Nossa homenagem às mulheres portuguesas:CASULO
Acordei
com a chuva correndo em fio
orla suave
de melancolia no horizonte
dos dias que a vida desconhece.
Embrulhei-me no manto frágil
do ar molhado.
Fiz um casulo da alma
adormeci a borboleta e esperei
a palavra certa
estilete de doçura que liberta
as asas de mil cores em voo livre
arco íris em cada gota que cai.
Foto: evilgreg3000

Menina Marota
que deixou um poema de Florbela Espanca :
"Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...
Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?
Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!
Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
... Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!"
(é bom ver-te aqui com essa disposição radiosa):
talvez espuma
talvez esta espuma branca
além
venha falar das viagens
por fazer
talvez apenas se deixe
amar ao vento
num abraço de fervor
talvez seja apenas sal
excessivamente dor
que o rumor das águas
chorem em segredo
talvez só o labor sagrado
das marés
um excesso de vida
a esmorecer
como a paixão que
nasce onda e desmaia
a nossos pés
na ânsia de se perder
Fonte: http://mulher50a60.weblog.com.pt/arquivo/poesia/
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!
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