O governo japonês tem interesse em financiar os projetos de energias renováveis que estão sendo implantados pela Sanepar, com a geração de energia elétrica a partir das estações de tratamento de esgoto. Na próxima semana, o presidente da Sanepar, Stênio Jacob, recebe a visita de uma missão da JICA – Japan International Cooperation Agency, que vem conhecer a Estação de Tratamento de Esgoto Ouro Verde, em Foz do Iguaçu, que desde o ano passado produz energia elétrica, inclusive com certificação da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. A ETE produz energia para sua manutenção e repassa o excedente para a Copel.
"Pretendemos estender a experiência bem-sucedida de Foz do Iguaçu para todas as nossas estações de tratamento de esgoto, buscando com isso reduzir a principal despesa do setor, que é exatamente com a energia elétrica", explica Stênio Jacob. A comitiva da JICA, integrada por Katsuhiko Haga, Kan Bito e Mauro Inoue, vai estar em Foz nas próximas quarta e quinta-feira. Além da visita técnica será realizada uma reunião de trabalho.
O projeto de Foz foi desenvolvido em conjunto com o Parque Tecnológico de Itaipu e a Copel. A chamada Unidade Piloto de Energia Renovável aproveita o gás metano, subproduto do tratamento de esgoto, para geração de energia. "O gás metano é altamente prejudicial à camada de ozônio, contribuindo para o efeito estufa.
A iniciativa, em Foz, reduz impactos ambientais e a necessidade de geração de energia, pois a ETE pode funcionar a partir de seus próprios resíduos", explica a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa.
Em Curitiba, o projeto de geração de energia deve ser replicado na ETE Atuba Sul, uma unidade de grande porte com capacidade para tratar até 1.120 litros por segundo. A intenção é manter a ETE em Curitiba funcionando a partir apenas da energia produzida através do biogás gerado na própria estação.
Pesquisas iniciais indicam que a ETE Atuba Sul é capaz de gerar inclusive um volume excedente de energia, possível de ser comercializado. Nesta experiência, a Sanepar também pretende gerar créditos de carbono, por conta da redução do lançamento de gás metano na atmosfera.
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!




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