim, a área foi estaqueada.” O casal recorreu a uma empresa de plantio de árvores.
A empresa responsabilizou-se pela aquisição das mudas e pela marcação e espaçamento do plantio. Ao produtor, coube a manutenção do plantio – irrigação, aplicação de herbicida e limpeza da área, até as espécies maiores sombrearem o solo e inibir o crescimento do mato.
Gunnewiek diz que o que o motivou a investir no plantio de árvores foi a preocupação com a escassez de água. “Temos curvas de nível e nove sistemas de captação para evitar enxurradas. Aqui não se perde nem uma gota de água de chuva.” Ele compara seu terreno a uma esponja. “Estou saturando a minha esponja para não ter problemas no futuro.”

MAIS UMA NASCENTE
A comparação do produtor está certa. No solo protegido, a água se infiltra lentamente e abastece lençóis freáticos; sem proteção, o solo compacta-se, impedindo a infiltração e provocando enxurradas. Para comprovar a teoria de Gunnewiek, há cerca de 40 dias uma mina de água “estourou” na área reflorestada. “Em dez anos, outras minas vão aparecer.”
O produtor de plantas ornamentais Theodoro Breg, do Sítio Kolibri, também fez um projeto para preservar a margem de um lago. “Já era uma área de preservação permanente e resolvi expandir o plantio de árvores”, conta Breg, que, em 2003, reflorestou 2 hectares com 1.700 mudas, de 76 espécies. “Vale também pela estética, já que as árvores deixam a área muito mais bonita.”

Gunnewiek calcula os custos do reflorestamento separadamente das despesas do sítio – o casal produz crisântemos em vaso, feno e ovos. “Vamos fechar a planilha no fim do ano, mas, até agora, o custo por muda está em R$ 10.” Cada muda consome 15 litros de água, duas vezes por mês. “O custo é alto, por pelo menos dois anos, mas vale a pena.”

* Matéria enviada pelo Fórum Carajás
[EcoDebate, 09/07/2009]


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COMO PENSAR A ÁGUA COMO FONTE DE RIQUEZA




Geografia Política da Água,
artigo de Luciana Ziglio
Ecodebate - julho 9, 2009

Pensar na água como fonte de riqueza?
Pensar na água como possível geradora de conflitos entre países? Imaginar a água como mercadoria em escala internacional? A água é um recurso da humanidade? Todos têm o direito de a usar?

Essas questões foram discutidas pelo geógrafo, Wagner Costa Ribeiro, em sua obra Geografia Política da Água (*), levando os seus leitores a refletir sobre como, atualmente, é gerenciado esse recurso vital não só ao homem, mas também às demais formas de vida presentes na Terra.
Os sistemas industriais, dos mais simples aos mais complexos, utilizam água.
A agricultura a consome em abundância e a população mundial também. Mas, cabe, aqui, relembrar que, nesta obra, o consumo por parte da população, segundo análises do autor, é desigual entre os atores mencionados. Tal afirmação é confirmada pela ilustração dos dados da Organização para a Coo peração e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em que apenas 30 países consomem juntos 27% de toda a água disponível no planeta. Dentre esses, o geógrafo cita Estados Unidos, Canadá, França, Noruega, Portugal e Espanha, como os que exageram quer seja para fins de produção industrial quer seja para agricultura.
Desse modo, o autor, diante da atual tipologia de uso dos recursos hídricos, aponta, para curto prazo, crises localizadas de falta de água, com origens política e econômica. Essa é definida, por Ribeiro, como a reprodução de diferentes estilos de vida que levam a um acesso desigual à riqueza; e, conseqüentemente, a um acesso desigual aos recursos naturais, aqui, especificamente, os hídricos. Aquela, na visão do mesmo, é determinada pelo fato de a disponibilidade hídrica nem sempre estar presente na fronteira político-administrativa da Nação que necessita da água. Neste momento, ele define, então, a Geografia Política da Água: nem sempre ela está disponível onde há a maior demanda por seu uso.

Essa crise, segundo o geógrafo, já se faz presente quando temos, no mundo, quase 2,5 bilhões de pessoas sem os serviços de saneamento básico, de acordo com dados da UNESCO que, brilhantemente, foram relembrados por ele. Ao não acesso da população aos recursos hídricos, somam-se aos problemas os maiores frutos dessa situação, como é o caso das epidemias decorrentes da falta d’água ou de seu tratamento inadequado.

Mas o ápice do problema, para o futuro próximo de uma crise da água, reside no uso indevido, com fins de acúmulo de capital, desse recurso por parte da esfera privada. Isso poderá, em breve, impedir o acesso de qualquer ser humano a tal recurso indispensável à manutenção da vida.

Evitar que as políticas públicas não privilegiem a esfera privada, e, sim, o uso coletivo e público da água, é um dos desafios mencionados na obra, bem como uma das formas de equacionamento do uso igualitário da água. Assim, os países devem priorizar, na organização de suas leis nacionais de recursos hídricos, o uso coletivo e não especulativo da água.

O autor relata os avanços em busca de organizar a gestão da água a partir dos inúmeros encontros mundiais já realizados: a Conferência de Dublin (1992); a Conferência do Rio (1992); a Conferência de Noordwijk (1994); ou, ainda, a criação do Conselho Mundial da Água (1996) e a Parceria Global da Água (1996); a Convenção de Helsinque (1992); a Conferência de Paris (1992); os Fóruns Internacionais da Água (1994-2007) e, por fim, a legitimação do Ano Internacional da Água.

Para somar avanços aos documentos e eventos mencionados, Ribeiro evidenciou o surgimento da Convenção de cursos internacionais d’água (1997). Aqui, portanto, o autor apresenta certo otimismo ao elencar as conferências e a criação do tratado; mas, ao mesmo tempo, pessimismo, pois alerta para a supremacia da ordem econômica em relação ao recurso que impede a assinatura suficiente de Estados/Nações para que a Convenção vigore. Como entraves para o não vigor da Convenção, Ribeiro menciona a Geografia Política da Água, o uso equitativo e a valoração da água.

A Geografia Política da Água convida os leitores a compreender o real direito à vida, e a perceber que os recursos naturais, primeiramente, estão a serviço da vida humana e da coletividade, e não aos fins acumulativos de capital. Nesse sentido, os países que, hoje, em seu território, possuem o recurso hídrico, segundo o autor, devem repensar sua posição diante do cenário internacional nas questões ambientais correlacionadas à água e devem impor-se, favoráveis à preservação e ao uso coletivo desse bem natural.
Diante deste cenário de futura escassez de água, Ribeiro organiza a sua obra através da espacialização geográfica da água, que, alinhada à geopolítica, comprova que nem sempre a distribuição natural da água coincide com a distribuição política dos países que necessitam desse bem em grandes demandas.

