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17 de outubro de 2009

BID EMPRESTA US$ 600 MILHÕES PARA TRATAMENTO DE ESGOTO DO RIO TIETÊ - SP


Obras do projeto para despoluição do rio Tietê recebem empréstimo do BID

Neste ano o projeto entrou na terceira etapa. Até 2015, a região metropolitana vai tratar 84% do esgoto que produz. Hoje, o índice não passa de 70%.


O BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento emprestou 600 milhões de dólares para obras de tratamento de esgoto que podem ajudar a despoluir o rio Tietê.

Na região metropolitana: lixo, muito lixo. Na beira do rio, entulho e garrafas plásticas.

Essa situação foi registrada no mês passado pelo flutuador do SPTV. Na capital índice zero de oxigênio na água.

"A cada 200 metros tem esgoto, é branco é amarelo”, fala Dan Robson, guardião do flutuador.

Para devolver a vida ao rio, desde 1992 está sendo desenvolvido pelo governo do estado o projeto Tietê. Foram construídas estações de tratamento de esgoto.

Neste ano o projeto entrou na terceira etapa. Até 2015, a região metropolitana vai tratar 84% do esgoto que produz. Hoje, o índice não passa de 70%.

“Significa qualidade de vida imediata da população e melhor condições urbanas”, fala Dilma Pena, secretária de Saneamento e Energia.

Nos próximos anos, serão investidos mais de um bilhão de dólares. Seiscentos milhões vêm de um empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que acabou de ser aprovado.

A obra vai ajudar na despoluição do córrego do Ipiranga. Quando estiver pronto, o coletor vai transportar para a estação de tratamento 300 litros de esgoto por segundo que hoje vão parar no rio Tietê.

O presidente da Sabesp acredita que em dez anos a população vai perceber uma melhora significativa.

“O mais importante de tudo é a participação da população, colaborando, cobrando dos representantes para que a gente realmente avance neste programa”, diz Gesner Oliveira, presidente da Sabesp.

Dos 15 milhões de moradores da região metropolitana, menos da metade, ou sete milhões, têm coleta e tratamento de esgoto.

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