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4 de setembro de 2009

RIOS DO BRASIL GANHAM NOVA DEFENSORA COM A FILIAÇÃO DA SENADORA MARINA SILVA AO PV

Seriam as águas do Palácio do Itamaraty que teriam inspirado a candidata?
Criticada por ambientalistas, Dilma adota discurso verde
"No centro da vida nas cidades, nos Estados e no Brasil estão nossos rios", disse. "Respeitar esses rios e essas bacias é algo fundamental."

LEONENCIO NOSSA E TÂNIA MONTEIRO
Da Agência Estado – Brasília, DF

Criticada pelos ambientalistas, a ministra da Casa Civil e gerente das obras do PAC, Dilma Rousseff, virou também "mãe" das águas. Num discurso ontem no Itamaraty, a pré-candidata à Presidência em 2010 trocou a leitura fria de números de uma tela de power point por uma defesa exaltada dos rios e das baías.

Três dias depois da filiação da ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva ao PV, possível concorrente nas eleições presidenciais, Dilma anunciou obras de saneamento em sete Estados, no valor total de R$ 4,5 bilhões, e exercitou uma desconhecida preocupação com os recursos hídricos. "É impossível termos vida se não tivermos o respeito à água", disse. "Respeitar a água é respeitar os mananciais, respeitar os mananciais é respeitar o meio ambiente, então, esse programa de saneamento é em primeiro lugar o respeito às águas deste País."

Dilma, que entrou em divergências com a então ministra do Meio Ambiente Marina Silva por causa de licenças ambientais na Amazônia, deu pouca ênfase hoje a detalhes de orçamento e execução das obras de saneamento, o que costuma fazer nos discursos. Ela chegou a discorrer sobre a forma de ocupação humana ao longo dos rios. "No centro da vida nas cidades, nos Estados e no Brasil estão nossos rios", disse. "Respeitar esses rios e essas bacias é algo fundamental."

Ela destacou que o governo está fazendo obras para melhorar as águas da Baía de Guanabara, do Pantanal e da Baía de Todos os Santos. A ministra disse que os rios que deságuam nesses três lugares trazem problemas "seríssimos" de poluição para os moradores. "Nosso país tinha um nível de tratamento da questão da água e do esgoto primitivo, do século 19", avaliou. "Temos não só nas regiões mais pobres, mas também nas mais ricas uma carência de esgoto tratado." Fonte: Diário de Cuiabá


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