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9 de abril de 2010

OS AMBIENTALISTAS E ESPECIALISTAS CARIOCAS FALAM DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS DO RJ


Jorge Rios ALTERNEX




prezada Patricia:
Concordo com vc. e LEIA O " MEU LIVRO " [escrito a 4 maos]
intitulado " REVITALIZACAO DE RIOS " publicado pela SEMADS - GTZ ver no SITE www.profrios.kit.net DOWNLOAD GRATIS
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SDS. FLUVIAIS;
PROF. JORGE RIOS = www.profrios.kit.net

----- Original Message -----
Sent: Tuesday, April 06, 2010 5:18 PM


Subject: [REBEA] Fwd: Reflexão de uma geógrafa sobre a naturalização das enchentes e dos desastres

patygsp@gmail.com> escreveu:


Companheiros, refletindo nesta tarde chuvosa escrevi esta reflexão
para dividir com o grupo:

O processo de impermeabilizaçã o da cidade do Rio de Janeiro e todas as grandes cidades em geral, em função da expansão desordenada das áreas cosntruídas, gerou consequentemente intevenções urbanísticas que buscam "doutrinar" as dinâmicas ambientais dos recursos naturais instalados na cidade.

Atividades como retificação de cursos de rios, supressão de vegetação de apps, impermeabilizaçã o do solo com asfaltamento e ocupação do uso do solo , dentre outras promovem a descaracterizaçã o e interferência nas dinãmicas naturais.

Precisamos entrar de cabeça em um projeto que contemple a construção de uma cidade realmente sustentável, com a re-naturalizaçã o de áreas com função ambiental, tendência já muito difundida na europa, onde todos os projetos de urbanismo já possuem um olhar acurado voltado ás questões de gestão da paisagem ou ecologia da paisagem.

No Rio cito como por exemplo a praça da bandeira, que era uma área manguezal, ou seja ecologicamente é uma área de depósito de sedimentos carreados dos morros e encostas, com sua vegetação promove a redução da velocidade da água, auxilia na penetração da água no solo para reabastecer o lençól freático, dentre muitas outras funções ecológicas.

Historicamente, recebe as águas do maciço da carioca e sem-pre irá inundar por causa da descaracterizaçã o de suas características naturais, que por sua vegetação, tipo de solo e posicionamento geográfico amenizavam os impactos das precipitações de forma natural.

Ali era uma localidade que abrigava um grande manguezal, e onde as águas que vertem dos rios do maciço da tijuca vão encontrar a Baía de Guanabara.

O não desempenho da função ambiental da vegetação de manguezal, que existia no local, promove historicamenteinund ações e prejuízos à todos.

Entender e respeitar as dinâmicas naturais é fundamental para cosntruirmos uma relação sustentada com o ambiente natural urbano.

Um abraço,

--
“... o mau desenvolvimento, na prática, tem se mostrado predatório, penoso e injusto. O progresso, entendido apenas como avanço técnico, material e crescimento econômico, está sendo obtido dentro de um padrão de produção, de consumo, de acumulação e de vida insustentável”
(LEFF, 1999).
Pense antes de consumir!!!


Patrícia Moreira Mendonça e Sílva Geógrafa 2008125153 CREA/RJ Gestora Socioambiental - FGV/RJ Mestranda em Ciência Ambiental - PGCA/UFF
(21) 9335-3688 begin_of_the_skype_highlighting (21) 9335-3688 end_of_the_skype_highlighting


Em 6 de abril de 2010 14:56,
Jacqueline Guerreiro
o@yahoo.com. br> escreveu:


Oi Alexandre

Muito bom teu texto e estou repassando para os colegas cariocas das redes...aqui em Jacarepaguá está um caos...bairros populares como Curicica, Gardênia Azul, Cidade de Deus mal são comentados nos noticiários.. .moro em Praça Seca, bairro que liga a AP4 (Jacarepaguá e Barra da Tijuca) à AP3 ( Zona Norte) e a situação é calamitosa, com as ruas com imensas crateras...as águas não conseguiram escoar e
voltaram para dentro das casas ( incluindo a minha) pelos ralos dos banheiros...

A Agenda 21 da Cidade está adormecida, pois nem o poder público e nem algumas ONGs que estão lá no Fórum da Agenda a vêem como prioridade...e alguns dos projetos construídos como o Plano de Ação da Agenda 21 nas 5 Áreas de Planejamento, se tivessem sido colocados em pauta nas políticas públicas poderiam minimizar os impactos das chuvas.

