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28 de maio de 2009

CONHEÇA A TESE: "ÁGUA E METRÓPOLE: LIMITES E EXPECTATIVAS DO TEMPO" - USP

HDR Um Copo, Uma Água, Uma Metrópole. Tdos Tem Direito a Água Potável; Tenha Conciência. Março de 2008 - Foto: William Molina - SP Lapse Productions

Tese de Doutorado

Título original Água e metrópole: limites e expectativas do tempo

Autor Waldman, Mauricio
Unidade Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) - USP
Área de concentração Geografia Humana
Orientador ¤ Oliveira, Ariovaldo Umbelino de

Banca Examinadora ¤ Carvalho, Marcos Bernardino de
¤ Oliveira, Ariovaldo Umbelino de
¤ Rodrigues, Arlete Moyses
¤ Suertegaray, Dirce Maria Antunes
¤ Vesentini, Jose William

Data da Defesa 10/04/2006

Resumo Original


Água e Metrópole, Limites e Expectativas do Tempo, é uma tese que analisa a dificuldade crescente das grandes metrópoles serem atendidas nas suas demandas por água. Esclarecendo a respeito da questão central deste trabalho, a hipótese básica é de que esta demanda não poderá ser satisfeita a não ser que se implantem mudanças radicais nas mais diversas escalas da vida humana.

Neste sentido, este texto dedica grande atenção para a modalidade linear e progressiva da temporalidade que caracteriza a modernidade. Foi com base neste ordenamento do tempo que o mercado conquistou sua hegemonia na sociedade, entendimento que também permite compreender a forma como a relação com o meio ambiente passou a ser construída no pensamento ocidental.

Com efeito, o debate relacionando água e metrópole não pode se isentar da articulação que estas duas temáticas sustentam com a questão socioambiental. As cidades correspondem ao principal ambiente de vida da humanidade nos dias atuais, assim como o espaço por excelência a partir do qual emana a ordenação temporal que caracteriza a modernidade.

Ademais, é também no ambiente urbano, máxima expressão da hegemonia de um tempo subsidiado pelo mercado, que a exclusão social predomina, configurando um quadro marcado por todo tipo de contradições e dentre estas, a que tem se materializado pela sede.

Nesta perspectiva, paralelamente ao levantamento das diferentes interfaces suscitadas pela questão dos recursos hídricos, enfoca a região metropolitana de São Paulo e do grande ABC, casos entendidos como emblemáticos para a compreensão desta problemática.

Por fim, esta tese enseja a discussão de diversas contradições que perpassam pela sociedade contemporânea, tais como os limites institucionais frente à questão ambiental, a dimensão da expansão urbana e sua associação com a questão social e da utilização dos recursos hídricos, todas de fundamental importância para que se possa pensar num novo tempo, móvel para a construção de um novo espaço de vida, socialmente justo e ecologicamente responsável.

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