Realmente gostaria de uma explicação mais convincente sobre as fotos em anexo do sistema de tratamento da EMBASA, que tem Certificação de qualidade ISO 14001 ! ? ! ?
De: "fabianobarretto@globalgarbage.org"
1. Srs. Conselheiros da APA-LN,
Envio mais fotos complementares de Satélite Google e qualidade do esgoto tratado da EMBASA liberada no Rio Pojuca, mostrando os pontos de maior concentração de esgoto no Rio Pojuca, e a qualidade do esgoto tratado da EMBASA liberada no rio.
Sds,
Adriano A. Paiva
2. Subject: Re: Fotos Poluição Esgoto Embasa Rio Pojuca
Prezados,
É necessária, antes de qualquer coisa, uma explicação em relação à aparência dos esgotos tratados em Praia do Forte e Sauípe, já que esta é uma polêmica que se arrasta há anos, talvez por falta de conhecimento, mas que não é o caso do biólogo que envia as fotos, que, por sua formação, seu interesse e o tempo que trabalha na área, deveria já ter se inteirado de como se processam os tratamentos de esgotos em questão.
Para início, eu diria que o nosso maior problema não são os esgotos tratados: são aqueles que não são tratados. Temos um déficit no Brasil de quase 70% em cobertura de esgotos tratados e na Bahia não é diferente. O tipo de tratamento que se faz em Sauípe e Praia do Forte utiliza lagoas de decantação.
No caso de Sauípe, após a digestão anaeróbia da matéria orgânica, lagoas facultativas fazem a digestão aeróbia/anaeróbia e depois, lagoas de maturação utilizam a radiação ultravioleta da luz do sol para atacar os microorganismos patogênicos.
Em Praia do Forte, as lagoas são de outro tipo. Em função da pouca área disponível (foi aproveitado o lixão da localidade para a construção da Estação de Tratamento de Esgotos), foram construídas lagoas aeradas de mistura parcial e de mistura completa e a desinfecção é feita com lâmpadas ultravioletas.
O tempo de retenção nas lagoas e a presença de oxigênio favorece o aparecimento de algas.
A presença de oxigênio é um indicador importante de eficiência da estação, uma vez que ele é utilizado pelos microorganismos para processar a matéria orgânica presente nos esgotos domésticos: significa que esta carga já foi processada. Estas algas é que dão uma aparência verde nos efluentes tratados, e que, em contato com a água do rio, morrem, pois não é o rio seu habitat, sendo absorvidas pelo meio e desaparecendo alguns metros adiante, como é facilmente observável. Talvez o denunciante tenha as fotos do rio 50 metros adiante.
A medida da eficiência das estações é a quantidade de microorganismos patogênicos nos efluentes tratados, medidos indiretamente por meio de coliformes termotolerantes e a carga orgânica, medida por meio da Demanda Bioquímica de Oxigênio, DBO.
A presença de algas é um efeito colateral indesejável nas estações com lagoas, mas que têm o seu papel no processo, perfeitamente depuráveis pelo próprio rio, tendo como efeito aumentar a DBO no ponto de lançamento, pois elas próprias são matéria orgânica.
Não há relação com a eficiência da estação. Sem dúvida existe a poluição visual mas, considerando os benefícios das estações, e a possibilidade das metas progressivas previstas na Lei de Saneamento 11.445/07, podemos deixar a retirada das algas para uma etapa posterior, uma vez que a sua presença não inviabiliza os usos das águas a jusante do ponto de lançamento.
O que devemos todos lutar é pela universalização do saneamento, que tem um custo enorme e necessita de priorização da sociedade e de seus representantes, para que retiremos das águas a enorme carga orgânica que hoje é lançada nelas e salvemos a vida das pessoas por meio da prevenção de doenças transmitidas pelos esgotos não tratados. Estou à disposição para maiores esclarecimentos.
Para início, eu diria que o nosso maior problema não são os esgotos tratados: são aqueles que não são tratados. Temos um déficit no Brasil de quase 70% em cobertura de esgotos tratados e na Bahia não é diferente. O tipo de tratamento que se faz em Sauípe e Praia do Forte utiliza lagoas de decantação.
No caso de Sauípe, após a digestão anaeróbia da matéria orgânica, lagoas facultativas fazem a digestão aeróbia/anaeróbia e depois, lagoas de maturação utilizam a radiação ultravioleta da luz do sol para atacar os microorganismos patogênicos.
