
Carnaval e saneamento básico,
artigo de Aroldo Cangussu
Ecodebate 24/10/2009
falta de saneamento básico
Às vezes fico impressionado com as grandes despesas que algumas prefeituras da região fazem para promover festas nas suas cidades, normalmente com bandas de música axé e forró e duplas sertanejas. E são prefeituras de municípios pobres – paupérrimos até – e, mesmo assim, não medem esforços para trazer esses artistas.
Já discuti isso com alguns prefeitos e eles me informaram que essa é a maior demanda de parte da população, principalmente dos jovens que reclamam da falta de diversões na sua cidade. Normalmente, essas cidades carecem de tudo, principalmente saúde, educação e saneamento básico.
O que me deixa admirado é que nessas localidades não existe tratamento de esgoto, o lixo não é bem administrado e o abastecimento de água é deficiente. Nada disso preocupa muito os jovens, eles querem saber é de festa. A saúde, também, é altamente problemática e o dinheiro gasto nas “micaretas” e “folias” poderia ser muito mais bem empregado para melhorá-la.
Infelizmente, temos a cultura, principalmente aqui na região norte de Minas, de priorizar a televisão relegando a leitura a segundo plano. Basta verificar a circulação de jornais e revistas – que é baixíssima – e a ausência completa de livrarias para se constatar o nível de exigência das pessoas. Não existe um só cinema em toda a micro região da Serra Geral, isto é muito triste.
Quero deixar bem claro que tudo isso não ocorre apenas aqui na nossa região e sim em todo o estado de Minas Gerais, no Brasil e em toda a América Latina.
Quase todas as pessoas reclamam de seus prefeitos em relação a atendimento médico para curar doenças, mas ninguém exige tratamento adequado em relação ao esgoto, abastecimento de água e disposição adequada do lixo que são fundamentais para a prevenção daquelas doenças.
Assim, temos um círculo vicioso: o prefeito tenta atender – mal – as demandas do seu povo, porque isso traz votos e deixa de fazer aquilo que realmente iria trazer benefícios para a população, pois, eleitoralmente, não é recomendável instalar tubulações subterrâneas de água e esgoto.
Mas, o futuro dirá quem foi bom para a cidade: aquele que assumiu o risco da impopularidade e implantou projetos modernos ou aquele que realizou o melhor carnaval.
Aroldo Cangussu, Engenheiro, Coordenador Adjunto do Fórum Mineiro de Comitês de Bacia Hidrográficas e do Comitê de Bacia dos Afluentes Mineiros do Rio Verde Grande SF-10.
Já discuti isso com alguns prefeitos e eles me informaram que essa é a maior demanda de parte da população, principalmente dos jovens que reclamam da falta de diversões na sua cidade. Normalmente, essas cidades carecem de tudo, principalmente saúde, educação e saneamento básico.
O que me deixa admirado é que nessas localidades não existe tratamento de esgoto, o lixo não é bem administrado e o abastecimento de água é deficiente. Nada disso preocupa muito os jovens, eles querem saber é de festa. A saúde, também, é altamente problemática e o dinheiro gasto nas “micaretas” e “folias” poderia ser muito mais bem empregado para melhorá-la.
Infelizmente, temos a cultura, principalmente aqui na região norte de Minas, de priorizar a televisão relegando a leitura a segundo plano. Basta verificar a circulação de jornais e revistas – que é baixíssima – e a ausência completa de livrarias para se constatar o nível de exigência das pessoas. Não existe um só cinema em toda a micro região da Serra Geral, isto é muito triste.
Quero deixar bem claro que tudo isso não ocorre apenas aqui na nossa região e sim em todo o estado de Minas Gerais, no Brasil e em toda a América Latina.
Quase todas as pessoas reclamam de seus prefeitos em relação a atendimento médico para curar doenças, mas ninguém exige tratamento adequado em relação ao esgoto, abastecimento de água e disposição adequada do lixo que são fundamentais para a prevenção daquelas doenças.
Assim, temos um círculo vicioso: o prefeito tenta atender – mal – as demandas do seu povo, porque isso traz votos e deixa de fazer aquilo que realmente iria trazer benefícios para a população, pois, eleitoralmente, não é recomendável instalar tubulações subterrâneas de água e esgoto.
Mas, o futuro dirá quem foi bom para a cidade: aquele que assumiu o risco da impopularidade e implantou projetos modernos ou aquele que realizou o melhor carnaval.
Aroldo Cangussu, Engenheiro, Coordenador Adjunto do Fórum Mineiro de Comitês de Bacia Hidrográficas e do Comitê de Bacia dos Afluentes Mineiros do Rio Verde Grande SF-10.
EcoDebate, 24/10/2009
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1 comentários:
Infelizmente na maioria dos municipios brasileiros ei de concordar que o prefeito que priorizar mais obras de saneamento e menos diversão será punido nas urnas. Obras que não aparecem não dão votos e além do mais está havendo uma alienação geral da população, pouca leitura, muita televisão, baixa escolaridade e bundalização. A ignorância está tomando conta de nosso povo. Que tristeza.
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