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5 de outubro de 2008

TENSÃO NO MUNDO: ESCASSEZ HÍDRICA - POLUIÇÃO - MAU USO DE MANANCIAIS


Água
Líquido precioso


A poluição e o mau uso de mananciais ampliam a escasses hídrica e fazem do acesso à água potável um foco de tensão em diversas partes do globo


Por Sérgio Adeodato - Planeta Sustentável

O corpo humano é composto de mais de dois terços de água. Para manter a saúde, precisamos bebê-la várias vezes ao dia. É condição básica para a existência da vida; faz parte da rotina de todos. Com ela, escovamos os dentes, tomamos banho, lavamos roupa e louça e ainda geramos energia elétrica, produzimos alimentos, movemos indústrias, transportamos mercadorias e aproveitamos o lazer.

O planeta, fornecedor dessa fonte vital, também precisa dela para manter-se saudável – e garantir o equilíbrio do clima e dos ambientes naturais. Não é por acaso que a água simboliza a vida.
O problema é que se torna um bem cada vez mais escasso. Mais que isso. Disputada como um tesouro raro e precioso, ela pode se transformar em motivo de violência e guerra, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Hoje, calcula-se que 2,2 bilhões de habitantes, quase um terço da humanidade, sofre com a falta de água potável. Em 20 anos, serão 3,9 bilhões com sede.
Estima-se que a principal disputa no planeta nos próximos 50 anos não será por petróleo, ouro ou carvão – mas por água. O alerta consta do relatório divulgado pela ONU no Dia Mundial da Água.
Dentro de um cenário de crise, aumenta a briga pela posse e pelo uso desse recurso. A questão preocupa, porque a desigualdade e a escassez tendem a aumentar os conflitos. Além de atritos entre grupos rivais em um mesmo país, há embates diplomáticos entre nações e outras desavenças que podem culminar nas próximas décadas em confrontos armados pelo controle de mananciais.

O relatório identifica 46 países nos quais há risco de essa crise provocar brigas. O perigo é maior entre nações que vivem escassez e compartilham o uso de rios e lagos. Existem no planeta263 bacias hidrográficas transnacionais, abrangendo 145 países.
Mais de 40%da população mundial habita essas áreas, como o mar Cáspio e o mar de Aral, na Ásia; o lago Chade e o lago Vitória, na África, e os Grandes Lagos da América do Norte. Em alguns casos, as fontes são disputadas litro a litro, como no Oriente Médio, onde dominar a água é estopim de guerras desde a Antiguidade.

Israelenses e palestinos lideram as disputas. Sob o solo do deserto, estão os lençóis da Cisjordânia. Até 1967, os palestinos usavam essa água à vontade, mas a ocupação israelense, após a Guerra dos Seis Dias, acabou com isso. Os poços são controlados por militares israelenses. E qualquer acordo de paz para a Faixa de Gaza exigirá um capítulo especial para a água.

CRESCE A BRIGA
Israelenses e palestinos, por sua vez, confrontam a Síria e a Jordânia pelo controle do vale do rio Jordão, a principal fonte de água da região. Exaurido pela mineração, pela irrigação e até pela manutenção de campos de golfe no deserto, o Jordão está minguando. Apenas um terço do volume original chega ao mar Morto, que pode sumir até 2050 e se resume a um lago sem vida, seis vezes mais salgado que o oceano. Não muito longe dali, a Síria briga com a Turquia e o Iraque pelo uso da bacia que envolve os rios Tigre e Eufrates. Dona das nascentes, a Turquia represou o Eufrates para gerar energia e irrigar cultivos e diminuiu a água que chega aos países vizinhos.
O maior foco de conflito foi a represa de Ataturk, construída pelos turcos na década de 1990, mas novos projetos colocam em risco a paz. Na Ásia Central, a tensão também é crescente. O Tadjiquistão e o Quirguistão controlam 90% das reservas da região. Mas o Uzbequistão é o maior usuário e pede acesso facilitado.