A preservação e o uso adequado são as alternativas apontadas por Ribeiro para evitar, em longo prazo, a guerra pela água; e, só então, estabelecer a Geografia Política da Água. Exemplos de soluções dados pelo autor, como: respeitar o balanço hídrico e as insolações, e verificar as características das plantas cultivadas, nem sempre são atitudes praticadas pelo agricultor, já que, muitas vezes, ele tem como primeiro plano o imediato retorno financeiro. A mesma situação ocorre quando nos referimos ao setor industrial.

A resistência do setor produtivo em substituir seu parque tecnológico por equipamentos mais sofisticados, que já utilizam a água em menor quantidade, é fato, uma vez que o custo econômico dessa troca é o principal item a ser considerado. Ao mesmo tempo, é uma realidade que a população, em suas atividades diárias, não tem um uso racional da água, o que faz do desperdício uma prática social.

Outra importante mudança, apontada pelo autor, é a regulamentação legal do acesso à água. Inúmeros eventos realizados, documentos redigidos e a existência da Convenção de cursos d’água internacionais são passos positivos e fundamentais. Contudo, a questão do direito à água carece de uma legislação interna e externa, ao mesmo tempo, para que esse recurso não seja usufruído pelo fim de capital privado, e sim pela coletividade.
A água, antes de tudo, é um pré-requisito para a concretização dos outros direitos humanos. Devem-se priorizar, também, leis que impeçam os abusos de empresas que utilizam esse recurso na prestação de serviços. Nesse aspecto, Ribeiro alertou, em sua obra, sobre a possibilidade de prevalência do uso econômico a partir do momento em que os serviços de tratamento e disponibilidade da água podem ser controlados pelo setor privado. A ausência de regulamentação deve despertar a atenção para países que detém grande estoque hídrico, e como, por exemplo, temos o Brasil como fonte exuberante de água doce.

Caso as mudanças apontadas pelo autor não sejam concretizadas, certamente, teremos o cenário exposto pelo geógrafo, em que assistiremos à guerra pela água entre as Nações. Nesse caso, seguindo o pensamento do mesmo, ficamos com a questão: a humanidade terá guerras mundiais provocadas pela água?

Os estudos afirmam que são raros os conflitos por água, mas jamais negam a ocorrência dos mesmos. Dessa maneira, podemos, sim, considerar que a humanidade terá conflitos mundiais por água, caso não mude a sua atitude em relação à preservação e ao uso dos recursos naturais.
Faz-se necessário, ao formular a Geografia Política da Água, interpretá-la para buscar a segurança ambiental do recurso. Pensar dessa forma coloca-nos diante de duas perspectivas: a água como fonte de eventuais conflitos e o seu uso como ameaça à reprodução da vida, quando esse recurso atende somente às solicitações do sistema capitalista.

Segundo o geógrafo, pensar na água pela ótica do conflito, remete-nos à distribuição desigual desse recurso no mundo; o que, por conseqüência, deve gerar mais disputas pelo seu acesso. Os conflitos, que já foram registrados, ocorreram, em geral, entre países fronteiriços, comprovando a possibilidade de lutas por água. Mas o autor vai adiante em sua explanação, quando menciona que, atualmente, os confrontos entre esses países possam admitir a escala da dimensão transfronteiriça em perspectiva futura.

Pensar na água como recurso que somente atende à reprodução do sistema capitalista, abre a possibilidade de valoração da água; e, como conseqüência, o pagamento pelo acesso a ela.
Seria correto pensar em pagamento pela água?
Seria ético pagar para ter direito à água?
Qual seria o preço acessível e justo para a água?
Qual seria o custo acessível no Mundo, apesar de tantas disparidades de renda entre os países?
Ribeiro apontou essas questões em sua obra e alertou sobre este caminho perigoso, em que a possibilidade de privatização da água pode ocasionar, por não terem recursos financeiros, que milhares de pessoas morram de sede.

A Declaração dos Ministros no segundo Fórum Mundial da Água realizado em Haia, em 2000, indicou que a água possui valor econômico. Tal declaração somente explicitou, em âmbito internacional, um procedimento que estava em curso por décadas e que busca sua predominância, ao vermos a possibilidade de comércio internacional de água doce; ou, ainda, a privatização dos serviços de geração de energia elétrica e de saneamento nos países.
O cenário de escassez anunciada da água, através da manutenção dos atuais níveis de consumo, exige mudanças. É preciso alterar a visão mundial sobre o uso desse recurso natural. Ao invés de a tornar mercadoria, com preços definidos, é necessário reafirmar a sua importância para a sobrevivência humana e garantir o acesso a todos.

A Geografia Política da Água alerta-nos para esses direcionamentos perigosos aos quais um recurso tão essencial à vida é submetido. A ética e o direito à vida devem prevalecer nas questões referentes à água. Essa garante aquilo que não pode ser negligenciado: a vida. Como aceitar que comunidades não tenham acesso à água porque não possuem recursos financeiros para a utilizar?

Em sua obra, Ribeiro enumera alternativas emergenciais, ao apresentar a proposta de um novo projeto de sociedade, que esvazie de significado o consumo e retome dimensões mais nobres da existência, como as idéias da permanência do tempo longo, da perenidade, do diálogo, do respeito e da implantação de tecnologias ambientais limpas. Na escala planetária, a busca dos países pelos acordos multilaterais eqüitativos e responsáveis, no que tange ao desenvolvimento sustentável, serve como resposta à real transformação que visa o acesso democrático à água.

No entanto, as alternativas apontadas por Ribeiro, e aqui mencionadas, não são fáceis para se internalizar nem para se praticar. Temas como soberania, ética, justiça, coletividade devem estar presentes em negociações ambientais, econômicas e políticas, para que, realmente, esses conceitos sejam possíveis, já que as verdadeiras mudanças requeridas nem sempre são acatadas.
O comércio da água não deve ser aceito como possibilidade concreta. E, segundo Ribeiro, essa comercialização será um dos maiores e mais importantes embates políticos contemporâneos. Permitir o pagamento pela água será consentir que parte da população fique sem algo vital, tal qual não ter acesso aos alimentos.

Não podemos pensar em sustentabilidade quando temos a possibilidade da cobrança de uma substância fundamental à vida humana. Teremos a tão sonhada preservação dos recursos naturais para as futuras gerações, mas apenas para aqueles que puderem pagar? Nesse sentido, o direito à vida é obtido quando temos dinheiro? Será que, em curto prazo, podemos pensar, também, em pagar pelo ar que respiramos?
A proposta de uma nova ética em Geografia Política da Água convida-nos a refletir sobre os recursos hídricos e sobre a possibilidade de um caminho que evite o comércio e a guerra pela água. Desse modo, que os leitores desta obra reflitam sobre a água como fonte de riqueza, como possível geradora de conflitos entre países, como mercadoria em âmbito internacional, como recurso da humanidade. Todos têm direito de a usufruir?

