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7 de maio de 2009

CHORUME DO ATERRO DE JARDIM GRAMAXO (RJ) GANHA ETE

Aterro do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

Aterro sanitário no Rio ganha estação de tratamento de efluentes líquidos

Agência Brasil - 07/05/2009

Destino final de mais de 80% do lixo produzido na região metropolitana do Rio de Janeiro, o Aterro do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ganhou novas instalações na Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos – ou chorume, o líquido preto que escorre do lixo. Essa é a primeira fase do sistema de tratamento que envolve duas etapas e tem previsão para terminar em 60 dias.

O assessor da diretoria técnica e industrial da Comlurb, José Henrique Penido, explicou que as novas instalações vão contribuir para a melhoria e qualidade ambiental do Jardim Gramacho.

“O chorume tem uma carga de matéria orgânica que contamina os recursos hídricos, o lençol freático e estava prestes a contaminar a Baía de Guanabara, já que o Aterro do Gramacho fica às suas margens”, explicou. “Com a nova estação, o aterro vai absorver 1.920 metros cúbicos de chorume por dia, quase seis vezes mais do que absorve hoje, e será uma das maiores unidades de tratamento do mundo desse tipo de resíduo”.

A iniciativa faz parte do processo de recuperação e manutenção do Aterro do Jardim Gramaxo, iniciado em 1997. A Comlurb chegou a afirmar que o local que recebe mais de 8 mil toneladas de lixo por dia estava condenado.

De acordo com Penido, novos estudos geotécnicos mostraram que o local agora terá uma sobrevida de mais quatro anos, mas que seu fechamento é inevitável. A prefeitura do Rio criou um grupo de trabalho para estudar alternativas para o futuro tratamento do lixo.

O presidente da Associação dos Catadores do Jardim Gramacho, Sebastião Santos, disse que os mais de 1.200 catadores que trabalham no aterro estão preocupados com o possível fechamento do local. “A medida é muito boa para a comunidade e para o meio ambiente, mas espero que não se esqueçam dos catadores, que precisam de incentivo e apoio para continuar exercendo seu trabalho”.

Para ele, é fundamental que as autoridades criem uma política de inclusão social para a categoria. Os catadores, assinalou Santos, ainda não têm seu papel social reconhecido, embora desempenhem um trabalho importante para a sociedade por ajudar na reciclagem de resíduos e desafogar os aterros sanitários, reduzindo assim gastos do poder público.

Segundo Penido, os novos aterros sanitários não poderão ter a presença de catadores por questões de segurança para a saúde humana e ambientais. No entanto o edital de concessão da Comlurb exige que a empresa que ganhou a licitação para administrar o aterro pague R$ 1,2 milhão por ano durante 14 anos para um Fundo de Participação dos Catadores. “Esse fundo será administrado pelos próprios catadores, que poderão usar o dinheiro para gerar emprego e renda ou até mesmo cursos para que se capacitem para outras profissões.” (Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil)


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