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8 de julho de 2009

PROTESTO PELA AMAZÔNIA EM PARIS, ASSUSTA LULA E COMITIVA

Ativistas do Greenpeace instalam um 'iceberg' inflável de 16 metros de altura no Rio Sena, próximo à Torre Eiffel, nesta terça-feira (7) em Paris. O Objetivo, às vésperas da reunião do G-8 na Itália, é chamar a atenção para o problema da mudança climática. A faixa pede que os chefes de estado do bloco tenham 'liderança' para lidar com a questão ambiental. (Foto: Reuters)

Lula é surpreendido em Paris por protesto pela Amazônia

AE - Agencia Estado - 08/07/2009

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi surpreendido hoje por uma manifestação do Greenpeace na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris. Durante cerimônia de entrega do Prêmio Félix Houphoët-Boigny pela Busca da Paz ao brasileiro, ativistas subiram ao palco empunhando bandeiras com a inscrição "Lula - Salve a Amazônia, Salve o Clima".

O protesto ocorreu no momento em que o ex-primeiro-ministro de Portugal, Mário Soares, e o secretário-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, entregavam a premiação a Lula. O presidente brasileiro e Matsuura fizeram sinal pedindo que os seguranças agissem com calma. A situação foi controlada com a saída dos militantes. - Estadão Online



Greenpeace faz protesto em prol da Amazônia durante homenagem a Lula

Ativistas da organização ambientalista Greenpeace fizeram hoje (7), em Paris, uma manifestação pedindo a preservação da Amazônia, durante a cerimônia na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um prêmio da Unesco.

Dois ativistas subiram ao palco da premiação segurando cada um uma faixa com a frase “Lula, salve a Amazônia, salve o clima”, escrita em inglês e português. Ao discursar, o presidente Lula comentou o episódio. "O alerta desses jovens vale para todos nós, porque a Amazônia tem que ser realmente preservada e cuidada com muito carinho.”

Lula falou sobre a crise financeira internacional, afirmando que as economias mais pobres são as que mais sentem os efeitos. Ele ainda criticou o “nacionalismo protencionista” adotado por países em razão da crise.

“Os imigrantes veem sua situação piorar a cada dia com o recrudescimento da xenofobia nos países ricos. Não é substituindo o conservadorismo fracassado por um nacionalismo protencionista que vamos sair dessa crise. É a atuação conjunta e o esforço coordenado que surgirão efeito”.

Lula recebeu da Unesco o Prêmio Félix Houphouët-Boigny pela Busca da Paz. O presidente foi escolhido por sua atuação em ações em busca da paz, da democracia e da erradicação da pobreza.
Durante o discurso, o presidente agradeceu o prêmio e lembrou parde de sua trajetória. “Lutei nas fábricas, nos espaços sindicais e na arena política de meu país. Em todos esse momentos, sem perder a combatividade, nunca renunciei à busca do entendimento, a construção de consensos e o fortalecimento da democracia.” Da Agência Brasil - 08/07/2009

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7 de julho de 2009

AS POLÊMICAS BARRAGENS NA BACIA DO RIO SINOS - EM DEBATE NO COMITESINOS DIA 09/07


Discussão sobre projetos de barragens
na Bacia do Sinos será destaque em reunião do

Comitesinos em Novo Hamburgo

Os estudos para a construção de barragens na Bacia do Rio dos Sinos será o destaque da 4ª Reunião Ordinária do Comitê de Gerenciamento da Bacia do Rio dos Sinos (Comitesinos), que vai ocorrer quinta-feira, no Auditório do Prédio Azul, no Campus II da Feevale (RS-239, nº 2755), em Novo Hamburgo.

O encontro, que começa às 14 horas, terá a presença de representantes da empresa Magna Engenharia Ltda, que elaborou o projeto básico para 15 alternativas de barragens na região. Alguns prefeitos da região já confirmaram presença por conta do tema.


As opções abrangem os Rios dos Sinos, da Ilha e Rolante, além dos Arroios Caraá e da Areia, entre os municípios de Taquara e Santo Antônio da Patrulha. Pelas avaliações iniciais, os estudos prevêem lagos que vão de 2,9 a 45 quilômetros quadrados de áreas alagadas.


A idéia do Comitesinos é trazer a discussão para dentro de sua plenária ainda na fase embrionária, para avaliar com a comunidade as vantagens e as conseqüências de cada uma das barragens projetadas. Por isso manteve uma reunião com técnicos da Magna Engenharia no último dia 18 de junho. Na ocasião, os representantes da empresa repassaram ao Comitê de Bacia uma cópia dos estudos preliminares das barragens.

OPÇÕES


O projeto de barramento é uma iniciativa da Secretaria Extraordinária de Irrigação e Usos Múltiplos da Água (Siuma), do governo do Estado. A ordem de serviço para os estudos foi assinada em 20 de janeiro. A iniciativa prevê a construção de quatro barragens e o Estado encomendou avaliação de sete possíveis locais para os empreendimentos. Em seus estudos, a Magna ofereceu outras oito alternativas de pontos para barragens. A justificativa é a busca de alternativas para garantir vazão do Rio dos Sinos, aumentando oferta de água em épocas de estiagem.

OUTROS ASSUNTOS


A programação da 4ª Reunião Ordinária do Comitesinos terá ainda a apresentação do Projeto de Esgotamento Sanitário, da Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo. Além de apresentações por parte da Feevale, que vai mostrar resultados de estudos das condições do Arroio Pampa (que corta a zona urbana de Novo Hamburgo) e de avaliação para implementação da Estação de Tratamento de Esgoto no Campus II. A Feevale também fará a apresentação do seu Mestrado em Qualidade Ambiental.

Outras informações:

Sílvio Klein – (51) 8206-5296
Presidente do Comitesinos

Castor Becker Júnior
Asses imprensa – reg, prof. 8862 DRT/RS
(51) 9809-2540

COMITESINOS
Ramal Interno: 5508
Fone Externo: 51 3590.8508
Site: http://www.comitesinos.com.br/


Barragens são nova polêmica na já problemática bacia do Sinos

Carlos Matsubara - Ambiente JÁ/ONG CEA


Tida como uma das mais problemáticas do Estado, a Bacia do Rio dos Sinos engloba 32 municípios. Hoje, está proibido o licenciamento para qualquer nova atividade em decorrência da grande mortandade de peixes verificada em 2006. No início de outubro daquele ano, ocorreu no rio dos Sinos um crime ambiental de grandes proporções para o ecossistema, que causou a morte de no mínimo um milhão de peixes, em plena época de desova e reprodução. Este crime foi considerado pelos ecologistas como a maior tragédia ambiental dos últimos 40 anos no Rio Grande do Sul.


E é nessa bacia que a secretaria pretende construir quatro barragens. Para isso, já corre nos bastidores a derrubada dessa proibição. Segundo Porto, no entanto, as barragens não comprometerão a bacia. “Os locais escolhidos ficam em zonas baixas, portanto sequer afetarão vegetação de Mata Atlântica”, exemplifica o diretor. As barragens poderão ser levantadas nos rios Caraá, Sinos, Rio da Áraricá e Rolante. LEIA MAIS

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DESBARATADO GARIMPO ILEGAL NO RIO PARAÍBA DO SUL (RJ)


Foto de Luiza Reis, da Secretaria de Estado do Ambiente

Operação do MMA e SEA/RJ desbarata esquema de garimpo ilegal no rio Paraíba do Sul

Foram encontradas quatro balsas grandes equipadas com bombas de sucção para retirar o cascalho do leito do rio. Peritos identificaram vestígios de mercúrio no material. O metal é de uso proibido em razão de provocar danos ao meio ambiente e à saúde.

Uma mega-operação realizada nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Secretaria de Estado do Ambiente desmontou um esquema de garimpo ilegal no rio Paraíba do Sul, no município de Carmo, na divisa entre Rio e Minas Gerais.