Em Praia do Forte, as lagoas são de outro tipo. Em função da pouca área disponível (foi aproveitado o lixão da localidade para a construção da Estação de Tratamento de Esgotos), foram construídas lagoas aeradas de mistura parcial e de mistura completa e a desinfecção é feita com lâmpadas ultravioletas.
O tempo de retenção nas lagoas e a presença de oxigênio favorece o aparecimento de algas.
A presença de oxigênio é um indicador importante de eficiência da estação, uma vez que ele é utilizado pelos microorganismos para processar a matéria orgânica presente nos esgotos domésticos: significa que esta carga já foi processada. Estas algas é que dão uma aparência verde nos efluentes tratados, e que, em contato com a água do rio, morrem, pois não é o rio seu habitat, sendo absorvidas pelo meio e desaparecendo alguns metros adiante, como é facilmente observável. Talvez o denunciante tenha as fotos do rio 50 metros adiante.
A medida da eficiência das estações é a quantidade de microorganismos patogênicos nos efluentes tratados, medidos indiretamente por meio de coliformes termotolerantes e a carga orgânica, medida por meio da Demanda Bioquímica de Oxigênio, DBO.
A presença de algas é um efeito colateral indesejável nas estações com lagoas, mas que têm o seu papel no processo, perfeitamente depuráveis pelo próprio rio, tendo como efeito aumentar a DBO no ponto de lançamento, pois elas próprias são matéria orgânica.
Não há relação com a eficiência da estação. Sem dúvida existe a poluição visual mas, considerando os benefícios das estações, e a possibilidade das metas progressivas previstas na Lei de Saneamento 11.445/07, podemos deixar a retirada das algas para uma etapa posterior, uma vez que a sua presença não inviabiliza os usos das águas a jusante do ponto de lançamento.
O que devemos todos lutar é pela universalização do saneamento, que tem um custo enorme e necessita de priorização da sociedade e de seus representantes, para que retiremos das águas a enorme carga orgânica que hoje é lançada nelas e salvemos a vida das pessoas por meio da prevenção de doenças transmitidas pelos esgotos não tratados. Estou à disposição para maiores esclarecimentos.
3. Srs Conselheiros da APA,
INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!
A explicação não convence, quero ver se o Sr. Júlio Mota vai tomar banho no Rio Pojuca, no local em questão com sua família.
Referente a sua explicação sobre a estação de Praia do Forte acompanhei toda sua implantação, antes a EMBASA queria coloca-la em uma lagoa que fica atrás do Aeroporto de Praia do Forte, nós não concordamos pois era uma lagoa natural, na ocasião sugerimos o local do antigo lixão.
Bom, a estação foi implantada muito bonito, só que houve outra complicações, como não havia energia no local no início, era um gerador quer fazia funcionar o sistema, só que o gerador quebrava, faltava diesel e o sistema parava e o esgoto em natura era despejado na lagoa que fica em frente a ETE de Praia do Forte (ver fotos lagoa eutrofizada na frente da estação, esgoto sendo despejado em canaletas para dentro do mato, lâmpadas ultra violeta desligadas, caixas de passagem vazando, etc, etc, etc - imagens valem mais do que mil palavras), sem falar que as lâmpadas ultravioleta também não funcionavam devido a falta de energia e não havia esterilização por parte das lâmpadas, bom outro problema são as válvulas ao longo das tubulações que estragam suas borrachas de vedação e extravasam o esgoto na rua, outra situação as lâmpadas ultra violeta tem validade de um ano, quem diz que há troca periódica anual, os anos que acompanhei não trocavam as lâmpadas, pois cada custa cerca de mil dólares cada (são seis na ETE Praia do Forte).
Realmente gostaria de uma explicação mais convincente sobre as fotos em anexo do sistema de tratamento da EMBASA que tem Certificação de qualidade ISO 14001 ! ? ! ?
Sds,
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!
2 comentários:
Embasa....uma vergonha.
Olá, não sei como está hoje em dia, esta discussão. Mas,pelas normas do CONAMA, o efluente só pode ser lançado no rio, se estiver dentro dos limites de DBO, DQO etc. Se tem proliferação de algas, significa que a DQO e DBO estão muito elevadas, sendo assim, está provado que o efluente não está bem tratado.
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