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27 de maio de 2009

MAIOR CHEIA DOS ÚLTIMOS 50 ANOS NA AMAZÔNIA



Rios do AM formam imenso ''mar'' de água doce


Estadão - 26/05/2009


Ainda não foi atingido o recorde de nível dos rios no Amazonas, mas vários deles, pelo volume, já se juntaram, formando um imenso mar de água doce entre Manaus e o sul do Estado.


A cada chuva novas áreas são alagadas. Não havia praticamente terra firme ontem ao longo dos 123 quilômetros que separam a capital da cidade de Nova Olinda do Norte. No povoado Careiro da Várzea, só se veem os tetos das casas. Estradas rurais estão interditadas.


Vilas ribeirinhas e fazendas estão ilhadas. O gado que ainda não foi removido se espreme no topo de morretes. As palafitas, construídas fora do alcance das cheias, foram atingidas. No Estado, mais de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas. As doenças proliferam - OESP, 26/5, Cidades, p.C4.


Maior cheia em 50 anos une vários rios no Amazonas
Fenômeno criou um imenso mar de água doce entre Manaus e o sul do Estado.

Agência Estado
Amazonas - A maior cheia dos últimos 50 anos fez com que vários rios se juntassem no Amazonas, formando um imenso mar de água doce entre Manaus e o sul do Estado. A cada chuva, novas áreas são alagadas.

Não havia, praticamente, terra firme nesta segunda-feira (25) ao longo dos 123 quilômetros em linha reta que separam a capital da cidade de Nova Olinda do Norte. As águas do rio Amazonas se confundem com as de lagos como o Curucuru e do Sampaio.

No povoado Careiro da Várzea, só se veem os tetos das casas. Mais ao sul, o rio Madeira forma um conjunto só de água com o Paraná dos Altazes. Estradas rurais, parcialmente submersas, estão interditadas. Vilas ribeirinhas e fazendas do interior estão ilhadas e são alcançadas apenas por barcos.

Nas fazendas e assentamentos, o gado que ainda não foi removido se espreme no topo dos morretes. Mesmo as palafitas, construídas fora do alcance das cheias, foram atingidas pelas águas. No Estado, mais de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas.
Em Nova Olinda do Norte, com 30 mil habitantes, o rio Madeira estava 3,5 metros acima da borda e inundava parte da cidade. O ancoradouro de barcos que transportam passageiros desapareceu sob o rio. As águas cobriram a região ribeirinha e foram parar na escadaria da igreja de Nossa Senhora de Nazaré. Os bairros Santa Luiza e Santa Ana foram os mais atingidos. Moradores foram removidos para o recinto da feira da cidade.

DOENÇAS
As doenças proliferam nas áreas alagadas. Só este ano, segundo a secretária de Saúde de Nova Olinda, Rosemary Brasil, a cidade teve confirmados 146 casos de malária, três vezes mais que no mesmo período de 2008, ano mais seco. Uma equipe de assistência da Força Aérea Brasileira (FAB) com quatro médicos e um dentista atendia a população local nesta segunda-feira (25).
Fonte: Agência Estado 25/05/2009

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