A blitz conjunta contou com a participação do ministro Carlos Minc e foi coordenada pelo assessor especial do Ministério, José Maurício Padrone, que reuniu equipe de mais de trinta agentes do Grupamento Aero-Marítimo (GAM), Ibama, Batalhão Florestal, Batalhão de Operação Especiais (Bope), Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca) e Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A Mineradora Melo, que não possuía licença ambiental para a atividade, foi autuada.

A operação teve início ainda na madrugada de segunda-feira, às 3h, quando o Bope fez o cerco da fazenda Estrela Dalva. A propriedade era usada como base para os garimpeiros. No local, foram encontradas quatro balsas grandes equipadas com bombas de sucção para retirar o cascalho do leito do rio e mais duas balsas-dormitório, onde estavam onze trabalhadores de outros estados. O proprietário das balsas, Jorge Bolívar Melo, foi autuado em flagrante e conduzido à delegacia do município de Carmo junto com os funcionários.

Nas balsas, os agentes também identificaram materiais utilizados para a lavra mineral, como peneiras, roupas de mergulho, maçaricos, extintores e cuias, além de bombonas, que serviam para o transporte do cascalho. De acordo com o perito do Instituto Carlos Éboli, Fernando Aires, foram identificados vestígios de mercúrio nas cuias. O metal, que é usado no garimpo para separar o ouro do cascalho, é de uso proibido em razão de provocar danos muitas vezes irreversíveis ao meio ambiente, além de ser prejudicial à saúde.

O Ministério do Meio Ambiente vai entrar com pedido judicial para desapropriação das balsas apreendidas com o objetivo de utilizá-las em iniciativas ambientais.
O Ibama abriu inquérito para investigar o crime ambiental. De acordo com a Lei federal nº 9.605/98, o infrator está sujeito à detenção de seis meses a um ano e à multa de até R$ 50 milhões. Fonte: * Informe do MMA, publicado pelo EcoDebate, 07/07/2009.
*
BLOG SOS RIOS DO BRASIL JÁ HAVIA POSTADO ARTIGO SOBRE O GARIMPO ILEGAL:

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ESPECIALISTA FALA SOBRE OS RECURSOS HÍDRICOS DA CAPITAL PAULISTA E REGIÃO METROPOLITANA

Mapa da Região Metropolitana de São Paulo


O Governo Serra e a RMSP
Julio Cerqueira Cesar Neto*

Em “Carta Aberta ao futuro Governador do Estado” em Agosto de 2006, disponível no meu site, focalizei a RMSP salientando os graves problemas que apresentava e a situação de franca deterioração em que se encontrava em conseqüência do total abandono a que vinha sendo relegada há mais de 20 anos, especialmente pelos 2 últimos governos do Estado. Conclui dizendo:
- Está mais do que na hora de o futuro Governador se sensibilizar, não só com a situação atual da região, mas principalmente com a sua evolução se mantido o “status quo”, e, com visão regional, metropolitana, ambiental e sócio econômica, séria e responsável, tentar revertê-la.

No final do 1° ano do novo Governo com grande satisfação e entusiasmo constatei a enorme virada em cima do problema dos transportes metropolitanos e a demonstração de preocupação com outros itens como o abastecimento de água, a proteção de mananciais e a retirada dos esgotos dos rios e córregos e a bacia do Alto Tietê à montante da Penha, todos elencados naquela Carta Aberta. Não alimento a pretensão de pensar que essas ocorrências foram resultado da minha carta.

Hoje, passados já 2,5 anos verifico que felizmente a virada nos transportes metropolitanos era mesmo para valer mas em contrapartida os outros itens não passaram de pura maquiagem. Não era mesmo para valer: está sendo mantido o “status quo”.

Na RMSP não é mais suficiente atacar apenas um problema de cada vez. Aqueles que não são atendidos continuam crescendo com conseqüências desastrosas. Assim:

Abastecimento de água

Até o final do próximo ano é possível a ocorrência de um colapso do sistema em termos de quantidade: acréscimo zero na produção e qualidade: interdição do Guarapiranga no caso da Vigilância Sanitária vir a cumprir a sua obrigação.

Esgotos sanitários

Piora sensível da qualidade das águas dos rios e córregos por falta de tratamento e retirada de esgotos dos mesmos: acréscimo zero na capacidade de tratamento e praticamente zero na remoção dos lançamentos “in natura”.

Proteção de mananciais

Piora sensível na degradação de todos: acréscimo praticamente zero nas medidas de proteção, manutenção da desativação do Comitê da Bacia do Alto Tietê e sua Agência e praticamente nenhum avanço dos PDPA’s e leis específicas.

Gestão metropolitana

Avanço zero; uso e ocupação do solo absolutamente livre para continuidade da especulação imobiliária e outras atividades; articulação das políticas públicas continua inexistente.

Realmente o Governador do Estado não assume a região metropolitana na sua integridade porque não utiliza o seu potencial de estadista e decide em função de interesses político-eleitorais que não admitem visão maior do que 4 anos. Para entender e respeitar a região metropolitana precisa uma visão bem maior.

Não há dúvida que os investimentos em transportes incluem um apelo eleitoral a curto prazo bem mais significativo que os recursos hídricos, especialmente, água e esgotos, porém a ocorrência dos insucessos citados com certeza terão influência negativa não desprezível.

*Eng. Julio Cerqueira Cesar Neto
Entre os vários cargos ocupados destacam:
2002 – 2006 - Coordenador da Divisão Técnica de Engenharia Sanitária Ambiental do Instituto de Engenharia de São Paulo. - Diretor Presidente da Fundação Agência da Bacia do Alto Tietê. 2007 - a partir de Abril - Membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP - Federação das Indústria do Estado de São Paulo

tel 11 36669924 - 11 99137065
www.juliocerqueiracesarneto.com

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SÃO PAULO QUER SOLUCIONAR SUA FALTA DE ÁGUA IMPORTANDO DA BACIA DO PARAIBA DO SUL

Represa do Jaguari - Jacareí - SP


SP estuda importar água do Paraíba do Sul

Comitê começa a debater hoje proposta de construir adutora que comporia o abastecimento na Grande SP

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL

Com disponibilidade de água comprometida na região metropolitana de sua capital, São Paulo estuda importar água do rio Paraíba do Sul, que abastece ainda Rio e Minas. O comitê paulista da bacia começa a debater oficialmente hoje a proposta de transferir água do rio, a partir da região de Jacareí.

A transposição, conforme estudos em andamento, é possível com a construção de uma adutora até a represa do Jaguari, que compõe o sistema Canteira, o principal da Grande SP.
O comitê, composto por Estado, prefeituras e sociedade civil, é o primeiro órgão a discutir a transposição, com volume mínimo de 5.000 litros por segundo, suficiente para abastecer 2,5 milhões de pessoas por dia.

Hoje, o Paraíba do Sul -que cruza SP, MG e RJ- já sofre uma transposição de 40% de suas águas, que depois chegam ao rio Guandu, principal manancial da região metropolitana do Rio. Cerca de 14,2 milhões de pessoas, somados os 8,7 milhões de habitantes do Grande Rio, servem-se do rio.
São Paulo já importa da bacia do Piracicaba metade da água que usa e, diante da queda da oferta das fontes disponíveis, o governo contratou uma empresa para estudar a exploração de outros mananciais.

A secretária Dilma Pena (Energia e Saneamento, pasta que tem assento no comitê) diz considerar o início da discussão "precipitado" porque o estudo não terminou. "O Paraíba do Sul existe dentro de um rol de alternativas. Nem sei de quanto [volume de transposição] poderia ser. É uma especulação."

A questão da transposição -a mais conhecida no Brasil envolve o rio São Francisco- é polêmica, ainda mais por envolver três Estados, avalia Benedito Braga, presidente do International Hydrologic Programme da Unesco e diretor da ANA (Agência Nacional de Águas).
"Toda transposição é problemática e essa suscitará muito debate. Mas, em situação de escassez, deve-se ter uma visão compartilhada." A polêmica se dá, diz, porque se retira água de uma bacia para levar a outra, baixando o volume do rio.

Para a secretária de Meio Ambiente fluminense, Marilene Ramos, a medida só é viável se não comprometer a qualidade da água retirada para abastecer o Grande Rio, que tem grande dependência do manancial.

