Represa de Itupararanga (foto de Adilson Karafa)Agrotóxicos ameaçam represa represa de Itupararanga, SP
Produtores de cebola, repolho e outras culturas que dependem da aplicação intensiva de agrotóxicos estão fazendo plantações nas margens da represa de Itupararanga, manancial que abastece cerca de 1 milhão de pessoas de cidades como Sorocaba, Votorantim, Mairinque, Ibiúna e São Roque.
Eles retiram a água da represa com bombas clandestinas – sem a licença do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), órgão do governo estadual – para a irrigação das lavouras. Essa água e as chuvas carregam pesticidas para a represa, pois a mata ciliar, localizada na margem, foi suprimida. O manancial e seu entorno foram transformadas em Área de Proteção Ambiental (APA) estadual pela Lei 10.100/98, mas o uso não é fiscalizado. Reportagem de José Maria Tomazela, do O Estado de S.Paulo.
Estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou o risco de contaminação por pesticidas no manancial que é uma das únicas reservas de águas limpas na região de Sorocaba.
Produtores de cebola, repolho e outras culturas que dependem da aplicação intensiva de agrotóxicos estão fazendo plantações nas margens da represa de Itupararanga, manancial que abastece cerca de 1 milhão de pessoas de cidades como Sorocaba, Votorantim, Mairinque, Ibiúna e São Roque.
Eles retiram a água da represa com bombas clandestinas – sem a licença do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), órgão do governo estadual – para a irrigação das lavouras. Essa água e as chuvas carregam pesticidas para a represa, pois a mata ciliar, localizada na margem, foi suprimida. O manancial e seu entorno foram transformadas em Área de Proteção Ambiental (APA) estadual pela Lei 10.100/98, mas o uso não é fiscalizado. Reportagem de José Maria Tomazela, do O Estado de S.Paulo.
Estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou o risco de contaminação por pesticidas no manancial que é uma das únicas reservas de águas limpas na região de Sorocaba.
PRODUÇÃO
O agricultor Takioshi Yamanata cultiva mais de 50 hectares com repolho, milho e cebola a pouco metros da margem. Embalagens vazias de fungicida, inseticida e lubrificante ficam espalhadas pelo terreno, que tem declive acentuado em direção à represa. As lavouras são irrigadas pelo sistema de aspersão. Um motor a diesel capta a água no manancial.
Yamanata admite que não tem autorização para fazer a captação. “A licença venceu e não renovei”, afirma o agricultor. Parte das terras é arrendada. Ele conta que faz lavouras no local há cinco anos e nunca teve problemas com o meio ambiente. “Só uso veneno com receita (receituário agronômico).” O agricultor garante que, quando adquiriu as terras, já não havia mata ciliar.
O cheiro forte de veneno chega à vicinal que margeia a represa, entre Votorantim e Piedade. De acordo com diagnóstico divulgado pela entidade ambientalista SOS Itupararanga, 42,2% dos 192 quilômetros de margens da represa estão ocupados por lavouras com alta dependência de agroquímicos. Segundo o documento, para facilitar o manejo da cultura, a tubulação do sistema de irrigação e os talhões de lavoura são dispostos morro abaixo.
PLANO DE MANEJO
A diretora Viviane Rodrigues de Freitas, que integra também o conselho gestor da APA, informou que o plano de manejo vai restringir a atividade agrícola nas margens da represa, mas aguarda aprovação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
O Ministério Público de Votorantim apura o nível de degradação da represa e pediu ao Daee uma lista das autorizações para uso da água.
O objetivo é controlar a retirada indiscriminada e eventuais fontes de poluição. Além do abastecimento público, a represa gera energia para a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) do grupo Votorantim.
O Daee confirma que a maioria das captações para irrigação está irregular. O órgão informou que espera a definição de uma ação conjunta com o Ministério Público.
Saiba mais
A área da represa de Itupararanga abrange parcialmente os municípios de Alumínio, Cotia, Ibiúna, Mairinque, Piedade, São Roque, Vargem Grande Paulista e Votorantim, todos no Estado de São Paulo. Ibiúna tem 62,9% da bacia
Atividades como mineração, uso intensivo de irrigação e falta de zoneamento territorial também comprometem a qualidade ambiental da região
Na represa também ocorre pesca predatória
EcoDebate, 13/10/2009
INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!
O agricultor Takioshi Yamanata cultiva mais de 50 hectares com repolho, milho e cebola a pouco metros da margem. Embalagens vazias de fungicida, inseticida e lubrificante ficam espalhadas pelo terreno, que tem declive acentuado em direção à represa. As lavouras são irrigadas pelo sistema de aspersão. Um motor a diesel capta a água no manancial.
Yamanata admite que não tem autorização para fazer a captação. “A licença venceu e não renovei”, afirma o agricultor. Parte das terras é arrendada. Ele conta que faz lavouras no local há cinco anos e nunca teve problemas com o meio ambiente. “Só uso veneno com receita (receituário agronômico).” O agricultor garante que, quando adquiriu as terras, já não havia mata ciliar.
O cheiro forte de veneno chega à vicinal que margeia a represa, entre Votorantim e Piedade. De acordo com diagnóstico divulgado pela entidade ambientalista SOS Itupararanga, 42,2% dos 192 quilômetros de margens da represa estão ocupados por lavouras com alta dependência de agroquímicos. Segundo o documento, para facilitar o manejo da cultura, a tubulação do sistema de irrigação e os talhões de lavoura são dispostos morro abaixo.
PLANO DE MANEJO
A diretora Viviane Rodrigues de Freitas, que integra também o conselho gestor da APA, informou que o plano de manejo vai restringir a atividade agrícola nas margens da represa, mas aguarda aprovação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
O Ministério Público de Votorantim apura o nível de degradação da represa e pediu ao Daee uma lista das autorizações para uso da água.
O objetivo é controlar a retirada indiscriminada e eventuais fontes de poluição. Além do abastecimento público, a represa gera energia para a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) do grupo Votorantim.
O Daee confirma que a maioria das captações para irrigação está irregular. O órgão informou que espera a definição de uma ação conjunta com o Ministério Público.
Saiba mais
A área da represa de Itupararanga abrange parcialmente os municípios de Alumínio, Cotia, Ibiúna, Mairinque, Piedade, São Roque, Vargem Grande Paulista e Votorantim, todos no Estado de São Paulo. Ibiúna tem 62,9% da bacia
Atividades como mineração, uso intensivo de irrigação e falta de zoneamento territorial também comprometem a qualidade ambiental da região
Na represa também ocorre pesca predatória
EcoDebate, 13/10/2009
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quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!
2 comentários:
Olá!
eu faço parte da SOS Itupararanga, uma ONG ambientalista localizada no município de Ibiúna, nós defendemos as causas ambientais e, principalmente, da Represa Itupararanga. Gostei do seu post, ele retrata bem a realidade da Represa, e coisas que muitas pessoas não sabem, como por exemplo a pesca predatória que é um grande problema na Represa hoje.
Gostei muito do trabalho de vocês! Um abraço!
ÒTIMO QUE VOCÊS GOSTARAM, LENITA!
Escrevam um artigo sobre o SOS Ituparanga, enviem fotos, vídeos e descrição das principais ações que desenvolvem para postarmos no Blog. Se tivedrem um blog ou site, enviem a URL para visitarmos e divulgarmos para visitação!
Podem contar com nosso apoio e VAMOS SALVAR A REPRESA ITUPARANGA....
saudações eco-fluviais,
Prof. Jarmuth
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