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18 de abril de 2011

PESCADO MAIS BARATO NA SEMANA SANTA EM MANAUS


Pirarucu oriundo de pesca manejada estará entre os peixes que comporão a cesta básica do programa da Sepror (Arquivo/AC)

Sepror garante pescado mais barato na Semana Santa

O programa Peixe Popular será ampliado e chegará aos bairros mais carentes e distantes de centro da cidade

MANAUS -AM
A Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (Sepa/ sepror) vai colocar à disposição do consumidor cerca de 270 toneladas de pescado durante a Semana Santa.

A proposta é garantir o pescado mais próximo da população e a preços mais baixos que os praticados no mercado. Por ser um período de entressafra e de grande demanda, durante a Semana Santa o preço do peixe chega a ser de 20% a 30% mais caro que nas semanas anteriores ou posteriores.

De acordo com o secretário executivo da Pesca da Sepror, Geraldo Bernardino, o programa Peixe Popular será ampliado e chegará aos bairros mais carentes e distantes de centro da cidade. Áreas com melhor poder aquisitivo também serão atendidas, mas em proporção menor.

Atualmente o peixe é vendido em dois caminhões, mas de 17 a 23 de abril será em dez. A estimativa é de ter 150 toneladas da piscicultura oriundas das associações de aquicultura familiar e da empresarial e outras 120 t da pesca artesanal.


“A nossa preocupação é ter peixe em quantidade, qualidade, ajudar regularizar, além de colocar o pescado mais perto do consumidor, diminuindo a ação do atravessador”, disse o secretário executivo.
Caminhões
Sete caminhões ficarão em bairros como Cidade de Deus, Rio Piorini, Santa Etelvina, Mutirão, Amazonino Mendes, Parque São Pedro, Grande Conquista, Nova Vitória, Gilberto Mestrinho, Igarapé do Passarinho e Parque da Expoagro. 
Esses bairros já participam do programa, criado há quatro anos para evitar o desperdício do pescado durante a safra, e possuem população com baixo poder aquisitivo. Nesses locais, será vendido basicamente o jaraqui, com preços regulados e tabelados. O consumidor poderá comprar cinco jaraquis (em torno de 1 kg) por R$ 1.
Para atender o público com uma renda melhor, serão disponibilizados três caminhões frigoríficos para percorrer alguns bairros e locais estratégicos das zonas Sul e Centro-Sul, por exemplo.
Também serão montadas tendas na Expoagro, em frente a Arena Amadeu Teixeira  e em frente ao Mindu - Parque Dez). Nas tendas, serão vendidos peixe de manejo e cativeiro como tambaqui, matrinxã e pirarucu, além de peixe processado (filetado, polpa, posta).
Esse pescado terá preço mais em conta que nas feiras e supermercados, segundo Bernardino. O preço vai variar de acordo com tipo e tamanho. O quilo do roelo (tambaqui pequeno entre dois e três quilos) deve custar R$ 8, assim como o da matrinxã média, que pesa de 800g a 1,2 kg. A manta de pirarucu (filé) custará R$ 15 por kg.
Outros peixes de rios poderão ser vendidos nas tendas, como aruanã, surubim pescada e tucunaré. 
    
Por ora, nada específico
A Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) informou que vai colocar em funcionamento dois veículos entregues no fim de março pelo Ministério da Pesquisa e Aquicultura: o caminhão frigorífico e o caminhão feira, que visam ajudar na estruturação da cadeia produtiva e diminuir a ação do atravessador.
“Não teremos ação específica para a data. Vamos colocar o programa de venda direta ao consumidor, com os caminhões em funcionamento o ano todo; algo contínuo”, disse o secretário da Sempab, Rogério Vasconcelos.
O caminhão frigorífico atende a demanda da piscicultura, com o transporte do pescado, e o caminhão-feira do pescado artesanal de comunidades da área do Puraquequara.
Os bairros que serão atendidos inicialmente estão sendo definidos com as associações, mas entre eles estão alguns da zona Leste e da zona Centro-Oeste, como o bairro da Compensa. Fonte: A CRÍTICA/UOL

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