A água perde qualidade após o ponto de transposição porque, com menos volume, fica difícil a dispersão de esgoto. "O que não pode é afetar a transposição para o [rio] Gandu, vital para o Rio", disse Ramos, que ainda preside o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

Para que a Sabesp faça a transposição, o pedido terá de passar pelo aval da ANA.
O estudo envolve ainda ao menos três regiões: mananciais no Vale do Ribeira; o rio Tietê (represa de Barra Bonita); e o aquífero Guarani, em Botucatu.

Essas outras opções têm desvantagens, em razão da distância e da necessidade de bombeamento de enorme volume de água até a Grande São Paulo.
Já a represa do Jaguari fica a poucos quilômetros do Paraíba do Sul, que hoje tem água de sobra, conforme a ANA. Folha S. Paulo - 07/07/2009


Proposta não pode afetar Rio, diz secretária

DA REPORTAGEM LOCAL

Folha São Paulo - 07/07/2009

A transposição do Paraíba do Sul para a Grande São Paulo é viável desde que não comprometa a qualidade da água retirada para abastecer o Grande Rio, que depende quase totalmente do manancial.
É a opinião da secretária de Meio Ambiente fluminense, Marilene Ramos, também presidente do Ceivap (Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul).

A água perde qualidade após o ponto de transposição porque, com o menor volume, fica mais difícil a dispersão de esgoto e sedimentos. "O que não pode é afetar a transposição para o [rio] Gandu, vital para abastecer o Rio e todo um complexo de indústrias."

Luiza Camargos, diretora de recursos hídricos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas, disse que, por desconhecer o encaminhamento do tema, acha cedo para se posicionar. "Vamos avaliar." Fonte: Folha de São Paulo


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6 de julho de 2009

DESENVOLVIMENTO DEPENDE DE SANEAMENTO, DIZ CANEDO (COPPE/UFRJ)

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Paulo Canedo de Magalhães.

Desenvolvimento do país depende de investimentos em saneamento

Publicado por Alana Gandra, da Agência Brasil -

Envolverde - 6/7/2009

A melhoria e expansão das redes de coleta de água e esgoto são o caminho para que o Brasil possa atingir um desenvolvimento econômico e social no futuro. Essa é a opinião do coordenador do Laboratório de Hidrologia (Labhid) da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Paulo Canedo. “A receita é o combate ao esgoto. O saneamento. O Brasil precisa investir em saneamento.”

No dia 3/7, Canedo participou do Fórum Águas do Rio e o Futuro da Água no Brasil, na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). O evento foi promovido pelo Centro Cultural da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj) e pela Synergia Editora.

Canedo afirmou à Agência Brasil que o Brasil não tem andado bem na área da preservação da hidrologia. “Os recursos hídricos brasileiros estão ruins. No entanto, o cenário futuro pode ser bom. Quer dizer, vale a pena lutar por isso, porque o prêmio da conquista é elevado.”

Em um cenário de escassez crescente de água no mundo, explicou o especialista, a posição do Brasil, rico em recursos hídricos, vai ficar cada vez mais importante. Isso, acrescentou, poderá trazer desenvolvimento e crescimento de exportações, representando um cenário de competição mais cômodo para o Brasil.

O coordenador do Laboratório de Hidrologia disse que a participação majoritária da energia hidráulica na matriz energética nacional é positiva, porque se trata de uma forma de energia limpa. “Essa foi uma opção boa que o Brasil fez no passado. E não mudou muito”.

Já em termos de meio ambiente, a posição do Brasil ainda deixa a desejar, na opinião de Canedo. “O Brasil degrada o seu meio ambiente. E, exatamente por isso, passa a ter a água também degradada. Essa é a parte ruim”.

O país, segundo Canedo, não conseguiu controlar a degradação de suas riquezas naturais. “Elas são maltratadas. Nós desmatamos a Amazônia.”

Canedo salientou, entretanto, que não é contra o desmatamento da Amazônia, desde que isso reverta em benefício para o país. “Você desmatar a Amazônia para enriquecer o país, é possível. Mas, desmatar para criar gado é ruim. O país não necessita disso. É um desmatamento burro”.

O Fórum Águas do Rio e o Futuro da Água no Brasil debateu temas como regulação, políticas públicas, planejamento, ações estratégicas, meio ambiente, desenvolvimento econômico, tecnologias e alternativas para o uso múltiplo das águas. O encontro foi aberto pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado.(Envolverde/Agência Brasil)

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CEARÁ REALIZA CAMPANHA "POR UMA PRAIA MAIS LIMPA", EM 10 MUNICÍPIOS

Blitz educativa aconteceu ontem na Barraca América do Sol, na Praia do Futuro (Foto: Patrícia Araújo)

Por uma praia mais limpa

Semace - Diariodonordeste - 06/07/2009

Distribuição de sacolas, panfletos e troca de materiais recicláveis serão realizada em 10 municípios do Ceará

“Manter a praia limpa é dever de todos” é o tema da campanha permanente educativa Praia Limpa, realizada pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que aconteceu ontem na Barraca América do Sol, na Praia do Futuro. A campanha é sempre intensificada no período das férias, quando as praias estão mais freqüentadas, e, este ano, vai atingir 10 municípios praianos do Ceará.

Blitze educativas, distribuição de sacolas, panfletos, palestras e abordagem direta, além da troca de materiais recicláveis por brindes institucionais, como bonés, blusas, mousepads, botons, ecobags e protetores solar para carro, fazem parte das atividades da campanha, que nos municípios do Interior vai contar com o reforço das prefeituras.

Conforme a superintendente da Semace, Lúcia Teixeira, trata-se de uma campanha permanente que é intensificada no período das férias. Este ano, conforme ela, vai ser realizada também nas praias de outros municípios. Na relação, estão as praias do Iguape e Prainha, em Aquiraz; Canoa Quebrada, em Aracati; Morro Branco, em Beberibe; Icaraí e Tabuba, em Caucaia; Praia do Futuro, em Fortaleza; Paracuru, na cidade de Paracuru; Lagoinha, em Paraipaba; Jericoacoara, em Jijoca; Pecém e Taíba, em São Gonçalo do Amarante; Mundaú e Fleicheiras, em Trairi..

A intenção, conforme a superintendente, é ajudar a criar uma consciência sobre os malefícios de se atirar lixo nas praias. Em Fortaleza, por exemplo, ela cita materiais plásticos, como garrafas, embalagens, sacos e recipientes vazios como os mais comuns e problemáticos, ao lado de dejetos de animais. “As pessoas precisam entender que educação ambiental é educação para a vida”, considera.

Com relação à balneabilidade das praias, de acordo com o último Boletim da Semace, 13 estavam próprias e 18 impróprias para banho. Lúcia Teixeira explica que o lixo jogado nas faixas de areia implica indiretamente na balneabilidade das praias, já que o movimento das correntes marinhas, interligação de rios com o mar e a própria ação da chuva fazem com que a qualidade da água em determinadas áreas mude periodicamente.

A adoção de novas posturas pela população, conforme ela, é observada instantaneamente após a realização de ações educativas. Mas destaca que deve ser mantida a longo prazo para que as condições de limpeza e preservação do meio ambiente sejam mantidas de forma permanente. “As pessoas recebem muito bem as ações e respondem positivamente às campanhas realizadas. Mas temos intenção de intensificar ainda mais fora do período das férias”, disse.

FIQUE POR DENTRO
Quando o lixo se torna um problema:

- Acumulado nos rios, canais e córregos, os objetos descartados impedem a passagem das águas provocando entupimentos, acúmulo de areia e inundações no período de quadra chuvosa mais rigorosa;

- Jogado das encostas, provoca deslizamentos e acúmulo de areia nos cursos d´água;

- Em terrenos baldios, produz um líquido chamado chorume, que polui o solo, contaminando as águas superficiais e subterrâneas que abastecem as populações;

- Atraem ratos, baratas, moscas e mosquitos, que transmitem doenças ao homem como leptospirose, disenteria, dengue, febre tifóide, etc. Fonte: Diário do Nordeste/Site Tratamento de Água

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CEARÁ LANÇA CARTILHA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS


Comitê de Bacias Hidrográficas lança cartilha educativa

O Comitê das Bacias Hidrográficas (CBH) do Litoral e a Cogerh Regional sediada em Pentecoste realizaram o Lançamento da “Cartilha de Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Hídricos”. O evento aconteceu no final de junho, no Núcleo Integrado Tecnológico-NIT, na cidade de Itarema.

