Alguns dos desafios do saneamento em São Paulo: a universalização dos serviços de água e esgoto, a melhora na prestação de serviços, controle de inundações, obras de drenagem e canalizações, entre outros. Universalização de Saneamento deve ocorrer em dez anos no estado de São Paulo |
| Em 15/04/2011 |
Na manhã de 13 de abril, o secretário Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni, e a presidente da Sabesp, Dilma Pena, discutiram a universalização do saneamento básico no estado em seminário no 55º Congresso Estadual de Municípios, em São Vicente (SP). Para Giriboni, São Paulo está no caminho correto para a universalização. “O estado está próximo de atingir 100% de abastecimento de água à população e temos mais de 85% da população com tratamento de esgoto. São muitos avanços”. Ele mostrou aos congressistas os programas disponibilizados pelo Governo do Estado aos municípios e considerou o Congresso da Associação Paulista como uma “oportunidade de apresentar a todos as ações da Secretaria”. O secretário classificou como alguns dos desafios do saneamento em São Paulo a universalização dos serviços de água e esgoto, a melhora na prestação de serviços, controle de inundações, obras de drenagem e canalizações, entre outros. Como foco da palestra, foram destacadas as ações necessárias para a universalização: aumento da eficiência dos prestadores de serviços; garantia permanente de recursos financeiros; redução de impostos no setor; e participação privada. “Metade do esgoto tratado no Brasil encontra-se em São Paulo. De 2000 a 2008, 60% do incremento de tratamento de esgoto no país ocorreu devido às ações do estado paulista”, garantiu. Edson finalizou afirmando que a Secretaria de Estado pretende ajudar os municípios com o Plano Municipal de Saneamento. “É o principal instrumento da política de saneamento que deve definir objetivos, metas e investimentos necessários à universalização dos recursos”. Após as palavras do secretário, a presidente da Sabesp explicou o papel da empresa rumo à universalização, demonstrando os desafios. De acordo com a presidente, no ritmo atual, a universalização dos serviços de água e esgoto ocorrerá somente no ano de 2060, considerando o investimento realizado nos últimos anos. “Se considerarmos o conjunto de investimentos realizados pela Sabesp ou pelo programa Água Limpa, não em cinquenta anos, mas em oito ou dez de trabalho, o estado de São Paulo conseguirá universalizar os serviços”, afirmou. Para isso, é necessário um investimento de 255 bilhões de reais. “O saneamento ajuda a diminuir a mortalidade infantil. Segundo o governador Geraldo Alckmin, várias doenças que a cura ou a extinção dependem do saneamento, decorrem de água não tratada”, relatou Dilma. Como ação para atingir os objetivos, a Sabesp pretende acelerar e manter o nível de crescimento para que, até o final desta década, a empresa seja reconhecida como a que universalizou o saneamento em todos os municípios que trabalha. Fonte: Jornal O Serrano |
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