Se você e sua comunidade desejam resolver o problema de poluição e contaminação das águas de sua bacia hidrográfica, basta procurar o MINISTÉRIO PÚBLICO de sua Comarca e solicitar providências, através de uma "AÇÃO CIVIL PÚBLICA", contra os poluidores. Não tem custo algum e suas gerações futuras vão agradecer muito!

DIA DA TERRA 2014

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O que fizermos para o nosso PLANETA TERRA será sentido e colhido pelos nossos filhos, netos e bisnetos nas próximas décadas. Poderão ser ações destruidoras ou benéficas...lembrem-se que nossas ações serão cobradas ou valorizadas por nossas gerações futuras! <\b>

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17 de fevereiro de 2011

COMO FICA O LIXO TÓXICO DE CALDAS (MG), MINISTRO LOBÃO?



SOS RIOS E LENÇOL FREÁTICO DE CALDAS (MG)

Despejos tóxicos


O Estado de S.Paulo


"A existência de um lago de águas ácidas de tal profundidade pode causar danos às bacias dos rios e ao lençol freático, temendo-se também contaminação do solo e danos à flora e fauna próximas."

Uma vez que o governo planeja concluir a usina nuclear de Angra III, prevista para entrar em operação em 2015, e construir mais três usinas nucleares, como foi anunciado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, só se pode considerar como escandaloso o fato de ainda não ter sido resolvido o passivo ambiental deixado pela extração de urânio na mina de Caldas (MG). Entre 1990 e 1995, foram dali extraídas e processadas 1.200 toneladas de concentrado de urânio para abastecer a usina de Angra I. As instalações de Caldas foram desativadas, mas não "descomissionadas", ou seja, ainda prestam serviço como depósito de lixos tóxicos e radioativos, sob a guarda das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), antiga Nuclebrás, hoje vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
Como relatou o repórter Eduardo Kattah (Estado, 31/1), restaram, em uma área total de 1.400 hectares, enormes estruturas e equipamentos desativados, pilhas de minério de urânio expostos num pátio da unidade de beneficiamento e um lago de águas ácidas de 180 metros de profundidade e 1.200 metros de diâmetro. Depois de interrompida a atividade mineradora em Caldas, a unidade local ainda recebeu cerca de 11 mil toneladas de torta 2 (concentrado de urânio e tório) e milhares de toneladas de mesotório, transferidas pela unidade de Santo Amaro (Usan), em São Paulo, operada pela antiga Nuclemon, e já desativada e descomissionada. Outra parte do material radioativo existente na Usan foi para a unidade de Interlagos (Usin), também na capital paulista.
Representantes da INB afirmam que fazem uma "monitoração contínua" da área, mas ainda não foi cumprida a liminar concedida em meados de outubro pelo juiz da comarca de Caldas, Edson Zampar Jr., a pedido do Ministério Público Estadual, que obriga a empresa, no prazo de 90 dias, a tomar medidas de segurança com relação aos danos causados pela mineração e providenciar armazenamento adequado para os rejeitos radioativos.
Técnicos da INB asseguram que o material radioativo se encontra bem guardado, em local seguro e constantemente vigiado, não havendo risco direto de contaminação humana. Não há motivos para duvidar de que, em se tratando de uma área isolada, tenham sido adotados procedimentos para evitar acidentes ou contato por incautos com elementos tóxicos.
Mesmo assim, os riscos não podem ser afastados, como atestam relatórios do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e do Conselho Nacional de Energia Nuclear (Cnen), apresentados em juízo. Nenhuma forma de vida existe no local deserto. Ali já foram encontrados animais envenenados e até ratos mumificados. A existência de um lago de águas ácidas de tal profundidade pode causar danos às bacias dos rios e ao lençol freático, temendo-se também contaminação do solo e danos à flora e fauna próximas. E, com plena consciência do que costuma acontecer no País, o juiz proibiu a instalação de um aterro sanitário no local, sob pena de multar a INB em R$ 50 milhões.
O que se nota, na realidade, é que a INB não sabe o que fazer, além da reforma dos galpões de armazenagem e reforço dos recipientes de materiais tóxicos, as chamadas bombonas. A saída seria dar uma nova destinação produtiva ao local, mas as tentativas nessa direção foram frustradas. Como informou o gerente de Descomissionamento da unidade de Caldas, Luís Augusto Bresser Dores, o projeto de produzir ali terras raras não teve êxito. "Tornou-se complicado por ser minério de urânio. (...) A dificuldade de arrumar empresa para isso no Brasil é enorme." Ele admitiu que cessar a geração de águas ácidas ainda é um desafio.
O Brasil é rico em urânio e jazidas já foram encontradas em Caetité (BA) e Santa Quitéria (CE), mas para esses municípios o exemplo de Caldas é desanimador. Pode haver prosperidade durante os anos em que durar a exploração. Mas, esgotada a riqueza do subsolo, o que resta são grandes crateras que inviabilizam a utilização da área. JORNAL O ESTADÃO 

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