O objetivo foi divulgar a Cartilha criada pelo Comitê e negociar propostas de aplicação desse material educativo nos municípios do CBH-Litoral, tendo sido alcançado com sucesso pelos participantes.

O projeto de divulgação da Cartilha consiste em três eventos distribuídos pela Bacia. Este foi o primeiro, com foco nos municípios de Itarema, Santana do Acaraú, Acaraú e os seguintes distritos de Sobral: Santo Antônio de Aracatiaçu, Patos e Taperuaba.

Os próximos encontros serão realizados nas seguintes regiões: região II - Uruburetama, Irauçuba e Tururu e região III: Traíri, Itapipoca, Amontada e Miraíma, com datas e locais a serem divulgados.Fonte: Assessoria de Imprensa da Cogerh - Ceará


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3ª CONFERÊNCIA DE AQUICULTURA E PESCA - ESTADUAIS E NACIONAL

3ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE AQUICULTURA E PESCA:

“Consolidação de uma política de Estado para o desenvolvimento sustentável de Aqüicultura e Pesca”.

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou no último dia 20/01/2009 o Decreto que convoca a 3ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. O evento ocorrerá entre 30/09 e 2/10, em Brasília (DF) e será coordenado pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP) e presidida pelo ministro Altemir Gregolin.

A plenária da 3ª Conferência será precedida de conferências nos Estados e no Distrito Federal. Os trabalhos serão direcionados a partir do tema: “Consolidação de uma política de Estado para o desenvolvimento sustentável de Aqüicultura e Pesca”.

O objetivo do evento é receber contribuições para consolidar uma política de estado para o desenvolvimento sustentável da aqüicultura e pesca dos mais variados segmentos. Além disso, servirá para que a SEAP preste conta das ações que foram realizadas desde sua criação para a sociedade.

A Conferência é organizada pelo Conselho Nacional de Aqüicultura e Pesca (CONAPE).
Para a Plenária Nacional estão previstos cerca de 2500 participantes, entre delegados e convidados.

Nas etapas estaduais, a expectativa é a mobilização de 50 mil pescadores artesanais e industriais, aquicultores e empresários, além de todos os agentes envolvidos na cadeia produtiva do setor e pesquisadores em todo o país. Os governos estaduais e municipais, bem como as autoridades políticas, serão chamados a contribuírem para as articulações em relação às novas políticas públicas.

CONFERÊNCIAS ESTADUAIS:

PARAÍBA: Aquicultura e Pesca - evento é aberto hoje 06/07 - Clique

PARÁ: "Consolidação de uma política de Estado para o desenvolvimento sustentável de Aqüicultura e Pesca" - 03 A 05/07 - Clique


ACRE: 1º Julho - Começa Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca em Rodrigues Alves - Clique


AMAPÁ: 24 Jun - PEDRO PAULO PARTICIPA DA 3ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DA PESCA - Clique


RONDÔNIA: Marinha Raupp participa de Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca 06/07 - Clique


PIAUÍ: Teresina sedia 3ª Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca do Piauí - 07/07 - Clique

STA. CATARINA: 3ª Conferência Estadual da Pesca em Itajaí - 25/06 - Clique


SÃO PAULO : 3ª Conferência Estadual de São Paulo - 14 a 16 Jul em Praia Grande - Clique


BAHÍA: Acontecerá em Salvador de 28 a 30/07 a Conferência Estadual - Clique


CEARÁ: Ministro da Pesca abriu a 3ª Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca do Ceará - 01/07 - Clique


ALAGOAS: Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca reúne mais de 300 pessoas - 04/05/jun - Clique

MINAS GERAIS: 3ª Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca é realizada em Minas 04/06 - Clique

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SERÃO INICIADAS AS AUDIÊNCIAS SOBRE A GESTÃO INTEGRADA DE RECURSOS HÍDRICOS


Audiência pública debate gestão integrada de recursos hídricos

Evento itinerante começa pelo Nordeste e passará por todas as regiões brasileiras até dezembro

Diminuir as assimetrias regionais e avançar na consolidação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Com este objetivo a Agência Nacional de Águas (ANA); a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado (CMA); e a Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) promovem a Audiência sobre a Gestão Integrada de Recursos Hídricos. O evento ocorrerá nesta quinta-feira, 9 de julho, a partir das 9h, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, em Fortaleza.

Após a abertura do evento, haverá o debate intitulado de “A Experiência do Ceará na Gestão dos Recursos Hídricos (Pacto das Águas)” às 10h20. Para fechar a Audiência, das 14h às 16h, ocorrerá a discussão “Experiência de Gestão de Recursos Hídricos dos outros Estados do Nordeste”, que envolverá os demais oito estados da região.

Várias autoridades das esferas federal, estadual e municipal participarão da Audiência, tais como: o diretor-presidente da ANA, José Machado; o presidente da CMA, Renato Casagrande; o governador do Ceará, Cid Gomes; o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Domingos de Aguiar Filho; e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins.

As Audiências sobre a legislação de recursos hídricos

As demais regiões do Brasil receberão audiências semelhantes (veja o cronograma ao final da matéria) até dezembro, cuja meta é reunir representantes políticos envolvidos com a gestão integrada dos recursos hídricos a fim de apresentar soluções inteligentes ao aperfeiçoamento da legislação hídrica do país, no que se refere às esferas de poder federal, estadual e municipal.

Durante o Fórum Mundial da Água de 2009, em Istambul, Turquia, os seis senadores presentes no evento idealizaram a realização das Audiências Públicas para que haja um constante aperfeiçoamento da legislação de recursos hídricos brasileira. São eles: Renato Casagrande, Leomar Quintanilha, Marisa Serrano, Fátima Cleide da Silva e João Pedro da Costa.

Cronograma das Audiências Públicas

• 20 e 21 de agosto – Vitória (ES);
• 24 e 25 de setembro – Porto Alegre (RS);
• 22 e 23 de outubro – Manaus (AM);
• 26 de novembro – Campo Grande (MS);
• 8 de dezembro – Brasília (DF).

Data: 6 de julho de 2009

Assessoria de Comunicação – ANA
Fones: 61.2109.5129/5103 Fax: 61 2109.5129
Email: imprensa@ana.gov.br


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3ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE AQUICULTURA E PESCA, NO RIO DE JANEIRO

Rio’s Presidente Hotel onde acontecerá a 3ª Conferência, no RJ


Rio de Janeiro realiza 3ª Conferência Estadual de Aqüicultura e Pesca nos dias 7 e 8/7

03/07/2009 - Acqua Fórum

A Conferência Estadual de Aqüicultura e Pesca do Rio de Janeiro acontecerá nos dias 7 e 8/7, na capital do Estado. O evento faz parte da 3ª Conferência Nacional, que foi convocada por Decreto do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 20/01/2009 e ocorrerá entre 30/09 e 2/10, em Brasília (DF).

A coordenação é do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e é organizada pelo Conselho Nacional de Aqüicultura e Pesca (CONAPE).O tema a ser debatido no evento é a “Consolidação de uma política de Estado para o desenvolvimento sustentável de Aqüicultura e Pesca”.

O objetivo é reunir os mais variados segmentos do setor e fazer um balanço das políticas desenvolvidas pelos governos na área. O governo estadual e as prefeituras, bem como as autoridades políticas, estão sendo chamados a contribuírem para as articulações em relação às novas políticas públicas.

Durante a plenária será feito o balanço de ações e um diagnóstico da Pesca e Aqüicultura pela SEAP no estado. No Rio de Janeiro, estão cadastrados 23 mil pescadores.

