Se você e sua comunidade desejam resolver o problema de poluição e contaminação das águas de sua bacia hidrográfica, basta procurar o MINISTÉRIO PÚBLICO de sua Comarca e solicitar providências, através de uma "AÇÃO CIVIL PÚBLICA", contra os poluidores. Não tem custo algum e suas gerações futuras vão agradecer muito!

DIA DA TERRA 2014

DIA DA TERRA 2014
O que fizermos para o nosso PLANETA TERRA será sentido e colhido pelos nossos filhos, netos e bisnetos nas próximas décadas. Poderão ser ações destruidoras ou benéficas...lembrem-se que nossas ações serão cobradas ou valorizadas por nossas gerações futuras! <\b>

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2 de fevereiro de 2011

ANALISANDO AS ENCHENTES EM FRANCO DA ROCHA E REGIÃO




Novaes e as enchentes em Franco da Rocha

Comentando o artigo:
FRANCO DA ROCHA E AS ENCHENTES


Caro (a) Jarmuth Andrade

Nos últimos 15 dias tomei conhecimento pela imprensa e e-mails de amigos dos 3 fatos seguintes:

  • A SABESP descarregou 80 m³/s pelas comportas da barragem Paiva Castro e provocou a maior inundação já ocorrida em Franco da Rocha. Essa informação foi confirmada pela SABESP que alegou se tratar de uma “decisão técnica”, num primeiro momento apoiada pelo Governador.

Considero o seguinte:

O reservatório Paiva Castro é formado pelo Rio Juquerí cuja vazão média é de 2 m³/s. Ele recebe dos outros 3 reservatórios do Sistema Cantareira a vazão média de 31 m³/s, junta aos seus 2 m³/s e encaminha para a elevatória de Santa Inês para o abastecimento da RMSP. Se trata de operação de rotina da SABESP que já acontece há 30 anos.

As precipitações intensas dessa época do ano nessa região apresentam dados de mais de 40 anos. Não foi observada nenhuma precipitação catastrófica nos últimos anos.

Não consigo entender a descarga de 80 m³/s a não ser mais uma enorme irresponsabilidade da SABESP. Nem sei onde foram encontrar os 80 m³/s para descarregar.

  • O reservatório Jaguari na semana passada apresentava níveis referentes a 102% da sua capacidade total e começou a descarregar (?) vazões para jusante inundando populações ribeirinhas.

Considero o seguinte:

Esses reservatórios tem obrigação de atender a 2 objetivos: abastecimento de água e controle de enchentes a jusante da barragem: os objetivos são conflitantes porque o controle de cheias exige a manutenção nessa época do ano de um volume vazio para amortecer eventuais ondas de cheias; para o abastecimento de água quanto mais cheio melhor.

Nessas condições o nível de 102% nessa época do ano se constitui numa tremenda irresponsabilidade da SABESP.

No ano passado aconteceu o mesmo e a SABESP quando questionada informou que o compromisso dela era com o abastecimento de água, ou seja, a operadora do maior sistema de produção de água da América Latina é completamente irresponsável! Mas o pior é que ninguém se importa com isso nem a sociedade nem o Governo do Estado.

Obs.Final: A SABESP só faz o que quer e só informa o que lhe convém. Não possui nenhuma credibilidade.

  • Da Assessoria de Imprensa da SABESP para a imprensa: “Encontro da Diretoria da SABESP com defesas civis.”

Participaram a Presidente, o Diretor Metropolitano e o Superintendente de Produção.

Informações e Conclusões:

1.    O objetivo: tirar dúvidas sobre a operação dos reservatórios.

2.    Conclusão: represas minimizaram impactos das enchentes.

3.    O Diretor Metropolitano disse que é importante a liberação de água dos reservatórios quando o nível máximo operacional é atingido para impedir o rompimento da barragem.
A SABESP começou a abrir as comportas de Paiva Castro às 10:30 hs de 11/01 porque em apenas 2 horas a chuva aumentou a vazão de 15 para 140 m³/s e o volume armazenado saltou de 46 para 97%. No reservatório Jaguari as comportas foram abertas com 102%.

Considero o seguinte mantendo os itens:

1.    Pela leitura do documento elaborado para a imprensa fica evidente a preocupação da SABESP de obter um atestado de inocência usando os membros das defesas civis.

2.    A conclusão do encontro de que as represas minimizaram os impactos das enchentes evidencia uma manobra diversionista no sentido de exaltar a importância da existência de represa (o que é obvio ululante) quando o problema em dúvida se localiza naoperação da mesma.

3.    O Diretor Metropolitano considera como nível máximo operacional de Paiva Castro, 97% e Jaguari 102%. E o volume de espera (vazio) que deve ser observado para o amortecimento do pico de cheia? Para ele não existe o que vem comprovar mais uma vez que a SABESP opera seus reservatórios para atender apenas ao abastecimento de água ignorando o controle de inundações como ele mesmo já havia afirmado no ano passado: o nosso compromisso é com o abastecimento de água. Nessas condições não há dúvida sobre a responsabilidade da SABESP com a inundação de Franco da Rocha e a jusante do Jaguari.


Aceite o meu abraço,




Julio Cerqueira Cesar Neto

11 36669924 11 99137065
www.juliocerqueiracesarneto.com

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