(*) RIBEIRO, W. C., Geografia Política da Água, 1º ed. São Paulo: Editora Annablume, junho, 2008. 162 p. (Coleção Cidadania e Meio Ambiente)
Luciana ZiglioUniversidade de São Paulo – USPE-mail: lziglio@yahoo.com.br
Luciana Ziglio, Geografa, Programa de Pós Graduação em Geografia Humana, Departamento de Geografia, Universidade de São Paulo – USP, São Paulo, SP, Brasil
[EcoDebate, 09/07/2009]

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7º BENCHMARKING AMBIENTAL BRASILEIRO - JÁ SE INSCREVEU?




ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÃO NO 7º BENCHMARKING AMBIENTAL BRASILEIRO

Ranking das melhores práticas de sustentabilidade

Vai até o dia 10 (sexta-feira) o prazo para inscrição no Benchmarking Ambiental Brasileiro deste ano, no site http://www.benchmarkingbrasil.com.br/

O programa, que está em sua sétima edição, é único no Brasil e constitui-se numa das ferramentas mais produtivas para empresas que buscam alcançar um padrão de excelência para as suas boas práticas.

Trata-se de um processo de avaliação de produtos, serviços ou processos de trabalho, feita de forma objetiva, sistematizada e contínua, que estabelece padrões de excelência, os benchmarks, capazes de servir como referenciais de qualidade entre as empresas.

A técnica é utilizada há muito tempo, no mundo, com o objetivo de aprimoramento da gestão empresarial e, agora, neste momento em que a gestão sustentável se torna um diferencial empresarial importante para o mercado, ela ganha força também na área socioambiental. No Brasil, a prática ainda é jovem.

O Benchmarking Ambiental Brasileiro foi criado em 2003, a partir de uma pesquisa realizada com cerca de 300 empresas de todo país. Quase 90% das organizações consultadas tinham interesse em participar de um programa desse tipo.O programa brasileiro foi concebido pela Mais Projetos, com metodologia própria, para identificar e compartilhar as melhores práticas de sustentabilidade no País.
Em sete edições, mais de cem empresas nacionais já se submeteram ao crivo benchmarking, gerando um banco de dados riquíssimo, de livre acesso, que vem contribuindo não só para a disseminação mas também para o aperfeiçoamento das boas práticas empresariais na área ambiental.

O Programa Benchmarking vem aperfeiçoando anualmente a sua metodologia com o objetivo de oferecer uma avaliação cada vez mais rigorosa e confiável. De acordo com a coordenadora do programa, Marilena Lino de Almeida Lavorato, cada edição do Benchmarking conta com um corpo de especialistas e técnicos diferentes. Até agora, os participantes do programa foram avalizados por 80 especialistas, de vários países.

Os cases apresentados são avaliados no anonimato. As empresas são reveladas apenas no anúncio dos resultados.Esses resultados geram um ranking que, apesar de não ser o objetivo direto da prática de benchmarking, é capaz de colocar empresas em destaque, como referencial para todo o mercado.

A Xérox é um exemplo clássico de sucesso na aplicação de práticas de benchmarking. A média de satisfação de clientes da empresa atingiu mais de 90%, em 1991. A Xérox ganhou diversos prêmios de qualidade e incentivou um grande número de empresas a adotarem o benchmarking, na década de 90. Claro que nem todas encabeçaram o ranking, mas a partir dos resultados elas passaram a ter subsídios objetivos para melhorar seu desempenho.

Os resultados do programa Benchmarking Ambiental Brasileiro é divulgado anualmente em setembro. Este ano, pela segunda vez, serão anunciados na Feira Internacional de Boas Práticas Sustentáveis, em um ambiente que certamente valorizará ainda mais os cases classificados.
Além disso, de acordo com Marilena, o programa será divulgado em publicações técnicas (Livro, Guia e Revista) e nos encontros técnicos e intercâmbios internacionais abertos, para fortalecer e incentivar a adoção das boas práticas.

Informações e Inscrições no site http://www.benchmarkingbrasil.com.br/

Ver Boletim Completo, click AQUI

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CASA DO FUTURO: EFICIÊNCIA MÁXIMA EM APROVEITAMENTO DOS RECURSOS NATURAIS


Procel Edifica criará padrão de imóvel eficiente do futuro

Luis Roque — Publicado em 30/06/2009

No futuro, nenhum projeto de imóvel será feito sem aproveitar, ao máximo, as características bioclimáticas da região onde estará inserido, incluindo em seu desenho o aproveitamento da incidência solar, dos ventos e da vegetação, a fim de garantir o menor uso de energia possível, disse Roberto Lamberts, engenheiro e professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em entrevista exclusiva à Revista Sustentabilidade.

Segundo Lamberts, este vai ser o resultado final, em alguns anos, da etiquetagem Procel Edifica dos edifícios comercias que o governo começa a implementar na primeira semana de julho. Para ele, é um caminho sem volta já que uma das grandes preocupações mundiais é reduzir o consumo de energia mantendo a qualidade de vida.

"O mundo inteiro o mundo inteiro está indo para esse caminho", disse o professor.

Lamberts é um dos líderes das pesquisas preparatórias da etiquetagem que foi desenvolvida em 15 laboratórios pelo País.

"A casa do futuro terá eficiência máxima em termos de aproveitamento dos recursos naturais da região bioclimática que está localizada e será operada por um usuário com alta consciência", explicou.

Leia os principais trechos da entrevista - CLIQUE

Fonte: Revista da Sustentabilidade


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FIM DO USO DA SACOLA NO RJ ENCONTRA REJEIÇÃO NO COMÉRCIO E NA INDÚSTRIA


Lei contra sacolas no RJ causa reação da indústria e do comércio

Luis Roque — Publicado em 07/07/2009

A decisão da governo fluminense de decretar o fim do uso de sacolas plásticas descartáveis no comércio em um ano não foi bem aceito pelo setor comercial e industrial que sugerem outras políticas que não aumentariam tanto os custos, a Revista Sustentabilidade apurou.

Para ele, disse que a lei está atacando o efeito e não a causa

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou o projeto de lei número 885 de 2007, do poder executivo, que oibriga a substituição e recolhimento de sacolas plásticas feitas de polietileno ou polipropileno em estabelecimentos comerciais por sacolas reutilizáveis, confeccionadas em material resistente ao uso continuado ou em material biodegradável.

O executivo disse que o objetivo é eliminar sacolas de plásticos descartável por sacolas de um material menos agressivo ao meio ambiente.

"Ao comprar uma melancia no mercado utilizando uma sacola plástica para transporta-la você está levando dois produtos: um que demora poucos minutos para sumir e outro que demora 500 anos", disse Ana Domingues, fundadora da Fundação Verde (Funverde) que apoio o projeto durante a sua tramitação. "Os sacos plásticos levam um segundo para serem produzidos, as pessoas os utilizam em média durante 30 minutos e o meio ambiente demora cinco séculos para decompô-lo".

Segundo Domingues, o mundo consome 1 milhão de sacos plásticos por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano.