A produção de pescado estimada (dados de 2007) do estado é de 85.482,5 toneladas. São 5.894 pescadores artesanais beneficiados com o seguro-defeso entre maio de 2008 e abril de 2009, com repasse de R$ 7.932.885. Existem 7.850 embarcações cadastradas.

O Conselho Estadual de Aquicultura e Pesca irá eleger os 77 representantes para a Conferência Nacional. O Ministro Altemir Gregolin fará a abertura da Plenária do Rio de Janeiro, às 10h, desta terça-feria (7/7), no Rio’s Presidente Hotel, na Rua Pedro I, 19, Centro, Rio de Janeiro.



Pescadores do Paraíba do Sul querem volta do seguro-desemprego até liberação da pesca

Luiz Augusto Gollo
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Quando a 3ª Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca for aberta, amanhã (7) de manhã, num hotel no centro do Rio de Janeiro, o ministro Altemir Gregolim ouvirá, mais uma vez, dos pescadores da Bacia do Rio Paraíba do Sul o pedido de intercessão pelo seguro-desemprego, que deixaram de receber em maio, apesar de a pesca continuar proibida por causa do vazamento de material tóxico ocorrido em novembro do ano passado.

A conferência reunirá lideranças de pescadores do estado do Rio por dois dias, para tratar de temas que afetam diretamente a sua sobrevivência, como a emissão de documentos para todos e a regularização total da atividade. São esperados cerca de 600 representantes dos pescadores no encontro, que também servirá para definir a pauta fluminense da 3ª Conferência Nacional, prevista para setembro, em Brasília.

Sem poder trabalhar desde novembro, cerca de 4 mil pescadores tentam no Ministério do Trabalho voltar a receber o seguro-desemprego de um salário mínimo (R$ 465), suspenso desde o final de maio. Habitualmente, eles recebem seguro durante o período do defeso, entre novembro e fevereiro, e em março voltam a pescar. Como houve o acidente ecológico, a pesca permaneceu proibida de fevereiro a maio, período em que continuaram recebendo o seguro.

Como a instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que proibia a pesca na Bacia do Paraíba do Sul expirou no dia 31 de maio, ela passou a ser liberada em caráter excepcional a partir de 1º de junho, até que, no dia 29, o Diário Oficial da União publicou a Instrução Normativa nº 20, reforçando a proibição, por mais dois meses, até o dia 31 de agosto, com permissão para a pesca de subsistência de 3 quilos diários por pescador.

“Para nós, a situação é muito difícil”, reclama Jorge Carvalho Cruz, de 55 anos, presidente da Associação dos Pescadores Artesanais do Rio Paraíba do Sul, com sede em Campos dos Goytacazes, no norte do estado: “Vamos aproveitar a conferência no Rio para pressionar o governo a pagar novamente o seguro-desemprego”.

A associação que ele representa reúne cerca de 100 pescadores artesanais, ou seja, aqueles que, sendo profissionais, não usam equipamentos industriais em sua atividade. Todos estão na expectativa do seguro, mas no contexto dos mais de 4 mil pescadores da Bacia do Paraíba do Sul eles são poucos.

“O problema dos pescadores da bacia em geral é a documentação necessária na Seap [Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, que foi transformada em Ministério da Pesca e Aquicultura e Pesca] e no Ministério do Trabalho”, explica Jorge. Assim como técnicos do Ibama e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ), o líder aponta a falta de estrutura do ministério para promover o cadastramento de todos na área que se estende da divisa com o Espírito Santo até o sul do estado do Rio.

Jorge Carvalho Cruz reconhece que essa é uma luta maior, que envolve a afirmação da Secretaria Especial como novo ministério, de acordo com a Lei 11.959, de 29 do mês passado, assinada no mesmo contexto da Medida Provisória 458 definindo a regularização de terras na Amazônia, entre outros assuntos polêmicos.

“Os pescadores estão do lado do Ibama e do Inea, pela proibição da pesca no Paraíba do Sul”, diz o presidente da Associação dos Pescadores Artesanais, “mas temos que ver o nosso lado. O Ministério do Trabalho não tem dinheiro, a Seap não tem gente, e nós ficamos sem proteção”.

As conferências estaduais, como a que começa amanhã no Rio, precedem as nacionais, realizadas a cada três anos em Brasília. Na última, em 2006, compareceram aproximadamente 2.500 delegados, entre pescadores e representantes dos órgãos do governo. Na agenda do próximo encontro, juntamente com a regulamentação da lei que criou o Ministério da Pesca, estará a proibição da pesca na Bacia do Paraíba do Sul.

As águas da bacia foram poluídas em novembro de 2008 com o vazamento de cerca de 8 mil litros do defensivo agrícola Endosulfan pela empresa processadora do produto, a Servatis, em Resende, no sul fluminense. Como era época de piracema, em que os peixes desovam, o prejuízo ecológico foi grave, causando não só a mortandade de mais de 300 toneladas, mas também comprometendo sua reprodução. A consequência é que as águas estão ainda hoje com baixa presença de peixes e em tamanho inferior ao permitido para a pesca.

Terminada a vigência da Instrução Normativa nº 20, em 31 de agosto, a pesca estará liberada até o final de outubro, quando começa novamente a época de reprodução e, com ela, o defeso. Os pescadores esperam ter sua situação financeira solucionada o quanto antes: “Queremos voltar à pesca, que é o nosso trabalho, o nosso orgulho”, diz Jorge Carvalho Cruz. “Sou pescador há 30 anos, criei meus filhos com a pesca. Hoje tem pescador no comércio, em posto de gasolina, em obra e até como camelô. Não está certo isso.”

Edição: Nádia Franco - Agência Brasil - 06/-7/2009

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BNDS MANTÉM OS EMPRÉSTIMOS PARA O CONSÓRCIO DAS OBRAS NO RIO MADEIRA, APESAR DA CLASSIFAÇÃO "AMBIENTALMENTE INVIÁVEIS"



BNDES usa suposta imprecisão do parecer técnico ambiental para justificar financiamentos para usinas do rio Madeira

Ecodebate - julho 6, 2009

Segundo o chefe do departamento de Estudos Ambientais do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Márcio Macedo da Costa, os pareceres técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o complexo do rio Madeira (RO) são imprecisos. Esta suposta imprecisão seria a justificativa para manter os empréstimos para o consórcio responsável pelas obras das hidrelétricas a despeito dos relatórios que colocam as obras como ambientalmente inviáveis.

Para Costa, o problema dos relatórios é que eles tratam de assuntos que ainda não são uma certeza no meio científico. “Devido à insuficiência de dados reais, não havia no parecer uma condenação total ao projeto, o que viabiliza os financiamentos”, explicou o economista. As declarações foram dadas durante o “Seminário Febraban de Finanças Sustentáveis”, realizado nesta semana em São Paulo. Matéria de Flávio Bonanome, Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.

A acusação da insuficiência de informações comprovadas no parecer do Ibama, deve-se principalmente quanto ao problema levantado do fluxo de sedimentação. O Madeira é um dos rios que mais carrega sedimentos em seu leito, e a presença de uma usina em seu curso pode alterar este regime.

Apesar disso, Costa diz que ainda não existe certeza quanto a isso. “Há uma dúvida muito grande entre os pesquisadores se realmente existem impactos na sedimentação”, afirmou. De qualquer forma, o representante do BNDES foi político no final de sua fala. “É claro que existe um princípio de precaução aqui, levando em conta os investimentos previstos. Esta obra deve ser levada à frente”.

Defesa do projeto

Além de rebater a crítica levantada sobre a legitimidade dos financiamentos, Costa defendeu a obra de todas as formas que pode. Para ele a justificativa dos investimentos começa com a demanda que o país tem de energia. “Há um papel que deve ser assumido em prol das energias renováveis. A decisão de explorar o potencial hidrelétrico da Amazônia é uma decisão da sociedade brasileira”, afirmou.

O economista ressaltou também o potencial tecnológico que as obras teriam, o que seria um impacto positivo para o meio ambiente. “Um ponto positivo das obras no rio madeira é sua tecnologia, que destrói a relação entre diminuição da capacidade instalada em detrimento de uma menor área alagada”, afirmou.

