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21 de janeiro de 2009

O RIO DE MINHA INFÂNCIA - (VIII) - Cantinho Literário

Rio Tocantins - Carolina (MA) - Foto: JJLeandro

RIO DE MINHA INFÂNCIA - Poesia


*JJLeandro · Araguaína (TO)


“A minha infância é lembranças de um pátio sevilhano...”
Retrato, António Machado


A memória de minha infância


É um rio caudaloso


Que estranhamente corria para o passado.


Um rio que definhava a cada dia.


Malgrado o volume de chuvas que recebia,


Nunca aumentava.


Era caudaloso, cintilante,


Quando nasci.


Ganhou vigor por algum tempo.


Depois distribuiu afluentes pelo mundo


E ficou mais lânguido, mais vulnerável.


Recebeu algumas oclusões,


Perdeu o vigor, recebeu reparos,


E nunca mais correu como antes pela planície inculta.


Em algum tempo não mais fertilizava plantações


E o trabalho de homens e insetos nas searas


Era um dispêndio inútil de forças.


Mas os olhos de todos sobre ele não era de raiva:


Era de comiseração!


O velho rio agonizava em seu leito feito ancião,


E como ele os seus afluentes perdiam vitalidade.


Mas estavam todos tranqüilos: não há surpresas


Na vida.


Os olhos que se debruçavam sobre o velho rio


Viam nele a história do mundo que se resume


Ao tempo de cada um.


O que existir além disso não passa de sonhos e desejos.


*JJ LEANDRO - Jornalista e escritor, 46, residente em Araguaína -To. Autor do livro de poesias Quase Ave, com o qual ganhou o concurso literário nacional para autores inéditos Cora Coralina em 2002, em Goiânia

Fonte: Overmundo



INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!

1 comentários:

Clarice Villac disse...

Belo poema ! Parabéns !

Mas, será que o destino do rio precisa ser esse mesmo ?...