Segundo a nova legislação, os estabelecimentos ainda serão obrigados a receber as sacolas plásticas do público em geral e destina-las a um fim ecologicamente correto, em troca poderá distribuído um vale compras para alementos no valor de 3 centavos por sacola.

A votação ocorreu no dia 24 de junho e aguarda sanção do governador. Depois de sancionada, a lei entrará em vigor em um ano.

Os setor do comércio também não gostou da lei.

Para Aldo Gonçalves ,presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e Diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, mesmo que a medida venha a contribuir para uma melhora no meio ambiente, a maneira que a legislação será aplicada vai carretar custos para os comerciante, que para ele já tem está sobrecarregado de impostos

"Os custos adicionais não deveriam ficar só no ombro do comércio", disse Gonçalves.

Segundo o dirigente, os custoas ainda terão que ser absorvidos mesmo com os prazos previstos na lei. As microempresas terão um prazo de três anos para substituir as sacolas, as pequenas empresas dois anos e as demais empresas um ano.

Para Oazem do Simperj, alternativas para proteger o meio ambiente do efeito nocivo do descarte das sacolas seriam a redução do consumo através da conscientização da população, ou até mesmo aumentar a espessura das sacolas, reduzindo o número de unidades utilizadas e possibilitando a reutilização do material com maior frequência. Fonte: Revista da Sustentabilidade


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8 de julho de 2009

MATA ATLÂNTICA E BACIAS DOS RIOS DOS PINHEIROS E BRAÇO DO NORTE AMEAÇADOS POR INDÚSTRIA DE FOSFATO

Projeto Anitápolis, Santa Catarina. O projeto prevê a abertura de uma mina de fosfato a céu aberto na região e a construção de uma fábrica de fertilizante SSP (Superfosfato Simples). Arte: Blog Praia de Xangrila
*
Extração de fosfato ameaça Mata Atlântica catarinense

A Indústria de Fosfato Catarinense (IFC) será construída dentro da bacia hidrográfica do rio dos Pinheiros, que faz parte da bacia hidrográfica do rio Braço do Norte, formada por 19 rios nos municípios de Anitápolis, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Grão Pará, Braço do Norte e São Ludgero.

Isis Nóbile Diniz - 08/07/2009

Estudiosos acreditam que instalação de mina e fábrica pode danificar o meio ambiente e gerar riscos à saúde da população local

Vale catarinense: A região de Anitápolis, onde está planejada a instalação da fábrica de fosfato e da mineração. A floresta nas encostas é um dos remanescentes de Mata Atlântica de Santa Catarina

Pesquisadores e ambientalistas estão preocupados. Cerca de 10% do fosfato explorável no Brasil está localizado em um grupo de montanhas no interior de Santa Catarina. Para extrair a matéria prima e transformá-la em fertilizante, as multinacionais Bunge e Yara pretendem instalar uma mineradora e uma fábrica na região. Será necessário, para tanto, desmatar aproximadamente 300 hectares de Mata Atlântica, o que equivale a 550 Maracanãs. Além disso, estudiosos dizem que a saúde da população e a agricultura podem ser prejudicadas. O local também é importante para o abastecimento de água de 21 municípios.

A Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), que pertence à Bunge e à Yara, adquiriu cerca de 1.760 hectares em Anitápolis, município com cerca de 3 mil habitantes. O local é o único no Sul do Brasil que possui fosfato e será explorado por 33 anos. A mata nativa dará lugar a uma mina a céu aberto e a uma fábrica que usará a matéria prima na produção de um tipo de fertilizante. Também será construída uma barragem de rejeitos que abrigará outros minerais retirados do solo, mas sem utilidade para a empresa.

A produção do fertilizante exige fosfato, ácido sulfúrico e enxofre. Este será importado pelo porto de Imbituba e transportado até Anitápolis por caminhões. Em seguida, o produto final será levado via rodoviária até Lages, distante 164 km.
Na cidade, um galpão armazenará o fertilizante antes de ser distribuído para a região Sul. O empreendimento prevê investimento de R$ 400 milhões. Calcula-se que gerará cerca de R$ 2,5 milhões anualmente como arrecadação municipal e R$ 7,5 milhões irão para os cofres estaduais e federais.

Risco ambiental Simulação feita pela ONG Montanha Viva de como seriam os reservatórios de contenção do material contaminado. Os ambientalistas estão preocupados porque as barragens, localizadas no alto das montanhas, poderiam se romper ou vazar

A IFC será construída dentro da bacia hidrográfica do rio dos Pinheiros, que faz parte da bacia hidrográfica do rio Braço do Norte, formada por 19 rios nos municípios de Anitápolis, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Grão Pará, Braço do Norte e São Ludgero. De acordo com a Fundação de Meio Ambiente (Fatma), órgão ambiental do governo de Santa Catarina, os possíveis impactos negativos da operação da empresa prejudicarão somente Anitápolis.
O fósforo que possivelmente alcançar as águas não deve ter impacto significativo na fauna e na flora aquáticas. Para o órgão, apenas a barragem de rejeitos apresenta riscos. “Tecnicamente, é impossível falar que não existe risco. Toda e qualquer obra de engenharia apresenta riscos”, segundo documento emitido pela Fatma.

Os procedimentos de licenciamento ambiental tiveram início em 2005. E, no primeiro semestre de 2009, a empresa conseguiu a Licença Ambiental Prévia (LAP) concedida pela Fundação. Para poder iniciar as obras, a IFC precisa cumprir as exigências feitas pelo órgão. Depois, adquirir a licença de instalação e de operação. Foram solicitados trinta programas ambientais. Entre as exigências está a conservação e o enriquecimento da vegetação em cerca de 80% da terra adquirida pela empresa. “Esse foi um dos projetos mais complexos e estudados pela Fatma”, afirma Murilo Flores, presidente da fundação.

Alguns ambientalistas e pesquisadores discordam do órgão. “Antes de tudo, 300 hectares de Mata Atlântica bem conservados no Sul são relevantes. Ainda mais nesse caso, em que eles protegem a encosta de deslizamentos como os que ocorreram depois das chuvas no ano passado”, afirma Clóvis Borges, diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Proteção Ambiental (SPVS).
De acordo com Eduardo Bastos Lima, advogado da ONG Associação Montanha Viva, outros 100 hectares de mata nativa darão lugar a uma nova linha de transmissão de energia elétrica. “Anitápolis fica entre a Serra do Tabuleiro e a Serra Geral, um corredor verde importante. O projeto afetará a circulação e o desenvolvimento dos animais”, diz Jorge Albuquerque, biólogo e presidente da ONG. “Para piorar, o local possui nascentes e é a cabeceira do Rio Braço do Norte. Todo o mundo está em busca de água e aqui eles pretendem destruir esse bem natural”, afirma.