[EcoDebate, 06/07/2009]

SEDIMENTOS NO LEITO DO RIO MADEIRA
Um problema que fez até Einstein desistir

O Estado de S. Paulo - 29/04/2007

Deposição de sedimentos no Rio Madeira atrasa obra de hidrelétricas
BRASÍLIA
As obras das hidrelétricas do Rio Madeira estão paradas para que os técnicos busquem respostas a uma pergunta que nem duas gerações da família Einstein conseguiram responder. Além dos prejuízos à reprodução dos bagres, o Ibama quer estudar melhor o efeito que as obras causarão na deposição de sedimentos no leito e nas margens dos rios da região.

Teme-se que os sedimentos, que fertilizam as terras próximas dos rios, fiquem retidos nos reservatórios. Segundo especialistas ouvidos pelo Estado, o comportamento de sedimentos é um dos temas científicos mais difíceis. Eles dizem que não há como saber com exatidão onde o sedimento se depositará, e em qual quantidade.

Existem formas aproximadas, como o Método de Einstein, desenvolvido por Hans Albert Einstein, filho do genial Albert Einstein. Hans foi professor de Hidrologia e Sedimentologia na Universidade de Berkleley.

Sua tese de doutorado tratou do transporte de sedimentos. Ele contou que o pai, ao saber que pretendia se especializar nessa área, o desestimulou. Albert pai sabia do que estava falando. Ele próprio fizera sua tese de doutorado nesse campo, sem conseguir grandes avanços. Desanimado, desistiu dos sedimentos e iniciou os estudos que o levaram a desenvolver a Teoria da Relatividade.

Dificuldades einsteinianas à parte, os especialistas reconhecem que a preocupação com os sedimentos do Madeira é procedente, pois o rio é talvez o que mais carrega sedimentos no mundo inteiro. Porém, segundo eles, esse problema pode ser resolvido no desenho da barragem, para que ela permita a passagem dos sedimentos.

Existem soluções para o outro problema, o dos bagres. O que preocupa o Ibama é o prejuízo que as barragens trarão à reprodução dos peixes. A solução é construir escadas, que permitam aos peixes escalar a barragem. Em Yaciretá, na fronteira da Argentina com o Paraguai, os peixes sobem de elevador - uma caixa d’água que os leva ao ponto mais alto.


COLUNA DO NASSIF - IG :

01/05/2007 - 22:18
Enviado por: Eduardo

A discussão sobre as usinas do rio Madeira têm ignorado, ou pouco discutido, um ponto fundamental referente à carga de sedimentos carregados pelo rio.
Notei a discussão pela primeira vez na edição de 30/4 do Estadão, mas me preocupo com o tema desde que ouvi esta idéia maluca pela primeira vez.

A observação de um mapa da bacia do Madeira mostra que seus formadores compõem um leque de grandes rios, quase todos com nascentes nos Andes Centrais, que se encontram perto da divisa com o Brasil, formando um padrão radial.

O próprio Madeira não consegue absorver todo esse volume de água e é por isso que partes da Amazônia boliviana, pricipalmente junto ao rio Beni, passam meses alagadas todos os anos. O próprio Madeira serve como uma barragem natural para toda essa carga sedimentar (milhares de toneladas por segundo).

A Cordilheira dos Andes é uma formação geológica recente e anualmente o degelo que ocorre no verão se transforma em água saturada de sedimentos fértreis que são transportados por rios como o Amazonas e os formadores do Madeira. Esse transporte ocorre em alta velocidade já que trata-se de um gradiente de altitude da ordem de 6.000 metros entre as nascentes e a planície Amazônica (ao contrário dos rios da bacia do Paraná, onde estão várias usinas como Itaipu. Nesse caso, o gradiente está em torno de 2.000 metros no máximo).

Quem já nadou no Amazonas ou no Madeira sabe da velocidade da correnteza. Todos anos esses rios destroem e reconstroem suas margens, formando ilhas e provocando o desbarrancamento de áreas mais altas (o fenômeno das terras caídas). Por conta desses fatores, considero tais usinas tecnicamente inviáveis pois terão sua vida útil comprometida pelo rápido acúmulo de sedimentos.

O Madeira, quando encontra o Amazonas, perto de Itacoatiara, tem uma carga sedimentar superior à do próprio Amazonas (que, nesse ponto já recebeu as águas do Negro, Purus, Japurá, Javari, Napo e Marañon, dentre outros. Cada um desses rios seria um gigante em qualquer outro país do mundo). Me parece óbvio que os engenheiros envolvidos no planejamento da obra têm consciência disso e prevêem uma vida útil curta às usinas.

Diante de tantas evidências tecnicamente contrárias, por que tanta pressão? Promessas feitas em campanha? Interesse em escoar a soja boliviana para o porto de Blairo Maggi em Itacoatiara, na foz do Madeira? Para quem não sabe, as usinas planejadas para o Madeira correm paralelas a um outro fiasco de engenharia na região: a estrada de Ferro Madeira Mamoré. Repetiremos o mesmo erro? Colunistas IG - Luiz Nassif - Hidrelétricas do Madeira


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COMO MESMO QUE SE ESCREVE? COM HÍFEN OU SEM HÍFEN?

O Complexo Educacional FMU e o Museu da Língua Portuguesa lançaram em março o Guia da Reforma Ortográfica.

O material, que foi desenvolvido por renomados professores da FMU e recebe a chancela do Professor Ataliba de Castilho, especialista em língua portuguesa, está sendo distribuído gratuitamente aos alunos do Complexo, aos visitantes do Museu e a mais de 7 mil escolas públicas da rede estadual e municipal de São Paulo.

Mas, se você ainda não ganhou um exemplar, não se preocupe. O Guia da Reforma Ortográfica também está disponível para download gratuito. Basta clicar no link abaixo e salvar o arquivo em seu computador!

http://fmu.br/game/home.asp


Enviado pelo colaborador: Affonso Celso Santos (afsantos1@yahoo.com.br) - Taubaté - SP

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CANTINHO LITERÁRIO: "AVENTURAS DA ÁGUA"



Aventuras da água

Colaboração de:

Ivana Maria França de Negri

Do CLIP - Centro Literário de Piracicaba




Finalmente vou jorrar através desse chuveiro, bem quentinha! Há dias estava presa nesta tubulação escura de canos gelados e enferrujados.

O que será que me aguarda ao despencar do chuveiro? Deixe-me imaginar...Talvez uma linda jovem, de belas formas, deslizarei sobre seus contornos macios, saliências e reentrâncias. Mas pode ser também que seja a hora do banho do seu companheiro, e me precipitarei sobre os seus vigorosos músculos, pelos contornos também sinuosos. Pode ser até que estejam se banhando juntos, e eu escorregarei sobre seus corpos suados levando comigo a perfumada espuma do sabonete até que eu encontre o ralo que me levará de volta ao meu secreto amor: o rio!

Estou chegando! Que rapidez vertiginosa! E estou vendo a luz no fim do túnel, quer dizer, do cano. A ducha me obriga a me dividir em milhares de gotículas e a resistência elétrica atrita-me e aquece-me. Estou quentíssima! Que emoção indescritível! Estou caindo!!! Chuááá...


Mas vejam só que criatura pequenina e delicada... É um bebê, e ele está adorando ser acariciado por mim. Envolvo mornamente seu corpinho macio, rosado e rechonchudo e ele bate palminhas maravilhado. Pena que tudo esteja se passando muito rápido e o momento mágico seja tão efêmero...Pronto, já passou e estou me dirigindo ao ralo. Mas que alegria! Jamais esquecerei essa aventura.

O rio caudaloso e os peixes furta-cores me aguardam. Até a próxima, meu amigo chuveiro! Quem sabe a gente se encontra numa outra oportunidade? Adorei a experiência de banhar um bebê! Ninguém imagina quão tortuosos e imprevisíveis são caminhos da água.

