
A morte lenta da floresta do mar
DEVASTAÇÃO MARINHA // Série de reportagens na costa nordestina revela como o descaso ambiental provoca a degradação dos recifes de corais e compromete a qualidade de vida do homem
DEVASTAÇÃO MARINHA // Série de reportagens na costa nordestina revela como o descaso ambiental provoca a degradação dos recifes de corais e compromete a qualidade de vida do homem
Leonardo Cavalcanti - Diário de Pernambuco
O mar manda mensagens.
O mar manda mensagens.
Algumas explícitas, outras cifradas. Mas todas trazem o mesmo alerta: a degradação e o descaso com os oceanos estão no limite.
Em busca desses sinais marinhos, o Correio Braziliense / Diario de Pernambuco traçou um roteiro jornalístico inédito e, ao longo da semana, apresenta o quadro da devastação do litoral nordestino. O diagnóstico da destruição foi montado a partir de entrevistas e mergulhos com pescadores - acostumados a ver os primeiros indícios dos estragos causados pelo homem -, pesquisadores, dedicados ao estudo dos efeitos das alterações ambientais, moradores da zona costeira e turistas.
De Brasília à costa potiguar, descendo até o sul da Bahia, a reportagem percorreu, em 20 dias, 7.180km e recolheu provas de crimes contra o oceano e a degradação dos recifes, considerados a maior reserva de biodiversidade marinha e comparados a matas tropicais. "Assim como as árvores são as bases de uma floresta, os corais são a base dos ecossistemas recifais e funcionam como termômetros da destruição causada pelo homem", explica Mauro Maída, professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco.
Tais termômetros estão próximos à costa, ainda na plataforma continental, a menos de 30m de profundidade e mostram como a falta de áreas protegidas afeta a biodiversidade marinha. No Brasil, apenas 0,05% da área total da zona econômica exclusiva no oceano é oficialmente resguardada pela legislação, o que faz do mar um ambiente refém de todo o tipo de ataque ambiental.
No Atlântico Sul, os recifes são encontrados apenas no Nordeste brasileiro, o trecho selecionado pela reportagem. Serão mostradas causas e consequências da destruição, como o turismo descontrolado - o primeiro tema a ser abordado pela série -, que prejudica os recifes de corais de Maracajaú (RN), Tamandaré (PE), Fernando de Noronha (PE), Maragogi (AL), Porto de Pedras (AL) e Arraial d'Ajuda (BA).
Pescadores
De Brasília à costa potiguar, descendo até o sul da Bahia, a reportagem percorreu, em 20 dias, 7.180km e recolheu provas de crimes contra o oceano e a degradação dos recifes, considerados a maior reserva de biodiversidade marinha e comparados a matas tropicais. "Assim como as árvores são as bases de uma floresta, os corais são a base dos ecossistemas recifais e funcionam como termômetros da destruição causada pelo homem", explica Mauro Maída, professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco.
Tais termômetros estão próximos à costa, ainda na plataforma continental, a menos de 30m de profundidade e mostram como a falta de áreas protegidas afeta a biodiversidade marinha. No Brasil, apenas 0,05% da área total da zona econômica exclusiva no oceano é oficialmente resguardada pela legislação, o que faz do mar um ambiente refém de todo o tipo de ataque ambiental.
No Atlântico Sul, os recifes são encontrados apenas no Nordeste brasileiro, o trecho selecionado pela reportagem. Serão mostradas causas e consequências da destruição, como o turismo descontrolado - o primeiro tema a ser abordado pela série -, que prejudica os recifes de corais de Maracajaú (RN), Tamandaré (PE), Fernando de Noronha (PE), Maragogi (AL), Porto de Pedras (AL) e Arraial d'Ajuda (BA).
Pescadores
Amanhã serão reveladosos riscos assumidos por pescadores que avançam mar adentro atrás de peixes cada vez mais escassos na costa. Na sequência, o lucrativo tráfico internacional de corais e como os ataques de tubarões em Pernambuco estão relacionados à degradação. O Correio/ Diario também irá mostrar os efeitos da poluição marinha provocada por agrotóxicos da cana-de-açúcar, o lamento de pescadores e as consequências das mudanças climáticas no oceano. Por último, serão apresentadas soluções encontradas por quem resiste a aceitar o descaso e tenta reduzir os efeitos dos crimes cometidos pelo homem contra o mar.
INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!
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2 comentários:
Olá amigos. Estou acompanhando o seu blog e vocês estão de parabéns pelas postagens. Um abraço.
Obrigado Rosangela,
Ajude a divulgar nosso Blog e nossas campanhas em defesa de nossos rios e mares.
envie fotos e noticias dos rios da sua terra!
Abçs
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