O principal questionamento dos pesquisadores é relativo à saúde da população. A barragem de rejeitos construída acima do nível da cidade pode contaminar a água ou, na pior hipótese, estourar e inundar municípios. A mineração a céu aberto e o manuseio do fosfato podem comprometer os recursos hídricos da região atingindo, inclusive, Florianópolis. O químico Ismael Bortoluzzi, presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), afirma que, se o fosfato atingir a água em grande quantidade, seu tratamento será mais difícil. “Os morros de 600 metros também poderão sofrer de erosão nas encostas”, diz.

Por causa das questões ambientais e de saúde, a Associação Montanha Viva protocolou uma ação no judiciário pedindo a anulação da Licença Ambiental Prévia (LAP) que lista 59 itens questionáveis sobre o projeto. Entre eles estão: a interrupção do curso do Rio Pinheiros, o aumento da taxa de erosão do solo, a deterioração da qualidade do ar, o risco de contaminação do solo e rios. “A empresa fala que o impacto é localizado desconsiderando o risco para bacia hidrográfica”, afirma Lima. Procurada pela reportagem de ÉPOCA, a empresa não se pronunciou sobre as críticas à obra.

Como solução, Albuquerque propõe que a região seja destinada ao ecoturismo. E que a empresa invista em produção de fosfato por meio do dejeto suíno. “Esse é o sonho catarinense, mas, na prática, o custo seria alto porque a criação de porcos está espalhada em pequenas propriedades”, diz Flores. Devido ao retorno financeiro e à necessidade de obter a matéria prima, talvez seja inevitável a instalação da mina e da fábrica. “Esse é o grande problema do desenvolvimento sustentável.
Se a fosfateria é estratégica para o Brasil, devemos minimizar os prejuízos”, afirma o presidente da Fatma. Para Bortoluzzi e Borges, o projeto é aceitável desde que se minimizem os riscos e seja feita uma compensação “pesada”. “Por exemplo, a empresa pode destinar 10 mil hectares para a preservação do meio ambiente. Porque explorar sem limites não é sinônimo desenvolvimento”, diz o diretor da SPVS. “Tenho uma filha pequena. Espero que ela veja como as montanhas de Anitápolis cobertas por Mata Atlântica são lindas”, diz Albuquerque.
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COM A PALAVRA OS AMBIENTALISTAS CATARINENSES, EM ESPECIAL O DR. GERMANO WOEHL JR, DO INSTITUTO ONG RÃ-BUGIO, UM DOS MAIORES DEFENSORES DA MATA ATLÂNTICA EM SC


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COMEÇA DOMINGO A 61ª REUNIÃO ANUAL DA SBPC - MANAUS (AM)


Amazônia no centro das discussões

Fapesp 8/7/2009

Por Thiago Romero

Agência FAPESP – Após a última edição realizada em Campinas (SP), a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) retorna à região amazônica com início no próximo domingo (12/7), no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus (AM), com o tema “Amazônia: Ciência e Cultura”. A programação se encerra no dia 17 de julho.

Os organizadores da maior reunião científica da América Latina, que terá cobertura diária da Agência FAPESP, esperam receber milhares de pesquisadores, docentes e estudantes do ensino superior, médio e fundamental, além de autoridades e gestores públicos.

“As expectativas para o encontro, que começou a ser preparado há dois anos, desde o término da edição em Belém, são as melhores possíveis, sobretudo no que diz respeito ao comparecimento do público. Já estamos com quase 4 mil inscritos para as atividades fechadas, como minicursos e apresentações de trabalhos, e, no total, esperamos receber de 12 mil a 15 mil participantes”, disse Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC, à Agência FAPESP.

Serão mais de 170 atividades, entre conferências, simpósios, mesas-redondas, grupos de trabalho, encontros e sessões especiais. Haverá ainda 47 minicursos e cinco sessões de pôsteres, nas quais estão previstas a apresentação de mais de dois mil trabalhos científicos.

A programação contará com mais de 170 atividades, entre conferências, simpósios, mesas-redondas, grupos de trabalho, encontros e sessões especiais. Serão realizados ainda 47 minicursos e cinco sessões de pôsteres, nas quais está prevista a apresentação de mais de dois mil trabalhos científicos.

A programação científica abordará, em linhas gerais, gargalos e desafios da Amazônia nas diferentes áreas da ciência, tecnologia e inovação, especialmente em setores considerados cruciais para o desenvolvimento sustentável da região.

“A reunião será uma boa oportunidade para estreita cooperações com países vizinhos que detêm parte da floresta amazônica e que podem desenvolver projetos conjuntos visando à conservação e à sustentabilidade ambiental de toda a região”, afirmou Raupp, que também é professor livre-docente da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e diretor-geral do Núcleo do Parque Tecnológico de São José dos Campos em São Paulo.

Durante a reunião serão discutidos temas de impacto nacional e mundial, como o valor da floresta em pé, geopolítica e recursos naturais, regularização fundiária, mudanças climáticas, gás e petróleo, exploração de minérios, direitos e educação indígena, ensino a distância, saúde da mulher, telemedicina, indústria e trabalho, biotecnologia e genômica na Amazônia, astronomia indígena, nanotecnologias sociais e novas tecnologias para o sequestro de carbono.

As atividades serão desenvolvidas em torno dos seguintes núcleos temáticos: “Amazônia: questões nacionais, multilaterais e mundiais”, “Ano Internacional da Astronomia”, “Clima, água e ambiente”, “Comunicação amazônica”, “Culturas amazônicas, conhecimentos científicos e saberes tradicionais” e “Desenvolvimento da Amazônia”.

“Direitos e titularidades”, “Educação”, “Geoprospecção e recursos minerais”, “História natural e humana”, “Ocupação da Amazônia e expedições científicas”, “Saúde humana” e “Tecnologia: passado, presente e futuro” completaram a programação temática.

“Um dos objetivos da programação científica da reunião é mostrar que o Brasil precisa da Amazônia com todas as suas riquezas naturais e culturais preservadas, o que inclui o patrimônio da biodiversidade, das águas, da atmosfera e das culturas tradicionais indígenas, de modo que o desenvolvimento econômico da região seja sempre harmonioso. Nessa linha de raciocínio, acreditamos que a ciência e a tecnologia são o caminho para a sustentabilidade ambiental e social da Amazônia”, disse Raupp.

A programação do evento inclui ainda a Jornada de Iniciação Científica, na qual serão apresentados os melhores trabalhos de alunos de graduação selecionados em 2008 por diferentes instituições de ensino superior. Já os alunos do ensino fundamental, médio ou técnico poderão ter um contato dinâmico com a ciência durante a programação da SBPC Jovem, evento de atividades educativas voltadas prioritariamente para crianças e adolescentes que contará com exposições, oficinas, vídeos e filmes.

Na ocasião também serão anunciados os vencedores do Prêmio José Reis de Divulgação Científica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e do Concurso Cientistas de Amanhã, promovido pelo Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECC).