Visite o Blog do CLIP - clique

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RIO TAPAJÓS TERÁ 05 USINAS HIDRELÉTRICAS, TIPO PLATAFORMA

Rio Tapajós, na cidade de Itaituba (PA)

Ref.: Rio Tapajós (AM) - conheça
Rio Jamanxim (AM) - conheça



Governo, inspirado nas plataformas de petróleo, planeja 5 usinas-plataformas no rio Tapajós

Modelo em estudo adota logística semelhante à da Petrobrás e elimina necessidade de construir vilas para operários

Tapajós terá 5 usinas inspiradas nas plataformas de petróleo – Resolvidos os entraves técnicos e ambientais da Usina de Belo Monte, o governo se esforça agora para desenvolver a próxima fronteira energética do País: o complexo Tapajós, no Pará, com potência estimada de 10,7 mil megawatts. A previsão é de construção de cinco usinas, duas delas no Rio Tapajós, que seguirão um conceito inovador: o de usinas-plataformas, projeto inspirado na logística utilizada pela Petrobrás em suas operações na Bacia de Campos.

Segundo o governo, esse conceito elimina a necessidade de construção de vilas no entorno das usinas, o que reduz o risco de desmatamento. Os funcionários serão levados de helicóptero para o trabalho, onde ficarão por períodos mais longos. No caso das plataformas da Petrobrás, os turnos são de 14 dias. Para as hidrelétricas, ainda não há definição sobre o tema. Matéria de Nicola Pamplona, do O Estado de S.Paulo.

As usinas-plataformas, montadas sem a necessidade de abertura de estrada ou grandes desmatamentos, são montadas com os equipamentos levados por via fluvial ou por helicópteros. Da mesma forma são transportados os operadores. Esse modelo foi defendido algumas vezes pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

“Não tem cidade, não tem estrada, não tem madeireira. Então você monta uma indústria, as pessoas vão e voltam de helicóptero. É muito promissor”, declarou Minc, em novembro do ano passado. Há hoje um acordo com o Ministério de Minas e Energia para que as novas usinas da Amazônia sejam desenvolvidas com esse conceito.

O inventário da bacia do complexo de Tapajós já foi entregue à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a ideia é terminar os estudos até o fim de 2010, para que o primeiro leilão possa ser realizado no ano seguinte.

O conjunto é considerado prioritário pelo presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, que já anunciou a disposição de lançar um programa de capacitação de mão de obra para gerir as usinas. “Estamos trabalhando em um grande programa para formação de recursos humanos para atender os novos sistemas”, afirmou o executivo em evento realizado na semana passada.

POTENCIAL

O inventário, que inclui o Rio Jamanxim, detectou sete aproveitamentos hidrelétricos, com uma potência superior a 14 mil MW, mas somente cinco entrarão no projeto. Avaliação técnica indicou que os dois restantes reduziriam a potência das outras usinas. Duas hidrelétricas estão no Rio Tapajós e três no Jamanxim, todas próximas ao município de Itaituba, no Pará.

A primeira a ir a leilão deve ser São Luiz do Tapajós, com potência de 6,133 mil MW, já incluída no Plano Decenal de Energia 2008-2017, com início de operações previsto para janeiro de 2016. A outra usina do Rio Tapajós é Jatobá, com 2,338 mil MW. No Jamanxim, devem ser instaladas as usinas Cachoeira do Caí (802 MW), Jamanxim (881 MW) e Cachoeira dos Patos (528 MW).

O estudo de viabilidade do projeto está a cargo da Eletronorte, que realizou na semana passada uma audiência pública em Itaituba. A cidade é cotada para servir de base para a operação das usinas.

No caso do Tapajós, as usinas-plataformas já são citadas pela Eletrobrás como uma das vantagens do projeto, “que oferece condições de conciliar meio ambiente com geração de energia”, diz vídeo da empresa sobre o complexo.

A região onde estarão as usinas tem 200 mil quilômetros quadrados de áreas de preservação, área equivalente aos Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe juntos. São 22 unidades de conservação, além de terras indígenas e da área militar da Serra do Cachimbo.

Segundo a empresa, quase toda a área desmatada para a construção das barragens será reflorestada, mantendo as intervenções em um nível mínimo. Não haverá abertura de estradas, o que elimina o risco de abrir acesso a madeireiras e à agroindústria. A área alagada, porém, é grande: são quase 2 mil quilômetros quadrados de reservatórios, ou cinco vezes o espelho d?água da Baía de Guanabara.

A Eletrobrás, porém, já tem seus argumentos para evitar críticas sobre os impactos ambientais. Segundo dados da empresa, o complexo terá capacidade para gerar 50,9 milhões de megawatts-hora (MWh) por ano, o equivalente ao consumo de 30,5 milhões de barris de petróleo. A preços de hoje, portanto, há uma economia estimada em cerca de US$ 2,1 bilhões em petróleo.

* Matéria enviada por Rogério Almeida, colaborador e articulista do EcoDebate.

[EcoDebate, 06/07/2009]

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65 ANOS DO PARQUE NACIONAL DO RIO DOCE - RESERVA DA BIOSFERA (UNESCO)


Eventos marcam a comemoração de 65 anos do Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais


Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Até o dia 11 de julho uma série de atividades fazem parte das comemorações dos 65 anos do Parque Estadual do Rio Doce (PERD). As atividades acontecem nas cidades de Dionísio, na região Central de Minas Gerais, Marliéria e Timóteo, no Leste do estado.

Uma Romaria Ecológica tem como objetivo resgatar fatos históricos e já faz parte do calendário de comemorações anuais da Unidade de Conservação.
No sábado, 11, apresentações musicais e celebrações finalizam as festividades no dia principal das comemorações.

Faz parte ainda da programação a 9ª Feira de Artesanato e Produtos Típicos das comunidades do entorno do parque.

O parque foi criado em 1944, no dia 14 de julho. Com uma área de cerca de 36 mil hectares de mata atlântica, é considerado o terceiro maior complexo lacustre do Brasil, contando com um conjunto de cerca de quarenta lagoas.

É reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO possuindo a maior reserva genética de Mata Atlântica do Estado. Visite
CONHEÇA O PARQUE ESTADUAL DO RIO DOCE - Plano de Manejo - Clique

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5 de julho de 2009

COMITÊ SINOS (RS) ANALISA PROJETO DO GOVERNO PARA CONSTRUÇÃO DE BARRAGENS E AÇUDES NA BACIA


Ref.: RIO DOS SINOS - conheça
*
Barragens e açudes em discussão na CPA

03 de Julho de 2009 - COMITÊ SINOS

O projeto do governo do Estado de construir barragens na Bacia do Rio dos Sinos esteve ontem na pauta da reunião da Comissão Permanente de Assessoramento à Diretoria do Comitesinos (CPA), ocorrida na Unisinos.

O encontro teve a presença do engenheiro Henrique Kotzian, da empresa Profil, encarregada do estudo de análise ambiental estratégica das barragens. Kotzian, que também atua como consultor técnico no processo de elaboração do Plano de Bacia do Sinos, explicou que o trabalho da empresa, ainda não terminado, está sendo avaliar os prós e contras em cada ponto de uma possível barragem, no Rio dos Sinos e seus afluentes.

A idéia da CPA é que Kotzian possa apresentar seu estudo em uma plenária do Comitesinos, provavelmente em agosto. A exemplo do que a Magna Engenharia Ltda deve fazer na 4ª Reunião Ordinária do Comitê, que vai ocorrer quinta-feira, na Feevale, em Novo Hamburgo.

A empresa, encarregada da elaboração do projeto básico das barragens, esteve reunida com a CPA em 18 de junho. A Magna entregou ao Comitê uma cópia do estudo sugerindo projetos básicos de barragens em 15 pontos (dos quais o Estado pretende realizar quatro) nos Rios dos Sinos, da Ilha, Rolante e da Areia.

