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19 de fevereiro de 2011

ALTERNATIVA FÁCIL E BARATA NA DESCONTAMINAÇÃO DE ÁGUA COM METAIS PESADOS

Milena Boniolo, 29 anos, mestre em Química Ambiental, descobriu o processo, simples e econômico,  no IPEN da USP


Alternativa que limpa a água

Transformada em pó, resto da banana é alternativa para descontaminar água com metais pesados.


Desprezada por indústrias, restaurantes e donas de casa, a casca de banana pode, em breve, dar a volta por cima. Descobriu-se que, a partir do pó resultante de sua decomposição, é possível descontaminar a água que contém metais pesados de um jeito eficaz e barato. O projeto é de Milena Boniolo, 29 anos, mestre em Química Ambiental. A ideia surgiu quando ela viu uma reportagem na televisão sobre desperdício de casca de banana no Brasil. "Só na Grande São Paulo, quase 4 toneladas são desperdiçadas por semana. E isso contabilizando apenas os restaurantes dessa região metropolitana", ressalta.


"Ao ver a reportagem eu me lembrei que na Índia é comum usarem palha de arroz para remover corante da água e pensei que poderia pesquisar algo, mas com a banana." As pesquisas foram iniciadas em 2005, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) da Universidade de São Paulo - USP. "No segundo ano da faculdade fiz estágio no IPEN, nessa época, trabalhei em projetos que tinham como foco a descontaminação das águas. Mas eu trabalhava com tecnologias ainda caras e não via perspectiva de aplicação em médio prazo", conta.


Na época, a pesquisadora tomou conhecimento de uma nova linha com bagaços de cana e fibras de coco para remoção de poluentes. "A partir daí comecei minhas pesquisas para solucionar um dos maiores problemas enfrentados no País: a poluição das águas por metais pesados." Desta forma, Milena utilizou um resíduo esnobado por indústrias, restaurantes e donas de casa para tratar os efluentes contaminados com metais, como o urânio, cadmo, chumbo e mercúrio.


"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material, e isso acaba sendo um incentivo para que elas participem das pesquisas." Como química, Milena conhece teoricamente quais moléculas compõem as cascas das frutas, em especial da banana. "Bastava testar se as moléculas negativas presentes nas cascas seriam suficientes para atrair os metais positivos presentes." E felizmente, neste caso, os opostos se atraem, ocasionando uma remoção mínima de 65% de metais pesados. "A porcentagem de remoção depende de cada metal", revela.








Como funciona - Apesar de revolucionário, o processo é simples. As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana para desidratarem. "Depois de secas, trituro as cascas e passo em uma peneira especial para que os grãos fiquem do mesmo tamanho." Em seguida, o material é jogado na água e ela, agitada mecanicamente. "O pó irá sedimentar junto com os poluentes."


Para ela, a ideia, além de simples, mostra que há alternativas baratas para o processo de despoluição de um item essencial à vida na Terra. "A água limpa está cada vez mais escassa e a quantidade de resíduos jogados nos rios e oceanos, cada vez maior." Mas o projeto, que ainda é piloto e aguarda parceria de empresas interessadas, também traz outro benefício ambiental: a redução do desperdício e do excesso de lixo orgânico, uma vez que de 20% a 40% das seis milhões de toneladas de banana produzidas por ano no País é desperdiçada.

TERESA ORRÚ - Portal do Jornal de Jundiaí
Esta notícia foi atualizada em 30/1/2011 às 21:26

Fonte: Jornal de Jundiaí - PORTAL JJ


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