Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica
Tragédia fluminense
A tragédia que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro não é um caso isolado ou fortuito. Eventos semelhantes sempre ocorreram na Serra do Mar, que se estende do Sul da Bahia até Santa Catarina. Há inúmeros exemplos históricos. Destacamos, por exemplo, os ocorridos em 1928, 1947 e 1956 nos morros de Santos-SP. Em 1966, 1988, 1996 e 2009 fenômenos idênticos abateram-se sobre a cidade do Rio de Janeiro e, em 1974 e 2008, sobre o estado de Santa Catarina. Tragédias assim provocaram incalculáveis danos econômicos e ceifaram milhares de vidas.
O mecanismo desses deslizamentos segue sempre um padrão conhecido e anunciado, qual seja, a saturação do solo por chuvas contínuas, seguida por curtos períodos de intensa precipitação pluviométrica, causando inundações e os movimentos de massas conhecidos como corridas de detritos e lama ou avalanches.
Fatores como a inclinação dos terrenos, a ocupação, a geologia e a hidrologia são outros condicionantes, cuja ação combinada deflagra o evento, que adquire características de catástrofe e configura o estado de calamidade pública. Surgem duas questões. Temos capacidade para prever a ocorrência desses eventos? O que fazer para evitar ou minimizar as perdas deles decorrentes? LEIA TODO O ARTIGO
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