Mais de 400 tratados internacionais envolveram o uso compartilhado de recursos hídricos desde 1820 – sem contar os acordos sobre navegação, pesca e demarcação de fronteiras. Um dos exemplos acorreu na Ásia, depois que Bangladesh passou 20 anos de escassez porque a Índia construiu a enorme represa de Farakka no curso do rio Ganges, para conseguir a maior quantidade de água antes do rio atingir o território de Bangladesh. O conflito só cessou após aassinatura de um tratado em 1996 para uso compartilhado da água.

Mas o potencial de discórdia continua latente no percurso do rio Ganges, que nasce no Himalaia, atravessa a Índia e desemboca na baía de Bengala, em Bangladesh. Essa bacia reúne mais de 30 barragens e desvios que reduzirama vazão do rio em 60% na estação seca, prejudicando os bengaleses.
Há também disputas na África, onde a ONU estima que o acesso às fontes hídricas seja a causa número 1 de guerras até 2030. Na região do Nilo, nove países dependem desse rio para abastecer a população.

O Egito faz pressão econômica e militar sobre a Etiópia e o Sudão, situados nas cabeceiras do rio, para que não construam barragens e diminuam o volume de água no trecho egípcio. Em Darfur, oeste do Sudão, a guerrilha é acusada de envenenar reservatórios para forçar a população mulçumana a abandonar a região. Os conflitos têm o potencialde expandir seus efeitos por outras regiões.
A União Européia adverte que a falta de água vai acirrar a corrida de imigrantes para o continente europeu. A escassez hídrica, segundo previsões, deverá fazer perto de 100 milhões de refugiados ambientais no planeta nos próximos 20 anos.

MÁ DISTRIBUIÇÃO
Tudo isso acontece dentro de um planeta com muita água, mas pouco disponível para o consumo. Dois terços da Terra são cobertos por água, mas 97,5% desse volume é salgado. Dos 2,5% da água que é doce, quase dois terços estão congelados nas calotas polares. A maior parte do que sobra se esconde no subsolo e não tem acesso fácil. O que está pronto para uso humano fica nos rios e lagos, que significa 0,4% de toda a água do planeta. Mas nem essa porção está totalmente disponível. Para que não se esgotem os recursos, é preciso usar no máximo a mesma quantidade de água renovada pelas chuvas, dentro de um ciclo natural do qual participam os oceanos, a atmosfera, as florestas e as demais coberturas vegetais do planeta.

A conta limita a 0,002% a água utilizável da Terra. Precisamos de metade desse estoque. Se o padrão atual de consumo se mantiver, em 30 anos as necessidades humanas vão empatar com a capacidade da natureza de repor a água.
Depois disso, ou racionamos o uso das torneiras ou vamos secar rios e lagos até exaurir totalmente as fontes. A ameaça é real, porque a população global não pára de crescer e precisará de mais água para se manter.

Recentes relatórios internacionais afirmam que a falta de alimentos já é uma realidade global. No futuro, a situação poderá ser ainda mais crítica, se não houver água. A escassez coloca em risco as metas da Declaração do Milênio, assinada em 2000,sob a coordenação da ONU, para reduzir a pobreza, a fome e a mortalidade infantile no mundo até 2015. Para nutrir a população mundial crescente, será necessário duplicar a atual produção de comida.
Isso exigirá um aumento de pelo menos 14% na retirada de água para irrigar lavouras. Além do uso intensivo de água, há o risco de impactos negativos, como a ameaça de mais desmatamento, poluição por agrotóxicos e erosão dos solos. Veja Mais

2 comentários:

  1. Bom pra mim muitas pessias só vao ter a consiencia de que a agua é um bem precioso queando perde-la porque que leles se fazem de cego.

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  2. As pessoas deveriam estar cientes e de que a água pode Acabar,Devido ao uso exagerado sem necessidade,e inadequado. Assim,mudando os hábitos errados,economizando e dando valor e importância da água,que nos proporciona vida.

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