O Prêmio José Reis contemplará a instituição ou veículo de comunicação que tenha se destacado pelo trabalho de tornar acessível ao público conhecimentos sobre ciência e tecnologia. Já o Concurso Cientistas de Amanhã premiará cinco trabalhos de estudantes do ensino fundamental e médio.

Também constarão na 61ª Reunião da SBPC eventos tradicionais como a Exposição de Tecnologia e Ciência (ExpoT&CI), mostra de projetos de ciência e tecnologia tradicionalmente realizada em conjunto com a reunião. O evento terá ainda a SBPC Cultural, com atividades nas expressões e valores artísticos locais e regionais, e a Feira de Livros, espaço para editoras e livrarias.



FAPESP na ExpoT&CI

Além da cobertura diária da Agência FAPESP, a FAPESP marcará presença na 61ª Reunião Anual da SBPC com um estande na ExpoT&CI que apresentará ao público as principais áreas de atuação, modalidades de financiamento, programas especiais e de inovação tecnológica e projetos de comunicação da Fundação.

O destaque do espaço será a exposição Brazilian Nature – Mystery and Destiny (Natureza Brasileira – Mistério e Destino), que tem como referência maior a Flora Brasiliensis, obra do botânico alemão Carl Philipp von Martius (1794-1868) que até hoje é o mais completo levantamento da flora brasileira.

Os painéis que compõem a mostra foram concebidos com base nos dados provenientes de três projetos apoiados pela FAPESP: a Flora Brasiliensis On-line e Revisitada, a Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo e o programa Biota-FAPESP.

O estande da Fundação contará ainda com totens de divulgação do Programa FAPESP de Pesquisas em Biocombustíveis (BIOEN), que tem o objetivo de apoiar a pesquisa relacionada a biocombustíveis, especialmente em etanol de cana-de-açúcar, com a colaboração de universidades e empresas, e do Programa Biota-FAPESP, que acaba de completar dez anos de atuação no mapeamento da biodiversidade paulista.

Os totens divulgarão também o Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, que pretende auxiliar na tomada de decisões informadas cientificamente com respeito a avaliações de risco e estratégias de mitigação e adaptação, e o Programa de Pesquisa em Políticas Públicas, que financia pesquisas voltadas ao atendimento de demandas sociais concretas e busca a aproximação do sistema de ciência e tecnologia paulista com a sociedade.

O Programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), cujo objetivo é financiar projetos desenvolvidos em colaboração entre universidades, institutos de pesquisa e empresas, e o Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), que apoia pesquisas científicas e tecnológicas em pequenas empresas sediadas no Estado de São Paulo, também serão apresentados.

O estande da Fundação paulista divulgará ainda o portal FAPESP, a Agência FAPESP e a revista Pesquisa FAPESP, além de outras publicações científicas e impressos dos diversos programas apoiados.

Mais informações sobre a 61ª Reunião Anual da SBPC e sua programação: http://www.sbpcnet.org.br/.


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DAERP DE RIBEIRÃO PRETO CONTRA O DESPERDÍCIO DE ÁGUA - MONITORAMENTO ELETRÔNICO NOS POÇOS ATIVOS

Ribeirão Preto é abastecida por 103 poços que retiram água do Aquífero Guaraní

Contra o desperdício

Água em Ribeirão - Captação nos 103 poços da cidade será monitorada em tempo real; estudos para projeto já começaram

DANIELLE CASTRO
Gazeta de Ribeirão
danielle.castro@gazetaderibeirao.com.br

A captação de água nos 103 poços ativos de Ribeirão Preto será feita e monitorada em tempo real, o que diminuirá os deperdícios por erro de cálculo na pressão das bombas. O processo incluirá a implantação de uma rede de internet via rádio, criando uma infovia que cortará a cidade.

Segundo o Departamento de Águas e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), os estudos para viabilizar a implantação do projeto começaram neste mês. "As antenas serão como as de celular e vão permitir o controle eletrônico de todos os poços direto da sede. Se estiver com muita pressão, podemos desligar com um clique e assim vamos diminuir perdas", disse Tanielson Campos, superintendente do Daerp.

A previsão é de que as antenas da infovia sejam instaladas até o final do ano —processo orçado em cerca de R$ 100 mil. O sistema, entretanto, só deve funcionar depois que todos os equipamentos de medição dos poços forem colocados. A conta final do projeto deve chegar a R$ 1 milhão e ainda não há data definida para acontecer.

Uma rede de fibra ótica para o Daerp será implantada pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto (Coderp) também neste ano e permitirá a conversão imediata dos números da infovia para todos os bancos de dados da Prefeitura. O Daerp já tem metade dos medidores necessários e três poços funcionando com transmissão em tempo real, com previsão de outros seis até o final do ano.

Os demais aparelhos devem ser comprados no ano que vem —uma verba para isso já foi solicitada ao Estado e aguarda aprovação. De acordo com Campos, a instalação será o ponto mais demorado, pois exigirá reforma e reforço da segurança de todas as bases do Daerp. "Vamos colocar câmeras de segurança para evitar vandalismos e furtos, que acontecem direto", afirmou Campos.

O departamento gasta em média cerca de R$ 500 mensais para repor equipamentos e fios furtados ou danificados. O engenheiro Paulo Tablas, do setor de obras do Daerp, vai mapear as áreas que serão reformadas e disse que a mudança faz com que o município ganhe em agilidade. "Teremos menos deslocamentos de equipes", disse Tablas.

Infraestrutura ‘fecha’ posto

A Secretaria de Infraestrutura de Ribeirão vai desativar um posto de gasolina da secretaria e abriu licitação para investigar se houve dano ambiental na área. A medida é uma exigência da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), órgão estadual que fiscaliza os riscos de contaminação.

Os postos de gasolina são hoje as principais fontes de poluição do solo e das águas subterrâneas na cidade e as restrições são rígidas. "O estudo de passivos com sondagem de perfuração é obrigatório. Se houver indício de contaminação, é preciso remediar e monitorar até comprovar a despoluição", disse Marco Artuzo, da Cetesb. O descumprimento da recomendação pode gerar multa, que varia conforme a gravidade do dano. De acordo com o secretário de Infraestrutura, José Roberto Romero, dois tanques antigos serão removidos do pátio e um novo posto, mais moderno, será construído dentro da mesma área. (DC)

Programa de SP libera R$ 1,7 mi

O programa Água Limpa do Estado liberou R$ 1,7 milhão para Cravinhos implantar 100% de tratamento de esgoto. As obras começaram em 2006 e será entregue até novembro deste ano. O fim das obras e o funcionamento da Estação de Tratamento terão impacto significativo na despoluição do Ribeirão Preto, curso de água que corta Cravinhos e Ribeirão.