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A VIDA NO PLANETA TERRA - VÍDEO DO GRUPO MANÁ - MÉXICO


Dónde Jugarán Los Niños? - Maná

Continente Americano, Padrão - 13/05/2009

Este grupo, Maná, nasceu na década de 80 na cidade mexicana de Guadalajara. Assumindo a posição de compor “rocks” com bases latinas e letras escritas em espanhol antes que outros grupos chegassem a essa atitude, ainda é sucesso na América Latina.
Cantam neste vídeo uma canção pela “Vida do Planeta Terra” editado em vídeo por lucastelnet. Geanete




TRADUÇÃO

Conta o avô que de menino
ele brincava
Entre árvores e risos e alcatraces de cor
Recorda um rio transparente sem fedor,
Onde abundavam peixes, não sofriam
Nenhuma dor
Conta o avô de um céu
Muito azul,
Em onde voou pandorgas ( pipas) que ele
Mesmo construiu
O tempo passou, e nosso velho já morreu
E hoje me perguntei após tanta
Destruição
Onde diabos brincarão os pobres meninos?
Ai ai ai! em onde brincarão
Se esta apodrecendo o mundo
Já não há lugar
A terra está a ponto de
Se partir em dois
O céu já se rompeu, já se rompeu
O pranto cinza
O mar vomita rios de azeite
Sem cessar
E hoje me perguntei após
Tanta destruição
Onde diabos brincarão as pobres crianças?
Ai ai ai.
Em onde brincarão?
Se esta partindo o mundo
Já não há lugar

Fonte: Blog das Águas - conheça

ONDE BRINCARÃO NOSSAS POBRES CRIANÇAS ?

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VI FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL


O que é o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental?

Vem aí o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

Vem aí o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, evento em âmbito nacional, promovido pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), coletivo que reúne mais de 40 redes de educação ambiental e educadores ambientais do país.

O evento acontecerá de 22 a 25 de julho deste ano no campus da Praia Vermelha, da UFRJ. O endereço da universidade é Avenida Pasteur, 250, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro/RJ. O Coordenador do VI Fórum, o educador ambiental Declev Dib-Ferreira, estima a participação de mais de 4 mil participantes inscritos.

Acontecerão, durante os 4 dias, cerca de 100 minicursos e oficinas, 10 mesas-redondas, 20 Jornadas Temáticas, Encontros paralelos, lançamentos de livros, shows musicais, festival de vídeos, apresentação de pôsteres, lançamento de livros e o lançamento do número 4 da Revista Brasileira de Educação Ambiental.

Responsável pela organização da programação, construída coletivamente com os membros da REBEA e redes e coletivos parceiros, a educadora Jacqueline Guerreiro informa que este fórum terá algumas atrações inovadoras, como o VI Fórum Virtual, espaço onde se organizarão Fóruns de Discussão, o Espaço Ecumênico e o Espaço Semente com atividades educativas para crianças.

Ocorrerão encontros importantes como o Encontro Comunitário de Educação Ambiental, organizado pela Federação de Associações de Moradores e a Associação de Favelas do RJ, o Encontro das Salas Verdes, o Encontro de Coletivos Educadores e o Encontro dos representantes da sociedade civil nos Colegiados do SISNAMA. O Fórum também conta com o apoio da ABRACO – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias que transmitirá ao vivo do Fórum para cerca de 100 rádios comunitárias.

O Fórum também se configurará como um espaço de diálogo entre a REBEA e demais redes ambientais, como a ANAMMA, a Rede Brasileira de Agendas 21 Locais, Rede da Juventude pelo Meio Ambiente, Rede de Justiça Ambiental, Rede Ecossocialista, Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA), Rede de Educomunicação Ambiental (REBECA), Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais, APEDEMA-RJ.

Integrantes dos Colegiados Ambientais do SISNAMA, das Comissões Organizadores Estaduais da Conferência Nacional de Meio Ambiente e Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente estarão organizando atividades e educadores ambientais de Angola e da América Latina estarão presentes.

Estarão presentes ao VI Fórum a mãe e a filha de Chico Mendes: Ilzamar Gadelha Bezerra Mendes e Elenira Gadelha Bezerra Mendes, que farão uma exposição no Espaço Chico Mendes, no dia 23. A Xamã Anna Xara fará dinâmicas de grupo ao ar livre nos dias 23, 24 e 25, culminando com uma ciranda no dia 25, início do ano no calendário maia. O evento também contará com a presença de Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informações da ONU.

Todos os informes, inscrições, valores, inscrição de trabalhos podem ser feitos no site do evento, que será muito mais que um espaço de divulgação de informação, mas um espaço interativo, de discussões, trocas e permanente construção em prol da qualidade da educação ambiental brasileira.

O endereço do site é http://forumearebea.org/ e as inscrições podem ser feitas através do http://www.rebeainscricoes.org/.

O evento tem o apoio dos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente, das Secretarias Estaduais do Ambiente e da Educação, da UFRJ, UERJ, CFBio, BNDES, Itaipu Binacional, entre outros.

A Secretaria Executiva do evento está sob a responsabilidade do Instituto Baía de Guanabara (IBG) e maiores informações podem ser conseguidas através do site ou do email viforum@baiadeguanabara.org.br.

Outros Artigos
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Abertas as inscrições!

Informamos a abertura das inscrições do VI fórum Brasileiro de Educação Ambiental através do site:
http://www.rebeainscricoes.org/

TODOS deverão se inscrever para a geração dos certificados e confecção das listas para a entrega de material.
Quem já fez a pré-inscrição deverá inserir o CPF e a data de nascimento, para que o sistema o identifique e gere o boleto.
Os valores foram revistos e estão na tabela abaixo.
Mesmo aqueles que possuem isenção deverão fazer a inscrição.
Pelo site a pessoa poderá também se inscrever para participar das atividades e das Oficinas e Minicursos.

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19º Congresso de Biólogos do CRBio-01

Neste ano de 2009 estaremos realizando o 19º Congresso de Biólogos do CRBio-01 (19° ConBio) em São Pedro, SP, no Centro de Convenções do Hotel Fonte Colina Verde.

O programa deste Congresso prevê a realização de 14 conferências, 12 mesas-redondas, 20 minicursos, 05 cursos de atualização, um Fórum de Coordenadores dos Cursos de Ciências Biológicas, a 1ª Mostra de Fotografias do CRBio-01 e a apresentação de trabalhos científicos na forma de painéis, enfocando temas diversos das Ciências Biológicas e áreas afins, bem como aspectos metodológicos relacionados ao ensino de Biologia e ao exercício profissional do Biólogo.

Especialistas de diferentes áreas estarão envolvidos na execução dessas atividades. Deste modo, esperamos poder proporcionar aos participantes do evento, a oportunidade de travar contatos e estabelecer intercâmbio científico e tecnológico com os ilustres convidados do 19° Congresso.


O 19º CONGRESSO DE BIÓLOGOS DO CRBio-01 será realizado no Centro de Convenções do Hotel Fonte Colina Verde, Rua Veríssimo Prado nº 1500, em São Pedro, SP
de 27 a 30 de julho de 2009

A inscrição no 19° ConBio deverá ser efetuada por aqueles que desejarem:
freqüentar as atividades do Evento;
apresentar trabalho científico de acordo com as normas estabelecidas pelo CRBio-01;
receber o Programa do Congresso que será entregue durante o Evento;
receber o Certificado de Participação no Congresso;
receber o livro contendo a programação e os resumos;
freqüentar os minicursos – restrito aos inscritos nessa atividade;
freqüentar os cursos de atualização – restrito aos inscritos nessa atividade.

PROGRAMAÇÃO - clique


CONFERÊNCIA DE ABERTURA

O legislativo e o meio ambiente
Deputado Fernando Capez – Assembléia Legislativa & Ministério Público do Estado de São Paulo, SP

O conferencista discorrerá sobre a importância do meio ambiente para a humanidade; Suas ações em defesa do meio ambiente, como promotor e agora como deputado; O projeto municipal de corte e poda de vegetação de porte arbóreo - um caso de injustiça; Vai salientar a importância do profissional biólogo na sociedade moderna; A necessidade da categoria ter um parlamentar que a defenda perante a reserva de mercado dos biomédicos, farmacêuticos, engenheiros agrônomos e florestais. Saiba Mais


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