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25 de maio de 2009

EXPEDIÇÃO MADEIRA - NONO DIA

O nascer e por do sol neste lugar são mágicos. Apontei a câmera à esmo para o mais distante horizonte e a disparei algumas vezes.



22/05/2009

Olá!
A primeira luz da manhã bateu em meu rosto e obrigou-me a acordar ainda de madrugada, às 05:30.
Algo que a esta altura, já estava virando um costume. Abri os olhos, peguei minha inseparável câmera, levantei-me, escovei os dentes e então fui até a proa, ao lado do comandante. Já sabia o que esperar.

O nascer e por do sol neste lugar são mágicos. Apontei a câmera à esmo para o mais distante horizonte e a disparei algumas vezes. Olhei para o lado e Baixinho sorriu. “E aí Paulista, dizem que quem desce o Madeira uma vez, sempre volta”, disse. Concordei com a cabeça e perguntei se queria um café. Começava enfim a adaptar-me à tripulação e a tudo o que a vida a bordo de um empurrador implica.

Desci para o segundo andar do barco e Maeda dormia na rede, ao lado de seu Zé. O acordei para descermos e tomarmos café. Lá embaixo Leo e Simone já estavam acordados. O café ainda não estava pronto então achei melhor tomar um banho. Eu realmente estava parecendo um hippie sujo: tinha barro nas minhas pernas, não trocava de roupa nem tomava banho há dois dias. Não era realmente, uma visão agradável.

Agora que já sabia os procedimentos à bordo, podia ir tranqüilamente. Na embarcação, logo em frente a cozinha, existe um pequeno banheiro, contando apenas com um vaso sanitário e um chuveiro. Toda a água que era consumida ali,fosse para lavar os pratos, dar descarga, resfriar o motor ou ainda tomar banho, era oriunda do próprio rio no qual estivéssemos navegando (no caso, rio Madeira, rio Amazonas ou rio Negro).

Entrei no banheiro, fechei a porta com um pedaço de corda amarado à um prego e abri o chuveiro. Desde a época do exército não tomava um banho tão revigorante. Como não poderia deixar de ser, Maeda atribui este fato aos poderes mágicos do rio Madeira.

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