O terreno e a gestão da estação serão de responsabilidade do município. As obras estão sendo coordenadas pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). De acordo com o engenheiro Adolfo Moraes, engenheiro do DAEE e coordenador do Água Limpa, Cravinhos tinha 0% de esgoto tratado no início do projeto. Carlos Alencastre, diretor regional do DAEE, afirmou que 85% da construção está completa, mas que a entrega em julho foi adiada por causa de um emissário a mais que precisou ser construído. "Até setembro a obra termina. Em outubro, faremos os teste e a cidade deve providenciar a licença ambiental para que no mês seguinte já possamos descerrar a placa de inauguração." (DC)

Super explotação rebaixa lençol freático de Ribeirão Preto

(www.aguapocos.com.br)

Ribeirão Preto, cidade do interior de São Paulo, tem 100 % do seu abastecimento proveniente do Aqüífero Guarani. Para isto, existem 99 poços oficiais perfurados e acredita-se que exista mais de 200 clandestinos. "A questão, contudo, está no rebaixamento do nível piezométrico local, provocado pelo grande número de poços tubulares em operação".

Fabrício cardoso, representante da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, afirmou que de 1945 a 2002 houve a formação de um cone de depressão no centro de Ribeirão Preto, cerca de um metro por ano aproximadamente. O fenômeno foi agravado a partir da década de 1970 quando a cidade começou a se desenvolver. Hoje o rebaixamento varia de 70 a 80 metros no centro do município.

O rebaixamento do nível piezométrico pode ser conseqüência da super explotação local do Aqüífero, ou seja, retira-se mais água do que a chuva pode recarregar”. Essa confirmação só virá com a finalização dos estudos efetuados no âmbito do Projeto Aqüífero Guarani. Além do fato de Ribeirão Preto ter aproximadamente 600 mil habitantes, a perfuração de poços clandestinos agravam esta situação.


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20.000.000 DE QUILOS DE LIXO NOS CURSOS D' ÁGUA DO BRASIL, DIARIAMENTE - REVELA ESTUDO DA ABRELPE

Lixo nos rios do Brasil - foto: blog ecobriefing.files

Abrelpe: 20 mil t de lixo não são coletadas por dia

As 20 mil toneladas/dia que não são coletadas acabam nos rios, córregos, bueiros e terrenos baldios e com as chuvas são levados diretamente para os cursos d' água de nossas bacias hidrográficas. Daí os graves problemas de enchentes e inundações, com os intupimentos de bueiros e assoreamento dos rios, em diversas localidades.

Estadão Online - 08/07/2009

Mais de 20 mil toneladas de lixo doméstico produzido diariamente em todo o Brasil não são coletadas e vão parar em cabeceiras de rios, valas, terrenos baldios ou são simplesmente queimadas.

É lixo suficiente para encher 28 piscinas olímpicas todo dia ou cobrir o Estádio do Maracanã de detritos a cada 36 horas. Já 54,9% - 83 mil toneladas/dia - das 150 mil toneladas de lixo doméstico que são coletadas vão para aterros sanitários, enquanto 67 mil toneladas/dia (45,1%) seguem com destinação inadequada e vão para aterros com problemas e lixões a céu aberto.


Os dados fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e revelam um problema grave, que envolve saúde pública e saneamento.

O maior problema, segundo o levantamento da Abrelpe, está nos Estados de Norte, Centro-Oeste e Nordeste (onde se coletam 6%, 7% e 22% dos resíduos, respectivamente, os menores índices do País). A pior situação está no Centro-Oeste. Ali, 74% do total coletado tem destinação inadequada. É o caso do município de Colniza, no norte de Mato Grosso. Com 27 mil habitantes, 56% deles na zona rural, os detritos domésticos são levados para um lixão. “Estamos tentando regularizar a situação ambiental desse depósito. Não temos verba suficiente para criar um aterro controlado, que é muito caro”, explica o secretário de Administração, Fabio Dias Correia.

De acordo com o presidente da Abrelpe, João Carlos David, a coleta de resíduos domiciliares no Brasil cresceu 5,9% em 2008, em comparação com 2007. Passou de 140,9 mil toneladas/dia para 149,1 mil toneladas/dia. Já a geração per capita caiu 1% - de 1,106 kg/habitante/dia, em 2007, para 1,080 kg/hab/dia, no ano passado. Dos 5.564 municípios brasileiros, 56% indicam a existência de iniciativas de coleta seletiva de lixo. O mercado de limpeza urbana movimenta anualmente, segundo David, cerca de R$ 17 bilhões. No ano passado, o setor privado investiu R$ 12 bilhões - e a área pública, R$ 5 bilhões. (Fonte: Estadão Online)

Despejo de lixo é principal problema de poluição na Baía de Guanabara, diz especialista
Thais Leitão Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O despejo de lixo nos rios fluminenses pela população representa hoje um dos maiores problemas de poluição da Baía de Guanabara. A avaliação é do professor do Departamento de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) David Zee, especialista em ecossistemas urbano-costeiros. VEJA MAIS

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PESCADORES DA BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL PODERÃO RECEBER SEGURO-DESEMPREGO SUSPENSO DESDE MAIO, PROMETE MINISTRO


Ministro promete estudar caso dos pescadores que estão sem seguro-desemprego desde maio

O ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, prometeu na terça-feira (7) interceder para que o seguro-desemprego volte a ser pago aos pescadores da Bacia do Rio Paraíba do Sul, que estão sem receber o benefício desde maio, embora a pesca continue proibida devido ao vazamento de material tóxico ocorrido na região em novembro do ano passado.

Gregolin recebeu a reivindicação dos pescadores durante a abertura da 3ª Conferência Estadual da Pesca e Aquicultura. Ele disse que vai avaliar o problema, porque ainda não o conhece com detalhes. “Assumi o compromisso de avaliar isso, porque, se existe o período de defeso, que é a condição para receber o seguro-desemprego, eles deveriam estar recebendo”.

O ministro destacou que, se há um problema de poluição, o caso depende de resolução do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no sentido de proibir a pesca, para poder pagar o seguro-desemprego. "Em alguns casos de incidentes, temos viabilizado isso.”

No entanto, ele ressaltou que isso só é possível quando uma espécie corre risco. “Ou seja, como medida de proteção à espécie, proíbe-se a pesca e promove-se uma ajuda de renda para os pescadores naquele período, que é através do seguro-desemprego.”

Cerca de 4 mil pescadores da Bacia do Paraíba do Sul estão sem condições de trabalhar desde novembro do ano passado. O seguro-desemprego, no valor de um salário mínimo (R$ 465), foi suspenso no final de maio.

Os pescadores não receberam o auxílio em junho porque, no último dia 29, o Ibama publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa número 20, que reforçou a proibição da atividade pesqueira no Rio Paraíba do Sul por mais dois meses. A instrução permite somente a pesca de subsistência, limitada a 3 quilos por dia por pescador. (Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil)

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PRESIDENTE DO IBAMA É ACUSADO PELOS MINISTÉRIOS PÚBLICOS DE RONDÔNIA POR PARECER ILEGAL PARA A HIDRELÉTRICA DE JIRAU

O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco. Foto: Valter Campanato/ABr

Ministérios públicos em Rondônia abrem processo contra presidente do Ibama
Segundo os MPs, ele assinou a licença ambiental de instalação para a Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em desacordo com a legislação ambiental e com a lei de licitações.