O que temos aqui na cidade é o sequestro de suas áreas pela especulação imobiliária e por políticas públicas incoerentes e desastrosas.

Vimos tentando construir diálogos entre redes e coletivos de educação ambiental na cidade e no estado, como a Rede de Educadores Ambientais da Baixada Fluminenese e a Rede de Educadores Ambientais da Baixada de Jacarepaguá e com outros coletivos como a Rede de Agendas 21 Locais - Elo Rio de Janeiro para que ações e projetos de educação ambiental sejam efetivamente inseridos em políticas públicas que pensem o território e que possam efetivamente influir em políticas públicas, adensando os conselhos e espaços de particpação cidadã.

Mas ainda ouvimos vozes aqui no Rio afirmando que os educadores ambientais não deven adentrar estes espaços de representatividade cidadã, que devem se ater à informar, formar, qualificar.. .só não entendo muito bem para quê.

Abraços aperreados e entristecidos de uma carioca
Jac

Em 6 de abril de 2010 13:35, Alexandre Pessoa Dias gmail.com> escreveu:


Companheiro( a)s,

Frente ao caos por que passa o RJ em decorrência das fortes chuvas, se não
podemos interferir diretamente na precipitação pluviométrica que cai sobre
as cidades, certamente os sistemas de drenagem pluvial nas areas urbanas têm
um papel imprescindível sobre os efeitos das inundações e sua mitigação
junto às populações, em especial junto às comunidades de baixa renda, nas
quais as consequências dessa precariedade são mais perversas.

A maior prova do descaso do poder público municipal do RJ na gestão adequada
das águas pluviais é que nossa cidade, historicamente atacada pelas fortes
chuvas, até hoje nao possui um *Plano Diretor de Manejo das Águas Pluviais*.
Isso é um absurdo! Este documento é que precisa diagnosticar, estabelecer
planos de ações de pequeno, médio e longo prazo, em termos de intervenções
de engenharia, ações de educação ambiental, serviços de manutenção e
sistemas de monitoramento e alerta. No caminho contrário, os governos
reduzem o problema à simples limpeza de bueiros e outros pseudo-argumentos
isolados, reduções estas que representam distorções técnicas
injustificáveis, de interesse politico.

Paralelamente a isso, como a manutenção dos sistemas de esgotos nas favelas
do RJ está abandonada, uma vez que a prefeitura do RJ não
disponibiliza recursos financeiros e condições gerenciais para isso, as
comunidades ficam mais vulneráveis a ambientes insalubres, em decorrência da
maior mobilidade das águas residuárias durante as chuvas. Problemas no
manejo dos resíduos sólidos tambem são flagrantes e intensificam o caos.

Este fato demonstra como nossas cidades estão com sua saúde ambiental
comprometida, uma vez que as prioridades de investimentos não são
direcionadas para um saneamento eficaz e efetivo. Paleativos em termos de
obras de saneamento podem, na verdade, intensificar os problemas sanitários,
não devendo ser considerados como política pública integrada capaz
de interferir visceralmente na dinâmica dos territórios.

Por outro lado, o governador do estado, Sérgio Cabral, se apressa em
culpabilizar as ocupações irregulares, outro argumento reducionista e
distorcido (consequência do déficit habitacional desta cidade partida) e
aproveita para fazer propaganda do PAC na grande imprensa, dizendo ser este
um exemplo de ação, quando na verdade as próprias obras do PAC já
estão sendo seriamente comprometidas pela ação implacável das
águas, de(corrente) da baixa qualidade dos projetos e
da execução dos grandes empreendimentos no RJ.

A imprensa no RJ somente aborda, de forma superficial, as consequências e
nao estabelece os nexos causais. Nem mesmo orientações básicas de saúde,
quanto à utilização de sapato e à necessidade de se tomar banho com sabonete
após contato com as águas de chuvas, etc..são fornecidas à população.

Precisamos, na defesa da vida, revelar os graves problemas de saneamento,
tanto urbano quanto rural, de forma a enfrentar os desastres e promover a
saúde ambiental em nosso país. A educação ambiental e mobilização social em
saneamento e em saude, bem como o controle social efetivo são
necessários para a exigibilidade dos direitos sociais a ambientes
saudáveis.

Saudações ecossanitarias
Alexandre Pessoa Eng. sanitarista - Fiocruz

Fonte: REBEA
Jacqueline Guerreiro Educadora Ambiental 21-75792802/ 98867396


INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas do Brasil!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!

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