Agência Brasil 08/07/2009

O Ministério Público Federal em Rondônia e o Ministério Público do estado entraram na Justiça com uma ação de improbidade administrativa contra o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias Franco. Segundo os MPs, ele assinou a licença ambiental de instalação para a Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em desacordo com a legislação ambiental e com a lei de licitações. A assessoria do Ibama informou que Messias ainda não foi notificado oficialmente da ação.

Na ação, os procuradores e promotores argumentam que técnicos do Ibama se manifestaram contrários à concessão da licença em parecer que apontava pendências em 12 das 32 condicionantes impostas para autorizar o início das obras. De acordo com o Ibama, o parecer não era conclusivo e as pendências foram resolvidas após esclarecimentos técnicos e acordos fechados pelo consórcio responsável da obra com o governo de Rondônia e a prefeitura de Porto Velho.

Entre as pendências, segundo os ministérios públicos, estão questões relativas à segurança das barragem, a falta de detalhes sobre a recuperação de áreas degradadas pela construção e pela inundação para formação do reservatório e sobre as medidas para amortecer os impactos socioeconômicos da obra, que deve atrair até XX mil pessoas para a região.

“Para os MPs, ao liberar a licença de instalação, [Roberto Messias] Franco violou a Constituição Federal e a Lei de Licitações, não observou o processo de licenciamento ambiental, desconsiderou a existência de novos impactos ambientais e a necessidade de cumprimento de todas as condicionantes da licença prévia antes da emissão da nova licença”, de acordo com nota do MPF, em que a licença é classificada como “um dos maiores crimes ambientais”.

A ação também questiona a mudança do local de construção da usina, anunciado após o leilão. Em agosto de 2008, os MPs já haviam entrado na Justiça contra o Ibama, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o consórcio Energia Sustentável do Brasil. A ação ainda não foi julgada pela Justiça Federal em Rondônia.

Em março, a promotora de Justiça do Meio Ambiente, Aidee Moser Torquato, adiantou à Agência Brasil que os MPs entrariam na Justiça caso a licença de instalação fosse assinada. Em maio, os dois órgãos recomendaram a suspensão da licença de instalação parcial, que havia autorizado a construção do canteiro de obras e das ensecadeiras. De acordo com os autores da ação, se condenado, Messias pode perder a função pública e pagar multa de cem vezes o valor de seu salário. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)


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A ACELERAÇÃO DA EXTINÇÃO DOS RECIFES DE CORAIS


Especialistas preveem que recifes de corais desapareçam neste século

Folha Online - 08/07/2009

Os recifes de corais desaparecerão neste século caso as emissões de dióxido de carbono (CO2) não sejam reduzidas drasticamente, informou um painel de especialistas, em uma reunião realizada na Royal Society de Londres, nesta terça-feira (7).

O encontro, organizado pela Sociedade Zoológica britânica, pelo Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês) e pela Royal Society, teve o objetivo de identificar alvos e fixar prazos concretos de atuação contra o aquecimento global.

A previsão dos cientistas é que, antes de 2050, seja alcançada uma concentração de CO2 na atmosfera de 450 partículas por milhão (ppm), um ponto "a partir do qual os corais podem chegar à extinção em questão de décadas".

"O nível seguro de CO2 que deveríamos perseguir é de 320 ppm, porque agora sabemos que 360 ppm é o nível no qual os recifes deixam de ser viáveis em longo prazo", afirmou o professor John Veron, um dos principais especialistas do mundo em recifes.

Vernon se mostrou pessimista sobre a capacidade dos políticos de responderem a este desafio.

Se a situação continuar assim, o analista afirmou que "o que agora consideramos um ano ruim, será um ano normal em 2030 e um ano muito bom em 2050. A situação continuará piorando, antes de melhorar, façamos o que façamos". (Fonte: Folha Online)
A extinção dos recifes de coral se acelera.
Acredita-se que em 50 anos, 80% de todos os corais do mundo hajam morrido. De 1998 até hoje, uma década, pode-se dizer, 16% dos corais no planeta desapareceram.

Recifes de coral ameaçados podem ter a ajuda de reservas marinhas, que protegem a vida no mar da pesca comercial e das mudanças climáticas. Nas Bahamas, na maior reserva marinha do Caribe, com 442 quilômetros quadrados, o número de corais jovens dobrou em áreas onde os peixes nativos foram protegidos da pesca. Os corais jovens são necessários para substituir os mais velhos que foram mortos por tempestades, doenças e outros problemas.

O efeito do aquecimento global nos corais é o resultado de um desequilíbrio na temperatura dos mares. Para se reproduzir os recifes de corais – equivalentes às florestas tropicais debaixo d’água – precisam retirar minerais da água. Com aquecimento das águas, menos minerais estão disponíveis, pois o mar fica mais ácido com um desequilíbrio do gás carbônico encontrado no mar. Assim, as florestas de corais, morrem de fome. Fonte: peregrinacultural.wordpress


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RJ INVESTE R$ 587 MILHÕES EM OBRAS DE ÁGUA E ESGOTO PARA A CAPITAL E BAIXADA FLUMINENSE

Municípios do Rio vão receber meio bilhão em recursos para obras de saneamento

“É impossível ter rios preservados se não há investimentos em saneamento”, reiterou a ministra da Casa Civil, durante a assinatura dos convênios. “A União tem clareza da importância de obras de saneamento e habitação.” Além da capital, Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaperuna, Maricá, Mesquita, Saquarema, São Gonçalo e Valença receberão as obras.

Agência Brasil - 08/07/2009

Oito municípios da Baixada Fluminense e do interior do estado, além da cidade do Rio de Janeiro, vão receber R$ 587 milhões para obras de água e esgoto. Convênios entre o governo federal e governo do estado, que será o executor do empreendimento, foram assinados na terça-feira (7), no Palácio Guanabara.

As obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do saneamento e vão beneficiar 10 milhões de pessoas. O objetivo também é contribuir para a candidatura da capital fluminense à sede das Olimpíadas de 2016, além de ajudar na despoluição da Baía de Guanabara e de mananciais da região.

“É impossível ter rios preservados se não há investimentos em saneamento”, reiterou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante a assinatura dos convênios. “A União tem clareza da importância de obras de saneamento e habitação.”

A capital fluminense ficará com quase a metade dos recursos, cerca de R$ 280 milhões. A maior parte será aplicada em bairros da zona oeste, como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. Também receberão investimentos os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaperuna, Maricá, Mesquita, Saquarema, São Gonçalo e Valença.

O governador Sérgio Cabral disse que as cidades do interior nunca receberam um investimento público tão alto e informou que a realização das melhorias nas cidades, o que favorece a saúde e a qualidade de vida da população, só é possível porque o governo reestruturou a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). (Fonte: Isabela Vieira/ Agência Brasil)


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